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segunda-feira, abril 30, 2012

Iraque deve receber primeiros caças F-16 no início de 2014

By on 30.4.12
O Iraque deve receber os primeiros 24 dos 36 caças modelo F-16 que o país encomendou dos Estados Unidos no início de 2014, disse uma autoridade do governo à Reuters neste domingo.

Durante o mandato do ditador deposto Saddam Hussein, a força aérea do Iraque era uma das maiores da região, com centenas de aeronaves principalmente de fabricação soviética. O Exército do país foi dissolvido após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

Em julho passado, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al-Maliki, dobrou o número de aviões de guerra que o Iraque havia planejado adquirir com o objetivo de fortalecer sua força aérea. A aviação militar do país foi colocada de lado durante um período prolongado em que o país dependeu de apoio aéreo dos Estados Unidos.

O diretor-adjunto do comitê de segurança e defesa do Parlamento, Iskander Witwit, disse que dois esquadrões da força aérea serão compostos a partir das primeiras 24 aeronaves.

Fonte: UOL

Corpo do ex-ministro líbio do Petróleo é encontrado no rio Danúbio

By on 30.4.12
O corpo do ex-ministro líbio do Petróleo e desertor do regime do ex-ditador deposto Muammar Gadafi, Choukri Ghanem, foi encontrado no rio Danúbio, informou a polícia austríaca. Ele foi morto no domingo em Viena, onde estava exilado.

O cadáver do homem de 69 anos foi encontrado no rio no início da manhã, segundo um comunicado das forças policiais.

Não foram encontrados sinais de violência no corpo, informou o porta-voz da polícia, Roman Hahslinger, segundo quem "é possível que ele tenha se sentido mal e caído na água".

Uma autópsia será realizada para determinar a causa da morte.

Mais cedo, a agência de notícias austríaca APA havia reportado que Ghanem fora encontrado morto em seu apartamento, após aparentemente ter sofrido um ataque cardíaco.

A fonte baseou a notícia nas declarações de um especialista islâmico, Amer al-Bayati, que por sua vez citou a família de Ghanem.

Ghanem, ministro do Petróleo na Líbia entre 2006 e 2011, viajou para Viena logo após deixar o regime de Gadafi. Segundo a APA, citando Bayati, o funeral será celebrado na Líbia.

Fonte: Folha

F-15 da Real Força Aérea Saudita se acidenta

By on 30.4.12
http://timemilitary.files.wordpress.com/2011/12/saudi_f-15.jpeg?w=600&h=400&crop=1Um caça de combate F-15S Eagle da Real Força Aérea Saudita (RSAF) caiu durante uma missão de treinamento no noroeste do reino, mas o piloto conseguiu ejetar e não ficou ferido, conforme informações da agência oficial de notícias SPA nesse domingo, citando uma fonte do Ministério de Defesa.

A aeronave caiu no sábado, dia 29 de abril, na região de Tabuk, disse a agência, acrescentando que uma investigação havia sido iniciada para determinar a causa do acidente.

Esta é a quarta aeronave de combate da Arábia Saudita a cair em Tabuk, nos últimos quatro meses.

No dia 20 de dezembro, um jato de treinamento Hawk da RSAF caiu durante um voo de formação após colidir com um pássaro. Os investigadores posteriormente disseram que com a colisão houve uma avaria no motor do jato, mas piloto conseguiu ejetar com segurança.

No dia 14 de janeiro, um avião Mirage da Força Aérea francesa colidiu com uma aeronave F-15 da Real Força Aérea Saudita durante uma manobra conjunta em Tabuk. Os pilotos de dois aviões conseguiram ejetar com segurança.
A Arábia Saudita recentemente fechou um contrato com a Boeing para modernização de seus caças F-15S, o qual deve elevar os jatos para o padrão F-15SA.

Fonte: Cavok

FAB ESTUDA SUBSTITUIR OS B707 'SUCATÕES"

By on 30.4.12
'Sucatões' da Presidência serão trocados O governo começa a preparar a compra de dois aviões para a Presidência da República. Há cerca de um mês, o comando da Aeronáutica pediu informações a esse respeito às empresas Airbus, Boeing e Israel Aerospace Industries. Os novos aviões irão substituir os Boeing 707, usados nas missões de transporte intercontinental da Presidência. A FAB possui quatro Boeing 707, mas o estudo prevê a compra de dois, apurou o Valor. A ideia da substituição ganhou força no alto escalão do governo nos últimos dois meses, diante da necessidade da presidente ter uma aeronave com capacidade de fazer voos internacionais sem escalas. As viagens de Dilma Rousseff no A319 costumam ser acompanhadas do jato Embraer 190, cujo alcance máximo é de cerca de 8.300 km. O A319 custou US$ 56,7 milhões. Uma aeronave A330-200, que faz voos de maior distância sem escala, custa por volta de US$ 208,6 milhões.

O Comando da Aeronáutica enviou, há cerca de um mês, um pedido formal de informações às empresas Airbus, Boeing e Israel Aerospace Industries (IAI) com vista à compra de novos aviões para a presidência da República.

As informações enviadas pelas empresas, segundo a Aeronáutica, vão subsidiar o processo de aquisição das aeronaves que irão substituir os atuais Boeing 707, nas missões de transporte intercontinental da presidência, transporte logístico e reabastecimento em voo. A Força Aérea Brasileira (FAB) possui quatro modelos Boeing 707, mas o processo em estudo prevê a compra de dois, segundo o Valor apurou.

A ideia de substituição dos Boeing 707, conhecidos como sucatões, ganhou força no alto escalão do governo nos últimos dois meses, devido a presidente da República requerer uma aeronave apta a fazer voos internacionais sem escalas, oferecendo maior conforto e segurança em suas viagens de trabalho. Uma fonte que acompanha o processo explicou que por questão de doutrina e segurança, a viagem de um chefe de Estado é sempre feita com dois aviões. Se acontece algum problema, existe um avião reserva. Além das inúmeras paradas técnicas para reabastecimento, as viagens da presidente Dilma no A319 costumam ser acompanhadas do jato Embraer 190, mas o alcance máximo da aeronave é de 8.300 km.

Um avião de alcance maior, da ordem de 15 mil km, na classe do A330 MRTT (Multi Role Tanker Transport), que também pode oferecer uma configuração VIP, ou do Boeing 767 estaria sendo estudado para atender o transporte intercontinental da presidência. Para viagens internas, o governo já usa dois Embraer 190.

O avião A319 atualmente em operação para a presidência, apelidado de Aerolula, custou US$ 56,7 milhões. Já a aeronave A330-200, que estaria cogitada, não sairia por menos de US$ 208,6 milhões (preço de tabela).

A israelense IAI não é fabricante de aeronaves de grande porte, mas faz uma espécie de customização de aviões usados, sobretudo o Boeing 767, conforme especificações do cliente. É uma opção que a FAB também analisa, pois sairia mais em conta - entre US$ 60 milhões e US$ 80 milhões. Essa alternativa foi adotada recentemente pelo governo da Colômbia. O Valor procurou o representante da IAI no Brasil, mas teve retorno.

O Valor apurou que a Boeing fez uma oferta alternativa ao governo brasileiro, de dois aviões 767 usados, até que a nova versão "tanker" da fabricante, que está em fase final de desenvolvimento para a Força Aérea Americana seja entregue. A assessoria de imprensa da Boeing no Brasil disse que a companhia não teria nada a comentar sobre o assuntos de novo avião presidencial brasileiro.

Da década de 60, os quatro Boeing 707 da FAB operam atualmente de forma precária, fazendo transporte logístico e de reabastecimento em voo. Os sucatões, que antes operavam no Grupo de Transporte Especial (GTE), em Brasília, atendendo a presidência, foram transferidos no ano passado para o Segundo Esquadrão Corsário, do Segundo Grupo de Transporte da FAB, localizado na base do Galeão, no Rio de Janeiro.

Os sucatões têm quatro motores e capacidade para transporte intercontinental. "O grande problema é que eles já estão em fase final da vida operacional e vem apresentando diversos problemas técnicos, além de não poderem pousar em alguns países, devido às restrições de ruído e de poluição", disse uma fonte da Aeronáutica.

Ainda segundo essa fonte, eles têm custo de manutenção muito alto, porque muitas peças já não são mais fabricadas e quase sempre apresentam problemas em voo. Para se ter uma ideia, um avião da classe do "Aerolula" leva, em média, 10 dias para fazer uma inspeção estrutural profunda, enquanto que uma revisão similar no sucatão demoraria até 18 meses.

A Airbus não quis se pronunciar sobre o assunto, porque, segundo sua assessoria, a companhia é obrigada a respeitar o pedido de sigilo do cliente - no caso, a FAB. Qualquer informação sobre a evolução do RFI (pedido de informação feito pela FAB), segundo o diretor de marketing da divisão de jatos corporativos da Airbus, David Velupillai, teria que vir da própria FAB.

Ele comentou, no entanto, que o fato de o governo brasileiro já ter um jato corporativo da empresa para a presidência, o ACJ 319, traz a vantagem da comunalidadade (semelhança de sistemas), que ajuda a reduzir custos de manutenção e de treinamento, além de facilitar o processo de transição de uma aeronave para outra.

Além do Brasil, na América do Sul os jatos da Airbus também são usados pela presidência da Venezuela. Outros países que tem jatos da companhia são França, Itália, Alemanha, República Tcheca e Emirados Árabes Unidos, além de clientes que preferem não divulgar a informação.

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) informou que o andamento da análise feita a partir das informações enviadas pelas empresas determinará as características intrínsecas do novo avião. "Somente após esta fase será possível estimar a viabilidade de a aeronave cumprir as missões de transporte especial, reabastecimento em voo e o seu custo, considerando a prática do mercado internacional".

O processo de aquisição das novas aeronaves, segundo o Cecomsaer, está na fase de viabilidade, etapa na qual são compiladas todas as informações necessárias.

Fonte: Valor Economico - Via IFR

Bilionário australiano quer construir o Titanic 2

By on 30.4.12
Um dos homens mais ricos da Austrália, Clive Palmer, revelou os planos de criar uma versão do século 21 do lendário navio Titanic. A embarcação será construída na China e a primeira viagem está prevista para ocorrer entre Inglaterra e Nova York em 2016.
 
Palmer, bilionário do setor da mineração, disse ter encomendado à estatal chinesa CSC Jinling Shipyard a construção do Titanic 2 com as dimensões exatas de seu famoso predecessor.

"Será tão luxuoso quanto o Titanic original, mas é claro que contará com tecnologia de ponta do século 21 e os mais avançados sistemas de segurança e navegação", afirmou Palmer em um comunicado.

"O Titanic 2 navegará no hemisfério norte e sua viagem de estreia, da Inglaterra a Nova York, está prevista para o fim de 2016", acrescentou.

"Nós convidamos a Marinha chinesa para escoltar o Titanic 2 em sua viagem inaugural até Nova York", emendou.

O anúncio ocorre semanas depois do centenário de afundamento do Titanic, que foi a pique em 15 de abril de 1912 após colidir contra um iceberg em sua viagem inaugural, entre Southampton e Nova York.

Palmer disse que o novo navio será uma homenagem ao espírito dos homens e mulheres que trabalharam no cruzeiro original.

"Essas pessoas fizeram um trabalho que ainda causam admiração mais de cem anos depois e nós queremos que este espírito continue vivo por mais cem anos", afirmou.

O Titanic foi operado pela White Star Line e foi o maior navio de cruzeiro do mundo na época.

Palmer afirmou que sua própria companhia de navegação, a Blue Star Line, ficará a cargo do navio, que terá as mesmas dimensões de seu antecessor, com 840 quartos e nove decks.

Fonte: Folha

domingo, abril 29, 2012

De Olho no Irã USAF envia seus F-22 ao Emirados Árabes

By on 29.4.12
Continua a aumentar a tensão entre Teerã, Telaviv e Washington devido ao persistente programa de tecnologia para armas nucleares iraniano, e enquanto isso os Estados Unidos decidiram enviar um destacamento dos seus caças stealth Lockheed Martin F-22 Raptor para uma base nos Emirados Árabes Unidos.
Segundo uma fonte não identificada, diversos caças F-22A Raptor irão operar a partir da Base Aérea de Al Dhafra. Esta base é uma das mais movimentadas da região, onde a Forca Aérea Americana (US Air Force) opera diversos tipos de aeronaves após os ataques terroristas de 11 de Setembro, como o U-2 ou os UAVs Global Hawk.
“A Força Aérea dos EUA já destacou o F-22 para o sudoeste Asiático,” refere o capitão Phil Ventura, porta-voz da USAF. “Estes destacamentos fortalecem as relações militares, promovem a soberania e a segurança da região, melhoram as tácticas combinadas de operações aéreas e a interoperabilidade das instituições, equipamentos e procedimentos.” Ventura recusou-se a especificar as missões que as aeronaves vão efetuar neste destacamento.
Devido as capacidades supercruise, alta manobrabilidade, furtividade, motores com empuxo vetorial e uma elevada capacidade para coleta de informações através dos seus sistemas, o F-22 é atualmente considerado o caça mais sofisticado do mundo. A sua presença em qualquer local não passa despercebida. O timing para este destacamento no Golfo Pérsico pode ser um sinal americano para que o Irã comece a pensar seriamente em parar com as ambições do seu programa nuclear.
“O F-22 é diferente de todos os outros caças, e os nossos aliados e potenciais adversários sabem disso,” afirmou um especialista em assuntos militares não identificado. “Quando os F-22s foram destacados para Guam e para o Japão, toda a gente na Ásia e no Pacífico ficou atenta.”
O Raptor já realizou alguns destacamentos na região do Pacífico, e em Dezembro de 2009 viajou para o sudoeste Asiático para o seu primeiro destacamento com o objetivo de participar num exercício internacional de jogos de guerra, embora não tivesse participado diretamente. Um antigo responsável pelo programa do F-22 salientou que deveriam ser efetuados mais destacamentos para zonas desérticas para manter os pilotos e equipes de terra treinados naquele tipo de condições mais exigentes.
O caça F-22 Raptor já esteve destacado no Oriente Médio outras vezes, mas nunca foi utilizado em combate. (Foto: Staff Sgt. Michael B. Keller / U.S. Air Force)

Apesar do F-22 já ter sido destacado algumas vezes, desde que em 2005 foi dado como operacional, nunca entrou em combate, e o alto custo operacional da aeronave é a principal razão para que o Pentágono não queira utilizar esta aeronave em campanhas como a ocorrida na Líbia, ao menos que seja extremamente necessário a presença de uma aeronave deste gênero para a missão. Mas o Raptor também tem sido assolado por um preocupante problema com o seus sistema gerador de oxigênio (OBOGS).
Durante a próxima semana, a Lockheed-Martin irá realizar uma cerimônia para comemorar a entrega do último F-22 Raptor (n° 4195) produzido na linha de montagem em Marietta, Geórgia, fechando assim um importante capitulo na história da Forca Aérea dos EUA e da Lockheed Martin.

Fonte: Aviation Week – via: Cavok

sábado, abril 28, 2012

Líbano diz ter interceptado navio com armas para oposição síria

By on 28.4.12
A Marinha do Líbano afirmou, neste sábado (28/04), ter interceptado um navio que estaria levando armamentos destinados supostamente a rebeldes na Síria.

O navio foi parado em um porto ao norte do Líbano, onde a Marinha confiscou três contêineres cheios de armas e munições. Segundo os primeiros relatos, o navio teria partido da Líbia.

O correspondente da BBC em Beirute diz que o porto onde o navio foi interceptado é um centro de apoio à oposição síria e que as autoridades sírias reclamam com frequência de que o local é usado para transporte ilegal de armas para a Síria.

Fonte: Opera Mundi

A-11 Minas Gerais: O triste fim de nosso primeiro porta-aviões

By on 28.4.12



O Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais (A-11), que serviu em três marinhas de guerra ao longo de cinquenta e seis anos e foi primeiro porta-aviões da Armada brasileira, encontrou seu fim ao lado de tantos outros bravos guerreiros do mar: nas impiedosas praias de Alang, na Índia, maior centro mundial de sucateamento de navios.

No Reino Unido: símbolo de liberdade

O HMS Vengeance (R-71) foi construído entre 1942 e 1945, no Reino Unido, para ser usado contra os japoneses, no Pacífico mas não chegou a entrar em combate: estava em Sidney, na Austrália, quando veio a paz.
Primeiro navio britânico a entrar em Hong Kong após o armistício, foi onde os japoneses assinaram sua rendição e serviu de base aliada para a reconstrução da cidade. Durante muitos meses, foi o símbolo mais concreto e visível que a guerra finalmente terminara e que a vida, em breve, voltaria ao normal. Até hoje, o Vengeance, o nosso Minas, é lembrado com carinho pela população de Hong Kong.
HMS Vengeance, futuro NAeL Minas Gerais, a serviço da Marinha Britânica.
HMS Vengeance, futuro NAeL Minas Gerais, a serviço da Marinha Britânica.

Na Austrália: substituto temporário

Teve curta carreira na Marinha Britânica. Em 1952, foi emprestado à Marinha Australiana por quatro anos. Os australianos tinham comprado um porta-aviões britânico cuja construção estava bastante atrasada: “vai usando esse aí enquanto o seu não fica pronto”, disseram os ingleses.
Agora com o novo prefixo HMAS (Her Majesty’s Australian Ship), o Vengeance de novo quase entrou em combate, na Guerra da Coreia, chegou a ser preparado e tudo, mas mandaram outro navio.
HMAS Vengeance, a serviço da Austrália.
HMAS Vengeance, a serviço da Austrália.

No Brasil: orgulho da frota

Devolvido ao Reino Unido em uma época de vacas magras e cortes orçamentários, o Vengeance foi decomissionado e acabou vendido ao Brasil por nove milhões de dólares. Era uma época de euforia por aqui. Estávamos construindo uma nova capital e, agora, comprávamos um porta-aviões, o primeiro de uma Marinha latino-americana. (Além disso, JK tinha enfrentado forte oposição das forças armadas e o Minas era uma excelente maneira de ganhá-las com mel, não com vinagre.)
Rebatizado Navio-Aeródromo Ligeiro (NAeL) Minas Gerais (A-11), ele nos deu cinquenta anos de serviços. Foi o capitânia (ou seja, o navio mais importante) da Armada Brasileira. Entrávamos assim no seletíssimo grupo de países com porta-aviões, grupo que hoje inclui somente nove membros.
A diplomacia e o comércio internacional, sem forças armadas por trás, são somente exercícios de retórica. O Brasil sempre soube que não podia ter forças armadas capazes de encarar os Estados Unidos, mas que não podia se dar ao luxo de não ter forças armadas capazes de projetar nosso poder em Angola ou na Argentina. Na verdade, forças armadas são o único tipo de seguro que uma nação pode ter: você gasta aquele dinheiro e torce pra não usar.
Clássica, linda foto do NAeL Minas Gerais, capa da falecida Revista Manchete.
Clássica, linda foto do NAeL Minas Gerais, capa da falecida Revista Manchete.
Voando em formação.
Voando em formação.
O Minas, em casa.
O Minas, em casa.

Uma espada nunca desembainhada

Felizmente, nunca precisamos usar o bravo Minas Gerais. O mais perto que chegamos disso foi durante a Guerra da Lagosta, quando toda a Armada foi mobilizada para encarar os franceses, mas o Minas, recém-chegado, ainda não estava em condições de se locomover.
Cinquenta e seis anos depois de construído, o Minas foi decomissionado em 2001. Era o último dos porta-aviões ligeiros da Segunda Guerra Mundial ainda ativo e também o mais antigo porta-aviões em operação. E, mesmo tendo passado por três marinhas em um século convulsionado, na interessantíssima expressão inglesa, never fired a shot in anger, ou seja, “nunca disparou irritado”, querendo dizer que jamais participou de combates e todos os tiros que disparou foram em treinamentos ou simulações.
A bandeira brasileira é arriada pela última vez no NAeL Minas Gerais
A bandeira brasileira é arriada pela última vez no NAeL Minas Gerais.
O Minas, já sem o número A-11 pintado no casco, saindo rebocado do Rio de Janeiro em sua última viagem.
O Minas, já sem o número A-11 pintado no casco, saindo rebocado do Rio de Janeiro em sua última viagem.

Um novo capitânia que conduz mas não é conduzido

O atual capitânia da Armada brasileira é o Navio-Aeródromo (Nae) São Paulo (A-12), hoje o maior navio de guerra do hemisfério sul. Comprado em meio a muita polêmica em 2000, o São Paulo foi, durante quarenta anos, o porta-aviões Foch, da Marinha Francesa, onde participou de diversas ações de combate, no Iêmen, Djibuti, Líbano, Líbia e Iuguslávia. Que tenha vida mais pacífica no Brasil!
Fevereiro de 2001, acontecimento raro: NAeL Minas Gerais (A-11) e Nae São Paulo (A-12) navegam juntos.
Fevereiro de 2001, acontecimento raro: NAeL Minas Gerais (A-11) e Nae São Paulo (A-12) navegam juntos.
Nae São Paulo realizando docagem no Arsenal de Marinha. E você achava que era difícil encaixar na sua namorada!
Nae São Paulo realizando docagem no Arsenal de Marinha. E você achava que era difícil encaixar na sua namorada!
Nae São Paulo (A-12), em toda sua glória.
Nae São Paulo (A-12), em toda sua glória.

Como um cão sacrificado

Enquanto isso, ninguém quis o velho Minas, onde tantos homens suaram por tanto tempo. A associação de ex-tripulantes britânicos tentou comprá-lo, para que fosse um museu flutuante, mas não conseguiram levantar o dinheiro. (Essa página traça uma cronologia dos últimos meses do Minas e dos muitos esforços para salvá-lo.) Em julho de 2002, for vendido por cerca de dois milhões de dólares para um estaleiro chinês.
Como um velho cachorro já sem controle sobre as próprias pernas, o Minas Gerais saiu do Rio de Janeiro rebocado, abandonando assim a baía que foi sua casa por quarenta anos, e foi em direção à eutanásia nas areias de Alang, na Índia.
Um dia de trabalho em Alang, o maior desmanche de navios do mundo.
Um dia de trabalho em Alang, o maior desmanche de navios do mundo.
Removendo cabos e amarras, em Alang.
Removendo cabos e amarras, em Alang.
Alang, onde navios vão para morrer.
Alang, onde navios vão para morrer.

A distópica praia de Alang

Alang é um dos lugares mais infernais e desagradáveis, distópicos e apocalípticos do mundo. Quilômetros e quilômetros de praias repletas de destroços, diantes das quais navios desenganados se amontoam, esperando sua vez diante da faca do açougueiro. Então, encalham naquelas areias imundas e são prontamente desmembrados por uma multidão de gente desesperada e desesperançada, sem ferramentas e sem segurança, que se atiram sobre os navios como gafanhotos desesperados.
E esse foi o triste fim do nosso Minas.
O Minas, em frente à Alang, esperando sua vez
Foto de satélite: o Minas, em frente à Alang, esperando sua vez de ser sacrificado.
O Minas, em seus últimos momentos, encalhado, na praia, sozinho.
O Minas, em seus últimos momentos, encalhado, na praia, sozinho.
Como um elefante que vai morrer escondido, longe dos seus.
O Minas, como um elefante que vai morrer escondido, encalhado, longe dos seus.
Depois das hienas, sobra só o resto da carniça.
Depois do repasto das hienas, sobra só o resto da carniça do que um dia foi o NAeL Minas Gerais, capitânia da Esquadra Brasileira.

Para saber mais

- Belíssima e completíssima página do NAeL Minas Gerais no site Navios de Guerra Brasileiros.
- Matéria sobre o desmanche de navios em Alang, um dos lugares mais infernais da terra.
- Tributo ao Minas no Poder Naval, melhor site brasileiro sobre assuntos navais.

Fonte: Papo de Homem - Por Alex Castro

A PARTICIPAÇÃO DAS ENFERMEIRAS BRASILEIRAS NO TRANSPORTE AÉREO DE FERIDOS NA SEGUNDA GUERRA

By on 28.4.12

As Enfermeiras voluntárias e toda a tropa brasileira enviada ao Teatro de Operações na Itália, foram obrigadas a deter abruptamente uma   concentração  de todos os  tipos de  capital: econômico, político, militar, cultural,  científico e  tecnológico, fundamento de uma dominação simbólica sem precedente.
Especificamente  em  relação às  agentes dessa  pesquisa, os  fatos  demonstraram  que, por imposição norte-americana essas brasileiras foram selecionadas e preparadas para enfrentar uma guerra num país distante, desconhecido para a maioria delas, sendo obrigadas a absorver além de outras culturas, diferentes da sua, novas tecnologias para desenvolver seu trabalho profissional de Enfermagem, compondo uma equipe norte-americana e tendo que desempenhar papéis independentes e perigosos que deveriam envolver o fazer médico como as Enfermeiras do Transporte Aéreo, objeto do nosso estudo.

Para o transporte dos feridos, foi criado um Serviço de Transporte Aéreo, composto por seis enfermeiras. Uma delas, depoente deste estudo cedeu a foto.

Podemos visualizar através da fotografia que na 2a. Guerra Mundial a enfermeira teve a concessão de atuar no vôo cuja principal função era prestar assistência de Enfermagem aos feridos de Guerra, acompanhando-os no transporte em casos de evacuação. Os aviões eram de carga, convertidos em ambulâncias com padiolas nas laterais. Tais procedimentos foram fundamentais para a sobrevivência dos soldados feridos na Guerra.

O texto fotográfico tem por cenário o interior de uma aeronave. Trata-se de uma pose coletiva na qual estão presentes dez pessoas, sendo duas mulheres e oito homens. Sete participantes estão deitados em padiolas apropriadas e organizadas horizontalmente, superpostas, com espaços fixos entre as mesmas.

A figura central da foto é a Enfermeira Lenalda Campos, nascida em 9 de março de 1922, na cidade de Capela, Sergipe. Filha do juiz de direito Adroaldo Campos completou os estudos em Aracajú, fazendo nesta cidade o curso de Voluntária Socorrista na Cruz Vermelha.   
Apresentou-se como voluntária para a FEB, fazendo o curso do Exército na Bahia. Em Natal, na base aérea de Parnamirim fez o Curso de especialização de Enfermagem em Transporte Aéreo, atuando nesta função como tenente enfermeira. Casou-se após a guerra, acrescentando o sobrenome Duboc.

Na foto, esta Enfermeira se encontra agachada, postura convencional para o momento, segurando o braço de um doente, estando aparente um relógio em seu pulso esquerdo. Usa uma braçadeira com o símbolo da Cruz Vermelha e uniforme idealizado para o serviço de transporte aéreo.

Ao fundo da composição, observa-se de pé outra Enfermeira a tenente Semírames de Queiroz Montenegro. Nascida no Estado do Amazonas em 24 de abril de 1916, mudando-se com a família para o Rio de Janeiro, concluindo nesta cidade seus estudos, fazendo o curso de Voluntária Socorrista na Cruz Vermelha Brasileira. Foi designada para fazer o curso de especialização em Transporte Aéreo, na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, na base aérea de Parnamirim, atuando como Enfermeira deste transporte na guerra.

Ela está usando o mesmo uniforme de vôo, com o braço direito apoiado na padiola de outro paciente, com a cabeça fletida demonstrando atenção. Ao lado desta Enfermeira encontra-se um homem jovem fardado. O piso da aeronave é de retângulos.

Para apresentar os desafios enfrentados pelas Enfermeiras no transporte aéreo, durante a 2ª Guerra Mundial recortamos os seguintes depoimentos:

(...) (elas, as enfermeiras) foram treinadas em Natal, no Rio Grande do Norte, na base de Parnamirim (...) ficaram baseadas em Nápoles na Itália e no Brasil em Natal (...) seu trabalho era receber os nossos doentes em condições de serem evacuados e os transportarem para onde haviam previamente decidido a rota de vôo, ou iam para o Brasil ou para os Estados Unidos (da América). Podemos ver na foto, no centro dela a colega Lenalda Campos e ao fundo a enfermeira amazonense Semírames Montenegro. Sou amiga de Lenalda até hoje (Enfermeira Virgínia Maria de Niemeyer Portocarrero),
(...) o transporte aéreo foi um serviço muito importante feito por estas colegas. Lenalda sempre foi muito alegre e procurava manter alto o moral dos feridos que recebia (Enfermeira Bertha Moraes);
 
 Os depoimentos revelam que para as Enfermeiras desempenharem suas atividades no transporte aéreo, realizaram treinamento específico para atender às necessidades dos feridos em pleno vôo, o que se constituiu em um grande desafio, especialmente porque assumiam toda responsabilidade no cuidado destes pacientes.

A Enfermeira que aparece no primeiro plano da foto, fez o seguinte esclarecimento:

(...) essa foto foi feita dentro da aeronave onde nós trabalhávamos, no centro estou eu (...) em pé a Semírames, colega que fez parte do grupo deste transporte ,(...) ao todo éramos seis que fazíamos este trabalho, (...) a rotina era sempre dentro dos aviões (...) nós dávamos assistência a eles dentro desses aviões da FAB que tinham adaptação para dezoito, vinte padiolas(...). Para atravessar o Atlântico eram dez horas (...) o avião chegava de madrugada (...) e viajava a hora que eles achavam melhor por causa do (...) medo de de bombardeio (...) no avião tinha adaptação para tudo (...) não ia médico, eles davam para a gente toda a documentação que eles (pacientes) tinham (...) (Enfermeira Lenalda Campos Duboc)

Frente a esse depoimento, podemos inferir a sobrecarga psicológica que dominava a todas, particularmente as Enfermeiras do Transporte Aéreo, pois a assistência de enfermagem era desenvolvida com tomadas de decisões, que envolviam o fazer médico.

Certamente a responsabilidade com esta função, submeteu estas Enfermeiras a fatores com potencial estressor. Sabe-se que o manejo do estress freqüentemente está vinculado ao processo de enfrentamento para sobreviver. Frente a uma situação estressante os profissionais podem utilizar manejos comuns centrados no problema, controlando a situação; tentando resolver o problema; ou procurando organizar a situação.

Dessa maneira certamente as Enfermeiras realizavam seu trabalho, tomando suas decisões no momento preciso.

Acreditamos que aqui se observa um exemplo de função delegada, inculcada com alienação.

No cenário de uma guerra de proporções mundiais, acredito que as enfermeiras do Exército enfrentaram no cotidiano, muitos fatos "novos". A alienação e envolvimento com a missão levou-as algumas vezes, a aceitar com passividade o enfrentamento do cotidiano no T.O. Podemos deduzir que detinham um capital simbólico aquém das dificuldades com as quais se depararam.

As lutas empreendidas variavam com o momento vivido. As nossas Enfermeiras retratadas na fotografia em tela expressam claramente a visão que deixaram para os agentes da nossa FEB, transcrito nesse trecho do depoimento de seu Comandante, o Marechal Mascarenhas de Moraes: "(...).Coube à nossa enfermeira, além de sua missão profissional, representar as virtudes da mulher brasileira, entre homens e mulheres de várias nacionalidades, no convívio cotidiano dos hospitais americanos. As nossas compatriotas que acorreram ao chamado da Pátria, prestaram excelentes serviços à F.E.B., durante a sua permanência em território italiano, enfrentando e vencendo obstáculos numerosos. Ainda no Brasil, sofreram a maledicência impatriótica de alguns. Na Itália, viveram e serviram em hospitais americanos, onde, além das dificuldades advindas das diferenças de idiomas e hábitos, suportaram por algum tempo a


inferioridade hierárquica e pecuniária em relação às suas colegas americanas, com quem conviviam. Não obstante os óbices encontrados, as enfermeiras incorporadas à F.E.B. atenderam com abnegação e proficiência os nossos feridos e doentes, dando um veemente e nobilitante testemunho do valor da mulher brasileira (...)".

O Marechal Mascarenhas, ao publicar este elogio às Enfermeiras do Exército Brasileiro, fez resultar o mesmo num ganho simbólico para elas. Ele era o detentor do monopólio do poder e da violência simbólica legitima. Seu discurso é de alguém que impôs sua visão de mundo e, isso se reveste na identificação pública das enfermeiras que atuaram no conflito.

Acreditamos que:

"(...) A especificidade do discurso de autoridade, reside no fato de que não basta que ele seja compreendido (...) é preciso que ele seja reconhecido enquanto tal para que possa exercer seu efeito próprio. Tal reconhecimento (...) somente tem lugar como se fora algo evidente sob determinadas condições, as mesmas que definem o uso legítimo: tal uso deve ser pronunciado pela pessoa autorizada a fazê-lo, o detentor do cetro (...).conhecido e reconhecido por sua habilidade e também apto a produzir esta classe particular de discursos (...).deve ser pronunciado numa situação legítima, ou seja, perante receptores legítimos (...) devendo (...) ser enunciado nas formas (...) legítimas.

 As fotografias inegavelmente foram instrumentos de comunicação da Guerra. Porém elas não ficaram restritas às imagens daquele evento, registraram também a intervenção social desse saber, pois as pessoas, incluindo as Enfermeiras retratadas no arquivo iconográfico estudado, tiveram papel relevante na História do Exército Brasileiro.

fonte/RevistaBrasileiraDeEnfermagem/Margarida Maria Rocha Bernardes e Gertrudes Teixeira Lopes/V ia Facebook/EduardoAlexandreGarcia/FranciscoBarros - Via: IFR

sexta-feira, abril 27, 2012

Crise nos EUA motiva luta da Boeing para vender F-18 ao Brasil

By on 27.4.12
A redução do Orçamento dos EUA para defesa levou a sua principal empresa parceira, a Boeing, a lutar por uma maior participação no mercado mundial de venda de armamento. O CEO da Boeing Defense Space & Security, Dennis Muilenburg, afirmou que o objetivo da companhia é ampliar em 35% seus negócios em armamento no mundo.

“Um dos nossos ponto-chave é expandir nossa participação internacional. Cinco anos atrás nossos negócios de defesa fora dos EUA eram apenas 7%. Ano passado, foram 24%. Esperamos chegar a 30% até o próximo ano. E nossa meta seguinte é chegar a 35% nos próximos anos. É uma das razões para o investimento no Brasil e ao redor do mundo", disse Muilenburg.

 
Em janeiro deste ano, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou a redução de US$ 487 bilhões do Orçamento para área de defesa no prazo de 10 anos. Segundo Muilenburg, a mudança da política dos EUA – principal causador e uma das vítimas da crise econômica mundial iniciada em 2008 – "acelerou" a busca da Boeing por outros mercados.

"Parte dos cortes no Orçamento dos EUA, talvez, acelerou a globalização dos nossos negócios. A economia global está mudando. Vemos três principais áreas de crescimento fora dos EUA. Na América do Sul, o Brasil, principalmente. No Oriente Médio, a Arábia Saudita. E também a Austrália, Japão, Coréia do Sul, Singapura e Índia. Todos esses mostram crescimento no orçamento de defesa", afirmou.

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O CEO (diretor executivo, em tradução livre) recebeu um grupo de seis jornalistas brasileiros na sede da Boeing Defense, em Saint Louis (Missouri), para uma conversa nesta semana. Muellenberg confirmou que a venda de caças de 36 caças F/A-18E Super Hornet para o Brasil vai ajudar a cumprir a meta de crescimento de vendas mundial.

Chamado projeto F-X2, da Força Aérea Brasileira, a licitação gira em torno de US$ 5 bilhões conta com mais dois participantes, além do Super Hornet oferecido pela Boeing: o sueco Grippen, produzido pela sueca SAAB, e o Rafale, da francesa Dassault. Até o fim de junho, espera-se que o vencedor seja anunciado pelo governo brasileiro. O País pretende comprar 36 aeronaves.

 
“A campanha do F-X2 é muito importante para nós. Esperamos ter um bom resultado”, disse. “Esperamos ser um parceiro por muito tempo”, afirmou Muilenburg. A Boeing tem se esforço para atender o pacote de transferência de tecnologia solicitado pelo governo brasileiro. A empresa tem ressaltado o relacionamento com outras empresas e instituições de ensino no Brasil.
Do ponto de vista político, a Boeing tem contado com o apoio do governo norte-americano para convencer o  Brasil a companhrar os Super Hornet. Nesta terça-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, reuniu-se com o ministro Celso Amorim (Defesa) para definir uma série de acordos entre os dois países na área.

Além do Brasil, a Boeing está participando de uma concorrência na Coréia do Sul para a venda de caças. Ano passado, a empresa conseguiu vender 84 caças da F-15 para a Arábia Saudita. Fora dos EUA, o primeiro comprador dos Super Hornet foi a Austrália, que adquiriu 24 aeronaves. "Há algumas oportunidades no mundo, mas umas das mais importantes para a Boeing é a do Brasil", afirmou o CEO.

Fonte: IG

General israelense Benny Gantz: Irã não irá construir bomba

By on 27.4.12

O general israelense Benny Gantz, chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disse ao jornal Haaretz não acreditar que o Irã decidirá desenvolver uma bomba atômica. Gantz disse que as sanções e embargos econômicos, bem como a pressão diplomática do Ocidente contra o Irã, começaram a render frutos. As declarações de Gantz, publicadas na quarta-feira no Haaretz, geraram uma forte polêmica em Israel, ainda mais por antecederem o Dia da Independência, comemorado nesta quinta-feira.

Gantz disse que o Irã, segundo o Haaretz, "vai passo a passo para um lugar onde poderá ser capaz de decidir se construirá uma bomba atômica. Mas ainda não decidiu transpor essa marca". As declarações de Gantz destoaram do governo de direita de Israel, chefiado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o qual afirma que o Irã tenta construir uma bomba atômica. Gantz também disse que se o Irã decidir construir uma bomba atômica, poderá ser atacado "não apenas por nossas forças, mas também por outras".

Na terça-feira, Netanyahu disse à emissora norte-americana CNN que as sanções e embargos internacionais não mudaram o curso do Irã e que a república islâmica continua a enriquecer urânio - um passo crucial para construir uma bomba atômica. O Irã afirma que seu programa nuclear tem apenas objetivos pacíficos.

Fonte: DGABC

EUA cria agência espiã focada no Irã e China

By on 27.4.12
http://3.bp.blogspot.com/-5FU0jezj_EY/TyWTB4_A1yI/AAAAAAAAG1I/l_uHodn5Tx0/s397/pentagono%255B1%255D.jpgO Pentágono está criando uma nova agência de inteligência focada no Irã e China, que começa a atuar além das zonas de guerra do Iraque e Afeganistão, informou o jornal The New York Times.

O jornal disse que o novo serviço Secreto de defesa fará uso de agentes existentes, autoridades e bens, e trabalhará bem próximo à Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), a fim de acompanhar as ameaças emergentes.

"Isso vai aumentar nossa cobertura em todos os setores", disse o jornal, citando um alto funcionário do Departamento de Defesa dos EUA. Segundo o periódico, esse é um movimento para acentuar a cooperação entre os militares e a CIA.

O novo serviço de inteligência deve elevar em "várias centenas o número de agentes" nos próximos anos, deslocando pessoal e fundos de atribuições existentes, disse o The New York Times, citando o oficial como fonte.

O anúncio da nova agência ocorre uma semana depois de o Pentágono nomear o tenente-general Michael Flynn - que serviu anteriormente o Comando Secreto Conjunto de Operações Especiais - para chefiar a Inteligência Militar.


 

Ka-26 se acidenta na Romênia

By on 27.4.12
Um helicóptero Ka-26 caiu na Romênia nesta quinta-feira matando os cinco passageiros a bordo.

A aeronave viajava da Moldavia para a Turquia quando caiu perto da cidade romena de Ostrov, na fronteira com a Moldavia, disse Vasile Gudu, do governo local, ao canal "Realitatea".

Segundo Gudu todos os passageiros eram ucranianos. A porta-voz da policia, Daniela Condrea, disse à agência Associated Press que nenhum passageiro sobreviveu.

O controlador de tráfego aéreo Bogdan Donciu disse que o helicóptero que caiu era um modelo usado para agricultura, não para passageiros.

Ele disse que o helicóptero estava voando em uma área fora do controle de tráfego aéreo.

Devido às circunstâncias incomuns, a promotora geral da Romênia, Laura Codrut Kovesi, enviou uma equipe de promotores e investigadores criminais para o local do acidente.

A região onde ocorreu o acidente é perto das fronteiras da Rômênia, país membro da União Europeia, com a Moldávia e a Ucrânia e é uma rota usada para tráfico de imigrantes ilegais e cigarros.
 

Alpha Crucis: Novo navio oceanográfico brasileiro está a caminho

By on 27.4.12
Alpha Crucis, o novo navio oceanográfico brasileiro, está a caminho do país. Depois de passar por reformas nos últimos 10 meses, em Seattle (Estados Unidos), o navio zarpou no dia 30 de março com destino ao porto de Santos (SP). A data prevista de chegada é 10 de maio.

O navio foi adquirido pela FAPESP para a Universidade de São Paulo (USP), que também ficará responsável pela manutenção e gestão da embarcação. A compra faz parte de um projeto de incremento da capacidade de pesquisa submetido à FAPESP pelo Instituto Oceanográfico (IO) da USP, no âmbito do Programa Equipamentos Multiusuários (EMU).
De acordo com o diretor do IO-USP, Michel Michaelovitch Mahiques, o navio deverá levar a capacidade de pesquisas oceanográficas a um patamar inédito no Brasil. O país não tinha um navio oceanográfico civil em operação desde 2008, quando o navio Professor W. Besnard, utilizado desde 1967, sofreu um incêndio e ficou sem condições operacionais de pesquisa.
“O Alpha Crucis proporcionará um imenso salto qualitativo na pesquisa oceanográfica. Uma das razões para isso é que ele tem capacidade para navegar por 40 dias, enquanto o Professor Besnard tinha autonomia limitada a 15 dias. Isso significa que o novo navio poderá fazer estudos em oceano aberto, ampliando nossos limites geográficos de pesquisa”, disse Mahiques à Agência FAPESP.
Além da maior autonomia, o Alpha Crucis dispõe de equipamentos que não estavam disponíveis no Professor Besnard, o que amplia a gama de possibilidades de pesquisa. “Alguns desses equipamentos viabilizarão estudos de cardumes, de mapeamento de relevo de fundo, de medição de correntes, por exemplo, que antes seriam impossíveis. O potencial de pesquisa é muito maior”, disse Mahiques.
Com o novo navio também será possível operar um veículo submersível operado remotamente (ROV, na sigla em inglês) de pequenas dimensões. O Alpha Crucis também ampliará a capacidade de pesquisa para além de estudos estritamente oceanográficos.
Projetos ligados ao Programa BIOTA-FAPESP e ao Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) serão especialmente favorecidos. “No Professor Besnard era muito difícil realizar estudos sobre diversidade de organismos de água profunda, por exemplo”, disse Mahiques.
O Alpha Crucis, que antes (com o nome Moana Wave) pertencia à Universidade do Havaí, tem 64 metros de comprimento por 11 metros de largura. O navio tem capacidade para levar 20 pessoas e deslocar 972 toneladas. O custo total da embarcação, incluindo a reforma, foi de US$ 11 milhões.
Nos últimos 10 meses, várias reformas e modificações foram realizadas na embarcação, no estaleiro onde se encontrava em Seattle. “A reforma teve duas vertentes. Uma delas correspondeu às adaptações necessárias para que o navio, fabricado em 1973, atendesse à legislação brasileira atual referente à segurança de embarcações. A segunda vertente foi voltada para modernizar o navio, atendendo às demandas da pesquisa científica”, disse.
A adequação à legislação exigiu a substituição de diversas paredes e a troca do material do forro e do piso. Toda a mobília de madeira foi substituída por metal e foram também instalados novos equipamentos de segurança. A modernização incluiu a reforma de todos os laboratórios a bordo, além da instalação de novos elementos na ponte de comando, novos guinchos e novos equipamentos científicos.
“O Alpha Crucis está concretamente pronto para operar. Mas, quando atracar em Santos, ainda será preciso realizar o processo de nacionalização do navio junto à Receita Federal. Em seguida, será realizado o trâmite burocrático de transferência da propriedade da FAPESP para a USP. A partir de julho, o navio deverá ter condições para operar de fato”, explicou Mahiques.
Posicionamento dinâmico
Foram instalados no navio perfiladores acústicos de corrente, sistemas de mapeamento de fundo – um deles conhecido como ecossonda multifeixe –, sistemas de mapeamento de subsuperfície, que permitem estudar as camadas abaixo do fundo do mar, e sistemas acústicos de mensuração de cardumes.
“Um dos acréscimos mais importantes foi a instalação de um sistema de posicionamento dinâmico. Embora não seja um equipamento de pesquisa, é um instrumento de navegação que dará mais qualidade aos dados”, disse Mahiques.
O sistema de posicionamento dinâmico – que inclui sensores aliados a hélices na proa do navio e um sistema de lemes independente – permite que o navio corrija continuamente, de forma automática, sua posição no mesmo ponto do oceano.
“Quando começávamos uma estação oceanográfica com o Professor Besnard, o vento e a corrente deslocavam o navio continuamente. Quando era preciso ficar muito tempo em uma estação, isso exigia manobras para voltar ao ponto o tempo todo. Com o posicionamento dinâmico, o navio fica parado automaticamente, garantindo que não haja deriva, tornando os dados mais fidedignos”, explicou Mahiques.
O uso do navio não ficará restrito aos pesquisadores do IO-USP, mas será compartilhado com projetos de pesquisa de outras unidades da USP e de outras instituições.
“Por determinação da FAPESP, criamos um comitê gestor que está recebendo demandas de utilização. Além de organizar o calendário do navio, o comitê é responsável por administrar a embarcação, apontando exigências e necessidades de otimização do tempo de uso”, disse Mahiques.
Os custos de manutenção e operação do navio serão cobertos pela USP. “É difícil prever os valores, porque um dos principais componentes do custo de operação é o óleo combustível, mas muitos projetos incluem o fornecimento do óleo por outros parceiros. Entretanto, há itens de custo fixo importantes. O principal é o seguro, que nos custou US$ 400 mil por um ano”, disse.
A tripulação do navio, remunerada pela USP, é em grande parte a mesma que trabalhava no Professor Besnard. “A maior parte do pessoal já é bastante experimentado em trabalho oceanográfico”, disse Mahiques.
Professor Besnard
O destino do Professor Besnard é motivo de grande preocupação, já que a USP não tem condições para manter dois navios. “Em conversas informais, a prefeitura de Santos manifestou o interesse de receber o navio em doação para transformá-lo em um museu marítimo. Mas, infelizmente, não houve mais nenhuma manifestação formal, com um pedido de doação”, disse Mahiques.
A situação é preocupante, porque atualmente o Professor Besnard está atracado em frente ao Armazém 8, no porto de Santos, exatamente no local onde ficará o Alpha Crucis. O IO-USP está pleiteando a cessão do Armazém 8 para a criação de uma base oceanográfica. Se o caso não for solucionado rapidamente, o Professor Besnard precisará ser afundado.
“Sem um pedido formal de doação do Professor Besnard com um fim específico, não teremos alternativa além do afundamento controlado do navio, para transformá-lo em um recife artificial com fins de pesquisa. Mas essa seria uma saída muito dolorosa para todos nós, porque o Professor Besnard é o primeiro navio oceanográfico brasileiro e tem um valor histórico inestimável”, afirmou Mahiques.
Além do Alpha Crucis, o incremento da capacidade de pesquisa oceanográfica no IO-USP inclui o Alpha Delfini, o primeiro barco oceanográfico inteiramente construído no Brasil. O barco teve sua construção iniciada em agosto de 2011, no estaleiro Inace, em Fortaleza (CE), e também foi adquirido com apoio da FAPESP por meio do Programa Equipamentos Multiusuários.
“O Alpha Delfini terá 25 metros de comprimento e autonomia de 10 a 15 dias. A construção está avançada e o barco deverá ter condições de operação no segundo semestre de 2012”, disse Mahiques.

MiG-29 cai no sul da Bulgária durante treinamento

By on 27.4.12
O caça MiG-29UB Fulcrum, prefixo 11, da Força Aérea da Bulgária, caiu nesta quinta-feira (26) em um rio entre as aldeias de Tsarimir and Golyam Chardak, perto de Plovdiv, na Bulgária. 
Os dois pilotos ejetaram-se para fora da aeronave e retornaram a salvo para a Base Aérea Graf Ignatievo.
Policiais, militares, bombeiros e trabalhadores do serviço de emergência médica foram enviados para o local imediatamente após o acidente. Não houve vítimas ou feridos. 
De acordo com relatórios preliminares, o caso envolveu o avião durante participação em um treinamento de voo em conjunto com a Força Aérea dos EUA. Testemunhas do acidente disseram aos jornalistas que a aeronave estava em chamas durante o mergulho. 
Fontes: novinite.com / ASN - Foto: i.id24.bg - Via Noticias Sobre Aviação

CASA C-101Aviojet se acidenta na Espanha

By on 27.4.12
Acidente ocorreu durante um voo de treinamento programado Morreram os dois tripulantes do avião militar CASA C-101EB Aviojet, da Força Aérea da Espanha (Ejército del Aire) após um acidente na cidade de Meco, município da Espanha na província e comunidade autónoma de Madri, nesta quinta-feira (26). 
As vítimas, um capitão e um tenente instrutor - estudante do 4 º ano - estavam numa voo de treinamento entre Madrid e a Base de San Javier, em Murcia. A Força Aérea abriu um inquérito para determinar as causas do acidente. 
 C-101 é uma aeronave construída pela CASA, cujas missões são o treinamento básico e o aperfeiçoamento do seu pessoal. A aeronave estava atualmente a serviço da Academia Aérea Geral (AGA) de San Javier (Murcia), no Grupo de Escolas Matacán (GRUEMA) de Salamanca e pelo Centro de Logística para Armamento e Experimentação (CLAEX) Torrejón (Madrid). 
O Ministério da Defesa mantém reservas sobre a identidade dos dois soldados. 
Fontes: ASN / defensa.gob.es - Via Noticias Sobre Aviação

quinta-feira, abril 26, 2012

Leon Panetta: EUA estão dispostos a transferir tecnologia militar ao Brasil

By on 26.4.12
http://2.bp.blogspot.com/-YTT_FimEfiI/TVRKOHnTWeI/AAAAAAAAIZQ/BKHYqD6jStU/s400/f-18%2Bbrasil.jpgOs Estados Unidos estão dispostos a transferir tecnologia militar ao Brasil para poder contar com o país como um aliado estratégico que o ajude a garantir a segurança do continente americano, afirmou nesta quarta-feira, 25, o Secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, no Rio de Janeiro. 

Em pronunciamento para oficiais brasileiros na Escola Superior de Guerra, Panetta se comprometeu a realizar todos os esforços possíveis para facilitar a transferência de tecnologia ao país com o qual deseja uma "associação militar inovadora".

O anúncio foi uma resposta às reivindicações feitas na terça-feira, 24, pelo ministro de Defesa brasileiro, Celso Amorim, que em entrevista coletiva concedida em Brasília após se encontrar com seu colega americano, se queixou de que os Estados Unidos vendem equipamentos militares ao Brasil, mas restringem o acesso à tecnologia.

"Há vezes em que os Estados Unidos têm um controle, eu diria que exagerado, sobre suas tecnologias militares, mas estamos dispostos a compartilhar mais com o Brasil", afirmou o secretário americano, que realiza uma viagem por países sul-americanos que já o levou à Colômbia e será concluída no Chile.

Ele acrescentou que essa transferência será facilitada pela aliança estratégica que os países estão construindo já que o Brasil passará a ser considerado como "nação aliada" dos Estados Unidos.

O responsável pelas Forças Armadas da maior potência militar mundial disse que, apesar das restrições, os EUA aprovaram entre 2010 e 2011 cerca de 4 mil licenças de exportação de equipamentos controlados e continuarão apoiando os "bons aliados e amigos".

"Os Estados Unidos e o Brasil têm que aumentar o comércio de altas tecnologias nos dois fluxos e com transferência de tecnologia", disse Panetta, cuja agenda no Rio de Janeiro também incluiu a entrega de uma oferenda no Monumento aos Heróis da Segunda Guerra Mundial.
O secretário mencionou especificamente o caso dos caças Super Hornet F/A-18 e disse que os Estados Unidos transferirão a tecnologia destas aeronaves caso o Brasil faça com a americana Boeing um contrato de compra desses aviões militares.

Na licitação brasileira para a compra dos 36 aviões de combate também participam a companhia francesa Dassault, com seus caças Rafale, e a sueca Saab, com o modelo Gripen.
"O Congresso já garantiu total apoio para que os Estados Unidos compartilhem a tecnologia dessas aeronaves caso o Brasil as adquira. É um monopólio que só damos a nossos aliados mais próximos", afirmou.

 
Panetta disse que os Estados Unidos querem acordos de cooperação militar com o Brasil por considerar que o país é um aliado estratégico para ajudar a garantir a segurança regional.
O secretário americano veio ao Brasil para participar ao lado de Amorim da primeira reunião do comitê binacional de cooperação em assuntos de defesa, cuja criação foi estipulada há três semanas em Washington entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e a presidente Dilma Rousseff.
"Vemos o Brasil como um país que está assumindo o papel que lhe corresponde como líder global e por isso queremos uma associação diferente às que tínhamos antes", afirmou.
O secretário admitiu que seu país tinha a impressão de que poderia garantir a segurança hemisférica sem nenhuma ajuda e que hoje, para poder concentrar seus esforços em outras regiões com crise como o Oriente Médio e Ásia, quer alianças com países do continente americano com os quais compartilha valores.
"Hoje sabemos que um Brasil mais forte militarmente e mais comprometido como líder global pode cooperar e por isso queremos ajudá-lo a desenvolver sua capacidade para garantir segurança, compartilhar exercícios e tecnologias", disse.
Panetta afirmou que o Brasil e os Estados Unidos têm desafios comuns no continente, entre os quais mencionou o narcotráfico e a atenção aos desastres nucleares, e disse que a melhor forma de enfrentá-los é com uma ação conjunta.
Ele acrescentou que a base da associação militar que os países desejam construir é precisamente o interesse comum de querer garantir a paz e a segurança mundial neste século. 

Fonte: Estadão

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