quarta-feira, junho 20, 2012
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Eixo Bolivariano: Poderá Venezuela assumir a liderança no mercado petrolífero?
A questão-chave no mercado de
hidrocarbonetos reside nos lucros obtidos pelas companhias do setor e
não na quantidade de reservas desta matéria-prima. A Venezuela é capaz
de aumentar a extração mas não de forma radical, consideram peritos. O
clima de investimentos não permite que o país demonstre resultados
melhores e, por conseguinte, não pode exercer uma influência séria à
escala global. A Arábia Saudita, que ficou atrás da Venezuela, tem vindo
a incrementar as capacidades produtivas, ao contrário do país dirigido
por Hugo Chavez. Mais do que isso, a Venezuela não dispõe de um programa
de larga escala que preveja o aumento de produção de petróleo, afirma o
perito russo Denis Borissov.
"O interesse
manifestado em relação à Venezuela, apesar de elevado, continua a ser
contido pela instabilidade geopolítica regional. Por isso, não se pode
esperar, em breve, mudanças essenciais na produção desta matéria-prima. A
longo prazo, se deve levar em linha de conta que uma parte considerável
das reservas de petróleo venezuelano tem sido obtida, nos últimos cinco
anos, à custa do petróleo pesado e mais complicado em termos
geológicos, extraído na zona do rio Orenoco. Por isso, nos próximos anos
não haverá alterações radicais nessa área, o que quer dizer que a
Rússia e a Arábia Saudita manterão as posições de liderança."
Enquanto
isso, os peritos supõem que a correlação de forças no mercado de
petróleo possa sofrer mudanças em caso do retorno do Iraque, ou seja, se
este último voltar a entrar no mercado petrolífero. Claro que então
muita coisa dependerá da situação política no país. Mesmo assim, os
atores-chave, entre os quais a Rússia, não devem ter motivos de receio,
diz o analista russo em matéria, Grigori Brig.
"As
avaliações efetuadas pela BP indicam que, em princípio, a Rússia não
possui as maiores reservas de petróleo. Isto se deve à existência de
grandes reservas não prospetadas. Por exemplo, 700 mil milhões de barris
do equivalente petrolífero se localizam na plataforma do Ártico, no
Extremo Oriente e no sul da Rússia. A prospeção naquelas regiões se
encontra em fase embrionária, havendo, sem dúvida, enormes
potencialidades para aumentar a extração e aproveitar ao máximo as
reservas existentes."
Entrementes, as reservas
globais de petróleo registraram, no ano passado, um aumento de 1,9%,
sendo a liderança mantida pelo Oriente Médio (48%), o que equivale a 795
bilhões de barris.
No que concerne à questão
fundamental, que preocupa todos sem olhar para as posições ocupadas hoje
em dia pela Venezuela, Rússia ou Arábia Saudita, - haverá ou não uma
brusca quebra dos preços de petróleo – os peritos apontam ser pouco
provável tal hipótese. Nesta fase, os preços se situam abaixo do patamar
admissível para os membros da OPEP, constituindo 100 dólares por
barril.
Fonte: A voz da Russia
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Marcadores:
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