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sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Japão cria aliança para dissuadir China

By on 22.2.13

Segundo a mídia local, o governo japonês aprovou uma decisão que prevê doar vários navios-patrulha às Filipinas. As embarcações, as quais custam cada uma cerca de 11 milhões de dólares, terão como missão monitorar as atividades da China em águas do mar da China Meridional.

Observadores apontam a urgência com que o governo nipônico decidiu incluir o custo de navios-patrulha no Orçamento do Estado para o ano em curso, o que sugere que Tóquio está muito preocupado com a evolução do litígio territorial com a China.
Ante o agravamento, nos últimos meses, da disputa sobre as ilhas Diaoyu (Senkaku), o Japão toma medidas com vista a reforçar suas posições na área das ilhas. Dentro da estrutura da Guarda Costeira está sendo criada uma unidade especial permanente responsável pela defesa das ilhas do mar da China Oriental, consideradas por Pequim territórios chineses ilegalmente ocupados. Já no exercício corrente, Tóquio programa encomendar para o novo destacamento seis navios-patrulha de mil toneladas de deslocamento cada um. Além disso, nos próximos meses, serão modernizados dois patrulheiros de grande porte já disponíveis.
Ao mesmo tempo, o Japão está procurando aliados. Os passos no sentido de reforçar a cooperação defensiva com seu aliado tradicional, Estados Unidos, o Japão combina com desenvolvimento de relações com vizinhos, especialmente aqueles que também estão preocupados com o incremento do poder naval da China.
Em janeiro deste ano, durante uma visita a Manila, o ministro das Relações Exteriores do Japão, Fumio Kishida, em várias ocasiões enfatizou que os dois países têm um interesse comum no fomento da segurança regional da Ásia-Pacífico. É de notar que a segurança marítima foi um dos temas centrais das conversações entre os chanceleres do Japão e das Filipinas. As Filipinas, na opinião de Tóquio, são um aliado natural, pois vêm disputando com a China os direitos sobre as Ilhas Spratly (Nansha) situados no Mar da China Meridional, ressalta Valeri Kistanov, especialista em temas do Japão do Instituto do Extremo Oriente pertenecente à Academia das Ciências da Rússia:
"O Japão pretende criar uma espécie de coalizão para dissuadir a China na Ásia Oriental. Para o efeito, está sendo explorado o fato de a China ter litígios territoriais também com as Filipinas, o Vietnã e a Malásia. O Japão acredita que deve ajudar os referidos países a fazer frente à estratégia de ofensiva marítima da China."
Durante o último período, o Japão vem incrementando a cooperação com o Vietnã, a qual também tem conotações anti-chinesas, assinalou o perito. De acordo com a mídia japonesa, a Guarda Costeira do país planeja promover treinamento para o pessoal vietnamita e filipino engajado no patrulhamento de áreas marinhas. Portanto, a região dos mares da China Oriental e da China Meridional está se convertendo em cenário de aguda confrontação, o que é singularmente perigoso porque até o momento nenhuma das partes envolvidas em disputas territoriais não propôs qualquer plano de resolução do conflito que seja aceitável para outros, ao menos como base da negociação. No entanto, tudo está evoluindo segundo um roteiro que lembra a "guerra fria", em que cada bloco estava empenhado em fortalecer suas posições e recrutar novos aliados.

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