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segunda-feira, maio 31, 2010

FX-2: Jobim diz que está em fase final relatório sobre caças

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que está concluindo a elaboração da exposição de motivos que encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando o modelo do caça supersônico que melhor atende ao Brasil, dentro da Estratégia Nacional de Defesa. Jobim não falou, mas a preferência é pelo francês Rafale. O ministro afirmou que Lula "deseja tomar a decisão" ainda em seu mandato, que termina em 31 de dezembro próximo. Só que a demora na apresentação da exposição de motivos de Jobim e a consequente convocação do Conselho de Defesa Nacional, que vai apreciar e aprovar a compra, está preocupando os militares da Força Aérea, que temem pela proximidade com as eleições e as dificuldades naturais que surgem neste período, para que se concluam as negociações e se fechem contratos do porte do FX-2 - que pode ultrapassar os US$ 6 bilhões. Jobim justificou a demora na solução do caso por desajustes entre as agendas dele e do presidente, embora acredite que, antes do início da Copa do Mundo, em 11 de junho, seja possível que tudo esteja pronto para a convocação do Conselho de Defesa Nacional. "Mas aviso que isso depende exclusivamente do presidente."

Jobim diz que está em fase final relatório sobre caças

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que está em fase final de elaboração da exposição de motivos que irá encaminhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando o modelo do caça que considera que seja o que melhor atenderá ao Brasil, dentro da Estratégia Nacional de Defesa. A preferência é pelo caça francês Rafale.

O ministro da Defesa afirmou que Lula "deseja tomar a decisão" ainda em seu mandato. Só que a demora na apresentação da exposição de motivos de Jobim e a consequente convocação do Conselho de Defesa Nacional, que irá apreciar e aprovar a compra, está preocupando os militares da Aeronáutica, que temem pela proximidade com as eleições e as dificuldades naturais que surgem neste período, para que se concluam as negociações e se fechem contratos do porte do FX-2, que pode ultrapassar os US$ 6 bilhões.

Jobim justificou a demora na solução do caso por desajustes entre as agendas dele e do presidente, embora acredite que, antes do início da Copa do Mundo seja possível que tudo esteja pronto para a convocação do Conselho de Defesa Nacional. "Mas aviso que isso depende exclusivamente do presidente", disse.

"Espero que na semana que vem possamos ter um diálogo completo sobre o assunto", comentou o ministro, após participar da cerimônia do dia internacional dos mantenedores da paz da ONU, os chamados boinas azuis, na Base Aérea de Brasília.

Questionado se o tema não estava sofrendo muitos atrasos e poderia ser prejudicado por causa da chegada da Copa e das eleições, o ministro Jobim ironizou: "Copa e eleição não tem nada a ver com compra de avião. Ao que eu saiba avião não joga futebol". Para ele, "a questão é a necessidade". E afirmou: "temos de lembrar que a Defesa se desloca destas questões políticas". Ao ressaltar que o presidente deseja tomar a decisão ainda em seu governo, o ministro Jobim lembrou que "o problema todo é que vamos começar a ter uma defasagem na defesa aérea em 2015 e precisamos ter o encaminhamento dessa questão e não temos muito tempo pra brincar com isso".

Segundo Jobim, "o presidente Lula só tomará uma decisão depois de manifestação do Conselho de Defesa". Para ele, "antes, não toma decisão alguma". Ele reconheceu que o processo se arrasta desde 1995, mas que espera poder encerrar o assunto. "Vai dar tempo de terminar. Só que, como estamos tratando de uma compra que diz respeito a um período de 20 anos, não se pode pretender que se resolva em uma semana, um dia".

Jobim observou ainda que, mesmo depois da decisão tomada pelo presidente, com a escolha do modelo, ainda terá início "um longo processo de negociação dos contratos comerciais e financeiros" com o escolhido. Estão na fase final de disputa o francês Rafale, da Dassault, o sueco Gripen, da Saab, e o norte-americano F-18 Super Hornet, da Boeing.

Jobim reiterou que o governo quer que um dos requisitos do offset, compensação pela compra dos caças, seja a encomenda, à Embraer, de 12 cargueiros KC-390. Os três concorrentes acenaram com o interesse de adquirir os aviões brasileiros para transportes de carga. O ministro lembrou que o KC 390 estará pronto exatamente quando os aviões Hércules C-130 estarão no final de sua vida útil, por volta de 2015, e que o Brasil quer aproveitar a oportunidade neste mercado, já que hoje circulam 1600 Hércules pelo mundo.

TÂNIA MONTEIRO - Agência Estado

O retorno do Concorde ?

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Concorde poderá voltar a voar

Um dos mais famosos aviões na trajetória comercial poderá retornar aos céus do mundo.

Sete anos depois do fatídico acidente que custou a vida de 113 pessoas próximo à Paris e que determinou a suspensão das operações do custoso equipamento, o retorno do avião está sendo agilizado. A iniciativa é britânica, e o objetivo da volta tem seu lado cultural.

Um dos quatro motores do supersônico foi testado com êxito neste final de semana no campo de provas de Lê Bourget. “Não há nenhum motivo técnico para que o Concorde não volte a voar”, afirmou Ben Lord, líder da organização ‘Salvemos o Concorde’ - Save Concorde Group - SCG (siglas em inglês).

Os outros três propulsores serão testados nas próximas semanas. A SCG tem esperanças de que o Concorde possa voar na cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Pelas previsões, seriam necessários 17 milhões de euros para a volta do Concorde.

Fonte: Brasilturis - Fotos: dekatop.com / Divulgação - Noticias Sobre Aviação

Espanhóis criam bunkers para se proteger do 'fim do mundo'

By on 31.5.10
Espanhóis criam bunkers para se proteger do 'fim do mundo'

Grupo acredita na profecia maia de que mundo vai acabar em 2012, mas afirmam estar protegidos de outros problemas caso ela falhe.

Um grupo de pessoas na Espanha se juntou para construir abrigos em diferentes pontos do país para se proteger do que eles acreditam que será o fim do mundo, na data profetizada pelos maias, 2012.

Não importa se a profecia falhar: eles têm certeza de que diante das mudanças climáticas, dos desastres naturais, da instabilidade das manchas solares e da ameaça nuclear, convém ter um refúgio.

"Não somos apocalípticos, mas queremos evitar os riscos. Um país como a Espanha, que tem centrais nucleares que são alvo da al-Qaeda, não conta com um nível de segurança muito alto diante de uma grande catástrofe", explicou à BBC o presidente do Grupo de Sobrevivência da Espanha 2012 (GSE), Jonatan Bosque.

"Na Suíça, toda nova construção vem com seu bunker. Aqui, quem tem este tipo de refúgio são pessoas endinheiradas. Somos uma organização não-lucrativa e o que queremos é que os bunkers estejam ao alcance de todos", acrescentou.

Três anos em um bunker

O GSE conta com 180 sócios e vários projetos nas serras de Madri, Granada e Aragão. Os bunkers, subterrâneos e construídos como cavernas nas montanhas, estão protegidos por uma capa de 60 centímetros de concreto e contam com filtros de partículas radioativas para evitar a infiltração de resíduos tóxicos ou a passagem de radiação ou bactérias.

Além disso, os refúgios têm geradores elétricos que funcionam a diesel, sistemas de refrigeração e dispensas para mantimentos, sementes e plantas.

"É possível permanecer até três anos em seu interior respirando ar puro, mas tudo depende da capacidade de gestão dos ocupantes, dos alimentos. Você não vai encontrar iogurtes desnatados te esperando", ressaltou Bosque.

"A questão é que se você está diante de uma catástrofe, como a explosão de Chernobyl, você não vai poder sair durante vários anos."

Preços

O catálogo dos bunkers inclui um inspirado no metrô de Londres, que é vendido nas versões família (54 metros para 24 pessoas) e comunitária (600 metros para 150 pessoas). Os bunkers são projetados para serem cravados na montanha, como se fossem os quartos de um barco que vai enfrentar uma grande inundação.

"Os bunkers grandes podem custar por volta de US$ 150 mil (cerca de R$ 275 mil) e os pequenos por volta de US$ 4 mil (R$ 7,3 mil). Com um montante entre US$1,8 mil (cerca de R$ 3,3 mil) e US$ 3 mil (cerca de R$ 5,5 mil) por pessoa pode-se ser proprietário de um bunker", explicou o responsável do grupo.

"Porém, não é uma casa. Seu uso é para emergências. Para ter acesso aos bunkers é preciso pertencer à cooperativa, assim evitamos especulações com os preços."

Neste sentido, o GSE 2012 planeja arrecadar dinheiro de empresas para que este tipo de refúgio tenha acesso público e seja financiado pelo Estado.

A profecia maia

Depois de ver o filme "2012", sucesso de bilheteria e que foi inspirado nas profecias maias, que mostra um mundo de cidades destruídas e mares revoltos, Bosque saiu convencido de que tinha visto uma comédia.

"É muito exagerado, mas acreditamos que há um aumento dos desastres naturais como consequência da atividade das manchas solares", afirmou.

"A própria Nasa anunciou uma tormenta solar sem precedentes para 2012. Provavelmente ficaremos sem luz e nosso estilo de vida vai entrar em colapso, mas também existem vozes, como a do escritor holandês Patrick Geryl, que falam em uma inversão dos pólos magnéticos da terra, com consequências geológicas drásticas", explicou Bosque.

"Não é para construir um bunker para se sentir seguro. Tem de se desenvolver protocolos de atuação para todo tipo de catástrofe, por mais remotas que elas pareçam, como as tormentas solares."

"Há pouco tempo a província de Gerona, na Catalunha, ficou sem luz por causa de uma nevasca. Eles sabiam que o cabeamento elétrico tinha de ser trocado porque estava obsoleto, mas não o fizeram."

Fonte: BBC Brasil via estadao.com.br - Imagens: BBC / GSE 2012 - Noticias Sobre Aviação

MAIS

Site do Grupo de Supervivencia de España 2012.

Aterrissagem forçada de helicóptero da ISAF no Afeganistão causa uma morte

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Uma aterrisagem de emergência de um helicóptero MI-8 contratado pela Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) golpeou de morte a um civil afegão na província sul oriental de Paktya (em destaque no mapa do Afeganistão), informaram hoje fontes oficiais.

Segundo porta-vozes da ISAF, comandada pela OTAN, o acontecimento ocorreu neste domingo (30) no distrito de Jaji, e informaram que um civil perdeu a vida ao ser golpeado pelos restos do aparelho e que os três membros da tripulação do helicóptero tiveram ferimentos leves.

No entanto, um porta voz dos insurgentes afegãos, Zabiullah Mujahid, afirmou à agência de notícias AIP que o helicóptero foi derrubado por fogo de metralhadora na zona de Sakandarkhel, da província de Paktya, e que morreram 17 pessoas que iam a bordo.

Também, assegurou que os rebeldes derrubaram também ontem um helicóptero Chinook das ISAF na zona de Howz Madad, do distrito de Zahri, na conflitiva província sul de Kandahar.

Nos últimos meses incrementou-se a frequência dos casos de aterrissagens forçadas de aparelhos das tropas ocupantes da OTAN no Afeganistão, ainda que os militares neguem na maioria dos casos as quedas por fogo inimigo.

Ainda que, em 21 de maio, um helicóptero da ISAF foi atingido por uma granada disparada por insurgentes quando se dispunha a aterrissar na província sul de Helmand, no acontecimento não se registraram feridos graves.

Outro helicóptero das tropas da ISAF realizou uma aterrissagem de emergência em 11 de maio depois de sofrer um ataque dos insurgentes no próximo distrito de Sangin, também situado na província de Helmand, limítrofe com Paquistão.

Fonte: Prensa Latina - Noticias Sobre Aviação

sexta-feira, maio 28, 2010

Quito fixa em 18 a Quantidade de Super Tucanos para a sua Força Aérea

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Equador reduz encomenda de Super Tucanos da Embraer

O Equador reduzirá de 24 para 18 o número de aviões de ataque Super Tucano que pretende comprar da brasileira Embraer, informou nesta quinta-feira o comandante da Força Aérea Equatoriana (FAE), general Leonardo Barreiro.

"O ideal seria comprarmos 24 aviões, mas agora vamos adquirir ao menos 18. Com estes 18 aparelhos poderemos operar normalmente", disse Barreiro à imprensa.

O general informou que a redução no pedido à Embraer permitirá a compra de aviões supersônicos.

"A verba será aplicada na recuperação da aviação supersônica, que também é de suma importância para a defesa do território nacional, da soberania".

O contrato para a compra dos 24 Super Tucanos, por 270 milhões de dólares, foi fechado em maio de 2008, dois meses após o ataque aéreo colombiano contra uma base clandestina da guerrilha das Farc no território do Equador.

A ação deixou 25 mortos e provocou a ruptura das relações entre os dois países.

Até o momento, o Equador já recebeu seis Super Tucanos, e a previsão é que a Embraer entregue mais dois aviões a cada mês até completar o pedido.

Fontes militares citadas pelo jornal El Universo garantem que a decisão foi provocada por uma redução de gastos nas Forças Armadas.

Fonte: AFP

quinta-feira, maio 27, 2010

27 de maio de 1941: Afundem o Bismarck!!!

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O couraçado 'Bismarck' é afundado pelos britânicos após caçada feroz no Atlântico - Marinha Real comemora vingança de seu velho 'Hood' - A 'Kriegsmarine', de cristabaixa, mantém luta por supremacia no mar

Foto: British Pathe
O golpe crucial: o torpedo britânico deu início à noite de agonia do gigante ferido do Reich


Aquela tênue linha que separa os extraordinários triunfos das caudalosas humilhações militares voltou a aparecer nesta guerra, agora nas águas do Atlântico - e foi atravessada com sucesso pelos britânicos, no final de maio. Após ver o Hood, maior navio de guerra do mundo, ser facilmente afundado pelos alemães, a Marinha Real já se resignava com a fuga de seu carrasco, o impetuoso couraçado Bismarck, quando um vôo despretensioso de um Catalina localizou novamente o temível touro de aço tedesco. Em seguida, ao colocar a pique o Bismarck, os britânicos não só vingaram o Hood como também impingiram uma dolorosa perda moral à Kriegsmarine, que certamente a enfraquecerá no conceito de Adolf Hitler.

Considerado o navio de guerra mais bem equipado do planeta, o moderno e rápido Bismarck era a menina dos olhos da Marinha germânica. Só sucumbiu, em 27 de maio, após ser caçado por mais de 100 embarcações britânicas ao longo de sete dias de operações no Atlântico - operações essas que começaram após o Bismarck deixar Gotenhafen, nas primeiras horas do dia 19 de maio, ao lado do Prinz Eugen e outros navios, com a missão de destruir a escolta do estoque de suprimento dos aliados. O cruzadores-irmãos Norfolk e Suffolk, que patrulhavam o Estreito da Dinamarca, avistaram o Bismarck e o Prinz Eugen no dia 23 de maio, informando a localização do inimigo para o comandante da frota britânica, almirante John Tovey. Sem delongas, este enviou o Hood e o Prince of Wales para o cerco ao Bismarck.

Na madrugada de 24 de maio, ambos já estavam na costa da Groenlândia, e, às 5h53, dispararam contra o couraçado tedesco, cujos canhões responderam em eco ao ataque. A terceira salva do Bismarck atingiu o Hood, fazendo crepitar labaredas na chaminé; alguns segundos depois, uma explosão decretou o óbito do cruzador, que afundou em poucos minutos e deixou apenas três sobreviventes de sua tripulação de 1.416 - o timoneiro Ted Briggs, o marinheiro Robert Ernest Tilburn e o aspirante William Dundas.

Entretanto, o Bismarck também não sairia ileso da batalha: um obus disparado pelo Prince of Wales acertou seu flanco e causou sério vazamento de óleo, esgotando seu suprimento e contaminando os outros tanques de combustível. O almirante alemão Gunther Lütjens percebeu que isso significaria o fim da jornada do couraçado pelo Atlântico e dirigiu-se para reparos em Saint-Nazaire, sentido Sul - ainda que a prudência o recomendasse a seguir sentido Norte, para as altas latitudes norueguesas. Lütjens nunca pôde justificar essa decisão, ele que em breve encontraria seu túmulo marinho.
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Amargo aniversário - O Norfolk e o Suffolk continuavam escoltando, a uma distância segura, o Bismarck e o Prinz Eugen. Por volta das 18 horas do mesmo dia 24, os navios teutônicos se separaram, com o Bismarck dobrando a Sudeste; o Suffolk seguiu em seu encalço, mas acabou o perdendo de vista às 3 horas do dia 25. O sol nasceu e se pôs sem que o alvo fosse novamente localizado. O Almirantado, então, determinou que todas as embarcações convocadas para a caçada retornassem aos portos mais próximos - entre elas, o Revenge, o Victorious, o Prince of Wales, o Repulse, o King George V e o Rodney. Os oficiais britânicos, humilhados, já davam como certa a chegada do Bismarck em segurança ao círculo polar, fora de seu alcance. Entretanto, como que por desencargo de consciência, enviaram uma patrulha de Catalinas para fazer uma última varrição dos mares, entre a Bretanha e a Islândia.

Houve regozijo no Almirantado quando uma das aeronaves anunciou ter localizado o Bismarck a 160 quilômetros de Brest, na França - muito próximo não apenas da defesa dos submarinos U-boat como também dos aviões da Luftwaffe ali baseados. Entretanto, a Marinha Real agiu rápido. Do porta-aviões Ark Royal, partiram 14 caças Swordfish, que atingiram, por volta das 21h, o golpe crucial: um torpedo que atropelou as hélices e arrancou o leme. A velocidade, que no início da retirada era de 28 nós, caiu para 3 nós. Além disso, sem direção, o couraçado começou a andar em círculos. O comandante Lütjens, pouco antes da meia-noite, transmitiu uma funesta mensagem a seus superiores. "Sem condições de manobrar o navio. Lutaremos até o último cartucho. Vida longa ao führer!"

Era o início da noite de agonia do gigante ferido do Reich. Na madrugada, cinco contratorpedeiros assediaram o Bismarck, atingindo-o por duas vezes; ao amanhecer, apresentaram-se para a pugna o King George V e o Rodney, atirando com canhões de 14 e 16 polegadas de uma distância cada vez menor. Após a saraivada, o Almirantado convocou de volta a dupla de navios de guerra, cujo combustível começava a faltar, e deixou a finalização do trabalho para o cruzador Dorsetshire e seus torpedos. Padecendo em chamas, com a totalidade de seus canhões mudos, mas ainda em sua imponência taurina, o Bismarck afundou às 10h36. Mais de 2.200 tripulantes morreram, incluindo o almirante Lütjens, que completava 52 anos naquela data. Pouco mais de uma centena de germânicos foram salvos pelas embarcações britânicas presentes na área - autoridades alemãs reclamam de vingança pelo baixo número de sobreviventes no desaparecimento do Hood.


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A Grande Anfíbia - Desde que o homem colocou o primeiro barco para navegar, a estratégia de dominação marítima é a mesma: negar as águas para seu inimigo, controlando-as de forma total e irrestrita. Nesse sentido, a perda do Bismarck é duplamente daninha para os alemães: não apenas tira da Kriegsmarine sua maior arma como também planta na cabeça de Hitler dúvidas e questionamentos sobre suas próximas ações navais. É nessa hesitação que a Grã-Bretanha pode fazer sua armada novamente dominante nas águas européias - como fora no período de 1805, quando derrotou as frotas de França e Espanha na Batalha de Trafalgar, até o início da Grande Guerra, em 1914. Ninguém ousa discutir a importância do controle dos mares no desfecho de um combate prolongado.

Winston Churchill, veterano da Grande Guerra e hoje primeiro-ministro britânico, conta, em suas memórias, que pensou em intitular a batalha da década de 1910 como "A Grande Anfíbia". Se os aliados souberem tirar proveito desse momento positivo nas águas, Churchill pode reciclar o título para esta presente refrega.
Fonte: VEJA
Acima a imagem da proa do Bismarck no fundo do mar

Reino Unido possui 225 ogivas nucleares, diz chanceler britânico

By on 27.5.10
Revelando pela primeira vez informações oficiais atualizadas sobre seu arsenal nuclear, o Reino Unido confirmou que possui 225 ogivas, numa manobra que visa mais clareza sobre as armas atômicas que o país detém.

Em discurso no Parlamento, o chanceler britânico William Hague informou o número oficial, e disse que "é chegada a hora de ser mais aberto sobre as armas que nós possuímos". Anteriormente oficiais teriam informado que o país detinha 160 ogivas em operação.

Membro permanente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), o Reino Unido é uma das nações que possuem armas nucleares no mundo.

EUA

Ainda no mês passado, durante a conferência sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), os Estados Unidos confirmaram o tamanho de seu arsenal nuclear, com 5.113 ogivas.

O Pentágono anunciou no fim de setembro de 2009 o arsenal nuclear americano estava composto por 5.113 ogivas nucleares, informação considerada até então "secreta".

O governo americano indicou que estas seriam suas ogivas nucleares ativas, mas que possui também outras milhares de armas nucleares desativadas.

Os EUA haviam divulgado o número de ogivas estratégicas operacionalmente instaladas em 1.968 no final de 2009 - bem menos que as 10 mil de 1991. É a primeira vez, no entanto, que o total geral é revelado. De acordo com dados divulgados pelo Pentágono, o arsenal americano foi reduzido em 84%, de um total de 31.225 armas nucleares que o país possuía em 1967.

Segundo a Federação de Cientistas Americanos, órgão sem fins lucrativos, o número não inclui as armas nucleares desativadas, que aguardam desmontagem -- estimadas em cerca de 4.600.

Para analistas, ao revelar as informações durante a conferência para a revisão do TNP, os EUA tentam demonstrar que trabalham para diminuir seu arsenal nuclear, tentando, dessa forma, persuadir outros países a endurecer o controle da proliferação de tais armas.

"É enormemente importante para os Estados Unidos conseguirem dizer: 'Olhem, estamos cumprindo nossas obrigações sob o TNP'", disse Hans Kristensen, diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação dos Cientistas Americanos. Só assim, segundo ele, Washington conseguirá convencer outros países a adotar novas medidas para limitar a proliferação.

Fonte: Folha Online - Foto (míssil Trident): greenpeace.org.uk - Noticias Sobre Aviação

Empresas negociam offsets para desenvolvimento do KC-390

By on 27.5.10
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Até o final da próxima década, o KC-390 entrará em operação na Força Aérea Brasileira e trará avanços operacionais em missões como transporte, reabastecimento em voo e ajuda humanitária. Mas antes de decolar pela primeira vez, o projeto do novo avião militar brasileiro trará benefícios para empresas nacionais que participarem do seu desenvolvimento. Este foi o tema principal do 1° Workshop sobre Offset KC-390, realizado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), nos dias 25 e 26 de maio.

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EUA testaram o o X-15A Waverider

By on 27.5.10
A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou na noite de quarta-feira que testou no Oceano Pacífico um míssil de cruzeiro "hipersônico", que superou 7 mil km/h, seis vezes a velocidade do som.

O teste do X-15A Waverider (foto acima) durou mais de 200 segundos.

O recorde de voo hipersónico propulsado com um motor 'scramjet' (estatorreator de combustão supersônica) era de 12 segundos, alcançado pelo X-43 da Nasa (foto acima), um avião experimental não tripulado.

O Waverider partir da Base Aérea de Edwards, na Califórnia, sob a asa de um avião B-52, que o lançou a uma altitude de 50.000 pés ao largo da costa do Pacífico.

"Estamos muito felizes de ter completado a maioria de nossos testes na primeira missão hipersônica do X-51A", disse Charlie Brink, diretor do programa do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea na base Wright-Patterson de Ohio.

Os mísseis deste tipo são usados para atacar alvos distantes em menos de uma hora e podem substituir os atuais mísseis balísticos.

Os voos hipersônicos começam em Mach 5 (cinco vezes a velocidade do som).

Fonte: France Press via Correio Braziliense - Fotos: Wright-Patterson Air Force Base / AFP / Mike Cassidy/US Air Force - Noticias Sobre Aviação

Equador analisa reduzir o pedido de aeronaves Super Tucano

By on 27.5.10
Equador analisa reduzir o pedido de aeronaves Super Tucano

Um dos aviões Super Tucano da Força Aérea do Equador, ainda com o prefixo brasileiro, durante o translado para o país destino.

O Ministério da Defesa do Equador analisa um mecanismo para modificar o contrato firmado com a empresa brasileira Embraer e reduzir o número de aviões de combate Super Tucano que decidiu adquirir em 2008.

“Está em análise (a redução do número de aviões). É um contrato que está assinado e como respeitamos os contratos que fiemos, temos que tratar o tema com muita prudência para não criar nenhum problema ao país”, explicou a vice-ministra de Defesa, Rosa Pérez.

Em maio de 2008, o Ministério de Defesa e a FAE (Forçã Aérea do Equador) fecharam um contrato com a Embraer onde, através da modalidade de único fornecedor, foi decidido adquirir 24 unidades de Super Tucano, num valor de US$ 270 milhões.

Segundo fontes militares, o Governo busca reduzir em 2010 o orçamento previsto para investimento para as forças armadas devido a necessidade de financiamento para estes investimentos. Os gastos em 2010 chegam a US$ 17.900 milhões e registra um déficit de US$ 4.124 milhões, segundo informação do Ministério da Fazenda.

No último dia 22 de abril, o presidente da República, Rafael Correa, durante a troca de comando das forças armadas, assegurou que seria necessário revisar todos investimentos das forças armadas porque “nesta nova época a única guerra é contra a pobreza, a iniquidade, o desemprego, a corrupção”.

Dentro do orçamento aprovado pela Assembléia Nacional, US$ 1.600 milhões foram destinados para a Defesa Nacional, Exército, Marinha e Aeronáutica. Desse total, US$ 398 milhões são para investimentos e o restante para o pagamento de salários dos mais de 40 mil soldados na ativa.

Analizar a redução do aviões Super Tucano é a primeira ação que o Ministério da Defesa executa depois da declarações que o presidente fez no mês passado. O ministério ainda não decidiu o número de aviões que será reduzido do contrato com a Embraer, mas fontes da Força Aérea informaram que a intenção é para baixar de 24 para 12 a quantidade de aeronaves a adquirir.

Os aviões Super Tucano substituiram os modelos A-37 e Strikemaster, que já cumpriram sua vida operacional com mais de 35 anos de atividades, e servirão para a preparação e treinamento de todos os pilotos de aviação subsônica de combate da FAE, segundo o ex-comandante, Rodrigo Bohórquez.

Segundo fontes do Ministério da Defesa, o contrato com a Embraer possui cláusulas de cancelamento através de um acordo mútuo, assim como também de forma unilateral se forem apresentadas eventuais não cumprimentos de uma das partes.

Fonte: El Universo, via Aviacion Militar Sudamericana – Tradução: Cavok

Bomba da 2ª Guerra Mundial obriga retirada de 9 mil pessoas em Berlim

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Explosivo foi encontrado em obra de canalização do distrito de Zehlendorf.

Edifícios num raio de 500 m foram esvaziados.


Uma bomba da Segunda Guerra Mundial foi encontrada na noite desta quarta-feira (26) na região de Berlim, e obrigou a retirada de cerca de nove mil pessoas que estavam em imóveis próximos.

O artefato, que pesa aproximadamente 500 quilos, é de fabricação americana, e foi encontrado por funcionários de obras de canalização no distrito de Zehlendorf.

Durante mais de seis horas, as forças de segurança esvaziaram todos os edifícios em um raio de 500 metros. A maior parte dos moradores se abrigou em casas de familiares e amigos, mas cerca de mil deles foram atendidos em uma estrutura provisória.

Por ano, a Polícia de Berlim recolhe e desativa entre 25 e 40 toneladas de bombas, granadas e outros tipos de munição e armamento da Segunda Guerra que ficaram enterrados no subsolo da cidade.

O Senado de Berlim acredita que o subsolo da capital alemã tem ainda cerca de três mil bombas aéreas de 250 quilos cada.

Fonte: EFE via G1 - Fotos: DDP / Reuters - Noticias Sobre Aviação

Rússia zanga-se com instalação de mísseis Patriot na Polónia

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Rússia zanga-se com instalação de mísseis Patriot na Polónia

A Rússia criticou fortemente a instalação de mísseis antiaéreos norte-americanos Patriot em território polaco, ao abrigo de acordo de cooperação militar firmado há meses entre Washington e Varsóvia

Para Moscovo – que batalhou ao longo de meses para que os norte-americanos não expandissem para a Europa Central partes do seu escudo de defesa antimíssil (MDI) – a chegada à Polónia da primeira bateria de Patriots, no domingo, põe em risco a estabilidade na região. “Estas acções não conduzem ao reforço da estabilidade; pelo contrário, só reduzem o nível de confiança”, sustentou porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, citado pela agência noticiosa estatal Interfax.

“Não se compreende porque foi escolhido este sector [geográfico] para a instalação dos mísseis, uma vez que se localiza bem junto à fronteira com a Rússia”, prosseguiu nas críticas a mesma fonte, aludindo ao facto de os Patriots terem sido colocados numa base em Morag, no Nordeste da Polónia (a pouco mais de 50 quilómetros de distância do enclave russo de Kaliningrado).

Praticamente desactivada desde há vários anos, a base de Morag foi escolhida por Washington em Janeiro como hospedeira da nova bateria da Defesa Míssil Patriot do Exércitos dos Estados Unidos. No mês seguinte, a Polónia ratificava o estatuto de mobilização de tropas norte-americanas no seu território (SOFA), incluindo a instalação destas baterias antiaéreas.

A Rússia sustenta que não foi dada qualquer “resposta verdadeira”, nem pelos Estados Unidos nem pela Polónia, às inquietações que tem sobre a existência deste tipo de armamento perto das suas fronteiras.

As estratégias de defesa antimíssil norte-americanas foram, ao longo dos dois mandatos do Presidente George W. Bush, um enorme pomo de discórdia com Moscovo; atenuado, porém, desde Setembro de 2009, quando Washington – já com Barack Obama na Casa Branca – abandonou o plano de instalar dez mísseis interceptores em território polaco e um radar de detecção na República Checa, a chamada terceira fase de expansão do MDI.

Fonte: Publico.Pt

Atlantis conclui sua última missão

By on 27.5.10
Ônibus espacial Atlantis pousa e conclui sua última missão

Haverá só mais dois voos com naves desse tipo, ainda neste ano.

Após desativação da frota, acesso à ISS dependerá de naves russas.




O ônibus espacial Atlantis pousou às 8:48 (hora local) desta quarta-feira (26) no Centro Espacial Kennedy (Flórida, EUA), após missão de ampliação e manutenção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) iniciada sexta-feira (14). Foram entregues um minimódulo de pesquisas russo, baterias novas e uma antena, entre outros equipamentos.

A tripulação da missão STS-132, comandada por Kenneth Ham, passou 12 dias em órbita.

A Atlantis partiu para sua primeira missão ao espaço em 3 de outubro de 1985, uma viagem para levar satélites do Departamento de Defesa dos Estados Unidos à órbita da Terra.

A Nasa planeja aposentar todos os ônibus espaciais até o fim deste ano. Em setembro, a veterana Discovery voa para sua última missão. Em novembro, encerrando a era dos ônibus espaciais, é a vez da Endeavour.

A Atlantis foi o quarto ônibus espacial construído pela Nasa, depois da Discovery, da Challenger (que explodiu na decolagem em 1986) e da Columbia (destruída no retorno à Terra em 2003).

Fonte: G1 - Fotos: NASA - Noticias Sobre Aviação

‘Espiões’ tomam o céu do Rio

By on 27.5.10
Município começa a testar hoje aviões não tripulados que vão auxiliar no patrulhamento de grandes eventos, no Choque de Ordem e que podem flagrar até abusos de servidores na rua. Serão três aeronaves ao custo de R$ 1,2 milhão.

Os miniaviões espiões Skylark 1-LE vão invadir, hoje, os céus do Rio numa demonstração na Restinga de Marambaia — no Centro de Avaliações do Exército (CAEx)— para a prefeitura. É a primeira vez que vai acontecer a apresentação dos veículos aéreos não tripulados israelenses pela empresa que está fechando a negociação com o município.

Três equipamentos devem ser comprados para ajudar não somente na fiscalização de festas, como Réveillon e Carnaval, mas também para flagrar abusos de servidores, como o recebimento de propina em casos de operações nas ruas.

A alta tecnologia vai custar R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. A compra, no entanto, está esbarrando num problema de tráfego aéreo. É preciso autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo para que os modelos sejam usados na cidade — que seria a primeira do País a adotá-los.

Há risco de acidente e um plano de voo deve ser previamente apresentado ao órgão competente. “Nosso interesse é grande, mas não podemos ter um abacaxi em mãos. Assim que esse problema for solucionado, podemos fechar a negociação”, disse o secretário de Ordem Pública, Alex Costa.

Usados em operações militares no Líbano, Faixa de Gaza, Iraque e Afeganistão, as aeronaves que devem ser adquiridas pela prefeitura sobrevoam por quase duas horas e vão auxiliar no mapeamento de encostas, ajudar no monitoramento de deslizamentos e em atuações das equipes de Choque de Ordem nas praias e no entorno do Maracanã.

A tecnologia permite que as operações sejam realizadas inclusive durante a noite. “Com a aquisição do Skylark, vamos racionalizar a mão de obra nas ruas. A ideia é que, em grandes eventos, a gente possa fazer uma distribuição melhor dos agentes, porque teremos um olhar de cima detalhado da situação”, disse ele, lembrando que os equipamentos serão usados na Copa de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.

Vigilância de encostas e controle de favelas

As imagens que serão captadas pelos miniaviões formarão um banco de dados digital da Prefeitura do Rio. O material vai servir para que as secretarias municipais de Urbanismo e a de Obras façam o controle do processo de favelização na cidade. Além disso, o que for captado poderá auxiliar os trabalhos de investigação das polícias Civil e Militar, já que as câmeras conseguem flagrar assaltos e bandidos armados.

“Não temos papel de polícia, mas se tivermos algo que pode auxiliá-los, claro que faremos isso. As imagens da CET-Rio já foram requisitadas várias vezes e o mesmo deve acontecer com o que for captado pelos nossos Skylarks”, disse o secretário da Ordem Pública, Alex da Costa.

O equipamento é lançado através de um elástico ou por minicatapulta. O raio de ação é de 15 quilômetros e as imagens são repassadas por vídeo em tempo real. O controle é feito por uma estação móvel do tamanho de notebook. O trajeto feito pelo miniavião pode ser feito minutos antes, já que a montagem do aparelho é feita em apenas 10 minutos.

Clique sobre a imagem para ampliá-la

Fonte: Chistina Nascimento (O Dia Online) - Arte: O Dia - Foto: Elbit Systems - Noticias Sobre Aviação

terça-feira, maio 25, 2010

EUA consideram 'estranho' corte de relações da Coreia do Norte com Seul

By on 25.5.10
EUA consideram 'estranho' corte de relações da Coreia do Norte com Seul
Medida foi tomada por Pyongyang em represália a acusações sobre afundamento de navio

A decisão da Coreia do Norte de cortar relações com a Coreia do Sul anunciada nesta terça-feira, 25, é "estranha" e não representa o melhor para o interesse do povo norte-coreano a longo prazo, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, P. J. Crowley.

"A Coreia do Sul tem uma das economias mais dinâmicas do mundo. A economia debilitada da Coreia do Norte não vai suportar sozinha. A Coreia do Norte não consegue manter seus cidadãos sozinha", disse o porta-voz. "Não consigo imaginar uma atitude que prejudique mais os norte-coreanos do que cortar os laços com o Sul", completou Crowley.

Nesta terça, Pyongyang anunciou o rompimento total de relações com Seul em represália às acusações de que os militares norte-coreanos teriam afundado um navio da Marinha sul-coreana, episódio que deixou 46 marinheiros mortos. O anúncio foi feito pela KCNA, agência estatal de notícias da Coreia do Norte.

"O Comitê pela Reunificação Pacífica da Coreia declara que a partir de agora serão feitos esforços para congelar as relações intercoreanas, abdicar o acordo de não agressão entre o norte e o sul e interromper completamente a cooperação", diz o comunicado da KCNA, completando que todas as relações com Seul, assim como as comunicações, seriam cortadas.

Pyongyang também decidiu expulsar os expulsar os sul-coreanos que trabalham no parque industrial de Kaesong, mantido em conjunto pelo sul e pelo norte. Não ficou claro, porém, qual o verdadeiro impacto que a medida teria nas fábricas que operam no local. A maioria das empresas são sul-coreanas, que aproveitam para usar mão-de-obra barata da Coreia do Norte.

Segundo a perícia internacional realizada na Coreia do Sul, o naufrágio do navio Cheonan foi causado por um torpedo disparado pelos norte-coreanos. Pyongyang, porém, nega qualquer envolvimento.

O episódio do navio elevou a tensão entre as duas Coreias, tecnicamente em guerra desde 1950, quando começou a Guerra da Coreia. O conflito, que terminou em 1953, nunca foi formalmente encerrado, e os dois lados permanecem apenas em trégua, embora haja atritos frequentemente.

Outra questão que gera impasse é o programa nuclear norte-coreano, considerado uma ameaça pelo sul. Pyongyang se recusa a retornar à mesa de negociações para abandonar os projetos atômicos e diz que só o fará se a Guerra da Coreia for encerrada formalmente.

Fonte: Estadão

Entrada de Portugal no no programa KC-390 é discutida

By on 25.5.10
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Entrada de Portugal no novo avião de carga militar brasileiro discutida com Sócrates

O presidente das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) declarou hoje que a possibilidade de Portugal entrar no projeto do novo avião de transporte militar brasileiro KC-390 foi discutida num encontro com o primeiro-ministro.

Eduardo Bonini, um dos cerca de 20 empresários que hoje de manhã se reuniram com o primeiro-ministro, José Sócrates, no âmbito de uma visita que este vai fazer ao Brasil e à Venezuela, disse que esta é uma possibilidade, mas que tudo depende de estudos em curso.

"Foi discutido como sendo uma possibilidade. Ainda estão a ser feitos estudos pelo lado português para ver a viabilidade do projeto antes da tomada de decisão", referiu Eduardo Bonini.

O projeto do KC-390 é do governo brasileiro, que utiliza a Embraer como ferramenta para o desenvolvimento e produção do avião. "Numa parceria entre o governo brasileiro e português, Portugal poderia pedir partes do projeto a ser desenvolvido, no qual estariam a ser beneficiadas empresas portuguesas no fornecimento e desenvolvimento de segmentos dessa aeronave", explicou Bonini.

O avião de transporte militar KC-390, da Embraer, seria uma alternativa aos C-130 Hercules atualmente usados pela Força Aérea Portuguesa.

Questionado sobre a viabilidade de investimentos na área da defesa numa altura de crise financeira e contenção, o presidente da OGMA disse que essa seria a porta de saída da crise.

"[Investir em material de defesa] é exatamente a saída da crise financeira, pois gera mais oportunidades, não só de emprego como no desenvolvimento de produtos. Estaria a capacitar o país no desenvolvimento de segmentos aeronáuticos que depois poderiam ser fornecidos a outros países", disse o mesmo responsável.

"Investir hoje no desenvolvimento de uma aeronave gera empregos diretos e uma infinidade de empregos indiretos", sublinhou.

Também presente na reunião com José Sócrates, o empresário Francisco Van Zeller disse que é uma possibilidade Portugal avançar para esse projeto.

"É concerteza uma possibilidade o Governo português entrar nesse projeto [do KC-390] e faz parte da estratégia de lançamento do nosso cluster aeronáutico, mas para isso vão ser precisos investimentos que nós já estamos a fazer no Brasil", disse.

"Trata-se de substituição de aviões antigos, tanto lá como cá. E depois há a manutenção. Nós temos grande manutenção que poderá ser transferida para lá porque eles não têm capacidade suficiente. E mesmo a construção [dos aparelhos] pode ser feita cá, portanto tudo isso foi discutido" na reunião, acrescentou Van Zeller.

Fonte: IONLINE

A primeira travessia aérea do Atlântico Sul num avião pilotado por um brasileiro

By on 25.5.10


A primeira travessia aérea do Atlântico Sul num avião pilotado por um brasileiro

A primeira travessia do Oceano Atlântico foi realizada pela dupla John Alcock e Arthur Whitten Brown em 1919. A primeira do Atlântico Sul foi realizada pela dupla Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, seguida pela de Ramon Franco e uma equipagem da Força Aérea Espanhola, no hidroavião Dornier DO J (Wahl) "Plus Ultra".

O raide do Jahu

O idealizador do raide foi João Ribeiro de Barros (foto ao lado), nascido em Jaú a 4 de abril de 1900, em família abastada graças à lavoura de café. Ainda jovem, influenciado pelo pai, apaixonou-se pela aviação, o que o levou a viajar à América do Norte, pela primeira vez, em 1919. Em fevereiro de 1923, prestou exame no Aeroclube do Brasil, tendo obtido o brevet internacional de nº 88 (reprodução abaixo).

A travessia dos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no contexto das comemorações do Centenário da Independência do Brasil, inflamou a imaginação do jovem aviador paulista: era a época dos grandes "reides" transoceânicos, tão perigosos quão gloriosos, em vista da precariedade de meios e do baixo grau de confiabilidade da aviação de então, que deixava os aviadores entregues à própria sorte, à mercê dos elementos; muitos foram os que perderam as vidas nessas tentativas.

Um desses pioneiros foi o italiano conde Casagrande, que por sua conta e com apoio do Governo Italiano, adquiriu junto à Società Idrovolanti Alta Itália (SIAI) – mais conhecida como Savoia Marchetti – um hidroavião do tipo S-55C (Civile) para uma travessia do Atlântico Sul. Tratava-se de uma aeronave de aparência curiosa, com dois "botes" ("scafi") gêmeos e empenagem de leme triplo, sustentada por lanças em treliça. A aeronave foi batizada na fábrica como "Alcyone". Casagrande empreendeu uma tentativa e chegou a cobrir cerca de um quinto do caminho entre a Itália e a Argentina, mas as dificuldades com a hidrodinâmica fizeram-no abortar o reide em Casablanca. O "Alcyone" foi, assim, devolvido à fábrica.

Atento às tentativas de cruzar o Atlântico, Ribeiro de Barros seguiu para Nova Iorque e estudou o assunto com o seu amigo e mentor, Gago Coutinho. Decidiu-se pela aquisição de um S-55 e preparou um pacote de sugestões a ser levado à fábrica SIAI em Sesto Calende, próximo a Gênova. À época, os grandes reides transoceânicos eram iniciativas custosas, patrocinados por grandes empresas ou por governos, e não por pessoas comuns. O fabricante, não querendo ou não podendo ceder a um desconhecido uma aeronave nova, propõs ao aviador brasileiro a venda do "Alcyone". Barros aceitou, estipulando uma série de condições: o avião deveria ser reformado, com a troca dos motores por dois "Isotta Fraschini Asso 500" (desenvolvendo 550 HP de potência máxima cada) e a troca dos "scafi" ineficientes por duas unidades de proa alta e melhor hidrodinâmica. O aerobote foi rebatizado com o nome de "Jahu" (na ortografia da época). Na Itália, Barros impressionou o pessoal da SIAI com a sua habilidade em pilotar o pesado aerobote.

Iniciou-se então a seleção da tripulação: juntou-se a ele o amigo e mecânico, Vasco Cinquini e, do Brasil, foi-lhe indicado como navegador o capitão Newton Braga, oficial de cavalaria em vias de passar à reserva. Para segundo piloto este lhe sugeriu, entre outros, o nome do tenente Arthur Cunha, jovem piloto de caça formado na Escola do Campo dos Afonsos.

No tocante à parte técnica, a carga útil da aeronave havia sido reduzida a um mínimo, suprimindo-se até o equipamento de rádio. O avião fora transformado-se em um grande tanque de combustível voador, com 16 reservatórios (8 em cada "scafo") conferindo-lhe uma autonomia entre 14,5 e 16 horas de vôo, a uma velocidade de cruzeiro de apenas 166 km/h.

Início do raide - 1926 Lago de Sesto Calende na Itália


O aerobote foi transportado então para Gênova, de onde Barros e sua tripulação decolaram a 13 de outubro de 1926, sob as ovações dos italianos, para a primeira fase do reide, rumo a Gibraltar. Após apenas cinco horas de vôo, surgiram problemas e, com os motores rateando perigosamente, Barros foi forçado a descer em Dénia, no golfo de Valência, de onde seguiu para Alicante, que não estava prevista na rota. As autoridades espanholas, desprevenidas, imediatamente detiveram os aviadores, que somente foram soltos após a intervenção da diplomacia brasileira. De volta ao avião, mas sem meios de reparar a avaria no sistema de alimentação dos motores, o Jahu decolou rumo a Gibraltar, com Cinquini alimentando os motores manualmente. Lá chegando, as melhores condições de manutenção e uma inspeção cuidadosa revelaram a presença de uma borra abrasiva nos filtros de combustível; uma mistura de terra, areia e sabão caseiro havia sido introduzida nos tanques, revelando claramente a sabotagem da qual o avião havia sido vítima.

O JAHU ancorado em Porto Praia na África

Limpos os reservatórios, o Jahu decolou rumo às ilhas Canárias, em 25 de outubro. O motor traseiro voltou a ratear por falta de alimentação, fazendo com que Cinquini e Braga esgotassem as suas forças nas bombas manuais. Apesar de tudo, o Jahu chegou à Grande Canária em 07h 15min, batendo o recorde de Coutinho e Cabral. Lá, foi descoberta a causa da nova avaria: uma engrenagem desgastada na bomba de alimentação, que teve que ser substituída por outra, usinada artesanalmente na ilha.

Sanado o problema, o Jahu decolou rumo a Praia, no arquipélago de Cabo Verde (alcançado em 9h 26min de voo), para o que seria então o seu maior teste.

Os fatos que se sucederam então, são até hoje polêmicos para os historiadores, tendo em vista que apenas se dispõe de uma versão para os fatos. Há quem nisso veja um sintoma dos graves conflitos políticos e sociais que haveriam de resultar nos conflitos da década seguinte. Segundo o registro de Barros, uma vez em Praia, e estando para se iniciar a parte mais crítica do voo, o tenente Cunha exigiu que lhe fosse entregue o comando do avião e que a tripulação seguisse as suas ordens. Segundo consta, ainda no Brasil o jovem havia entrado em entendimentos com o jornal "A Pátria", que se propusera a remunerá-lo pelo "furo" de revelar que o avião chegaria ao Rio sob o seu comando. Posteriormente, quando do triunfo do Jahu e da descoberta do esquema, o jornal seria empastelado por uma multidão enfurecida.

Sem poder demover Cunha de seu intento, Barros foi forçado a desligá-lo da tripulação, enviando-o para Lisboa. Com Braga a caminho da Itália para trazer um técnico que pudesse consertar as avarias do avião, Barros e Cinquini ficaram ilhados em Praia, uma vez que a aeronave não havia sido projetada para ser pilotada por um só piloto.

Rumores correm de que Barros desistiria; o Presidente Washington Luiz chegou a mandar-lhe um telegrama pedindo-lhe que desmontasse o avião e voltasse ao Brasil. Deprimido, após quatro acessos de malária e com o avião avariado, Barros consultou a sua mãe, Dona Margarida, que respondeu com um telegrama emocionado, segundo o qual:

"...Providenciaremos continuação do reide custe o que custar. Paralisação reide será fracasso. Asas avião representam bandeira brasileira...".

A convite da família Barros, apresentou-se o tenente João Negrão, aviador da Força Pública Paulista que, sem nunca ter pilotado um hidroavião, zarpou para Praia, onde foi recebido efusivamente pela tripulação, mais uma vez completa.

O JAHU amerrissando nas águas da Baía de Guanabara

Isto posto, partiu-se para a revisão total do avião, que tinha ficado ancorado ao relento durante meses. Para espanto de todos, foi descoberta a presença de um pedaço de bronze solto no carter do motor traseiro, revelando nova sabotagem contra o Jahu. Felizmente, o próprio exagero no tamanho da peça usada tinha feito com que ela permanecesse no fundo do carter, evitando maiores danos ao motor.

Após os últimos preparativos, na madrugada de 28 de Abril de 1927, o Jahu decolou rumo ao Brasil. Voando a uma altitude de 250 metros e a uma velocidade recorde de 190 km/h, voou durante 12 horas ininterruptas, sem escalas, rumo a Fernando de Noronha, pousando na enseada Norte da ilha sob o sol poente, com problemas na hélice traseira e com 250 kg de combustível ainda a bordo. Todo o país explodiu em comemorações, com acolhidas festivas aos aviadores em todas as demais etapas do percurso: Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, até à conclusão do reide na represa de Santo Amaro, em São Paulo, em Agosto do mesmo ano.

Baía de Guanabara - O JAHU ancorado

O Jahu nunca voaria outra vez. Sempre irrequieto, Barros chegou a planejar um novo reide, do Rio de Janeiro a Lisboa, tendo para isso adquirido especialmente um Breguet 19A GR (Grand Rayon), ou "Breguet Bidon", o qual batizou de "Margarida". A crise econômica mundial e a Revolução de 1930 puseram fim às esperanças do piloto, que viu o avião ser confiscado pelos revolucionários para uso pela aviação do Exército; o "Margarida" seria enfim perdido em um acidente sem vítimas. Barros veio a falecer em julho de 1947.

Fontes: Wikipédia / Projeto Jahu - Fotos: Wikimedia / Projeto Jahu - Noticias Sobre Aviação

21 de maio de 1956: EUA lançam a 'bomba H'

By on 25.5.10


21 de maio de 1956: A primeira bomba de fusão de hidrogênio (bomba H) é lançada de avião pelos EUA

21 de maio de 1956: os Estados Unidos testam uma bomba de fusão de hidrogênio lançada pela primeira vez a partir de um bombardeiro B-52 sobre uma pequena ilha membro das Ilhas Marshall, um minúsculo país-atol (ou país de atóis) na região da Micronésia, no Pacifico Norte.

A experiência com uma bomba MK-15 de 3.8 megatons (foto acima) foi batizada de "Cherokee", parte da Operação Redwing, e dirigida pelo físico americano Edward Teller.

No teste realizado nesse dia (ainda era 20 de maio na América do Norte) em 1956 não foi utilizada a maior carga já despejada na região das Ilhas Marshall, mas foi - sem dúvida - a melhor demonstração, pois se você pode carregar uma bomba H utilizando seus bombardeiros de longo alcance, você passa a ser realmente uma grande ameaça a todos.

Exibicionismo à parte, sempre houve uma (aparentemente) razão científica para o teste. Uma das ironias dessa prova foi que o erro humano que praticamente 'detonou' o resultado do teste que tinha como objetivo "recolher dados sobre armas de alto rendimento para efeitos de explosões no ar."

Não era para ser assim

O B-52 voou da Ilha Fred para Eniwetak. O local alvo era sobre o Atol de Namu, a noroeste do Atol de Bikini, nas Ilhas Marshall. Porém, a tripulação confundiu a localização ao utilizar como balizamento uma ilha diferente, tendo como resultado, um erro grosseiro no lançamento da bomba termonuclear. A bomba explodiu cerca de quatro milhas fora do alvo, sobre o oceano, a nordeste de Namu. Como resultado, essencialmente, todos os dados sobre os efeitos da bomba foram perdidos.

Assista ao vídeo do lançamento da bomba H em 21.05.1956:




Assista ao vídeo sobre a "Operação Redwing" (em inglês):




Fontes: Wired / Wikipédia - Noticias Sobre Aviação

Cacau vira madrinha da Esquadrilha da Fumaça

By on 25.5.10
Ex-BBB Cacau visita integrantes da Esquadrilha Áquila, do 2º Esquadrão de Instrução Aérea, em Pirassununga, São Paulo.

A ex-BBB Cacau visitou recentemente a Esquadrilha Áquila, do 2º Esquadrão de Instrução Aérea, em Pirassununga, interior de São Paulo. Ela conheceu todo o campo, soube como funciona a academia e almoçou com seus integrantes.

"Fiquei lisonjeada em receber o convite para ser madrinha. Tenho a consciência de que terei uma pontinha marcada na história dos rapazes dessa turma em que fui escolhida como musa. Ganhei homenagem, cachecol de voo, flores e uma estatueta de um avião, todas com meu nome gravado. Para mim também foi, sem dúvida, um dia emocionante e marcante. Fiz questão de deixar claro a minha gratidão e meu apoio a estes bravos jovens", contou Cacau.

Fonte: Ego - Fotos: Divulgação - Noticias Sobre Aviação

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