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terça-feira, janeiro 22, 2013

Argélia contabiliza 37 reféns estrangeiros mortos em ataque

O premiê da Argélia, Abdelmalek Sellal, disse nesta segunda-feira que ao menos 37 reféns estrangeiros de oito nacionalidades foram mortos na ofensiva à refinaria de Amenas, no sábado. 

No total, segundo estimativas de autoridades, foram mortos 48 reféns, entre argelinos e estrangeiros. A refinaria ficou quatro dias sob controle de rebeldes islâmicos até a polêmica ação da polícia argelina para retomar o local.
Em comunicado transmitido pela TV, Sellal afirmou que ao menos cinco funcionários da refinaria ainda estão desaparecidos e que, entre os militantes islâmicos responsáveis pelo ataque, estão um canadense, egípcios, tunisianos e 32 malineses.
Segundo Sellal, 29 militantes foram mortos e três foram detidos pela polícia argelina.
O governo dos EUA confirmou que três americanos estão entre os reféns mortos. Há também trabalhadores britânicos, noruegueses, malaios, filipinos e romenos entre as vítimas.
Sellal elogiou a decisão das forças especiais argelinas de invadir a refinaria, alegando que os extremistas islâmicos tinham planos de "explodir o local". A decisão, porém, foi questionada por países que tinham cidadãos entre os reféns.
Mali
A tomada da refinaria por rebeldes islâmicos foi uma represália à ação militar francesa no norte do Mali, já que a Argélia permitiu que seu espaço aéreo fosse usado para os bombardeios da França no país norte-africano.
Nesta segunda-feira, tropas francesas e malinesas anunciaram ter tomado as cidades-chave de Diabaly e Douentza, que estavam sob controle de extremistas islâmicos. Aviões militares vinham bombardeando supostos alvos islâmicos ao redor de ambas as cidades desde o início da campanha francesa no Mali, em 11 de janeiro.
Um repórter da agência AFP que acompanha as tropas francesas disse que estas entraram em Diabaly ao lado de soldados malineses. A França enviou 2 mil soldados ao Mali, e ao menos outros 500 estão prestes a serem enviados. Paris também pediu que países do oeste africano agilizem o envio de 3 mil soldados para ajudar no combate aos rebeldes. 

Fonte: Estadão

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