
A independência foi obtida a partir de parceria tecnológica envolvendo, além da Marinha do Brasil, a Avibras (empresa aeroespacial brasileira de capital privado 100% nacional) e o grupo europeu MBDA – líder mundial em fabricação de mísseis e sistemas de mísseis. Para o desenvolvimento do motor, fabricado e certificado pela Avibras em parceria com o grupo europeu, foram investidos R$ 75 milhões.
O projeto possibilitará que, no futuro, os motores possam ser exportados e ainda utilizados em outros modelos de mísseis, nacionais e internacionais. Na avaliação do vice-almirante Ronaldo Fiúza de Castro, o principal êxito do programa foi o de conseguir acordo entre as empresas envolvidas para a transferência de tecnologia em uma área complexa como é a de fabricação de armamentos de guerra.
“Nós precisamos entender que transferência de tecnologia só acontece quando duas cabeças estão dispostas a cooperar. Ela não acontece via computador, ou mesmo em sala de aula. A transferência de tecnologia só acontece quando alguém que não tem o conhecimento necessário tenta fazer alguma coisa e tem outro alguém que sabe e se prontifica a dar as respostas adequadas”.
Para ele, o fato em questão tem grande importância, “pois representa a possibilidade de estender, por muitos anos, a vida útil dos mísseis que o Brasil possui”. O vice-almirante afirmou ainda que a parceria também representa a possibilidade de exportação de produtos e serviços, pela Base Logística de Defesa Brasileira, relacionados a esse míssil e, no futuro, a outros equipamentos desse gênero.
O vice-almirante ressaltou o fato de que o domínio de tecnologia de fabricação dos motores para o Exocet MM40 poderá resultar em um possível desdobramento que venha a beneficiar o projeto AM39, um outro modelo de Exocet. “E isto faz parte de um processo de melhoramento da aquisição das aeronaves EC-725 (helicóptero militar comprado na empresa francesa Marignane para uso da Marinha, Aeronáutica e Exército).
Outro detalhe do projeto utilizado no teste de avaliação de risco foi a substituição da cabeça de combate do míssil (a carga explosiva) por um sistema de telemetria fabricado pela Mectron, empresa brasileira que atua nos mercados de defesa e aeroespacial, e que também participou do desenvolvimento do projeto.
O lançamento e o desenvolvimento cooperativos entre as empresas Avibras e MBDA, que resultaram na fabricação, com tecnologia desenvolvida no país, dos motores para mísseis Exocet MM40, fazem parte do ciclo de manutenção e renovação do míssil e dos planos, por parte da MBDA, de criar parcerias duradouras com empresas nacionais brasileiras.












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