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sábado, outubro 06, 2012

Rebeldes derrubam outro helicóptero em Damasco

By on 6.10.12
Um helicóptero do Exército foi derrubado nesta sexta-feira no subúrbio leste de Damasco por rebeldes, no momento em que a tensão se mantém forte na fronteira turca, após um novo disparo sírio imediatamente respondido por Ancara.
Após um primeiro incidente na fronteira, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, alertou que Damasco pagará "um alto preço" em caso de novos disparos contra o território da Turquia.
As tropas turcas bombardearam na quarta e na quinta-feira alvos sírios, matando vários soldados, em resposta aos disparos sírios que atingiram o vilarejo turco de Akçakale e resultaram na morte de cinco civis.
No terreno, um helicóptero do Exército foi derrubado pelos rebeldes quando bombardeava o setor de Ghouta Oriental, perto da capital, declarou à AFP o presidente do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman.
É nesta região que operam as unidades mais organizadas do Exército Sírio Livre (ESL, rebeldes).
Um vídeo postado no YouTube nesta sexta mostra imagens de um helicóptero em queda livre. "Deus é grande! O helicóptero caiu!", diz um homem no vídeo. "Os heróis de Ghouta Oriental derrubaram um helicóptero", comemora uma outra.
Desde o início da revolta contra o regime, em março de 2011, a rebelião anunciou em várias ocasiões a derrubada de helicópteros e aviões do Exército que bombardeavam incessantemente suas posições.
Na cidade de Homs, o bairro de Khaldiyé foi atingido por bombardeios, de uma intensidade sem precedentes, segundo o OSDH. "É a primeira vez que o Exército utiliza aviões de combates em Homs", declarou Rahman.
O Exército também bombardeou redutos rebeldes nas províncias de Deir Ezzor (leste), Deraa (sul), Idleb (noroeste), Latakia (oeste) e Aleppo (norte), acrescentou o OSDH, que relatou combates entre rebeldes e soldados nestas áreas.
Na periferia de Deir Ezzor, ao menos 12 soldados foram mortos no ataque a uma barreira, indicou a ONG.
Pelo menos 95 pessoas, entre elas 37 soldados e 35 civis, morreram em meio à violência em toda a Síria nesta sexta-feira, de acordo com um balanço provisório do OSDH.
O chefe do Conselho Nacional Sírio (CNS), principal coalizão de oposição síria, acusou o regime de Damasco de querer "exportar a crise síria" ao bombardear Akçakale.
Em Akçakale, vários tanques apontam ostensivamente para o território sírio. O governo turco obteve a permissão do Parlamento para manter as operações militares, mas o primeiro-ministro assegurou que seu país "não tem a intenção de declarar uma guerra com a Síria".
Depois de longas negociações entre os países ocidentais e a Rússia, aliada do regime de Assad, o Conselho de Segurança da ONU, denunciou na quinta-feira o bombardeio sírio contra o vilarejo turco e pediu aos dois países a moderação.
Mas, na noite desta sexta, a televisão turca informou que Ancara respondeu a um novo disparo sírio contra seu território.
O Conselho de Segurança também condenou "nos termos mais firmes os atentados terroristas" cometidos em Aleppo nesta sexta-feira, que deixaram ao menos 48 mortos, em sua maioria militares, e que foram reivindicados por um grupo extremista. Esta condenação foi exigida por Damasco.
As autoridades sírias consideram que os rebeldes são "terroristas" apoiados por países estrangeiros.
A declaração dos 15 países membros do Conselho também reitera a "condenação do terrorismo sob todas as formas".
Como em toda sexta-feira, milhares de pessoas hostis ao regime protestaram em toda a Síria para exigir "armas, e não declarações, para assegurar a proteção de nossas crianças".
As manifestações acontecem todas as semanas desde o início da revolta, mas se tornaram menores devido à escalada da violência.
Na região de Aleppo, centenas de jovens, incluindo algumas crianças, manifestaram na cidade curda de Koubani, agitando bandeiras curdas e da revolução síria, segundo um vídeo postado no Youtube por militantes.
Na capital, dezenas de pessoas se reuniram no bairro de Barzé (noroeste), segundo um outro vídeo.
"O povo pede armas para o ESL", gritavam centenas de homens na saída de uma mesquita em Hilfaya, na província de Hama (centro).

Fonte: R7

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