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quinta-feira, janeiro 31, 2013

Angola: Embraer entrega Super Tucano ao seu décimo usuário

By on 31.1.13
 A Embraer Defesa e Segurança entregou hoje, em cerimônia realizada em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, os três primeiros turboélices de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano à Força Aérea Nacional de Angola, que encomendou um total de seis aeronaves do modelo. Com esta entrega, Angola se torna o terceiro operador do Super Tucano no continente africano. O avião será empregado em missões de vigilância de fronteiras.

“A escolha do Super Tucano pela Força Aérea Nacional de Angola demonstra o enorme potencial desta aeronave na África”, disse Luiz Carlos Aguiar, Presidente da Embraer Defesa e Segurança. “Trata-se de uma aeronave robusta, versátil, extremamente eficiente, com experiência comprovada em combate e baixos custos de operação. Por isso, tem despertado grande interesse de diversos países africanos.”

Dez clientes já selecionaram o A-29 Super Tucano no mundo todo. O modelo, que está em operação em sete forças aéreas na América Latina, na África e na Ásia, já superou a marca de 170 mil horas de voo e 26 mil horas de combate. O Super Tucano é capaz de executar uma ampla gama de missões, que incluem ataque leve, vigilância, interceptação aérea e contrainsurgência. A aeronave está equipada com avançadas tecnologias em sistemas eletrônicos, eletro-ópticos, infravermelho e laser, assim como sistemas de rádios seguros com enlace de dados e uma inigualável capacidade de armamentos, o que o torna altamente confiável e com excelente relação custo-benefício para um grande número de missões militares, mesmo em pistas não pavimentadas e ambientes hostis.

O A-29 Super Tucano opera mais de 130 configurações de armamentos, incluindo lançadores de foguetes de 70mm, mísseis ar-ar e bombas guiadas a laser, totalmente integradas ao sistema de missão da aeronave, com designador a laser. Estes armamentos inteligentes, de última geração, são empregados em missões operacionais reais, executadas pelo Super Tucano, há mais de cinco anos. O A-29 Super Tucano é fruto de um projeto desenvolvido de acordo com as rigorosas exigências da Força Aérea Brasileira (FAB). Com mais de 160 aviões já entregues, é totalmente compatível com as operações de combate em cenários complexos, em que são exigidas as capacidades de troca de dados e processamento das informações. Além da reforçada estrutura para operações em pistas não pavimentadas, o avião conta com avançados sistemas de navegação e pontaria de armas, o que lhe garante alta precisão e confiabilidade, utilizando tanto armamento convencional como inteligente, mesmo sob condições extremas. O avião requer apoio logístico mínimo para operações contínuas.

Fonte: CAVOK


Governo do Mali descarta negociar com rebeldes

By on 31.1.13
O governo do Mali descartou qualquer negociação com os rebeldes islamitas do norte do país, onde dois soldados malinenses morreram nesta quinta-feira (31) na explosão de uma mina, um dia depois da chegada a Kidal dos militares franceses.
O presidente interino do Mali, Dioncounda Traoré, falou sobre a estratégia dos grupos islamitas armados e questionou, falando à emissora Rádio France International (RFI), "por que não houve combates e o que o adversário está tramando".
"Os islamistas se retiraram das grandes cidades para não ficarem encurralados e foram para muito longe dessas aglomerações", acrescentou.
No que se refere ao aspecto político da crise e à perspectiva do pós-guerra, Traoré afirmou que "o único grupo com o qual podemos prever negociações é o MLNA, na condição de que renuncie a todas as suas pretensões territoriais".
O MNLA, um grupo rebelde tuaregue, desistiu de sua reivindicação de independência no norte do Mali, de onde a Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) e seus aliados, Ansar Dine (Defensores do Islã) e o Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental (MUJAO), o expulsaram em junho de 2012.
Traoré considerou que o presidente de Burkina Faso, Blaise Compaoré, mediador da África Ocidental na crise, está equivocado ao achar que se pode negociar com o Ansar Dine, responsável pela ofensiva de 10 de janeiro no sul do país, que desencadeou a intervenção do exército francês.
"É evidente que o Ansar Dine se desqualificou, não pode ser escolhido para dialogar, apesar das posturas que alguns deles decidiram adotar agora", afirmou Traoré, em alusão ao Movimento Islâmico de Azawad (MIA), divisão do Ansar Dine.
Por outro lado, ao menos dois soldados malinenses morreram nesta quinta-feira na explosão de uma mina na passagem de seu veículo entre as cidades de Douentza e Hombori, no norte, informou uma fonte da segurança.

A França também comunicou nesta quinta-feira que os sete reféns franceses que os islamitas sequestraram no Níger e no Mali em 2011 e 2012 provavelmente se encontram nas montanhas da região de Kidal, no extremo nordeste deste país.
"É provável que os reféns estejam na região do maciço de Ifoghas, no norte de Kidal", declarou à emissora France-Inter o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian.
Durante a madrugada de quarta-feira (30) o exército francês tomou posição no aeroporto de Kidal, cidade que, depois de Gao e Timbuktu, recuperadas entre em 26 e 29 de janeiro, era a última grande localidade do norte ainda em mãos de grupos armados, que ocupavam esta região há dez meses.
"As forças francesas estão em Kidal e tomaram o aeroporto. Estão à espera de que outras forças africanas possam garantir a segurança da cidade", afirmou Le Drian.
Atualmente, 3,5 mil militares franceses estão posicionados junto a 2 mil soldados africanos.
Durante muito tempo, Kidal foi o reduto do grupo islamita Ansar Dine, dirigido por Iyad Ag Ghalym, um ex-rebelde tuaregue. No entanto, o MIA afirmou há pouco que controlava Kidal junto com os rebeldes tuaregues do MNLA.

Fonte: G1


Rússia afirma que ataque israelense na Síria viola estatuto da ONU

By on 31.1.13
O Governo russo afirmou nesta quinta-feira (31) que o suposto ataque aéreo israelense a instalações militares na Síria, se for confirmado, seria uma grave e inadmissível violação dos estatutos da ONU.
"Moscou recebeu com profunda preocupação as informações sobre o ataque das forças aéreas de Israel a instalações sírias próximas a Damasco", assinala um comunicado do Ministério de Relações Exteriores russo.
— Se essa informação for confirmada, estaríamos perante ataques não provocados sobre alvos de um Estado soberano, algo que viola gravemente o Estatuto da ONU e é inadmissível, independentemente dos motivos para justificá-lo.

O comunicado destaca ainda que a Rússia está tentando de maneira urgente "esclarecer todos os detalhes desta situação".
As Forças Armadas sírias asseguraram ontem que aviões de guerra israelenses haviam violado seu espaço aéreo para bombardear um centro de pesquisa militar no distrito de Jamraiya, na província de Rif Damasco, o que teria causado a morte de dois empregados.
Fontes diplomáticas ocidentais em Israel afirmaram à Agência Efe que forças da aviação israelense atacaram na madrugada de ontem um alvo perto da fronteira entre a Síria e o Líbano.
Por sua parte, fontes das forças de segurança no Líbano negaram que seu território tivesse sido alvo de um ataque, mas denunciaram que aviões israelenses violaram seu espaço aéreo.

Fonte: R7

Corpo de piloto de F-16 da USAF desaparecido é encontrado no Adriático

By on 31.1.13
O corpo do piloto de um avião caça americano F16 perdido desde segunda-feira (28) no noroeste da Itália, no Mar Adriático, foi achado nesta quinta-feira (31).

O avião de combate, que decolou da base militar americana de Aviano, na Itália, desapareceu do radar durante uma missão de treinamento.

O F16, que aparentemente não possuía armas, enviou um sinal de alerta antes de desaparecer. O aparelho voava junto a outros três F16 que regressaram sem problemas à base.

A busca do caça se concentrou na zona costeira entre Cervia e Cesenatico, noroeste da península. Na quarta-feira (30), um barco de pesca achou o capacete do piloto nesta zona.

Fonte: G1

Israel ‘ataca comboio na fronteira entre a Síria e o Líbano’

By on 31.1.13
Forças israelenses atacaram um comboio na fronteira do Líbano com a Síria, de acordo com uma fonte da área de segurança na região, citada por agência de notícias.
O ataque ocorre em um momento em que Israel vem expressando temores sobre a possibilidade de mísseis e armas químicas da Síria caírem nas mãos de militantes como os do grupo libanês Hezbollah.
Ainda não está claro qual era conteúdo do comboio ou de que lado da fronteira ele estava, mas acredita-se que tenha sido um ataque aéreo.
O governo do Líbano não confirmou a ação especificamente, mas afirmou que vários aviões israelenses entraram no espaço aéreo do país, próximo à fronteira com Síria, durante a madrugada.
Israel não confirmou o ataque.
De acordo com Wyre Davies, correspondente da BBC no Oriente Médio, é impossível checar a veracidade da informação neste momento, mas ele ressaltou que alguns diplomatas e fontes militares disseram que eles não se surpreenderiam se Israel agisse, por cusa da instabilidade na Síria.
No domingo, um ministro israelense disse que a transferência de armas na região poderia desencadear uma intervenção israelense.
Dias antes, Israel moveu seu sistema de defesa para o norte do país, mais próximo da fronteira com Síria e Líbano.
Segundo os correspondentes da BBC, se for confirmado que o ataque ocorreu no lado sírio, isso causaria um grave incidente diplomático.

Fonte: BBC

NYT diz estar sofrendo ataque de hackers na China há meses

By on 31.1.13
O jornal norte-americano The New York Times disse na quinta-feira que hackers chineses têm atacado "persistentemente" seus computadores nos últimos quatro meses, desde a publicação de uma reportagem sobre a fortuna do primeiro-ministro Wen Jiabao, mas que materiais confidenciais relacionados a esse caso não foram acessados.
Segundo o NYT, os ataques começaram depois que o jornal publicou, em outubro, que a família de Wen havia acumulado pelo menos 2,7 bilhões de dólares em "riquezas ocultas". A China disse na época que a reportagem caluniava o premiê e tinha motivações escusas.
"Nos últimos quatro meses, hackers chineses têm persistentemente atacado o New York Times, infiltrando-se em seus sistemas de informática e obtendo senhas de seus repórteres e outros empregados", disse o Times na quinta-feira.
"Especialistas em segurança contratados pelo Times para detectar e bloquear os ataques informáticos reuniram indícios digitais de que hackers chineses, usando métodos que alguns consultores associaram no passado aos militares chineses, violaram a rede do Times."
A chancelaria chinesa rejeitou as acusações do jornal. "Chegar a tais conclusões por razão nenhuma, com indícios incertos e sem provas, e dizer que a China participa em ataques relevantes on-line é totalmente irresponsável", disse o porta-voz Hong Lei a jornalistas.
Ele reiterou a posição chinesa de que o país "é também vítima de ataques online", e disse esperar que "a parte relevante tome uma atitude responsável quanto a essa questão".
O Times disse que os hackers violaram as contas de email do chefe da sucursal de Xangai, David Barboza, autor da reportagem sobre a família Wen, e de Jim Yardley, ex-chefe da sucursal de Pequim, hoje trabalhando na Índia.
Especialistas em segurança reuniram indícios de que os hackers furtaram as senhas corporativas de todos os funcionários do Times, usando isso para obter acesso aos computadores pessoais de 53 pessoas, principalmente fora da redação, segundo o jornal.

Fonte: Reuters

França apoia possível força de paz da ONU no Mali

By on 31.1.13
O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, expressou apoio nesta quinta-feira à ideia de enviar forças de paz da ONU ao Mali, afirmando que a França poderia participar em um plano desse tipo.

O Conselho de Segurança da ONU começará a discutir a possibilidade de destacar tropas da ONU ao país africano, disseram enviados em referência a uma ideia que anteriormente causou desconforto depois da recente intervenção militar da França no país.
As forças francesas tomaram controle na quarta do aeroporto de Kidal  e da própria cidade, a última dominada por rebeldes ligados à Al-Qaeda, e planejam transferir logo o controle da missão militar a uma força de países africanos, cuja tarefa será dispersar insurgentes de seus redutos.
Os soldados franceses e do Mali também recapturaram em dias recentes Timbuktu e Gao, duas outras capitais provinciais, e foram recebidos por multidões em júbilo.
Enviados da ONU têm dito que o envio de uma força de paz ofereceria vantagens claras sobre uma força liderada por nações africanas, uma vez que seria mais fácil monitorar o respeito a direitos humanos e a ONU poderia escolher a nacionalidade dos contingentes a serem usados na força.
A França já destacou cerca de 4,5 mil soldados para a ofensiva que dura três semanas, destinada a combater o controle de islamistas em cidades no norte do Mali, há quase dez meses.

Fonte: IG - Na foto: Soldados do Chade seguram suas armas no aeroporto recentemente recuperado da cidade de Gao, no Mali (28/01)

Iêmen intercepta embarcação com armamento do Irã

By on 31.1.13

http://2.bp.blogspot.com/-w6kqtw8ZpvU/TsxB_VPWKDI/AAAAAAAADKo/d-4h6CoUHjs/s1600/iran-flag.jpgAs autoridades do Iêmen encontraram uma embarcação em águas territoriais do país que carregava explosivos e armas, incluindo mísseis antiaéreos, afirmou a agência de notícias estatal. Os EUA disseram que a embarcação era proveniente do Irã.
Segundo a agência de notícias, a guarda costeira do Iêmen interceptou o navio na semana passada em uma operação coordenada com a Marinha dos EUA. A agência não disse por que a notícia da intercepção não foi anunciada anteriormente. Oito membros do navio eram do Iêmen.
Em Washington, George Little, um porta-voz do Pentágono, disse que os membros da tripulação afirmaram que o navio veio do Irã. Ele afirmou que a embarcação foi vista operando "de maneira incorreta" em águas iemenitas "e uma abordagem de rotina (foi) conduzida" com o apoio dos EUA. A carga foi inspecionada e continha armas, acrescentou.
O Iêmen testemunhou recentemente inúmeros casos de transportes de armas ilegais através de suas costas cavernosas nos mares Vermelho e Arábico.
O país é residência de um braço ativo da Al-Qaeda, que registrou vários fracassos, ou ataques frustrados, em território dos EUA durante os últimos anos.

Fonte: O Povo

Colônias judias em territórios palestinos constituem crime de guerra, diz ONU

By on 31.1.13
A ação de transferir direta ou indiretamente população judaica para o estabelecimento das colônias nos territórios palestinos ocupados entra na categoria de crimes de guerra do Tribunal Penal Internacional, assinalou nesta sexta-feira uma comissão internacional patrocinada pela ONU.
"Estes crimes correspondem totalmente às provisões legais do artigo 8 do estatuto do Tribunal Penal Internacional (TPI), que é o de crimes de guerra", explicou a jurista francesa Christiane Chanet, presidente da comissão que investiga o impacto dos assentamentos israelenses.
O grupo, completad pelas juristas Asma Jahangir (Paquistão) e Unity Dow (Botsuana), apresentou em Genebra um extenso relatório sobre os fatos que conseguiu documentar em seis meses de trabalho e apesar de que o Governo de Israel negou qualquer cooperação e autorização para entrar nos territórios palestinos.
Em sentido de "direito puro", o estabelecimento de colônias israelenses em solo palestino é considerad um crime de guerra, explicou Chanet, ressaltando que isto não implica que o TPI vá decidir que tem jurisdição neste caso em vista que Palestina não é um Estado reconhecido.
"Transferir a sua própria população para um território ocupado vai contra o direito à livre determinação e se estamos perante um mapa vemos como os assentamentos rompem a continuidade da terra palestina", disse Chanet em entrevista coletiva.
Cerca de 250 colônias judias foram levantadas na Cisjordânia e Jerusalém Oriental desde 1967, com ou sem autorização oficial, e calcula-se que há 520.000 colonos residindo lá.
Segundo o relatório encarregado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, na última década a população de colonos cresceu a um ritmo anual muito mais alto (5,3%) do que a população em Israel (1,8%).
Chanet destacou que os assentamentos "foram estabelecidos e desenvolvidos em benefício exclusivo dos judeus israelenses", e que sua existência repousa "em um sistema de total segregação entre os colonos e a população (palestina) local".
A jurista lembrou que esses assentamentos implicam que os palestinos têm sua liberdade de movimento restringida, perdem o acesso aos recursos naturais, sofrem a demolição de suas casas e a destruição de árvores.
Entre as espécies que desaparecem estão as oliveiras, que por gerações constituíram a principal fonte de renda para muitas famílias palestinas.
"Tudo isso ocorre com o total conhecimento e complacência do Governo", disse a presidente da comissão.
"As autoridades (israelenses) têm o pleno controle do planejamento das colônias e isso é óbvio para todos", acrescentou.
Após defender a "independência, imparcialidade, integridade e profissionalismo" que inspiraram o trabalho da comissão desde julho passado, Chanet lamentou a total falta de cooperação de Israel com suas investigações.
Isso obrigou as três juristas a realizar parte de seu trabalho desde a Jordânia, onde puderam se reunir com advogados, funcionários, diplomatas e, sobretudo, pessoas que sofreram diretamente com a construção dos assentamentos.
Muitas dessas pessoas - comentou Chanet - tiveram que realizar viagens "penosas para poder falar conosco".
Por sua vez, Dow disse que o grupo enviou cinco cartas ao Governo israelense pedindo-lhes sua colaboração e permissão para visitar os territórios ocupados, mas nenhuma delas teve resposta.
No entanto, disse que não perdem a esperança que no futuro - se o Conselho de Direitos Humanos decidir dentro de algumas semanas prorrogar seu mandato - possam desenvolver uma relação positiva e um diálogo com ele.
A comissão apresentará em 18 de março as conclusões de seu trabalho a esse órgão da ONU, em Genebra. 

Fonte: Terra

Caças de Israel atacaram centro militar perto de Damasco, diz Síria

By on 31.1.13

http://2.bp.blogspot.com/-PGTgOpIGe_8/UMDtM0k86lI/AAAAAAABDrE/J3YeWYeb9hI/s1600/F-16-I%2Btaking%2Boff.jpg O Exército da Síria acusou aviões israelenses de terem invadido o espaço aéreo do país e atacado um certo de pesquisas militares em Jamraya, próximo à capital Damasco.
"Aviões de Israel violaram nosso espaço aéreo ao amanhecer desta quarta e realizaram um ataque direto a um centro de investigações científicas encarregado de elevar nosso nível de resistência e autodefesa", diz a nota publicada pela agência Sana.

Duas pessoas morreram, cinco ficaram feridas, e o prédio foi destruído, disse o comando militar em comunicado transmitido pela mídia estatal, acrescentando que os aviões cruzaram a Síria abaixo do nível de radar, a norte do Monte Hermon, e voltaram pelo mesmo caminho.
Caças israelenses teriam atacado um comboio na fronteira da Síria com o Líbano, mais cedo, aparentemente atingindo armas que seriam destinadas ao movimento libanês Hezbollah. O Exército da Síria negou essa informação.
O governo de Israel não se manifestou sobre o tema.

Fonte: G1

Como seria voar de avião em outros planetas?

By on 31.1.13


Já pensou pegar um avião pequeno, como um Tucano, e voar pelas paisagens de Marte, ou então se perder nas nuvens gigantescas de Júpiter? Será que é possível?

Uma aeronave é um aparelho feito para voar na Terra, e temos sorte que a nossa atmosfera e atração gravitacional sejam tais que é possível projetar máquinas voadoras. Mesmo porque, em outros planetas e corpos celestes, provavelmente não poderíamos.

Para voar é preciso uma atmosfera – o que já exclui nossa lua e Mercúrio, além de outras luas e corpos menores. Tentar voar em algum deles resultaria em uma queda livre.

Para saber se é possível voar em outros planetas, Randall Munroe, ex-roboticista da Nasa e desenhista de quadrinhos da web, pegou o simulador de voo X-Plane e alterou os parâmetros para imitar cada um dos planetas com atmosfera.

O X-Plane é “o mais avançado simulador de voo no mundo”, segundo Munroe. É o resultado de 20 anos de trabalho obsessivo de entusiastas da aeronáutica, e é capaz de simular o fluxo de ar em cada parte do corpo de uma aeronave conforme ela voa.


O avião usado na simulação foi um Cessna 172 Skyhawk, provavelmente o avião mais comum no mundo, só que os tanques estão cheios de baterias de íon de lítio e o motor é elétrico, o que dá uma autonomia de 5 a 10 minutos.

Em todas as simulações, o aeroplano é liberado a 1 km de altitude e tenta continuar voando dali. Nove dos 32 maiores corpos têm atmosfera, e é nestes corpos que Munroe fez o teste.

Voando solo

Basicamente, no sol, o aeroplano é vaporizado em menos de um segundo. Em Marte, ele não consegue desenvolver velocidade suficiente para sair do mergulho, e atinge o solo a mais de 60 m/s. Se for liberado a quatro ou cinco quilômetros de altitude, ele consegue ganhar velocidade para planar à metade da velocidade do som.

Não foi possível simular Vênus, pois sua pressão e temperaturas são muito altas, mas os cálculos e a física apontam que o avião voaria bem, exceto pelo fato de que estaria pegando fogo o tempo todo, e logo deixaria de ser um avião, caindo. Se for, entretanto, liberado acima das nuvens, a 55 km de altitude, as condições são melhores: temperatura normal e pressão similar à das montanhas terrestres. Só vai precisar de uma proteção contra o ácido sulfúrico, bem como suportar ventos similares a um furacão categoria 5.

Em Júpiter não tem voo, a gravidade é muito forte. O avião poderia começar a uma altitude com pressão similar à atmosférica, e ir acelerando em um voo planado para baixo, até ser esmagado pela pressão.

Em Saturno, a gravidade é um pouco mais fraca na região em que a pressão corresponde a uma atmosfera. Daria para voar mais longe, até o frio ou os ventos fortes obrigarem a nave a descer e ter o mesmo destino que em Júpiter.

Urano é um globo estranho, com ventos fortíssimos e muito frio. É o mais amigável dos gigantes gasosos e provavelmente o Cessna voaria um pouco mais. Mas em um planeta onde todos os lugares são iguais, para que voar mais longe?

Netuno pode ser uma escolha um pouco melhor que Urano. Tem algumas nuvens para você olhar antes de congelar ou ser partido ao meio pela turbulência.

Titã é o último corpo com atmosfera que Munroe testou. Segundo ele, pode ser melhor para voar do que a Terra, já que a atmosfera é mais densa, mas a gravidade é menor. Daria para voar com um Cessna movido a pedal.

Aliás, não seria necessário um Cessna: daria para voar com não mais que um par de asas artificiais – não seria mais cansativo que pedalar. O problema é a temperatura de 72 Kelvin (-201,15 graus Celsius), basicamente a temperatura do nitrogênio líquido.

Você pode ler todo o post de Munroe em What if? (“E se?”, um tipo de blog em que Randall responde à perguntas hipotéticas usando física, toda terça-feira).

Fonte: Gizmodo, What if? via Cesar Grossmann (hypescience.com)   - Via: Aviation News

Piloto trancado fora do cockpit enquanto copiloto dormia lá dentro

By on 31.1.13
A companhia aérea low-cost holandesa Transavia companhia abriu uma investigação depois de um dos seus pilotos ter ficado trancado fora do cockpit em pleno voo, depois de o seu copiloto ter adormecido, disseram hoje as autoridades holandesas.

Imagem ilustrativa

O incidente, que ocorreu num voo Boeing 737 para Creta, na Grécia, em setembro passado, foi tornado público pelo Conselho de Segurança Holandês (OVV) num relatório trimestral publicado no seu site, classificando o incidente de "sério". 

"Depois de duas horas e meia no ar, o capitão do avião holandês deixou o cockpit para ir ao banheiro", informou o OVV, acrescentando que, "um pouco mais tarde, ele queria voltar para o cockpit. Quando usou o intercomunicador para pedir ao primeiro oficial para abrir a porta, não obteve reação. 

"Quando conseguiu entrar no cockpit, encontrou o primeiro oficial adormecido", disse o OVV, acrescentando que a Transavia estava investigando o incidente. O OVV adiantou que vai decidir que medidas tomar depois de receber o relatório da Transavia.

Fonte: Diário Digital (Portugal) - Imagem: Reprodução - Via Aviation News

USAF & o programa T-X

By on 31.1.13
A Força Aérea dos EUA, apesar da incerteza do financiamento de uma série de programas militares, vai realizar a competição T-X para adquirir até 2014 as 350 novas aeronaves de treinamento avançado. No mesmo ano, deve ser anunciada a empresa fornecedora e assinado um contrato para a entrega do primeiro lote de novas aeronaves. Anteriormente, a Força Aérea dos EUA havia planejado lançar um concurso para o fornecimento de novos aviões de treinamento para o ano fiscal de 2012 (encerrado no dia 30 de setembro do ano passado), mas não conseguiu obter o financiamento para o projeto. A razão para isso foi a redução em grande escala do orçamento de defesa dos EUA, que começou em 2012.
 
Os militares pretendem substituir os antigos jatos T-38 Talon com as novas aeronaves. Os jatos T-38 Talon estão em serviço desde 1959, e todos devem ser retirados de operação até 2020, devido ao fim da vida útil das células. Conforme relatado pela publicação Defense News, o presidente da empresa norte americana General Dynamics C4 Systems, Chris Marzili, o financiamento para o projeto T-X já está incluído por enquanto no orçamento militar do ano fiscal de 2013, mas poderá ser reduzido pelo Congresso dos EUA. De acordo com uma versão preliminar de um documento, a prontidão operacional inicial das novas aeronaves de treinamento deve ser alcançada em 2020. Assim, os militares possuem um prazo de dois a três anos – o prazo para a declarar o vencedor do concurso deve ocorrer até o período 2017-2018.

Em outubro de 2012 a Força Aérea dos EUA anunciou os requisitos básicos para um novo jato de treinamento. Um dos requisitos principais do T-X foi o baixo custo de manutenção e de operação, que não deve ultrapassar os US$ 35,5 bilhões num prazo de 20 anos, pelos preços atuais, período esse quando a última aeronave será retirada de operação. Além disso, os militares apresentaram rigorosos requisitos para o T-X em termos de parâmetros de simulação, armamentos, manobrabilidade, e de característica em voo. Até o momento, o interesse no possível concurso T-X foi mostrado pelas empresas norte-americanas Lockheed Martin, Boeing e General Dynamics, e pela britânica BAE Systems. A Lockheed, em parceria com a sul coreana KAI oferece os existentes jatos militares T-50 Golden Eagle. A BAE Systems oferece seu jato de treinamento avançado (AJT) Hawk. A General Dynamics, em parceria com a Alenia Aermacchi da Itália, oferece o T-100, uma versão baseada no treinador M-346 Master. A Boeing pretende projetar uma aeronave de treinamento a partir do zero.
 
Fonte: Cavok - Via: V a e V i c t i s

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Há 80 anos Hitler assumia o poder na Alemanha

By on 30.1.13
Em 30 de janeiro de 1933, o então presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler como chanceler da Alemanha. Poucos tinham ideia da dimensão desse fato. Propaganda nazista encenou o acontecimento como uma "tomada de poder".
Cenas sombrias ocorreram no Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, em Berlim. Já há horas, o chefe da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, vinha posicionando homens da tropa de assalto de Hitler próximo ao local. Mais de 20 mil membros da chamada SA (Sturmabteilung), a tropa de choque do Partido Nazista, haviam chegado durante a noite.
O início estava marcado para as 19h. Tochas foram acesas, batalhões da SA desfilavam pelo Portão de Brandemburgo. Poucas horas antes, Adolf Hitler havia alcançado seu grande objetivo: ser nomeado chanceler pelo então presidente alemão Paul von Hindenburg.

Um grande baile a fantasia
O recém-empossado chanceler alemão foi festejado por seus seguidores. De uma janela da então Chancelaria, Hilter cumprimentou os espectadores presentes. Goebbels havia planejado um gigantesco espetáculo. Ele pretendia encenar de forma dramática esse novo capítulo da Alemanha: aquela deveria ser "a noite do grande milagre". Ele havia planejado algo especial. Uma espécie de fita de fogo formada por portadores de tochas devia atravessar a cidade.
Goebbels queria criar imagens monumentais, ideais para impressionar os espectadores no cinema, já que era ali que os noticiários eram transmitidos na época. Mas os transeuntes passeavam distraídos para lá e para cá entre as formações da SA e impediram as gravações desejadas.
Goebbels ficou desapontado e reencenou as imagens mais tarde. O famoso pintor alemão de origem judaica, Max Liebermann, já tinha visto o bastante. Para o desfile de tochas dos homens da SA na frente de sua casa, o pintor escolheu palavras dramáticas: "Eu nunca conseguiria comer tanto para tudo o que gostaria de vomitar."

Como Hitler foi possível

A história da ascensão de Adolf Hitler (ao Lado) está intimamente ligada ao declínio da República de Weimar. Desde o surgimento em 1918, ela sofria de defeitos congênitos irreparáveis – era uma democracia sem democratas. Boa parte da população rejeitava a jovem República, sobretudo a elite econômica, funcionários públicos e até mesmo políticos.
Tentativas de golpe pela direita e pela esquerda sacudiram o país. Nos primeiros cinco anos da República de Weimar, assassinatos espetaculares chocaram o país. Entre outros, as mortes dos comunistas Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht, bem como o assassinato do ministro do Exterior Walther Rathenau, de origem judaica. Os criminosos provinham da ala de extrema direita.
A política da República de Weimar foi marcada pela total instabilidade. Nos 14 anos de sua existência, ela presenciou 21 diferentes governos. Entre os 17 partidos do Parlamento, encontrava-se uma série de inimigos declarados da Constituição. Com cada nova crise política e econômica, os eleitores perdiam mais e mais a confiança nos partidos democráticos.
Enquanto isso, o extremismo político vivenciava um grande crescimento. Os nazistas, pelo lado da direita, e os comunistas, pela esquerda, ganhavam cada vez mais adeptos. Por volta de 1930, a Alemanha estava à beira de uma guerra civil. Nazistas e comunistas travavam batalhas de rua. A crise econômica de 1929 piorou ainda mais a situação. Em junho de 1932, o número oficial de desempregados no país somava 5,6 milhões de pessoas.
O desejo por um líder forte
Em tal situação, muitos alemães ansiavam por um nome forte à frente do governo, alguém que pudesse tirar o país da crise. O presidente Paul von Hindenburg (ao lado) era uma dessas pessoas, para muitos, ele era uma espécie de substituto do imperador. De fato, segundo a Constituição de Weimar, o presidente do país era a instância política central. O cargo detinha uma imensa esfera de poder.
O presidente podia dissolver o Parlamento e outorgar leis por decretos emergenciais, algo que cabe normalmente a qualquer Parlamento. Hindenburg fez uso, diversas vezes, da possibilidade de governar contornando o Legislativo. No entanto, Hindenburg não tinha como cumprir o papel de salvar a Alemanha da miséria, pois já estava com 85 anos no início de 1933.
Após diversas trocas de governo, Hindenburg pretendia, na ocasião, instalar um governo estável chefiado pelos conservadores nacionalistas de direita. A princípio, ele era cético quanto à nomeação de Adolf Hitler para chefe de governo. Durante muito tempo, Hindenburg ironizou Hitler, chamando-o de "soldado raso da Boêmia" – uma alusão ao fato de que ele, Hindenburg, era um condecorado marechal de campo da Primeira Guerra Mundial, e Hitler, apenas um soldado comum.
Mas Hindenburg mudou de opinião. Pessoas próximas a ele lhe asseguraram que manteriam Hitler sob controle. Alfred Hugenberg, líder do Partido Popular Nacional Alemão, declarou: "Nós iremos enquadrar Hitler." Tinha-se um grande senso de segurança, também porque somente dois ministérios foram oferecidos aos nazistas no novo gabinete de governo. Por outro lado, Hitler e seus seguidores passaram a se apresentar propositalmente de forma moderada e a evitar alaridos.
Princípio do fim
De fato, no dia 30 de janeiro de 1933, um sonho se tornou realidade para Hitler e sua comitiva. Com alegria, Goebbels confidenciou ao seu diário: "Hitler é chanceler. Como um conto de fadas!" Na mais completa ignorância sobre Hitler e suas intenções, nomeou-se o "coveiro" da República para chanceler. Mas Hitler já havia apresentado seus planos no livro Mein Kampf. Ele escreveu que os judeus seriam "removidos" e um novo "habitat" seria conquistado "pela espada".
O dia 30 de janeiro de 1933 entrou para a história como o dia da "tomada de poder", conceito na verdade inventado pela propaganda nazista, pois a nomeação de Hitler – e essa é a verdadeira ironia da história – aconteceu de forma constitucional. Após a tomada de posse, Hindenburg falou as seguintes palavras: "E agora, meus senhores, para frente com a ajuda de Deus!"
Hindenburg não teve de presenciar que o caminho de Hitler levaria na verdade ao Holocausto e à Segunda Guerra Mundial. Ele morreu em 1934. E logo Hitler mostrava quão ingênua foi a crença de que ele poderia ser controlado e neutralizado. Pouco depois de ser empossado como chefe de governo, começou em todo o país o terror das tropas de assalto da SA.
Comunistas, social-democratas e sindicalistas foram perseguidos. Em pouco tempo os primeiros campos de concentração foram instalados. Ali, os membros da SA torturavam suas vítimas, que iriam incluir, pouco tempo depois, judeus e outras pessoas consideradas indesejáveis pelos nazistas. Hitler precisou somente de poucos meses para embaralhar a República de Weimar e instalar sua ditadura.
Autor: Marc von Lübke (ca)
Revisão: Francis França

Fonte: DW.DE

Stanislav Petrov: O Oficial Sovietico que evitou guerra nuclear em 1983

By on 30.1.13

http://3.bp.blogspot.com/_1ZeKunNIHRc/SEQ1K31BIzI/AAAAAAAAAOk/QjIy943ovus/s400/news_stanislav_petrov.jpgO russo Stanislav Petrov recebeu o Prémio Internacional Dresden, atribuído anualmente a personalidades cujo trabalho tenha evitado um conflito militar ou para cessar a violência. Stanislav Petrov, ex-oficial soviético, impediu que em 1983 estourasse uma guerra nuclear.
Stanislav Petrov era responsável nos anos 1980 pelo sistema de prevenção de ataques balísticos contra a URSS. Na noite de 26 de Setembro de 1983 estava de plantão no posto de comando nuclear Serpukhov-15, a 100 quilómetros de Moscovo, quando, inesperadamente, soou o sinal de alarme e no radar surgiram cinco mísseis americanos com dez ogivas nucleares cada um, voando em direcção à União Soviética.
Não havia tempo para reflectir. Segundo as instruções, o oficial devia informar com urgência os dirigentes do país para sancionarem um ataque de resposta. Mas cinco mísseis lançados de um ponto é muito pouco para começar uma guerra nuclear e Petrov seguiu o bom senso. O oficial decidiu ouvir a sua intuição: tendo consciência de toda a responsabilidade que assumiu, não reagiu ao sinal de alarme.
Eis como Stanislav Petrov se lembra disto hoje: “A história é simples. Certa vez eu estava de serviço quando soou a sirene. Tinha de resolver uma questão: o alarme era verdadeiro ou falso? Foi difícil. Até agora sinto as pernas tremer. Foi horrível. Mas era o meu trabalho”.
Petrov tinha razão. Como se verificou posteriormente, o sistema de alarme estava com defeito. A causa era uma avaria nos detectores do satélite pela luz do Sol, reflectida a partir das nuvens. Posteriormente foram feitas mudanças no sistema que permitiram evitar tais situações.  A informação sobre o que ocorreu tornou-se secreta. O público só veio a saber das acções de Petrov, que impediram um conflito nuclear real entre a URSS e os EUA, em 1998.
Em 2006, na sede da ONU em Nova Iorque, o tenente-coronel soviético na reserva recebeu da organização social internacional Associação de Cidadãos do Mundo uma estatueta de cristal, uma mão a segurar o globo terrestre com a inscrição “Ao homem que impediu uma guerra nuclear”.
Hoje Stanislav Petrov é um cidadão modesto e pouco falador. Não gosta de se lembrar do acontecimento e não vê nada de grandioso no seu acto: “não fiz nada de heróico, simplesmente fiz o meu trabalho. É tudo”.

A cerimónia solene de entrega do Prémio Dresden, no valor de 25 mil euros, vai ser no dia 17 de Fevereiro de 2013. Antes, o antigo presidente da URSS, Milkhail Gorbatchov, já o tinha distinguido pela sua contribuição no processo de desarmamento nuclear. 


Saiba Mais

Stanislav Petrov (nascido em 1939) é um coronel reformado do Exército Vermelho que, em 26 de setembro de 1983, evitou uma potencial guerra nuclear ao se recusar a aceitar que mísseis estadunidenses tinham sido lançados contra a URSS, apesar da indicação dada pelo sistema de alerta computadorizado. Os alertas do computador soviético mais tarde se revelaram errados, e Petrov ficou como a pessoa que evitou a Terceira Guerra Mundial e a devastação de boa parte da Terra por armas nucleares. Por causa do sigilo militar e de diferenças políticas e internacionais, os atos de Petrov foram mantidos em segredo até 1998.

 

O incidente de 1983

O Tenente-Coronel Stanislav Petrov era o oficial do dia no bunker Serpukhov-15 perto de Moscovo no dia 26 de setembro de 1983, época da Guerra Fria. Apenas três semanas e meia antes, os soviéticos haviam derrubado um avião Boeing 747 sul-coreano, matando 269 abordo. A responsabilidade do Tenente-Coronel Petrov era observar a rede de alerta preventivo por satélites e notificar seus superiores sobre qualquer possível ataque com míssil nuclear contra a URSS. Caso isto ocorresse, a estratégia da União Soviética era lançar imediatamente um contra-ataque nuclear maciço contra os Estados Unidos, como previsto pela doutrina da Destruição Mútua Assegurada.
Pouco após a meia-noite, os computadores do bunker indicaram que um míssil estadunidense se movia em direção à União Soviética. O Tenente-Coronel Petrov deduziu que havia ocorrido um erro do computador, já que os Estados Unidos não lançariam apenas um míssil se estivessem atacando a União Soviética, e sim vários ao mesmo tempo. Além disso, a confiabilidade do sistema por satélite havia sido questionada anteriormente. Por isso, ele considerou o alerta como alarme falso, concluindo que de fato não havia míssil lançado pelos EUA.
Pouco tempo depois, os computadores indicavam que um segundo míssil tinha sido lançado, a seguir dum terceiro, um quarto e um quinto. Petrov ainda acreditava que o sistema computadorizado estava errado, mas não tinha mais outras fontes de informação para poder confirmar as suas suspeitas. O radar terrestre da União Soviética não tinha capacidade para detectar mísseis além do horizonte, então quando o radar terrestre pudesse positivamente identificar a ameaça, seria tarde demais.
Percebendo que se ele estivesse equivocado, mísseis nucleares logo estariam a chover sobre a URSS, Petrov decidiu confiar na sua intuição e declarou as indicações do sistema como alarme falso. Após um breve momento, ficou claro que seu instinto estava certo. A crise fez nele grande pressão e muito nervosismo, mas o juízo de Petrov foi correto. Uma guerra nuclear de escala total tinha sido evitada.
Não estava agendado para Petrov estar de guarda aquela noite. Não estivesse ele lá, seria possível que um outro oficial no comando tivesse feito a decisão contrária.

Conseqüências

Apesar de ter prevenido um potencial desastre nuclear, Petrov desobedecera ordens e desafiara o protocolo militar. Mais tarde, ele sofreu intenso questionamento pelos seus superiores sobre a sua atitude durante a prova de fogo, o resultado disso foi que ele não mais foi considerado um oficial militar confiável.
O exército Soviético não puniu Petrov pelas suas ações, mas não reconheceu ou honrou-lo também. Suas ações haviam revelado imperfeições no sistema militar Soviético o que deixou seus superiores em maus lençóis. Foi-lhe feita uma reprimenda, oficialmente pelo arquivamento improprio de papelada de trabalho, e sua, uma vez promissora, carreira chegou ao fim. Ele foi recolocado para um posto menos sensível e por fim retirado do serviço militar.
Petrov continuou vivendo na Rússia como pensionista, passando sua aposentadoria em pobreza, na cidade de Fryazino. Ele disse que não se considera um herói pelo que fez naquele dia, mas mesmo assim, em 21 de Maio de 2004, uma associação californiana, chamada Association of World Citizens, deu ao Coronel Petrov seu prêmio World Citizen Award, junto com um troféu e US$ 1.000,00 em reconhecimento ao papel exercido ao evitar a catástrofe.
Menos de dois meses após o evento de Setembro de 1983, a ABC, rede de TV norte americana. televisionou o controverso filme The Day After. O drama de ficção trata de uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética e que efeitos isto teria em famílias vivendo numa típica cidade americana. Hoje em dia, acontecimanentos envolvendo Petrov permanecem desconhecidos ao público americano. A maioria das pessoas pensa (incorretamente) que a Crise dos Mísseis de Cuba, vinte anos antes, foi o evento mais recente que poderia ter eclodido numa guerra nuclear.

Texto adicional do Wikipédia

Mali. 330 soldados britânicos enviados para apoiar forças francesas

By on 30.1.13
O Reino Unido vai apoiar o esforço das forças francesas para travar o avanço dos radicas islâmicos na África ocidental, através do envio de 330 soldados para o Mali e países vizinhos. A informação chegou ontem do número 10 de Downing Street, num comunicado que adianta ainda que parte desta força – cerca de 40 – são instrutores militares que irão apoiar a formação de soldados no Mali, enquanto outros 200 soldados britânicos serão destacados para os países africanos vizinhos.
Também ontem, os líderes africanos e as autoridades internacionais prometeram centenas de milhões de dólares de apoio ao Mali. A reunião decorreu na Etiópia, no âmbito de uma conferência com vista a angariar fundos para financiar as operações militares contra os grupos rebeldes que em Abril do ano passado assumiram o controlo da antiga colónia francesa.
Cerca de 600 milhões de dólares (quase 445 milhões de euros) foram já garantidos, incluindo mais de 120 milhões do Japão e 96 milhões de dólares dos EUA. A conferência aconteceu um dia depois de as forças francesas terem recuperado a antiga cidade de Tombuctu sem encontrarem qualquer resistência. Depois de, no sábado, terem retomado a maior cidade no Norte do Mali, Gao, as tropas francesas deverão agora ter as atenções focadas no último bastião rebelde, Kidal.
A conferência de Addis Abeba reuniu os líderes e as autoridades africanas e representantes tanto das Nações Unidas como da União Europeia e da China. Não foi para já definido qualquer tecto para o montante que a conferência deverá angariar, mas alguns diplomatas sugeriram que pelo menos 700 milhões de dólares serão necessários para a missão internacional (liderada pelos países africanos) de apoio ao Mali e para reforçar as tropas do país, sem contar com os avultados custos do apoio humanitário.
A falta de fundos e de recursos logísticos está a atrasar os esforços das tropas africanas para apoiarem o exército maliano. Até ao momento, apenas 2 mil soldados foram enviados para o país, com a parte mais significativa do esforço de guerra suportado pelos 2500 soldados franceses. A França iniciou no dia 11 de Janeiro a sua ofensiva no Mali contra aqueles grupos rebeldes, que mantêm ligações à Al-Qaeda.
O presidente do Mali, Dioncounda Traore, agradeceu a “toda a comunidade internacional” a ajuda ao país e lançou ainda um apelo ao mundo muçulmano para apoiar os actuais esforços, demonstrando que “o islão, na sua verdadeira dimensão, não se deixa usar para encobrir acções de terrorismo e crime organizado”.
Durante o dia de ontem, as tropas francesas e malianas consolidaram as suas posições em Tombuctu – Património Mundial da UNESCO. Depois de quase um ano de ocupação pelos islamitas, mais de metade da população abandonou o coração cultural do Mali e algumas das suas famosas bibliotecas e santuários foram incendiados pelos rebeldes quando se viram obrigados a fugir da cidade. Não se sabe ainda o que ardeu, mas ter-se-ão perdido valiosos manuscritos históricos.

Fonte: Ionline

Boeing sabia de problemas anteriores com aviões 787, diz NYT

By on 30.1.13
Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos ordenou, há duas semanas, a suspensão de todos os voos do Boeing 787 Dreamliner. A medida foi uma resposta ao segundo caso, em 15 dias, de mau funcionamento da bateria no moderno jato da fabricante norte-americana. Segundo matéria publicada na versão online do jornal The New York Times nesta quarta-feira (30/01), no entanto, mesmo antes dos dois incidentes, as baterias de íon-lítio usadas nas aeronaves já haviam enfrentado vários problemas que levantavam questões sobre a sua confiabilidade
.
Segundo a publicação, a Boeing estava ciente dos problemas meses antes dos incidentes que resultaram em pousos de emergência e levaram empresas a cancelarem todos os voos do modelo 787 neste mês. A ação de emergência da FAA foi um movimento na aviação comercial que não é visto nos EUA desde 1979 e gerou crise em torno da gigante aeroespacial.
Duas das principais companhias aéreas do Japão disseram hoje, que haviam substituído uma série de baterias em seus modelos Dreamliner antes do cancelamento mundial dos voos. Uma porta-voz da All Nippon Airways afirmou que as baterias em 10 aviões de sua frota foram substituídas, enquanto um representante da Japan Airlines afirmou que "algumas" precisavam ser trocadas.
Em cinco das 10 substituições, a All Nippon Airlines afirmou que a bateria principal havia mostrado uma carga inesperadamente baixa. Uma queda inesperada de energia na bateria principal de um 787 também ocorreu no voo da companhia que precisou fazer um pouso de emergência no dia 16 de janeiro, no Japão.
A companhia aérea disse que havia relatado à Boeing sobre as substituições assim que elas ocorreram, mas não foi obrigada a comunicar o caso aos reguladores de segurança porque não foram consideradas questões de segurança e não houve atraso de voos ou cancelamentos. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes afirmou ontem que as trocas passaram a fazer parte de sua investigação.
A Boeing, que tem sede em Chicago, tem dito repetidamente que quaisquer problemas com as baterias podem ser contidos, sem ameaçar os aviões e seus passageiros. O balanço da empresa será divulgado nesta quarta-feira às 10h30 (de Brasília).

Fonte: Epoca
 

Britânicos sugerem ajuda da França em caso de invasão das Malvinas

By on 30.1.13
http://3.bp.blogspot.com/-fZTFf7CtpQ0/UPPsbEzcSMI/AAAAAAAAb9o/rd3hu-sCbi4/s1600/Malvinas-30-anos-despues2.jpg
A França deveria apoiar a Grã-Bretanha no caso da Argentina "voltar a invadir" as Ilhas Malvinas, e desta forma "devolver o favor" a Londres pelo apoio militar na ofensiva contra milícias islâmicas no Mali, segundo alguns parlamentares britânicos.    Os legisladores pela circunscrição inglesa de Bolton, David Crausby, e de Bromley, Jean Stroud-Mort, indicaram que Londres deveria pedir assistência ao governo francês no caso de um novo conflito militar no Atlântico Sul, após a Guerra das Malvinas há 30 anos.    
Os dois funcionários do governo fizeram as declarações na Câmara dos Comuns, em Londres.    
Stroud-Mort disse que tem um vínculo pessoal com as Malvinas, já que ficou viúva de seu marido John Stroud, morto aos 20 anos nas Malvinas na guerra ocorrida em 1982.    
A Royal Air Force (RAF) está oferecendo atualmente apoio logístico à França para sua campanha terrestre contra rebeles muçulmanos no Mali.    
As declarações foram feitas dias depois que a presidente Argentina, Cristina Kirchner, enviou uma carta aberta publicada nos jornais ingleses The Guardian e The Independent, na qual incitou o Reino Unido a realizar negociações que devolvam as Ilhas Malvinas.

Fonte: JB

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