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segunda-feira, julho 17, 2017

Militares israelenses compram drones capazes de lançar granadas

By on 17.7.17
A tecnologia é capaz de mudar completamente o mundo onde vivemos. Agora, chegou a vez da guerra. Militares israelenses compraram drones que são capazes de atacar alvos com armas e granadas.

Conforme relata o Engadget, os dispositivos são produzidos pela empresa norte-americana Duke Robotics. A aerodinâmica e a física dizem que não é possível prender uma arma em um drone e esperar que ele voe e ainda atinja o alvo, no entanto, a empresa planejou uma maneira de manter o zangão firme enquanto compensa o recuo da arma.

Aparentemente, o drone conta com um sistema de partes flexíveis que distribui o peso na hora do ataque para manter o dispositivo parado no ar. O sistema, por exemplo, permite que um drone de 4,5 kg se mantenha estável ao lançar uma granada ou carregar armas de até 10 kg.
A empresa afirma que o uso de drones remotos reduziria a necessidade de manter soldados na linha de frente, logo, reduziria o número de mortes.
Além de drones, os militares também devem estar cada vez mais armados tecnologicamente. 

O Olhar Digital divulgou recentemente que os militares russos desenvolveram um exoesqueleto à prova de balas com o objetivo de reduzir o cansaço dos soldados, e que os Estados Unidos estão trabalhando em uma armadura semelhante à do Homem de Ferro.


sexta-feira, julho 14, 2017

FAB começa a operar Satélite Geoestacionário

By on 14.7.17
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGCD) deu início às transmissões nesta quarta-feira (5) e será controlado pela Força Aérea Brasileira (FAB).
O equipamento foi lançado ao espaço no dia 4 de maio a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Nesse período foram feitos testes orbitais e testes coordenados pelos militares.
“O SGDC recebeu a carga útil da Banda X, que vai garantir mais segurança nas comunicações militares e ampliar a capacidade operacional da Forças Armadas”, explicou o Vice-Chefe do Centro de Operações Espaciais (COPE), Coronel Aviador Sidney César Coelho Alves.

 
O satélite foi o primeiro construído pelo País com fins militares e civis e deve impulsionar a implementação do Plano Nacional de Banda Larga. O satélite vai permitir que mais de sete mil computadores da rede pública sejam conectados à internet.
Ao todo, os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações investiram R$ 2,7 bilhões no projeto.

quarta-feira, julho 12, 2017

Russian Stormtrooper: Rússia cria exoesqueleto para seus soldados

By on 12.7.17
Que a Rússia é um país em que tudo pode acontecer, a gente já sabe. No entanto, você sabia que os seus soldados estão prestes a se transformar personagens de um filme genérico de ficção-científica? Pois é mais ou menos isso o que vai acontecer, já que o exército russo acaba de revelar um novo tipo de uniforme que parece ter sido retirado do cinema ou mesmo de um videogame.

O uniforme é, na verdade, um exoesqueleto desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Central para Construção de Máquinas de Precisão e funciona tanto como um equipamento de proteção avançada quanto como uma forma de otimizar o desempenho dos soldados. Isso porque ele foi projetado com uma tecnologia que diminui o cansaço dos combatentes. De maneira bastante resumida, é como se ele tivesse um motor interno que ajudasse o soldado em seus movimentos.

Porém, o que realmente chama a atenção no conceito de armadura é o capacete bastante diferente daqueles usados por outras forças de segurança. O design adotado aqui fica exatamente entre o usado pelos Stormtroopers, em Star Wars, e o capacete de Master Chief na série Halo, protegendo o usuário ao mesmo tempo em que intimida quem aparecer em seu caminho. 



Todo esse aparato serve para dar mais proteção aos soldados russos. O exoesqueleto conta com uma tecnologia de resistência avançado que protege seus usuários de balas e estilhaços em todo o corpo — o que facilitaria a sua atuação em qualquer campo de batalha. Além disso, o fato de a armadura ser motorizada permite que os soldados aguentem um confronto por muito mais tempo, já que o desgaste físico tende a ser menor.

Porém, pode ser que essa curiosa tecnologia ainda demore um pouco para sair do papel. Embora já haja protótipos prontos, o equipamento ainda é apenas um conceito e a expectativa é que a sua produção comece a ser feita somente nos próximos anos.

Via: Engadget – Via Canaltech

segunda-feira, julho 10, 2017

EUA se tocaram tarde demais que precisam de mais caças F-22

By on 10.7.17
Em maio de 2013 um drone Predador americano estava voando em águas internacionais, próximo ao Irã, quando um caça Phantom F-4 iraniano começou a se aproximar, com intenções de abate. Os EUA já estavam cientes, e na região tinham um F-22, stealth. Sem ser detectado o F-22 se aproximou pela traseira, voou para baixo do Phantom para checar o armamento, então nivelou ao lado do inimigo.
Achmed tomou o maior susto da sua vida quando ouviu no rádio o piloto americano, que provavelmente acenava enquanto falava Olha, você realmente deveria ir para casa.
Ninguém foi abatido naquele dia, nenhum tiro disparado e com sorte o iraniano até estava usando as calças marrons.
O F-22 teve seus problemas, mas ele ainda é a coisa mais avançada voando hoje em dia. É uma maravilha tecnológica levando os dois mais avançados computadores já instalados em um avião, e um deles é o backup. Ele voa com impunidade em qualquer cenário, sua tecnologia stealth torna qualquer combate covardia, mas por um tempo ele não foi desejado.
O primeiro voou em 1997, mas as especificações foram colocadas no papel em 1981. O objetivo era avançar os caças em uma geração, evitando a desvantagem estratégica em relação aos russos, que estavam começando a construir aviões realmente bons e em muito maior número.
O protótipo voou em 1991, foi aprovado e a politicagem foi ativada no grau máximo. A Lockheed Martin espalhou os fornecedores de componentes entre 46 estados dos EUA, a linha de produção envolvia 1.000 empresas e 95.000 trabalhadores. Um pesadelo logístico, um custo altíssimo mas ao menos assim o Senhor Deputado podia bater no peito e dizer que estava garantindo empregos para o seu estado.
O projeto original era produzir 750 caças, a um custo total de US$ 26,2 bilhões; mas como bom projeto de governo, chegou a custar US$ 62 bilhões por 183 aviões. Em dado momento surgiu uma opção que reduziria o custo total mas aumentaria o custo individual.
Em 2012 o custo estimado por F-22 era de US$ 412 milhões, ou seja: o sujeito pilotava com a ponta dos dedos, se arranhasse a pintura pagaria carnê pelo resto da vida.
Já em 2008 o F-22 estava sendo questionado. Ele foi projetado para uma guerra que não mais aconteceria: os russos agora eram amigos. Não faz sentido um avião de US$ 400 milhões quando seu inimigo são dois idiotas em um camelo. No martelo final foram produzidos 195 aviões dos 750.
Desses 195 187 são operacionais, o resto são unidades de demonstração, teste, etc.
Desses 187, somente 1/3 estão em condições de vôo, o resto está em upgrade ou manutenção preventiva.
O último F-22 saiu da linha de montagem em 2011: o ferramental foi aposentado, as linhas reorganizadas para produzir outros aviões, como o F-35, muita gente foi demitida, e a experiência se perdeu.
Aí alguém se tocou que o mundo mudou, que a Rússia não é mais boazinha, que a China está botando as manguinhas de fora, e que todos esses têm excelentes aviões. A Melhor Coréia não tem nada que voe e seja decente mas tem muitos mísseis, e isso também é ruim.
Em 2016 o Congresso pediu discretamente que alguém fizesse um estudo formal para reinstaurar a linha de produção do F-22. O estudo saiu, mas foi tão desastroso que o classificaram como secreto. O resultado confirmou o que todo mundo do meio havia dito: a produção do F-22 não deveria ter sido encerrada com tão poucas unidades, e agora vai sair caro, muito caro.
O consenso é que produzir 194 novos F-22 custaria US$ 50 bilhões. Pior, levaria cinco anos para a linha colocar o primeiro avião na rua.
Heather Wilson, secretária da Força Aérea já avisou que não há qualquer interesse em reativar a produção do F-22, isso significa que o foco está no novo caça de 6ª geração, a ser lançado por volta de 2030. Esperemos que os caras maus tenham paciência e não façam nada contra os EUA até lá…
Fonte: The Drive - Via Meio Bit

sexta-feira, junho 30, 2017

NASA apresenta projeto final de avião supersônico

By on 30.6.17

A NASA apresentou o modelo final do seu avião supersônico silencioso, anunciado há pouco mais de um ano.
O resultado é fruto do trabalho do programa QueSST (Quiet Supersonic Transport - Transporte Supersônico Silencioso), cujo objetivo é viabilizar um jato de passageiros que possa atingir velocidades supersônicas sobre a terra, ao contrário do Concorde, que só ultrapassava a velocidade do som sobre o mar por causa da explosão sônica - ou boom sônico -, que poderia destruir janelas e causar outros acidentes.
O avião supersônico, que a NASA chama de X-Avião, está sendo projetado para, ao ultrapassar a velocidade do som, gerar apenas uma "batida" suave, e não um estrondo com potencial destrutivo. Em velocidades normais, ele deverá ter o mesmo padrão de ruído que os aviões convencionais.
X-Avião real
O protótipo deverá voar sobre áreas residenciais para permitir coletar os dados necessários para que as autoridades reguladoras avaliem o voo supersônico sobre a terra nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo.
Ele será baseado no modelo em escala, medindo 1,8 x 2,4 metros, construído pela Lockheed Martin, que passou pelos primeiros testes de velocidade supersônica no túnel de vento do Centro de Pesquisa Glenn, da NASA.
"Gerenciar um projeto como este tem a ver com superar um marco depois do outro. Nossa forte parceria com a Lockheed Martin nos ajudou a chegar até este ponto. Agora estamos um passo mais perto de construir um X-avião real," disse David Richwine, gerente do projeto QueSST.
Até o final do ano a NASA deverá divulgar o processo de solicitação de propostas para construção de um modelo monomotor pilotado do avião X. A previsão é que o contrato seja assinado no início de 2018 e os primeiros testes de voo do avião supersônico comecem em 2021.

 Do Inovação Tecnologica

quinta-feira, junho 29, 2017

Lembra-se do Concorde? Novo avião supersónico será ainda mais rápido

By on 29.6.17
O avião supersónico de passageiros está de volta e desta vez vai ser ainda mais rápido do que o famoso Concorde. A construtora aeronáutica Boom Supersonic, que está a desenvolver o aparelho, explica que as primeiras 10 unidades do avião foram reservadas pela companhia aeroespacial Virgin Galactic, mas o CEO da construtora, Blake Scholl, dá conta de que as restantes companhias aéreas estão também a entrar na corrida pela nova tecnologia que promete voar de Paris a Nova Iorque em apenas três horas e meia.
“As companhias aéreas estão entusiasmadas por poderem oferecer aos seus passageiros algo novo e diferente. Elas querem compartilhar a nossa visão de futuro sobre viagem supersónicas mais acessíveis e nós estamos ansiosos por partilhar esta tecnologia com elas”, afirmou Blake Scholl, numa conferência de imprensa em Paris sobre o futuro da aviação.
Blake Scholl avança que as primeiras unidades do XB-1 devem estar prontas para 2023. O avião supersónico será capaz de atingir a velocidade máxima de 2335 quilómetros por hora, sendo este 10% mais rápido do que o antecessor Concorde, que era capaz de atingir o dobro da velocidade do som.
Considerado um dos maiores feitos da engenharia aeronáutica, os aviões Concorde deixaram de voar depois de uma aparatosa queda em Paris, que causou a morte a 113 pessoas em 2000. A frota de 20 Concordes até então construídos, ao serviço da British Airways e da Air France, foi retirada de circulação e a maior parte dos veículos foram conservados em museus nos Estados Unidos e na Europa.
O novo protótipo supersónico vem equipado com 55 assentos de classe executiva ou 30 lugares de primeira classe para os voos mais longos. Viajar de Paris para Nova Iorque vai passar a demorar em média três horas, em comparação com as sete horas atuais, assim como uma viagem de São Francisco para Tóquio vai ser reduzida das 11 horas atuais para apenas cinco.
Pelo menos cinco companhias aéreas já manifestaram a intenção de comprar o modelo XB-1, totalizando-se um total de 76 pedidos junto da Boom Supersonic.
Estima-se que um bilhete em classe executiva de Londres para Nova Iorque custe à volta de 5 mil dólares (cerca de 4.500 euros). 

quarta-feira, junho 28, 2017

Dois IAI Kfir TC-2 para repor perdas operacionais

By on 28.6.17
A Força Aérea da Colômbia (FAC) comprou de Israel duas aeronaves caças biplace IAI Kfir TC-2 de segunda mão para substituir plataformas perdidas e reforçar sua frota de treinadores Kfir, de acordo com o comandante da FAC, General Carlos Bueno.

Depois de perder quatro treinadores de 2009 a 14, bem como um lutador operacional, o FAC ficou com apenas um Kfir de dois assentos e uma habilidade de treinamento limitada. Inicialmente pensou-se en voltar a operatividade dois Mirage 5, aposentados em 2010, mas por razão de custos e racionalização de manutenção decidiu-se comprar os Kfirs.

Um contrato já foi assinado para as duas aeronaves, que vieram de estoques da Força Aérea israelense, e foram entregues à FAC para montagem na Base Aérea Germán Olano em Palanquero, sede do Comando Aéreo de Combate No1 ( CACOM-1).

Da Janes

terça-feira, junho 27, 2017

Rússia inicia produção em série de seu bombardeiro supersônico Tu-160M2

By on 27.6.17

A Rússia retomou a produção do famoso bombardeiro estratégico Tu-160, mas agora em sua versão modernizada - o Tu-160M2, informou o ministro da Defesa do país, Sergei Shoigu.

"Uma grande parte dos trabalhos preparatórios já foi feita. Foram restabelecidos os métodos tecnológicos próprios para a produção de peças de liga de titânio", declarou Shoigu.

De acordo com o alto funcionário, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou em fevereiro de 2017 um decreto para reiniciar a linha de produção do bombardeiro Tu-160 no projeto aeronáutico de Kazan e desenhar uma nova geração de bombardeiros estratégicos russos.
Segundo o diretor adjunto da empresa Tupolev, Valery Solozobov, a criação do Tu-160M2 conta com coordenadores das melhores escolas de aviação, entre elas a Tupolev, Sukhoi, Yakovlev, Beriev e Mikoyan.
"Designers de diferentes partes da Rússia são responsáveis pela delineação de várias partes da fuselagem e das asas, o que possibilitará o aceleramento da fabricação de componentes e conjuntos desta estratégica aeronave em centros mecanizados modernos", disse Solozobov.
De acordo com o editor-chefe da revista Aviapanorama, Vladimir Popov, de fato, será criada uma aeronave basicamente nova.

"Trata-se do Tu-160M2, não simplesmente um Tu-160. Uma aeronave basicamente nova. Externamente, será muito semelhante ao seu antecessor, mas o interior é muito diferente. Será mudado todo o seu equipamento de navegação e será apresentada uma nova cabine. O sistema de pontaria apresentará melhor desempenho, tanto com mísseis, como com bombas. Os instrumentos de navegação serão novos, de maior qualidade. E, é claro, esta aeronave terá motores mais eficientes e econômicos. Tais mudanças visam ampliar a capacidade de voar em velocidade supersônica, sendo essa a ideia principal de modernização e renovação", frisou Popov.
Segundo o analista militar, a fuselagem será a mesma da versão anterior, já que não é obsoleto. No entanto, a eletrônica será completamente renovada.
Entre outras novidades, Popov também mencionou os novos sistemas de guerra eletrônica. "Há uma possibilidade de implantar tecnologicamente tudo isso na 'base' antiga, por assim dizer", afirmou Popov.

O primeiro voo do Tu-160 foi realizado em 1981. É considerado o maior avião supersônico com asas de geometria variável. Além disso, o Tu-160 é dono do maior peso de decolagem em comparação com qualquer um de seus concorrentes: em torno de 275 toneladas.
Por último, entre todos os aviões existentes, o Tu-160 é o mais rápido. Ele pode alcançar velocidades de até 2.200 km/h, igualando-se a caças modernos quanto à superioridade em questão. 




Ciberataque paralisa Ucrânia e atinge várias empresas europeias

By on 27.6.17
A Ucrânia está nesta terça-feira sob um ciberataque de proporções ainda desconhecidas. Esta tarde, e citado pela Reuters, um conselheiro do Ministério do Interior ucraniano afirmava que a acção foi perpetrada com recurso a uma versão modificada do WannaCry, o vírus no centro do recente ataque global de ransomware (sequestro de sistemas informáticos a troco de dinheiro).
Nas últimas horas, a Reuters deu conta de que, na sequência desse ataque, o aeroporto de Kiev ficou sem sistema informático – obrigando os responsáveis a alertar para possíveis atrasos –, tal como o Governo, cuja rede de comunicações também está em baixo, segundo informou o vice-primeiro-ministro ucraniano em declarações citadas pela Reuters.
"Nós também estamos com a rede em baixo", escreveu o número dois do governo de Kiev, Pavlo Rozenko, numa mensagem no Twitter, acompanhada de uma fotografia de um ecrã de computador que exibe uma mensagem de erro.

Não há informações sobre a dimensão do ataque, mas sabe-se que o construtor ucraniano de aviões Antonov, foi atacado, bem como o maior produtor russo de combustível, a empresa Rosneft.
"Os servidores da empresa foram alvo de um poderoso ciberataque", disseram responsáveis da perolífera, via Twitter, nessa mesma rede social.
Também a empresa russa Evraz, do sector metalúrgico e de produção de aço, disse estar sem sistema informático pela mesma razão.
Em Kiev, o director do principal aeroporto que serve a capital também alertou para eventuais atrasos devido às consequências do ciberataque, que afectou os sistemas informáticos daquela infra-estrutura.


Segundo a Reuters, também a companhia estatal de distribuição eléctrica e alguns bancos foram alvo deste ataque. Na Dinamarca, a empresa de transporte marítimo A.P.Moller-Maresk revelou que também ela está sem rede informática nesta terça-feira, em diversas regiões, devido a um ciberataque. "Podemos confirmar que a causa foi um ciberataque", disse uma porta-voz da empresa. Não se sabe se estará relacionado com o mesmo ataque que está a paralisar a Ucrânia.
Também a agência de publicidade britânica WPP disse ter sido alvo de um ataque informático. O terminal de contentores do porto de Roterdão também terá sido afectado, de acordo com uma televisão local, citada pela Reuters.
Apesar de não estar afastada a possibilidade de se tratar de um ataque de natureza criminosa com origem num país terceiro, a Ucrânia é apontada actualmente como o "campo de experiências" russo para uma ciberguerra global. Há precisamente uma semana, a revista Wired publicou uma reportagem que relata os múltiplos casos de ciberataques que tem afectado o país em diferentes sectores nos últimos três anos. 
"Actualmente, na Ucrânia, a quintessência do cenário de ciberguerra tornou-se realidade", com "um ataque em contínuo nos últimos três anos, algo como o mundo nunca vira antes". "Um exército de hackers tem sabotado de forma sistemática particamente todos os sectores da Ucrânia, dos media às finanças, transportes, serviços militares, políticos e energéticos", descreve a Wired. "É praticamente impossível encontrar uma área neste país que não tenha sido já vítima de um ciberataque", afirma Kenneth Geers, um embaixador da NATO e especialista em cibersegurança.
Mais elucidativo foi o discurso do próprio Presidente ucraniano, em Dezembro de 2016, quando Petro Poroshenko disse que nos dois meses anteriores tinham sido registados 6500 ciberataques a 32 alvos ucranianos. O Presidente culpou a Rússia, sem meias palavras, indicando que a investigação feita em casa apontava para "um envolvimento directo ou indirecto dos serviços secretos russos", no que qualificou com uma ciberguerra desencadeada contra a Ucrânia.

Do Publico



segunda-feira, junho 26, 2017

Avião interceptado pela FAB com cocaína decolou de fazenda da família do Ministro da Agricultura Blairo Maggi

By on 26.6.17
O avião bimotor interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no domingo (25) com 500 quilos de cocaína decolou da fazenda Itamarati Norte, localizada no município de Campo Novo de Parecis (MT), informou, por meio de nota, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica. A propriedade rural é arrendada pela empresa Amaggi, de propriedade da família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi.
Ao G1, a assessoria do titular da Agricultura afirmou que a pasta está elaborando uma nota para esclarecer o assunto.
Em nota, a empresa Amaggi disse que "não tem qualquer ligação" com a aeronave interceptada pela FAB e "não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas" (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem)


Na página do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião bimotor matrícula PT-IIJ, interceptado pelo FAB, está registrado em nome de Jeison Moreira Souza.
A aeronave, de acordo com a FAB, decolou da fazenda Itamarati Norte com destino a Santo Antonio Leverger, também no Mato Grosso.
No comunicado, a Força Aérea relatou que, às 13h17 deste domingo, o piloto de defesa aérea do A-29 Super Tucano identificou a aeronave suspeita e, seguindo o protocolo de policiamento aéreo, fez perguntas, por meio do radio, ao piloto do avião bimotor.
Na sequência, disse a FAB, o militar determinou que o piloto do bimotor mudasse de rota e pousasse no aeródromo de Aragarças, em Goiás.
Inicialmente, diz trecho da nota, o piloto da aeronave demonstrou que iria cumprir a ordem do militar, porém, na hora de pousar ele arremeteu e não respondeu mais às advertência da defesa aérea.
Seguindo o protocolo, o piloto da FAB deu um tiro de aviso que, conforme a Aeronáutica, é uma medida de persuasão para forçar o piloto da aeronave "considerada hostil" a cumprir as determinações da defesa aérea.
A Força Aérea disse no comunicado que, mesmo com o tiro de aviso, o avião interceptado não voltou a responder aos contatos do militar e pousou na zona rural do município de Jussara, no interior de Goiás.
Um helicóptero da Polícia Militar goiana foi acionado para fazer buscas no local do pouso. De acordo com a FAB, o bimotor será removido para o quartel da PM em Jussara. Já a droga apreendida, ressaltou a Aeronáutica, será encaminhada para a superintendência da Polícia Federal, em Goiânia.
Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, a ação que interceptou o avião faz parte da Operação Ostium, que tem o objetivo de coibir ilícitos transfronteiriços. Além da FAB, atuam nesta operação a Polícia Federal e órgãos de segurança pública.
Leia a íntegra da nota divulgada pela Amaggi:
Nota à Imprensa | Operação “Ostium”
Cuiabá, 26 de junho de 2017
A respeito das informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) no último domingo (25) dando conta da interceptação de uma aeronave carregada de entorpecentes que teria decolado de uma pista localizada na fazenda Itamarati, arrendada pela AMAGGI, a companhia vem a público informar que:
a) Tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e aguarda o desenrolar das investigações sobre a propriedade da aeronave e as circunstâncias exatas em que ela - conforme afirma a FAB - teria pousado na Fazenda Itamarati e decolado a partir de uma de suas pistas;
b) A empresa não tem qualquer ligação com a aeronave descrita pela FAB e não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas;
c) Localizada em Campo Novo do Parecis, a parte arrendada pela AMAGGI na Fazenda Itamarati conta com 11 pistas autorizadas para pouso eventual (apropriadas para a operação de aviões agrícolas, o que não demanda vigilância permanente) localizadas em pontos esparsos de 54,3 mil hectares de extensão;
d) A região de Campo Novo do Parecis tem sido vulnerável à ação de grupos do tráfico internacional de drogas, dada a sua proximidade com a fronteira do Estado de Mato Grosso com a Bolívia;
e) Tal vulnerabilidade acomete também as fazendas localizadas na região. Em abril deste ano a AMAGGI chegou a prestar apoio a uma operação da Polícia Federal (PF), quando a mesma foi informada de que uma aeronave clandestina pousaria com cerca de 400 kg de entorpecentes (conforme noticiado à época) em uma das pistas auxiliares da fazenda. Na ocasião, a PF realizou ação de interceptação com total apoio da AMAGGI, a qual resultou bem-sucedida.
A AMAGGI se coloca à disposição das autoridades para prestar todo apoio possível às investigações do caso.

DO G1

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