- (Risos). Realmente, a operação foi barulhenta. Além do helicóptero, ainda teve o impacto dos tiros no solo. Vi as imagens com mais calma e percebi que as balas penetraram na atmosfera.
- A equipe era composta por piloto, copiloto, dois atiradores e um observador, que fez as imagens em vídeo.
- Na operação que resultou na morte de Matemático, usamos o AS-350, conhecido como Esquilo. É uma aeronave mais silenciosa e que faz curvas com rapidez. Mas temos o Bell Huey II, conhecido como Caveirão.
- É mostrar que os traficantes não podem competir contra o Estado. Um dos mais importantes deles caiu.
- Recentemente, participamos da operação que resultou na morte do Marcelinho Niterói (Marcelo da Silva Leandro foi baleado numa operação em novembro do ano passado, na Maré).
- Ficou um gosto doce e azedo. Doce, porque ajudamos a desarticular a fortaleza do tráfico. Mas não houve um planejamento. Traficantes que ainda estão em atividade fugiram, levando suas armas. O resultado poderia ter sido melhor.
- Temos um projeto para adquirir um helicóptero com duas turbinas, capacidade para oito tripulantes e piloto automático, que permite voar à noite, com apoio de instumentos. Na prisão de FB (Fabiano Atanázio da Silva, capturado em janeiro em São José dos Campos, interior de São Paulo), por exemplo, teríamos condições de fazer o voo para buscarmos o bandido.
- O José Padilha (diretor do filme) perguntou se poderíamos ajudar no filme. Ele disse que o coronel Nascimento (personagem interpretado por Wagner Moura) iria orientar os policiais em terra. Ai, falei: “Se vocês querem usar o nosso helicóptero, a gente quer mostrar o que a gente faz no dia a dia”. Então, montamos um script. Fizemos dois voos para a cena em que o coronel Nascimento chegava no morro e havia troca de tiros. Eu estava pilotando.
- Não sei se o Wagner Moura estava assustado, se é um cara marrento ou se já tinha incorporado o personagem. Só sei que ele entrou na aeronave, filmou e saiu. Não teve muita conversa.












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