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segunda-feira, julho 22, 2013

Naufrágio de submarino da 2ª Guerra Mundial completa 70 anos em SC

By on 22.7.13
Há 70 anos um submarino alemão foi abatido por um avião americano no Litoral de Santa Catarina. O caso aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, porém, a localização da embarcação só foi descoberta em 2011 por um grupo liderado pelos Schürmann, família de velejadores catarinenses.
A data do naufrágio foi registrada no dia 19 de julho de 1943 e o submarino foi encontrado no dia 14 de julho de 2011, quase 68 anos depois. A localização exata não é revelada por Vilfredo Schürmann, mas, segundo ele, está a 85 km da Ilha de Santa Catarina, a 130m de profundidade. "Fico muito orgulhoso de ter liderado a equipe de 35 pessoas, e ter encontrado o submarino", diz o velejador.
Durante a Batalha do Atlântico foram afundados 10 submarinos alemães em águas brasileiras. O submarino U- 513 foi o primeiro a ser encontrado no mundo, em 2011. O objetivo da Alemanha Nazista era impedir relações comerciais dos aliados, o que, teoricamente, forçaria a rendição dos mesmos.
A curiosidade para a busca da embarcação iniciou durante uma regata da qual Schürmann participava. Um dos tripulantes do barco comentou sobre a existência de alguns submarinos afundados durante a guerra no Oceano Atlântico, durante a chamada 'Batalha do Atlântico', que nunca haviam sido achados e entregou a Schurmann um livro sobre o assunto. Os livros "A Última Viagem do Lobo Cinzento” e “O Tesouro Hebreu”, do jornalista Telmo Fortes, foram a base para iniciar as buscas. "Quando ele me entregou o livro eu disse que era velejador, que não entendia muito de pesquisa, mas fiquei fascinado e resolvi ir atrás", explica Schürmann.
Por meio de pesquisa história, no Arquivo Nacional de Washington, foi possível precisar as datas e os planos de voo dos aviões americanos, o que foi um dos pontos de partida para as buscas. A expedição, feita com o apoio de um barco à vela, o Aysso, é inédita, já que é necessária uma grande estrutura para a localização geográfica, incluindo sonares e equipamentos de alta precisão, que são bastante caros.

O Aysso, barco da família foi adaptado e rebocou um equipamento de detecção sofisticado, utilizado no mundo inteiro na localização de naufrágios e em obras de engenharia costeira. "Fizemos um levantamento de dados massivo, checamos e rechecamos informações, definimos uma área de busca, juntamos uma equipe de arqueólogos, oceanógrafos, biólogos marinhos e engenheiros, todos voluntários, e fizemos 18 saídas no barco da nossa família," diz Vilfredo.
A busca durou dois anos, explica Schürmann. "Tivemos que ser muito cuidadosos para finalmente poder dizer: 'sim, é ele', pois não é todo dia, nem todo mês, nem todo ano, que se encontra um submarino alemão da Segunda Guerra Mundial escondido por quase 70 anos. E 99,9% de probabilidade não eram suficientes para nós. Queríamos ter 100% de certeza".
Diversas imagens detalhadas foram feitas a fim de obter o máximo de detalhes que confirmassem ser o submarino alemão. "Vimos claramente suas hélices, seus lemes, fizemos medições dessas peças e comparamos com desenhos técnicos da planta de construção que conseguimos na Alemanha. Todas as medições conferiam. Imagina a nossa felicidade e o tamanho da comemoração. Foi uma emoção indescritível", conta.
"O U-513 parecia um fantasma, adormecido no fundo do mar e assentado em uma fina camada de areia branca. Foi incrível ver as imagens produzidas pelo ROV (robô)  que se movia lentamente registrando imagens e chegando cada vez mais perto. Nas imagens deu para ver o canhão de 37 mm, por exemplo", comenta.
A história deste submarino, segundo Vilfredo, é bastante curiosa. O lobo solitário, como a embarcação ficou conhecida, era comandada por Friedrich Fritz Guggenberger, um dos sete sobreviventes. O militar, na época em que o submarino foi afundado, era considerado um herói de guerra por ter destruído, em 1941, o porta-aviões inglês Ark Royal.
A história da localização do submarino alemão vai virar um filme. A familia Schurmann produz o documentário com previsão de lançamento em 2014, para contar sobre as buscas e também as curiosidades da embarcação. "O Instituto Kat Schurmann passou os últimos 11 anos pesquisando, entrevistando especialistas e pessoas que estão envolvidas com a história desse submarino no Brasil, na Alemanha e nos Estados Unidos. Acredito que público brasileiro, que gosta de história e de aventuras, vai gostar muito do que estamos preparando", explica Vilfredo.

Fonte: G1






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