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quinta-feira, dezembro 19, 2013

Dilma imprimiu sua própria marca na compra de caça sueco


http://3.bp.blogspot.com/_AxCuBauiBF0/SsXn1ZLa1UI/AAAAAAAADEU/ocxgM_HwcEc/s1600/FAB-GRIPEN+NG+-+BR.jpgA decisão do governo de acertar a compra dos caças Gripen NG, da sueca Saab, deixa como saldo um exemplo de como a presidente Dilma Rousseff imprimiu sua própria marca numa negociação herdada do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva. Embora todo o processo de compra tenha sido realizado com base em estudos conduzidos na gestão de Lula, o desfecho foi diferente daquele engatilhado anos atrás pelo ex-presidente.


http://2.bp.blogspot.com/-tVl4Q4DG6dw/UUG2FvPFO8I/AAAAAAAAJTo/sh9kfty5V8Q/s640/SAAF-Gripen-over-Soccer-City-Stadium-Johannesburg-South-Africa.jpg 

Quando comandava o Palácio do Planalto, Lula defendia que a compra dos caças deveria servir para fortalecer a parceria estratégica do Brasil com a França na área de Defesa, já pautada pela construção de um submarino. Em 2009, Lula chegou a anunciar como certo o acordo para a compra dos caças Rafale, produzidos pela Dassault, ao lado do então presidente francês Nicolas Sarkozy. Dali, saíram poses para fotos e entrevistas, comemorando o avanço das negociações.
Quem acompanhou as negociações desde aquela época avalia que Dilma foi mais “prática” em relação à compra dos caças e priorizou a “relação custo-benefício” das propostas. Lula, naturalmente, foi ouvido durante todo o processo. Mas Dilma defendia internamente que o Brasil diversificasse seus parceiros estratégicos nesse setor.
A favor do Gripen, pesou em grande parte a questão do custo – a proposta da Saab não só era mais barata, como incluía benefícios no que se refere ao financiamento e ao início dos pagamentos. Isso sem contar que a sueca também mostrou-se competitiva no que se refere ao compartilhamento de tecnologia.
Este sempre foi um dos pontos negativos da proposta da americana Boeing. Dentro do Ministério da Defesa, sempre houve um entendimento de que o F-18 Super Hornet oferecia várias vantagens técnicas sobre os demais concorrentes. Mas, segundo participantes das negociações, nunca houve disposição em abrir o código-fonte do sistema da aeronave, sob a justificativa de que a informação era determinante para a segurança de voo do avião.
No início deste ano, predominava a avaliação de que as três propostas ofereceriam vantagens para o Brasil. Contra a França, jogava contra principalmente o custo do projeto. E a conta dos Estados Unidos acabou ficando mais salgada após a eclosão do escândalo de espionagem envolvendo a presidente Dilma Rousseff. Para interlocutores da presidente, o monitoramento de informações pode não ter sido determinante para o desfecho das negociações. Mas certamente não facilitou as coisas para a Boeing.

Do IG

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