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sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Como é que a NSA espia os jogadores de Angry Birds? Um especialista explica

By on 28.2.14



Os documentos revelados pelo ex-técnico da Agência de Segurança norte-americana (NSA), Edward Snowden, mostram que nem os jogadores de Angry Birds estão livres de espionagem.


A agência usa aplicações e jogos para recolher informações sobre os utilizadores, sem o conhecimento das próprias fabricantes das apps ou dos smartphones. Mas como? O especialista da empresa de segurança Kaspersky Lab, Vicente Diaz, explica.
"A última versão do Angry Birds pede permissão para localização, estado do telefone e SMS, entre outras coisas – tudo isto aparentemente para fins publicitários, visto que a aplicação mostra anúncios enquanto se joga. Mas isto pode fornecer a terceiros mais informação do que você quer partilhar, como onde está neste momento em particular. Além disso, todas mensagens e colegas dentro do jogo podem ser uma fonte de informação similar às redes sociais", explica Vicente Diaz.
"Não é tão assustador quando se fala de uma aplicação, mas isto é apenas um exemplo. Imagine todas as diferentes permissões que dá a todas as aplicações no seu aparelho móvel, e quanto o telemóvel diz sobre si, a sua localização, as pessoas com quem fala, e o que lhes diz. O que vemos aqui é como funcionalidades aparentemente inocentes podem ser usadas para um propósito muito diferente quando reunidas com um objetivo diferente em mente."
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O especialista refere que não foi surpreendido pelas revelações dos documentos entregues por Snowden, tendo em conta que a informação contida nestas aplicações tem sido muito valiosa para anunciantes e programadores, pelo que "deve ser valiosa também para as agências de inteligência."

Quem joga Angry Birds e não quer os seus dados expostos, pode fazer alguma coisa? "Neste momento, não há detalhes técnicos disponíveis, mas pelo que sei, o Angry Birds não fornece nenhuma opção para que o utilizador deixe de enviar dados que a Rovio mais tarde monetiza, neste caso legitimamente através de anúncios." A Rovio é a empresa que produz o jogo e afirmou não ter qualquer conhecimento das operações da NSA. 

"Assim, o utilizador não tem forma de jogar Angry Birds sem que o programa envie estes dados, a não ser que jogue quando está desligado da internet. No entanto, não devemos culpar o Angry Birds por monitorizar os utilizadores, e deixar de jogar não vai evitar que os utilizadores sejam monitorizados", sublinha Vicente Diaz. "Não sabemos quanta informação e quantas aplicações estão a ser monitorizadas por serviços de Inteligência, mas provavelmente muitos deles, por isso o problema de monitorização é maior."

Gulfstream ARM 1 dos EUA vai sobrevoar a floresta e coletar dados na Amazônia

By on 28.2.14

Pela primeira vez, em aproximadamente 20 anos, uma aeronave de pesquisa internacional foi autorizada pelo Governo Federal a entrar no espaço aéreo brasileiro. Segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a aeronave Gulfstream ARM 1 será utilizada para verificar o potencial de crescimento urbano em áreas ambientais, especialmente na Amazônia.De propriedade do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE/EUA), o equipamento também servirá para analisar a interação da floresta amazônica com a atmosfera.
Com um aporte financeiro de R$ 24 milhões da Fapeam, as pesquisas já possuem base nos municípios de Manacapuru e Iranduba - a 61 e 27 km de distância de Manaus, respectivamente. Os estudos também serão realizados no Observatório com Torre Alta da Amazônia (Projeto ATTO), nas proximidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã;  e em Manaus, nas dependências do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A Fazenda Exata abriga 15 contêineres-laboratórios com uma série de equipamentos para medir, entre outros, propriedades da atmosfera, formação e desenvolvimento das nuvens, fluxos de radiação solar e atmosférica, além de variáveis meteorológicas como temperatura, velocidade e direção do vento.  Segundo a Fapeam, há ainda quatro torres instrumentadas, duas em Uatumã, com pesquisas entre os Institutos Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Max Planck de Química (MPIC/Alemanha), e duas no Bosque da Ciência, no Inpa, em uma parceria entre o Inpa e a UEA.
Programação de voos
Ainda de acordo com o órgão, a aeronave - também conhecida como G-1 - deve realizar 75 horas de voo no entorno de Manaus durante a estação úmida. No dia 27 de março, o avião retorna para os Estados Unidos.
Após essa etapa, a aeronave retorna para Manaus nos meses de setembro e outubro para realizar voos durante a seca. Para essa fase, está prevista a vinda de outro avião, o High Altitude and Long Range Research Aircraft (Halo), da Alemanhã. Nesse período, as aeronaves serão equipadas para coletar dados de gases, aerossóis e medidas de nuvens, em voos com duração de quatro a cinco horas.

Do G1

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Embraer sobe 18 posições em ranking de venda de serviços militares

By on 27.2.14
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Um estudo de um instituto sueco divulgado anualmente coloca a Embraer na 66ª posição de um ranking com as cem empresas que mais vendem armas e serviços militares no mundo. A empresa brasileira aparece 18 posições à frente do levantamento anterior.
Os dados, referentes a 2012, fazem parte do relatório do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês). As vendas de armas se referem a equipamentos militares e serviços fornecidos para as Forças Armadas e ministérios da Defesa ao redor do globo.

Segundo o instituto, a Embraer vendeu US$ 1 bilhão em armas e/ou serviços em 2012 – 17% do faturamento total da empresa de aviação no ano. Ela é a única companhia do América do Sul no ranking. Em 2011, o total de vendas foi de US$ 860 milhões.
“Fora das regiões produtoras de armas tradicionais, um desenvolvimento notável em 2012 foi o (...) da indústria de armas do Brasil, com um aumento na venda de armas da Embraer em 36% em termos reais”, diz o relatório.
Crescimento
A Embraer informa que em 2013 a participação da área de "Defesa & Segurança" deverá ficar próxima de 20% do faturamento total da empresa. Os dados devem ser divulgados oficialmente no fim do mês.
"Este avanço no ranking do Sipri reflete o crescimento da área de Defesa & Segurança da Embraer, tanto no mercado brasileiro como no internacional. Alguns exemplos deste avanço estão na conquista de importantes contratos como a venda de aviões de combate Super Tucano para a Força Aérea dos Estados Unidos; o programa Labgene, que desenvolverá um Laboratório de Geração de Energia Núcleo-Elétrica para a Marinha do Brasil; e a implantação da primeira fase do Sisfron (Sistema de Monitoramento Integrado das Fronteiras) para o Exército Brasileiro", informa a Embraer, por meio de nota.
A empresa diz ainda que, além de aeronaves militares, a área da defesa oferece uma linha de soluções integradas que inclui sistemas de informação e comunicação, centro de comando, controle, computação e inteligência, tecnologias de ponta na produção de radares e sensoriamento remoto e veículos aéreos não tripulados (os vants). "Importante ressaltar que a linha de produtos da Embraer Defesa & Segurança está voltada para os segmentos de mobilidade e monitoramento e que a empresa não comercializa armamentos (munições, mísseis, foguetes, granadas etc)", informa a nota, enviada ao G1.

Levantamento
No total, as cem empresas listadas somam US$ 395 bilhões em vendas de armas e serviços militares em 2012 – uma queda de 4% em relação a 2011.
Das cem companhias da lista, 42 são dos EUA. A primeira do ranking é a Lockheed Martin (que tem 120 mil funcionários e cujas vendas atingem US$ 36 bilhões). Na segunda posição está a Boeing (que conta com 174 mil empregados e possui um faturamento de US$ 27,6 bilhões com armas militares). Ambas são norte-americanas.

Alguns países, como Polônia e Ucrânia, aparecem pela primeira vez na lista, após uma consolidação rápida da indústria armamentista local. Já as empresas chinesas não são listadas no ranking por falta de divulgação de dados.

O relatório do Sipri lembra que a indústria mundial de armas tem sido associada a escândalos de corrupção e que muitas das empresas incluídas no top 100 têm sido alvo de investigações e até processos judiciais. “Nos países onde as medidas de austeridade resultaram numa diminuição das vendas domésticas, a pressão sobre essas empresas para garantir a exportação dos produtos por qualquer meio necessário aumentou”, diz o estudo.

Do G1

Brasil e Iraque negociam dívida

By on 27.2.14
Apesar das tensões políticas e sectárias, o Iraque voltou a ser o atraente mercado importador de matéria-prima e de bens industrializados – talvez não de serviços, em razão do risco causado pelo terrorismo – que era nos anos 70 e 80. A produção de petróleo, grande fonte de receita do país, saltou de 1,3 milhão de barris por dia em 2003, quando foi invadido pelos EUA, para 3,1 milhões em 2012 – um incremento de 138%.

À medida que o país sai do isolamento herdado do regime de Saddam Hussein, o Ministério das Relações Exteriores torna-se a pasta com um dos maiores orçamentos do governo. Mais de 100 embaixadas já foram abertas ou reabertas na última década. O Brasil, que foi um forte parceiro comercial antes de o Iraque se tornar um pária internacional, é um dos alvos da ofensiva diplomática iraquiana.
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Antes de intensificar as relações comerciais, no entanto, os dois países precisam chegar a um acordo sobre quanto o Iraque deve ao Brasil. Nos anos 70 e 80, o Brasil, em contínua escassez de moeda forte, pagava pelo petróleo iraquiano com frango, Passats e armamentos. Cabia à Petrobrás pagar em moeda local às empresas brasileiras, em um sistema de triangulação. 

O Iraque sempre vendeu a preço de mercado e nunca teve prejuízo, mas foi um grande parceiro nas horas difíceis, chegando a fornecer 70% do petróleo importado pelo Brasil. Ele foi tão importante que a refinaria de Paulínia, no interior de São Paulo, a maior da Petrobrás, foi construída em 1972 para processar o petróleo iraquiano. Ela quase parou quando o Iraque deixou de exportar, sob embargo, nos anos 90. Foi readaptada para receber o petróleo de outros países – mesmo o da Arábia Saudita, vizinha do Iraque, é de outra composição –, mas ainda hoje funciona melhor se tiver em seu mix o óleo iraquiano.

 
Muitas empresas brasileiras, principalmente as construtoras, viveram no mercado iraquiano sua primeira experiência de internacionalização. A falência da indústria armamentista brasileira foi desencadeada, em grande medida, pelo colapso da economia iraquiana. O Brasil vendeu, nos anos 80, tantos Passats para o Iraque, que duas décadas depois eles ainda eram comuns nas ruas de Bagdá, com adesivos em que se lia "Brasili" ("Brasileiro"), seu nome local.

A partir do fim dos anos 80, com a exaustão econômica causada pela guerra contra o Irã (1980-88) e depois as sanções internacionais provocadas pela invasão do Kuwait (1990), foi o Iraque que começou a ter problemas de caixa. No fim das contas, deixou uma dívida para o Brasil. Os iraquianos a calculam em US$ 450 milhões. 

O Ministério da Fazenda ainda está localizando papéis, recuperando arquivos e atualizando valores, mas deve chegar a um montante mais alto que esse. O governo brasileiro prevê que o cálculo esteja pronto em três meses. O Clube de Paris, que reúne os grandes credores, propôs o abatimento de 80% das dívidas bilaterais. O Brasil se colocou contra: já foi altamente endividado e, a duras penas, pagou todos os seus compromissos, com juros de mercado. Não acha justo perdoar outro país, potencialmente rico, dessa forma. Pela lei brasileira, o Executivo tem autonomia para abater até 50% das dívidas de outros países. Mais que isso, tem de passar pelo Congresso.

Os tempos são outros e as construtoras brasileiras não terão ânimo de voltar ao Iraque, diante dos riscos e custos com segurança. A Petrobrás, que em 1975 descobriu o maior campo de petróleo do Iraque, Majnoon, está agora exaurida na sua capacidade de investimentos pelo pré-sal. Mas o Iraque ainda pode ser um grande mercado para os produtos brasileiros.

Veja também: link Iraque quer intensificar relações com o Brasil, diz novo embaixador link "Guerra não é contra sunitas, mas contra terroristas" link ‘Autonomia dos Estados brasileiros é referência para o futuro iraquiano’   

Do Estadão

EUA debatem ataque de drone contra americano no estrangeiro

By on 27.2.14
http://4.bp.blogspot.com/-1n9wv6ODWwE/T558WKGr2AI/AAAAAAAABCc/8c0R_SXDlOY/s1600/Drone%2Bstrike%2Bin%2BNWA.jpgAtacar ou não atacar — o debate está lançado. A administração Obama está ainda a decidir se usa um dos meios preferidos na sua luta antiterrorismo, os aviões não tripulados (drones), contra um homem que acusam de pertencer à rede terrorista Al-Qaeda. A dúvida é: trata-se de um cidadão americano,
Responsáveis não querem dar demasiada informação sobre o caso, temendo que este leve o alegado operacional, que estaria envolvido no planeamento de ataques contra interesses norte-americanos, a esconder-se. Nem sobre o país onde está, embora, segundo o New York Times, se trate do Paquistão (um dos países com mais ataques de drones dos EUA, que levam também a cabo ataques no Afeganistão, Iraque, Somália e Iémen).
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Sabe-se que há um americano no núcleo da Al-Qaeda no Paquistão e Afeganistão, Adam Gadhan, aponta o Washington Post, dizendo que se trata sobretudo de um porta-voz e não de um operacional, pelo que não deverá ser este o alvo. Um ataque teria de ser aprovado pelo Departamento de Justiça, segundo a nova legislação antiterrorismo aprovada em Maio do ano passado. 
Para alguns é uma pedra na engrenagem: “Indivíduos que foram removidos do campo de batalha por operações antiterrorismo por atacarem ou planearem atacar interesses americanos continuam livres por burocracia auto-imposta”, disse o congressista republicano Mike Rogers na comissão de informação do Senado, referindo-se provavelmente a este caso de modo indirecto.

Segundo a agência Associated Press, que revelou a existência desta discussão, esta já começou em meados do ano passado. Não há qualquer ideia sobre as provas que existem sobre as actividades do americano, nem sequer que actividades seriam. Para ser justificado um ataque, o alvo teria de representar uma ameaça contínua e iminente contra americanos.
A CIA levou a cabo já centenas de ataques com drones contra a Al-Qaeda no Paquistão, que, calcula-se, terão feito entre 2525 e 3613 mortos desde 2004 (dados de Setembro de 2013). O programa de assassínios seleccionados com drones é criticado pelo grande número de vítimas civis (segundo a Amnistia Internacional, foram cerca de 900). Informação nova diz que muitos ataques são ordenados com base apenas em informação de localização de telemóveis.

Não seria, no entanto, a primeira vez que um cidadão norte-americano morre num ataque com drones — nem sequer a primeira vez que é intencionalmente alvejado. O ano passado, a Casa Branca reconheceu que quatro americanos foram mortos neste tipo de ataques durante a presidência de Barack Obama. Três foram vítimas colaterais mas um deles, o líder religioso fundamentalista Anwar al-Awlaki, morto em Setembro de 2011 no Iémen, era o alvo. 

Cada vez mais organizações de defesa de direitos humanos têm questionado a morte de cidadãos americanos sem que estes tenham um julgamento nos EUA, para além de criticarem o secretismo em que estão envolvidas as decisões. A notícia de que há um debate sobre voltar a fazê-lo provocou críticas renovadas.

“Estar a ser considerado, neste momento, o assassínio selectivo de um americano mostra o perigo inerente de um programa de assassínios baseado em padrões legais vagos e não fixos, que tem tornado fácil, de modo perturbante, ao Governo operar fora da lei”, declarou Hina Shamsi da ACLU (União Americana de Liberdades Cívicas) ao Washington Post.

O Presidente, Barack Obama, falou directamente sobre esta questão em Maio, quando impôs novas restrições aos ataques com drones. Defendeu a possibilidade de matar americanos fora de solo nacional mas apenas em casos excepcionais.

“Atacar um americano levanta questões constitucionais que não estão presentes noutros ataques”, disse, mas se um cidadão norte-americano “vai para o estrangeiro para levar a cabo a guerra contra a América” e não é possível capturá-lo, “a sua cidadania não deve servir de escudo protector”.

Países terão que debater uso de tecnologia em policiamento, diz Padilha

By on 27.2.14
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O cineasta brasileiro José Padilha, diretor de "Robocop", disse nesta segunda-feira (24), no programa Roda Viva, da TV Cultura, acreditar que o uso da tecnologia em guerras e no policiamento terá quer ser debatido em breve.
"Todo país vai ter que desenvolver legislação com relação a isso. O Brasil vai ter que decidir, no futuro, se vai usar máquinas para fazer o trabalho da polícia e quais vão ser as consequências", opinou.
Em Robocop, refilmagem do clássico policial de 1987 de mesmo nome de Paul Verhoeven, Padilha ("Tropa de Elite") discute o tema da automação de soldados e policiais, explorando de maneira fictícia a questão dos drones --aviões não tripulados que já são usados atualmente, sobretudo pelas Forças Armadas dos Estados Unidos-- e de outros robôs.
"Em breve, eu acho que a ONU vai estar debatendo o que é legal e o que é ilegal em guerras em torno do uso de tecnologia", afirmou. "É legal ter robôs americanos em Teerã escaneando e mandando dados para os Estados Unidos?", questionou, fazendo referência à cena de abertura do filme, que se passa em 2028.
Entrevistado pelos jornalistas Kátia Lessa, Bruno Paes Manso e Cunha Jr., pelo crítico de cinema Marcos Petrucelli e pelo documentarista Sylvio do Amaral Rocha, Padilha respondeu também a questões sobre as leis de incentivo ao cinema nacional.
"Tenho a impressão que, no Brasil, incentivo fiscal é uma espécie de 'cala-boca'", opinou. "O cineasta é um camarada que consegue falar nos cadernos de Cultura, no Roda Viva, é uma classe ativa. Então tenho impressão que a classe política quer que esse pessoal não fique muito chateado", afirmou. "Não acho que exista política de incentivo fiscal consistente e pensada de forma racional para fazer com que o cinema cresça e tenha sustentabilidade", completou o cineasta.
Violência
Voltando ao tema da violência, mais especificamente das polícias brasileiras, Padilha disse não ter observado mudanças no Rio após a instalação de UPPs (unidades de polícia pacificadora). "Quem torturou, sistematicamente, na Rocinha, até que houvesse o óbito do Amarildo?", questionou, em referência ao fato de o pedreiro ter sido visto pela última vez ao entrar na sede da UPP. Para o cineasta, "a segurança pública no Brasil é a barbárie".
Ele lembrou ainda a condição dos presídios brasileiros, que comparou a uma "tortura oficial". "Lula e Fernando Henrique são dois presidentes que gostam de se ver como humanistas. Não são", afirmou. "O Fernando Henrique sabe disso, o Lula sabe disso, e eles não fizeram nenhuma política pública para mudar a tortura oficial do Estado que acontece dentro dos presídios", completou.
Padilha comentou ainda sobre o grande número de prisões feito pela polícia em recentes protestos no país. "Para se prender no Brasil, eu entendo, ou tem que ter uma ordem judicial ou tem que ter um crime em flagrante. Não pode se prender pessoas aleatoriamente para averiguação", opinou.
Do UOL 

Anac vai permitir voos de drones de até 25 kg a até 120 metros de altitude

By on 27.2.14
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretende permitir voos de drones de até 25 quilos em lugares públicos a até 400 pés (cerca de 120 metros) de altitude com regras facilitadas.

A proposta foi apresentada às empresas da indústria de defesa que operam veículos aéreos não tripulados (vants) no país e ainda irá à consulta pública antes de ser publicada no Diário Oficial da União. A previsão é que entre em vigor até o fim de 2014, diz a agência.

Em abril de 2013, o G1 divulgou com exclusividade que mais de 200 drones estão em operação no Brasil sem que exista regulamentação para emprego comercial destas aeronaves. Eles desempenham funções que antes dependiam de aviões e helicópteros, como a captação de imagens aéreas, buscando maior eficiência e alcance, redução de custo e mais segurança.
Atualmente, apenas 5 estão autorizadas a operar: dois israelenses de 1.100 kg da Policia Federal, um que pesa menos de dois quilos é usado pelo governo para vistorias em áreas de mineração e duas unidades da Xmobots, uma empresa do setor. Em setembro, um levantamento mostrou que várias polícias estaduais usam pequenos aviões com câmeras de forma ilegal em operações.

A proposta dividiu os drones em três categorias por peso – até 25 quilos, entre 25kg e 150 kg e acima de 150 kg - com regras diferenciadas para cada uma delas em relação ao registro do avião, operação em áreas públicas, manutenção, prevenção de acidentes e formação do piloto. As regras serão menos rígidas para aviões não tripulados de até 25 quilos e que sejam operados até o limite do campo de visão.
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A ideia é facilitar a operação particular e também o uso comercial. Pela proposta da Anac, permanecem proibidos os voos de drones em áreas públicas abertas habitadas.
Hoje, para a obtenção da autorização – chamada de Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) – é necessário cumprir uma série de exigências e entrega de documentos à Anac, um processo que pode levar até um ano.
Drone em festa de casamento
“A proposta apresentada pela Anac é extremamente simplificada e vai facilitar a operação de vants de até 25 quilos em relação a exigências como manuais, treinamento de piloto. As empresas terão mais facilidade para vender e operar comercialmente, fazendo filmagens aéreas, alugar para uso. Antes isso não era permitido”, afirma Antonio Castro, presidente do comitê da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abinde)que trata do tema.

“Agora, poderão usar drone para filmar um casamento em uma área privada, desde que as pessoas que entrem no local autorizem serem filmadas. O mesmo vale para um set de filmagem de novela, por exemplo. A complexidade na regulação no Brasil está diminuindo”, comemora ele.

Atualmente, cerca de 20 empresas brasileiras fabricam peças ou sistemas ou operam aeronaves remotamente pilotadas e cobravam da Anac uma facilitação nas regras para alugar ou usar comercialmente os drones.

 
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Regras diferenciadas por categorias
Pela proposta será proibido o transporte de pessoas, animais ou artigos perigosos em vants em aeromodelos. Será proibido também o voo de vants autônomos (que decolem e pousem sozinhos, sem acompanhamento de um piloto ou operador).
Todos os pilotos que operarem drones além do alcance de visão deverão possuir licença e habilitação emitidas pelas Anac e todos as operações deverão possuir um seguro com cobertura de danos a terceiros.
Até 25 quilos
Voos de drones de até 25 quilos serão permitidos em ambientes confinados, desde que todos os presentes estejam cientes dos riscos e autorizem serem monitorados. Em locais em que haja fluxo de pessoas, deve ser autorizado formalmente pelo responsável.

Já em áreas privadas abertas, o voo de vants de até 25 quilos é permitido a até 400 pés desde que ocorra em "linha de visada visual" (ao alcance da visão), durante o dia, e que o piloto mantenha contato constante visual direto com o vant.
Os voos devem ocorrer a pelo uma distância de pelo menos 5km de aeroportos.

Do G1


Ucrânia reduz importação de gás russo

By on 27.2.14

A companhia ucraniana Naftogaz reduziu até 24 de fevereiro em 5,25 vezes as importações do gás russo, para 28 milhões de m3 por dia, informa a Reuters, alegando fontes anônimas.

http://3.bp.blogspot.com/-DXIhTv308Tc/Ur5QqBWvSNI/AAAAAAAACtk/865Vd3NWcFU/s1600/Urso_russo_gas.jpgSegundo a agência, a Naftogaz foi reduzindo as importações nas últimas semanas. Em 1 de fevereiro, as importações diárias equivaliam a 147 milhões de m3.
A Reuters indica que após o afastamento do presidente Viktor Yanukovich, leal ao Kremlin, aumentaram os receios de que Moscou utilize o preço de gás para pressionar Kiev.

Defesa teve maior corte de gastos entre ministérios, informa governo

By on 27.2.14
O ministério que mais sofreu com o bloqueio de recursos no orçamento deste ano – que totalizou R$ 44 bilhões – foi o da Defesa, cujo corte foi de R$ 3,5 bilhões em relação aos valores aprovados pelo Congresso Nacional.
Os números foram divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A dotação aprovada pelo Legislativo, para o Ministério da Defesa neste ano, caiu de R$ 14,79 bilhões para R$ 11,29 bilhões.
O Ministério da Defesa informou que soube somente nesta quinta-feira do valor do bloqueio efetuado na pasta, e acrescentou que, portanto, ainda não há detalhamento de como ele será implementado.
http://4.bp.blogspot.com/-K8BHccGdv_g/UAcEaHPporI/AAAAAAAAAQA/K3zQjhYyeAA/s640/mapa%2520do%2520brasil%2520cercado.jpg A pasta acrescentou que o bloqueio não afeta a compra de 36 caças supersônicos do modelo sueco Gripen, que farão parte da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), operação anunciada no fim do ano passado. O Ministério da Defesa lembrou que o contrato ainda está sendo negociado e que deverá ser assinado somente no fim deste ano, de modo que não há pagamentos previstos para 2014.
Em segundo lugar, aparece o Ministério da Fazenda, que sofreu um bloqueio de R$ 1,55 bilhão em seu orçamento. "Neste ano, não vai ter nem água aqui. Assim é a vida", brincou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, presente no anúncio. Segundo ele, a pasta tem de fazer "sacrifícios" para reduzir as despesas públicas.
Logo depois aparece o Ministério da Justiça, que sofreu corte de R$ 800 milhões em relação ao que foi aprovado pelo Legislativo, seguido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, com R$ 729 milhões.
O Ministério do Planejamento, por sua vez, terá um bloqueio de verbas de R$ 520 milhões, enquanto o Ministério da Previdência Social sofreu uma redução de R$ 400 milhões.

Do G1

PCC tem plano de fuga de Marcola com helicópteros e avião

By on 27.2.14
Reportagem exibida no SBT Brasil na noite desta quarta-feira (26) mostrou que a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) tem um plano ousado de resgate do traficante Marcola e mais três comparsas, presos na penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Dois helicópteros blindados e um avião seriam usados na ação. Resgatados, eles seriam levados para o Paraguai.
O plano consta em um relatório secreto da inteligência da polícia e do Ministério Público de São Paulo. Policiais e promotores acompanharam por quase um ano todo o planejamento da facção e não faltam provas de que o crime organizado tem coragem e dinheiro para a fuga.
Escutas revelaram que três integrantes da facção fizeram um curso de pilotagem em 2013 no Aeroporto do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. Um dos professores dos criminosos era, segundo o relatório, Alexandre José de Oliveira Junior, copiloto do helicóptero do deputado federal Gustavo Perrella (SDD-MG), preso por transportar mais de 400 kg de cocaína em novembro do ano passado.
Os presos fugiriam para o Paraguai, onde, segundo a polícia, está o suposto gerente de Marcola, o Funinho, que seria o responsável por conseguir o avião que seria usado na parte final do resgate. O suspeito fez uma viagem de teste do Paraguai até o aeroporto de Loanda (PR) há menos de 20 dias.
Segundo a polícia, quatro integrantes da facção foram destacados para o planejamento na rua. Um deles fez um estudo sobre como roubar dois helicópteros para a missão.
O plano começou a ser montado pela facção criminosa em janeiro do ano passado, em uma base montada na cidade de Porto Rico, no Paraná.
A segurança no presídio foi reforçada e policiais de grupos de elite fazem rondas permanentes em torno do local. As investigações já apontaram que o plano do PCC está pronto para ser executado a qualquer momento.

Coreia do Norte moderniza rampas de lançamento de mísseis

By on 27.2.14

A Coreia do Norte está realizando os preparativos para o lançamento de um míssil balístico mais moderno e capaz de atingir os EUA.

Essa é uma conclusão a que os especialistas do Instituto dos EUA e Coreia, da Universidade Johns Hopkins (EUA), chegaram com base em análise das imagens de satélite do polígono experimental de Sohae, tiradas nos últimos dois meses, assim como nos recentes testes de um novo propulsor norte-coreano, desenvolvido para o míssil balístico intercontinental móvel KN-08.

Vale lembrar que em 2012, ressaltam os especialistas, a Coreia do Norte realizou um lançamento bem sucedido de um satélite, conseguindo colocá-lo em órbita.

Estudo mostra que crosta terrestre tem pelo menos 4,4 bilhões de anos

By on 27.2.14

Encontrado o pedaço mais antigo da Terra, um cristal de zircão de 4,4 bilhões anos, na região de Jack Hills na Austrália. O cristal é proveniente da crosta terrestre e traz novas explicações para como a Terra primitiva se resfriou de uma bola de magma e formou continentes apenas 160 milhões de anos após a formação do nosso sistema solar
 
 
Um grão microscópico do mineral mais antigo da Terra foi datado com 4,4 bilhões de anos de idade, revelando detalhes sobre a infância do nosso planeta e de como ele se tornou propício para a vida, anunciaram cientistas.


A descoberta prova que a Terra se manteve como uma bola indomável, coberta por um oceano de magma por um período de tempo mais curto após sua criação do que se pensava anteriormente.


Acredita-se que a Terra tenha se formado cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, mas pouco se sabe sobre seus primeiros anos, particularmente quando se tornou fria o suficiente para que a crosta pudesse se solidificar a partir da rocha fundida e para que a água se formasse.


Alguns afirmam que teriam sido necessários 600 milhões de anos para o resfriamento.


Mas a descoberta, nas últimas décadas, de cristais de zircão, alguns com cerca de 4,4 bilhões de anos, pôs em dúvida essa teoria, mesmo que a idade dos minerais não tenha sido provada conclusivamente. Até agora.


O novo estudo, publicado neste domingo, confirma que os grãos de zircão coletados da região de Jack Hills, no oeste da Austrália, cristalizaram-se na época da formação da crosta terrestre, há 4,374 bilhões de anos, segundo seus autores.

Essa datação é 160 milhões de anos após a criação da Terra e de outros planetas do nosso sistema solar - "muito mais cedo do que se acreditava anteriormente", segundo um comunicado de imprensa.

As descobertas fortalecem a teoria de uma "Terra primitiva fria", com temperaturas baixas o suficiente para permitir que água em estado líquido, oceanos e uma hidrosfera - massa combinada de água no planeta - se formassem não muito tempo depois da crosta, durante um período conhecido como Hadeano.

"O estudo reforça nossa conclusão de que a Terra teve uma hidrosfera antes de 4,3 bilhões de anos" e possivelmente abrigou vida não muito tempo depois disso, afirmou o co-autor do estudo, John Valley, geoquímico da Universidade do Wisconsin - Madison.

O estudo foi realizado com uma nova técnica, chamada tomografia de sonda atômica, que poderia determinar com precisão a idade do minúsculo fragmento mineral ao medir átomos individuais de chumbo contidos dele.

Devido à sua durabilidade, o zircão pode resistir a bilhões de anos de erosão e permanecer quimicamente intacto, contendo uma riqueza de informação geológica. Ele foi encontrado armazenado em rochas mais jovens e até mesmo na areia.

Este novo conhecimento sobre quando a Terra esfriou "também pode nos ajudar a entender como outros planetas habitáveis se formariam", disse Valley.
 
Fonte: BOL

Via Arquivos do Insólito

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Quais os rumos da biometria no Brasil?

By on 26.2.14
http://2.bp.blogspot.com/-pTXTfQzTGcI/Ume88r1gJII/AAAAAAAAEYY/Tyq4hKm9E68/s640/biometric.jpgExecutivo da Lumidigm revela que não há nenhum dispositivo 100% à prova de fraudes. Mas os sensores de impressão digital estão quase lá

O Brasil vem chamando atenção do mundo todo por sua capacidade de rapidamente absorver novas tecnologias biométricas em vários segmentos – o que garante uma posição de destaque, principalmente no mercado financeiro. Cinco dos maiores bancos brasileiros já estão adotando a autenticação biométrica, implantando sensores nos caixas eletrônicos. Os demais não devem demorar a seguir esse caminho – nos transformando, provavelmente, no primeiro país no mundo em que o número de caixas eletrônicos com sistema de autenticação biométrica supera aqueles que contam apenas com modelos convencionais até o final deste ano. Diante desse avanço, Phil Scarfo, executivo da Lumidigm – líder global em soluções de autenticação biométrica que foi adquirida recentemente pela HID Global, gigante em soluções de identificação segura – fala sobre os rumos esperados para a biometria no curto e médio prazo.

1.      As senhas e códigos alfanuméricos estão com os dias contados?

Phil Scarfo: “Sim, embora seja difícil prever uma data. O fato é que o mundo mudou dramaticamente nas últimas décadas. Então, por que continuar confiando em métodos de autenticação que não são nem seguros, nem convenientes? Quando fornecedores inteligentes combinam o que os consumidores querem (maior comodidade) com o que eles precisam (maior segurança), o resultado é uma fórmula convincente e vencedora para todos. As senhas têm sido usadas há mais de 50 anos e, embora elas venham se tornando cada vez mais inconvenientes, menos seguras e mais difíceis de administrar e manter – exigindo muito de nós em termos de memória e organização –, ainda persistem em muitas aplicações como se fossem suficientes”.

2.      Existe algum setor pioneiro, que esteja mais adiantado na substituição das senhas por sensores de impressão digital?

Phil Scarfo: “O setor financeiro é o mais avançado. Os bancos brasileiros, por exemplo, estão provando para o mundo todo que a biometria pode aumentar a segurança sem aumentar a complexidade – oferecendo um benefício real e um modelo que funciona. Também sabemos que as senhas estão se tornando uma ameaça cada vez maior à segurança do usuário. Sendo assim, muito provavelmente a biometria será uma alternativa real dentro de uma década em vários setores da economia”.

3.      Por que o Brasil está se destacando tanto com relação à adoção da biometria?

Phil Scarfo: Antes de todos os outros países, o Brasil se deu conta de que segurança é tão importante quanto conveniência. Em muitos mercados, hoje em dia, os provedores estão forçando os clientes a ‘escolher’ entre segurança e comodidade. O que o Brasil já percebeu é que, enquanto os analistas de risco anseiam por segurança, seus clientes estão pedindo mais facilidade e comodidade. Com a biometria, as duas partes saem vitoriosas. Além disso, a tecnologia biométrica de impressão digital é muito bem aceita por toda a população – tendo sido incorporada, também, no sistema eleitoral, no controle de presença de empresas, faculdades, serviços de saúde etc.”.

4.      Sendo uma tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos, por que esse país não foi o primeiro a adotar amplamente a biometria?

Phil Scarfo: “Mercados como os Estados Unidos, onde grandes perdas financeiras devido a fraudes ainda são raras, não existe essa percepção da importância de ferramentas como a biometria para aumentar a segurança. Todavia, como esse cenário vem mudando rapidamente em nível mundial, não vai demorar para começar a ver outros mercados como os Estados Unidos e países fortes da União Europeia adotar a autenticação biométrica também”.

5.      Em outros países da América Latina, onde a questão segurança é tão fundamental quanto no Brasil, também estão sendo adotados sensores biométricos de impressão digital?

Phil Scarfo: “Sim. No México, Chile e Argentina vemos um interesse crescente em adotar sensores biométricos em muitos segmentos da economia, principalmente o bancário. Assim como o Brasil, eles compreendem que a autenticação biométrica é a forma mais pura de identificação pessoal. Isso assegura que aquela parcela da população que não tem acesso à tecnologia – como moradores de áreas rurais, idosos pensionistas e pessoas que fazem parte de projetos assistenciais do governo – possa fazer uso da biometria sem grandes esforços, já que basta cadastrar a digital e aproximar o dedo do leitor biométrico para ter acesso à conta bancária no caixa eletrônico. Não há nada para aprender ou se lembrar – nem qualquer outra barreira de idade, idioma ou nível educacional. Trata-se de uma tecnologia simples e muito inclusiva.

6.      Qual a relação custo-benefício para a implantação de sensores biométricos nos caixas eletrônicos?

Phil Scarfo: “O custo vem sendo reduzido na medida em que a nova tecnologia vai se popularizando e os sensores vão ficando melhores e mais baratos. Vale dizer que o retorno do investimento se torna mais claro e óbvio quanto mais percebemos seu custo-benefício. Afinal, alternativas como ‘memorização de senhas’ parecem gratuitas mas custam caro – já que são muito vulneráveis. As perdas devido a fraudes e abusos são impactantes para muitos negócios. Portanto, quando avaliamos a relação custo-benefício, é fundamental considerar o nível muitas vezes superior da biometria em termos de segurança e conveniência para clientes bancários ou de outros serviços e empresas. Ou seja, o custo de ter uma autenticação biométrica é menor do que o custo de não ter”.
 
7.      Podemos dizer que a biometria é infalível em termos de segurança?

Phil Scarfo: “Nada em termos de segurança será 100% à prova de fraudes. Gerenciar riscos é uma questão de equilibrar segurança e conveniência. Podemos aumentar a segurança substancialmente, mas através da combinação de fatores que atingem quase a segurança total. Chegamos muito perto de 100%, mas não atingimos os 100%.   A combinação entre biometria, um dispositivo inteligente (com uma aplicação segura) e talvez um PIN (código numérico de identificação pessoal) poderia ser mais do que suficiente para atender aos mais altos padrões de segurança. Mas é errado pensar que alguma coisa é 100% segura, à prova de fraudes. Sendo assim, a melhor opção é aquela que proporciona um nível bastante alto de segurança com a máxima conveniência possível. Que outra tecnologia oferece isso além da biometria? Por enquanto, nenhuma outra.

Fonte: Phil Scarfo, executivo da Lumidigm, líder global em soluções de autenticação por sensores biométricos de impressão digital – que foi adquirida recentemente pela HID Global, líder mundial em soluções de identificação segura que está ampliando seu portfólio, podendo entregar uma variedade de novas soluções de identificação ao mercado.

Do SEGS

Por que a crise na Ucrânia é importante?

By on 26.2.14
http://3.bp.blogspot.com/-DXIhTv308Tc/Ur5QqBWvSNI/AAAAAAAACtk/865Vd3NWcFU/s1600/Urso_russo_gas.jpgAo mesmo tempo que ameaçam a Ucrânia com sanções, Estados Unidos e União Européia pedem paz e diálogo. Enquanto isso, o presidente russo Vladimir Putin liga para o presidente ucraniano Viktor Yanukovych enquanto lhe envia dinheiro e baixa o preço do gás vendido ao país. Por fim, o vice-presidente americano, Joe Biden, também chama Yanukovych para que pedir que ele não reprima os manifestantes. O que é que a Ucrânia tem para que todos esses atores da cena política global estejam tão dispostos a agir?
Para muitos, o país é o vértice geográfico onde se disputa uma nova versão da Guerra Fria.
O conflito na Ucrânia já deixou ao menos 40 mortos e centenas de feridos nos últimos dias. Os choques entre manifestantes e a polícia se tornaram constantes, especialmente na capital, Kiev. E uma recente tentativa de trégua fracassou.
Tudo começou em novembro, quando Yanukovych decidiu recusar um acordo que aprofundaria os laços do país com a União Europeia (UE) e era negociado havia três anos. Em troca, o presidente preferiu se aproximar da Rússia. Ou tudo teria começado antes?

Pescoço paralisado

Durante quase todo o século 20, a Ucrânia fez parte da União Soviética, até sua independência em 1991.
Desde então, o país passou a olhar em uma outra direção, do Oriente para o Ocidente, da Rússia para a União Europeia, tendo os exemplos de Polônia, Eslováquia e Hungria - todos membros da União Europeia – em seu horizonte.
Mas a Ucrânia não completa esse movimento porque duas forças contrárias o paralisam.
De um lado, está a parte ocidental do país, onde vivem as gerações mais jovens e de onde partiu o movimento de aproximação da UE.
Do outro, está a parte oriental e sul, mais próxima da Rússia, onde se fala russo e não ucraniano e prevalece um sentimento de nostalgia dos anos de integração soviética.
Por fim, de cada um desses lados, existem os interesses e pressões de grandes potências mundiais.

http://www.alternatives-economiques.fr/__TRAVAIL/graphique_legends/img.php?id=36361O gás

A Ucrânia depende da Rússia para abastecer-se de gás. Além disso, por seu território passam dutos que transportam os gás russo para a União Europeia.
Muitos analistas acreditam que a crise do gás ocorrida entre 2006 e 2009 foi uma consequência das tensões políticas que já existiam na época na Ucrânia, em razão da divergência quanto a aproximar-se da União Europeia ou da Rússia.
Essas tensões estavam no coração da Revolução Laranja de 2004, na qual o atual presidente Viktor Yanukovych perdeu poder enquanto líderes mais favoráveis ao Ocidente, como os políticos Viktor Yaschenko e Yulia Tymoshenko, subiram ao poder.
Mas esse políticos não conseguiram satisfazer as expectativas populares, o que levou Yanukovych a ganhar as eleições de 2010.
“Eram corruptos, incompetentes. Então as pessoas votaram em Viktor Yanukovych”, disse Edward Lucas, editor internacional da revista The Economist e autor do livro “A Nova Guerra Fria: a Rússia de Putin e sua ameaça ao Ocidente”, ao programa PM da Rádio 4 da BBC.
“Infelizmente, isso abriu a porta para a Rússia, e a Rússia forçou a Ucrânia a recusar o acordo comercial com a União Europeia e levou a Ucrânia para o seu lado”, acrescentou Lucas.
Em uma reunião em 17 de dezembro de 2013 entre Putin e Yanukovych, a Rússia se comprometeu a comprar o equivalente a R$ 36 bilhões em títulos do Estado ucraniano e a reduzir o preço do gás vendido ao país.
A Rússia é o principal parceiro comercial da Ucrânia. Em 2012, segundo informações oficiais, as exportações do país para a Rússia foram de R$ 165 bilhões, enquanto as importações vindas da Rússia somaram R$ 203 bilhões.
Ao mesmo tempo, a UE representa um terço do comércio exterior da Ucrânia.
Em 2012, o país exportou R$ 48 bilhões para o bloco, do qual comprou produtos e serviços num valor total de R$ 78 bilhões, segundo números da Comissão Europeia.
A maioria das exportações ucranianas para o bloco são beneficiadas por um sistema de isenções tarifárias.

http://4.bp.blogspot.com/-efS0YXWp2Gg/UpTBr6C3tSI/AAAAAAAAnVg/89T7mDo3iIM/s1600/Ucrania+dialeto-map.pngEsferas de influência

Mas, para Mark Mardell, editor da BBC para a América do Norte, o assunto vai além do comércio exterior. “A batalha pela Ucrânia é sobre a influência e o alcance do Ocidente no mundo”, diz.
“Desde a queda da União Soviética, a Rússia se enfraqueceu perante o Ocidente”, afirma Mandell. “Não apenas ex-aliados como Polônia ou República Tcheca hoje são parte da UE, mas também ex-membros da URSS, como Lituânia e Letônia, se uniram ao bloco. E agora um aliado histórico russo, a Sérvia, decidiu fazer o mesmo.”
A Rússia não pretende dar o braço a torcer em relação à Ucrânia. O chanceler russo Sergei Lavrov disse nos últimos dias: “Muitos países ocidentais tentam interferir de todas as formas, encorajam a oposição a agir ilegalmente, até mesmo flertam com os militantes, dão ultimatos, ameaçam com sanções”.
Já em 2010, a Ucrânia firmou com a Rússia um acordo que determinou um desconto de 30% no gás russo vendido ao país. Em troca, a Ucrânia estendeu por 25 anos o arrendamento da cidade de Sebastopol, no Mar Negro, onde a Rússia tem uma importante base naval.
Os manifestantes contrários a Yanukovych acreditam além de tudo que o presidente está encaminhando o país rumo à sua inclusão na União Euroasiática, uma união alfandegária impulsionada por Putin, da qual fazem parte a Bielorrússia e o Cazaquistão.
Tanto Putin quanto Yanukovych negam essa acusação.

Fraqueza Ocidental

Lucas, da The Economist, acredita que Putin e sua equipe no Kremlin “nunca aceitaram os termos do acordo de 1991, após o colapso da União Soviética”.
“Eles querem recuperar uma parte da Europa que eles acreditam pertencer a eles, ser parte de sua esfera de influência”.
Se isso acontecesse, isso “pode abalar o fornecimento de gás e petróleo da Europa”, diz.
“O oeste do país não aceitará o mando de Moscou ou de Kiev, se for em nome de Moscou; eles travaram uma disputa de guerrilha por dez anos entre 1945 e 1955, que foi esmagada brutalmente por Stalin”.
Tanto Lucas quanto Mardell, da BBC, enxergam uma falta de firmeza nas posturas da União Europeia e dos EUA.
Para Mardell, a “Europa exibe fraquezas”, e “Barack Obama dá a entender que não se interessa pelo que acontece no exterior”.

Silêncio

“O som mais inquietante nas ruas de Kiev não é o dos tiros ou das explosões, mas o do silêncio”, disse Steve Rosenberg, enviado da BBC à Ucrânia, na última quarta-feira no rádio.
No centro da cidade, não havia automóveis, apenas pessoas caminhando pelas calçadas.
Era como se as coisas estivessem em suspenso, o ar parado, à espera de uma definição, se o país irá pender para o leste ou para o oeste.
Da BBC

Dreamliner volta a ser o pesadelo da Boeing: Não há quem os compre

By on 26.2.14
A Boeing está a enfrentar dificuldades para vender onze dos seus primeiros 787 Dreamliners, avaliados em 1,1 mil milhões de dólares. 

Várias companhias aéreas estão a anular encomendas e a preferir outros equipamentos ao avião comercial da construtora Boeing. As dúvidas em adquirir o Dreamliner poderão estar relacionadas com os problemas técnicos que estes equipamentos têm enfrentado. Foram detectados vários erros nas baterias - algumas rebentaram - e até no desenho do corpo deste avião. 
Depois de várias companhias terem reportado estes problemas, a Boeing teve de suportar vários encargos para reparar os equipamentos e, mesmo agora, alguns ainda estão 'presos' à espera de dono, o que parece estar difícil de acontecer. 
De acordo com a agência Bloomberg, a russa Transaero Airlines retirou uma encomenda em dezembro, enquanto que a companhia aérea da Indonésia comunicou em janeiro que iria optar por Boeing 737 em vez dos cinco Dreamliners que tinha previsto. O recuo nas compras inclui ainda a RwandAir, que chegou a assinar uma carta de intenções em 2012, e que acabou por nunca efectivar.
A Transaero, Garuda e Malaysia Air não quiseram comentar as ações. Mas a RwandAir afirmou que os planos de aquisição de equipamentos ainda não são finais e que, pelo menos, até 2017 não iriam comprar quaisquer Boeing 787. 
Douglas Kelly, responsável por avaliação de ativos, afirmou à Bloomberg que os primeiros 787 "continuam a apresentar um bom valor". As melhorias colocam-nos tão bem posicionados como os novos equipamentos e, lembra Kelly, permitem 10% de poupança de combustível, acima do que é conseguido pelo Airbus A330, por exemplo.

Goodbye A-10, Goodbye U-2: EUA terá maior redução desde a Segunda Guerra

By on 26.2.14
http://1.bp.blogspot.com/-dOd0U2vvg6Q/UCRh9wbk5MI/AAAAAAAARIE/zHeV-k8r51s/s1600/A-10+-+USAF,+Devagar+Se+Vai+Mais+Longe.jpgO secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, anunciou planos para reduzir o tamanho do exército do país a um nível não visto desde antes da Segunda Guerra Mundial.
Ao delinear seu plano de orçamento, o chefe do Pentágono propôs o corte do número de pessoal ativo do Exército de 520 mil para algo entre 440 mil e 450 mil.
http://4.bp.blogspot.com/_nfwzKszAtJE/S-gcWuDPhtI/AAAAAAAAFWA/hy55VKGL_DI/s1600/aviao_U2_595.jpgSegundo o mesmo plano, serão removidos da frota do país as aeronaves as que operam desde os tempos de Guerra Fria, o que inclui o avião espião U-2 e o caça a jato A-10.
O professor da Universidade de Defesa Nacional, em Washington DC, Boris Saavedra afirma que "as mudanças continuarão nos próximos quatro ou cinco anos".
"A tendência geral é a de reduzir o tamanho do Exército, já que não há recursos para sustentar essas grandes estruturas."
O plano anunciado por Hagel, no entanto, exige a aprovação do Congresso.

http://1.bp.blogspot.com/_BSCeP9r5uD8/TBy1QiAMVyI/AAAAAAAABSI/OsvvOkk_CD4/s1600/us+army.bmp'Desafio fiscal'

Os militares dos EUA estão sob pressão para reduzir seu tamanho depois de duas guerras caras no exterior.
"Este é um orçamento que reconhece a magnitude dos nossos desafios fiscais", disse Hagel.
Ele acrescentou: "Há decisões difíceis pela frente. Essa é a realidade que estamos vivendo."
Como os EUA se preparam para acabar com operações de combate no Afeganistão no final deste ano, já era esperada a redução do efetivo do Exército para 490 mil.
Hagel disse que o governo também recomendará o fechamento de algumas bases militares em solo americano, em 2017, embora essa proposta tenha sido rejeitada pelo Congresso nos últimos anos.
O chefe do Pentágono também revelou planos para mudanças nos salários e benefícios, tais como cortar subsídios de habitação, limitar aumentos salariais e aumentar o desconto do seguro de saúde.

'Poder inteligente'

Para Saavedra, a proposta anunciada por Hagel, além de questões de orçamento, responde a uma realidade que prevalece no cenário geopolítico atual.
Após a Segunda Guerra Mundial, especificamente a partir do Tratado de Yalta, em fevereiro de 1945, que marcou o início da Guerra Fria, houve uma grande expansão das Forças Armadas dos EUA. "Isto terminou em 1989, com a queda do Muro de Berlim e o subsequente colapso da União Soviética."
http://2.bp.blogspot.com/__C8H7OnbM60/TKuh12c9mBI/AAAAAAAAABE/RUwp_i6i13s/s320/bloque-bipolar.jpg"As capacidades militares já não são definidas pelos tamanhos dos efetivos. Lutar contra as principais ameaças que existem hoje a nível global - terrorismo, crime organizado, tráfico de drogas e terrorismo cibernético - não requer a implantação de grandes aparatos militares", diz Saavedra.
Para o professor, a doutrina militar que definiu EUA até a primeira Guerra do Golfo, "na década de 1990 do século passado" (implantação maciça de tropas, golpe direto ao inimigo etc.) já não faz muito sentido.
Hoje , explica ele, a tendência na maioria dos países é a migração para a democracia e o respeito aos direitos fundamentais, de modo que a resolução de conflitos pode se dar por meio do "poder inteligente": dissuasão e gestão diplomática, como ocorreu recentemente com a tensão gerada entre os EUA e Síria quanto ao uso aparente de armas químicas por parte do governo de Bashar Al Assad.

Guerras políticas

"As guerras são vencidas não militarmente, mas politicamente e recentes guerras no Iraque e no Afeganistão são prova disso ", diz Saavedra.
No entanto, a redução dos gastos militares pode muito bem gerar distúrbios no Congresso, que se prepara para as eleições legislativas em novembro.
A reação à proposta foi rápida. Alguns membros republicanos do Congresso alertaram que os cortes poderiam afetar a capacidade de ação militar do país.
"O mundo não está se tornando um lugar mais seguro. Não é a hora de começar a reduzir as nossas Forças Armadas", disse o deputado republicano Michael Turner à Bloomberg.

Da BBC

 


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