"Defendemos que haja um diálogo, o que não tem ocorrido. Aliás, não só o Brasil apoia, como posso dizer que toda a América Latina e o Caribe", acrescentou. O governo argentino, por meio da presidente Cristina Kirchner, voltou recentemente a reivindicar o território das ilhas aos britânicos, que já motivou uma guerra entre esse país e o Reino Unido há 30 anos.
Patriota também falou sobre os impactos da crise europeia e a preocupação do governo brasileiro com o tema. Segundo ele, a crise ameaça o desenvolvimento dos países emergentes, e que as medidas já tomadas "esbarram na realidade política". "A crise [europeia] nos preocupa porque tem impacto mundial e diminui as perspectivas de crescimento até para nações em desenvolvimento", disse. "A crise é profunda e séria, mas transitória", acrescentou.
Para o chanceler brasileiro, a eleição do socialista François Hollande para a Presidência da França pode modificar "a dinâmica" da busca de soluções para o imbróglio europeu. Hollande foi eleito prometendo reformar o atual pacto dos países do bloco europeu para controlar os rombos das contas públicas. Ele criticou a ênfase nas medidas de austeridade e pediu mais estímulos ao crescimento econômico.
Patriota mencionou ainda o caso da Grécia, mergulhada numa dupla crise - política e econômica: sem governo e em seu quinto ano de recessão. "A Grécia não tem opções muito boas. Todas são um pouco problemáticas", admitiu.













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