
O secretário da Marinha dos EUA, Ray Mabus, salientou essa importância
diante da mídia no porta-aviões George H. W. Bush, onde aterrissou o
drone X-47B. "Vocês acabam de assistir à próxima geração da aviação
naval e às extraordinárias possibilidades que isso poderá nos conferir",
salientou Mabus.

O X-47B é somente um modelo experimental, com uma réplica, fabricado
pela companhia Northrop Grumman, fruto de um programa de US$ 1,4 bilhão.
Apesar de se tratar de um protótipo, esse drone ajudará a marinha a
transformar a aviação naval, permitindo desenvolver porta-aviões mais
versáteis e vitais para a estratégia militar dos EUA no Oriente Médio,
norte da África e Pacífico.
O voo demonstrou que os porta-aviões podem se transformar em bases
permanentes e pistas de pouso dos aviões não tripulados para enviar,
diretamente de seu convés, missões de vigilância e prevenção
antiterrorista, sem precisar depender de bases em solo estrangeiro, como
ocorre hoje com os drones com que sobrevoam o Iraque, Afeganistão,
Paquistão e Iêmen.

"Seremos obrigados a comprar menos navios e aviões e destinar menos
recursos à pesquisa da nova geração de armamentos", advertiu Hagel. A
marinha já aposentou vários porta-aviões por causa de seu elevado custo
de manutenção e, como o resto das armas militares, quer demonstrar com
testes como o do X-47B sua importância no esquema de defesa do
Pentágono.
A ampliação de seu programa de drones chega em meio a uma crescente
polêmica, dentro e fora do país, devido a seu uso secreto. O presidente
Barack Obama anunciou em maio uma diminuição do número de operações com
drones no estrangeiro e uma maior transparência.
Fonte: UOL
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