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quarta-feira, fevereiro 18, 2015

DARPA quer lançar satélites usando aviões

By on 18.2.15
Satélites custam caro. Dezenas, às vezes centenas, em alguns casos mais de um bilhão de dólares. Parte desse custo vai no lançamento, que pode sozinho custar US$ 70 milhões. O ônibus espacial nos Anos 80/90 custava US$ 500 milhões por lançamento, então usar pra lançar satélites só os grandes e pesados demais para foguetes normais.
Quanto aos satélites, boa parte do custo vai em pesquisar e produzir equipamentos que durem vários anos no espaço. Se for por alguns dias qualquer placa-mãe de celular Android vagaba resolve. Em termos de processamento bruto, se você estiver lendo isto em um Lumia 930 tem em suas mãos mais processamento do que o Hubble. Se for um Lumia 1020, a câmera é melhor também (ok nem tanto).
Idealmente teríamos satélites mais baratos com uma vida útil menor, lançados a baixo custo, mas o preço dos lançamentos é impeditivo. Mesmo o Pegasus, da Orbital ATK ainda é muito caro, a mais de US$ 10 milhões por lançamento. Mesmo assim estão no caminho certo.
Vencer as camadas mais baixas da atmosfera é o grande problema para os foguetes, a maior parte do combustível é gasta nisso. Resistência do ar é uma biatch, como se diz. O Pegasus foge disso sendo lançado de um avião, a 40 mil pés, onde a atmosfera é bem mais rarefeita. Com isso um foguete de 23 toneladas consegue colocar em órbita um satélite de 443 kg. O foguete Longa Marcha 1, chinês, com capacidade semelhante pesa 83 toneladas.
Eis que entra a DARPA, a agência de pesquisas avançadas do Pentágono. Eles estão de olho em uma tecnologia bem mais interessante.
Em vez de um caro Pegasus e um Lockheed TriStar dedicado, usariam caças, um foguete bem menor e reduziriam o custo a US$ 1 milhão por lançamento. Parece muito, mas o Phoenix, míssil de longo alcance usado somente pelos F14 custava US$ 500 mil a unidade, e isso nos Anos 70/80.
O sistema projetado pela DARPA entrou na Fase 2, com a Boeing como principal desenvolvedora. Planejam lançar em 2016 os primeiros satélites, com massa na faixa dos 45 kg. Parece pouco, né? A Sandy inteira tem 40 kg. Isso em termos de capacidade de processamento (do satélite, não da Sandy) é imenso, e pode ser usado para finalidades especializadas. Um satélite só para monitorar celulares, outro com uma pucta câmera infravermelha para detectar lançamentos, outro com um radar de microondas para monitorar nuvens, e por aí vai.
Veja o vídeo conceitual:

 
Importa se vão durar só alguns meses? Não, são baratos, podem, segundo o projeto da DARPA ser lançados com 24 h de aviso e independem de toda uma estrutura especializada como um lançamento normal.
Mais ainda, barateando e multiplicando satélites acaba-se com a possibilidade de guerra espacial, com armas anti-satélites derrubando os pássaros inimigos.
Essa abordagem aliás seria excelente para o Brasil. Avibrás, Mectron e outras empresas possuem know-how na produção de mísseis, sabemos fazer satélites pequenos. Um mini-programa espacial nesses moldes estaria dentro da nossa capacidade tecnológica e financeira.
Pena que o deputado Fábio Garcia já deixou claro que ciência e tecnologia não servem pra nada, então deixe os gringos com essas besteiras, não vão chegar a lugar algum com isso, no máximo na Lua.
Fonte: SD. - Via Meiobit

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