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quarta-feira, março 19, 2014

Aeroporto 777: Suicídio de piloto e tiro de míssil são hipóteses para sumiço do avião da Malaysia Airlines

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As autoridades da Malásia informaram ter ampliado nesta sexta-feira (14) as operações de busca do vôo MH370 que desapareceu há uma semana e admitiram não ter ainda nenhuma pista sobre o paradeiro do Boeing 777 que partiu de Kuala Lumpur em direção à Pequim com 239 pessoas a bordo. Diante do mistério, várias hipóteses são evocadas para tentar desvendar este caso inédito na aviação, entre elas a possibilidade de suicídio do piloto e/ou a aeronave ter sido atingida por um míssil.



"O aparelho ainda não foi localizado e a área de buscas foi ampliada”, declarou o ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein. Segundo ele, a operação se estende agora rumo ao leste do Mar da China e na região ocidental do Oceano Índico.
O ministro indicou não ter nenhuma pista que possa explicar o que aconteceu com o Boeing da Malaysia Airlines, que decolou do aeroporto de Kuala Lumpur, às 0h40 (pelo horário local) do dia 5 de março em direção à capital chinesa e desapareceu do radar uma hora depois .
Voo prolongado
Hussein se recusou a comentar a notícia veiculada pelo jornal americano The Wall Street Journal de que o avião teria voado ainda por mais 4 horas depois do último contato feito com os controladores aéreos.
A reportagem se baseou em relatos de investigadores americanos que identificaram tentativas do aparelho de continuar a emitir sinais automáticos depois de ter desaparecido do radar. Diante dessa nova informação, a marinha americana enviou um de seus navios, o USS Kidd, para o Oceano Índico, para auxiliar nas operações.
“Não queremos comentar declarações que responsáveis anônimos teriam feito para a imprensa”, disse o ministro. “Nós queremos apenas encontrar o avião o mais rápido possível. Mas as circunstâncias nos obrigaram a ampliar a área de buscas”, acrescentou.
Nenhuma pista foi encontrada pelas equipes que buscam o avião, apesar dos meios usados para tentar localizá-lo. O dispositivo empregado nesta operação para desvendar um dos casos mais intrigantes da aviação civil envolve 10 países que enviaram embarcações e aviões e contam até com imagens de satélites.

Sem pistas e nenhum cenário plausível para explicar o que aconteceu com o vôo MH370, especialistas ouvidos pelo jornal francês Le Figaro elaboraram uma lista com cinco hipóteses baseadas em experiências anteriores com acidentes e tragédias aéreas.
Avião desviado
A primeira delas questiona a possibilidade de que o avião tenha sido desviado intencionalmente da rota após a divulgação de que o aparelho teria continuado a enviar mensagens automáticas (Acars) depois de seu último contato, sugerindo que a aeronave poderia ter percorrido ainda mais 3.500 quilômetros.
Essas mensagens, explica Le Figaro, são normalmente enviadas para a companhia aérea, aos serviços de manutenção da empresa ao construtor, para acompanhar o estado da sua frota. O jornal apurou que os motores Rolls Royce, que equipam o Boeing desaparecido, recebem mensagens Acars de seus aviões. A tese de desvio também se sustenta dentro da hipótese de desintegração do aparelho.
Le Figaro comenta que é possível fazer desaparecer o avião do radar cortando o transponder, um aparelho responsável pele envio de mensagens. A operação para suspender as Acars não é simples, mas pode ser executada, garante um especialista.
Despressurização fatal
A revelação nesta quarta-feira de uma fissura em um Boeing 777 descoberta no ano passado, nos Estados Unidos, levantou a hipótese de uma pane técnica ou de um incidente ter provocado a desintegração da aeronave em pleno vôo, afirma Le Figaro.
O caso do vôo 611 da China Airlines em 2002, que também desapareceu do radar em pleno voo e caiu no estreito de Taiwan foi lembrado pelo jornal, já que as investigações apontaram uma abertura na fuselagem e um desgaste do avião para explicar a desintegração do aparelho. Mas no caso do MH370, é pouco provável que a estrutura do avião possa ser colocada em dúvida, afirma o diário francês.
Atingido por míssil?
O desaparecimento brusco do Boeing, a falta de mensagens de alerta e ausência de destroços são os únicos fatores que sustentam tal opção, na análise do jornal. Neste caso, um tiro disparado do solo teria sido captado por sistemas de defesa. Mas há históricos de pelo menos dois acidentes deste tipo: o do voo 007 da Korean Airlines, abatido por um caça soviético em 1983; e o 870 da Itavia que caiu no mar Tirreno após ser atingido por um míssil.
Piloto suicida ?
Dramas aéreos envolvidos em mistério costumam evocar essa alternativa, alerta Le Figaro. Tragédias aéreas provocadas por suicídio de um dos pilotos representariam 0,5% dos acidentes, indica a Agência americana de aviação civil (FAA).
A fase de vôo seria propícia a um drama humano, escreve o jornal ao lembrar que, 40 minutos depois da decolagem, o voo MH370 já tinha atingido sua velocidade de cruzeiro havia alguns minutos. Nesse momento, normalmente a tripulação se movimenta para o serviço de bordo e um piloto já pode deixar seu cockpit. Nesse momento, explica o jornal, um do piloto que fica na cabine ou mesmo um passageiro que tenha invadido o local pode cometer um ato de loucura.
Os dois casos mais famosos de suicídio de piloto, afirma o Le Figaro, envolveram um vôo da Egyptiair em 1999 com 217 pessoas a bordo, e um da Silk Air, em dezembro de 1997 na Indonésia, que matou 104 pessoas.
Incêndio a bordo
O desaparecimento rápido do Boeing da Malaysia Airlines também dá origem à hipótese de incêndio à bordo do avião. Um especialista ouvido pelo jornal garante que em caso de incêndio, o drama pode acontecer imediatamente e a tripulação às vezes não tem tempo de enviar mensagens ao pessoal de terra. Um Boeing 747 da empresa UPS detectou um incêndio a bordo 22 minutos depois da decolagem, não teve tempo de voltar a pousar e caiu não muito distante de Dubai.
Enquanto não houver informações sobre as condições do aparelho e nem sua localização, as buscas poderão ser longas e complicadas, especialmente diante do mistério que cerca o caso e da falta de coordenação dos trabalhos de investigação, aponta Le Figaro.

Do RFI

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