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domingo, março 29, 2015

Arábia Saudita ataca rebeldes xiitas no Iêmen

By on 29.3.15
A força aérea da Arábia Saudita atacou várias posições dos rebeldes xiitas em Sanaa, capital do Iêmen, incluindo uma base aérea e o Palácio Presidencial, informaram fontes militares e testemunhas na madrugada desta quinta-feira (26).
O Aeroporto Internacional e a vizinha base aérea Al-Daïlami, no norte da capital, assim como uma instalação das forças especiais foram bombardeados, revelaram as mesmas fontes, precisando que o Palácio Presidencial está em chamas.
O bombardeio também atingiu a sede do bureau político da milícia xiita dos huthis, que assumiu o controle de Sanaa no início de fevereiro.
Ao sul da capital, a base aérea de Al Anad - a maior do Iêmen e tomada pelos rebeldes na quarta-feira - também foi alvo dos aviões sauditas, segundo testemunhas.
A Casa Branca informou que os Estados Unidos estão coordenando estreitamente com os sauditas e seus aliados no Golfo as ações militares contra os rebeldes huthis no Iêmen.
"O presidente Obama autorizou o fornecimento de apoio logístico e de inteligência às operações militares do CCG" no Iêmen, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Bernadette Meehan, se referindo ao Conselho de Cooperação do Golfo.
A porta-voz destacou que as forças americanas não atuam diretamente nas operações militares no Iêmen, apenas "estabeleceram uma Célula de Planejamento Conjunta com a Arábia Saudita para coordenar o apoio americano em matéria de inteligência militar".
O embaixador saudita em Washington, Adel Al Jubeir, confirmou a operação militar de seu país no Iêmen para "defender o governo legítimo" iemenita do presidente Abd Rabbo Mansur Hadi contra os rebeldes xiitas patrocinados pelo Irã.
Al Jubeir disse que a ação se limita, no momento, a incursões aéreas contra vários alvos no Iêmen, acrescentando que espiões militares estão mobilizados e que a coalizão "fará o que for necessário".
O embaixador assinalou que a ação foi decidida após intensas consultas com os "aliados" da Arábia Saudita, "em particular os Estados Unidos".
"Temos uma situação na qual a milícia controla ou pode controlar mísseis balísticos, armas pesadas e uma força aérea", destacou Al Jubeir, argumentando que o avanço dos huthis não pode ser tolerado.
"Não lembro de outra situação na história na qual uma milícia dispusesse de uma força aérea (...). Esta é uma situação muito perigosa", disse Al Jubeir, acrescentando que "há uma coalizão de mais de dez países que vão participar destas operações".
"Tentamos mediar a situação, mas toda tentativa do Iêmen foi rejeitada pelos huthis, que negaram qualquer acordo".
Segundo altos funcionários americanos, a Arábia Saudita concentrou armas antiaéreas, peças de artilharia e forças terrestres na fronteira com o Iêmen.
A ação militar ocorre após Arábia Saudita Qatar, Kuwait, Barein e Emirados Árabes Unidos anunciarem a decisão de responder ao pedido de ajuda do presidente Hadi diante do avanço dos rebeldes sobre Aden, onde o líder está refugiado.
"Decidimos responder ao apelo do presidente Hadi para proteger o Iêmen e seu povo da agressão da milícia xiita huthi", acrescentou um alto funcionário.
Hadi fugiu para Aden no início de fevereiro, quando os rebeldes assumiram o controle da capital, Sanaa, com a suposta ajuda do Irã e do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, deposto em 2012 após 33 anos de poder.
O chefe da diplomacia do Iêmen, Ryad Yassine, estimou nesta quarta-feira que a "queda de Aden nas mãos dos huthis marcaria o início de uma profunda guerra civil".
Forças aliadas aos rebeldes assumiram nesta quarta o controle do aeroporto internacional de Aden, acentuando a pressão sobre o presidente Hadi.

Do UOL

sábado, março 28, 2015

Boeing patenteia invento que cria campo de força defensivo

By on 28.3.15
Famosos em filmes de ficção científica, os campos de força podem se tornar realidade. Recentemente, a Boeing registrou uma patente nos Estados Unidos que se assemelha muito ao conceito de campo de força.
Na prática, o sistema é capaz de proteger estruturas da onda de choque causada por uma explosão. O conceito é simples.
Um sensor é capaz de identificar explosões – seja na água ou no ar. Um sistema é capaz de deduzir o momento da explosão e a sua localização. Com isso, também deduz quando o impacto da explosão chegará até o veículo.
Em seguida, um sistema de lasers é ativado. Ele aquece uma região do ar próxima ao veículo, criando uma espécie de escudo de plasma entre o alvo e a explosão.
Com temperatura, densidade e composição diferentes, o impacto da explosão é desviado e absorvido. Com isso, os danos que seriam causados ao alvo são minimizados.
Para que o cálculo possa ser certeiro, um banco de dados teria informações de leitura de diferentes explosões. Graças a isso, seria possível escolher a estratégia correta para cada momento.
A patente foca no uso da tecnologia para proteção de veículos, mas ela poderia ser usada também para proteger aviões, navios, prédios e até soldados a pé.
Assim como em qualquer outro caso, o registro de uma patente não implica uso real da ideia. Seria preciso esperar por testes práticos para ver se a ideia da Boeing funciona de fato ou não.

Da Exame

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