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quinta-feira, julho 18, 2013

Os riscos que vêm dos EUA

By on 18.7.13
Os olhares do mundo se voltam hoje e amanhã para os Estados Unidos e para o que o colegiado do Federal Reserve (Fed, o Banco Central do país) vai decidir. O mercado teme que Ben Bernanke, o presidente da instituição, anuncie o fim dos estímulos à economia norte-americana - incentivos equivalentes a injeção de US$ 85 bilhões mensais no país. No Brasil, o impacto dessa decisão, caso ela se confirme, será um maior descontrole dos preços, disparada do dólar frente o real, aumento do endividamento das empresas e queda da bolsa.
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Samy Dana, professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), ponderou que qualquer que seja a decisão do Fed, vai refletir em aumento de preços no Brasil. "O mercado reage a duas coisas: ao fato em si e à sinalização do fato. Aqui, qualquer uma das duas coisas vai gerar mais inflação, porque o dólar continuará se valorizando, e a moeda norte-americana tem muita força sobre os preços", disse. Na avaliação do economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, o mercado está atento ao que será decidido desde 30 de abril, quando Bernanke acenou com a redução dos estímulos. "Se ele tirar ou reduzir esse dinheiro, vai diminuir também a oferta monetária, e a tendência é a maior valorização do dólar", observou. "Todos os países emergentes terão suas moedas desvalorizadas e isso é um movimento normal, que será muito mais intenso no Brasil, porque o país tem mais problemas", argumentou Agostini.

O Brasil é a única grande economia emergente que está em processo de elevação dos juros básicos (Selic). O Banco Central brasileiro, na última reunião do Comitê de Política Monetária

(Copom), aumentou a taxa de 7,50% ao ano para 8%. A tendência, de acordo com especialistas, é de que esse processo continue até os 9%. Para Agostini, há dúvidas de que o governo seja capaz de realizar um superavit primário (economia para pagar os juros da dívida) sem descontos, a inflação está no teto da meta, e ainda há ingerência política em empresas, como na Petrobras e Eletrobras. "Isso coloca o país em situação de desigualdade para encarar a volatilidade no mercado", explicou Agostini.

Consenso

A valorização do dólar frente o real, segundo economistas, piora as condições das contas externas. Isso porque as exportações não têm crescido, e o número de empresas endividadas na moeda é elevado. O mercado, entretanto, não acredita que o Fed vá reduzir, nesta semana, os estímulos. Não há consenso, de acordo com Agostini, entre os integrantes da instituição. Alguns acham que o incentivo deveria ter sido cortado há mais tempo, mas a maioria quer esperar uma melhora mais efetiva da economia.

O economista-chefe do HSBC nos Estados Unidos, Kevin Logan, espera que o comitê mantenha os estímulos. Ele alertou, contudo, que será a oportunidade de o Fed esclarecer as declarações do chairman. Em afirmações recentes, Bernanke sinalizou que o programa Quantitativie Easing (QE), que tem injetado bilhões na economia desde o estouro da crise financeira, em 2008, poderá ser reduzido.

Fonte: Simone Kafruni, Correio Braziliense - Via Cenário MT

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