A Junta Nacional de Segurança do Transporte (NTSB) dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira a morte de um passageiro do avião procedente de Nova York que precisou realizar um pouso de emergência na Filadélfia após um problema na turbina esquerda em pleno voo.
O orgão encarregado de investigar o acidente não deu mais detalhes sobre a identidade da vítima. Testemunhas do incidente relataram à emissora "NBC" que uma mulher ficou em estado muito grave ao ser parcialmente aspirada por uma janela devido à perda de pressão na cabine.
A aeronave, que aterrissou às 11h30 (hora local; 12h30 em Brasília), supostamente perdeu a pressão dentro da cabine depois que uma peça se soltou da turbina e atingiu uma das janelas.
O presidente da NTSB, Robert Sumwalt, que confirmou a morte do passageiro, disse em entrevista coletiva que os investigadores classificaram o incidente como "falha mecânica".
Por outro lado, Sumwalt informou que a morte do passageiro deste avião é a primeira que ocorre dentro de uma aeronave de uma companhia aérea americana desde 2009.
O avião da Southwest Airlines, procedente de Nova York e com destino a Dallas, mudou a rota para a Filadélfia depois da explosão da turbina, quando uma das peças quebrou a janela e gerou o caos dentro da aeronave.
Segundo relataram as testemunhas à imprensa local, as pessoas que estavam ao lado da mulher conseguiram trazê-la de volta depois que, devido à despressurização, os braços e parte do seu corpo foram aspirados pela janela quebrada.
Os passageiros tentaram cobrir a janela com coletes salva-vidas e outros objetos, que também eram absorvidos pela pressão, enquanto outras pessoas com conhecimentos de medicina atendiam os feridos.
Pouco antes do anúncio da NTSB, o chefe do corpo de bombeiros da Filadélfia, Adam Thiel, informou que um dos passageiros foi levado a um hospital local com ferimentos graves, enquanto 12 foram avaliados pelos médicos no próprio aeroporto. Desses 12, sete foram tratados por lesões menores na própria pista de aterrissagem do Aeroporto Internacional da Filadélfia.
Nas imagens do avião na pista do aeroporto da Filadélfia, captadas pelas televisões locais, é possível ver a turbina esquerda deformada e coberta por espuma de combate a incêndio. O avião, um Boeing 737-700 da Southwest, procedia do aeroporto LaGuardia, na cidade de Nova York, com destino a Dallas, no Texas.

De Epoca

A piloto que estava comandando o voo que sofreu um acidente na terça-feira (17/04), nos Estados Unidos, está sendo considerada uma heroína por muita gente. Após o avião ter um problema na turbina em pleno voo, ter uma janela quebrada e uma passageira parcialmente aspirada para fora da aeronave, a piloto Tammie Jo Shults realizou com sucesso um pouso de emergência.

Áudios divulgados pela mídia norte-americana mostram que Tammie Jo Shults, de 56 anos, permaneceu extremamente calma enquanto falava com a torre de controle antes da aterrissagem de emergência.
Após ouvir as instruções para realizar o pouso, ela solicita uma equipe médica na pista, pronta para atender passageiros feridos. O controlador então pergunta se o avião está em chamas, e ela responde com a voz calma: “não, não está pegando fogo, mas há uma parte dele faltando. Disseram que há um buraco e que alguém foi puxado para fora”. 
Uma passageira definiu Tammie Jo Shults como a "piloto com nervos de aço". Mas ela é muito mais, na verdade.
Tammie é ex-piloto da Marinha norte-americana, e foi uma das primeiras mulheres a comandar um jato F/A-18, segundo o New York Post. Ela entrou na Marinha em 1985, logo após se formar em biologia e agronegócio. A CNN destaca que ela fez parte do esquadrão VAQ-34, que participou dos treinamentos para responder a mísseis soviéticos.

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