Dois meses após Benito Mussolini ter sido deposto, o armistício é assinado entre a Itália e os Aliados. O marechal Pietro Badoglio, da Itália, apresenta a rendição incondicional às tropas aliadas
Declínio, República de Salò e derrota
Em outubro de 1940, a Itália atacou a Grécia. Tal aventura militar foi um enorme fracasso. As tropas gregas, bem preparadas, expulsaram os italianos, chegando até a fronteira da Albânia. Em abril de 1941, a Alemanha teve que enviar tropas para socorrer os italianos.
Nesse meio tempo, os britânicos atacaram em vários pontos: aviões da marinha inglesa bombardearam navios de guerra italianos no porto de Taranto (novembro de 1940); na Líbia, tropas inglesas venceram os italianos em janeiro de 1941 - e em maio do mesmo ano tomaram a Etiópia, devolvendo o trono para o rei Hailé Selassié.
Mesmo nessa situação lastimosa, em junho de 1941 Mussolini enviou 230 mil homens para se juntarem aos alemães na invasão da URSS.
Oposição e declínio
Em 1942, os alemães começaram a sofrer suas primeiras derrotas. O Eixo perdia forças. Ao mesmo tempo, no norte da Itália, os Aliados bombardeavam várias cidades.
Em maio de 1943, as forças do Eixo se renderam no norte da África: 200 mil italianos foram feitos prisioneiros. No mês seguinte, os Aliados desembarcaram na Sicília.
Diante do quadro político, que já não era mais favorável a Mussolini - incontáveis derrotas das Forças Armadas italianas, falta de apoio popular, presença de inimigos em solo italiano e denúncias de corrupção no Partido Nacional Fascista -, o rei Vítor Emanuel 3º e o Grande Conselho Fascista retiraram seu apoio ao Duce e transferiram o cargo de chefe do governo para o marechal Pietro Badoglio. Mussolini foi preso em 25 de julho de 1943.
A partir daí o fascismo entrou em declínio. Os antigos apoiadores de Mussolini se calaram. A Itália se manteve ao lado de Hitler na guerra, mas buscava, em segredo, negociar a paz. Os Aliados, no entanto, só aceitavam a rendição incondicional.
Nas ruas da Itália, a população começou a destruir os símbolos fascistas e a exigir a liberdade dos prisioneiros condenados pelo Tribunal Especial Fascista.
Armistício e República de Salò
A Itália, então, se dividiu em duas: o sul ficou sob domínio dos Aliados (o Exército Brasileiro, representado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da tomada de muitas cidades); e o centro e o norte, sob domínio nazista.
Pára-quedistas alemães conseguiram resgatar Mussolini da prisão e o levaram para a Alemanha. Em novembro de 1943, o Duce, num pronunciamento feito na Rádio de Munique, conclamou a população italiana a se rebelar contra a monarquia e se juntar a ele num novo governo, ao norte da Itália: a República Social Italiana, fundando um novo partido: o Partido Fascista Republicano.
A República de Salò, nome dado a essa nova fase do fascismo na Itália (pois a sede do governo ficava em Salò, balneário onde Mussolini passou a morar), não era nada mais que uma forma de Hitler manter o domínio sobre o norte italiano. Na verdade, Mussolini já não tinha o apoio de seus compatriotas.
Morte de Mussolini e derrota italiana
Em 27 de abril de 1945, Mussolini e sua amante, Clara Petacci, que tentavam fugir para a Suíça, foram capturados pelos Partigiani. Rapidamente julgados, foram executados e seus corpos expostos na Piazzale Loreto, em Milão.
Em 2 de maio de 1945, os nazistas se renderam na Itália. Findava assim a longa ditadura fascista sobre o povo italiano. Em 1946, a monarquia foi substituída pela República; e, em 1947, a Itália assinou os tratados de paz, comprometendo-se a abrir mão da Etiópia e da Albânia, além de perder suas colônias.












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