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sexta-feira, dezembro 20, 2013

Frota da Força Aérea Brasileira poderá ser ampliada para mais 100 caças

By on 20.12.13
O reforço da frota da Força Aérea Brasileira (FAB) não deve se limitar a compra de 36 caças Gripen NG, da empresa sueca Saab, por US$ 4,5 bilhões, conforme anunciado anteontem pelo ministro da Defesa, Celso Amorim. O plano do ministério prevê a aquisição de mais 100 caças nos próximos anos e, segundo informou ao GLOBO um militar da Defesa, a preferência será da Saab, vencedora da disputa pelas unidades que devem ser entregues até 2028.

O negócio dependerá, no entanto, do desenvolvimento do acordo relacionado estritamente ao lote de 36 unidades, cujo primeiro avião deve ser entregue em 2018. E, obviamente, da disponibilidade de caixa para ações militares. Hoje, por exemplo, enquanto o governo comemora o que classifica de grande realização, a FAB convive com alguns problemas básicos. Em recente audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, representantes da Aeronáutica traçaram um quadro dramático do sistema de defesa do país.

Das 624 aeronaves da FAB, 346 delas estavam paradas para manutenção. Ou seja, 55% da frota estava fora de serviço.

— O que foi dito é que faltava recursos até para abastecimento. Isso não é normal — disse o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores.


Orçamento pela metade

E, apesar dos novos desafios que se apresentam, o orçamento da área militar não deve sofrer grandes alterações em 2014. Enquanto a FAB contabiliza a necessidade de R$ 8,8 bilhões para despesas que excluem o pagamento de servidores, o valor disponível é de R$ 4,8 bilhões.

Para Ferraço, a compra do lote de 36 caças só foi possível porque a Saab ofereceu como vantagem o financiamento do negócio. O governo brasileiro só vai começar a pagar pelo primeiro caça depois de receber a trigésima sexta unidade.

O deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, acredita que a Saab facilitou o negócio porque está de olho no mercado da América do Sul. Segundo ele, a partir da produção dos Gripen NG no Brasil, a Saab poderá ampliar seus negócios para outros países da região. O Brasil se tornaria uma referência positiva para a empresa.

Vencedora de uma das mais acirradas disputas da indústria militar, a Saab tem pressa em dar sequência as negociações. Na próxima semana, representantes da empresa devem chegar ao Brasil para começar a alinhavar com uma comissão da Defesa os detalhes do contrato da compra dos 36 primeiros caças. A partir daí, é que se definirá as obrigações para a tão almejada transferência de tecnologia.

Caça dos anos 70 vai operar

O governo decidiu comprar os caças Gripen NG no momento em que a frota de Mirage 2000 está para ser desativada. Os Gripen só devem começar a voar em cinco anos. Mas o ministro Celso Amorim afirma que, ainda assim, o espaço aéreo brasileiro está devidamente protegido. Para suprir a falta imediata dos Mirage, a Defesa deverá recorrer a 45 caças F-5, produzidos nos anos de 1970 e que passaram recentemente por processo de modernização. A FAB contaria ainda com mais 11 outros F-5, que também serão reformados. Se for necessário, a Saab deverá emprestar ao país caças C/D, as versões atuais do Gripen.

— Nós não estaremos desprotegidos. Ganharemos reforço significativo com a compra dos novos caças. Mas, até lá, há a possibilidade do uso dos F-5 e dos caças C e D da Gripen — disse Amorim.

Gripen Brasileiro será montado na Embraer, diz FAB

By on 20.12.13
 A FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou que a Embraer será a empresa na qual o caça sueco Gripen será montado no país, a partir do momento em que sua linha de produção brasileira estiver estabelecida.
"A gente vai ter o domínio do conhecimento necessário para fazer integrações [de sistemas do avião]", afirma o brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, gerente do projeto na FAB e responsável pelo contrato com a Saab que foi anunciado anteontem.
O governo vai comprar, por US$ 4,5 bilhões (R$ 10,5 bilhões), 36 unidades do avião. O contrato deve ser assinado até dezembro de 2014. Os primeiros aviões chegam em 2016. A previsão é que a partir da quinta aeronave, todas sejam montadas no Brasil.
Apesar de ser a escolha natural, visto que a Embraer é a maior empresa aeronáutica brasileira, havia especulações sobre o papel que as instalações da Saab em São Bernardo do Campo teriam no processo, devido ao lobby do prefeito Luiz Marinho (PT).
Ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marinho sonha com um polo aeroespacial no ABC paulista, semelhante ao existente ao redor da sede da Embraer, em São José dos Campos (SP). 
 Isso dificilmente deverá acontecer, e a fábrica prevista de US$ 150 milhões na cidade fará parte das asas do avião, que serão enviadas para montagem provavelmente na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP).
O processo condiz com a prática da Saab. O modelo atual do Gripen, a versão C/D, tem suas partes principais fornecidas por não menos que seis países. Um deles, a África do Sul, entrou na jogada por ter comprado 26 caças.
O caso brasileiro é inédito para os suecos, já que a linha sairá da gelada Linköping (pronuncia-se "linchôpin"). A nacionalização será progressiva, a depender da capacidade de absorção da indústria nacional, e está prevista em 40% do avião todo em sua última unidade entregue.
A responsável por essa montagem será a Akaer, empresa de São José que há quatro anos teve 15% comprados pela Saab. A empresa prevê a criação de 1.800 empregos, num universo de 25 mil da indústria aeronáutica local.
Nas derradeiras unidades, há a expectativa que partes sofisticadas, como controles digitais do avião, sejam da AEL (empresa gaúcha controlada pela israelense Elbit).
Mais importante, o plano é que todo o conhecimento de integração de sistemas tenha sido repassado para o Brasil. Isso começa com um "rig", espécie de simulador de todos os componentes digitais e eletrônicos do avião, que capacitará técnicos da FAB e da Embraer a fazer suas próprias programações.

Do UOL

quinta-feira, dezembro 19, 2013

Brasil deve adiantar a operação do Gripen para 2014 com contrato de leasing!

By on 19.12.13
O Brasil vai pedir à empresa sueca Saab, fornecedora dos futuros caças da FAB, que sejam fornecidos alguns aviões enquanto os novos modelos não chegam.
O "tampão" seria um Gripen da geração atual, o modelo C/D. O Brasil anunciou ontem que irá comprar, por US$ 4,5 bilhões, 36 Gripen NG, a nova geração do avião.

O problema é que os aviões só começam a chegar, se o contrato for assinado até o fim de 2014, em algum momento de 2016. Enquanto isso, o Brasil só terá à sua disposição para defesa aérea antigos caças F-5 modernizados, já que os Mirage-2000 em uso hoje serão desativados no dia 31.
Os Mirage, 12 ao total, já eram uma solução provisória encontrada pela FAB em 2005, quando foram aposentados os antigos Mirage-IIIEBR, com mais de 30 anos de uso. Usados, tiveram sua vida útil esticada ao máximo.
Em 2005, os suecos chegaram a oferecer Gripens usados como "tampão", então a expectativa é de que o pedido do Brasil seja aceito.
Os F-5 terão de ser remanejados para Anápolis, onde fica o GDA (Grupo de Defesa Aérea), responsável por proteger Brasília de ameaças.
O contingente que ficará na cidade goiana será mínimo: seis pilotos, um major e cinco capitães, para manter a unidade e cumprir horas de voo nos F-5.
Hoje há 46 desses aviões, que foram modernizados pela Embraer e contam com computadores atuais, mas não foram desenhados como interceptadores, e sim aviões para combate aéreo.
O próximo caça da FAB terá a missão de unificar as capacidades dos modelos existentes hoje. Ou seja, fazer interceptação como os Mirage, combate tático como os F-5 e ataque a solo como os AMX.
Em teoria, a demanda brasileira na década que vem será por 120 aeronaves, inclusive caças navais. O Gripen tem uma versão navalizada, ou seja, com mudanças como trem de pouso reforçado para pouso em porta-aviões, na prancheta. Por ora, a Marinha mal opera os poucos caças A-4 Skyhawk de que dispõe.

Do UOL

A gente so é amigo de quem é amigo da gente... Será mesmo que o Brasil 'esnobou' a Boeing ?

By on 19.12.13

O anúncio da compra de 36 caças suecos Gripen pelo governo brasileiro foi destaque na imprensa internacional nesta quinta-feira.
Tanto o americano New York Times quanto o diário financeiro britânico Financial Times disseram que o Brasil "esnobou" a americana Boeing, que também participava da licitação junto à francesa Dassault, em um momento de tensões entre os dois países após as denúncias de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos teria espionado empresas brasileiras e até a presidente Dilma Rousseff.
"Quando indagado na coletiva de imprensa se a espionagem tinha influenciado na decisão do governo de conceder o contrato à (sueca) Saab, o ministro da Defesa, Celso Amorim, não respondeu diretamente, preferindo apontar razões como custos e transferência de tecnologia", afirma o NYT.
Um analista americano do setor de aviação ouvido pelo jornal afirma, entretanto, que o fator custo deve ter pesado mais na decisão do governo brasileiro.
"Estamos falando aqui de um serviço militar que não precisa de caças tão possantes, que sofreu um corte no orçamento e que não consegue mais voar suas próprias aeronaves", afirmou Richard L. Aboulafia ao NYT.
Ele acrescenta que uma versão básica do caça da Saab custa por volta dos US$ 45 milhões, comparados aos US$ 55 milhões que teriam de ser desembolsados para comprar o F/A-18 Super Hornet, da Boeing.
Na mesma linha, o Financial Times diz que o contrato do Brasil com a empresa sueca pode ser "a pior perda" até agora para os Estados Unidos desde o início da "disputa amarga" com Brasília após o vazamento de documentos expostos pelo ex-agente da NSA Edward Snowden sobre espionagem americana no Brasil.
"A polêmica envolvendo a NSA acabou com as chances da Boeing", avaliou David Fleischer, analista político da Universidade de Brasília.
Ainda para o FT, as perspectivas do F/A 18 Super Hornet estiveram sempre ligadas "à questão de se o Brasil queria estreitar laços com Washington ou afirmar sua independência".

Day After FX2: Boeing anuncia recompra de US$ 10 bilhões em ações

By on 19.12.13
O Conselho da Boeing elevou os dividendos da companhia em cerca de 50% na segunda-feira e aprovou uma autorização para recompra de ações de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões), que a empresa disse que irá usar nos próximos dois a três anos. A recompra envolve aproximadamente 10% das ações da Boeing em circulação, em meio a uma onda de recompras anunciadas por grandes empresas norte-americanas neste ano.
A elevação dos dividendos e a recompra de ações "refletem a forte e contínua performance operacional de nossos negócios, aumentando o fluxo de caixa e nossa confiança no futuro", disse o presidente-executivo da Boeing, Jim McNerney, em um comunicado.
A nova recompra de ações se soma aos cerca de US$ 800 milhões remanescentes do programa de recompra autorizado em 2007, com a aquisição dos papéis sendo iniciada em 2014, afirmou a Boeing. O dividendo trimestral será de US$ 0,73 por ação, ante patamar de US$ 0,485.
A Boeing está desfrutando de uma alta nas receitas e no caixa, com o aumento da produção de jatos comerciais e uma meta de entregar um recorde de 635 a 645 aviões neste ano. Esses ganhos vêm ajudando a compensar a queda nos gastos militares dos Estados Unidos, que está impactando o negócio de defesa da Boeing.

Do Terra

NSA Utiliza Cookies do Google Para Identificar Alvos Para Espionagem

By on 19.12.13

A Agência Nacional de Segurança dos EUA utiliza ferramentas da Internet que permitem que os anunciantes rastreiem os consumidores usando cookies para identificar alvos, a fim de realizar atos de espionagem.
Segundo o jornal “The Washington Post”, que utiliza dados fornecidos por Edward Snowden, a técnica utilizada por empresas para monitorar os consumidores através da Internet, a fim de aumentar a eficácia da sua publicidade abre a porta para o governo executar uma faixa similar.
Alguns slides da NSA fornecidos por Snowden também sugerem que a agência está usando essas técnicas de monitoramento para ajudar a identificar alvos para hackear e reforçar a vigilância.
Segundo os documentos, a NSA e a sua congênere britânica, a GCHQ (Government Communications Headquarters), encontraram um uso particular de cookie específico do Google  conhecido como cookie PREF. Esses ‘cookies’ não costumam armazenar informações pessoais, como o nome de uma pessoa ou seu endereço de e-mail, mas contêm códigos numéricos que permitem que sites possam identificar exclusivamente o navegador do usuário.
Além disso, o cookie permite que a NSA identifique as comunicações de uma pessoa na internet, a fim de enviar um software que possa invadir o seu computador. Os slides mencionam que os cookies são usados ​​para “realizar explorações remotas.”
Outro slide indica que a NSA está coletando dados de localização transmitidos por aplicações móveis que são normalmente usados ​​para fins publicitários. O programa da NSA, cujo nome é HAPPYFOOT, ajuda a agência a atribuir endereços da Internet a locais físicos da forma mais precisa possível mediante os serviços de geolocalização da internet tradicional.
Leia mais:

google chip cerebro A NSA Utiliza Cookies do Google Para Identificar Alvos Para Espionagem
A NSA também está usando informações coletadas para a localização de dispositivos móveis em todo o mundo, mostram os  documentos fornecidos por Snowden. Muitos aplicativos para iPhones, dispositivos Android e os sistemas operacionais da Apple e do Google rastreiam a localização dos dispositivos, muitas vezes sem um aviso claro para o proprietário do telefone. Esta informação é mais específica do que os dados de localização que o Governo dos EUA estão coletando em redes móveis, sublinha o ‘The Washington Post’.
Chris Hoofnagle, professor na Universidade de Berkley Direito, disse para o Washington Post: “Em um nível macro, ‘precisamos acompanhar todos em todos os lugares’ para a publicidade” se traduz em “o governo quer ser capaz de rastrear todos em todos os lugares. É difícil de evitar”
Consequências para a indústria de tecnologia dos EUA
Tais revelações que continuam a vir à tona desde junho não existem em uma bolha, como as empresas de tecnologia começaram a descobrir. Daniel Castro, analista sênior da Information Technology com sede em Washington e do think-tank Innovation Foundation, escreveu em um novo estudo que “toda a indústria tecnologia [da América] foi implicada e agora está enfrentando uma reação global.
O Silicon Valley da Califórnia – que se tornou uma das indústrias globais dominantes graças à popularidade da Apple, Google, Facebook e outros – está agora prestes a perder US$ 35 bilhões em receita enquanto usuários internacionais procuram alternativas para evitar “as garras” da NSA.
Se espera que as Empresas de Computação em Nuvens (Cloud Computing) levem um duro baque ao longo dos próximos três anos, enquanto a confiança no setor de tecnologia dos EUA for atingida por vazamentos de vigilância, embora os autores do relatório advertem que o efeito dependerá em grande parte da extensão das técnicas de vigilância ainda secretas empregadas por outro governos.
O impacto do PRISM em empresas norte-americanas pode ser particularmente grave porque a computação em nuvem é uma indústria em rápido crescimento”, escreveu Castro. “Isso significa que os fornecedores de computação em nuvem não só tem que manter os clientes existentes, mas eles devem recrutar ativamente novos clientes para manter quota de mercado… Se as empresas americanas perderem sua quota de mercado a curto prazo, isto terá implicações de longo prazo sobre a sua vantagem competitiva neste novo setor“.
Traduzido por Jahaísa e Admin 

Fontes:

O Objetivo da NSA é a Eliminação da Privacidade Individual no Mundo Todo

By on 19.12.13
http://4.bp.blogspot.com/-2n29cgUkauM/UkN2reEv5qI/AAAAAAABMYk/chTPEnCzg3U/s1600/130607144450-national-security-agency-620xa.png
O objetivo da NSA é a eliminação da privacidade individual no mundo todo, disse Glenn Greenwald, ex-jornalista do 'The Guardian' e um dos principais contatos de Snowden no Parlamento Europeu.
Greenwald enfatizou que a prioridade da NSA é a coleta de meta-dados e que a agência não precisa de uma razão especial para isso, além do simples fato de que as pessoas se comunicam entre si.
"Os governos ocidentais têm incutido nas pessoas a ideia de que a privacidade, na realidade, não importa". 



Referindo-se a mesma filtragem de informações sobre a vigilância em massa da NSA, tanto dentro dos EUA como no exterior, Greenwald enfatizou que a coragem de Snowden é a "única razão" para que a espionagem da NSA tenha sido revelada.

Leia mais: Tudo Sobre Snowden e o Monitoramento pelos EUA
Ele também criticou a fraca resposta dos governos da UE para as revelações de espionagem da NSA, caracterizando a sua reação como "apática e indiferente" para relatos de espionagem contra civis, e reação "furiosa"  sobre as revelações da espionagem de políticos da UE.
"Acho que os governos ocidentais têm incutido nas pessoas a ideia de que a privacidade, na realidade, não importa" disse Greenwald, que acrescentou que o objetivo é criar "populações acostumadas com as violações de suas vidas privadas".  
No que diz respeito a participação do Reino Unido no escândalo, Greenwald acusou o país de ter um peso e duas medidas, comparando o jornalismo com o terrorismo.
Greenwald rejeitou as acusações do governo dos EUA de que Snowden e seus cúmplices haviam colocado em risco a luta contra o terrorismo vazando dados classificados, acrescentando que - de acordo ele - a única coisa que tinha sido afetada era "a percepção de honestidade e credibilidade" dos governos envolvidos na espionagem.
A investigação segundo a qual Greenwald testemunhou perante o Comitê do Parlamento Europeu, foi organizada para discutir o aumento da segurança de Internet e telefonia na União Europeia. Está previsto que Snowden deponha perante a comissão em janeiro.
Leia também:

Japão confirma existência de hidrato de metano no Mar do Japão

By on 19.12.13
A Agência de Recursos Naturais do Japão disse nesta sexta-feira que visualmente confirmou uma fonte de hidrato de metano abaixo do leito do Mar do Japão, província de Niigata.
A descoberta aumenta a esperança de que mais fontes de hidrato de metano possam ser encontradas em outras áreas fora da costa das províncias de Niigata e Ishikawa.
Segundo a Agência de Recursos Naturais e Energia, há mais de 220 pontos.
“Fizemos o primeiro passo para confirmar o valor do recurso, que também é um passo fundamental para a produção comercial de um tipo de hidrato de metano existente na camada próxima à superfície do fundo do mar”, disse um porta-voz da agência.

Marinha chinesa terá nova fragata de mísseis

By on 19.12.13
A fragata de mísseis guiados Sanya integrou-se oficialmente ao serviço da Marinha do Exército de Libertação Popular durante uma cerimônia de entrega na sexta-feira, segundo fontes militares.
  Desenvolvida e fabricada independentemente pela China, a Sanya é capaz de atacar navios e submarinos do inimigo e é especialmente útil para vigilância de longa distância e combate de defesa aérea. 
 Photo: The Chinese guided missile frigate “Liuzhou” is ready to set sail in a naval port in Sanya on September 3, 2013. The guided missile destroyer “Lanzhuo” and the guided missile frigate “Liuzhou” from the South China Sea Fleet of the Navy of the Chinese People’s Liberation Army (PLAN) and the comprehensive supply ship “Boyanghu” from the East China Sea Fleet of the PLAN set sail on the morning of September 3 from a military port in Sanya, a port city in south China’s Hainan province, on a voyage to Chile, Brazil and Argentina for visit. (Navy.81.cn/Li Zhanglong)
 
  O navio servirá como o principal navio de combate de nova geração da Marinha chinesa, de acordo com as fontes.
  Durante a cerimônia, Wang Kai, capitão da Sanya, prometeu que a tripulação do navio administrará e usará suas armas de forma adequada, se esforçará para defender a soberania nacional e contribuirá para transformar o país em uma potência oceânica.
Por Xinhua - CRI

Brasil vai pagar US$ 4,5 bilhões pelos 36 caças suecos

By on 19.12.13
Os 36 caças suecos vão custar ao Brasil US$ 4,5 bilhões. O ministro Celso Amorim (Defesa) confirmou na tarde desta quarta-feira (18) que o Brasil escolheu os caças Gripen NG, da empresa Saab, para o projeto FX-2 da Força Aérea Brasileira.
Segundo Amorim, a escolha dos suecos levou em conta a performance, a transferência efetiva de tecnologia e o custo. A aquisição das aeronaves, contudo, não é imediata. O cronograma prevê entregas de aviões até 2023.
"Levará um tempo ainda. A Aeronáutica vai discutir o contrato. É um processo que sabemos que é algo demorado", afirmou o ministro.

A transferência de tecnologia vai ser definida nessa nova fase, na qual serão discutidos detalhes do contrato. Estima-se que demore cerca de 10 meses a um ano para formalizar a compra. Os primeiros aviões vão chegar 48 meses depois de assinado o contrato.
A discussão de compras se arrasta desde 2001, no final do governo Fernando Henrique Cardoso. Os três concorrentes eram o Rafale, da França, Boeing F/A-18 dos Estados Unidos, e Gripen NG da Suécia.
Em 2009, durante visita do então presidente francês Nicolas Sarkozy, o caça Dassault Rafale foi anunciado como o escolhido pelo presidente Lula, mas o governo brasileiro recuou após a insatisfação da FAB, que não havia sido consultada sobre a decisão. 

Também pesou contra os franceses o preço do Rafale, cujo pacote inicial chegou a US$ 8 bilhões. No governo Dilma, os americanos ofereceram um atraente pacote, orçado em US$ 7,5 bilhões mas com muitas compensações. No entanto, o escândalo de espionagem contra o Brasil por parte da Agência Nacional de Segurança norte-americana derrubou politicamente o negócio.
Assim, o Gripen, criticado por ser menor do que os concorrentes e menos testado em combate, voltou à condição de favorito que a própria FAB havia declarado em seu primeiro relatório sobre a escolha, em dezembro de 2009. O pacote de 36 aviões foi oferecido inicialmente por US$ 6 bilhões, mas a compra acabou em US$ 4,5 bilhões.
CRONOLOGIA
1994 Governo começa a procurar interessados em oferecer um novo avião de caça e superioridade aérea para substituir os Mirage e os F-5
Jul.2001 FHC lança programa de modernização da FAB, de US$ 3,54 bilhões em 7 anos. F-X é a prioridade, com US$ 700 milhões
Ago.2001 Edital é lançado. Sukhoi, Mirage, F/A-18, F-16, MiG-29, Eurofighter e Gripen são oferecidos
Out.2001 ''Short-list'' decidido, já sem F/A-18 e Eurofighter, muito caros
Nov.2002 FHC deixa decisão para o sucessor
Jan.2003 Projeto adiado sob alegação de que combate à fome é prioritário; tudo é reexaminado
Out.2003 Processo é reaberto e fabricantes refazem propostas
Abr.2004 Reunião do Conselho de Defesa para decidir o caso é adiada indefinidamente
Fev.2005 Concorrentes recebem carta anunciando fim do F-X
Abr.2005 Russos, suecos, americanos e franceses refazem propostas alternativas de compra direta ou aluguel
Jul.2005 Governo assina memorando para aquisição na França de 12 Mirage-2000C/B
2006 FAB começa a receber novas propostas para os caças, e o programa ganha o nome de F-X2
Out.2008 FAB exclui o Sukhoi-35 (Rússia) e o Eurofighter (EADS). Ficam na disputa o Saab Gripen NG, o Boeing F/A-18 e o Dassault Rafale
Jan.2009 A Folha revela que a FAB dá preferência ao pacote do Gripen
Set.2009 Lula anuncia a compra do Rafale de forma atabalhoada. Recua em seguida
Dez.2009 FAB faz novo relatório, ajustado para aprovar todos os aviões, mas mantém preferência pelo Gripen
Jan.2011 Dilma assume e adia a decisão. Nos próximos dois anos, os americanos ganham terreno
Mai.2013 Boeing assina acordo com a Embraer para vender avião cargueiro brasileiro, virando favorita absoluta ao negócio
Jul.2013 As revelações da espionagem americana contra Dilma e outras autoridades derruba politicamente as chances da Boeing
Dez.2013 O governo escolhe o Saab Gripen 

Do UOL


FX2 - Análise: Proposta mais barata foi escolhida pela FAB

By on 19.12.13
A escolha do Saab Gripen NG pela FAB (Força Aérea Brasileira) é resultado de uma combinação de fatores, mas o resultado é decorrência de algo raro em compras militares: quem ofereceu o melhor preço, levou.
Todos os números desse negócio são estimativas, e executivos da empresa vão se reunir ainda hoje com a FAB para uma reunião justamente para acertar os próximos passos.

Na fase inicial de propostas, em 2008, o pacote do Gripen saía por US$ 6 bilhões (hoje algo mais que R$ 12 bilhões, mas é impreciso usar câmbio do dia em compras deste tipo). O do concorrente francês Dassault Rafale, US$ 8 bilhões estimados. Já o americano Boeing F/A-18 foi o único a ter o preço determinado, já que a empresa tem de informar o Congresso americano: US$ 7,5 bilhões.
O avião sueco também é mais barato de operar, por ser monomotor --contra os modelos com duas turbinas concorrentes, preferidos de forma geral por pilotos, pela lógica de que se um motor pifar, o outro segue operando. A hora-voo dele é estimada por especialistas em US$ 4.000 em uma configuração de patrulha. O F-18, entre US$ 10 mil e US$ 14 mil. O Rafale, US$ 14 mil. Os dados são da Saab, mas não foram contestados pela concorrência.
Além disso, há a questão da transferência tecnológica. Embora nenhum avião tenha 100% de transferência, a França fazia essa propaganda e os EUA, penavam pela tradição de embargos colocarem em risco o fornecimento futuro de peças.
O Gripen usa muitas partes americanas, por sinal, a começar pelo motor --que é idêntico ao do F/A-18. Por isso, nos bastidores dizia-se que os EUA não se importariam com a vitória do sueco, desde que os franceses fossem os derrotados.
Mas a vantagem maior oferecida pela Saab é que como o NG (de Nova Geração, em inglês) é um avião em desenvolvimento, a partir das versões anteriores do Gripen, o Brasil poderia participar mais ativamente do processo de integração dos sistemas do avião --ou seja, "aprender" como se faz um supersônico avançado com aviônicos de última geração.
Tanto Dassault como Boeing ofereciam outras compensações, de transferência de tecnologias sensíveis (túneis de vento supersônicos, materiais compostos), mas seus aviões já estavam "prontos". A expectativa é de os primeiros aviões venham de fora e, progressivamente, sejam montados no Brasil, com nacionalização. A Saab já tem uma unidade operando em São Bernardo do Campo
Nos últimos dois anos, durante o governo Dilma, as propostas foram revisadas, mas os números são sigilosos. Sabe-se que a Dassault baixou em US$ 2 bilhões sua proposta comercial, mas os dados reais só serão conhecidos quando o contrato for assinado.
Em apresentações recentes, a Saab afirmava que seria possível estabelecer um programa de construção em sete anos, com os primeiros cinco aviões já montados no primeiro. Mais: prometia que desembolsos efetivos do governo brasileiro só começariam no oitavo ano, estendendo-se por mais.
Não se trata apenas da compra de 36 aviões --28 de um lugar e 8, de dois. São comprados também mísseis de longo alcance, bombas, alvos rebocáveis para treinos, todo pacote de logística e treinamento. Agora, Brasil se une à Suécia e à Suíça no time dos compradores dessa nova versão do Gripen. O modelo anterior é operado por Suécia, África do Sul, República Tcheca, Hungria, Tailândia e Reino Unido (só treinamento). 

Do UOL

Dilma imprimiu sua própria marca na compra de caça sueco

By on 19.12.13

http://3.bp.blogspot.com/_AxCuBauiBF0/SsXn1ZLa1UI/AAAAAAAADEU/ocxgM_HwcEc/s1600/FAB-GRIPEN+NG+-+BR.jpgA decisão do governo de acertar a compra dos caças Gripen NG, da sueca Saab, deixa como saldo um exemplo de como a presidente Dilma Rousseff imprimiu sua própria marca numa negociação herdada do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva. Embora todo o processo de compra tenha sido realizado com base em estudos conduzidos na gestão de Lula, o desfecho foi diferente daquele engatilhado anos atrás pelo ex-presidente.


http://2.bp.blogspot.com/-tVl4Q4DG6dw/UUG2FvPFO8I/AAAAAAAAJTo/sh9kfty5V8Q/s640/SAAF-Gripen-over-Soccer-City-Stadium-Johannesburg-South-Africa.jpg 

Quando comandava o Palácio do Planalto, Lula defendia que a compra dos caças deveria servir para fortalecer a parceria estratégica do Brasil com a França na área de Defesa, já pautada pela construção de um submarino. Em 2009, Lula chegou a anunciar como certo o acordo para a compra dos caças Rafale, produzidos pela Dassault, ao lado do então presidente francês Nicolas Sarkozy. Dali, saíram poses para fotos e entrevistas, comemorando o avanço das negociações.
Quem acompanhou as negociações desde aquela época avalia que Dilma foi mais “prática” em relação à compra dos caças e priorizou a “relação custo-benefício” das propostas. Lula, naturalmente, foi ouvido durante todo o processo. Mas Dilma defendia internamente que o Brasil diversificasse seus parceiros estratégicos nesse setor.
A favor do Gripen, pesou em grande parte a questão do custo – a proposta da Saab não só era mais barata, como incluía benefícios no que se refere ao financiamento e ao início dos pagamentos. Isso sem contar que a sueca também mostrou-se competitiva no que se refere ao compartilhamento de tecnologia.
Este sempre foi um dos pontos negativos da proposta da americana Boeing. Dentro do Ministério da Defesa, sempre houve um entendimento de que o F-18 Super Hornet oferecia várias vantagens técnicas sobre os demais concorrentes. Mas, segundo participantes das negociações, nunca houve disposição em abrir o código-fonte do sistema da aeronave, sob a justificativa de que a informação era determinante para a segurança de voo do avião.
No início deste ano, predominava a avaliação de que as três propostas ofereceriam vantagens para o Brasil. Contra a França, jogava contra principalmente o custo do projeto. E a conta dos Estados Unidos acabou ficando mais salgada após a eclosão do escândalo de espionagem envolvendo a presidente Dilma Rousseff. Para interlocutores da presidente, o monitoramento de informações pode não ter sido determinante para o desfecho das negociações. Mas certamente não facilitou as coisas para a Boeing.

Do IG

No dia da Escolha do Gripen: ONU aprova resolução antiespionagem apresentada por Brasil e Alemanha

By on 19.12.13

A Assembleia-geral das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira, por consenso, o projeto de resolução antiespionagem que foi apresentado por Brasil e Alemanha no início de novembro.
Trata-se da última etapa da tramitação do documento, que passa a valer imediatamente. Resoluções da Assembleia-Geral não são vinculantes, mas a adoção tem um peso político significativo.
A iniciativa representa a primeira resposta internacional de peso às revelações feitas pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden sobre a espionagem praticada pela inteligência americana.
Embora não cite diretamente a NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) nem o governo americano, responsável pela vigilância, o documento foi elaborado a partir da insatisfação provocada pelas denúncias de que a chanceler alemã, Angela Merkel, e a presidente Dilma Rousseff, além da Petrobras, também foram alvos de espionagem.
O texto adotado insta os países a "respeitar e proteger o direito à privacidade, incluindo o contexto das comunicações digitais". O documento também declara que "os mesmos direitos que as pessoas possuem off-line devem ser protegidos on-line, incluindo o direito à privacidade".
A resolução também solicita que a alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay, apresente à 69ª Assembleia-Geral, no ano que vem, um relatório que deve ser um dos primeiros resultados práticos da medida.
O documento trará recomendações e abordará a proteção do direito à privacidade no contexto da vigilância nacional e extraterritorial das comunicações, sua interceptação e coleta de dados pessoais. 

Do UOL

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Gripen NG é versátil, mas tem menos capacidade ofensiva

By on 18.12.13
O caça sueco escolhido pelo Brasil para renovar a frota de sua Força Aérea é mais barato e versátil que as opções americana e francesa. Porém, carrega menos armas e terá que ser adaptado para cobrir as grandes distâncias de um país continental, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

O Gripen, da fabricante Saab, é um avião menor que seus concorrentes F-18, da Boeing americana, e o Rafale, da Dassault francesa.
Enquanto o F-18 e o Rafale decolam carregando de 29 e 24,5 toneladas, o Gripen levanta voo com apenas 14 toneladas. Na prática isso significa que os primeiros conseguem levar mais mísseis e bombas, além de mais combustível, garantindo maior autonomia de voo.

Segundo o editor do site especializado Defesanet, Nelson During, o F-18 e o Rafale são de uma categoria diferente e têm propósitos diversos em relação ao Gripen.
"Algo que pesou para o governo é que o Gripen é um projeto no qual podemos entrar e participar. O F-18 e o Rafale são projetos acabados", afirmou.
De acordo com informações do governo brasileiro, o país participará do desenvolvimento dos aviões e haverá repasse de tecnologia --o que no futuro pode ajudar o país a desenvolver caças de última geração. Cerca de 40% da aeronave deve ser fabricada em território nacional.

Pelo acordo fechado com a Saab, a partir de 2018 o Brasil começará a receber uma nova versão do avião, o Gripen-Nova Geração, que será um modelo com adaptações à realidade brasileira.

O objetivo inicial do projeto Gripen foi desenvolver um caça muito ágil, porém sem grande automonia de voo - características adequadas para a defesa de um país com as dimensões da Suécia.

Um oficial da FAB (Força Aérea Brasileira) que participou dos projetos F-X, que tratam da compra dos caças pelo Brasil, disse à BBC Brasil que uma das principais vantagens observadas pela entidade ao defender a compra do Gripen foi a questão econômica.

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Segundo During, a hora de voo do Gripen que será desenvolvido custará cerca de um terço do valor da hora do F-18. Além disso, o caça tem apenas um motor (o F-18 e o Rafale têm dois), o que diminui a quantidade de manutenção requerida pelo avião - embora também diminua, em tese, sua segurança, isso porque, se um motor falhar, o avião pode continuar voando com o outro.
Outra desvantagem é que diferente do F-18 e do Rafale, o Gripen ainda não foi testado em combates reais.

A ideia trabalhada pela FAB é a de que não seria necessário manter armas tão poderosas quanto o F-18 e o Rafale dentro do atual contexto geopolítico do continente sul-americano.

Estratégia de defesa

O Gripen foi desenvolvido na Suécia com uma característica marcante: ser capaz de pousar e decolar em pequenas pistas - em alguns casos até em uma avenida ou pista de pouso precária.
Essa capacidade faz com que ele não dependa de grandes bases aéreas para operar. No Brasil, poderia em tese pousar nos pequenos pelotões de fronteira do Exército na Amazônia, para reabastecer e se rearmar.
Segundo analistas, o Gripen começou a ser planejado no final da década de 1970 para integrar a defesa do país contra um eventual ataque da União Soviética, entre outras ameaças.

A ideia seria espalhar muitos aviões pelo país criando uma rede de resistência ao invés de concentrá-los em grandes bases aéreas - que poderiam ser atacadas facilmente por uma potência militar maior.

O Brasil hoje não enfrenta ameaças dessa natureza, mas a estratégia de defesa nacional prevê sim eventuais ataques de nações mais poderosas militarmente.

Contudo, segundo analistas, quando a FAB cogitou pela primeira vez comprar o Gripen, previu a aquisição de pelo menos 100 unidades e não apenas 36. A ideia era espalhar os aviões por todo o país para superar sua desvantagem técnica de menor autonomia de voo.

Porta-aviões

A escolha do Gripen faz com que os caças adquiridos pela FAB não possam ser usado inicialmente no porta-aviões São Paulo, da Marinha brasileira.
O F-18 foi projetado para operar em porta-aviões (embora não do tipo que o Brasil tem, por isso adaptações seriam necessárias) e o Rafale já foi aprovado em testes nesse tipo de embarcação.

Já o Gripen é um avião projetado para operar a partir de bases terrestres. Por causa disso, no futuro, a Marinha terá que adquirir seus próprios caças para substituir os modelos usados no São Paulo.

Outra hipótese é que a Saab desenvolva um modelo marítimo do Gripen --o que segundo especialistas já está sendo estudado pela empresa. Esse projeto terá de usar materiais mais resistentes à ação da maresia, por exemplo, e terá de prever estruturas resistentes ao pouso em navios, considerado mais desgastante para as aeronaves que o pouso em bases aéreas.

Confirmado! Gripen NG será o novo caça da FAB

By on 18.12.13
 Após mais de dez anos de discussão, a presidente Dilma Rousseff decidiu pela aquisição de caças Gripen NG, da sueca Saab, para a FAB (Força Aérea Brasileira) para o programa FX-2.
O ministro da Defesa, Celso Amorim, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, concederão entrevista coletiva, às 17h, para o anúncio da aquisição dos caças. No sábado, o Painel havia antecipado que a presidente havia comunicado ao presidente da França, François Hollande, que o Brasil não compraria da França as 36 aeronaves.
É um final surpreendente para a disputa, que teve ao longo do segundo governo Lula o francês Dassault Rafale como o principal favorito --o avião chegou a ser anunciado como escolhido pelo presidente e seu colega Nicolas Sarkozy em 2009, mas o governo brasileiro recuou após a insatisfação da FAB, que não havia sido consultada sobre a decisão.
Contra o Rafale sempre pesou a questão do preço: seu pacote inicial chegava a US$ 8 bilhões, embora descontos tenham sido negociados. No governo Dilma Rousseff, os americanos e seu Boeing F/A-18 passaram à dianteira por causa de sua oferta comercial mais atraente, de declarados US$ 7,5 bilhões mas com diversas compensações. A Boeing chegou a associar-se para vender o novo cargueiro da Embraer, o KC-390.
Só que o escândalo da espionagem da Agência Nacional de Segurança americana, que incluiu Dilma no rol das autoridades alvo de arapongagem, derrubou politicamente o F-18.
[FAB-GRIPEN_NG_-_BR.jpg] Com isso, o pequeno Gripen, avião criticado por ser menor do que os concorrentes e menos testado em combate, voltou à condição de favorito que a própria FAB havia declarado em seu primeiro relatório sobre a escolha, em dezembro de 2009. O pacote de 36 aviões foi oferecido por US$ 6 bilhões, mas a compra pode acabar em torno de US$ 5 bilhões.

ENTENDA O CASO
Em 2001, na gestão FHC, foi aberto o programa F-X para substituir os caças de interceptação da FAB (Força Aérea Brasileira). O Mirage-2000 francês, o Sukhoi-35 russo e o Gripen sueco disputavam a preferência.
Após Lula assumir em 2003, o processo foi congelado e, depois, encerrado. Foi reaberto como F-X2 para a compra de 36 novos caças supersônicos com capacidade múltipla (interceptação, combate e ataque a solo), 28 de um lugar e 8 de dois, para substituir gradualmente todos os modelos em operação (Mirage, F-5, AMX). Foram escolhidos o Gripen, o Rafale (França) e o F-18 (EUA). Os russos ficaram de fora.
Em 2009, um relatório técnico da Força Aérea deu preferência ao Gripen, da Suécia. O ex-presidente Lula, contudo, chegou a anunciar que o Rafale havia vencido. Ele recuou depois e o processo parou novamente.
Com a posse de Dilma em 2011, o processo foi retomado e o F-18 americano tornou-se favorito. Só que as denúncias de espionagem americana contra o governo do Brasil interromperam as negociações.
CRONOLOGIA
1994 Governo começa a procurar interessados em oferecer um novo avião de caça e superioridade aérea para substituir os Mirage e os F-5
Jul.2001 FHC lança programa de modernização da FAB, de US$ 3,54 bilhões em 7 anos. F-X é a prioridade, com US$ 700 milhões
Ago.2001 Edital é lançado. Sukhoi, Mirage, F/A-18, F-16, MiG-29, Eurofighter e Gripen são oferecidos
Out.2001 ''Short-list'' decidido, já sem F/A-18 e Eurofighter, muito caros
Nov.2002 FHC deixa decisão para o sucessor
Jan.2003 Projeto adiado sob alegação de que combate à fome é prioritário; tudo é reexaminado
Out.2003 Processo é reaberto e fabricantes refazem propostas
Abr.2004 Reunião do Conselho de Defesa para decidir o caso é adiada indefinidamente
Fev.2005 Concorrentes recebem carta anunciando fim do F-X
Abr.2005 Russos, suecos, americanos e franceses refazem propostas alternativas de compra direta ou aluguel
Jul.2005 Governo assina memorando para aquisição na França de 12 Mirage-2000C/B
2006 FAB começa a receber novas propostas para os caças, e o programa ganha o nome de F-X2
Out.2008 FAB exclui o Sukhoi-35 (Rússia) e o Eurofighter (EADS). Ficam na disputa o Saab Gripen NG, o Boeing F/A-18 e o Dassault Rafale 
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Jan.2009 A Folha revela que a FAB dá preferência ao pacote do Gripen
Set.2009 Lula anuncia a compra do Rafale de forma atabalhoada. Recua em seguida
Dez.2009 FAB faz novo relatório, ajustado para aprovar todos os aviões, mas mantém preferência pelo Gripen
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Jan.2011 Dilma assume e adia a decisão. Nos próximos dois anos, os americanos ganham terreno
Mai.2013 Boeing assina acordo com a Embraer para vender avião cargueiro brasileiro, virando favorita absoluta ao negócio
Jul.2013 As revelações da espionagem americana contra Dilma e outras autoridades derruba politicamente as chances da Boeing
Dez.2013 O governo escolhe o Saab Gripen

Do UOL

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