A Embraer informou hoje que assinou um contrato de compra de 64,7% do capital social da divisão de radares da OrbiSat da Amazônia Indústria e Aerolevantamento, por R$ 28,5 milhões. O negócio implicará na separação da OrbiSat em duas empresas.

Uma delas terá foco em radares, será controlada pela Embraer e terá aproximadamente 150 empregados. O faturamento esperado para 2011 é da ordem de R$ 50 milhões. A outra empresa atuará no segmento de equipamentos eletrônicos, e continuará sob controle dos antigos proprietários.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhukBpCEzC5LLHuJ4En2-0sZSP4Vdc6JmvZM7iH44v_DbH00wHJIN_JM32l-XJfL9HFVssOuQuy3bAvUibwGW3hcEpsxEo3ucM0AIFV46WIRH7FZ2wwncpUJSt1AOyV02TijQI9cCOqZtRY/s400/radar+orbisat+-+saber+M60.jpg

Radar Saber Orbisat M60

Pressionada pela movimentação de concorrentes, a Embraer inicia hoje a expansão de sua área de defesa. A empresa paulista anunciará a compra da divisão de radares da Orbisat, a primeira aquisição desde que criou a subsidiária Embraer Defesa e Segurança, no fim de 2010. As vendas de equipamento de defesa, concentradas em aviões, somaram R$ 1,2 bilhão na carteira da Embraer no ano passado. Com a compra da Orbisat e a negociação pelo controle da empresa de eletrônica Atech, a Embraer visa diversificar seu portfólio de produtos militares e de segurança.

Segundo a Embraer, o negócio representa um "importante passo estratégico para aumentar sua participação no sistema brasileiro de segurança". A transação será submetida à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fundada em 1998, a OrbiSat criou em 2002 a divisão de radares para desenvolver tecnologia de última geração para aplicação em sensoriamento remoto e radares de vigilância aérea, marítima e terrestre. O negócio representa 40% do faturamento da empresa, de acordo com informações da Embraer. Em conjunto com o Exército Brasileiro, a OrbiSat desenvolveu o radar Saber M60, que será a base do Sistema de Vigilância de Fronteiras (SisFron). A OrbiSat é a empresa que realiza sensoriamento remoto do solo abaixo das copas das árvores. Esta tecnologia está sendo utilizada no contrato com o Exército para mapeamento do vazio cartográfico na região amazônica. A empresa já realizou serviços similares em vários outros países.

Fonte: Estadão