GeoEstratégia, Aviação, Defesa, História, Conflitos, dentre outras coisas...

segunda-feira, novembro 30, 2009

Videozão do Aces High - Ouça Alto!

By on 30.11.09

Aces High
Iron Maiden
Composição: Steve Harris

Aces High é o décimo primeiro single da banda de heavy metal inglesa Iron Maiden. A música, escrita por Steve Harris é a primeira faixa do álbum Powerslave. A música conta a história de um piloto da Força Aérea Real em confronto com caças da Luftwaffe alemã durante a Batalha da Grã-Bretanha, ocorrida em 1940. Durante a música conta-se sobre um confronto entre aviões Supermarine Spitfire e Messerschmitt Bf 109.



Aces High

Acima dos Ares



There goes the siren that warns of the air raidLá vai a sirene que avisa do ataque aéreo
Then comes the sound of the guns sending flak Depois vem o som das armas antiaéreas
Out for the scramble, we've got to get airborne Saindo para a confusão, temos de decolar
Got to get up for the coming attack Temos de nos preparar para o ataque que vem


Jump in the cockpit and start up the enginesPular na cabine e ligar os motores
Remove all the wheelblocks, there's no time to waste Remover as travas das rodas, não há tempo a perder
Gathering speed as we head down the runway Tomando velocidade enquanto avançamos pela pista
Got to get airborne before it's too late Temos de decolar antes que seja tarde demais


Running, scrambling, flyingCorrendo, disputando, voando
Rolling, turning, diving Rolando, girando, mergulhando
Going in again indo de novo
Running, scrambling, flying Correndo, disputando, voando
Rolling, turning, diving Rolando, girando, mergulhando


Run,Correr,
Live to fly, fly to live, do or die Viver para voar, voar para viver, fazer ou morrer
Won't you Você não irá
Run, live to fly, fly to live Correr, viver para voar, voar para viver.
Aces high Alturas dos Ases.


Move in to fire at the mainstream of bombersMovendo para atirar na formação de bombardeios
Let off a sharp burst and then turn away Soltar um rajada certeira e depois dar a volta
Roll over, spin round to come in behind them Rodear por cima, girar em volta e vir por detrás deles
Move to their blindsides and firing again Mover para seus pontos sem visão e atirar novamente


Bandits at 8 o'clock are moving behind usInimigos às 8 horas se movem por detrás de nós
Ten ME-109's out of the sun Dez ME-109 vindo da direção do sol
Ascending and turning, our spitfires to face them Subindo e girando nossos Spitfires para encara-los
Heading straight for them I press down my guns. Indo em direção a eles eu aciono minhas armas


Rolling, turning, divingCorrendo, disputando, voando
Rolling, turning, diving Rolando, girando, mergulhando
Going in again indo de novo
Rolling, turning, diving Correndo, disputando, voando
Rolling, turning, diving Rolando, girando, mergulhando


Run,Correr,
Live to fly, fly to live, do or die Viver para voar, voar para viver, fazer ou morrer
Won't you Você não irá
Run, live to fly, fly to live Correr, viver para voar, voar para viver.
Aces high... Alturas dos Ases...

Garimpei esses dois videos emocionantes da musica "Aces High" do Iron Maiden nos videos abaixo as imagens são do "Dark Blue World" e do "Pearl Harbour" no primeiro video. No segundo as cenas são do "Pearl Harbour" e "Battle of Britain". Antes de assistir deixe os videos carregarem totalmente (principalmente o primeiro que é de otima qualidade e da para ver full screen). Ouça alto poque vai ser dificil não se emocionar... Se possivel comentem...





Líbano bombardeando insurgentes com o Huey

By on 30.11.09

UH-1 como bombardeiro do Líbano

Do Voo Tático

Para nós ocidentais, usar helicópteros para lançar bombas soa meio estranho. Nunca foi um papel comum dos helicópteros e as poucas vezes que isso ocorreu provavelmente foram no início da era dos helicópteros armados no Vietnã, onde tudo que atirava foi pendurado do lado de fora de um Huey.

Detalhe do Huey decolando observe as duas bombas

Por outro lado, os soviéticos usaram com bastante eficácia os seus Mi-24 para lançar bombas durante a campanha do Afeganistão na década de 1980. Os vales onde a guerrilha se entocava não permitiam o emprego eficaz dos Su-25 e os helicópteros assumiram o papel de bombardeiros. De maneira geral, o resultado foi bom pela baixa velocidade do helicóptero, que permitia um lançamento mais preciso que o dos aviões.

Mas, mesmo para os russos, esse arranjo não é mais tão comum. Nas campanhas da Chechênia, o míssil substituiu as bombas com excelentes resultados.

Huey em voo com uma so bomba ventral

Observe que as bombas estão presas em cabides adaptados dos Mirage/Hunter

Acima o detalhe do mecanismo de ar comprimido responsável pela liberação das bombas

Atualmente, a Força Aérea Libanesa tem empregado helicópteros UH-1 para lançar bombas de 50 a 400 kg, principalmente pela falta de outras aeronaves mais adequadas. Segundo o The DEW Line, as bombas são lançadas a 90 Kt, 1500 ft acima do alvo (o vídeo abaixo mostra altura bem maiores). O envelope é bastante estreito e qualquer variação pode resultar num lançamento impreciso.

"Bombs away"


Aluno "derruba" simulador de voo

By on 30.11.09
Aluno "derruba" simulador de voo


A estória é impressionante e coloco abaixo a foto para vocês verem que não é mentira. Um estudante de uma escola de aviação nos EUA conseguiu a proeza de abater um simulador de vôo profissional, de um Boeing 737. Bubba Jemmah, natural de Gâmbia, um colega e um instrutor não ficaram feridos, mas o equipamento da escola SimFly, na Flórida, foi pro vinagre. D acordo com uma declaração do presidente da escola ao Tampa Sentinel, jamais algo assim havia ocorrido no mundo.





O simulador Frasca 737 é do tipo "full motion", ou seja, reproduz 100% do comportamento da aeronave. Para que isso possa ser feito com total similaridade, as pernas de apoio do equipamento precisam estar firmemente chumbadas no piso. Como se pode observar na foto, os pinos de fixação foram arrancados junto com as bases. Haja força. Jemmah estava na segunda semana de um curso de um mês - se feito integralmente no Frasca habilita o piloto a vôos comerciais sem sequer ter entrado em uma aeronave de verdade, de tão real que é, ou era. O prejuízo, segundo a empresa, é de US$ 2,5 milhões. Não havia seguro.

Enquanto era atendido por paramédicos - ele teve ferimentos leves no acidente por que pilotava sem afivelar os cintos de segurança - Jemmah afirmou que vinha tentando fazer alguns movimentos muito radicais com o simulador, especialmente "parafusos" em alta velocidade. A rotação imposta ao equipamento gerou um torque sobre os parafusos de fixação no solo que estes não conseguiram compensar.

Os problemas não acabam aí. A FAA, a NTSB e até a Homeland Security querem tomar depoimentos de Bubba Jemmah porque, no momento em que o Frasca começou a tombar o africano gritou algo no rádio que foi interpretado como o mesmo brado usado por terroristas islâmicos suicidas no momento de seu martírio. Precavidas as autoridades de segurança querem saber se Bubba não poderia ser um extremista treinando para um ataque usando o simulador (algo que chamaria muito menos atenção do que m curso normal de pilotagem como fizeram os homens do 11 de setembro) para aprender ou mesmo para forçar a detonação de uma bomba. Antes do depoimento, entretanto, o despacharam para Guantánamo, onde aguardará até que o caso seja esclarecido. Sabe-se lá quando.

Programa de Navios-Patrulha Brasileiro Prosegue

By on 30.11.09
Batimento de quilha do Navio-Patrulha “Maracanã”

Fonte: Marinha do Brasil - Via Plano Brasil


No dia 25 de novembro, no EISA – Estaleiro Ilha S/A, ocorreu a cerimônia de batimento de quilha do Navio-Patrulha (NPa) de 500 toneladas que receberá o nome de “Maracanã” e que, após sua incorporação, ficará sediado no 4º Distrito Naval, em Belém/PA.

Esse é o primeiro de uma série de quatro Navios-Patrulha de 500 toneladas contratados pela Diretoria de Engenharia Naval ao EISA. Sua entrega está prevista para ocorrer em março de 2012 e os demais navios serão entregues em sequência, um a cada seis meses.

Os navios se destinam ao patrulhamento das Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), devendo executar diversas tarefas, dentre elas:

- em situação de conflito, efetuar patrulha para a vigilância e defesa do litoral, de áreas marítimas costeiras e das plataformas de exploração/explotação de petróleo no mar e contribuir para defesa de porto; e
- em situação de paz, promover a fiscalização que vise ao resguardo dos recursos do mar territorial, zona contígua e zona econômica exclusiva (ZEE), de repressão às atividades ilícitas (pesca ilegal, contrabando, narcotráfico e poluição do meio ambiente marinho), contribuir para a segurança das instalações costeiras e das plataformas marítimas contra ações de sabotagem e realizar operações de busca e salvamento na área de responsabilidade do Brasil.

A decisão pela construção em estaleiro privado nacional se coaduna com a política governamental de incentivo à construção naval e de geração de empregos, bem como da necessidade estratégica da capacitação e fortalecimento do parque industrial de tecnologia militar.

O EISA foi selecionado para a execução dessa obra por meio de Concorrência Pública pautada estritamente nos ditames da Lei nº 8.666/1993, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública. A construção está sendo realizada nas instalações do estaleiro, na cidade do Rio de Janeiro – RJ, e fiscalizada pela Diretoria de Engenharia Naval segundo mecanismos gerenciais e técnicos estabelecidos no Contrato de Construção, vinculados ao Edital de Licitação, baseados na boa prática da engenharia e conduzidos por uma equipe formada por profissionais com vasta experiência em construção naval militar.

Os navios em questão fazem parte de uma série de 27 navios, cujos dois primeiros se encontram em construção no estaleiro Indústria Naval do Ceará S/A – INACE, a partir de um projeto desenvolvido pela empresa francesa “Constructions Mécaniques de Normandie” – CMN, e possuem as seguintes características:

  1. Comprimento total: 54,20 m;
  2. Boca moldada: 8,00 m;
  3. Calado máximo: 2,48 m;
  4. Deslocamento carregado: 500 t;
  5. Velocidade máxima mantida: 21 nós;
  6. Tripulação: 35 + acomodações extras para 8; e
  7. Armamento: 1 canhão de 40 mm e 2 metralhadoras de 20 mm.

O primeiro navio em construção no INACE — NPa “Macaé” —, deverá ser batizado e incorporado à ARMADA no próximo dia 9 de dezembro.

Nota do Blog:

A Marinha do Brasil pretende construir entre 27 e 48 navios desta categoria os quais juntamente com outras 12 OPV constituirão a força de patrulha Naval da Marinha do Brasil.

A classe “Macaé” NAPA 500 será dotada de sistemas eletrônicos de ponta e devido a sua “tonelagem” são navios mais adequados para a patrulha costeira e segurança da “Amazônia Azul”.

Argentina encomenda 4 novos Patrulheiros Oceânicos

By on 30.11.09
Argentina encomenda 4 novos Patrulheiros Oceânicos

Fonte: Marinha do Brasil - Via: Plano Brasil

Foto: http://www.ligamar.cl/images/pardoa09.jpg

A Marinha Argentina anunciou a construção de quatro Patrulheiros Oceânicos Multi propósito, POM, os navios serão construídos no estaleiro Talleres Navales Dársena Norte, Tandanor, e programa é estimado em US$158 milhões.

Os navios a serem construídos são semelhantes a classe Chilena Piloto Pardo (foto) recentemente incorporados a Marinha do Chile, de fato o programa POM, é um projeto bi nacional Chile-Argentina que visa o compartilhamento de serviços tecnologias e até mesmo operacionalidade dos navios em patrulhas pela zona Antártica.

O projeto original dos navios é de autoria doestaleiro alemão Fassmer o qual projetou um navio para a Polícia Marítima Alemã(Bundesgrenzenschutz) construídos entre 2001-2004.

http://i65.servimg.com/u/f65/13/45/25/78/foto7210.jpg

A marinha do Chile tenciona adquirir 4 unidades (das quais 2 já foram entregues) enquanto a Argentina por sua vez tenciona adquirir 5 navios.

O atraso na encomenda por parte dos argentinos se deveu aos problemas econômicos e cortes de verbas destinadas as forças armadas. Espera-se que a primeira unidade esteja entregue em 24 meses.


Avião-foguete da NASA vai a Marte

By on 30.11.09
Avião-foguete da NASA vai a Marte

Fonte: Paula Rothman (INFO Online) - Imagens: NASA - Via: Aviation News

A Agência Espacial Americana ressuscita antigos planos de enviar uma aeronave para vasculhar a superfície do planeta vermelho.

O Aerial Regional-scale Environmental Surveyor, conhecido pela sigla Ares, será uma aeronave dobrável, do tamanho de um avião de pequeno porte. Levada até Marte por um foguete, ela faria explorações mais precisas do terreno.

Em 2007, chegou a se cogitar a hipótese dela ser enviada, mas a ideia parou por aí. Agora, a NASA oferece a empresas e designers a chance de participar da criação final da nave na esperança de que o projeto fique pronto e possa ser lançado em uma das missões Discovery – que pretendem explorar, no futuro, outros planetas do sistema solar.

A ideia é que, depois de entrar na atmosfera de Marte como uma cápsula, a nave abra seu paraquedas e desdobre asas e cauda. Equipada com um motor de foguete, ela seria capaz de voar a 1,5 km da superfície durante uma hora e quinze minutos – tempo suficiente para explorar cerca 610 km do terreno marciano.

Os dados recolhidos seriam enviados para a Terra no mesmo dia, para serem analisados e divulgados. A Ares seriam uma alternativa ás sondas terrestres – como a Spirit e a Opportunity e, se for bem sucedida, será a primeira aeronave a sobrevoar a superfície de um outro planeta.

Uma curiosidade: apesar Ares ter origem na sigla do nome dado pelo NASA à aeronave, ele também é, na mitologia grega, o deus da guerra. Para os antigos romanos, o deus Ares tinha outro nome: Marte.

Equipe cerca modelo em tamanho real do Ares

Imagem mostra como seria a chegada da nave à Marte: asas e cauda de abrem após ativação do paraquedas

Imagem mostra como seria a exploração do planeta pela nave

PMs do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro têm os piores salários iniciais do Brasil

By on 30.11.09
PMs do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro têm os piores salários iniciais do Brasil

Via - Meteorito

Levantamento mostra as diferenças na remuneração de soldados nos 26 Estados e no Distrito Federal

Danilo Venticinque


Basta que uma crise na segurança pública no país ganhe espaço no noticiário para que a remuneração dos policiais volte a virar tema de debate. Das conferências sobre segurança em Brasília às páginas de comentários de ÉPOCA, essa discussão tem ganho cada vez mais espaço. O consenso, na maioria das vezes, é que os policiais são mal-remunerados – o que afetaria diretamente a qualidade de seu trabalho.

Para discutir a relação entre o salário do policial e a segurança pública, ÉPOCA realizou um levantamento para verificar quanto ganha um policial militar no início da carreira. Os valores mostram que a realidade dos policiais varia muito de Estado para Estado. Para soldados em início de carreira, a diferença entre o salário mais alto (DF) e o salário mais baixo (RS) é de mais de R$ 2.700. O Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro pagam os piores salários: R$ 1.138,17 e R$ 1.277,67, respectivamente. A média nacional é R$ 1.814,96. (Leia mais no quadro abaixo)

Nos dois Estados, representantes do governo reconheceram o problema, mas atribuíram os baixos salários à política de governos anteriores. “Durante muitos anos o Rio Grande do Sul deu reajustes maiores a servidores que já eram bem remunerados, em detrimento de categorias como a segurança e o magistério, que correspondem a 90% do funcionalismo”, afirma Mateus Bandeira, secretário do Planejamento do Rio Grande do Sul. Para o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, “há uma defasagem evidente e agora é preciso que o Estado recupere aquilo que não foi dado nos governos passados”.

As informações foram fornecidas pelo Comando Geral da Polícia Militar ou pelas secretarias de Administração e Segurança Pública de cada Estado. Os valores correspondem ao salário bruto de um soldado após concluir o curso de formação, incluindo gratificações mensais para alimentação e fardamento. Horas extras e adicionais para trabalho noturno não foram levados em conta.

Os números não correspondem, necessariamente, ao valor exato recebido pelos policiais ao fim do mês. No Rio Grande do Sul, por exemplo, são poucos os soldados que não fazem até 40 horas extras para aumentar a remuneração. No Rio de Janeiro, o alto valor dos descontos faz o salário líquido recebido pelos soldados ficar na casa dos R$ 900. “Não conheço nenhum soldado que ganhe mais de R$ 1.000 no Rio”, diz Vanderlei Ribeiro, presidente da Associação de Praças da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

No início do mês, uma pesquisa feita pelo Ministério da Justiça em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e divulgada em primeira mão por ÉPOCA revelou que os baixos salários são a principal preocupação de 92% dos policiais do Brasil. “O soldado não tem recursos para suprir as necessidades básicas da família e é forçado a fazer bicos. Muitos casais se separam”, diz Ribeiro. Além de afetar a vida pessoal dos policiais, o trabalho informal e as horas extras também teriam impacto direto sobre a segurança pública. “O excesso de trabalho é desgastante para qualquer pessoa e mais ainda para quem põe a vida em risco durante o período de trabalho. Isso se reflete em excesso de violência, ações não-planejadas e erros”, afirma Fabiano Monteiro, coordenador de um treinamento para policiais na ONG Viva Rio.

O combate às horas extras e à informalidade deu origem a iniciativas para tentar obrigar os Estados a aumentar a remuneração dos soldados. Entre elas está a Proposta de Emenda Constitucional 300/08, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados. Ela propõe equiparar os salários de todos os Estados ao valor pago aos soldados no Distrito Federal (R$ 3.869,56), criando um piso nacional para a categoria. Para o secretário-executivo do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), Ronaldo Teixeira, o projeto é inviável. “Nenhum Estado hoje pode sair de um patamar de R$ 1.000 e passar para R$ 4.000. Seria uma repercussão muito pesada”, diz. Segundo Teixeira, é incorreto usar o Distrito Federal como parâmetro: por abrigar a capital do país, o DF recebe recursos da União para custear despesas com segurança, educação e saúde. Os Estados, por sua vez, dispõem apenas de sua própria arrecadação.

“A iniciativa é bastante positiva, mas não podemos criar ilusões. A lei não tem o poder de criar recursos, e o orçamento dos Estados é rígido”, diz Bandeira, secretário de Planejamento do Rio Grande do Sul. “Um reajuste desse porte implicaria um aumento de mais de R$ 700 milhões nas despesas do governo do Rio Grande do Sul”. Segundo ele, isso acabaria tendo de ser compensado por um aumento na carga tributária.

Entre os críticos da proposta, há também os que afirmam que o aumento salarial não provoca necessariamente uma melhora na segurança pública. “O piso nacional descaracteriza o federalismo e não é sinônimo de eficiência e de resultado. Existe um grande problema de segurança pública no Distrito Federal”, afirma a pesquisadora Paula Ballesteros, do Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP). Apesar de seus policiais contarem com os melhores salários do Brasil, o DF viu sua taxa de homicídios crescer 9,8% entre 2007 e 2008. A alta foi quase dois pontos percentuais maior que registrada no Rio Grande do Sul, Estado com os salários mais baixos. Mesmo que a relação não seja direta, a pesquisadora acredita que é necessário remunerar melhor os policiais. “Existe uma pressão da sociedade civil para que o profissional da segurança pública seja mais bem remunerado”, diz Paula. “Um bom salário mostra que o Estado respeita aquela função.”

Em vez do estabelecimento de um piso, tanto o Pronasci quanto os governos estaduais defendem medidas de longo prazo para valorizar a profissão dos soldados. A iniciativa foi adotada no Sergipe, onde um acordo determinou um aumento salarial escalonado ao longo de mais de um ano. Atualmente, os soldados no Estado ganham R$ 1.625. O valor vai aumentar gradualmente até dezembro de 2010, quando chegará a R$ 3.218. No Rio Grande do Sul, os reajustes devem se estender por mais tempo. “Há uma lei que atrela os reajustes à poupança do governo e privilegia os salários menores, mas não é possível prever uma data para que eles cheguem à média nacional”, afirma Bandeira.

O Rio de Janeiro, por sua vez, deve apostar nas gratificações, que reforçam a remuneração dos policiais sem a necessidade (e os benefícios) de um reajuste salarial. A partir de 2010, todos os policiais plenos do Rio de Janeiro passarão a receber R$ 350 a mais. Além da gratificação oferecida pelos Estados, o Pronasci oferece uma bolsa de R$ 400 para soldados que ganham até R$ 1.700 e participam de cursos de especialização. No Rio de Janeiro, 22 mil policiais se beneficiam da medida. A expectativa do Pronasci é que, nos próximos cinco anos, os Estados passem a incorporar essa gratificação aos salários. “A melhoria precisa ser contínua e por um bom tempo até chegarmos a níveis satisfatórios”, diz Beltrame. Tanto o Rio de Janeiro quanto o Rio Grande do Sul reconhecem que é necessário remunerar melhor os soldados, com reajustes ou gratificações, mas não arriscam estabelecer um prazo.




Polêmico busto de Stalin no Memorial do Dia-D

By on 30.11.09
Polêmico busto de Stalin no Memorial do Dia-D

Fonte: NY Daily News, 19 de novembro de 2009 - Via Sala de Guerra


O Memorial Nacional do Dia-D deu iniciou um ultraje ao adicionar à sua galeria de líderes Aliados o busto do ditador soviético que ajudou a iniciar a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.

Não somente Joseph Stalin matou mais pessoas do que Adolf Hitler em seu criminoso reinado, como também não enviou um único soldado russo para atacar as praias da Normandia em 1944.

William McIntosh, presidente do Memorial em Bedford, Virginia, insistiu que “a função do busto não é honrar Stalin”.

Stalin está incluído junto aos bustos de Franklin Roosevelt e Winston Churchill, porque os soviéticos “venceram o front oriental e ajudaram a ganhar a guerra”, ele disse.

Ele é parte da narrativa e a missão da nossa fundação é preservar o legado e as lições do Dia-D. Um dos legados do Dia-D é a Guerra Fria”.

Esta explicação não satisfez Alex Storozynski, da Fundação Kosciuszko em Manhattan, cujo pai lutou no Dia-D como membro de uma unidade do Exército Polonês.

Dada a lógica de McIntosh, os Estados Unidos deveriam erigir uma estátua de Saddam Hussein porque ele foi aliado dos EUA nos anos 80, quando apoiávamos o Iraque na guerra contra o Irã”, disse Storozynski.

Richard Pumphrey, o escultor que criou o busto de Stalin, escreveu no website do Memorial que deixar de fora o “vilanizado ditador” seria como deixar Judas de fora da “Última Ceia” de Leonardo Da Vinci.

As mãos de Stalin estiveram embebidas no sangue de milhões de ucranianos mesmo antes dele e Hitler destrincharem a Polônia e iniciar a Segunda Guerra Mundial em 1939.

Como aliado de Hitler, Stalin ordenou aos seus homens que deportassem mais de um milhão de poloneses e judeus para a Sibéria, e assassinassem 22.000 oficiais do Exército Polonês na floresta de Katyn.

Stalin mudou de lado quando Hitler invadiu seu território, e depois escravizou a Europa Oriental por meio século após expulsar os alemães.

Foto de passageiro obeso em avião obriga companhia a se explicar

By on 30.11.09
Foto de passageiro obeso em avião obriga companhia a se explicar

Passageiro aparece com metade do corpo fora da poltrona.
Segundo blog, foto foi enviada por comissário de bordo.

Do G1, em São Paulo - Via Meteorito

A imagem de um passageiro obeso espremido numa poltrona da classe econômica reacendeu o debate nos Estados Unidos sobre como as empresas aéreas lidam com o grande número de passageiros acima do peso.

A foto, postada num blog sobre aviação, e publicada no site do inglês "Daily Telegraph", foi tirada por um dos clientes para ilustrar a dificuldade da empresa em acomodar os passageiros em seus assentos.


Foto: Reprodução / Telegraph.co.uk

Imagem postada em blog provocou debate sobre como empresas lidam com passageiros acima do peso (Foto: Reprodução / Telegraph.co.uk)

Não está claro, segundo o jornal, se o passageiro está consciente de que sua foto foi tirada ou se o voo, um avião de carreira da American Airlines, decolou com o passageiro com metade do corpo para fora do assento.

Segundo o "Telegraph", algumas empresas aéreas já oferecem cintos de segurança maiores para passageiros acima do peso em cumprimento a normas de segurança, mas boa parte dos voos de carreira insistem para que passageiros obesos comprem uma poltrona extra.

A americana Southwest tem uma política que orienta os passageiros que não se encaixam entre os dois braços das poltronas a comprar um segundo bilhete que é reembolsado caso o voo não esteja cheio.

A American Airlines não tem uma regra, mas pede aos passageiros para “identificar, antes do horário do voo, se precisará de dois assentos”.

A imagem, aparentemente feita num Boeing 757, foi postada no blog sobre aviação "Flightglobal", do escritor Kieran Daly.

O autor do blog disse ao diário inglês que a foto foi enviada para ele com “absoluta garantia de que é genuína por um comissário de bordo da American Airlines”.

Em um comunicado, a empresa afirmou que “não poderia ainda confirmar se a imagem foi feita ou não por algum membro da tripulação do voo" e que vai "investigar a situação internamente para determinar se algumas das políticas da empresa não foram corretamente aplicadas”.

“A American Airlines tem entre suas principais preocupações a segurança e o conforto dos seus passageiros e tripulações e, consequentemente, passageiros são orientados a reservar dois assentos se eles sabem que vão precisar. Se o voo não estiver lotado, todavia, as necessidades destes passageiros são atendidas sem custos, sempre que possível”, diz a empresa.

sábado, novembro 28, 2009

FX-2: Lula manda calar a FAB

By on 28.11.09

Programa FX: Lula manda calar a FAB
Rafale é o escolhido contra qualquer argumentação

Fonte: Area Militar

O presidente da República, Luís Inácio da Silva, através de seu ministro da defesa, determinou que a Força Aérea Brasileira não apresentasse um favorito em seu relatório de análise que faz parte do processo de aquisição de caças para a força aérea brasileira, conhecido como programa FX (ou F-X2).

A ordem teve como objetivo evitar o mal-estar entre o governo e a força aérea, por causa das opções políticas tomadas pelo governo Lula, que levaram à escolha do caça francês, contra qualquer análise técnica que possa ser apresentada pela Força Aérea.

A determinação presidencial é vista por setores próximos da FAB como no mínimo estranha, já que a razão para apresentar um relatório, era a de justificar a compra de um equipamento caríssimo que servirá o país durante muitos anos. «Se é pra não saber qual a opção da FAB, pra quê um relatório extenso com 25.000 páginas de estudos técnicos ?» perguntam.

Transferência de tecnologia

O presidente brasileiro ficou impressionado com as promessas políticas do presidente da França durante sua visita ao Brasil, para participar nas cerimônias do 7 de Setembro. Lula ficou especialmente impressionado com a garantia dada por Sarkozy, de que a França podia transferir toda a tecnologia de fabricação de seu caça Rafale.

Muito bem recebidas por Lula da Silva, as declarações de Sarkozy levaram parte da industria francesa e dos sindicatos do país a entrar em pânico.
A afirmação de Sarkozy sobre a transferência de tecnologia teve que ser explicada na Europa, mas a informação aparentemente não chegou ao Brasil, onde continua a passar na imprensa a ideia de que o país poderá fabricar o Rafale.
Os franceses explicaram para sua opinião pública, que não é necessário transferir grande parte da tecnologia, pois o Brasil já possui uma indústria aeronáutica e aeroespacial, que concorre em todo o mundo, e que poderia ocorrer transferência de tecnologia em casos pontuais onde o Brasil precisasse dela.

O problema para a FAB, na questão da transferência de tecnologia, é a enorme diferença entre as afirmações políticas de Sarkozy, e o que a indústria francesa «de fato» tem disponível para ceder ao Brasil. Até ao momento não há nada de claro sobre transferência de tecnologia, Lula não faz a mínima ideia de que tecnologias podem ser transferidas, Jobim também não e Sarkozy não tem ideia nenhuma sobre o que prometeu ao presidente brasileiro.
Tudo não passou de um aperto de mão entre cavalheiros.
O brasileiro não sabia o que lhe estava sendo oferecido.
O francês não tinha a mínima ideia se podia oferecer o que não lhe pertencia.

Promessa de boca, não vale nada

O «abacaxi» ficou nas mãos dos negociadores e é provável que seja tomada uma decisão política favorável ao Rafale, sem que tenham sido tomadas as devidas precauções sobre que tecnologias terão e poderão ser transferidas, em que condições e com que direitos de fabricação e custos. Nada disso foi discutido entre Lula e Sarkozy.

A decisão política de Lula, colocou a força aérea numa situação meio estranha. Os militares têm obrigação de produzir um relatório técnico que possa ajudar o presidente a escolher, mas esse relatório não serve de nada se o presidente já tiver escolhido.

Sabendo que a opção de Lula não será a mais adequada aos interesses da FAB, os militares têm que fazer uma enorme ginástica para não entrar num conflito com implicações políticas. A FAB terá que aceitar sempre a opção do presidente, mesmo que a opção seja contrária aos interesses da força, e terá que gerir seus recursos em conformidade.

O problema principal, é que a FAB pode se ver no futuro com o problema de desenvolver toda a estrutura de suporte e apoio e mesmo de coordenar a produção de uma aeronave, sem que esteja escrito preto no branco que tecnologia pode ou não pode ser transferida.
A opção de Lula é tão «em cima do joelho» que qualquer presidente da França dentro de alguns anos pode dizer que nem sabe que promessas foram feitas.
«Transferimos tudo o que for preciso», é uma promessa muito vistosa, mas sem nenhum efeito prático.

Rafale: raízes de discórdia

A opção de Lula pelo Rafale é acima de tudo uma opção política.
O caça francês não é exatamente antiquado ou desadequado. Embora não tenha sido vendido a nenhum país, o Rafale é aparentemente uma aeronave sofisticada que já vai em sua terceira geração de desenvolvimento.

Além do problema de não se saber exatamente o que as indústrias privadas francesas querem disponibilizar (o governo da França não pode obrigar empresas privadas francesas a revelar seus segredos industriais) um problema gravíssimo coloca o Rafale numa posição desconfortável:
A alta da moeda europeia, o Euro, coloca o caça francês num altíssimo patamar de preço, ultrapassando de longe seus concorrentes.

O relatório da FAB, que já foi apontado como extremamente completo e tecnicamente irrepreensível, deverá apontar fatores favoráveis ao caça norte-americano F/A-18.

Mais barato que o Rafale; Acesso mais rápido e integração mais rápida com os sistemas AEW brasileiros; Acesso mais rápido a tecnologias e armamentos, que aumentam a capacidade da força num menos período de tempo.
A diferença de preço, poderia permitir ao Brasil a aquisição de mais meios, mais sistemas de apoio, mais armamentos ou armamentos mais sofisticados, que se poderiam traduzir em maior eficácia operacional.

Os norte-americanos também são normalmente muito mais precisos em suas afirmações sobre o que podem ceder, disponibilizar e autorizar e o que não podem.

A administração norte-americana fez já declarações que poderiam em princípio reduzir os receios brasileiros.

Além das declarações, há o precedente já estabelecido pelo Chile, que recebeu os sofisticados caças F-16C/D equipados com os mísseis ar-ar AIM-120.

Ao contrário do que era prática corrente do governo norte-americano, o Chile recebeu os mísseis em seu território. A força aérea chilena, é presentemente a mais poderosa de todo o continente sul-americano. Do outro lado da escala está a força sul-americana que mais caças de origem francesa possuiu: A força aérea e a marinha da Argentina.

A decisão porém, sendo política, estará já tomada pelo governo brasileiro. O comandante da Força Aérea, brig. Juniti Saito chegou a ameaçar com demissão, quando Lula afirmou que o vencedor seria o Rafale, mesmo sem saber o que a FAB aconselhava.

F-22 Raptor prós e contras

By on 28.11.09
F-22 Raptor prós e contras

Fonte: Quintus - Via Plano Brasil

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O F-22A é o melhor caça da atualidade, mas enquanto caça-bombardeiro o avião é condicionado pelas suas características stealth, que o obrigam a transportar todo o armamento e combustível no interior da sua estrutura.

Cada avião deveria custar um pouco menos de 90 milhões de dólares, mas acabou por ficar ao estrondoso valor de 310 milhões de dólares por avião, e isso seria alias sempre o maior problema deste excelente avião, impedindo que fossem construídos todos os inicialmente previstos e que todos os F-15 fossem substituídos por F-22, como estava inicialmente previsto. Atualmente, pensa-se que apenas 187 aviões deste tipo serão construídos, com o último a ser entregue em 2011.

O avião consegue voar a uma velocidade ligeiramente superior a Mach 2, propulsado por dois motores Pratt & Whitney F119-PW-100 de 15 toneladas, com afterburners.

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Uma das fragilidades mais estranhas do Raptor é a ausência de um datalink. Isto significa que o avião é excelente em dogfight, mas que num cenário mais realistas de “combate em rede” em que todos os aviões amigos sabem permanentemente o que fazem, se encontra em desvantagem, já que os seus pilotos apenas podem comunicar via radio. O F-22 também não tem uma mira montada no capacete e é também incompatível (de momento) com o novo míssil AIM-9X, algo que só será resolvido em 2016. Por outro lado, o canhão pode ser equipado com apenas 480 rounds, enquanto que o do F-15 (que ele supostamente deveria substituir) poderia transportar até 940.

No geral, as afirmações que colocam o Raptor como melhor caca do mundo correspondem à verdade. Mas existem demasiados compromissos para com o aspecto stealth do avião, para que seja um interceptor puro, como o Typhoon, ou um avião multi-missões, como o SU-30 russo. No total, o avião acaba embarcando um pequeno lote de armamento, o que condiciona a sua utilidade em combate… Será difícil ou mesmo impossível de ser abatido, mas é uma ameaça para apenas um pequeno numero de adversários de cada vez. E, sobretudo, ao ser construído em tão pequenos números nunca poderá substituir plenamente os Eagle sem que tal substituição não implique uma perda de capacidade por parte da projeção global de poder mundial dos EUA.

EADS/CASA C-295 para o México

By on 28.11.09
Aeronaves C-295 para o México

Fonte: Tecnologia & Defesa - Via: Plano Brasil

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O presidente do México, Felipe Calderón, presidiu nesta segunda-feira (23), no Aeroporto Internacional General Francisco Javier Mina, a cerimônia de entrega de uma aeronave de transporte EADS/CASA C-295 à Marinha.

O exemplar apresentado ao chefe de Estado mexicano pelo Secretário da Marinha, Almirante Mariano Francisco Saynez Mendoza, é a primeira das duas unidades encomendadas para a Força. Serão recebidos ainda mais quatro EADS/CASA C-235-300M para patrulha marítima equipados com o sistema FITS (Fully Integrated Tactical System), um moderno sistema tático de missão que integra sensores, sistemas de navegação, sistemas de comunicação e interfaces desses sistemas com os operadores (consoles de controle).

Ao mesmo tempo que a Marinha do México começa a receber suas aeronaves da EADS/CASA, a Sadena (Secretária de Defesa Nacional do México), iniciou um de seus mais ambiciosos programas dos últimos anos com o objetivo de renovar a frota de transporte aéreo da Força Aérea Mexicana (FAM), prevendo com ele adquirir cinco aeronaves C-295 por US$ 463 milhões.

O programa da Sadena visa substituir os Antonov An-32B de fabricação russa e os C-130 Hercules de origem estadunidense por meios aéreos de menor custo operacional na realização de missões que requerem aeronaves mais econômicas e de menor tamanho. Atualmente, a FAM está encontrando sérios problemas operacionais com seus três An-32B, permanecendo essas aeronaves inoperantes a maior parte do tempo por problemas de manutenção.

SPM-3 BEAR para a PM do Rio de Janeiro?

By on 28.11.09
SPM-3 BEAR

Blindado russo para a polícia do Rio de Janeiro?

Fonte: Segurança & Defesa


Está sendo oferecida à Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro a viatura blindada sobre rodas 4x4 SPM-3 BEAR (Ballistic Enhanced ARmor, ou Blindagem Balística Melhorada), de procedência russa.

Na realidade, o mercado no Brasil é bem mais amplo, mas o fabricante do veículo, a Arzamas, decidiu inicialmente apresentá-lo no Rio de Janeiro devido às reconhecidas limitações das viaturas blindadas empregadas atualmente pela polícia local no que tange à manobrabilidade, capacidade de remoção de obstáculos, socorro a outras viaturas pesadas imobilizadas, etc.

O SPM-3 oferece á seus ocupantes proteção contra tiros com munição perfurante de 7,62mm (disparadas a no mínimo 100m), agentes químicos, artefatos explosivos improvisados e minas terrestres de até 6kg (graças ao formato em “V”do piso do casco). Os vidros, também blindados, resistem a tiros de fuzil com munição perfurante disparados a distâncias maiores que 100m.

Equipado com um motor diesel YaMZ-7601 de 330hp, o Bear é uma viatura extremamente robusta — sua transmissão, por exemplo, tem vida útil estimada em 250.000km, mesmo percorrendo terrenos adversos; o motor, por sua vez, é projetado para uma vida de 800.000km. A suspensão é em barras de torção, independentes.

O SPM-3 pode ser dotado de uma séria de equipamentos e sistemas, como interferidor contra artefatos alto explosivos, sistema de monitoramento NBQ, dispositivo infravermelho de vigilância, alto falantes, holofotes de xenon com modo estroboscópico, lançadores de fumígenos, etc (Foto: Arzamas).


As principais características são:
Peso 12.000kg
Tração 4x 4
Comprimento 5,90m
Largura 2,50m
Altura 2,60m
Tripulação 2
Tropa 8
Tipo do motor YaMZ-7601
Potência 300hp
Potência específica 27,5hp/t
Vel. máx. estrada 100km/h
Vel. máx. fora de estrada 30-50km/h
Aceleração 0-80km,/h 25s
Autonomia 1.400km
Tipo do chassis Monobloco
Proteção balística STANAG 3 (munição B-32 de 7,62mm)
Proteção contra minas STANAG 2a (6kg TNT sob as rodas)

sexta-feira, novembro 27, 2009

Austrália recebe dois Boeing 737 AEW&C

By on 27.11.09
Austrália recebe dois Boeing 737 AEW&C

Fonte: Revista Asas

A fabricante de aeronaves Boeing entregou ontem à Royal Australian Air Force (RAAF, força aérea australiana), os dois primeiros B-737 AEW&C (de alerta antecipado e controle), numa cerimônia organizada na Base Aérea de Williamtown.

Com a entrega dessas duas aeronaves, os pilotos e técnicos da RAAF vão utilizar agora o Operacional Flight Trainer, Operational Mission Simulator e o Mission Support System, o que vai permitir uma excelente familiarização com os sistemas operacionais da aeronave, modos de voos e capacidades dos equipamentos eletrônicos embarcados nos B-737 AEW&C.


Outras três aeronaves serão entregues até o final de 2010, incluindo o exemplar que será modernizado com as configurações finais dos sistemas AEW&C e de suporte de medidas eletrônicas (SME). Até o início de 2011, toda a frota de B-737 da RAAF terão os sistemas finais de AEW&C e SME instalados.


Os B-737 da RAAF formam construídos utilizando a plataforma do B-737-700, aeronave de médio porte comercial de sucesso da Boeing. As aeronaves possuem um potente radar multifuncional de varredura eletrônica, que são controlados por técnicos através de 10 consoles avançados instalados no interior da aeronave, capazes localizar simultaneamente alvos aéreos e marítimos. Além de realizar missões vigilância, controle aéreo e patrulha, os aviões também são capazes de realizar operações de guerra eletrônica.


FX-2: Relatorio será indicativo, mas não conclusivo

By on 27.11.09
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Jobim pede à FAB que não indique qual o melhor caça

Ministro diz que, independentemente disso, decisão final será mesmo do presidente Em setembro, o presidente da comissão que avalia o negócio, brigadeiro Dirceu Noro, disse que iria apontar um vencedor do processo

IGOR GIELOW – FOLHA DE S.PAULO

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que pediu à FAB (Força Aérea Brasileira) que não indicasse um vencedor em sua avaliação técnica dos concorrentes ao fornecimento de 36 novos caças ao Brasil.

Mais: afirmou por meio de sua assessoria que "a expectativa é que o relatório venha conforme solicitado", "mas, independentemente da forma [do texto]", "o que vale é a avaliação final feita pelo presidente da República".

Para Jobim, que diz ter pedido só os prós e contras de cada concorrente em itens como preço e transferência tecnológica, "tudo o mais são insumos para essa decisão" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em setembro, o presidente da comissão que avalia o negócio de estimados R$ 10 bilhões, brigadeiro Dirceu Noro, afirmara que iria haver um vencedor do processo seletivo. A declaração foi dada após a gafe de Lula, que havia anunciado a escolha do francês Dassault Rafale durante visita do seu colega Nicolas Sarkozy, esquecendo de esperar a conclusão da avaliação técnica da FAB.

Desconforto

Houve desconforto na Força, e o comandante Juniti Saito chegou a ameaçar entregar o cargo.

Os finalistas do processo, suecos e americanos, além dos franceses, já haviam entregado suas propostas finais. O processo foi reaberto e eles foram instados a revê-las.

Desde então o Planalto e a Defesa tentam capitalizar a confusão como uma forma de pressionar pela queda nos custos. Em especial o preço do Rafale, naquela altura 40% superior ao do Boeing F/A-18 americano e o dobro do oferecido pelo Saab Gripen NG sueco.

Ao mesmo tempo, em reiteradas declarações, o governo manteve sua preferência pelo Rafale. O Brasil, afinal, acabara de assinar um acordo militar para fornecimento de submarinos e helicópteros de R$ 22,5 bilhões e uma parceria estratégica com Paris.

Antes do anúncio de setembro, Jobim já havia dito que esperava um relatório indicativo, mas não conclusivo, da FAB. A declaração de então à Folha por Dirceu Noro colocou lenha na fogueira: se os militares escolhessem um avião que não o francês, colocariam os políticos em uma saia justa.

O "timing" da nova "solicitação" de Jobim não é fortuito. Todos os concorrentes reapresentaram propostas prometendo corte de custo. Questionada, a Aeronáutica não divulgou oficialmente, mas certamente o tema foi debatido na reunião de Alto Comando que ocorreu entre anteontem e ontem.

Há incômodo na FAB com o que alguns oficiais consideram desprezo civil por seu trabalho. O processo transcorreu com prazos fixos e produziu mais de 25 mil páginas sobre cada um dos aviões e suas propostas. Um representante de um dos concorrentes, experiente de outras campanhas de venda, diz nunca ter visto análise tão detalhista.

Nos bastidores, os concorrentes consideram que a reunião seria decisiva para o relatório da disputa, conhecida pelo código F-X2 -o "2" para diferenciá-la do malogrado programa abandonado em 2005.

Apesar das movimentações oficiais finais, como a visita do ministro da Defesa sueco a Jobim anteontem, os olhos do governo estão voltados para o quartel-general da Dassault.

Conforme a Folha apurou, para o caso ser dado por encerrado com os franceses, é tudo uma questão de a promessa política de Sarkozy a Lula tornar-se realidade da proposta empresarial. O presidente francês prometeu ao brasileiro que o Rafale seria barateado e que cargueiros em desenvolvimento pela Embraer seriam comprados pela França -ou seja, misturou decisões privadas e estatais na conversa, o que não é inusitado em negócios de defesa, mas que levanta dúvidas.

Havia a expectativa entre as empresas de que o encontro ontem de Lula e Sarkozy em Manaus, aliado à reunião da FAB, fechasse algum diagnóstico. Jobim, contudo, viajou para o encontro de ministros da Defesa no Equador, o que deverá adiar qualquer anúncio por mais alguns dias. Ou não.

6 bilhões de reais para 2.000 veículos blindados Guarani para o Exército

By on 27.11.09
Urutu EE-11 - Será substituído VBTP-MR Guarani

Governo deve gastar R$ 6 bi em 2.000 veículos blindados para o Exército

ITALO NOGUEIRA - da Folha de S.Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou anteontem o investimento de R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos na construção de mais de 2.000 blindados para reequipar o Exército, afirmou o ministro Nelson Jobim (Defesa).

Segundo Jobim, o projeto Veículo Blindado Sobre Rodas já tem alocação orçamentária. Os novos blindados, que serão chamados de Guarani, serão construídos na fábrica da Fiat/ Iveco, em Sete Lagoas (MG).

"Ele vai substituir todo o sistema de mobilidade do Exército", disse o ministro, após a troca de comando no 1º Distrito Naval, no Rio. Além da construção dos Guaranis (chamados na fase de projeto de Urutu 3), o ministro disse que os blindados Urutu e Cascavel, considerados obsoletos e que eram produzidos pela falida Engesa (que chegou a exportá-los para cerca de 20 países), serão reformados para compor a frota da Força.

Em abril, o Guarani foi apresentado na feira de material de defesa Laad 2009 (Latin America Aerospace & Defence), no Rio. O custo estimado de cada unidade era de US$ 1,5 milhão (R$ 2,6 milhões). Jobim disse que a verba para os blindados será gasta ao longo de 20 anos com "entre 2.000 e 3.000 blindados". O total, hoje, permite a construção de 2.285 Guaranis.

A declaração do ministro é feita após o governo Lula reequipar a Marinha com novos submarinos franceses e na fase final da compra de novos caças para a Aeronáutica. O Exército ainda não havia sido contemplado por grandes investimentos do governo federal. Queixando-se do abandono, o Exército chegou a suspender o expediente na manhã de segunda e na tarde de sexta, alegando a necessidade de economizar.

A Folha revelou anteontem que técnicos do Exército foram à Rússia para negociar a compra de um novo sistema antiaéreo. O Centro de Comunicação Social do Exército, procurado pela Folha, não forneceu informações adicionais sobre o projeto nem o número de blindados da Força.

Segundo o Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, o Brasil tem 803 blindados de transporte de pessoal e 409 Cascavéis.

20 bilhões para o exercito comprar equipamentos

By on 27.11.09
Pacote de compras estimado em R$ 20 bi inclui sistema antiaéreo, mísseis, pontes móveis e aviões não tripulados

Fonte: Folha de São Paulo/Resenha CCOMSEX - Via Plano Brasil

Tânia Monteiro, BRASÍLIA

Com um pacote de compras de R$ 20 bilhões, o QG do Exército, em Brasília, tornou-se ponto de romaria dos exportadores de armamentos. A Força está pesquisando a compra de equipamentos de defesa que vão desde um sistema antiaéreo com mísseis de médio porte, mísseis de pequeno porte, pontes móveis e aviões não tripulados (vants), além de equipamentos de comunicações e radares. O dinheiro será desembolsado nos próximos dez anos.

Na quarta-feira, os russos apresentaram ao Exército um sistema antiaéreo de defesa, conhecido por Tor, com mísseis de médio alcance, equipamento de que o Brasil está completamente desfalcado. Os militares da Força já conheceram sistemas semelhantes de Israel, Suécia, China e ainda esperam uma data para serem apresentados ao francês, que está em fase de adaptação e modernização.

Paralelamente à verificação do sistema antiaéreo, que o Brasil quer adquirir para proteger as unidades militares de Brasília, Sete Lagoas, Praia Grande, Rio de Janeiro e Caxias do Sul, o Ministério da Defesa está consultando Israel, França, Estados Unidos e Alemanha para a aquisição de vants, com câmeras para a vigilância das fronteiras. Equipamentos semelhantes foram comprados pela Polícia Federal de Israel. Mas o Exército quer modelos de menor porte.

RUSSOS

Também está na lista da Força a compra imediata de cerca de 20 mísseis de pequeno alcance. Nesse caso, a escolha deverá mesmo recair sobre os russos Igla, já que se tratará de reposição de material.

As necessidades do Exército passam ainda pela compra de pontes montáveis também empregadas para obras civis, em casos de catástrofes. O Brasil já comprou, anteriormente, este equipamento da Alemanha, mas agora está olhando os produtos ingleses e norte-americanos.

Para modernizar os pelotões de fronteira e colocar em prática o Projeto Amazônia protegida, o Exército vai precisar comprar modernos equipamentos de comunicações via satélite com algum tipo de proteção de criptografia, para proteger as informações produzidas.

Todas estas compras, no entanto, estão envoltas na nova filosofia prevista na Estratégia Nacional de Defesa, que prevê algum tipo de transferência de tecnologia. O governo, no entanto, não pretende apenas comprar equipamentos no exterior, uma vez que há intenção de revitalizar a indústria de defesa do País. Os 150 mil fuzis Fall que precisam ser substituídos – já que os atuais têm mais de 40 anos de uso – deverão ganhar sucessores fabricados pela indústria nacional, por meio da Imbel.

A mesma opção será adotada para alguns radares, que estão sendo desenvolvidos pela Orbisat, com o centro de tecnologia do Exército.


FX-2: Sarkozy não consegue compromisso sobre compra

By on 27.11.09
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Sarkozy não consegue compromisso sobre compra

Agência Estado - Via Abril - Por Denise Chrispim Marin e Lisandra Paraguassú

O interesse da França na compra de 36 caças pela Força Aérea Brasileira (FAB) levou o presidente Nicolas Sarkozy a cruzar o Atlântico hoje (26) e despender três horas, em Manaus, em uma discussão sobre mudança climática com dois chefes de Estado e sete ministros de países amazônicos.

Mas, nas duas conversas reservadas que manteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sarkozy não conseguiu extrair nenhum sinal mais claro de que a Dassault, fabricante das aeronaves de combate Rafale, vencerá a concorrência da FAB. No encontro bilateral, Lula apenas afirmou a Sarkozy que o processo de concorrência prosseguirá, sem data para ser concluído.

Sarkozy deixou Manaus à noite e seguiu para Trinidad e Tobago, onde participará da tentativa dos países caribenhos de compor uma proposta comum para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que se dará em Copenhagen em dezembro.

Nota: O mais interessante da reunião é que não houve declarações publicas de apoio ao Rafale. É a primeira reunião entre os presidentes depois da entrega do relatorio ocorrida dia 23 de novembro

China critica relatório dos EUA sobre espionagem digital

By on 27.11.09
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China critica relatório dos EUA sobre espionagem digital

Reuters/Brasil Online - Via O Globo (Reportagem de Ben Blanchard)

A China acusou na segunda-feira uma comissão norte-americana de distorcer um relatório segundo o qual o governo chinês está cada vez mais invadindo sistemas de computadores dos EUA para obter dados úteis a seus militares.

A Comissão EUA-China de Revisão Econômica e de Segurança disse em seu relatório anual ao Congresso norte-americano, na semana passada, que Pequim havia ampliado suas preocupações de segurança para além de temas regionais, como Taiwan, e era o país mais empenhado em espionar os EUA, especialmente na busca de dados que pudessem ajudar sua modernização militar e seu desenvolvimento econômico.

O texto de 367 páginas foi preparado por uma comissão bipartidária de 12 membros criada em 2000 pelo Congresso para analisar as implicações do crescente comércio dos EUA com a China.

"Este relatório desconsidera os fatos, está cheio de distorções e tem motivos ulteriores", disse o porta-voz Qin Gang numa breve nota divulgada pela chancelaria chinesa, menos de uma semana depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, concluir sua primeira visita oficial à China.

"Aconselhamos a chamada comissão a nem sempre olhar a China por meio de lentes tingidas, a parar de interferir nas políticas internas da China e a danificar os laços sino-americanos", acrescentou Qin.

3 mil veículos blindados VBTP-MR Guarani para o Exercito

By on 27.11.09
Lula manda fabricar 3 mil veículos blindados ao Exército

Fonte: Estadão - Via Plano Brasil

Viatura Blindada Transporte de Pessoal Média de Rodas (VBTP-MR)

Após o anúncio da compra de caças para a Aeronáutica e de submarinos para a Marinha, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje que o presidente Lula autorizou o início da fabricação de 3 mil novos veículos blindados de transporte para o Exército. “O presidente autorizou o início do projeto inicialmente chamado Urutu III, agora rebatizado Guarani, que vai substituir todo o sistema de mobilidade do Exército”, disse Jobim, após participar no Rio da troca do Comando de Operações Navais no Porta Aviões São Paulo.

De acordo com o ministro, serão investidos na construção dos Guaranis R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos. Os veículos serão construídos pela fábrica Fiat Iveco, em Sete Lagoas, Minas Gerais. A licitação foi vencida em 2007. Em abril, a fabricante apresentou uma maquete em tamanho real da viatura blindada na Feira Latin America Aero & Defense (LAAD), no Rio. O motor e 60% dos componentes serão nacionais para diminuir o custo de produção.

A previsão da Iveco é que a primeira unidade fique pronta em 2010 e que 16 veículos sejam testados até 2011. Os exames serão realizados no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), localizado em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio. Os testes vão examinar a durabilidade do veículo, ergonomia e a blindagem estrutural para saber se o Guarani suporta explosões de minas terrestres, por exemplo.

Comparado ao EE-11 Urutu, modelo em uso hoje pelo Exército, o Guarani traria vantagens como proteção blindada superior, maior mobilidade, maior capacidade de transposição de trincheiras, maior capacidade de degrau vertical, ar condicionado, sistema de freio com disco duplo e ABS, GPS, sistema automático de extinção de incêndio e de detecção de laser.

Sugestão e colaboração: Konner

Comentários do leitor

” O VBTP-MR é um veículo inteiramente novo, com características próprias e inéditas, como o fato de usar chassi em longarinas de aço. Modelos deste tipo normalmente possuem carroçaria monobloco.

A adoção do chassi visa baixar custos. “A manufatura em monobloco é mais cara e complexa. E com a adoção do chassi, o veículo fica mais alto com relação ao solo, o que oferece algumas vantagens operacionais.

O projeto de engenharia está avançado. O trabalho começou em dezembro de 2007, após a assinatura do contrato. O conhecimento básico para o desenvolvimento do VBTP-MR vem da Iveco Defence, divisão militar baseada em Bolzano, Itália, onde a Iveco produz uma variedade de veículos militares blindados de múltipla aplicação e táticos para forças armadas de vários países do mundo.

Além dos especialistas da Iveco Defence, o projeto envolve engenheiros do Exercito Brasileiro e da Iveco no Brasil, além de especialistas da Comau, empresa de engenharia automotiva do Grupo Fiat.
São cerca de 30 pessoas diretamente envolvidas. Até o momento, o trabalho já consumiu 25 mil horas de engenharia.

O responsável pelo projeto da nova viatura é o engenheiro Renato Properzi, da Iveco Defence, com larga experiência em desenvolvimento de veículos militares blindados de rodas.
Properzi foi responsável pelos projetos dos veículos blindados da Iveco Defence Centauro AIFV 8×8 e Puma VBL (Veículo Blindado Leggero) nas versões 4×4 e 6×6.

O projeto VBTP-MR é fruto do processo de seleção de empresas promovido pelo Exército em 2007, vencido pela Iveco. Um dos fatores decisivos nesta escolha foi a experiência da divisão Iveco Defence Vehicles, que projeta, produz e comercializa diversos veículos militares, incluindo modelos similares ao VBTP-MR brasileiro.

O veículo desenvolvido em conjunto entre a Iveco e o Exército (por meio do projeto Mobilidade Estratégia e pelo DCT – Departamento de Ciência e Tecnologia) será uma viatura de transporte de 18 toneladas, equipada com motor diesel eletrônico, tração 6×6 e capacidade anfíbia, capaz de transportar 11 militares.

As especificações básicas indicam 6,91 metros de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura. O modelo poderá ser equipado com uma torre de canhão automático ou de metralhadora operada por controle remoto para diversas aplicações diferentes, e pode ser aerotransportado por um avião tipo Hercules C-130.

A missão inicial do projeto VBTP-MR é substituir a frota atual de blindados de transporte de tropas do Exército, basicamente formada por modelos tipo EE-11 Urutu. O novo veículo também será a plataforma base de uma família de blindados médios de rodas que poderá ter até mais dez versões diferentes, incluindo veículos de reconhecimento (ou carro de combate), socorro, combate de fuzileiros, posto de comando, comunicações, morteiro leve, morteiro pesado, central diretora de tiro, oficina e ambulância.

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O projeto também tem como meta criar uma base altamente especializada para o desenvolvimento de veículos militares no Brasil, neste processo, pretende-se estabelecer a presença da Iveco Defence no Brasil”.

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