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segunda-feira, maio 30, 2016

Supostas bombas nucleares de Hitler são encontradas na Alemanha

By on 30.5.16

 
 
Ogivas estariam enterradas sob túneis construídos durante a Alemanha nazista.

Um engenheiro mecânico aposentado afirmou ter descoberto duas bombas nucleares feitas na época em que Adolf Hitler comandava a Alemanha nazista (1933-1945). De acordo com Peter Lohr, o responsável pela descoberta, as bombas teriam 71 anos de idade, um ano mais velhas do que ele.

Usando radares de penetração do solo na região de Jonas Valley, no estado alemão de Thuringia, no centro do país, ele encontrou um grande complexo de cavernas subterrâneas. Numa deles, Lohr acredita ter encontrado um bunker com as ogivas nucleares. 

Apesar de não ter escavado a terra para comprovar a descoberta, ele usou tecnologia de construção de imagens em 3D para fazer simulações dos objetos enterrados. 
 
Com a técnica, ele afirma que encontrou cinco objetos muito grandes e que dois deles seriam bombas atômicas. “Este metal está abandonado por lá há 71 anos, pelos meus cálculos. Em algum momento, vai se deteriorar e teremos uma espécie de Chernobyl em nossas mãos”, disse Lohr em entrevista ao jornal alemão Bild



 


O pesquisador-amador enviou todos os dados que captou para as autoridades locais e disse que não há mais nada que possa fazer para prosseguir com a investigação. 


Para continuar investigando o caso, os alemães precisariam reabrir as entradas dos 25 túneis cavados na região durante a Segunda Guerra Mundial, porque as tropas americanas supostamente removeram tudo o que havia nas áreas subterrâneas e dinamitaram as entradas, bloqueando o caminho. 


Misteriosamente, os documentos americanos sobre as ações em Ohrdruf, o campo de concentração que havia em Jonas Valley, receberem classificação confidencial por 100 anos. Considerando que foram escritos em 1945, poderiam ser publicados somente em 2045. 
 
 
 
 
 

sexta-feira, maio 27, 2016

O escândalo das tropas fantasmas na luta contra o Talebã no Afeganistão

By on 27.5.16
Quantos soldados tem o país que vive um dos conflitos mais crueis do mundo?

A resposta é que ninguém sabe, nem sequer a potência internacional que investiu bilhões de dólares para treinar este Exército.

"É preocupante que nem os Estados Unidos nem seus aliados no Afeganistão saibam quantos soldados ou policiais afegãos realmente existem."

A afirmação está em um informe do órgão americano que monitora a reconstrução afegã, o escritório do Inspetor Geral para Reconstrução do Afeganistão (SIGAR na sigla em inglês).

O documento foi divulgado em 30 de abril.

"A equipe autorizada de forças afegãs foi, durante anos, de 325 mil soldados e policiais", diz o informe.

Mas, além do número incerto de militares no front, há também incertezas sobre seu equipamento e capacidade de resposta, segundo o documento.

As listas de regimentos do país são repletas de nomes falsos e de soldados mortos.

E um informe recente do conselho municipal de uma das províncias mais afetadas pela guerra, Helmand, no sul do país, descobriu que cerca de 40% das tropas que figuram nas listas oficiais simplesmente não existem.

O problema dos soldados inexistentes afeta seriamente a luta contra o Talebã, o grupo islâmico radical que controla vastas regiões do país e segue ganhando território.

E estamos falando de um conflito com um extraordinário custo humano, da prolongação de anos de uma guerra devastadora que, desde 2001, custou a vida de mais de 90 mil afegãos, incluindo cerca de 26 mil civis, segundo estudo da universidade Brown, nos EUA.

A grande pergunta é: a que se deve esse fenômeno do Exército fantasma do Afeganistão?
Corrupção

A invasão liderada por Washington ao Afeganistão, em 2001, pôs fim ao regime islâmico do Talebã.

Após o fim formal da missão da OTAN no território afegão, em 2014, a luta contra o grupo radical ficou sob responsabilidade das tropas afegãs.

Os Estados Unidos investiram mais de US$ 60 bilhões na formação e treinamento de forças de segurança afegãs nos últimos 14 anos, segundo registros da imprensa americana.

Mas o Exército afegão segue marcado por corrupção.

Toofan Waziri, analista político que visitou a província de Helmand, disse à imprensa britânica que encontrou uma base em que o comandante havia demitido a metade de seu regimento de cem homens sem notificar seus superiores para cobrar todos os salários.

"Os militares-fantasma são um problema geral em todo o país", disse a BBC Mundo Inayatulhaq Yasini, editor do site online do serviço em língua pashto da BBC para o Afeganistão.

"Quando alguns comandantes que lutavam por sua conta durante a guerra civil nos anos 1990 foram incorporados ao Exército, trouxeram suas tropas e, em alguns casos, reportaram mil homens para cobrar mais salários, quando na realidade tinham cerca de cem."
Favorecimento e moral baixa

A corrupção não é a única explicação para os soldados fantasma.

Alguns generais não comunicam o verdadeiro número de baixas para ocultar suas derrotas.

E outro grave problema é a deserção por moral baixa.

"Há soldados que abandonam as fileiras porque não são pagos. Mas há outras razões", disse Yasini à BBC Mundo.

"Falei com um soldado no leste do país que lutou no front e, apesar de seus pedidos, não deram a ele nem um dia para visitar a família em seis meses."

"Mas esses soldados veem que alguns companheiros têm dias de folga, porque são favorecidos pelo comandante."

"Esse favoritismo influi também na hora de decidir quem é enviado à frente de batalha e quem cumpre outra funções. E, neste país multiétnico, alguns percebem que só certas etnias obtem benefícios."

A escassez de alimentos no front também afeta seriamente a moral dos combatentes. O relatório elaborado em Helmand cita o caso de soldados que ofereceram um lançador de morteiro ao Talebã em troca de arroz.

O documento também aponta que alguns oficiais estão envolvidos em venda de drogas.
Números inflados

Combater o problema das tropas inexistentes não será fácil. O informe da SIGAR de abril afirma que "o problema existe há pelo menos uma década."

Já em 2006, antes da criação do órgão americano, inspetores do Departamento de Estado em Washington advertiram sobre os "números inflados" nas listas de soldados afegãos que recebiam salários, segundo o documento do SIGAR.

As mesmas advertências foram reiteradas em 2009 por uma agência do governo americano que monitora o uso de dinheiro público, Government Accountability Office (ou GAO).

A corrupção é um problema endêmico no Afeganistão, que ocupa um dos piores lugares no Índice de Percepção de Corrupção de 2015 elaborado pela Transparência Internacional.
Por quem estamos morrendo?

Para Inayatulhaq Yasini, a corrupção generalizada só diminuirá se for combatido o que a população percebe como amplo nível de corrupção em nível oficial.

"Em muitos casos não há dedicação ou desejo de lutar pelo país", afirmou Yasini.

"Quando os soldados veem que a corrupção é endêmica no nível mais alto, nas instituições, naturalmente se perguntam: 'Por quem estou lutando?'; 'Por que estamos morrendo?'.

O editor do serviço de língua pashto da BBC afirma que no passado "o Exército era considerado bom, um baluarte, mas, à medida que a guerra se prolonga, o impacto da corrupção e sua influência na guerra aumentam".

"Os exércitos não se formam em um dia", disse Yasini.

"Problemas graves como o dos soldados inexistentes terão um impacto de longa duração na segurança nacional. Talvez seja necessário um dia reconstruir as forças de segurança."

Em 15 anos de invasão liderada pelos EUA, o "exército fantasma" torna ainda mais difícil vislumbrar um pouco de paz nos 15 anos de guerra que assolam o Afeganistão.
 
Do UOL

quarta-feira, maio 25, 2016

"Gripen E" foi apresentado na Suécia

By on 25.5.16
Futuro caça da FAB (Força Aérea Brasileira), a nova geração da aeronave Gripen foi apresentada nesta semana em Linköping, na Suécia.

Chamado de "Gripen E" pela fabricante sueca Saab, o modelo apresentado nesta quarta-feira (18) possui a mesma base da versão "Gripen NG", que foi escolhida pela FAB e terá equipamentos extras e mais avançados.

Em 2014, o governo federal fechou acordo para a compra de 36 caças "Gripen NG". Dos 36, 15 serão produzidos no Brasil. O contrato foi assinado no valor, da época, de US$ 5,4 bilhões. Os caças devem ser entregues à FAB entre 2019 e 2024.

Para o comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, a aeronave Gripen é um divisor de águas para a indústria de defesa do país.

"A qualificação de recursos altamente especializados, acompanhada pelo processo de transferência de conhecimentos, proporcionará um novo impulso ao desenvolvimento do nosso complexo científico-tecnológico, o que julgo ser um dos mais importantes legados desse projeto promissor", afirmou.

O comandante da Força Aérea da Suécia, major-general Mats Helgesson, por sua vez, disse que a máquina permitirá aos pilotos tomarem melhores decisões e também terá mais recursos para atacar e defender-se.
Segundo Helgesson, a aeronave está "preparada para o combate do futuro em diferentes cenários".
 

terça-feira, maio 24, 2016

Argentina estaria interessada em caças F-5 Tiger

By on 24.5.16

Argentina e os Estados Unidos estão no processo de restabelecer ligações forte defesa após um hiato de sete anos após a visita desta semana ao Pentágono de uma delegação de alto nível do Ministério da Defesa que abordou várias questões de interesse mútuo e estratégias comuns.

Durante três dias, o secretario de defesa argentino percorreu os corredores do pentagono em busca de bases solidas e realistas para firmar o interesse argentino em adquirir material via Foreign Military Sales (FMS).

Na ocasião ventilou-se a modernização de aviões de transporte C-130 Hercules da Argentina, a  possibilidade de fornecimento de treinadores T-34C para a Armada Argentina e caças F-5 como opção de transição, estes últimos cobrindo a lacuna entre a recente desativação dos jatos Mirage e uma possível aquisição de novos caças, no futuro.

By Vinna - Vom informações do Mercopress

segunda-feira, maio 23, 2016

India testa seu RLV-TD (veículo de lançamento reutilizável)

By on 23.5.16
 A Índia realizou com sucesso nesta segunda-feira (23) seu primeiro teste com uma pequena nave espacial reutilizável, um modelo de baixo custo que lhe permite entrar na corrida deste tipo de foguetes, anunciou um responsável do programa.
A nave decolou do aeroporto de Sriharikota, no sudeste do país, às 7h locais (22h30 de Brasília) e alcançou uma altitude de 70 km antes de descer e pousar 10 minutos mais tarde no golfo de Bengala.

"A decolagem ocorreu na primeira rampa de lançamento situada aqui", disse Devi Prasad Karnik, funcionário de alto escalão da Agência Espacial Indiana (Isro).

 
"Conseguimos (lançar) com êxito a missão do RLV como protótipo de tecnologia", acrescentou.
A Isro, conhecida por seus programas de baixo custo, desenvolveu a nave reduzida, chamada de RLV-TD (veículo de lançamento reutilizável) com um orçamento de 1 bilhão de rúpias (14 milhões de dólares, 13,2 milhões de euros).

A missão desta segunda-feira era um teste crucial para o desenvolvimento de uma lançadeira reutilizável capaz de enviar satélites.

A Índia precisa enfrentar uma importante concorrência de grupos privados que desenvolvem seus próprios programas de veículos reutilizáveis, após o abandono pela Nasa de seu programa no setor em 2011.

Do UOL

domingo, maio 01, 2016

O mapa-múndi poderia estar de cabeça para baixo?

By on 1.5.16
Poder, tudo pode.
Mas a pergunta tem um quê de filosofia, e costuma circular nas listas de não sei quantos mapas que vão te surpreender (como estes compilados pelo espanhol “El Confidencial”). Nós estamos habituados a ver a América do Norte, bem, no norte, e a do Sul, no sul –mas essa representação não é natural, e nem é a única que foi registrada durante a história.
Segundo um artigo de Nicole De Armendi publicado no “St Andrews Journal of Art History and Museum Studies”, a orientação dos mapas “afirma posições de poder, traça certas redes globais e estabelece relações hierárquicas entre as nações e os continentes”. Não por acaso diversas das contestações políticas a esse sistema vieram da América Latina. Por exemplo, a ilustração do artista uruguaio Joaquín Torres García em 1943, “O Mapa de Ponta-Cabeça”, abaixo:



A argentina Mafalda, desenhada por Quino, também indagou-se sobre a razão de estarmos sempre abaixo da Europa e da América do Norte. Ela diz: “Você não vê que os países desenvolvidos são justamente os que vivem cabeça-acima? Por viver cabeça-abaixo, nossas ideias caem!”.


Entre os posicionamentos políticos, repete-se que o mapa tem essa orientação porque foi desenhado por europeus –que, por egocentrismo, se colocaram no topo do mundo. Mas um interessante artigo publicado pela rede de TV árabe Al Jazeera contesta esse argumento com exemplos históricos. “Na verdade, o status de elite do norte na cartografia tem mais a ver com monges bizantinos e judeus de Maiorca do que com qualquer inglês”, escreve Nick Danforth.
No século 15, o mundo era mapeado a partir de diversas perspectivas. Neste exemplo, o leste está no topo. Neste outro, o sul está em cima. Mas, no século 16, cartógrafos passaram a basear-se em um mapa creditado a Ptolomeu, que viveu em Alexandria durante o século 2 d.C. A versão que circulava, à época, era a cópia feita por um monge no século 13 –com o norte no topo.


    Os cartógrafos que fizeram os primeiros grandes e belos mapas do mundo inteiro, antigo e novo –homens como Mercator, Germanus e Waldseemuller–, estavam obcecados por Ptolomeu. Eles produziram cópias da geografia de Ptolomeu na recém-inventada prensa.

Segundo Danforth, a orientação do mapa-múndi é, de certa maneira, o resultado do acaso e das limitações tecnológicas das épocas passadas. Mas, apesar de o norte já estar consolidado no topo da cartografia, o autor sugere que as tentativas de inverter a imagem não sejam descartadas tão rapidamente. Afinal, “simbolizam um desejo nobre: que invertamos as injustas relações políticas e econômicas no nosso mundo tão facilmente quanto viramos um mapa nas nossas paredes”.

Os pinguins agradecem.


Por Diogo Bercito - Blog Mundialissimo - UOL

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