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quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Porta-aviões São Paulo: Fogo teria começado próximo de um ventilador...

By on 29.2.12
O 1º Distrito Naval informou nesta sexta-feira que o inquérito policial militar que apura as causas do incêndio do porta-aviões São Paulo, ocorrido na última quarta-feira, deverá ser concluído no prazo de 60 a 90 dias.

Embora as conclusões do inquérito dependam da realização de perícias técnicas, a assessoria do 1º Distrito Naval descartou que o incêndio possa ter sido provocado por qualquer equipamento principal do navio. Os indícios até agora são que o fogo teria começado próximo de um ventilador da antessala do alojamento onde ocorreu o acidente.

Dois militares que se feriram no incêndio permanecem internados. O cabo Jean Carlos Fujii de Azevedo, que sofreu queimaduras nos pés, deverá ter alta nos próximos dias. Já o marinheiro José de Oliveira Lima Neto permanece na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Marcílio Dias.

Encontrado desacordado pelo Grupo de Controle de Avarias no alojamento em que dormiam os militares atingidos pelo fogo, Lima Neto sofreu queimaduras e apresenta quadro clínico estável, de acordo com boletim divulgado pelo 1º Distrito Naval.

Segundo a assessoria, o corpo do marinheiro Carlos Alexandre dos Santos Oliveira, que morreu em consequência de queimaduras, já foi liberado pelo IML (Instituto Médico-Legal) e será levado de avião a Salvador, a pedido da família, onde será enterrado. A Marinha não divulgou a data do traslado do corpo e, segundo a assessoria, não foi informada sobre o laudo do IML que aponta a causa da morte do marinheiro.

O grupo de serviço a bordo do porta-aviões São Paulo no dia do incêndio era composto por cinco oficiais e 123 praças. O incêndio começou por volta das 3h e logo foi debelado pelo Grupo de Controle de Avarias. De acordo com a Marinha, o navio aeródromo São Paulo é um dos 20 porta-aviões em atividade no mundo. “Apenas nove países têm capacidade de operar navios desse tipo”, destacou o 1º Distrito Naval em nota.

Fonte: BAND

FX-2: Boeing pretende melhorar "proposta" para venda do F-18

By on 29.2.12
O cancelamento da compra de aeronaves Super Tucano da Embraer, anunciado ontem, acontece a uma semana da visita de um alto executivo da americana Boeing, no esforço de vender seu caça F-18 Super Hornet à Força Aérea Brasileira. A Boeing está disposta a melhorar a oferta de transferência de tecnologia, incluindo propostas de desenvolvimento conjunto de produtos aeronáuticos, caso seja escolhida como a fornecedora dos novos caças à FAB. Uma das possibilidades diz respeito a parcerias no desenvolvimento final e produção do cargueiro reabastecedor KC-390, da Embraer, empresa apontada pelos norte-americanos como uma possível parceira em futuros projetos de desenvolvimento de tecnologia. Na próxima segunda-feira chega a Brasília o presidente da Boeing Military Aircraft, Cristopher Chadwick, que comanda o braço da empresa para o setor de Defesa.

Segundo informou a Boeing ao governo brasileiro, além do encontro já marcado com a cúpula da Força Aérea, Chadwick pediu audiências aos ministros do Desenvolvimento e da Defesa, para defender que a proposta de desenvolvimento tecnológico da empresa americana, vinculada à venda do caça F-18 Super Hornet, é superior à oferecida pela Dassault, fabricante do francês Rafale, que era o favorito no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Os governos de EUA e Brasil e as empresas envolvidas asseguram que não há vinculação entre a licitações para as Forças Aéreas brasileira e americana. A interferência política que provocou reviravolta no negócio que já estava praticamente firmado pela Embraer cria constrangimento a menos de duas semanas da visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, quando o tema da venda dos caças à FAB estaria na agenda com o presidente Barack Obama.

Fonte: T&D

Sukhoi Su-30MK2 na Russo se acidenta

By on 29.2.12

Dois tripulantes ejetaram em segurança momentos antes do caça Sukhoi Su-30MK2 em que estavam cair a cerca de 130 km ao nordeste de Komsomolsk-on-Amur durante um voo de testes nessa terça-feira, por volta das 10:20hs horário de Moscou. A aeronave pertencia a unidade da Sukhoi em Komsomolsk-on-Amur, onde os caças Su-30s são fabricados.

Segundo a agência de notícias Interfax, uma falha do sistema de controle causou o acidente do Su-30MK2, que caiu no dia 28 de fevereiro em Komsomolsk-on-Amur.

Segundo dados preliminares, os problemas no controle do caça surgiram imediatamente após a decolagem. “O avião decolou do aeroporto já girando,” – disse à Interfax uma fonte na indústria da aviação russa. Salvar o caça não foi possível, pois quase não foi possível controlar.

Segundo a agência de notícias RIA Novosti, com referência ao representante do Chefe do Departamento de Investigação Militar (GVSU), Código SC, no momento que o piloto acelerou o caça Su-30MK2 foi relatado fogo no motor direito, e uma equipe de resgate foi acionada. Ambos os pilotos sobreviveram, mas um deles ficou levemente ferido, e foi levado num helicóptero Mi-8 para o hospital na cidade.

A tripulação do Su-30MK2 consistia de pilotos de testes do 485° Esquadrão Militar do Ministério da Defesa da Rússia, o comandante tenente-coronel Valery Kirilin e o capitão Alexey Gorshkov.

O caça Su-30 que caiu era de propriedade da JSC “KNAAPO” (Komsomolsk-on-Amur Aircraft Production Association, após nomeada Gagarin). Como disse a Interfax, a empresa informou que esta aeronave seria destinada para entrega a um dos países estrangeiros, mas que não foi informado qual. Anteriormente, os Su-30MK2 já foram enviados para a China, Vietnã, Venezuela, Uganda e Indonésia.

Após a queda de um caça militar, a Unidade de Investigação de Komsomolsk-on-Amur abriu um processo criminal nos termos do artigo 351 do Código Penal (violação de regras de vôo, ou ao se preparar para ele). Este artigo pode dar até sete anos de prisão.

Esta é a primeira aeronave Su-30 acidentada na Rússia onde a tripulação ejeta. O modelo Su-30 voou pela primeira vez em 1992.

Texto: Rustam, direto da Rússia – Via: Cavok

Pressão política cancela compra do Super Tucano

By on 29.2.12
A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) anunciou ontem o cancelamento da compra de 20 aviões Super Tucano A-29, da Embraer, conforme contrato de US$355 milhões acordado no fim do ano passado, mas ainda não assinado.

AUSAF justificou a decisão por problemas de documentação. No entanto, a escolha da aeronave em processo licitatório gerou críticas da oposição republicana e de políticos do estado do Kansas, sede da Hawker Beechcraft, empresa que participou da concorrência com o modelo AT-6 (à direita).

No início deste ano a fabricante local recorreu à Corte Federal de Apelação e enviou uma carta ao congresso questionando a escolha da aeronave brasileira para apoio aéreo leve no Afeganistão, descrita como desprestígio à indústria local. A empresa também colocou em xeque a lisura da licitação. Uma investigação pode ser aberta para verificar se houve irregularidades.

As 20 aeronaves seriam fabricadas parte no Brasil e parte pela Sierra Nevada Corporation (SNC), no estado da Flórida. Com a desistência da Força Aérea dos Estados Unidos as contestações no legislativo e no judiciário perdem o efeito, mas representam uma vitória da fabricante local apoiada pela oposição.

Em nota divulgada ontem, a Hawker Beechcraft afirma que "não se trata apenas da venda de 20 aeronaves ou de um contrato de US$ 1 bilhão, mas da capacidade da Força Aérea de construir relações com nações parceiras ao redor do mundo para a próxima geração".

A SNC afirmou estar "desapontada" com a decisão, pois, acredita, ofereceu à USAF com o A-29 (foto ao lado) uma solução de bom custo que seria fabricada localmente. "Nós sabemos que nossa proposta atendeu plenamente os requisitos da concorrência e do processo de licitação da Força Aérea dos Estados Unidos", afirma o comunicado.

Em nota divulgada ontem, o presidente da Embraer Defesa e Segurança (EDS), Luiz Aguiar, diz que a fabricante brasileira aguardará "mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira Sierra Nevada Corporation, decidir os próximos passos".

Os republicanos são maioria no Congresso dos Estados Unidos. O país também está em período pré-eleitoral para a corrida pela Casa Branca, com o presidente Barack Obama em dificuldades com baixos índices de popularidade.

Fonte: C&R Editorial/Revista Asas

Veto à Embraer azeda relação com Washington

By on 29.2.12
Lula teve bons momentos com George Bush e Barack Obama, mas, ao sair, deixou uma relação levemente conflituosa com os Estados Unidos, por dar apoio ao Irã e optar por linha independente no Oriente Médio. Dilma entrou censurando o Irã e, assim, parecendo acenar lenço branco para Washington. Mas agora, como o clima no Hemisfério Norte, as relações caminham para um forte esfriamento bilateral. Fontes do setor de Defesa afirmam que, já prevendo que a FAB irá optar por caças Saab suecos, os norte-americanos resolveram contra-atacar, rasgando o contrato de US$ 355 milhões da Embraer. Essas fontes afirmam que, embora os franceses contassem com simpatia de Lula, os aviões Rafale, da Dassault, devem se limitar ao segundo lugar. A Boeing deve fechar a raia.


Outros analistas afirmam que os norte-americanos ainda não podem ter certeza de que a Boeing irá perder a concorrência da FAB, mas que, pelo andar da carruagem, diante da linha geral da política externa brasileira - com simpatia ante Cuba e Síria - os norte-americanos se anteciparam em descartar a Embraer, por considerar que a política externa dos dois países nada tem em comum. E, como todos sabem, no setor de Defesa, nem um estilingue é comprado sem aceitação governamental. Este é um setor em que os homens de negócios nada conseguem sem apoio de diplomatas e generais. Além disso, as eleições norte-americanas estão forçando as autoridades a excessos de nacionalismo.

Minoria vê o caso apenas do aspecto empresarial, citando que a ação iniciada nos Estados Unidos contra a Embraer, embora sem decisão final, teria afetado a negociação. Os realistas, porém, lembram que, se os EUA vetaram venda de Super Tucanos para a Venezuela, há alguns anos, dificilmente iriam se tornar parceiros da empresa brasileira em seu território. O pior de tudo é que a Embraer sonhou alto. O pacote de US$ 355 milhões poderia triplicar e, se o avião entrasse nas boas graças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Embraer se tornaria uma nova Vale.

Um analista independente afirma que a compra de jatos suecos permitiria à Embraer ter forte participação na nova versão do caça NG-New Generation. Para este técnico, o sonho da Embraer é o de repetir o que houve no caso do AMX, quando as italianas AerMacchi e Aeritalia abriram os segredos para a empresa brasileira e permitiram que a Embraer desse um salto de qualidade e prestígio. No dia 15 último, nos intervalos do II Seminário Estratégia Nacional de Defesa, realizado na Câmara Federal, falava-se a todo momento que os suecos continuavam na frente, rumo à vitória.

Nesse clima pesado, missão da Boeing chega ao Brasil na próxima semana. A julgar pelos últimos lances no xadrez da Defesa, o presidente da Boeing Military Aircraft, Cristopher Chadwick, em vez de lutar pelo FX-18 Super Hornett, vai gastar a maior parte de seu tempo visitando obras de Niemeyer em Brasília. E, em duas semanas, será a vez de Dilma desembarcar em Washington, de cara fechada ante a ríspida ação norte-americana contra a verde-e-amarela Embraer.

Nacionalismo

Desde o fim da II Guerra Mundial, os norte-americanos invadiram comercialmente o mundo. Não apenas puseram suas marcas em todos os continentes, como compraram empresas familiares e tradicionais em cada país. Mas tudo é diferente quando são estrangeiros que compram empresas por lá. Há quatro anos, quando um frigorífico brasileiro comprou uma antiga empresa americana, Hillary Clinton, então candidata à presidência, afirmou que aquilo era um ultraje a seu país. Em resumo: eles podem comprar o que desejarem, mas não devem vender suas empresas. A liberalidade funciona em mão única.

Opção pela Embraer foi atacada nos EUA

By on 29.2.12

Desde a escolha da Embraer para fornecimento de 20 aviões A-29 Super Tucano, oficializada em 30 de dezembro, a decisão da Força Aérea dos Estados Unidos (Usaf) tem sido criticada duramente por políticos republicanos. Também tornou-se fonte de atritos entre os governos dos Estados da Flórida, que abriga instalações da Embraer, e do Kansas, onde se encontra a sede da Hawker Beechcraft.

A escolha da Embraer significaria a perda de empregos em Wichita. A cidade está sob risco de ver fechada outra facilidade do setor aeronáutico, desta vez da Boeing Company. A opção da Usaf pela Embraer havia se tornado também munição eleitoral contra Obama. O pré-candidato republicano Newt Gingrich criticara pelo menos duas vezes a escolha dos aviões da Embraer.

Em comunicado, o deputado federal Mike Pompeo, republicano de Kansas, afirmou ter chamado a atenção para o fato de “algo não cheirar bem” nessa licitação. “Estou contente por ter seguido os meus instintos e lutado pela Hawker Beechcraft e pelos empregos que ela gera em Kansas. Eu aplaudo a Usaf por ter, finalmente, começado a eliminar esse véu de sigilo”, afirmou.

Visita. O Itamaraty e o Departamento de Estado americano esperavam que a Justiça desse um parecer favorável à compra dos aviões da Embraer pela Usaf, questionada pela Hawker Beechcraft antes da visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, no dia 9. A decisão foi submetida à Corte Federal de Apelação, mas agora, com a desistência do negócio pela Força Aérea americana, perde o objeto .

Embora não estivesse entre os temas formais de discussão das equipes de Dilma e do presidente dos EUA, Barack Obama, o contrato da Usaf com a Embraer seria um exemplo da iniciativa da Casa Branca de atrair investimentos brasileiros para gerar empregos no país.

Para atender ao pedido, a Embraer estava decidida a ampliar suas instalações na Flórida, para adequá-la à exigência de produção parcial dos aviões nos EUA ou, ainda, a montar uma linha na planta de sua parceira, a americana Sierra Nevada Corporation, em Sparks, Nevada.

Também alimentava a expectativa de ver a encomenda elevada a 55 unidades, o equivalente a US$ 950 milhões, e receber encomendas de outros parceiros dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O primeiro avião do pacote seria entregue em fevereiro de 2013. O acordo previa fornecimento de peças, componentes, documentação técnica e treinamento de pessoal.

Fonte: Roberto Godoy e Denise Chrispim Marin – Estadão - Via CAVOK

USAF: cancelamento de contrato com Embraer é 'vergonhoso'

By on 29.2.12
O chefe da Força Aérea americana disse nesta quarta-feira que o cancelamento do contrato para a compra de aviões Super Tucano da Embraer para o Afeganistão é "vergonhoso" e prometeu rever rapidamente a licitação.

"Não há como ficar satisfeito com isso", disse o general Norton Schwartz a jornalistas. Ele disse que a Força Aérea relançaria "rapidamente" a disputa para a compra dos 20 aviões de combate leve para o exército afegão, já que os recursos para o programa deverão expirar até o fim do ano fiscal de 2013. "Trabalharemos com rapidez", completou.

A Força Aérea americana cancelou abruptamente na terça-feira o contrato de US$ 355 milhões com a Sierra Nevada Corp. e a fabricante de aeronaves Embraer, dizendo que abriria uma investigação depois de uma ação legal impetrada pela concorrente americana Hawker Beechcraft Corp.

A decisão representou um revés para a Força Aérea, que tenta mudar suas práticas de compra de armamentos depois que uma licitação para um novo tanque de abastecimento de voo foi marcada por escândalos e controvérsias.

Schwartz disse que será "uma profunda decepção" se os fatos mostrarem que a Força Aérea estragou o contrato, e expressou preocupação de que o cancelamento possa atrasar a entrega de uma aeronave vital para o exército afegão.

"Uma das coisas com as quais estou mais triste - sem mencionar a vergonha que esse fato trás para nós como Força Aérea - é o fato de que estamos deixando nossos parceiros na mão aqui", disse.

O general alertou sobre uma punição disciplinar drástica se a investigação revelar que o contrato foi cancelado por algum erro de procedimento. "Posso garantir que se isso não foi um erro inocente, haverá punições", completou. Ele disse que a Força Aérea trabalhará duro para resolver o problema.

O contrato para a compra dos 20 aviões AT-29 Super Tucano da Embraer foi fechado em dezembro como parte dos planos para armar o exército afegão após a saída da Otan daquele país. Mas a Força Aérea americana informou que não estava "satisfeita" com a documentação apresentada na decisão.

A Hawker Beechcraft Corp, sediada em Wichita, Kansas, protestou contra o resultado da licitação em uma corte federal, argumentando que seu avião AT-6 foi injustamente excluído da competição.

Fonte: Terra
A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira que pretende agir rapidamente para refazer licitação por aviões de combate leve de uso no Afeganistão para garantir que orçamento para compra não expire no final de 2013.

Na terça-feira, a Força Aérea americana informou ter cancelado contrato de US$ 355 milhões para o fornecimento de 20 aviões de combate leve e treinamento Super Tucano, da fabricante brasileira Embraer, citando problemas com a documentação.

A empresa brasileira, entretanto, disse que forneceu toda a documentação requerida no prazo solicitado. A Força Aérea disse que vai rescindir o contrato efetivamente na sexta-feira e investigar a decisão da licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela americana Hawker Beechcraft.

Em comunicado, a Embraer "lamenta" a decisão. "A decisão a favor do Super Tucano... foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente", disse a Embraer. A fabricante disse ainda que "permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos EUA e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto" para decidir os próximos passos.

Fonte: Terra

Coreia do Norte aceita moratória e diz que vai suspender programa nuclear

By on 29.2.12
A Coreia do Norte confirmou nesta quarta-feira (29) ter aceitado uma suspensão de seus testes nucleares, dos lançamentos de mísseis e do enriquecimento de combustível nuclear em troca de uma ajuda alimentar americana, segundo noticiou a imprensa oficial do país, a KCNA.

Segundo Pyongyang, Washington prometeu fornecer 240 mil toneladas de "ajuda alimentar" e estudar uma ajuda adicional durante as negociações em Pequim na semana passada.

O Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte confirmou o acordo em comunicado, dizendo que as negociação com os norte-americanos “ofereceram um espaço para uma discussão sincera e profunda” de medidas “para a construção e o progresso de uma relação de confiança”.

Os Estados Unidos fizeram um anúncio similar e afirmaram que a Coreia do Norte havia aceitado o estabelecimento de uma moratória sobre as atividades no complexo nuclear de Yongbyon.

A Coreia do Norte também aceitou o retorno de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para supervisionar a moratória, acrescentou a porta-voz da diplomacia americana, Victoria Nuland. Os Estados Unidos anunciaram ainda a retomada em breve de sua ajuda alimentar à Coreia do Norte.

Washington afirmou que "ainda tem profundas preocupações com o comportamento da Coreia do Norte em muitas áreas", mas estes anúncios refletem "importantes, embora limitados, progressos" em alguns assuntos, indicou o Departamento de Estado.

O programa de enriquecimento, divulgado pela primeira vez em novembro de 2010, pode fornecer à Coreia do Norte um caminho alternativo para a fabricação de bombas atômicas, em adição ao seu programa de plutônio de longa data.



Histórico

A discussão realizada entre diplomatas norte-coreanos, norte-americanos e chineses, em Pequim, foi a primeira desde a morte do presidente Kim Jong-il –em dezembro do ano passado– que ficou 17 anos no poder. O cargo foi transmitido para o filho dele, King Jong-un.

Desde 2008, as negociações que envolvem as Coreias do Norte e do Sul, os Estados Unidos, a China, a Rússia e o Japão estavam suspensas. A China, principal aliado da Coreia do Norte, apelou para a retomada das negociações envolvendo os demais países.

A Coreia do Norte abandonou oficialmente as negociações em 6 de abril de 2009, um mês antes de ter feito o segundo teste nuclear. Pyongyang realizou testes nucleares em 2006 e 2009 e acredita-se que tenha plutônio em quantidade suficiente para produzir de seis a oito armas nucleares.

AIEA diz estar pronta para voltar

Com a decisão coreana de suspender os testes nucleares e o enriquecimento de urânio e permitir que inspetores visitem seu complexo nuclear Yongbyon, a agência nuclear da ONU, por meio do chefe do órgão, disse que está pronta para retornar à Coreia do Norte.

"Como já disse anteriormente, a agência tem um papel essencial em verificar o programa nuclear (da Coreia do Norte)", disse o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, em comunicado.

"No aguardo de mais detalhes, estamos prontos para retornar a Yongbyon para assumir as atividades de monitoração a pedidos e com consentimento do Conselho Diretor da agência", acrescentou ele, referindo-se ao órgão de 35 nações que se reúne na próxima semana.

Ele considerou a declaração dos EUA sobre as negociações recentes com a Coreia do Norte como "um passo importante adiante".

Exercícios militares

No último domingo, a Coreia do Sul e os Estados Unidos deram início a um de seus maiores exercícios militares anuais em território sul-coreano apesar das ameaças da Coreia do Norte.

Cerca de 200 mil soldados sul-coreanos e 2.900 americanos participarão, até 9 de março, de uma série de simulações "de natureza defensiva" chamada "Key Resolve". Os exercícios acontecerão nas bases do Exército dos EUA na Coreia do Sul, informou à Agência Efe um porta-voz do Comando das Forças Conjuntas de ambos os países (CFC).

Através de sua imprensa estatal, Pyongyang qualificou as manobras dos aliados como "uma violação imperdoável à soberania e à dignidade" da Coreia do Norte, que "está em período de luto" correspondente aos 100 dias posteriores à morte do líder Kim Jong-il.

No sábado, o governo da Coreia do Norte havia ameaçado começar uma "guerra santa" devido ao exercício dos aliados, que segundo o regime comunista representa uma "provocação".

Por sua vez, o Comando das Forças Conjuntas insistiu que o "Key Resolve" é um exercício rotineiro que é realizado anualmente nesta época, e não mantém ligação alguma com as atuais circunstâncias internacionais. Além disso, a organização lembrou que observadores de Austrália, Canadá, Dinamarca, Noruega e Grã-Bretanha, membros do Comando da ONU, supervisionarão as manobras.

O país comunista, que está tecnicamente em guerra com o Sul apesar do armistício que interrompeu o conflito em 1953, poderia mostrar em público seus novos dispositivos militares durante uma grande marcha em 15 de abril para comemorar o centenário do nascimento do fundador do regime, Kim Il-sung.

Fonte: UOL

Haiti se tornou laboratório para o Brasil, diz embaixador

By on 29.2.12
Às vésperas de deixar o comando das atividades do governo brasileiro no Haiti, o embaixador Igor Kipman diz que sai do cargo num momento em que o Brasil exerce, no país caribenho, papel de ator principal.

"O Haiti é, sem sombra de dúvida, o palco mais importante para a nossa política externa. Do ponto de vista de exposição, de interação com parceiros, é o posto mais importante da carreira", diz Kipman à BBC Brasil, em entrevista concedida na embaixada brasileira em Porto Príncipe.

À frente da missão desde 2008, Kipman vivenciou dois dos episódios mais trágicos da história haitiana recente: o terremoto de 2010, uma das maiores catástrofes naturais da era moderna, e a epidemia de cólera que sucedeu o tremor.

No período, diz o embaixador, o Brasil intensificou os esforços de cooperação iniciados em 2004, mesmo ano em que o país assumiu a chefia do braço militar da Minustah (Missão da ONU para a Estabilização no Haiti).

Kipman, que assumirá a embaixada na Suíça, afirma ainda que a ênfase dada pelo Brasil ao Haiti nos últimos anos transformou o país num laboratório para experimentos brasileiros nas áreas civil e militar, o que, segundo ele, tem beneficiado ambas as nações.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil - No período em que o senhor foi embaixador no Haiti, o país ganhou muita importância para a diplomacia brasileira. Como isso se fez sentir em seu trabalho na embaixada?

Kipman - O Brasil mudou sua atitude em relação ao Haiti em 2004, por uma determinação do presidente Lula. Ele decidiu que era momento de o Brasil estender uma mão solidária ao Haiti, o país mais pobre do Ocidente. Desde então, o Brasil tem aqui posição de ator principal.

A embaixada é uma espécie de coordenadora de atividades não só do governo brasileiro: temos uma presença aqui do Estado brasileiro, incluindo sociedade civil, com inúmeras ONGs. De 2008 pra cá, tentei aproximar esforços para evitar duplicidade.

BBC Brasil - O que mudou após o terremoto em 2010?

Kipman - Tínhamos um elenco importantíssimo de 30 projetos de cooperação técnica em saúde, agricultura, justiça, até que houve o terremoto, que há quem diga foi a maior catástrofe natural da era moderna.

Diferentemente do tsunami na Indonésia e do furacão Katrina em Nova Orleans (EUA), aqui o terremoto afetou capital do país, que concentra todos os serviços. Derrubou todos os prédios públicos exceto um ministério, matou cerca de 30% da força de trabalho do governo. O Estado ficou por um período sem capacidade de reação.

Foi uma situação de emergência em que Brasil, mas não só, atuou de forma extraordinária. O terremoto foi na terça, no domingo começou a funcionar o hospital da Força Aéra, que fez milhares de intervenções, centenas de cirurgias. Entre janeiro e maio, houve mais de 200 voos da FAB com ajuda humanitária.

Passada a fase de emergência, não só retomamos projetos anteriores como passamos a implementar mais alguns. Desde que estou aqui, posso afirmar que sinto crescimento da presença brasileira em todos os níveis, seja político, em ajuda humanitária ou em cooperação técnica.

Para exemplificar esse significado da presença brasileira aqui, basta dizer que, nesses quatro anos em que estou aqui, organizei três visitas de presidente da República. Isso você não verá em outros países.

BBC Brasil - Esse crescimento exponencial da presença brasileira no Haiti não gera riscos de ingerência no país? No Brasil, diz-se que atuação das Forças Armadas aqui recuperou o moral da instituição e inspirou a política de segurança atualmente implantada nas favelas do Rio. O Haiti não pode se tornar uma espécie de laboratório para experimentos brasileiros?

Kipman - O Haiti é um laboratório para nós, nas áreas militar e civil, de governo e de sociedade civil. Aqui temos aprendido muito na área de cooperação. Desde 2004, temos feito experiências com cooperação triangular. Já tivemos projeto Canadá-Brasil-Haiti na área de saúde, já tivemos Espanha-Brasil-Haiti na área de reflorestamento. Isso tudo é aprendizado que fica. É amplamente benéfico para Haiti e extremamente interessante para nós.

Mas não há ingerência porque estamos aqui a convite do governo haitiano e por determinação do Conselho de Segurança da ONU, com mandato absolutamente correto do ponto de vista do direito internacional. Quanto aos militares, não concordo que recuperaram o moral aqui, porque não o tinham perdido.

BBC Brasil - Críticos também mencionam os altos custos da operação para o Brasil e questionam seus benefícios.

Kipman - Vemos crítica em relação ao custo, mas o retorno é intangível. O militar que passa seis meses aqui volta com outra visão de mundo. Vendo aqui realidade muito mais dura que a sua, volta reconciliado com Brasil. Há ganho a nível pessoal, cultural, de educação.

O ganho não é só na área militar. Os técnicos da Embrapa, de saúde, de direitos humanos que vêm trazem aporte, mas levam de volta aprendizado também.

BBC Brasil - No ano passado, o Conselho de Segurança da ONU determinou o início da retirada das tropas estrangeiras (Minustah) no Haiti. Há margem para novas reduções no contingente?

Kipman - Com o terremoto, o Conselho autorizou um aumento para atender à emergência. Hoje estamos retornando quase aos níveis anteriores. Ainda há muito a fazer, mas a emergência passou, e a epidemia de cólera está controlada.

Representa o início de uma retirada gradual? Esperamos que sim. Ninguém tem objetivo de se perenizar no Haiti, fazer disso um laboratório permanente. Mas há objetivo que se superpõe a esse: o de não precisar voltar. Esta já é a sétima missão da ONU no país, porque as demais se retiraram prematuramente, antes de o país assumir o desenvolvimento com suas próprias mãos.

BBC Brasil - Como avalia o processo de ampliação da Polícia Nacional do Haiti?

Kipman - Em 2004, havia força policial no país com cerca de 3 mil homens. Hoje ela tem mais de 10 mil. Ainda precisam de treinamento e equipamento, que estamos proporcionando juntamente com França, Canadá, Estados Unidos.

Meta atual é de 20 mil, mas já houve melhora grande. Em outubro, haverá discussão na ONU de renovação do mandato da Minustah, onde será discutida provavelmente uma nova redução do contingente para 2012, acredito eu, em função da melhoria das condições da Polícia Nacional do Haiti.

Desde 2008, 2009 defendo que temos que discutir internamente no Brasil e com parceiros uma estratégia de saída, que é fundamental.

BBC Brasil - Pelo andar da carruagem, o senhor vislumbra um prazo para a retirada total das tropas?

Kipman - Há vários cenários em discussão. Alguns colocam 2016, outros 2018, há um cenário que fala em 2020. É difícil me arriscar a dizer, mas acho que o mais realista seria 2018. Mas isso é uma previsão quase profética, porque há eleições aqui novamente em 2015, e o novo governo pode dizer: obrigado, vocês nos ajudaram, mas...

BBC Brasil - Mas o presidente Michel Martelly já anunciou a intenção de reconstruir o Exército haitiano para substituir as forças da ONU, inclusive em discurso dentro do batalhão brasileiro.

Kipman - Nenhum povo gosta de ver seu país com forças estrangeiras. O haitiano quer que nós vamos embora? Quer. Mas todos os níveis, do presidente aos moradores de Cité Soleil, entendem que não pode ser uma retirada precipitada e imediata, com risco de ter retrocesso às condições de 2004, quando áreas de Porto Príncipe eram controladas por gangues.

Em 2004, quando escurecia, não havia rigorosamente nenhuma iluminação, e não se via vivalma na rua. As pessoas se recolhiam, era insegurança total. Hoje tem comércio, tem gente. Todos entendem que não é ainda o momento, por isso que defendo retirada gradual à medida que a Polícia Nacional Haitiana e ou a nova força que o presidente mencionou possam se ocupar sozinhas das forças do país.

BBC Brasil - Não seria interessante trocar o comando da vertente militar da Minustah? É raro um único país, no caso o Brasil, permanecer por tanto tempo à frente de uma missão multilateral.

Kipman - A que se deve a perenização do nosso comando? Ao amplo êxito da Minustah, reconhecido por todos os parceiros. Enquanto a ONU nos pedir que comandemos, comandaremos. Conheci aqui no Haiti todos os force commanders (comandantes da força), e todos foram excepcionais.

BBC Brasil - Como o governo e o povo haitianos reagiram à decisão do governo brasileiro de conceder cem vistos mensais a cidadãos do país?

Kipman - Houve um equívoco, que foi culpa nossa, do governo, de não explicar a medida, porque falaram que estabelecemos cotas. Não foi isso. Qualquer haitiano que venha aqui (à embaixada) para se candidatar a um visto permanente ou de trabalho, temporário, continua com todos os direitos de qualquer cidadão no mundo. Criou-se uma cota de concessão além do normal. Não é uma restrição, é uma ampliação de direito.

O governo haitiano ficou lisonjeado e feliz com essa abertura, porque obviamente o problema de desemprego no país é seríssimo e não será resolvido em 15 dias. O haitiano que aqui não encontra oportunidades de trabalho busca não só o Brasil: há cerca de 75 mil haitianos nas Bahamas, dezenas de milhares em Guadalupe, na Martinica, na Guiana Francesa, milhões nos Estados Unidos, na República Dominicana.

A reação da população foi de procura imensa, para buscar informações sobre o que é necessário para se candidatar ao visto. Não estamos concedendo ainda grande quantidade porque há três exigências: ter passaporte, ser residente no Haiti, comprovado por atestado de residência, e apresentar atestado de bons antecedentes. Aqui isso é relativamente complicado, leva pelo menos um mês para produzir a documentação.

BBC Brasil - Por que cem vistos por mês?

Kipman - Do terremoto para cá, houve ingresso de cerca de 70 e 80 haitianos ilegais pela fronteira norte do Brasil ao mês. Ao conceder cem vistos, damos margem para absorver os que estão sendo submetidos a maus tratos pelos coiotes, para a travessia pela floresta, com risco de saúde e morte.

Abre-se porta para essa cota que entrava ilegalmente entrar de cabeça erguida em Guarulhos, Brasília, Manaus, pelos aeroportos.

BBC Brasil - Esses critérios não vão peneirar os postulantes ao visto, dificultando que os mais pobres o obtenham?

Kipman - Sem dúvida, mas aí não há muito o que fazer. Se ele vai ao Brasil, depende de comprar bilhete aéreo também. Em vez de pagar bilhete até Quito e o coiote, vai economizar o coiote.

BBC Brasil - Mas chegar ao Brasil só com o visto, sem apoio para aprender português e se inserir no mercado de trabalho, não é pouco?

Kipman - Mas há apoio. Ilegais têm apoio de igrejas, de governos locais. O Ministério do Trabalho está organizando elenco de associações, de entidades que se dispuseram a prestar apoio a eles. Isso está sendo feito de forma muito profissional.

BBC Brasil - O senhor vai sentir falta do período aqui?

Kipman - O Haiti é, sem sombra de dúvida, o palco mais importante para a nossa política externa. Do ponto de vista de exposição, de interação com parceiros, é o posto mais importante da carreira. Mas também pelas características do país, as dificuldades, acho que nenhum embaixador deveria ficar aqui mais de três anos. Estou indo para o quarto, então é o momento de partir.

Lá na Suíça será muito diferente e sem dúvida sentirei falta de uma porção de coisas. Por outro lado, poderei caminhar sozinho e livremente pela rua, poderei ir ao cinema toda semana, terei tempo para ler bons livros. A Suíça tem outros tipos de problema, não está sujeita a terremotos nem furacões, mas também tem atividades muito importantes para o governo brasileiro.

Fonte: UOL

Após romper com Embraer, EUA dizem querer nova licitação rapidamente

By on 29.2.12

A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (29) que pretende agir rapidamente para refazer a licitação por aviões e garantir que o orçamento para compra não expire no final de 2013.

Ontem, a Força Aérea norte-americana informou ter cancelado um contrato de US$ 355 milhões (cerca de R$ 604 milhões) para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da fabricante brasileira Embraer (EMBR3), citando problemas com a documentação.

O Chefe do Estado Maior Norton Schwartz afirmou que a Força Aérea decidiu cancelar o contrato de produção dos aviões vencido pela brasileira Embraer após avaliar que a documentação estava abaixo do padrão para a decisão, enquanto se preparava para o processo judicial movido pela concorrente Hawker Beechcraft.

Ele afirmou que a investigação está progredindo e que "alguém terá que pagar pelo que aconteceu" caso seja provado que a questão envolve uma tentativa de direcionar o contrato para a empresa privada Sierra Nevada Corp, principal contratante dos aviões da Embraer.

Schwartz admitiu ainda que o assunto causa embaraço à Força Aérea norte-americana, que enfrentou problemas relacionados a licitações de compra de equipamentos durante a década passada. Se a Força Aérea "atrapalhou" a aquisição, isso seria uma "profunda decepção", afirmou.

O Super Tucano A-29 foi desenvolvido para missões de contra-insurgência e atualmente é usado por cinco forças aéreas, e ainda existem outras encomendas, segundo a Embraer.

Embraer disse lamentar rompimento de contrato

"A Embraer lamenta o anúncio de hoje da Força Aérea americana de deixar de lado o contrato firmado, relacionado com o programa de apoio aéreo do Afeganistão", disse a empresa em comunicado.
"Junto à sua parceira americana, Sierra Nevada Corporation, a Embraer participou do processo de seleção entregando no prazo e sem exceções toda a documentação requerida", completou.
A Embraer disse que a "decisão a favor dos Super Tucano (...) foi uma escolha pelo melhor produto com um desempenho provado e todas as capacidades para cumprir com as demandas dos clientes".
A empresa brasileira afirmou que continua comprometida "em oferecer a melhor solução para a Força Aérea americana e espera mais esclarecimentos sobre o tema para decidir futuros passos, em consulta com seu sócio, a SNC".

Entenda o impasse

No fim do ano passado, a Força Aérea dos Estados Unidos definiu que a Sierra Nevada e a Embraer tinham ganhado o contrato para venda de 20 aviões Super Tucano A-29, assim como treinamento e suporte. De acordo com a licitação, as aeronaves da Embraer seriam fornecidas em parceria com a norte-americana Sierra Nevada Corporation (SNC) e seriam utilizadas para treinamento avançado em voo, reconhecimento e operações de apoio aéreo no Afeganistão.

Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão.

Na época, a Força Aérea norte-americana disse que a seleção tinha sido justa e transparente.

"A concorrência e a avaliação de seleção foram justas, abertas e transparentes. A Força Aérea está confiante nos méritos de sua decisão de concessão do contrato e espera que o litígio seja rapidamente resolvido", divulgou, na época, em nota John Dorrian, porta-voz da Força Aérea norte-americana.

Presidente da Embraer estava confiante

Em entrevista em meados de janeiro, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, disse estar confiante de que a suspensão do negócio seria resolvida rapidamente.

De acordo com o executivo, a vitória da Embraer nesta concorrência era "inequívoca" e não existiam dúvidas de que o contrato seria retomado.

"O sistema jurídico americano é absolutamente inquestionável e notoriamente eficiente e rápido nas suas decisões. Nós acreditamos piamente que isso vai ocorrer... a nossa aeronave foi desenhada... para a missão que eles estão necessitando agora. E eles estão necessitando com uma certa urgência.

O executivo disse ainda que existe expectativa de que a empresa abra novos mercados dentro mesmo dos EUA para aviões da mesma categoria.

Expectativa era abrir mercado em outros países

Segundo Aguiar, a venda à força aérea mais poderosa do mundo poderia abrir espaço para negócios com outros países, como os da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Quando você vende para o principal mercado do mundo, o cliente mais exigente do planeta, que produz tecnologia e vende para o mundo inteiro, é sempre uma vitrine", disse Aguiar.

"Nossa expectativa é de longo prazo e servir esse contrato e conseguir outros contratos até mesmo nos próprios Estados Unidos", disse Aguiar, afirmando que existem "pelo menos uns três projetos nessa categoria".
Para Aguiar, uma eventual venda dos Super-Tucanos para os países da Otan era um "caminho natural". "A comunalidade é cada vez mais importante nas forças de defesa e operações combinadas, porque você reduz o custo da operação absurdamente", explicou.

Fonte: UOL/Reuters

Restos humanos do 11 de Setembro foram para aterro sanitário

By on 29.2.12
Restos humanos encontrados após o 11 de Setembro foram incinerados e levados para um aterro sanitário, informou nesta terça-feira (28) o Departamento americano da Defesa.

Foto: AP Photo/Steve Ruark
A revelação faz parte de um relatório sobre o necrotério militar da Base Aérea de Dover (Delaware, leste), criticado em novembro passado pela má administração dos restos de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão.

Alguns foram extraviados ou misturados; outros acabaram num vertedouro na Virgínia (leste). Mas não são aparentemente os únicos.

O general da reserva John Abizaid, da subcomissão de Saúde da Defesa, durante apresentação do relatório no Pentágono, nesta terça-feira (28 - Foto: Win McNamee (Getty Images/AFP)

"Vários fragmentos de ossos vindos do atentado contra o Pentágono e do local onde caiu um avião em Shanksville", no dia 11 de setembro de 2001, também foram enviados a um aterro sanitário, segundo o relatório desta terça-feira.

"Uma vez incinerados, os restos foram colocados em contêineres lacrados entregues a uma firma terceirizada, encarregada do tratamento do lixo hospitalar", segundo o relatório.

O Pentágono reconheceu no ano passado que os restos dos soldados mortos no Iraque e no Afeganistão e tratados em Dover tinham sido incinerados e jogados num aterro na Virgínia. A revelação causou revolta entre as famílias de soldados e desencadeou uma nova política.

Esta prevê que os restos incinerados, não identificados, sejam submersos.

O relatório desta terça-feira está em contradição com uma versão anterior da Força Aérea, para quem não havia vestígios de como os restos humanos não identificados tinham sido administrados, antes de 2003.

O secretário americano da Força Aérea, Michael Donley, disse nesta terça-feira que o setor aceita "a responsabilidade e a culpa" pela má gestão denunciada em Dover, e trabalha para que esta espécie de erro não se repetisse mais.

Fonte: France Presse via G1 - Via: Noticias Sobre Aviação

29 de fevereiro de 1996 - Acidente mata 123 passageiros no Peru

By on 29.2.12

O voo 251 da Faucett Aviation Company que havia decolado do Aeroporto Internacional Jorge Chávez, em Lima, com destino ao Aeroporto Internacional Ciriani Santa Rosa, em Tacna, ambas cidades peruanas, se acidentou no dia 29 de fevereiro e 1996, a 6,3 km de Arequipa, também no Peru.

O avião era o era Boeing 737-222, prefixo OB-1451, construído em 1968. Os 123 passageiros a bordo morreram no acidente: eram 72 peruanos, 42 chilenos, 3 belgas, 2 bolivianos, 2 canadenses, 1 brasileiros e 1 argentino.

O acidente ocorreu com a queda do avião e o impacto com o solo durante a tentativa de aterrissagem. A tripulação observava nos instrumentos uma altitude que, depois, se comprovou errônea, provocada por uma falha no altímetro. A aeronave voava 1000 pés abaixo da altitude correta (estava a 8644 pés, acreditando estar a 9500 pés).Para pousar na elevada pista do Aeroporto Rodríguez Ballón era necessária a altitude de 8404 pés.

Alguns fatores que contribuíram para o acidente foram a baixa visibilidade causada pela escuridão (eram 20:25 hora local) e a espessa neblina que se estendia sobre as montanhas no momento do pouso.



Aeronave similar a acidentada
Enquanto efetuavam uma aproximação VOR/DME a pista 09 do Aeropuerto Rodríguez Ballón, o avião chocou-se contra as montanhas que se encontravam no meio do padrão de voo a 8015 pés. A seção dianteira da aeronave se partiu com o impacto e a parte central da fuselagem se rompeu e golpeou o cume de uma colina, até parar próximo ao cume de outra elevação. A calda foi encontrada num vale entre duas montanhas.

A empresa aérea declarou falência e encerrou suas operações em 15 de novembro de 1999.




Leia também:
MTC dice que accidente de Fauccett de 1996 fue por falla humana y no por sobrepeso.

Relatório sobre o acidente (Força Aérea do Peru).

Fontes: Wikipédia / aeronoticias.com.pe / Força Aérea Peruana - Via: Noticias Sobre Aviação

Tapetão: A manobra contra a Embraer e nosso cavalheirismo

By on 29.2.12

Quando era criança, minha mãe adorava recomendar a leitura do ABC de Boas Maneiras, livrinho de Marcelino de Carvalho, um dos senhores mais elegantes do Brasil dos anos 60. Sempre vestido em ternos impecáveis, Marcelino explicava na TV quando se deveria usar paletó e quando era aceitável vestir apenas uma camisa. Mostrava a forma correta de tomar uísque com gelo, que tipo de vinho combinava com cada prato e até como se dirigir de forma adequada com mulheres casadas e solteiras.

Penso no manual de boas maneiras diante da reação brasileria depois que o governo americano aplicou uma rasteira de 365 milhões de dólares na Embraer. Quem acompanha o caso sabe do que se trata. No final do ano passado, a empresa brasileira venceu uma concorrência para fornecer 20 Supertucanos ao exercito americano. Era um ótimo negocio, num mercado precioso para empresas de aviação.

Ontem, alegando “problemas na documentação”, o Secretário da Defesa anunciou que a concorrência será anulada e uma nova licitação será feita. Considerando o volume do negócio, a época difícil para os investimentos e o fato de que a empresa cocorrente era justamente uma companhia americana, há motivos de sobra para se acreditar que tenha ocorrido uma mudança no tapetão. Interessado em dar uma nova chance para o fabricante nacional, o governo americano irá refazer a concorrência.


Só uma visão ingênua pode achar esse comportamento estranho. Deixando de lado os ultraliberais que adoram prestar recomendações a países alheios mas raramente gostam de cumpri-las dentro de casa, é muito natural que o governo de um país dê prioridade a proteção de seus empregos e investimentos.
Apenas em países como o Brasil, onde os ultraliberais cometem o erro de levar-se a sério, é que não se enxerga isso. Por exemplo.

Quando o governo tomou medidas para proteger os empregos da industria automobilística, assistimos a um coro de indignados que pregava a necessidade de garantir condições iguais para os produtos importados, mesmo que eles tivessem um caráter predatório do ponto de vista da industria local.

Até agora, nossos ultraliberais permanecem em silêncio obsequioso diante do contrato perdido pela Embraer.

É provavel que nosso manual de boas maneiras econômicas seja assim. Quando se trata de proteger interesses brasileiros, o protecionismo é muito ruim. Quando se trata de protecionismo estrangeiro — aí é bom agir com cavalheirismo. Alguém sabe como se chama esse tipo de comportamento?

Fonte: Epoca - Por Paulo Moreira Leite

Mais um canhão do século 17 é encontrado no Rio; é o terceiro somente este mês

By on 29.2.12
Operários e arqueólogos que trabalham nas obras do Porto Maravilha, conjunto de intervenções que pretendem revitalizar a região portuária do Rio de Janeiro, encontraram durante escavações feitas na manhã desta terça-feira (28) mais um canhão antigo. Este já é o terceiro descoberto durante escavações, todos neste mês de fevereiro.


As peças, muito semelhantes entre si, tem em média de 1,5 metro a 1,7 metro de comprimento e devem ter sido utilizadas em pequenos fortes (fortim) construídos na região por volta do século 17 e que foram deixados para trás.

A Secretaria Municipal de Obras do Rio de Janeiro disse que as peças têm sido guardadas em um depósito da prefeitura e foram encontradas preservadas, embora precisem de pequenos restauros.

Os canhões devem ser avaliados por técnicos da Subsecretaria de Patrimônio Cultural do Rio e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Iphan disse, no entanto, que ainda não foi notificado oficialmente e que, portanto, não pode valorar a relevância das peças.

Fonte: UOLLink


terça-feira, fevereiro 28, 2012

'Posta de lado', Embraer rebate EUA e diz que entregou documentos para venda de aviões

By on 28.2.12

A Embraer informou nesta terça-feira que lamenta o cancelamento do contrato de fornecimento de 20 aviões Super Tucano à Força Aérea dos Estados Undidos e que cumpriu as exigências feitas pelo país.

Os EUA cancelaram o negócio, de US$ 355 milhões, citando problemas com a documentação.

"Junto com sua parceira nos Estados Unidos, Sierra Nevada Corporation (SNC), a Embraer participou do referido processo de seleção disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida", disse a empresa.

Segundo nota da companhia brasileira, a decisão a favor do Super Tucano, divulgada pela Força Aérea Americana no dia 30 de dezembro, foi "uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente".

"A Embraer permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira SNC, decidir os próximos passos", diz a nota.

O CASO

A Força Aérea americana disse que vai investigar e refazer a licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft após sua aeronave AT-6 ser excluída da competição --o que levou o negócio a ser suspenso no começo de janeiro. O contrato havia sido concedido pela Força Aérea dos EUA para a Embraer e a parceira Sierra Nevada Corp.

No ocasião, a Força Aérea havia dito que acreditava que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes. Hoje, porém, mudou o tom.


"Apesar de buscarmos a perfeição, nós as vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção", disse nesta terça-feira o secretário da Força Aérea, Michael Donley, em comunicado.

"Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor."

O comandante da área de materiais da Força Aérea dos Estados Unidos, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre a situação, afirmou o porta-voz da Força Aérea.

O contrato, em negociação há um ano, gerou resistências, principalmente entre congressistas do Kansas, Estado-sede da Hawker. Pedidos de investigação internacional para apurar eventual subsídio do Brasil à Embraer chegou a ser cogitado.

A avaliação é que um contrato dessa magnitude (em momento de crise econômica) e um setor tão sensível não podem chegar às mãos de uma empresa estrangeira.

PACOTE DE SERVIÇOS

O negócio havia sido anunciado no final de 2011 e incluía, além do fornecimento das aeronaves, um pacote de serviços, como treinamento de mecânicos e pilotos responsáveis pela operação do avião.

Pelo contrato, a Embraer teria 60 meses para entregar esse primeiro lote, prazo que começaria a contar já neste mês. O primeiro avião teria de ser entregue em 2013.

A unidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), produziria grande parte do avião. A montagem final seria feita nos EUA.

A companhia mantinha expectativas de vender mais 35 aviões, o que poderia elevar o contrato à cifra de US$ 950 milhões.

DEFESA

O fornecimento das 20 unidades do A-29 Super Tucano era o primeiro contrato da Embraer com a Defesa americana.

Quando anunciou o contrato, a Embraer disse que o negócio seria "uma grande vitrine". "Esse é o primeiro contrato com a Força Aérea dos EUA. Esse é um item sensível no maior mercado de defesa do mundo. Muitos países vão olhar isso", disse na ocasião Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança.

Com esse pedido, a Embraer alcançaria 200 encomendas do modelo Super Tucano (desenvolvido pela FAB em 1995 e exportado para vários países do mundo). Apenas 40 precisam ainda ser entregues, mas esse número inclui o pedido que havia sido feito pela Força Aérea americana.

O A-29 Super Tucano, projetado para missões de contra-insurgência, atualmente é empregado por seis forças aéreas e possui encomendas de outras, segundo a Embraer.

De acordo com a licitação, as aeronaves da Embraer seriam utilizadas para treinamento avançado em vôo, reconhecimento e operações de apoio aéreo no Afeganistão.

Fonte: UOL/Reuters

USAF 'põe de lado' a EMBRAER

By on 28.2.12

A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (28) que está "pondo de lado" contrato de US$ 355 milhões para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da Embraer, citando problemas com a documentação.

A Força Aérea disse que vai investigar a licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft. O contrato havia sido concedido pela Força Aérea dos EUA para a Embraer e a parceira Sierra Nevada Corp.

"Apesar de buscarmos a perfeição, nós as vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção", disse o secretário da Força Aérea, Michael Donley, em comunicado. "Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor."

O comandante da área de materiais da Força Aérea dos Estados Unidos, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre a situação, afirmou o porta-voz da Força Aérea.

Procurada pelo G1, a Embraer afirmou que lamenta o cancelamento do contrato, e afirmou "participou do referido processo de seleção disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida".

Contrato
Em 30 de dezembro, a Força Aérea dos Estados Unidos definiu que a Sierra Nevada e a Embraer tinham obtido o contrato para venda de 20 aviões Super Tucano A-29, assim como treinamento e suporte. Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão.

No ocasião, a Força Aérea disse que acreditava que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes.

O Super Tucano A-29 foi desenvolvido para missões de contra-insurgência e atualmente é usado por cinco forças aéreas, e ainda existem outras encomendas, segundo a Embraer.

Fonte: G1

A Embraer divulgou comunicado no qual "lamenta o cancelamento do contrato" para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, anunciado nesta terça-feira (28) pela Força Aérea dos Estados Unidos, anunciado nesta terça-feira.

Em nota, a empresa diz que "aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira SNC (Sierra Nevada Corp), decidir os próximos passos".

"A Embraer permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos", destacou a empresa.

A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que está "pondo de lado" contrato de US$ 355 milhões, citando problemas com a documentação. A Força Aérea disse que vai investigar a licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft. O contrato havia sido concedido pela Força Aérea dos EUA em dezembro de 2011 para a Embraer e a parceira Sierra Nevada Corp.

"Apesar de buscarmos a perfeição, nós as vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção", disse o secretário da Força Aérea, Michael Donley, em comunicado. "Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor."

A Embraer informou, em nota, ter disponibilizando "sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida" no processo de seleção. Segundo a companhia, a escolha do Super Tucano foi "pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente".

Confira a íntegra do comunicado da Embraer:

"A Embraer lamenta o cancelamento do contrato referente à aquisição do avião de combate leve para o projeto Light Air Support (LAS), informado hoje pela Força Aérea dos Estados Unidos. Junto com sua parceira nos Estados Unidos, Sierra Nevada Corporation (SNC), a Embraer participou do referido processo de seleção disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida.

A decisão a favor do Super Tucano, divulgada no dia 30 de dezembro de 2011, pela Força Aérea dos Estados Unidos, foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente. A Embraer permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira SNC, decidir os próximos passos".

Fonte: G1

Fabricar bomba nuclear é 'grande pecado', diz chanceler do Irã

By on 28.2.12

Enfrentando uma crescente pressão internacional por causa de seu programa nuclear, o Irã pediu novas negociações com a agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (28) e condenou a produção de armas atômicas, dizendo que isso é um "grande pecado".

O Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico, mas as negociações com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estão interrompidas e as potências ocidentais se preocupam cada vez mais com a possível dimensão militar da atividade atômica de Teerã.

Em discurso na Conferência sobre o Desarmamento, em Genebra, patrocinada pela ONU, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, disse esperar que as conversas prossigam e que está confiante de que elas seguirão na direção correta.

"Gostaria de enfatizar novamente que não vemos nenhuma glória, orgulho nem força nas armas nucleares, mas o oposto, com base no decreto religioso emitido por nosso líder supremo, de que a produção, a posse, o uso ou a ameaça de uso de armas nucleares são ilegítimos, fúteis, perigosos, prejudiciais e proibidos como um grande pecado", afirmou ele.

Muitos no campo ocidental, entretanto, permanecem céticos. A AIEA afirmou que não estão planejadas novas conversações, dado que os diplomatas ocidentais relataram uma indisponibilidade do Irã para lidar com as alegações de pesquisa nuclear militar.

Um relatório preparado pela AIEA na semana passada revelou que o Irã aumentou de forma significativa o enriquecimento de urânio, o que fez aumentar os preços do petróleo por causa dos temores de que as tensões entre Teerã e o Ocidente possam culminar num conflito militar.

Israel ameaçou desferir ataques para evitar que o Irã obtenha a bomba, dizendo que o progresso tecnológico contínuo de Teerã indica que em breve ele pode passar a uma "zona de imunidade".

Em reuniões de alto escalão entre a AIEA e o Irã, ocorridas em Teerã em janeiro e fevereiro, as autoridades iranianas se recusaram a responder a relatórios da inteligência sobre pesquisas sigilosas relevantes ao desenvolvimento de armas nucleares, disseram diplomatas ocidentais.

Falando a jornalistas em Genebra, Salehi disse que o Irã espera que o "diálogo iniciado" com a AIEA continue.

Fonte: G1

(Antes da viagem da Dilma): USAF cancela o Super Tucano

By on 28.2.12
A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que está cancelando contrato de 355 milhões de dólares para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da Embraer, citando problemas com a documentação.

A Força Aérea disse que vai investigar e refazer a licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft. O contrato havia sido concedido pela Força Aérea dos EUA para a Embraer e a parceira Sierra Nevada Corp.

"Apesar de buscarmos a perfeição, nós as vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção", disse o secretário da Força Aérea, Michael Donley, em comunicado. "Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor."

Procurada pela Reuters, a Embraer não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

O comandante da área de materiais da Força Aérea dos Estados Unidos, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre a situação, afirmou o porta-voz da Força Aérea.

Em 30 de dezembro, a Força Aérea dos Estados Unidos definiu que a Sierra Nevada e a Embraer tinham obtido o contrato para venda de 20 aviões Super Tucano A-29, assim como treinamento e suporte. Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão.

No ocasião, a Força Aérea disse que acreditava que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes.

O Super Tucano A-29 foi desenvolvido para missões de contra-insurgência e atualmente é usado por cinco forças aéreas, e ainda existem outras encomendas, segundo a Embraer.

Fonte: R7

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