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quarta-feira, novembro 21, 2012

Avibras vende a US$ 350 milhões 36 plataformas ASTROS 2

By on 21.11.12
A Avibras Aeroespacial fechou contrato de US$ 350 milhões para vender 36 plataformas de lançamentos múltiplos de mísseis Astros 2 para a Indonésia, conforme informou ontem a publicação especializada ‘Janes Defence Weekly’.

Segundo a publicação, a operação comercial entre o Ministério da Defesa da Indonésia e a Avibras foi fechada durante a feira internacional de materiais militares Indo Defence, realizada nesta semana em Jacarta.

O acordo contempla ainda 36 veículos para o transporte das plataformas de lançamento, controle de disparo, manutenção e treinamento para a utilização das armas.

Trata-se do segundo grande contrato que a Avibras fecha com compradores no exterior desde 2008, quando firmou uma venda de 18 sistemas Astros para a Malásia, por R$ 500 milhões. A encomenda foi entregue até o começo de 2010.

Além do contrato de venda para a Indonésia, a Avibras assinou com o país um memorando de entendimento para a troca de tecnologia e de fortalecimento da cooperação na área de defesa.

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Empregos/ Na avaliação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a Avibras terá que contratar funcionários para dar conta deste novo contrato.

Em recuperação pela crise que quase provocou a sua falência e tendo passado por um processo de recuperação judicial entre 2008 e 2011, a Avibras perdeu mais de 1.000 trabalhadores desde os anos 1980, quando viveu a sua primeira crise.

Reduziu o número de operários a 900, em dezembro de 2011, mas começou a recuperar postos neste ano, após a liberação de contratos do governo federal. Hoje, são 1.400 trabalhadores.

Recursos/ A presidente Dilma Rousseff (PT) autorizou o pagamento de recursos na ordem de R$ 209 milhões para a Avibras desde agosto do ano passado --R$ 45 milhões naquele mês e mais R$ 164 milhões em outubro.

O dinheiro faz parte do pacote de socorro à fabricante de materiais bélicos por meio do programa Astros 2020, orçado em R$ 1,2 bilhão e tido como a ‘salvação’ da Avibras. O programa irá equipar o Exército Brasileiro.

O equipamento é uma evolução do conjunto lançador de foguetes livres Astros 2, o maior sucesso de vendas da empresa.

Outro lado/ Procurado ontem pelo O VALE, o presidente da Avibras, Sami Hassuani, não foi localizado para comentar o contrato com a Indonésia. 
 
SAIBA MAIS

Crise
Com a venda de produtos em baixa e em crise institucional, a Avibras Aeroespacial requereu, em julho de 2008, o regime de recuperação judicial

Programa
A Avibras aposta no desenvolvimento do programa Astros 2020, que equipará o Exército Brasileiro, como a ‘salvação’ completa da empresa. O orçamento é de R$ 1,2 bilhão

Contratos
Após iniciar o processo de recuperação judicial, a empresa fechou dois grandes contratos internacionais

Malásia
Com o governo da Malásia, em 2008, a Avibras fechou a venda de 18 sistemas Astros por R$ 500 milhões. Os equipamentos foram entregues até 2010

Indonésia
A empresa fechou nesta semana um contrato de US$ 350 milhões com o governo da Indonésia para desenvolver 36 plataformas de lançamentos múltiplos de mísseis Astros 2, além de troca de tecnologia e cooperação na área da defesa

Empregos
O Sindicato dos Metalúrgicos aposta nos contratos com o exterior para retomar a contratação de funcionários. Na avaliação da entidade, a empresa terá que passar dos atuais 1.400 trabalhadores para algo em torno de 2.000 empregados para dar conta dos programas
 
CONTRATAÇÕES
Sindicato vai pedir mais vagas na produção

Mais trabalhadores e salários em dia. Essas são as duas reivindicações do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos para a Avibras Aeroespacial.

Segundo o diretor José Donizetti de Almeida, embora a companhia tenha recebido dinheiro do governo federal e assinado contratos no exterior, ainda tem atrasado salários e não contratou de volta todos os 170 funcionários demitidos em janeiro de 2011.

“Sabemos da burocracia que é para a empresa efetivar os contratos e começar a receber o dinheiro, mas esperamos que ela respeite o direito dos trabalhadores e pague em dia.”

Salários em atraso provocaram uma paralisação relâmpago de um dia no começo de outubro deste ano. Desde então, segundo Almeida, a situação não teve a melhora esperada pelos funcionários.

“Não concordamos com esses atrasos e acreditamos que o período de transição da crise para a recuperação está demorando demais na empresa”, afirmou o sindicalista.

Segundo ele, outros contratos devem ser fechados em 2013, o que deve melhorar as condições na empresa. 

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