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sexta-feira, março 22, 2013

Documentos de Thatcher revelam divergências sobre Malvinas

By on 22.3.13
http://3.bp.blogspot.com/-XC4p1OPl2iQ/TzmKUnZnK_I/AAAAAAAAAds/Y3skMts9X8c/s1600/Margaret-Thatcher-1992-Ma-020.jpgDocumentos particulares da ex-primeira ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher, divulgados nesta sexta-feira (data local) revelam as divergências que surgiram no partido conservador britânico após a incursão argentina nas ilhas Malvinas em 1982.

Uma série de notas preparadas por Thatcher durante os dias posteriores à ocupação mostra como os 'tories', que em público mostraram uma imagem de unidade, discutiram entre eles qual era o melhor caminho a seguir.
O Arquivo Margaret Thatcher decidiu publicar hoje manuscritos e fichários que conserva sobre um ano-chave na carreira política da Dama de Ferro.
Neles se reflete como o então jovem secretário de Estado, Ken Clarke, defendia 'fazer explodir alguns navios, mas nada mais', enquanto o deputado Peter Mills advertia que os constituintes não aceitariam respostas mornas: 'Querem sangue', disse.
Além de Clarke, outros cinco parlamentares conservadores advertiam à primeira-ministra nesse mesmo sentido e se mostravam partidários de 'manter a calma'.
Uma nota similar descreve no dia seguinte a posição do 'tory' Stephen Dorrel: 'Só daremos apoio à frota como uma tática de negociação. Se não negociam, deveríamos nos retirar'.
Em outra anotação da então primeira-ministra, se lê sobre o deputado Keith Stainton: 'Tem intenção de atacar o governo. Sua mulher tem grandes interesses nas Malvinas'.
O conflito bélico pela soberania das Malvinas começou no dia 2 de abril de 1982, quando o então general Leopoldo Galtieri, presidente da Junta Militar argentina, ordenou a ocupação das ilhas, reivindicadas por Buenos Aires desde 1833.
No dia seguinte, o Reino Unido começou a enviar seus militares ao arquipélago até reunir 27 mil soldados, que no dia 1º de maio iniciaram os combates.
 A guerra, que causou a morte de 649 militares argentinos, 255 britânicos e três ilhéus, terminou no dia 14 de junho de 1982 com a rendição argentina.
Os papéis de Thatcher refletem o 'caos' no qual mergulhou o partido no governo britânico após a incursão argentina, segundo descreveu Chris Collins, historiador do Arquivo Margaret Thatcher.
'Durante os primeiros dias do conflito houve uma grande confusão e dúvidas sobre como comportar-se, embora, certamente, o partido devia mostrar-se unido na medida do possível', apontou Collins.
O historiador britânico Charles Moore, biógrafo autorizado de Thatcher, assinalou que esses escritos privados são 'um recurso fantástico para todos aqueles interessados em sua carreira como primeira-ministra e na história política recente do país'. 

Fonte: Exame


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