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sexta-feira, março 01, 2013

Brasil dá mais um passo para fabricar submarino nuclear

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Nesta sexta-feira, a presidente Dilma vai a Itaguaí (RJ), para inaugurar a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), que é parte da infra-estrutura industrial de construção e manutenção de submarinos que está sendo implantada pela Marinha do Brasil. Lá estarão o ministro da Defesa, Celso Amorim, o embaixador da França no Brasil, Bruno Delaye, e o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto. A Ufem é parte importante do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que vai capacitar o País a projetar e construir quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. 

http://1.bp.blogspot.com/-I_XkchX9wmY/UKYwiNJULdI/AAAAAAAAHNM/ccSxBCNSQg0/s1600/Prosub-Os-futuros-submarinos-brasileiros.jpgPela Constituição, o Brasil não pode entrar no ramo de armas nucleares. Já conta com usinas nucleares, mas está dando importante passo para poder projetar e montar um submarino com propulsão atômica, e o terá. Não se sabe bem porque, só alguns países podem ter acesso a armas nucleares. Pelo menos, o Brasil será um dos seis membros do clube de nações com tecnologia nuclear para uso pacífico em motores marítimos, o que inclui apenas os cinco países do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia e China. 

Em Itaguaí, há milhares de pessoas trabalhando na construção da base, da Ufem e dos próprios submarinos - com tecnologia da francesa DCNS e participação da brasileira Odebrecht. Já os trabalhos de projeto do motor nuclear serão desenvolvidos pela Marinha, em São Paulo. Os dois primeiros submarinos devem começar a operar em 2017 e ao fim de tudo, o de propulsão nuclear deverá ficar pronto em 2023, para ser incorporado após dois anos de testes, em 2025. Com custo de R$ 7,8 bilhões, o Prosub vai gerar 9 mil empregos diretos e outros 32 mil indiretos. Adicionalmente, na área de construção naval, projeta-se para o período de construção dos submarinos a criação de cerca de 2 mil empregos diretos e 8 mil indiretos permanentes.
Em resumo, o ideal seria não haver armas nucleares no mundo, mas, já que elas existem, não é justo que apenas uns poucos tenham acesso a essa tecnologia. Pelo menos, o Brasil entrará parcialmente no clube atômico. 


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