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sexta-feira, julho 20, 2012

'The Economist' já chama Brics de 'mercados submergentes'

By on 20.7.12
Brasil, Rússia, Índia e China, os países que há uma década foram chamados de "Brics" e sobre os quais foi dito que poderiam ocupar o espaço das nações ricas até 2050, agora são chamados de "mercados submergentes" pela revista The Economist, a mais respeitada na área de economia.

http://3.bp.blogspot.com/-e_0EXrTYZ3I/T4y9RkEnfKI/AAAAAAAAACI/zndrtDOqa5M/s1600/brics.pngEssa expressão foi usada no título de um gráfico (reproduzido abaixo) dentro da edição que chega às bancas do Reino Unido nesta sexta-feira, 20. O desenho mostra que as projeções que o FMI (Fundo Monetário Internacional) faz para o crescimento econômico dos Brics em 2012 não param de cair, com exceção da Rússia.
É claro que há um exagero nessa expressão. Na verdade, as perspectivas de analistas são de uma desaceleração na taxa de crescimento, mas com poucas chances de uma virada brusca. A mediana das projeções dos bancos brasileiros são de um crescimento de A própria Economist reconhece que, "para o padrão do mundo rico, os mercados emergentes ainda estão muito bem".

O problema é que, segundo a revista, os países ditos emergentes enfrentam dois riscos: o de uma desaceleração cíclica e o de uma erosão de longo prazo no crescimento potencial do PIB (produto interno bruto). "Com o primeiro é relativamente fácil lidar. Com o segundo, não".

Para enfrentar o primeiro risco, os governos têm as suas armas: baixar juros e conceder estímulos fiscais. Ainda, vários pontos fracos que esses países tinham no passado não existem mais: os bancos têm capital, o câmbio é flutuante (tirando o da China), a inflação está controlada e as reservas internacionais estão altas.

Já quando se pensa nos problemas de longo prazo, na opinião da revista é preciso considerar que em boa parte o crescimento recente dos mercados emergentes se deve a "anabolizantes". O periódico destaca a questão do aumento do crédito. A relação entre os empréstimos e o PIB cresceu mais de 20 pontos porcentuais desde 2002 no Brasil e mais de dez pontos na Índia e na Rússia. O aumento do crédito como proporção do PIB
nesse ritmo pode significar, na avaliação da Economist, "o reflexo de um potencial ciclo de desestabilização financeira".
Isso não quer dizer que virá o caos. Para a Economist, "quando a poeira (da crise) baixar, os emergentes continuarão crescendo a taxas superior às registradas antes de 2002". Mas se os países quiserem voltar ao ritmo dos últimos dez anos, diz o semanário, precisam "manter a disciplina macroeconômica e retomar as reformas microeconômicas".

Fonte: Estadão/MSN

2 comentários:

SantaCatarinaBR disse...

Blog do Vinna você tem algum e-mail de contato para eu mandar sugestões?

Vinna disse...

viniciusmorais@bol.com.br

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