Quito quer também avião-radar do Brasil Jatos de vigilância devem evitar ações como a da Colômbia, em 1.º de março
Roberto Godoy

Fonte: O estado de São Paulo e NOTIMP FAB N°: 122 Data: 01/05/2008


A venda de um lote inicial de 24 aviões de ataque leve Super Tucano para o Equador, anunciada esta semana em Quito, está vinculada à compra de um ou dois jatos de vigilância, alerta avançado e comando do espaço aéreo, também produzidos pela Embraer. O lote de caças é negócio estimado em US$ 216 milhões e envolve treinamento de pessoal, peças e componentes. As aeronaves eletrônicas do tipo AEW têm um custo básico unitário de US$ 80 milhões - fora o material de suporte. O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, disse que “o equipamento, centralizado no sistema do radar sueco Erieye, aumentaria de maneira significativa a capacidade de pronta resposta da aviação e defesa aérea”. Para o presidente Rafael Correa, a questão é mais objetiva. Há dois dias, depois de se reunir com o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, ele disse que o governo está empenhado em garantir que ataques como o de 1º de março, quando a aviação da Colômbia bombardeou uma base da guerrilha das Farc em território equatoriano, “não possam se repetir”. O AEW da Embraer é usado pelas Forças aéreas do Brasil, México e Grécia. O radar tem alcance de 450 km. É a versão militar do jato Emb-145, para 50 passageiros. Serve de posto de comando aerotransportado, coordenando ações de combate e defesa.