
O conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) estabeleceu na noite desta quinta-feira uma zona de exclusão aérea na Líbia, autorizando «todas as medidas necessárias» para proteger a população e áreas civis povoadas sob ameaça dos regimes de Kadhafi, nomeadamente a cidade de Bengazi, o bastião dos rebeldes líbios.
A resolução foi aprovada com 10 votos a favor, incluindo o de Portugal, cinco abstenções e nenhum voto contra, o documento exclui, de forma explícita, qualquer tipo de ocupação estrangeira em qualquer parte do território líbio.
Fonte: Abola.pt
Veja cronologia da crise:
FEVEREIRO:
Dias 15-16- Dois mil manifestantes protestam em Benghazi pela detenção de um ativista de direitos humanos e contra os governantes corruptos. Cerca de 40 pessoas ficam feridas e, na cidade de Al Baida, outras duas morrem.
Dia 17- Os protestos se estendem durante o "Dia de Fúria". Segundo Al Jazeera, 14 pessoas morreram.
Dia 19.- O Exército atira em Benghazi contra os manifestantes e são registrados enfrentamentos em Musratha, a 200 quilômetros de Trípoli.
Dia 20.- Human Rights Watch eleva para 173 o número de mortos nos protestos. UE, EUA e Liga Árabe pedem o fim imediato da repressão.
Dia 21- Os opositores controlam Benghazi e Jalu, enquanto membros do Exército desertam e se somam juntam aos manifestantes. O ministro da Justiça renuncia.
- O filho de Gaddafi, Seif el Islã, adverte para o perigo de "guerra civil".
- Aviões militares disparam contra os manifestantes em Trípoli, o que a ONU considerou um "genocídio".
Dia 22- Gaddafi diz que não deixará o poder e que está disposto a morrer.
- A fronteira líbia com o Egito fica sob controle dos opositores.
Dia 23- Um membro líbio do Tribunal Penal Internacional enumera em dez mil os mortos desde o início dos protestos.
- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirma que o "banho de sangue" na Líbia é "inaceitável" e a UE se prepara para evacuar seus cidadãos.
Dia 24- Gaddafi incentiva o combate aos manifestantes, que vincula à Al Qaeda, enquanto os rebeldes tomam várias cidades.
Dia 25- A representação da Líbia perante a ONU se distancia de Gaddafi e pede à comunidade internacional que intervenha. A UE acorda sanções e os EUA congelam os ativos de Gaddafi e sua família.
Dia 27- A ONU aprova sanções contra Gaddafi e seu entorno: bloqueio de seus bens no exterior, proibição de viajar e embargo de armas.
- A oposição anuncia a criação de um Conselho Nacional.
- Avalanche de refugiados (100 mil pessoas) nas fronteiras com Tunísia e Egito.
MARÇO:
Dia 2- Gaddafi resiste em Trípoli e ameaça com "milhares de mortos" se os EUA ou a Otan entrarem na Líbia.
Dia 3- O Tribunal Penal Internacional anuncia que investigará Gaddafi e outros membros de seu regime por supostos crimes de guerra e contra a humanidade.
Dia 6- Os leais a Gaddafi detêm o avanço rebelde rumo a Sirte.
Dia 9- As tropas pró-governo reconquistam Al Zawiyah e os rebeldes reivindicam ajuda internacional.
Dia 10- As tropas de Gaddafi lançam uma grande ofensiva contra a linha defensiva rebelde em Ras Lanuf.
Dia 11- A UE considera o rebelde Conselho Nacional Líbio de Transição como "interlocutora político".
Dia 12- A Liga Árabe, exceto Síria e Argélia, se diz a favor de uma zona de exclusão aérea e reconhece o comando rebelde.
Dia 13- Os rebeldes perdem terreno e tentam aguentar o contra-ataque das forças de Gaddafi próximo a Benghazi.
Dia 15- O Conselho de Segurança da ONU se mantém dividido sobre estabelecer uma zona de exclusão aérea.
- Aviões rebeldes afundam dois navios das forças leais frente ao litoral de Ajdabiyah.
- Gaddafi assegura que se o Ocidente intervier na Líbia se aliará a Al Qaeda.
- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se reúne em Paris com os rebeldes líbios.
Dia 16- Em sua ofensiva, as forças de Gaddafi bombardeiam os arredores de Benghazi, reduto rebelde.
Dia 17- A ONU vota a exclusão aérea.

0 Comentários