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sábado, agosto 06, 2016

Piloto do Skyhawk da Marinha segue desaparecido

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O sumiço do piloto e do caça AF-1 Skyhawk da Marinha após um acidente durante um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície na costa de Saquarema, Região dos Lagos, completa uma semana nesta terça-feira (2). Nenhum vestígio ou destroço da aeronave foi encontrado até o momento, segundo a Marinha, que também não divulgou o nome do piloto.

De acordo com o órgão, que abriu um Inquérito Policial Militar, também não há avanços na investigação sobre as causas que levaram ao choque das aeronaves do ar. O prazo para a apresentação de um parecer é de até 60 dias após a abertura do processo, no dia 27.


A Marinha revelou nesta terça-feira (2) que a aeronave era vista nos radares do mapa aéreo brasileiro e sumiu no ponto da queda, em Saquarema. O órgão informou ainda que o caça não possuía equipamento GPS (Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global), mas tinha dois equipamentos Personal Locator Beacon (PLB), espécie de localizador para o piloto. Eles estavam instalados no colete, com acionamento manual; e no assento ejetável, com acionamento automático durante a ejeção do assento. Entretanto, segundo a marinha do Brasil, "até o presente momento, não foi detectado qualquer sinal proveniente desses equipamentos".

As condições do mar de ressaca dificultam os trabalhos das equipes de busca e salvamento, mas a Marinha segue fazendo buscas sem interrupção na costa da Praia de Jaconé. O militar decolou com a aeronave em São Pedro da Aldeia na tarde de terça-feira (26) e não retornou. O órgão afirma que a queda foi vista pelo piloto do outro caça AF-1 Skyhawk, que também participava do treinamento e se envolveu no acidente. Ele retornou com segurança para a Base Aérea Naval.

Navio-sonda
O navio-sonda de Pesquisa Hidroceanográfico "Vital de Oliveira", da Marinha do Brasil, atua próximo à costa de Saquarema desde a quarta-feira (27) junto com outras embarcações. Helicópteros estão sobrevoando o mar para tentar encontrar vestígios do caça. Agentes dos bombeiros fazem varreduras na areia com quadriciclos. O navio tem 78 metros de comprimento, possui cinco laboratórios e tem capacidade para 130 pessoas. Entre os equipamentos estão ecobatímetros multifeixe, perfilador de velocidade do som e sonar de varredura lateral. A embarcação pode ser operada remotamente.

Do G1

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