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sexta-feira, setembro 20, 2013

Chanceler argentino diz que adiamento de visita de Dilma aos EUA "refletiu sentimento da região"

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O chanceler argentino, Héctor Timerman, elogiou nesta quinta-feira (19) a decisão da presidente Dilma Rousseff de adiar viagem prevista aos EUA em reação às denúncias de espionagem americana.
As declarações foram feitas após encontro com o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo Machado, em Buenos Aires. Trata-se da primeira viagem bilateral de Figueiredo desde que assumiu o cargo, em 28 de agosto. 
Documentos secretos vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden mostram que a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) teria monitorado conversas entre a presidente brasileira e seus principais assessores, além de atividades da Petrobras.
Após cobrar explicações do governo americano e considerar que as respostas foram insuficientes, Dilma acabou anunciando na última terça-feira o adiamento da visita, prevista para 23 de outubro.
Segundo Figueiredo, o ministro argentino elogiou muito posição de Dilma e afirmou que "o Brasil refletiu o sentimento de toda a região. Foi uma das mensagens mais importantes da América Latina para o mundo nos últimos anos". 
No encontro, ambos os países sinalizaram que, na Assembleia das Nações Unidas, semana que vem em Nova York, demonstrarão uma posição comum quanto à polêmica despertada pelas denúncias de espionagem do governo americano no Brasil. A tendência, de acordo com o apoio diplomático recebido da região pelo Itamaraty, é de um posicionamento unido e coerente sobre o tema, sem dissonâncias.
Seguindo a tradição diplomática, o discurso de abertura da assembleia ficará a cargo do Brasil. A presidente Dilma já havia sinalizado que seu discurso trataria da espionagem americana e da necessidade da "neutralidade da internet".
Ambos os ministros ressaltaram a necessidade de coordenar não apenas posições, como ações em relação às denúncias de espionagem.
 
Nota conjunta divulgada após o encontro disse que "os chanceleres defenderam a necessidade de coordenar posições e realizar ações conjuntas diante das atividades de espionagem dos EUA na região e de avançar no desenvolvimento de ferramentas de defesa cibernética que protejam as comunicações e o armazenamento de informações estratégicas".
Do UOL

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