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segunda-feira, março 19, 2012

Tomar Malvinas agora seria mais difícil para Argentina, diz analista

Tomar as Malvinas representaria "um maior desafio" para a Argentina agora do que em 1982, quando as tropas da nação sul-americana desembarcaram nas ilhas desatando uma curta, mas sangrenta, guerra entre os dois países, afirmou nesta quarta-feira em Londres um analista do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

"A posição entre Argentina e Reino Unido é muito diferente da de 30 anos atrás, tanto política como militarmente (...). Militarmente, as ilhas estão mais bem defendidas e isso representaria sem dúvida um maior desafio para a Argentina tomá-las", afirmou Christian Le Mière na apresentação à imprensa do balanço estratégico anual do IISS.

Quando as tropas da ditadura militar que governava então a Argentina se apoderaram, em 2 de abril de 1982, do arquipélago sob dominação britânica desde 1833, o Reino Unido tinha apenas um pequeno contingente da Royal Marines. Trinta anos depois, Londres tem mais de 1 mil soldados mobilizados nessas ilhas e "ao menos três navios" no Atlântico Sul, afirmou o especialista do instituto de forças navais.

O balanço militar 2012 foi apresentado em meio a uma nova escalada de tensão entre Argentina e Reino Unido pela soberania das ilhas ao se aproximar o 30º aniversário do conflito, que desatou todo tipo de especulações apesar de o governo argentino insistir em sua intenção de resolver a disputa pela via diplomática.

Questionado sobre se teoricamente poderia se repetir a situação de 30 anos atrás, Le Mière não descartou que uma campanha argentina bem coordenada para tomar as ilhas chamadas Falklands pelos britânicos pudesse ter sucesso, apesar de, segundo ele, "sem dúvida colocar as forças argentinas muito mais à prova".



A Argentina ainda utiliza o Mirage III e como pode-se ver na imagem um caça ultrapassado se torna um grande perigo.

Mas ele se recusou a especular sobre, chegado esse momento hipotético, se o Reino Unido poderia voltar a recuperá-las, como há 30 anos, quando a então primeira-ministra Margaret Thatcher enviou uma força naval com essa missão. No início da semana, o comandante das forças terrestres britânicas durante a guerra de 1982, o general Julian Thompson, opinou no jornal The Times que como o Reino Unido carece agora de um porta-aviões, o país perderia as Malvinas se a Argentina se apoderasse da única base aérea do arquipélago.

O último porta-aviões britânico, o "HMS Ark Royal", foi retirado de serviço em dezembro de 2010, à espera da construção de dois novos, o primeiro dos quais deverá entrar em funcionamento em 2020. "Não ter um porta-aviões priva o Reino Unido de capacidades de ataque que são úteis em muitas situações diferentes", afirmou o especialista do IISS. Em qualquer campanha, restaria opções, "mas isso não quer dizer que a campanha não pudesse ter sucesso", completou Le Mière.

A tensão anglo-argentina piorou com a aproximação do aniversário dessa guerra que acabou em 14 de junho com a rendição das tropas da nação sul-americana, deixando um saldo de 649 argentinos e 255 britânicos mortos. O governo da presidente argentina Cristina Kirchner intensificou a pressão adotando medidas para tentar forçar o Reino Unido a negociar a soberania das ilhas. Londres, que denuncia uma "política de confrontação", até agora se opôs a um diálogo.

A Argentina denunciou recentemente na ONU uma "militarização" do Atlântico Sul por parte do Reino Unido após o anúncio do envio de um moderno destroyer à região e da viagem do príncipe William às Malvinas para uma missão como piloto de helicópteros de busca e resgate.

Fonte: Terra

Um comentário:

heloc2000 disse...

Bastaria a Argentina comprar uns 36 SU35BM, e infraestrutura adicional de reabastecimento, alerta radar, e ótimos mísseis russos, dentre os quais o Brhamos, e outros BVR´s e tudo poderia ser tratado em outro tom diplomático. O custo destas compras financiadas pela Rússia logo retornaria em ganhos com a prospecção do petróleo. Mas o governo argentino fica agarrado a sua sujeição aos EUA, então para chegar a isso deveriam tirar os políticos que assim emperram a retomada, dentre os quais a própria presidente Cristina (sujeita aos EUA).

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