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sexta-feira, junho 23, 2017

Embraer KC-390 é apresentado em salão de Paris

By on 23.6.17
Embraer apresentou no domingo, 18, à imprensa internacional em Le Bourget, na França, seu cargueiro KC-390, que passa por fase de certificação e deve chegar ao mercado em 2018. A apresentação aconteceu às margens do Salão Aeronáutico de Le Bourget, um dos maiores do mundo.
Com o objetivo de diversificar seu portfólio de produtos, a companhia brasileira espera confirmar nos próximos meses a venda de cinco unidades, com opção de um sexto, ao governo de Portugal.A apresentação foi realizada no final da manhã de domingo com a presença no voo de Paulo Cesar de Souza e Silva, diretor-presidente da Embraer, e de Jackson Schneider, diretor-presidente da Embraer Defesa e Segurança, subsidiária para produtos militares.
O KC-390 é uma das atrações da companhia no salão aeronáutico e tenta conquistar uma parte do mercado hoje cativo do Hercules C-130, produzido pela americana Lockheed Martin. Os dois aviões em fase de testes já contam mais de mil horas de voo e ainda terão pela frente outras mil horas até que a certificação seja garantida, etapa essencial para a venda. 
Venda da primeira unidade
O diretor-presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, espera sacramentar a primeira venda do cargueiro KC-390 nos próximos três meses. "A sinalização de Portugal é muito positiva. Na quinta-feira da semana passada, o Conselho de Ministros de Portugal aprovou a operação de compra e o primeiro-ministro de Portugal esteve no Brasil no domingo passado. Agora temos 90 dias para negociar o contrato", afirmou o executivo ao jornal O Estado de S. Paulo.

O valor do contrato ainda dependerá das configurações e equipamentos das aeronaves, mas a despeito das questões em aberto a Embraer pode obter acesso privilegiado de seu novo produto à maior aliança militar do mundo, a Otan. "Isso é muito importante porque a entrada na Europa é muito importante. É uma vitrine para o mundo", diz Souza e Silva. Se confirmada a venda a Portugal, ela se somará à encomenda já feita pela Força Aérea Brasileira (FAB), que vai adquirir 28 unidades da aeronave - a primeira delas com previsão de entrega em meados de 2018.

A produção do KC-390 marca o retorno dos altos investimentos da Embraer no mercado militar. Nesse mercado, a empresa tem um best seller mundial, o avião de treinamento EMB 314 Super Tucano. Fabricante da série de aviões comerciais regionais com capacidades entre 70 e 130 assentos, que lhe garantem posição de liderança no mercado e o posto de terceira maior construtora do mundo, atrás de Boeing e Airbus, a companhia brasileira busca agora tomar uma posição no setor de aviação militar de transporte de carga e pessoal, reabastecimento, missões humanitárias e de buscas.
Esse mercado, hoje dominado pelo Hercules, é estimado pela Embraer em US$ 50 bilhões por ano, enquanto a demanda projetada para o KC-390 seria de US$ 1,5 bilhão. 

De Epoca

Smoking Snakes: Game quer mostrar o Brasil na Segunda Guerra Mundial

By on 23.6.17
O Smoking Snakes, jogo que se passará na Segunda Guerra Mundial e contará a história dos 25 mil homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que foram enviados para o confronto, entrou em processo de financiamento coletivo.
Todo o jogo será baseado em fatos e lugares em que a Força Expedicionária Brasileira esteve. Os mapas do jogo são baseados em fronts de batalha históricos que estão sendo fielmente desenvolvidos pela equipe. Além disso, haverá um sistema exclusivo de mudança de clima, que deixará os combates ainda mais difíceis e únicos.
Em Smoking Snakes, as partidas serão dividas em três modos de jogo e, por meio de um sofisticado sistema de ranqueamento e busca de partidas, os jogadores serão colocados em lobbies específicos dependendo do seu nível de habilidade. Os jogadores poderão entrar no campo de batalha no modo Team Deathmatch, Conquest e Assalto.
 Dênis Fernandes, responsável pelo projeto comentou:
“Acreditamos que a história é viva e, por isso, resolvemos lembrar dos soldados que foram enviados para a Segunda Guerra Mundial, Smoking Snakes não é um jogo/documentário, no entanto, temos como objetivo principal transportar o jogador para dentro de um front de batalha e, para isso, utilizaremos de relatos históricos e fotos da época para criarmos o cenário e a ambientação do jogo. Todo o som emitido pelas armas de será desenvolvido com o maior nível possível de fidelidade”
Dênis explica que a arrecadação de fundos para o desenvolvimento do jogo foi dividida em cinco níveis e, em cada um deles, estão detalhados os custos operacionais.
“Ao todo vamos precisar de R$ 150 mil e montamos uma planilha detalhada de custos para prestar contas aos nossos apoiadores”
As recompensas para quem apoiar a campanha de financiamento coletivo estão divididas em seis níveis diferentes e incluem desde acesso ao alpha até multiplicadores de experiência e armas exclusivas. Caso você queira contribuir com o jogo, basta acessar a página do Kickante.



 Smoking Snakes será um jogo multiplayer FPS que reviverá a história da FEB durante a Segunda Guerra Mundial.

quinta-feira, junho 22, 2017

Top Gun 2: "Estou pronto", avisa Val Kilmer

By on 22.6.17
Val Kilmer, uma das estrelas do primeiro Top Gun, mandou um recado para a produção da vindoura e confirmada sequência em um post no Twitter. Confira:

"Estou pronto, só dizendo...", escreveu Kilmer.
Tom Cruise voltará para reprisar o papel de Maverick e Val Kilmer também espera retornar no papel de Iceman. A continuação deve focar na guerra moderna, onde se utilizam drones. Tony Scott, diretor da produção original, faleceu em setembro de 2012. O produtor Jerry Bruckheimer volta para liderar o projeto.

Do Omelete

A continuação de Top Gun terá a volta de Val Kilmer. No Facebook, o Iceman do filme de 1986 confirmou que foi convidado para Top Gun 2 aceitou. "Não é sempre que se diz 'sim' sem ler o roteiro. É preciso ter Gene Hackman no elenco, Francis Coppola na direção ou Jerry Bruckheimer e Tom Cruise."
Depois, na rede, o ator esclareceu que não estava dizendo que Gene Hackman e Francis Ford Coppola estarão no filme. "Esses foram exemplos. Se você for fazer um filme de ação, deve ter o mais bem sucedido produtor da história de Hollywood [Bruckheimer] e deve ter Tom Cruise junto. Só estou dizendo. Eles me telefonaram e eu disse sim."

Do Omelete

Lembro que em abril, Kilmer afirmou que estava a curado de um tumor cancerigino. (AQUI)

quarta-feira, junho 21, 2017

Ufólogos dizem que óvni em formato de pirâmide sobrevoou o Brasil em junho de 2015

By on 21.6.17
Ufólogos divulgaram um vídeo que seria de um objeto não identificado sobrevoando o céu de Mogi da Cruzes, no interior de São Paulo. A peça, no formato de uma pirâmide de bronze, teria sido filmada com uma câmera e ampliada 60 vezes em 14 de junho. As imagens foram divulgadas pelo site “Ufo Sightings daily”, especializado em notícias a respeito da existência de vida em outros planetas. 

Segundo o jornal inglês “Metro”, o diretor do site, Scott Waring, explicou que essas pirâmides não são novas, e que costumam ser vistas muito regularmente em nosso planeta. “Esta forma de UFO foi gravada antes, no passado. Por exemplo, em 05 de outubro de 1996, em Pelotas, o Brasil registrou uma forma de pirâmide bronze semelhante no céu e até mesmo voou em torno de um avião”, explicou ele.




Do Extra

terça-feira, junho 20, 2017

Alemanha Nazista: STF avalia se atos de guerra não estão imunes à sua jurisdição

By on 20.6.17

Em meio à convulsão política, o STF decidiu analisar a possibilidade do Poder Judiciário se manifestar a respeito de atos de guerra e suas consequências. Trata-se da Repercussão Geral nº 944, originado a partir de caso em que descendentes de mortos em um ataque perpetrado por submarino alemão a um barco brasileiro em 1943 buscam responsabilizar a Alemanha. Nesse contexto, o STF pode vir a considerar que atos de guerra estrangeiros não estão imunes à jurisdição.

Expliquemos um pouco melhor: existia, na doutrina jurídica, até meados do Século XX, uma distinção forte entre atos administrativos e políticos. Os atos políticos decorriam da autoridade constitucional e eram impassíveis de revisão por parte do Poder Judiciário, ao contrário dos atos administrativos.
O constitucionalismo brasileiro se ateve a tal tradição, impedindo que atos políticos fossem revistos. Aos poucos, esta doutrina passou a ser vista como autoritária; um dos últimos vestígios da sua aplicação se deu nos Atos Institucionais, da ditadura militar, que negavam a possibilidade de revisão judicial (inclusive concessão de habeas-corpus) aos atos da chamada “revolução” (que boa parte dos historiadores hoje chama de “golpe”). A Constituição Federal de 1988 prevê possibilidade irrestrita de revisão judicial desde que haja lesão ou ameaça a direito.
De certa forma, porém, a doutrina dos atos políticos sobreviveu, mesmo que tímida. Atos como a indicação de ministros de Estado ou a aprovação de uma lei não se sujeitavam ao controle judicial reservado aos atos administrativos (evidentemente, as leis sujeitam-se ao controle de constitucionalidade). Aos poucos, o Poder Judiciário, provocado, passou a imiscuir-se, mesmo que timidamente, em tais atos (como ficou claro na polêmica envolvendo liminar que negou ao ex-presidente Lula o cargo de ministro).
Agora, o STF ensaia dar um passo adiante na possibilidade de o Poder Judiciário adentrar a seara exclusivamente política. A guerra sempre foi vista como um ato de teor político e de soberania, alheio ao Direito. Aos poucos, felizmente, o cenário foi modificado, mormente depois da Segunda Guerra Mundial. A promulgação da Convenção de Genebra tentou pôr ordem ao caos dos campos de batalha e permitir um mínimo de dignidade aos afetados pelos conflitos, coisa que a anterior convenção de Haia não conseguiu. A formação da ONU tem em sua gênese a tentativa de mediação da comunidade internacional em prol da paz.
No referido tema 944, a primeira instância da Justiça Federal e o Superior Tribunal de Justiça se manifestaram de forma contrária à possibilidade de revisão do Poder Judiciário, alegando que a Alemanha era Estado soberano e que o ato de guerra e suas consequências não são apreciáveis judicialmente. O STF tem oportunidade de mudar tal entendimento, mas a dúvida permanece: como o Poder Judiciário de um país conseguirá, mesmo que se afirme constitucionalmente autorizado a tanto, exercer jurisdição efetiva sobre país estrangeiro?

Do GGN - Por: Luiz Felipe Panelli - O Autor do texto é doutorando em direito e pesquisador do Grupo de Estudos sobre Direito, Estado e Sociedade (GEDES) da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Atua principalmente nos seguintes temas: direito constitucional, direitos fundamentais e filosofia do direito.

Após abate de Su-22 Sirio por F-18 dos EUA, Russia suspende colaboração e afrma que abaterá caças norte americanos

By on 20.6.17
A Rússia advertiu nesta segunda-feira que serão “considerados alvos” na Síria os aviões da coalizão liderada pelos Estados Unidos que sobrevoarem o oeste do rio Eufrates. Após a derrubada de um caça sírio pela força aérea americana, no domingo, Moscou suspendeu seu canal de comunicação com Washington.
A Rússia oferece apoio militar ao regime sírio de Bashar Assad, enquanto os Estados Unidos lideram uma aliança árabe-curda e os rebeldes sírios. Um canal de comunicação entre os dois países foi estabelecido em outubro de 2015 para prevenir colisões entre as diferentes forças que operam no espaço aéreo sírio.

Nesse domingo, no entanto, um caça americano F-18 derrubou um Sukhoi Su-22 do exército sírio, que, segundo o Pentágono, bombardeava as forças apoiadas pelos Estados Unidos e que lutam contra o grupo Estado Islâmico (EI) no norte da Síria. Foi o primeiro ataque da força aérea americana a outra aeronave militar desde a participação na guerra do Kosovo, em 1999.
A Síria declarou que o caça foi abatido quando realizava “uma missão contra o EI” e chamou o ato de “flagrante agressão”, que teria “repercussões perigosas”.
O ministério da Defesa russo acusou os EUA de não utilizar o canal de comunicação com Moscou antes de derrubar o avião sírio perto de Raqqa. “Devemos considerar este ataque como uma continuação da política americana que procura ignorar as regras do direito internacional”, declarou o ministro russo das Relações Exteriores, Vice Serguei Riabkov, citado pela agência oficial de notícias TASS. “Se não é um ato de agressão, o que é então?”, questionou. “Se querem saber, é uma ajuda aos terroristas contra os quais os Estados Unidos afirmam conduzir uma política antiterrorista”, disse Ryabkov.
Segundo o ministério da Defesa da Rússia, as aeronaves da coalizão internacional “serão seguidos pelos instrumentos aéreos e terrestres de defesa antiaérea russa e considerados como alvos”.

De Veja


 A Rússia diz que tratará os aviões de coalizão liderados pelos EUA na Síria, a oeste do Eufrates, como alvos após o ataque de Siria, depois de um F / A-18 americano ter derrubado um Su-22 sírio que caiu bombas perto de forças apoiadas pelos EUA.

O Ministério da Defesa da Rússia também diz que está suspendendo a coordenação com os Estados Unidos na Síria sobre as chamadas "zonas de conflito" depois que os americanos derrubaram um avião de combate do governo sírio.

Os Estados Unidos e a Rússia, que vem fornecendo uma cobertura aérea para o presidente da Síria, Bashar Assad desde 2015 em sua ofensiva contra o grupo do Estado islâmico, têm um acordo permanente que deve prevenir incidentes no ar que envolvem jatos dos EUA e da Rússia envolvidos em operações Na Síria.

O Ministério da Defesa da Rússia disse em um comunicado na segunda-feira que estava suspendendo o acordo depois que os militares dos EUA confirmaram que derrubou um avião de combate da Força aérea síria no domingo, depois que deixou cair bombas perto de forças parceiras dos EUA.

O ministério diz que vê o incidente como o "fracasso deliberado de Washington em cumprir seus compromissos" no âmbito do acordo de conflito.

Facebook usa inteligência artificial no combate ao terrorismo; entenda

By on 20.6.17
O Facebook decidiu ser mais transparente sobre como lida com "questões complexas". Textos serão publicados para esclarecer aos usuários como a rede social age e se posiciona diante de temas complicados. O terrorismo é o assunto do primeiro post no blog da plataforma (br.newsroom.fb.com/news) e a Inteligência Artificial (IA) é uma das ferramentas usadas para combatê-lo. O Facebook afirma que as mídias sociais não podem dar voz a terroristas e, para isso, também conta com pessoas trabalhando na revisão dos conteúdos compartilhados na comunidade e parcerias externas.


De acordo com Monika Bickert, diretora global de Políticas de Conteúdo, e Brian Fishman, gerente de Políticas Contra Terrorismo, a posição do Facebook é simples e direta: ''não há espaço para terrorismo. Nós removemos terroristas e posts que apoiam o terrorismo assim que ficamos cientes deles. Quando recebemos denúncias de potenciais posts sobre terrorismo, nós os revisamos com urgência. E nos raros casos em que identificamos evidências de uma eminente ameaça, nós informamos as autoridades na mesma hora''.

Inteligência Artificial no combate ao terrorismo

Segundo os porta-vozes, o Facebook usa Inteligência Artificial para interromper o compartilhamento de publicações com conteúdo terrorista. Embora o uso da tecnologia seja recente, o recurso está mudando a forma como são eliminadas as propagandas e os perfis com esse caráter na rede social. Alguns esforços tecnológicos têm foco em organizações como o ISIS e a Al Qaeda: o Facebook usa identificação de imagens, interpretação de textos, remoção de conteúdo a partir da análise de comportamento, reincidência e colaboração multi-plataformas. Entenda melhor cada tópico:
Identificação de imagens
Quando o usuário tenta fazer um post com uma imagem ou vídeo, o sistema os compara com outras mídias previamente bloqueadas na rede social por abrangerem conteúdo vinculado a atividade terrorista. Se a plataforma já apagou um vídeo sobre a Al Qaeda, é possível impedir que essa mídia seja publicada novamente.
Interpretação de textos
No caso de interpretação de textos, também são usados posts previamente removidos por promover ou apoiar organizações como a Al Qaeda. O algoritmo, que está em fase inicial de aprendizagem, é capaz de detectar os sinais de uma mensagem terrorista.
Remoção por comportamento
De acordo com estudos do Facebook, terroristas tendem ao radicalismo e à ação em grupos. Esse comportamento costuma ser refletido no mundo virtual. Dessa forma, quando são identificadas páginas, grupos, posts ou perfis com conteúdo suspeito, algoritmos são usados para identificar material relacionado. Ou seja, se uma conta pessoal tem muitos amigos cujos perfis foram desativados por terrorismo, há uma grande chance de o dono do perfil estar ligado a esse tipo de atividade.
Reincidência
Com o uso da Inteligência Artificial, o processo para identificar contas falsas reincidentes ficou muito mais ágil. Com isso, é reduzido cada vez mais o período de tempo em que o perfil pessoal de um terrorista fica ativo.
Colaboração multi-plataformas
Além de impedir que mensagens de cunho terrorista se espalhem no próprio site, o Facebook começou a trabalhar em sistemas para impedir o compartilhamento desse tipo de conteúdo em todas as suas plataformas, incluindo WhatsApp e Instagram.

Expertise humana e parcerias

A rede social, porém, não dispensa a inteligência humana nesse combate. Segundo a plataforma, a Inteligência Artificial e os algoritmos ainda não superam a capacidade de pessoas na hora de compreender um contexto. O Facebook conta com as denúcias desses conteúdos feitas por usuários e com uma equipe de três mil revisores para avaliar esses posts. Além de um time de mais de 150 especialistas, como ex-procuradores e ex-agentes policiais, focados apenas nessa questão.
Para manter o terrorismo fora, não somente do Facebook, mas também de outras plataformas, foram feitas parcerias com diferentes empresas (como Microsoft, Twitter e YouTube), pesquisadores e governos. 


segunda-feira, junho 19, 2017

SKYNET ? Chatbots de IA do Facebook Começam a Comunicar-se após Inventar Nova Línguagem

By on 19.6.17
Foi Contatado que os chatbots criados no laboratório de Pesquisa de Inteligência Artificial do Facebook desenvolveram seu próprio idioma sem serem direcionados para isso pelos pesquisadores.
De acordo com um relatório divulgado na quarta-feira, a descoberta foi feita durante um projeto que deu aos bots a capacidade de negociar e fazer concessões.
À medida que o desenvolvimento dos bots avançou, os pesquisadores ​​disseram que de repente perceberam uma "divergência da linguagem humana" durante as interações, forçando-os a alterar seu modelo.

"Em outras palavras, o modelo que permitiu que dois bots tivessem uma conversa - e usasse a máquina aprendendo a iterar constantemente as estratégias para essa conversa ao longo do caminho - levou que esses bots se comunicassem em sua própria linguagem não humana", observa Adrienne LaFrance, do Atlantic.

Um cenário semelhante foi visto no ano passado quando o serviço "Google Tradutor" inventou seu próprio idioma para traduzir.

“A ferramenta de tradução online recentemente começou a utilizar uma rede neural para traduzir entre algumas de suas línguas mais populares - e o sistema agora é tão inteligente que pode fazer isso por pares de línguas em que não tenha sido explicitamente treinada”, escreveu Sam Wong do New Scientist. "Para fazer isso, ela parece ter criado sua própria linguagem artificial".

A maioria dos bots antes do anúncio de quarta-feira foi amplamente limitada em sua capacidade de realizar conversas complexas, dizem os pesquisadores. Agora, as chatbots do Facebook não são apenas capazes de estimar e negociar sobre o "valor" de um item, mas podem até mesmo usar uma fraude para negociar um acordo.

Os pesquisadores disseram que os bots "inicialmente fingiram interesse em um item sem valor, apenas para "chegar a um acordo"  mais tarde, aceitando-o - uma tática de negociação efetiva que as pessoas usam regularmente - um método desenvolvido pelos bots por conta própria."

SAR: SC-105 Amazonas é entregue na Espanha

By on 19.6.17

A Força Aérea Brasileira (FAB) está mais preparada para atuar em situações como desastres, quando são necessárias ações de busca e salvamento. A entidade recebeu nesta sexta-feira (16) a SC-105 Amazonas, aeronave equipada com itens, tecnologia e funcionalidades específicas para esse tipo de atividade.
De acordo com informações da FAB, a nova aeronave, fabricada pelo consórcio europeu Airbus, possui três itens que farão o diferencial para as ações de busca e salvamento: radar com abertura sintética, imageamento por infravermelho e integração de sistemas.
A entrega é a primeira de dois aviões. “[A aeronave] amplia a capacidade da Força Aérea de atuar em desastres; de recuperar e resgatar pessoas vítimas de naufrágios, que se encontram isoladas, por exemplo, na selva amazônica; e de ajudar e apoiar a Defesa Civil”, afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann.
A SC-105 Amazonas será operada pelo Esquadrão Pelicano, em Campo Grande (MS). Chefe de operações do esquadrão, o major Leonardo Machado Guimarães afirma que a nova aeronave representa um novo passo nas atividades de busca e salvamento.
“Esta é uma aeronave planejada, customizada inteiramente para a missão, com um aparato de novas tecnologias que vão com certeza aumentar a operacionalidade da unidade”, afirmou.
Funcionalidades
O radar da SC-105 Amazonas tem capacidade de monitorar, em 360 graus e simultaneamente, até 640 alvos em um raio de 370 quilômetros, além de detectar alvos tão pequenos quanto um bote e acompanhá-los em movimento na superfície com até 139 km/h. Além disso, pode captar imagens com resolução de até um metro quadrado dentro de uma área de 2,5km x 2,5km.
Segundo a FAB, o sistema eletro-óptico infravermelho da aeronave registra imagens coloridas, pode aproximá-las em 18 vezes e operar em ambiente de baixa luminosidade. O modo de operação em que o sensor de infravermelho é utilizado conta ainda com zoom de 71 vezes e funciona detectando o contraste termal, ou seja, por diferença de temperatura. Ele consegue gerar uma imagem independente de luz ambiente. O sistema pode gravar até 6 horas de imagens.

domingo, junho 18, 2017

7 marinheiros são achados mortos em destróier dos EUA que colidiu em cargueiro

By on 18.6.17


Os corpos dos sete marinheiros do navio militar USS Fitzgerald, que se chocou ontem com um cargueiro filipino em águas japonesas, foram encontrados em compartimentos inundados do destróier, que ficou bastante danificado, informou a Marina americana neste domingo (17).
"Com as equipes de busca e salvamento ganhando acesso aos espaços que foram danificados durante o acidente, os marinheiros desaparecidos foram localizados", segundo comunicado da Sétima Frota dos EUA.
Os corpos dos marinheiros estão sendo levados ao Hospital Naval de Yokosuka, a sudoeste de Tóquio, para que a identificação seja feita e as identidades sejam divulgadas, segundo o comunicado.
Todos foram encontrados já sem vida, segundo a imprensa japonesa. 

Outros dois tripulantes ficaram feridos na colisão - entre eles o comandante do navio militar, Bryce Benson -, que ocorreu às 2h30 de sábado (horário local, 14h30 de sexta em Brasília), a cerca de 100 km de Yokosuka e a 20 km do litoral da província de Shizuoka.
Imagens mostram danos consideráveis no lado direito do navio militar americano, que precisou ser rebocado. O USS Fitzgerald quase afundou e os danos foram significativos, segundo a Marinha americana. O cargueiro aparentemente sofreu menor avaria e seguiu viagem.
A Marinha americana e a Guarda Costeira japonesa informaram que o cargueiro envolvido na colisão é o filipino ACX Crystal. O navio tem 223 metros de comprimento e 29 toneladas, segundo a rede de televisão "NHK".
O USS Fitzgerald tem uma tripulação de cerca de 330 marinheiros e pertence à classe Arleigh Burke, de destróieres lança-mísseis. São os de maior tamanho e poder de fogo construídos pelos americanos. 

Do G1
 
 


sábado, junho 17, 2017

Colisão entre destróier USS Fitzgerald dos EUA e cargueiro ACX Crystal deixa sete desaparecidos

By on 17.6.17

Um destróier dos Estados Unidos e um navio mercante de bandeira filipina colidiram em frente à costa sul do Japão, deixando sete desaparecidos entre a tripulação americana, informou nesta sexta-feira a Guarda Costeira japonesa.

A colisão entre o destróier USS Fitzgerald e o mercante ACX Crystal ocorreu a 56 milhas de Yokosuka, Japão, por volta das 02h30 da madrugada de sábado, hora local (12h30 de sexta-feira, hora de Brasília).

A Guarda Costeira japonesa foi ao local da colisão, mas a magnitude dos danos e o número de feridos ainda precisam ser determinados, informou a Marinha dos EUA.

Um vídeo da NHK News mostra o casco do Fitzgerald, logo à frente da ponte, severamente danificado, e segundo a CNN o navio está fazendo água.

No momento, rebocadores japoneses estão levando o destróier para o porto.
O destróier de 154 metros está baseado em Yokosuka, ao sul de Yokohama e Tóquio, e opera no Pacífico.
O ACX Crystal seguia para Tóquio no momento do acidente.


A Guarda Costeira japonesa procura neste sábado sete marinheiros americanos desaparecidos após a colisão de um destróier dos Estados Unidos com um navio mercante filipino.


O choque entre o USS Fitzgerald e o mercante ACX Crystal ocorreu às 02h30min local (14h30min de Brasília), quando o destróier navegava 56 milhas náuticas a sudoeste da cidade japonesa de Yokosuka, informou a Frota do Pacífico. 

A Guarda Costeira enviou cinco navios, dois aviões e uma equipe médica de emergência para a zona do acidente. Três pessoas a bordo foram evacuadas por via aérea, incluindo o comandante do USS Fitzgerald.
– Recebemos uma chamada do cargueiro às 02H25 – disse à AFP um porta-voz da Guarda Costeira japonesa, precisando que o acidente ocorreu a 12 milhas náuticas da península de Izu.
–Atualmente buscamos pessoas desaparecidas – declarou o oficial.
Pouco antes, a agência de imprensa japonesa Kyodo informou que sete membros da tripulação do USS Fitzgerald permaneciam desaparecidos, citando a Guarda Costeira, que teria obtido a informação com a Marinha americana.
Segundo a mesma fonte, um marinheiro ficou ferido na cabeça.
A Marinha americana havia informado a retirada de um ferido de helicóptero, dando a entender que requeria tratamento médico urgente.
Um vídeo da NHK News mostra o casco do Fitzgerald a boreste, logo à frente da ponte, severamente danificado, e segundo a CNN o navio fazia água.

– O USS Fitzgerald teve o casco danificado a boreste acima e abaixo da linha d'água – precisou um comunicado da Frota do Pacífico.
O destróier segue funcionando com suas próprias máquinas, "mas sua propulsão é limitada".
O navio de 154 metros está baseado em Yokosuka, ao sul de Yokohama e Tóquio, e opera no Pacífico.
O ACX Crystal é um porta-contêineres de 222 metros da gigante japonesa NYK Line, e seguia para Tóquio no momento do acidente.
– Na medida em que obtivermos mais informação, não duvidaremos em compartilhá-la. Todos os nossos sentimentos e preocupações estão com a tripulação do Fitzgerald e seus familiares – disse o chefe de operações navais dos EUA, almirante John Richardson



Destróier americano USS Fitzgerald danificado após colisão com o mercante filipino A Guarda Costeira japonesa procurava neste sábado (17) vários marinheiros americanos desaparecidos, sete segundo a agência Kyodo, após a col... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2017/06/17/guarda-costeira-busca-marinheiros-americanos-apos-choque-de-navios-no-japao.htm?cmpid=copiaecola
Destróier americano USS Fitzgerald danificado após colisão com o mercante filipino A Guarda Costeira japonesa procurava neste sábado (17) vários marinheiros americanos desaparecidos, sete segundo a agência Kyodo, após a col... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2017/06/17/guarda-costeira-busca-marinheiros-americanos-apos-choque-de-navios-no-japao.htm?cmpid=copiaecola

sexta-feira, junho 16, 2017

Qatar compra de 36 aviões F-15

By on 16.6.17
O Qatar assinou, na quarta-feira, um acordo de compra de 36 aviões F-15 aos Estados Unidos da América.
De acordo com o Pentágono, o negócio, avaliado em 12 bilhões de dólares, foi firmado entre o ministro do Qatar da Defesa, Kahalid al-Attiyah, e o homólogo norte-americano, Jim Mattis.
A compra ocorre após o presidente norte-americano ter apoiado a Arábia Saudita que cortou relações diplomáticas com o Qatar. Donald Trump acusou Doha de ser um patrocinador de “alto nível” do terrorismo dificultando, assim, os esforços de Washington para aliviar as tensões na região do Golfo Pérsico.
De acordo com o ministro de Doha, a venda vai aumentar a cooperação na segurança e interoperabilidade entre os Estados Unidos e o Qatar.
Em novembro, o Congresso norte-americano aprovou a venda de 72 F-15 ao Qatar. No total, o negócio foi avaliado em 21 mil milhões de dólares.
 Do Euronews

quinta-feira, junho 15, 2017

O primeiro voo do Gripen NG (Gripen 'E' para os suecos - Prototipo 39-8)

By on 15.6.17

A SAAB realizou nesta quinta-feira (15) o primeiro voo do Gripen NG (prototipo 39-8), o novo caça que vai equipar a Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave decolou do aeródromo da fabricante em Linköping, na Suécia, e voou durante 40 minutos e retornou em segurança. Durante o teste, o avião realizou uma série de avaliações, incluindo a retração e extensão do trem de pouso.

Em entrevista ao site Flight Global, Jerker Ahlqvist, chefe do programa de desenvolvimento do novo Gripen, afirmou que o modelo deve decolar antes do final do segundo trimestre deste ano. No último informe o primeiro voo era previsto para o segundo semestre de 2017.

Em outubro de 2014, o Brasil assinou um contrato de US$ 5,4 bilhões para compra de 36 caças Gripen de nova geração. Já a Suécia, o outro cliente confirmado da aeronave, vai adquirir 60 unidades da aeronave, também conhecida como Gripen E.

As primeiras entregas do Gripen E começarão em 2019 para a Força Aérea da Suécia, seguida das unidades para o primeiro cliente de exportação, que é o Brasil. Ao todo, a Força Aérea Brasileira (FAB) encomendou 36 unidades do Gripen NG, sendo que parte deles serão fabricados no Brasil, na instalação da Embraer em Gavião Peixoto (SP).

O acordo assinado entre Brasil e Suécia também prevê a transferência de tecnologia para a industrial brasileira. Parte do lote de caças encomendado para a FAB será construída no Brasil, pela Embraer, processo que já foi iniciado na unidade da empresa brasileira em Gavião Peixoto (SP), no “Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen”.

Outra responsabilidade do centro em Gavião Peixoto será o desenvolvimento e produção do Gripen F, a versão do caça para dois pilotos (biposto) – o Gripen NG  é a variante brasileira do Gripen E monoposto, mas com recursos diferentes. A FAB encomendou oito unidades dessa opção, que mantém as características de combate mas também serve para a formação de novos pilotos.

O primeiro gripen teve seu primeiro voo em 1988 e foi introduzido na Força Aérea da Suécia em 1997. Mas esse não é o modelo que o Brasil adquiriu. A nossa versão chama-se Gripen NG, de New Generation (Gripen 'E' para os suecos), que é uma evolução do Gripen original, e que traz diversas melhorias, tanto estruturais quanto tecnológicas.
Além do Brasil, cliente mais recente da Saab, a fabricante sueca também discute a venda do caça com Botsuana e Eslováquia. A empresa também atendeu recentemente um pedido de proposta da Bulgária e também estuda oportunidades na Bélgica, Canadá, Colômbia, Finlândia, Indonésia, Malásia, Suíça e Índia, que busca um caça monomotor para operar em porta-aviões.

O novo Gripen é uma aeronave que pode atuar em diferentes funções. Além de caça de interceptação, a aeronave também pode ser utilizada como bombardeiro e avião de reconhecimento armado.

De acordo com o fabricante sueco, o Gripen NG pode voar a mach 1 (velocidade do som – 1.234 km/h) sem a necessidade de usar pós-combustor (quando o motor atua como se fosse um foguete) e, com força total, pode alcançar a velocidade máxima de 2.470 km/h.


Já o autonomia do caça, comparado ao das versões anteriores, aumentou 50%, mesmo sem a necessidade de reabastecimento aéreo. Em configuração de combate (armado com quatro mísseis e levando dois tanques de combustível externos), a nova geração do Gripen tem alcance de 1.800 km.

O sistemas que equipam o Gripen NG vão permitir o uso de mísseis ar-ar (de interceptação aérea) e ar-terra de médio e longo alcance orientados por radar, bombas “inteligentes” guiadas a laser, além de uma série de outros recursos, como sensores infra-vermelho de busca e equipamentos de guerra eletrônica, como perturbadores de radares e rádios.

Do Airway - Com informações da SAAB

domingo, junho 11, 2017

Embraer deve anunciar primeiro cliente estrangeiro do KC-390 neste ano

By on 11.6.17
A FAB vai receber os dois primeiros cargueiros KC-390 em 2018 (FAB)
A Embraer espera que o primeiro cliente internacional do cargueiro multimissão KC-390 seja anunciado até o final de 2017. Em entrevista ao site DefenseNews, Jackson Scheneider, vice-presidente da divisão de defesa da empresa, revelou que existe um “processo muito maduro” de negociação com um dos potenciais clientes da aeronave.
O executivo da fabricante brasileira, no entanto, não revelou qual é o cliente, mas acrescentou que o anúncio pode ser realizado durante o Paris Air Show neste mês, evento sobre aviação também conhecido como Salão de Le Bourget.
Cinco nações já assinaram cartas de intenção de compra do KC-390: Argentina, Chile, Colômbia, República Tcheca e Portugal. Esses negócios, que podem totalizar até 32 aeronaves, porém, ainda não foram concretizados. Outras países que demonstraram interesse pelo cargueiro militar da Embraer foram Canadá e Nova Zelândia.
Até o momento, o único cliente confirmado do KC-390 é a Força Aérea Brasileira (FAB), que encomendou 28 unidades – os dois primeiros aviões serão entregues em 2018.
O KC-390 foi projetado a pedido da FAB para substituir os veteranos cargueiros turbo-hélice Lockheed C-130 Hercules. Essa mesma é proposta é oferecida a países que também planejam substituir seus antigos C-130. Esse nicho de mercado vai exigir cerca de 700 novas aeronaves nos próximos 20 anos.
Demonstração de voo
Schneider também anunciou que o KC-390 fará uma demonstração de voo no Salão de Le Bourget. “Vamos mostrar as capacidade do avião. Vamos mostrar como ele funciona em termos de alta velocidade, baixa velocidade, aterragem e decolagem”, disse o executivo a publicação. “Nós fizemos voos de demonstração nos países que vistamos (em julho de 2016), mas em shows, nunca fizemos antes. Será a primeira vez. Quando estávamos em Farnborough, foi uma apresentação estática”, acrescentou.
Depois de se apresentar na França, o cargueiro militar da Embraer fará demonstrações por outros países na Europa e Ásia, na esperança de aumentar o interesse pelo novo produto.
 
O KC-390 está na fase final de certificação para a FAB e em breve deve alcançar a “capacidade operacional inicial”, certificado que libera as primeiras entregas da aeronave. Os dois protótipos de teste já registraram mais de 1.000 horas de voo e realizaram uma série de provas, como lançamento de paraquedistas e simulação de reabastecimento aéreo com caças.
“Eu acho que estamos entregando exatamente o que prometemos no início deste programa”, disse Schneider. “Está absolutamente no caminho certo, e os testes estão progredindo de acordo com o plano”, finalizou.

sexta-feira, junho 09, 2017

Situação orçamentária da Marinha é 'preocupante', alerta comandante

By on 9.6.17
Para possuir uma esquadra digna da relevância geopolítica do Brasil, a Marinha precisa de destinações orçamentárias anuais entre R$ 3,2 bilhões a R$ 3,4 bilhões, disse o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, em audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), nesta quinta-feira (25). Mas o atual cenário de restrições, advertiu, tem causado grandes dificuldades, uma vez que para 2017 a verba disponível será de R$ 2,34 bilhões, sem contar os contingenciamentos.
— Precisamos de pelo menos mais R$ 800 milhões por ano pra que o Brasil tenha uma esquadra de acordo com suas necessidades. Isso precisa ser acertado, ou a nossa esquadra de superfície vai desaparecer em pouco tempo —ressaltou o comandante, revelando ainda que a Marinha é a Força que mais tem sido afetada pela perda de verbas.
Em virtude dessa condição, Bacellar afirmou que a Marinha vive hoje uma situação "extremamente delicada e preocupante", a despeito do quadro técnico altamente capacitado e de continuar cumprindo plenamente sua missão constitucional. O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) afirmou que a comissão tem a obrigação de suprir as necessidades brasileiras de defesa marítima.
— Basta ver a idade de nossas fragatas e corvetas, é uma deficiência gravíssima. Se a situação hoje é relativamente tranquila, num futuro médio nós não sabemos o que pode acontecer — alertou o senador, reiterando que o presidente da CRE, Fernando Collor (PTC-AL), trabalhará com os demais membros na identificação de fontes de recursos adicionais.

Submarino nuclear

Uma das maiores prioridades da Marinha continua sendo o programa de submarinos nucleares. O senador José Agripino (DEM-RN) chamou a atenção para a importância científica do projeto.
Desenvolvido em parceria com a França, o primeiro submarino teve o projeto de sua fase básica finalizado em janeiro, e, segundo Bacellar, a construção de fato deve começar em 2020.
— Um submarino nuclear já é um grande avanço para nós, ainda que não lancemos mísseis balísticos. E talvez nem seja o momento pra desenvolvermos isso, exigiria uma necessidade estratégica — afirmou o militar.
Em resposta a Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Bacellar disse que o acordo com a França tem sido vantajoso também no que se refere à transferência de tecnologia, com centenas de engenheiros e técnicos brasileiros atuando naquele país.
— Mas no reator nuclear ninguém nos ajuda. Aliás, tem país que, se puder, vai querer nos atrapalhar. É um grande desafio de nosso programa, onde continuamos avançando — informou.
O militar também chamou a atenção para a relevância que possui o programa nuclear da Marinha na retenção de milhares de jovens cientistas que "provavelmente já estariam trabalhando fora do país, se não fosse ele".
No que se refere à atuação da Marinha como um todo, ele ressaltou a importância que tem o resguardo de nossas águas territoriais para a internet (dependente de cabos submarinos) e para as trocas comerciais, pois cerca de 10% do que se transporta por mar em todo o mundo passa por águas brasileiras.

quarta-feira, junho 07, 2017

Shaanxi Y-8 de Myanmar se acidenta

By on 7.6.17

Destroços identificados como peças do avião militar birmanês desaparecido ao largo da Birmânia com mais de 100 pessoas a bordo foram encontrados no mar, anunciou uma fonte oficial.

Os destroços do avião militar de Myanmar que transportava 104 pessoas e que desapareceu esta quarta-feira entre as cidades de Myeik e Yangon foram encontrados no mar, de acordo com informação oficial avançada pela AFP.

“Foram encontradas no mar peças do avião”, a 218 quilómetros da cidade de Dawei (sudeste da Birmânia), disse, em declarações à agência noticiosa francesa France-Presse, Zaw Naing Lin, um responsável da força aérea birmanesa.

As operações de busca estão a decorrer no Mar de Andamão com recurso a quatro navios da marinha e a dois aviões.

O aparelho desaparecido é um Shaanxi Y-8, um modelo de avião militar chinês, que foi entregue em março de 2016 e que contava com 809 horas de voo, que terá perdido a comunicação com o aeroporto "de forma repentina" às 13h35 (hora local), quando o avião atingiu cerca das 20 milhas (32 quilómetros) a oeste da cidade de Dawei", afirmou, em comunicado, o escritório do comandante e chefe do Exército.

Segundo a Reuters, Kyaw Kyaw Htey, um oficial do aeroporto de Myeik, disse que o tempo estava "normal" e que a visibilidade era boa, o que remete o desaparecimento do aparelho para uma falha técnica.

O avião descolara pouco tempo antes da cidade de Myeik, na zona sul de Myanmar, e teria como destino Yangun, a capital económica do país.

Fonte aeroportuária terá dito à AFP que o avião transportava 90 passageiros e 14 tripulantes. Segundo o The New York Times, a maioria dos tripulantes seriam familiares dos militares. Uma informação corroborada por Jonah Fisher, correspondente da BBC em Myanmar.

"Os passageiros eram militares e familiares que viajavam entre Myeik e Yangon", escreveu o jornalista do canal britânico na rede social Twitter.
"Este tipo de voos são organizados duas vezes por mês para as famílias dos militares", explicou uma fonte do aeroporto à AFP.

Em fevereiro de 2016, um avião militar birmanês despenhou-se num campo agrícola pouco depois de ter descolado, vitimando quatro pessoas e deixado uma outra ferida. O aparelho, do fabricante Beech Aircraft Corporation, caiu perto do aeroporto internacional de Naipydow, a capital do país.

Do Sapo 24

domingo, junho 04, 2017

O que seria da defesa europeia sem os EUA?

By on 4.6.17
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que é hora de a Europa tomar seu destino em suas próprias mãos. Países que estão pagando menos do que deveriam à Otan começam, naturalmente, a se sentir incomodados quando os EUA ameaçam um apoio “moderado” àqueles que não cumprem o determinado pela aliança, que é destinar 2% de seu PIB a gastos com defesa.
Se o presidente americano, Donald Trump, tornar realidade suas ameaças, que tipo de segurança a própria Europa poderá proporcionar a si mesma?
Nick Witney, ex-funcionário da Agência Europeia de Defesa (AED) e atual integrante do think tank Conselho Europeu de Relações Exteriores, afirma que nunca houve uma necessidade mais premente – nem uma oportunidade melhor – de a Europa levar isso a sério. Com ameaças de Trump vindo de uma direção, e as da Rússia, do outro, a eleição do novo presidente da França, Emmanuel Macron, dá a Merkel o melhor conjunto de circunstâncias que ela pode ter para fortalecer a autossuficiência da Europa.
“A Europa deveria parar de choramingar e ver isso como uma útil chamada para acordar”, frisa Witney. “Tem sido muito fácil reconhecer o que precisa ser feito e dizer ‘talvez no próximo ano, quando a situação orçamental for mais fácil'”, acrescenta.


Sem o apoio de Washington e seu poder de dissuasão nuclear, Rússia poderia alterar equilíbrio de poder na Europa, afirmam especialistas. Merkel e Macron têm nas mãos chave para autossuficiência europeia na área militar.

“É preciso haver um levantamento rigoroso de onde estamos perdendo coisas, onde estamos gastando grandes somas de dinheiro, nos prendendo a coisas que não têm utilidade, e onde precisamos cortar gastos desnecessários”, diz.
Lições não aprendidas
Quando governos europeus tentaram assumir a liderança em 2011, no que viria a ser uma intervenção militar da Otan na Líbia, eles não conseguiram fornecer sua própria inteligência, sistemas de reconhecimento ou de vigilância. Itens básicos, como munição, se esgotaram rapidamente, fazendo com que os europeus dependessem do apoio dos EUA.
“Nós deveríamos finalmente nos dar conta e desativar centenas de milhares de bombas convencionais e investir em munições inteligentes”, propõe o especialista. “Mas tenho certeza de que isso ainda não aconteceu”, lamenta.
Sven Biscop, diretor do Instituto Real de Relações Exteriores da Bélgica, concorda que a melhor esperança da Europa para a autossuficiência é finalmente cooperar em investimentos de defesa.
“Com essa política Trump first, os interesses dos EUA podem ou não coincidir com os da Europa. E quando eles não coincidem, a Europa não terá uma escolha sobre que mãos seguram seu destino”, avalia, recomendando uma política “Europa first” como esposta.
Russos superestimados
Biscop diz que a ameaça militar russa para a Europa é superestimada, mas que mesmo assim não pode ser enfrentada pela Europa, por esta não investir em armamentos estratégicos.
“A Rússia é mais fraca do que parece. Os 28 Estados da União Europeia (UE), com 1,5 milhão de pessoas de uniforme, são mais fortes, mas não fortes o suficiente”, enfatiza. “Quando se trata de projetar forças para fora do nosso próprio território, não podemos fazê-lo sem os EUA, porque não investimos em equipamentos estratégicos – transportes de longa distância, satélites, aviões com reabastecimento ar-ar”, enumera o especialista.
Ele avalia que o desenvolvimento dessas capacidades deve ser uma prioridade da Europa. Biscop espera que Merkel e Macron se alinhem para a formação de um grupo central de países que iria partilhar o custo desse tipo de itens. Mas ele frisa que a tarefa não deve ser fácil.
“Até porque cada indústria de defesa nacional é relutante em abrir mão de seu nicho”, sublinha. Biscop acredita que a união de forças para pagar esses custos não só faria com que preocupações econômicas se tornassem menos críticas, mas também as capacidades ampliadas tornariam obsoletos os tão alardeados 2% por cento do PIB.
Bruno Lete, especialista em segurança e defesa da fundação americana German Marshall Fund (GMF), concorda que a Europa esteja caminhando devagar, apesar de dispor de uma das mais poderosas e tecnologicamente avançadas forças armadas do mundo.
“Sem a capacidade única de formação de coalizão dos Estados Unidos dentro da Otan, hoje a Europa iria ter dificuldades para unir e organizar eficazmente sua própria defesa”, crê Lete, citando a necessidade de facilitadores estratégicos dos EUA, além das “plataformas americanas de comando, controle e inteligência”.
“É particularmente nesses domínios que falta pegada à Europa, e onde os EUA estão acrescentando muito valor”, complementa Lete. “Se a Europa quer cuidar de sua própria defesa, é essa lacuna é que ela terá de resolver em primeiro lugar.”
Dissuasão nuclear
Witney coloca mais uma preocupação no topo da lista: a perda potencial das capacidades nucleares americanas como fator de dissuasão. Com a saída do Reino Unido da UE, o que coloca em um limbo a relação dos britânicos com o bloco, a missão de exercer o poder de dissuasão nuclear passa a ficar a cargo da França, segundo o especialista.
“A mudança exigiria um ajuste de atitude”, considera Witney. “E não apenas nos franceses. Os alemães nunca gostaram de estar sob o guarda-chuva nuclear de ninguém”, diz. “Mas se for o caso, eles preferem estar sob a proteção americana do que dar aos franceses a condição de ‘protetores da Europa’.”
Witney frisa que, sem os EUA, os europeus vão ter que superar esse problema e encontrar maneiras de compartilhar o “guarda-chuva nuclear”, bem como de realizar uma divisão de responsabilidades e custos.

Foto: 1°- © REUTERS / Ints Kalnins
Fonte: DW

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