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segunda-feira, março 17, 2014

Befron: Exército brasileiro nega retirada de tropa na fronteira com a Bolívia

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O destacamento do Exército na localidade de Corixa, em Cáceres, no Oeste de Mato Grosso, será desativado pelo 2º Batalhão de Fronteira (Befron), considerado um dos mais importantes no tocante a proteção da região Oeste. A desativação já tem até mesmo data marcada: 28 de março. Hoje, esses postos militares atuam na segurança da fronteira Brasil/Bolívia com efetivo de 15 militares em cada posto. Além de Corixa, serão também desativos os postos de Palmarito, que fica a quatro quilômetros da Bolívia; e ainda Santa Rita e São Simão.
No Estado serão mantidos apenas três destacamentos: os de Casalvasco, Fortuna e Guaporé. Eles ficam nos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade, Porto Esperidião e Comodoro. Esses postos serão reestruturados fisicamente e passarão a contar com 60 militares. Eles serão transformados em Pelotões Especiais de Fronteira.

As leis complementares 97, 117 1 136, de 1999 e de 2004, regulam o emprego das Forças Armadas. A 117, especificamente, autoriza que o Exército exerça o papel de polícia em áreas de fronteira.

A notícia do fechamento do destacamento de Corixa, em Cáceres, preocupa as autoridades locais e foi um dos temas da reunião realizada na no gabinete do prefeito Francis Maris. A reunião contou com a presença de representantes da PRF, Câmara de Vereadores, Rotary Clube, seguradoras,Federação da Agricultura(Famato), Sindicato Rural de Cáceres e de São José dos Quatro Marcos, Exército, Polícia Federal e Cruz Vermelha.

O prefeito Francis Maris afirmou que vai buscar, junto aos ministérios competentes, uma forma do destacamento da Corixa também se transformar em Pelotão Especial. "Tentaremos o que for possível" – disse.

Hoje, a extensão da BR-070 que dá acesso à Bolívia por Cáceres, é a única rodovia asfaltada e uma das mais utilizadas. O trecho está sem a presença de nenhuma força policial, a não ser a do Exército na Corixa. O trecho é considerado o "corredor" para os crimes transfronteiriços, especialmente a passagem de veículos roubados/furtados, o descaminho e a entrada da cocaína. Também faz parte da rota de atuação do PCC-Primeiro Comando da Capital, facção que teve origem em São Paulo e hoje atua dentro de presídios e cadeias em todo o país.

Ainda na BR-070 foi retirado o grupamento do Grupo Especial de Fronteira. Hoje, o Gefron e a Polícia Militar se revezam em outros três pontos: os postos do Indea na Corixa, na Corixinha e Avião Caído. Ainda assim, com a função específica de dar segurança aos agentes do Indea, nas ações relativas a defesa fitossanitária. Nos três postos, os policiais que atuam recebem diárias pagas pelo Indea, mas também exercem o papel de polícia e realizam várias apreensões de drogas e recuperação de carros roubados.

A região que fica na extensão dos 150 km de fronteira seca abrange 22 municípios e milhares de propriedades rurais. Só em São José dos Quatro Marcos, são mais de 3 mil, e mais de 4 mil em Cáceres, segundo dados dos respectivos sindicatos rurais. E está praticamente desguarnecida de segurança. Órgãos como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal estão com falta de efetivo suficiente para atender a demanda. Nas rodovias federais da região, a 070 e a 174, o tráfego diário é de 3 mil veículos.

Do final de 2013 para cá, começou de novo uma ação criminosa que foi intensa anos atrás nas propriedade rurais da região: o assalto para roubar máquinas agrícolas, especialmente tratores. As quadrilhas invadem as fazendas já perguntando:"onde estão os traçados". A porta de saída dos tratores é por Pontes e Lacerda,pela MT 265, através das localidades conhecidas como Baia Velha e Avião Caído. A situação é tão grave que as seguradoras tem restrições e muitas já não fazem seguro de tratores e máquinas agrícolas. As que fazem, aumentaram -e muito- o valor do seguro.

Hoje o Gefron, uma polícia criada para atuar especificamente na fronteira, tem postos fixos apenas em Vila Cardoso(Porto Esperidião) e Matão (Pontes e Lacerda).
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O Exército Brasileiro negou que haverá a retirada de seu destacamento no município de Caceres, a 234 quilômetros de Cuiabá. Por meio de nota, as Forças Armadas afirmam que não haverá redução do efetivo e que a base que hoje atende o local poderá ser transformada em pelotão. Por questões regimentais, o exército não divulgou a data da mudança, mas confirmou que será ainda no primeiro semestre deste ano.

Desde o anúncio da retirada do destacamento do Exército do município, a população convive com o medo de haver o aumento da violência, uma vez que a cidade está em uma das regiões mais tensas do país na fronteira com a Bolívia.
É de lá que a maior parte dos entorpecentes como a cocaína e a pasta base da mesma entra no país, e onde também estão localizadas fazendas que, segundo o presidente do Sindicato da Polícia Federal, Erlon Brandão, são utilizadas como ponto de travessia da droga.

Atualmente, o exército brasileiro mantém oito destacamentos na região de fronteira, em que cada um possui 15 homens para fazer a guarda. Ao todo, são 15 homens para cada 100 quilômetros de faixa. Com a alteração de destacamento para pelotão, a estrutura dará melhores condições aos oficiais. Entretanto, a faixa de fronteira a ser assistida aumenta para 420 quilômetros.
Dessa forma, ao mesmo tempo em que os oficiais ganham mais estrutura, aumenta-se a extensão de fronteira a ser assistida, desguarnecendo, assim, regiões críticas como a de Corixa, Santa Rita, Fortuna e São Simão.

Do Militares Brasil - Via EpochTimes

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