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DF-21D 'Carrier Killer' terá ogiva electro-magnética

Postado por Vinna Sábado, Março 17, 2012 0 comentários

Desde há alguns anos que a China anunciou a sua intenção de desenvolver um míssil balístico com capacidade para atacar porta-aviões.
A possibilidade de uma arma deste tipo ser eficiente sem utilizar armamento nuclear tem sido posta em causa. Entre as principais razões, está a dificuldade que existe em acertar num alvo que se pode mover a uma velocidade superior a 30 nós (mais de 55km/h), utilizando para o efeito um projectil balístico.

Em tese, a possibilidade de um míssil balístico atingir um porta-aviões, seria a mesma de alguém atingir com uma pedra um automóvel em andamento, numa estrada perpendicular a cerca de 20km de distância, sendo que o automóvel pode mudar para uma pista diferente e sabe que alguém lhe atirou uma pedra.

Porém, recentemente foram divulgadas informações que dão conta do desenvolvimento das pesquisas chinesas na área das armas que produzem impulsos electro-magnéticos e que conseguem por fora de serviço qualquer equipamento eletrónico.

Este tipo de armamento é visto como importante numa guerra contra uma potência altamente dependente da tecnologia e da eletrónico como ocorre com as forças armadas norte-americanas.

O principal receio dos analistas norte-americanos decorre da possibilidade de instalar armas deste tipo numa ogiva do novo sistema da família DF-21, no caso o DF-21D «carrier killer», um míssil que segundo várias fontes, foi especialmente desenvolvido para atacar porta-aviões.

As armas que exploram o impulso electro-magnético, não são uma novidade e são estudadas e desenvolvidas desde a década de 1960. A sua eficácia é considerável e por isso foram já desenvolvidos sistemas de defesa adequados para responder à ameaça a bordo de navios.

Especialistas norte-americanos afirmam que as armas EMP serão de eficiência duvidosa contra porta-aviões, pois estes navios, especialmente os mais recentes porta-aviões americanos e os que foram modernizados a partir da década de 1990 estão fortemente blindados contra este tipo de ameaça eletrónica.

No entanto, ainda que o navio possa ter os seus principais sistemas protegidos, há uma miriade de sistemas que ainda que não sejam essenciais, são importantes para a normal operação dos navios.
Sistemas simples como sistemas secundários de comunicações, intercomunicadores e dispositivos de sinalização, poderão reduzir a eficácia de um navio e facilitar a ação por exemplo de submarinos convencionais ou aeronaves não tripuladas ou mesmo mísseis anti-navio.

Segundo estes últimos especialistas, um ataque com uma destas armas, poderá até não afetar os principais sistemas de um porta-aviões, mas afetará sem dúvida todas as aeronaves que estiverem desprotegidas e preparadas para descolagem na coberta do navio.
Ao complicar de forma dramática a operação de um navio porta-aviões num momento crítico, uma arma EMP poderá ter uma eficácia que não é de momento quantificável.

Fonte: Area Militar

A Líbia poderá adquirir os 68 caças Mirage 2000-9 dos Emirados Árabes Unidos, uma vez que os Emirados Árabes Unidos pretendem substitui-los com novos vetores Rafales.

O Brigadeiro-General Abdel-Moneim said Ayad, Diretor de Relações Públicas no Ministério do Interior da Líbia, foi citado pela Agência de Notícias Middle East (MENA) dizendo que os Emirados Árabes Unidos se ofereceram para transferir para a Líbia os seus 68 caças Dassault Mirage 2000-9.

Os Emirados Árabes Unidos estão considerando a substituição dos caças Mirage 2000 pelos Rafales. O acordo, conforme relatado anteriormente aqui, está prestes a acontecer, com todos os termos técnicos e financeiros da venda do Rafale já resolvidos e que apenas um acordo de defesa de estado para estado é necessário para o negócio ser finalizado.

Em novembro do ano passado, a Dassault atingiu um grande obstáculo na venda aos Emirados Árabes Unidos de cerca de 60 Rafales, quando no último minuto o príncipe Sheikh Mohammed bin Zayed, vice-comandante supremo das forças armadas dos Emirados Árabes Unidos chamou os termos do acordo de “não competitivo e inviável”.



O Mirage 2000-9 é a variante de exportação do Mirage 2000 MK2, sendo juntamente com esta as versões mais modernas já produzidas dos Mirage

No entanto, o jornal francês La Tribune, no mês passado, informou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy iria viajar para os Emirados Árabes Unidos em março ou início de abril para finalizar o contrato do Rafale, que há anos vem sendo negociado.

Além disso, reportagens sugerem que o Qatar teria tentado vender os seus Mirage 2000 para a Líbia – no mês passado foi noticiado que o Qatar estava tentando vender todos os 12 caças para a Força Aérea da Líbia.

De acordo com o site Tactical Report, o príncipe herdeiro do Qatar, Sheikh Tamim Bin Hamad Al Thani disse ter falado com o Chefe do Estado-Maior das Forças líbias Armadas Major-General Yusef Al-Manqoush durante a sua reunião de segunda-feira em Doha, sobre os planos para vender os caças Mirage 2000-5 do Qatar para a Líbia.

No ano passado, o Qatar, um aliado próximo da França, disse que queria substituir sua frota de Mirage este ano, através da compra de cerca de 24 a 36 novos caças.

Enquanto isso, no início deste mês, foi relatado que a França irá modernizar uma dúzia de caças Mirage F1 sobreviventes da Líbia e oferecer treinamento de pilotos líbios.

A Líbia comprou 38 caças Dassault Mirage F1s no final de 1970, mas o embargo de armas imposto contra a Líbia pelas Nações Unidas (1992-2003) e Estados Unidos, especialmente depois do atentado de Lockerbie, em 1988, levou à escassez de peças de reposição, com muitos dos aviões sem condições de voo, como resultado. No dia 08 de novembro de 2006, a Líbia assinou um contrato com a Astrac (uma joint venture entre a Thales e a Safran) para a renovação de 12 caças F1s. O contrato de 140 milhões de euros foi previsto para estar concluído em quatro anos.

A França está se aposentando sua frota de F1 e irá retirar a sua última aeronave em 2014. Ela levantou a hipótese de vender alguns desses aviões para a Líbia.

Fonte: DefenseWeb – Via: Cavok

Há alguns meses atrás o futuro da força aero-naval britânica ficou mais ou menos decidido, com a opção britânica por converter o segundo navio da classe Queen Elizabeth II, o “HMS Prince of Wales” num porta-aviões convencional, que utilizasse catapultas para lançar os seus aviões.

Um navio com estas características é normalmente mais eficiente que os porta-aviões que utilizam rampas Ski-jump, que têm que depender da potência dos motores do próprio avião, ou então de aeronaves de descolagem vertical, como ocorre com os Sea Harrier e com o F-35C da Lockeed Martin.

Apenas os Estados Unidos, a França e o Brasil [1] possuem aeronaves com estas características. Outros países, como Itália, Rússia, Espanha, Índia e China [2]

Crise na Grã Bretanha

Sabe-se agora que a política de cortes nas despesas, posta em prática pelo governo do Reino Unido para reduzir o deficit público, poderá implicar uma tal redução nas despesas, que não haverá dinheiro para o custoso plano de reconversão do Prince of Wales, de um porta-aviões com rampa Ski-jump num porta-aviões convencional.

Entre os custos que não serão comportáveis, conta-se o sistema de lançamento electro-magnético, que evita o complexo sistema de lançamento por catapulta a vapor. O navio, também terá que ser completamente redesenhado, para obedecer às especificações e necessidades da marinha britânica.

Acreditou-se numa primeira fase, que o custo menor das aeronaves F-35C, de descolagem convencional ou com catapulta quando comparado com o custo dos F-35B de descolagem vertical, justificaria a conversão de um dos porta-aviões britânicos.
A somar a esta redução de custo, está o fato de o F-35C ( que também será utilizado a bordo dos porta-aviões da marinha norte-americana ), ser mais económico e mais eficaz em termos militares que a versão de descolagem vertical.
3 variantes do F-35

Futuro do F-35C

Nos Estados Unidos a versão de descolagem vertical do caça F-35 «Lightning» tem sido muito criticada, dado a aeronave ser inferior às outras duas versões (Força Aérea e Marinha). No entanto este tipo de aeronave é a única forma de países como a Itália e a Espanha utilizarem os seus porta-aviões, que são demasiado pequenos para utilizar outro tipo de aeronave.

Os almirantes norte-americanos chegaram a pressionar o Pentágono, para que os fuzileiros navais utilizassem a mesma versão do F-35 que a marinha (F-35C), já que aquela força operaria a partir de porta-aviões convencionais.

Os fuzileiros navais americanos porém, sabem que a principal vantagem do F-35B consiste na possibilidade de utilizar a aeronave a partir dos grandes navios logísticos do tipo LHA, que podem operar mais de 20 aviões, transformando aqueles navios em porta-aviões ligeiros.

Durante o conflito na Líbia em 2011, a presença naval norte-americana limitou-se a um desses navios, o USS Kearsarge. Os fuzileiros navais operaram os seus Harrier de descolagem vertical, utilizando o Kearsarge como base e recorrendo a um sistema de comunicações inovador, que consistiu na utilização de balões para facilitar o contato entre os aviões e o navio.

Os Harrier devem ser substituídos pelos F-35B.

A possibilidade de a Grã Bretanha ser forçada a optar pelo F-35B seria vista como uma espécie de boia de salvação adicional para o mais polémico dos aviões da série F-35.

Fonte: Area Militar

[1] – O São Paulo é o antigo Foch da marinha francesa e se operacional utiliza aeronaves A4 «Skyhawk».
[2] – O porta-aviões chinês é idêntico ao porta-aviões russo mas a China não possui ainda aeronaves para operar a partir do navio.

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O Ministério da Defesa foi a terceira pasta mais prejudicada nos cortes orçamentários anunciados pelo governo federal no mês passado. Com um bloqueio de gastos de R$ 3,31 bilhões, a Defesa teve R$ 10,3 bilhões autorizados para gastos de custeio e investimento neste ano. Apesar da tesourada, o montante é semelhante aos R$ 10,5 milhões executados em 2011. Os cortes não devem afetar o plano de reestruturação da indústria de defesa nacional, tampouco o investimento em projetos considerados estratégicos para o aprimoramento do setor. Temos o compromisso do governo de nos liberar mais R$ 1,7 bilhão em breve. Estou contando com isso, afirmou o ministro da Defesa, Celso Amorim, em entrevista recente.

Apesar dos cortes, foram preservados os projetos de investimento considerados estratégicos pela pasta, como a construção do submarino a propulsão nuclear, o avião cargueiro KC 390, a compra de helicópteros franceses, o desenvolvimento do blindado Guarani e a operação e manutenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab).

Os projetos estruturantes são cruciais para melhorar a cobertura da fronteira terrestre, da costa brasileira e do espaço aéreo, num momento em que o Brasil se prepara para explorar o pré-sal e pleiteia um assento no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, em setembro passado, Amorim afirmou que o montante gasto pelo país com o Exército, a Marinha e a Aeronáutica é o menor entre todos os países do Bric (sigla do grupo de países emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia e China).

Fonte: Correio Brasiliente - Via NOTIMP/FAB

Uma empresa norte americana foi contratada para realizar a venda através de leilão de diversas aeronaves militares que encontram-se no deserto de Tucson, Arizona, onde milhares de aeronaves retiradas de operação nos EUA aguardam um destino. Mas nesse caso, os aviões vendidos serão para sucata.

Através do contrato, a empresa oferece para venda aviões de combate e equipamento militar que estão localizados na Base Aérea de Davis Monthan, que serão vendidos pelo peso anunciado e não por período de tempo. Dentre os tipos de aeronaves estão incluídas, mas não limitadas a essas, F-111 Aardvark, C-5 Galaxy, C-130 Hercules, F-15 Eagle, S-3 Viking, A-4 Skyhawk, F-14 Tomcat, H-53, F-4 Phantom e C-141 Starlifter, e algumas aeronaves podendo incluir motores, componentes de mísseis e iluminadores de alvos.


Row after row of old F4 Phantoms--The US doesn't use them anymore, but some of our allies do, so we keep them around for spares and replacement aircraft. Spare part sales help the facility return $11 for every $1 spent.
Note the white sealant around the cockpit windows and other openings. This is to control the temperature inside the plane--keeping it only about 10-15 degrees above the ambient 95 degree weather, as opposed to jumping into ranges like 200 degrees that could hurt the plane. It gave the planes a strange air--I'd never seen anything like it before.
An enormous C-5 Galaxy transport was being processed while we were there--they were removing the engines for storage, and getting the rest of the plane ready for mothballing alongside 18 others being retired as the new C-17 come into service. Incredible to see the scale of these things, even more to see ten or twelve parked under the desert sun.
Some engines being stored in canisters. Made me and several other Star Wars nerds think of the pod-racing scenes from Star Wars: A Phantom Menace. Again, very strange sights.

Mas não pode ser removida nenhuma peça dessas aeronaves, e após serem adquiridas, precisam ser desmilitarizadas e desmanchadas fora do local, mas numa empresa que esteja situada a menos de 50km do local.

Fonte: CAVOK

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O ministro japonês de Defesa, Naoki Tanaka, advertiu nesta quarta-feira (29) que talvez posssa ser cancelada a compra de quatro aviões de caça F-35 se a multinacional estadunidense Lockheed Martin atrasar a entrega ou elevar seu preço.

Durante uma sessão parlamentar, Tanaka afirmou: “se a proposta estadunidense fracassar, deveríamos contemplar a possibilidade de cancelar o contrato ou selecionar um novo avião” para as Forças Aéreas, de acordo com a agência de notícias japonesa.

Em dezembro do ano passado, este país informou que favoreceu o F-35 de Lockheed Martin como o novo modelo principal das Forças Aéreas de Autodefesa, frente ao F/A-18 de Boeing e o Typhoon do consórcio europeu Eurofighter (integrado por empresas aeroespaciais da Espanha, Alemanha, Reino Unido e Itália).

Essa decisão facilitava que Japão adquirisse no futuro um total de 40 aparelhos F-35 para completar dois esquadrões aéreos, mas inicialmente só fechou a compra de quatro deles para o ano fiscal 2012.

No entanto, a crise financeira dos Estados Unidos conspirou contra a produção em massa dessa aeronave de combate, o que pode originar atrasos na entrega dos pedidos japoneses ou a alta dos preços estimados em mais de 82 milhões de euros.

Fonte: Prensa Latina - Via Correio do Brasil



Tal como no Brasil, a licitação para aquisição de caças é assunto controverso na Índia. O contrato de 12 bilhões de dólares fechado pelo país para adquirir 126 aeronaves Rafale, da francesa Dassault, tem suscitado questionamentos.

O último episódio foi uma carta enviada pelo deputado M. V. Mysoora Reddy, da oposição ao governo do premiê Manmohan Singh, ao Ministério da Defesa, em que afirma que as autoridades violaram o processo de avaliação. O documento foi publicado na edição desta terça-feira do jornal indiano Asian Age. A Justiça indiana e o próprio Ministério da Defesa, porém, já questionavam o resultado – definido após o parecer de uma comissão formada para avaliar a compra.

A concorrência, que durou mais de dez anos, foi vencida pelo consórcio Rafale em fevereiro. Na última etapa da decisão, o modelo concorria com o consórcio Typhoon, liderado pelo Reino Unido. Os acontecimentos na Índia podem influenciar o processo ora em curso no Brasil. Em 28 e 29 de março, na reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Nova Délhi, autoridades brasileiras e indianas debaterão o assunto.

Antes de a carta do parlamentar ser enviada ao governo, um inquérito judicial havia sido instaurado para apurar possíveis irregularidades na escolha dos caças franceses. Por trás da investigação, segundo o jornal britânico Daily Mail, está o fato de os próprios oficiais da Defesa indiana terem inquirido a comissão que escolheu os caças sobre o custo da licitação.

O ponto questionado é que, incorporadas as despesas de manutenção, o valor da compra pode subir 50%, para 18 bilhões de dólares, apontam fontes que falaram ao jornal. “Como poderia ficar quieto se chegou a meu conhecimento que pode ter havido manipulação no processo de avaliação das ofertas para um contrato estimado em 12 bilhões de dólares, e que é capaz de chegar a 18 bilhões de dólares?”, disse o ministro da Defesa da Índia, A.K. Antony, ao Asian Age. O inquérito deve ser concluído nos próximos 30 dias, de acordo com a publicação.

Escolha incômoda – O deputado Reddy também questiona por que a Índia terá de ser a primeira a comprar uma aeronave que nenhum outro país, exceto a própria França, adquiriu. “Na Líbia, o Rafale falhou em precisão. E os Emirados Árabes também rejeitaram os caças”, escreveu o deputado em carta.

Enquanto o imbróglio se desenrola em Nova Délhi, o consórcio Typhoon movimenta-se para tentar uma última cartada. De acordo com a consultoria de defesa IHS Jane’s, o grupo que representa o Typhoon, o Eurofighter, já apresentou nova proposta à Índia. O relatório afirma que o novo plano prevê um pacote de compensações que o torna mais atrativo do que o proposto pelos franceses. Até o final da licitação, em janeiro, o Eurofighter apresentava um valor de contrato entre 15% e 17% maior que o da Dassault.

O contrato da Dassault na Índia foi o primeiro a ser conseguido fora de seu país de origem. Poucos dias após o fechamento do acordo, o governo indiano recebeu a visita do ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, o que levantou a suspeita de que a negociação na Ásia poderia fazer com que o Rafale se tornasse mais competitivo – e mais barato – na licitação brasileira de caças.

Fonte: Veja

O renomado estaleiro coreano Samsung vendeu os 6% de participação que detinha no Estaleiro Atlântico Sul (EAS) para os sócios Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, que passam a ter 50% cada do empreendimento. O movimento vai na contramão do que estaria sendo negociado nos bastidores com apoio do governo para salvar o estaleiro pernambucano da série de atrasos em encomendas bilionárias para a Petrobrás.

A ideia que teria circulado até o início do mês seria aumentar a participação do Samsung no empreendimento de forma a aproveitar o know-how do grupo coreano e acelerar os projetos fundamentais para a aumentar a produção da Petrobras e perfurar o pré-sal. O Samsung é uma das principais referências no mundo na construção de navios, plataformas e sondas de perfuração, e capitaneava o conhecimento dos sócios brasileiros no empreendimento.

A própria presidente da Petrobrás, Graça Foster, teria entrado diretamente na negociação. Ela esteve no estaleiro no último dia 28 e confirmou a jornalistas encontrar-se reservadamente com os sócios do empreendimento. Mas, sobre uma possível negociação para mudança de controle acionário, respondeu que não tinha o que comentar já que o contrato da Petrobras é com a empresa de investimento Sete Brasil, que encomendou as construções ao estaleiro.

No último dia 5, o EAS chegou a negar em nota que estivesse havendo transferência do controle acionário para a Samsung e anunciou que receberia reforço operacional de uma equipe de 120 coreanos. Ontem à noite, a Queiroz Galvao Participações e Concessões e Camargo Correia Naval confirmou o negócio em sentido inverso.

Fonte: Exame

Os peritos russos e a mídia nacional estão discutindo a possibilidade de projeção de dois caças de 5ª geração destinados à Força Aérea. As opiniões dividem-se. Os especialistas que se mostram favoráveis apontam para a necessidade de concorrência entre as empresas. Todavia, nem sempre é possível e justificado efetuar projeções em paralelo. Concorrência ou complementaridade?A iniciativa de proceder à elaboração de um segundo projeto partiu do vice-primeiro-ministro russo Dmitri Rogozin que, de algum tempo para cá, mantém o setor militar sob a sua tutela. A respetiva proposta foi formulada em fevereiro de 2012. Contudo, os seus pormenores interessantes não foram divulgados.Há quem afirme que a projeção ficará a cargo da empresa Mikoian (MiG). O centro de projeção Sukhoi (Su) está empenhado na elaboração do projeto T-50, concentrando-se no estudo do Complexo Aéreo para a Força Aérea Tática – o PAK FA. Por isso, a empresa Mikoian se afigura como a única instituição capaz de elaborar o novo caça. Ao mesmo tempo, Rogozin argumentou a sua iniciativa com a necessidade de manter um clima de concorrência entre as empresas. Ao discursar no Conselho da Federação, assinalou ser necessário fazer com que a Força Aérea tenha ao serviço dois complexos de aviação tática. Espera-se, pois, que o novo sistema possa entrar ao serviço em 2016.Se olharmos para o passado soviético, a Força Aérea da URSS tinha ao seu dispor, no mínimo, dois tipos de caças de aviação tática. Na maioria dos casos, tais engenhos não faziam concorrência entre si, mas se complementavam de forma excelente. Convém citar o exemplo dos caças MiG-29 e Su-27. O Su-27 possui uma maior autonomia do voo, tendo um sistema de armamentos e radares mais potente. O MiG-29 é mais ligeiro, mais barato e simples na exploração. Está mais bem adaptado para aterrar em aeródromos de campo.Em meados dos anos 90 do século passado, a falta de financiamento obrigou a Força Aérea a optar por apenas um tipo de caça. Foi escolhido então o Su-27 com capacidades mais amplas e melhores especificações. Tal tendência terá prosseguido nos anos posteriores e se mantém até hoje. O T-50, que se encontra em fase de experiências, pertence à classe de caças pesados.Imagem de um caça do futuroDeste modo, foi definido um nicho para o segundo projeto de 5ª geração que devia ser mais leve, barato e simples em relação ao T-50. Um aparelho ligeiro teria sentido só no caso de uma unificação séria com o avião pesado T-50. "Em primeiro lugar, trata-se de propulsores", disse à VR o perito militar Konstantin Bogdanov. "Se o novo avião fosse criado com base em um motor simplificado, poderia ter procura tanto no mercado interno, como no externo. Claro que, fora da Rússia, defrontar-se-á com o seu concorrente F-35 que ocupou a lacuna antes de o nosso caça entrar no mercado internacional".Na ótica de Bogdanov, o novo avião poderá suscitar o interesse da Força Aérea nacional. "Numa altura em que a FA não deseja comprar os MiGs-35, seria interessante substituir os velhos MiGs-29 por engenhos leves e mais novos", frisou.O redator-chefe da revista especializada Vzlet (Decolagem), Andrei Fomin, declara-se duvidoso quanto à existência de perspetivas aliciantes de tal aparelho. " A julgar por tudo, o programa estatal aprovado não prevê a elaboração de um segundo projeto de caça de 5a geração, para além do T-50. O Ministério da Defesa irá gastar volumosos meios para aperfeiçoar e lançar em série este e outros engenhos. Em face disso, tal perspetiva parece quase inviável. Um projeto dessa dimensão só poderá ser posto em prática numa base de parceria com empresas estrangeiras capazes de financiá-lo e que estejam realmente interessadas no seu êxito", resumiu Fomin.Em síntese, podem-se tirar as seguintes conclusões – o projeto de avião ligeiro só terá sentido se for efetuada a máxima unificação com o T-50. No entanto, esta hipótese implica a elaboração do novo projeto em conjunto com a empresa Sukhoi. Assim, o centro de projeções Mikoian fica de novo sem encomendas, embora exista uma clara necessidade de criar um avião desta classe. A situação criada requer tempo para ser apreciada e resolvida com êxito.

Quem teve infarto recente pode viajar de avião? E quem está com pneumonia? Publicação do Conselho Federal de Medicina responde

Quem acabou de submeter-se a uma cirurgia pode fazer uma viagem de avião? E o paciente que teve um infarto recente? O Conselho Federal de Medicina (CFM) relançou ontem uma cartilha que responde a essas e a mais uma série de perguntas de pacientes. O documento, destinado também a médicos e tripulantes, foi preparado em parceria com a Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e estará disponível no site do CFM.

Médicos, empresas de aviação e escolas de medicina também receberão o manual. O documento foi lançado durante encontro feito pelo CFM para discutir a Medicina Aeroespacial. Uma das falhas apontadas pelos profissionais é a falta de dados estatísticos confiáveis sobre emergências médicas realizadas em voo.

Aos pacientes com pneumonia e tuberculose, por exemplo, o documento desaconselha a viagem de avião, pois o voo pode aumentar o risco de agravamento dos sintomas. Pessoas com problemas cardiovasculares também têm de ficar atentas. Dependendo da doença, há uma recomendação a ser seguida. Quem teve infarto tem de aguardar entre duas e seis semanas para embarcar em um avião. Quanto mais grave o infarto maior é o período de restrição às viagens.

Já pessoas com marcapassos podem embarcar sem nenhuma restrição. O documento traz ainda recomendações para gestantes, pessoas que tiveram um acidente vascular cerebral (avc), pacientes com traumatismo, crianças e aqueles com transtornos psiquiátricos.

Fonte: Agência Estado via iG - Imagem: Getty Images via R7 - Via Noticias Sobre Aviação

Aquela empresa fundada em Coimbra em 2004 foi a responsável pela concepção e fabrico da parte mecânica deste sistema de laser, que visa detectar os remoinhos que um avião deixa ao descolar e ajudar os seguintes na mesma operação aeroportuária."Se o instrumento estiver montado no próprio avião nós conseguimos fazer a detecção da turbulência à frente do avião", explicou à agência Lusa Ricardo Patrício, fundador e responsável de projectos na empresa.Desse modo, a rota de descolagem poderá ser desviada, se o remoinho estiver a longa distância, ou os instrumentos de comando nas asas poderão compensar a turbulência medida.Com este equipamento incorporado na frente do avião, além de melhorar a segurança, é possível reduzir os intervalos de descolagem, ajudando a descongestionar os aeroportos. "Isto, para não termos aquele valor empírico de estarmos três minutos à espera, dependendo da envergadura do avião", que são respeitados nas operações aeroportuárias de descolagem, disse Ricardo Patrício. A Active Space Technologies começou a trabalhar neste projecto em 2008, com vários parceiros europeus, onde se incluía a Agência Espacial Alemã, a universidade belga de Leuven e a Airbus enquanto utilizador do equipamento. "No seio da empresa [Airbus] já se estão a mexer, face aos bons resultados do túnel de vento, e a ver como o podem incorporar na aeronave", salientou Ricardo Patrício, frisando que, mesmo que os testes a realizar no verão em Bruxelas o aprovem, levará ainda algum tempo a obter a certificação internacional. O responsável de projectos da Active Space Technologies admitiu que este detector de turbulência possa também ser desenvolvido para ajudar a navegação aérea em atmosferas com cinzas de vulcão e, até, funcionar com uma espécie de estação meteorológicas móvel.




O fabricante russo de avião de guerra Irkut assinou um contrato com o Vietnã para construir um veículo aéreo não tripulado (UAV) para o país do Sudeste Asiático, informou o jornal Izvestia, nesta quinta-feira, 15. O acordo de US$ 10 milhões com a Associação Aeroespacial do Vietnã (VASA) foi firmado, na quarta-feira, 14, disse o diretor da engenharia da empresa, Yury Malov.

A companhia irá construir um mini-drone, versão em miniatura da arma robótica, de 100 Kg, bem como o sistema de controle remoto para operá-lo. De acordo com Malov, o acordo também ajudará os vietnamitas a manter e utilizar os drones até que a VASA possa ter a experiência que lhe permita desenvolver seu próprio UAV. Ele disse ainda que os UAVs são destinados ao uso civil, mas que, no futuro, poderia ser utilizado para fins de defesa.

Fonte: Diário da Rússia - Foto: RIA Novosti - Noticias sobre Aviação

Uma equipe de astrônomos descobriu que um asteroide de 50 metros de diâmetro passará muito próximo à Terra em 2013, mas não deverá trazer nenhuma ameaça ao planeta, informou nesta quinta-feira (15) a Agência Espacial Europeia (ESA).

A imagem divulgada pela ESA (agência espacial europeia) mostra um asteroide de 50 metros de diâmetro que passará muito próximo à Terra em 2013. Na imagem, o asteroide é o ponto amarelo, e a Terra, o verde. Segundo a agência a proximidade do objeto não deverá trazer nenhuma ameaça ao planeta

Batizada como 2012 DA14, a rocha passará mais próxima da Terra do que muitos satélites comerciais e, por isso, que a ESA ressalta a "necessidade de vigiar de forma sistemática" o entorno do planeta, já que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita.

O "incomum asteroide" foi descoberto no último dia 22 de fevereiro pelo observatório LSSS (A Sagra Sky Survey), situado no sudeste da Espanha.

Segundo Jaime Nomen, um dos descobridores, "o objeto é bastante difícil de ser observado por causa de sua trajetória, sua grande velocidade angular, seu tênue brilho e as características de sua órbita", que passa muito acima do plano orbital da Terra e, por isso, poderia ter passado "completamente despercebido".

Os cientistas também confirmaram que a trajetória do asteroide fará ele se aproximar novamente da Terra no dia 15 de fevereiro de 2013. Segundo o comunicado, serão "apenas 24 mil quilômetros" de distância.

"É uma distância completamente segura. No entanto, poderemos observá-lo com uns telescópios convencionais", disse o responsável do estudo de Objetos Próximos à Terra (NÉONS) do Escritório para o Conhecimento do Meio Espacial (SSA) da ESA, Detlef Koschny, que acrescentou que o descobrimento do 2012 DA14 foi casual e registrado em uma zona onde não se costumam encontrar asteroides".

Segundo os cálculos preliminares, o 2012 DA14 tem uma órbita muito parecida com a da Terra - "com um período de 366.24 dias, um dia a mais que o ano terrestre - e cruzará com a trajetória de nosso planeta duas vezes ao ano".

Em 2013, os cientistas devem estudar com detalhe como os campos gravitacionais da Terra e da Lua interferem em sua trajetória, o que ajudará a calcular "o risco de impacto em futuras visitas", acrescentou Koschny, que ressaltou que já está desenvolvendo um sistema de telescópios ópticos automatizados capazes de detectar asteroides como este.

Fonte: EFE via UOL Notícias - Imagem: ESA - Noticias Sobre Aviação

Apenas três dos 20 principais aeroportos do Brasil estão em situação considerada "adequada" quanto à taxa de ocupação (abaixo de 80%) ou o mesmo que a capacidade atual de movimentação de aeronaves e passageiros. São eles os terminais de Manaus (AM), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS). O aeroporto internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE), foi classificado como em situação "preocupante" ao lado dos aparelhos de Recife (PE), Galeão (RJ), Confins (MG) e Curitiba (PR). Todos com taxa de ocupação entre 80% e 100%. Os outros 12 terminais entraram na categoria em estado "crítico", acima de 100%. Entre eles estão os três maiores de São Paulo (Guarulhos, Congonhas e Viracopos); além de Brasília (DF); Santos Dumont (RJ); Florianópolis (SC); Vitória (ES); Belém(PA); Natal (RN); Goiânia (GO); Cuiabá (MT) e Maceió (AL). As informações são do boletim "Radar nº 18: tecnologia, produção e comércio exterior", levantamento produzido pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem. O objetivo do estudo é realizar uma avaliação dos investimentos nos aeroportos com recursos da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), e do orçamento fiscal no período 2002-2011. Além disso, o levantamento pretende avaliar o movimento de passageiros e da utilização da capacidade operacional dos 20 maiores aeroportos em 2011, bem como analisar a situação atual das obras a cargo da Infraero referentes aos terminais de passageiros dos 13 aeroportos envolvidos com a Copa do Mundo de 2014.


Segundo pesquisas da Universidade de Lincoln, no Reino Unido, os aviões do futuro poderão suprir parte de suas necessidades de energia reaproveitando sua própria energia, que hoje é desperdiçada.

A ideia é reduzir a necessidade de usar as turbinas quando o avião está no chão, o que economizaria combustível, reduziria as emissões de poluentes e a poluição sonora no entorno dos aeroportos.

De acordo com os estudos, teoricamente, um sistema de recuperação de energia integrado na engrenagem de um avião de pouso pode ser capaz de fornecer toda a energia necessária para a rolagem de uma pista de volta para o terminal do aeroporto.

“Quando um Airbus 320 aterrissa, por exemplo, a combinação do seu peso e velocidade fornece algo em torno de três megawatts de pico de energia disponível,” garantiu o professor Paul Stewart, que liderou a pesquisa, ao portal EPSRC.



Apesar de ser chamado de sistema, o KERS – Kinetic Energy Recovering System (Sistema de Recuperação de Energia Cinética) é na verdade um conceito. Diferentes sistemas podem ser usados para cumprir o objetivo do KERS, que é acumular energia gerada nas frenagens, que seria desperdiçada, para ser usada como propulsão novamente.

“Nós exploramos uma grande variedade de formas de aproveitamento dessa energia, como geração de eletricidade a partir da interação entre bobinas de cobre embutidas na pista e ímãs na parte inferior da aeronave, e depois usar a energia na rede elétrica local,” acrescentou.

Infelizmente, a maioria das ideias não era tecnicamente viável ou simplesmente não seria rentável. Mas o estudo mostrou que a captura de energia direta da engrenagem de um avião de pouso e a reciclagem para uso próprio da aeronave realmente pode funcionar, principalmente se integrados com as novas tecnologias emergentes de investigação em curso referente à aeronave mais-elétrica ou totalmente elétrica.

“Atualmente, os aviões comerciais passam muito tempo no chão com os seus ruidosos motores a jato funcionando. No futuro, esta tecnologia poderá reduzir significativamente essa necessidade,” completou Stewart, salientando as exigências europeias de redução do ruído das aeronaves nos próximos anos.

O estudo contou com o financiamento da Engenharia e Ciências Físicas Research Council (EPSRC), que faz parte do Programa de Pesquisa Energética do Reino Unido

Fonte: Abril


Um piloto morreu ontem (13) quando seu avião de treinamento caiu na província de Konya, na região da Anatólia Central, na Turquia, informou a agência noticiosa Doğan.

O avião Northrop F-5 Freedom Fighter, da Força Aérea da Turquia, caiu por volta do meio-dia (hora local) sobre uma fábrica de tratores, matando o piloto.

Bombeiros e ambulâncias foram enviados imediatamente para o local.

Fontes: ASN / hurriyetdailynews.com - Noticias sobre Aviação

A presidente Dilma Rousseff vai discutir com o seu colega americano, Barack Obama, o alto déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos, em visita oficial à Casa Branca no começo de abril. A suspensão da compra de aviões Super Tucano da Embraer pela Força aérea americana é outro tema comercial espinhoso que promete ofuscar a agenda positiva que diplomatas dos dois países tentam construir para o encontro.

"O Brasil passou a ter um déficit comercial muito alto com os Estados Unidos nos últimos anos", disse ontem o embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira. "O comércio está em desequilíbrio, e esse será um tema entre os presidentes", disse, em um evento do Instituto Brasil, do Wilson Center, um centro de estudos de Washington, que juntou representantes do Tesouro, Casa Branca, Departamento de Estado, empresários e acadêmicos interessados em Brasil.

Em 2011, o déficit do Brasil com os Estados chegou a US$ 8,159 bilhões. Embora ele dê alguns sinais tênues de ceder neste ano, o resultado negativo representa uma virada significativa em relação ao superávit de US$ 9,867 bilhões que o Brasil exibiu em 2007, que muitos atribuem à agressiva política monetária dos Estados Unidos.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) promoveu dois programas de expansão quantitativa nos últimos anos, oficialmente para reanimar a demanda interna, mas que levou à desvalorização do dólar em várias partes do mundo, incluindo o Brasil.


"Não vou comentar detalhes da política monetária", disse no evento Leonardo Martinez-Diaz, responsável no Tesouro americano pelas relações com a América Latina. "Uma economia americana forte é, sem dúvida, uma importante contribuição para a economia global."

Ele ponderou que os Estados Unidos mantêm equilíbrio qualitativo nas trocas com o Brasil, comprando não apenas produtos básicos, mas também bens industrializados, como aviões. Foi uma referência às relações comerciais do Brasil com a China, que são baseadas na exportação de minérios, alimentos e outros produtos básicos.

Outro tema recorrente no evento foi a suspensão, pela Força aérea americana, de um contrato para a compra de até US$ 1 bilhão em aviões da Embraer, alegando problemas na documentação. "Quando a Força aérea faz um contrato e depois suspende, sem maiores explicações, os Estados Unidos não soam como um parceiro crível e confiável", disse num painel o presidente do Diálogo Interamericano, Peter Harkim.

Questionada se a questão será resolvida antes da visita da presidente Dilma, a funcionária do Departamento de Estado que cuida da América Latina, Roberta Jacobson, disse que não há como estimar prazos, porque o assunto é "puramente interno e administrativo" e vai levar o tempo que for necessário porque "não é determinado por prazos políticos".

No lado simbólico da visita, alguns viram um sinal de desprestígio ao Brasil o fato de Dilma ter sido convidada apenas para uma visita oficial, em vez de visita de Estado. As visitas de Estado são mais cerimoniosas e incluem trocas de presentes e jantares de gala, indicando o prestígio do convidado. "Dado que vários países emergentes, como México, China e Índia, tiveram visitas de Estado, é óbvio que o presidente Obama deveria ter oferecido esse reconhecimento à presidente Rousseff", disse Carl Meachan, assessor do líder republicano no Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, Richard Lugar.

"Nunca pedimos uma visita de Estado", disse Vieira, o embaixador brasileiro. O funcionário da Casa Branca que cuida das relações com a América Latina, Dan Restrepo, disse que o tema não preocupa porque Obama e Dilma são ambos "focados em substância, não em forma".



Fonte: Valor Econômico


Apaixonada por aviação desde criança, Karina Buchalla sempre soube que queria viver nas alturas. Mas para chegar a ser comandante em uma grande companhia aérea, foi necessária boa dose de perseverança. Aos 32 anos, Karina conta que teve de vencer preconceitos no início de sua carreira para conquistar seu espaço na aviação.

“Já sofri muito preconceito em companhias menores. Demorei muito para conseguir emprego, trabalhava de graça em aviações pequenas porque ninguém queria me dar emprego”, diz Karina. “Algumas empresas menores não aceitavam mulheres com medo de que poderiam engravidar, por exemplo.”

Karina Buchalla, de 32 anos, tem um cargo cobiçado por muitos homens e
pilota aeronaves como o Airbus 320

Mas desistir não estava nos planos de Karina, que cresceu admirando a profissão do pai, hoje um comandante aposentado. “Desde pequena sempre me senti melhor dentro de avião que em qualquer outro lugar. Sabia que era isso que eu queria”, conta.

Ela começou na aviação quando tinha 16 anos, voando em aviões particulares e taxi aéreo. Já sua carreira comercial foi construída na TAM, empresa onde atua há quase dois anos como comandante em voos nacionais. Ao todo, Karina tem quase oito anos de TAM.

“Nunca tive nenhum caso de preconceito na TAM”, diz a comandante. “Às vezes você sente que é um pouco mais observada pelos próprios colegas por ser mulher”, afirma. “Mas sempre fui muito bem recebida, voei com muitos comandantes experientes que me ensinaram muita coisa. Depende da cabeça de cada um.”

Dos passageiros, ela conta que recebe mais elogios que críticas. “A maioria sai me cumprimentando. Alguns confessam no fim do voo: ‘entrei no avião com medo, mas gostei. Voo com mulher é mais cuidadoso’”, diz.

“Fico muito satisfeita quando o passageiro sai feliz da vida. O piloto é vaidoso, a gente gosta de fazer o melhor sempre. Um pouso suave faz bem para o ego”, conta a comandante.

Karina diz que nunca teve problema mais sério em voo, apenas alguns incidentes como turbulências mais fortes.

Pelo Brasil e pelo mundo

Antes de ser promovida a comandante, Karina foi copilota em voos nacionais e internacionais da companhia e voou Fokker-100, que tinha capacidade para 108 pessoas, além de Airbus modelos 319 (144 assentos), 320 (até 174 assentos) e 330 (até 213 assentos).

Enquanto era copilota de voos internacionais, Karina fez faculdade de aviação civil na Academia de Serviços da TAM, que oferece o curso em parceria com uma universidade. “A vida na internacional é um pouco mais tranquila, nessa época tinha uma vida mais social”, diz.

Como o piloto pode voar no máximo 85 horas por mês, ela conta que cerca de três viagens internacionais de ida e volta para Paris, por exemplo, já são suficientes para ficar próximo do limite. “Você tem um intervalo um pouco maior entre um voo e outro”, conta Karina.

De volta aos voos nacionais, agora como comandante, é preciso um pouco mais de jogo de cintura para conciliar vida pessoal com o trabalho. “Como as etapas são curtas, é mais cansativo. Você fica em geral seis dias voando de norte a sul do País, de Foz do Iguaçu a Manaus”, conta. Além disso, também é preciso dedicar tempo a cursos de aperfeiçoamento e exames.

Descanso e vida em família

O segredo para conseguir cumprir com as exigências da profissão, segundo Karina, é equilibrar bem as atividades. “Priorizo o descanso, alimentação adequada e procuro fazer academia, para estar com a saúde em dia e também para desestressar”, diz. “Pilotar é uma responsabilidade grande e por isso temos de estar bem descansados”, afirma. “Por isso também voamos sempre em dois, comandante e copiloto.”

Com uma profissão que exige tanta dedicação, Karina conta que ainda pensa como vai fazer para ter filhos. “Tem que ser uma coisa muito estruturada e planejada”, diz. “Eu não quero largar a carreira, de maneira nenhuma, sempre esteve em primeiro lugar. Se eu tiver de escolher entre ser comandante ou ser mãe, prefiro ser comandante”, afirma Karina, recém-casada com um comandante da TAM.

Nas conversas em família, é impossível escapar dos temas ligados à aviação. Além do pai e do marido, o irmão mais velho de Karina trabalha como copiloto. “Minha mãe já acostumou, não tem jeito. É muito gostoso, porque hoje a baixinha é toda orgulhosa de mim.”

Fonte: iG via oriobranco.net - Via Noticias Sobre Avação

O ministro da Defesa russo, Anatóli Serdiukóv, e o diretor-geral da companhia de aeronáutica Sukhói, Igor Ozar, assinaram, no final de fevereiro passado, um contrato de construção para a Força Aérea Russa (FAR) de 92 bombardeiros Su-34. O contrato é avaliado em 100 bilhões de rublos (cerca de R$ 5,2 bilhões) e se destaca pelo elevado grau de sofisticação tecnológica.


“As primeiras entregas começarão em 2015. Contando com as 32 aeronaves recebidas anteriormente, até 2020 nossa frota de Su-34 somará 124 aeronaves, devendo em seguida aumentar para 140”, disse o comandante-chefe da FAR, general Aleksandr Zélin. No centro de atualização e aperfeiçoamento profissional de pilotos de Lípetsk já se encontram dez Su-34. Até o final deste ano, deverão chegar outros dez. O desenvolvimento da aeronave é de responsabilidade do centro Chkalov de desenvolvimento em tecnologias aeronáuticas de Novossibírsk.

O Su-34 é uma aeronave extraordinária, podendo ser utilizada como bombardeiro para atacar alvos terrestres e marítimos e como avião de caça para conquistar a superioridade aérea e realizar missões de reconhecimento. Leva a bordo uma ampla gama de armas: os mísseis “ar-ar” e“ar-superfície”, radar multifuncional de longo alcance e equipamento de luta radioeletrônica. Pode ser reabastecido em voo e levar tanques de combustível extra para aumentar seu alcance, assim como usar munições guiadas. Para o general, o equipamento de bordo permite à aeronave atacar vários alvos ao mesmo tempo e voar grandes distâncias como bombardeiro estratégico. Além disso, pretende-se armar a aeronave com novos mísseis, inclusive aqueles de longo alcance, para aumentar seu potencial de combate.


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Acredita-se que a versão de exportação do Su-34 custe, no mínimo, R$ 88 milhões. Na verdade, não é bem assim. O Su-34 não será vendido, enquanto não forem cumpridos todos os contratos concluídos pelos construtores do avião com a FAR.

O autor desse artigo conhece o bombardeiro Su-34 há vinte anos. Inicialmente, se chamava Su-30MK. Mais tarde, passou a se chamar Su-32MF e agora se chama Su-34. Meu primeiro contato com a aeronave ocorreu em 1993, às vésperas do Salão Internacional de Aeronáutica e Espaço de Le Bourget. Fui convidado para a apresentação da aeronave à imprensa na empresa Sukhoi por Mikhail Símonov, criador do avião Su-27 e de todas as suas modificações posteriores, atualmente falecido.

“Nosso novo avião é uma versão desenvolvida da família Su-27 e do avião Su-47 e pode executar tudo o que o Su-24 faz. Executa as mesmas missões do Su-27, mas é muito mais forte, tem um alcance e autonomia maiores e é 2,5 vezes mais eficaz no combate. O Su-30MK (nome da aeronave na época) é tão forte e perigoso quanto o caça-bombardeiro Su-17 na zona da frente e na zona costeira, levando, porém, uma carga útil de 8 toneladas”, disse na apresentação Símonov.

Se compararmos o Su-30MK com seus congêneres norte-americanos, veremos que, segundo especialistas, o Su pode fazer sozinho aquilo que fazem separadamente o bombardeiro E-111, o caça F-15, o caça-bombardeiro F-15E e o avião de assalto A-10. Mas talvez a principal característica da nova aeronave seja a de que ela pode permanecer em voo até 16 horas. A única limitação é a capacidade física de seus pilotos. Mesmo um passageiro de uma aeronave confortável dificilmente aguenta um voo de várias horas. O piloto de um avião supersônico, porém, deve ainda dirigir, manobrar e combater o inimigo bem armado e preparado, além de não se esquecer de se reabastecer em voo.

Foto: sukhoi.org

O Su-30MK tem grandes tanques de combustível embutidos. Os construtores se recusaram a instalar tanques externos para não piorar a aerodinâmica da aeronave. Em um voo direto, sem escala de 14 mil quilômetros de distância, o bombardeiro teve quatro reabastecimentos em voo. O F-18, por exemplo, precisa de 11 reabastecimentos para percorrer a mesma distância.

Além de excelentes qualidades aerodinâmicas, caraterística marcante dos aviões da empresa Sukhoi, o Su-30MK leva as armas mais modernas, podendo atingir quaisquer alvos aéreos, terrestres e marítimos a distâncias muito grandes e inatingíveis até mesmo para o caça-interceptor Su-27.

Por exemplo, quando o míssil teleguiado X-59M disparado sai do campo de visão do piloto e se afasta mais de cem quilômetros da aeronave, ele não deixa de transmitir ao piloto as imagens captadas por sua ogiva, podendo atingir facilmente o alvo por ordem vinda do rádio do piloto.

Nesse contexto, vale lembrar uma reportagem televisiva da CNN sobre a primeira guerra dos EUA no Golfo Pérsico mostrando como dois mísseis experimentais americanos lançados sucessivamente por dois aviões explodiram dentro de um prédio (o primeiro míssil abriu um buraco na parede enquanto o outro entrou pelo buraco no interior do prédio e lá explodiu, transmitindo ao mesmo tempo as imagens para a TV). Tudo o que foi feito naquele momento pelos mísseis americanos disparados por vários aviões pode ser feito pelos mísseis X-59M disparados por um avião Su-30MK.

A aeronave leva também o míssil teleguiado X-29T, que opera em regime totalmente automático. Basta o piloto apontar para o alvo desejado e apertar o botão de memorização para que a arma inteligente, posta em ação, faça tudo sozinha.

A aeronave leva ainda os mísseis X-29L e S-29L guiados a laser. Disparados pelo avião, os mísseis são guiados pelas informações recebidas de uma estação de reconhecimento e identificação de alvos portátil que pode ser transportada nas costas de um soldado. O soldado precisa apenas apontar o raio laser para o alvo...

No espaço de um artigo não é possível contar tudo sobre o armamento do Su-34. Mesmo assim, não podemos deixar de mencionar o míssil antirradar X-31P, que opera em regime automático e é capaz de atingir todos os tipos de radares dos sistemas de defesa antiaérea de médio e longo alcance sem que a aeronave entre na zona de sua ação.

Desde que conheci o novo bombardeiro de Mikhail Símonov, a aeronave passou por muitos testes e atualizações e recebeu ainda um design mais moderno.

Em 2011, o Su-34 participou dos exercícios militares Vostok e Centr. Um esquadrão dessas aeronaves efetuou um voo sem escala do aeródromo na região de Moscou ao Extremo Oriente, com vários reabastecimentos em voo, para “atacar os alvos reconhecidos” e voltar à base. Nenhum outro bombardeiro da mesma classe é capaz disso.

Outra informação importante: contrariamente à maioria dos aviões com dois lugares, no Su-34, os assentos estão dispostos lado a lado e separados por um espaço suficiente para armar uma cama. Enquanto um piloto dirige o avião, o outro pode descansar na cama.

Fonte: Víktor Litóvkin (Gazeta Russa) - Obs: O artigo representa a opinião do autor do texto. - Via Noticias Sobre Aviação

Ka-52 russo se acidenta

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Dois pilotos morreram depois que um helicóptero de ataque Kamov Ka-52 (Hokum B) caiu durante um vôo de treinamento perto de Torzhok, na região russa de Tver, nessa terça-feira, informou o Ministério da Defesa.

“Um grupo de resgate encontrou o helicóptero a cerca de 10 quilômetros a oeste da Base Aérea de Torzhok, às 08:45hs horário de Moscou”, disse o ministério. Um piloto morreu imediatamente no acidente, e o segundo morreu no hospital pouco tempo depois.

Não havia munição a bordo do helicóptero, que estava realizando um vôo de treinamento, acrescentou Konashenkov.

O Ministério da Defesa disse que não irá suspender os voos dos Ka-52 como resultado do incidente. Um grupo de investigação foi criado para encontrar as causas do acidente. As caixas de registros de voo da aeronave em breve serão entregues a especialistas para estabelecer as razões por trás do acidente, disse o porta-voz do Ministério de Defesa coronel Vladimir Drik.

Esta é a primeira perda de um helicóptero de ataque Ka-52, mas houveram acidentes anteriores envolvendo o monoposto Ka-50, a partir do qual o Ka-52 é derivado.

Um Ka-50 caiu em junho de 1998, durante uma exibição aérea, matando o comandante da base em Torzhok. Um relatório oficial do acidente disse que as pás do helicóptero com rotores coaxiais bateram umas nas outras durante difíceis manobras.

Os Ka-50 e Ka-52 são únicos entre os helicópteros ao possuir assentos ejetáveis??. Os bancos funcionam depois que explosivos na cabeça do rotor liberam as pás do rotor para oferecer à equipe uma saída segura.

O Ka-52 está armado com um canhão de 30 mm, mísseis guiados a laser Vikhr, mísseis e bombas. O helicóptero também é equipado com dois radares, um no modo terra e outro para alvos aéreos e um sistema de imagem térmica dia e noite Samshite.

O desenvolvimento do Ka-52 começou em 1994 na Rússia, mas a produção em série só começou em 2008.

Fonte: RIA Novosti – Via: Cavok

A Europa conseguiu na OrganizaçãoMundialdoComércio (OMC)acondenaçãodesubsídios considerados ilegais dados pelos Estados Unidos para a Boeing. De quebra, os europeus declararam à Embraer e à China de que a decisão é um alerta a essas empresas de que terão de agir dentro das regras.

Ontem, a Organização Mundial do Comércio (OMC) anunciouterconsideradoqueosEstados Unidos usaram ilegalmente a Nasa (a agência espacial americana) e o Pentágono (as forças armadas do país) para subsidiar a Boeing na construção de jatos civis.A decisão pode ser o capítulo final de uma briga que já dura 20anos.De acordo com os europeus, a condenação confirma a posição de que sua empresa, a Airbus, estava sendo prejudicada na disputa por mercados. A OMC mostrou que a Boeing recebeu quaseUS$10 bilhões em subsídios ilegais que geraram perdas substanciais para a Airbus, declarou o comissário de Comércio da UE, Karel de Gucht.

Ele vai dar seis meses para os americanos retirarem os programascondenadose queteriam permitido à Boeing desenvolver seu novo jato, o 787 Dreamliner. Segundo a versão europeia, foram condenados subsídios de US$ 4,3 bilhões. Alémdisso, outrosUS$3 bilhões continuariam sendo dados até 2024 e também foram condenados. A OMC confirmou que subsídios para a empresa americana foram mascarados por décadas na forma de pesquisa para a área de defesa.

Vitória americana. Numa intensa guerra midiática, a Casa Branca também se apressou em dar sua versão do episódio e comemorou vitória. Isso porque o valor da condenação teria sido bem inferior ao que pediam os europeus originalmente. Há seteanos,quandooprocesso começou, a União Européia alertava que os subsídios americanos chegavam a US$ 23,7 bilhões. Além disso, o governo de BarackObama também fez questão de apontar que, há um ano, a própria Airbus já havia sido condenada por receber subsídios, e que o valoreradeUS$18bilhões, dado contestado até hoje pelos europeus. A OMC julgou que os recursos dados pelos governos europeus para o lançamento do superjumbo A380, da Airbus, eram ilegais. Essa é uma tremenda vitória para os trabalhadores americanos, disse Ron Kirk, representante de Comércio dos Estados Unidos. Segundo ele, os subsídios americanos impediram que 118 aviões da Airbus fossem vendidos. Mas os subsídios europeus impediramque 348 jatos da Boeing chegassem ao mercado por concorrência desleal. Está claro que os subsídios europeus são muito maiores, disse.

Emergentes. Na prática, a decisão de ontem coloca a batalha entre Airbus e Boeing em um novo patamar, equilibrando aguerraeforçandoumaeventualnegociação. Se a disputa hoje é entre EstadosUnidos e Europa, a realidade é que ambos estão de olho em criar condições e leis de competição que permitam estabelecer regras para frear o avanço de novos atores no mercado de jatos, como o Brasil e a China. A Embraer se lança na produção de aviões para concorrer com as duas gigantes do setor.



Já Pequim não esconde que começa a desenvolver suas próprias aeronaves e que, na próxima década, estaria pronta para competir. Todos terão agora de cumprir essas regras (estabelecidaspelaOMC), disseDeGucht, em resposta ao Estado. Para ele, o fundamental é garantir que todos compitam com as mesmas condições. O problema é que muitos tememque a China simplesmente transfira do setor de defesa bilhões de dólares para o desenvolvimento de jatos, a preços que nem Airbus e nem Boeing conseguiriam bater. Não por acaso, o tom do discurso europeu era de que chegou.

Fonte: Estado de S.Paulo

O ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, manifestou ontem a intenção do seu governo de doar aviões Bandeirantes para auxiliar Cabo Verde no patrulhamento da sua zona marítima. Ele ressaltou, porém, que o processo de doação depende de aprovação do Congresso Nacional (Parlamento), além de preparação das aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Para já, e a confirmar-se, este será um dos resultados da visita que o ministro cabo-verdiano da Defesa, Jorge Tolentino, está a efectuar neste momento ao Brasil. Hoje, sábado, a sua delegação visita a base do Exército no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Ontem, em Brasília, Tolentino e Amorim acertaram os aspectos da cooperação nas áreas da defesa e segurança entre Cabo Verde e o Brasil. Para Amorim, o Brasil pretende contribuir para o aumento da segurança na região do Atlântico onde Cabo Verde está situado, contribuindo com isso "para a paz e a segurança no Atlântico".

Além da defesa dos domínios marítimos de Cabo Verde, Jorge Tolentino mostrou particular interesse na experiência brasileira nas áreas de segurança marítima e de busca e salvamento.

Acertado ficou também que o Brasil dará apoio técnico e científico a Cabo Verde para o levantamento da sua plataforma continental. De salientar que a Marinha brasileira já fez levantamento semelhante da plataforma da Namíbia e está a trabalhar no mesmo sentido com Angola, informou a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa.

Fonte: A Nação


Cabo Verde tem uma extensa zona económica marítima mas nenhuns meios para a patrulhar. A cada vez mais frequente presença de arrastões chineses e sul coreanos nas aguas da Guiné-Bissau e, também, de Cabo Verde torna particularmente urgente a formação de meios aéreos e navais de patrulha das águas destes dois países lusófonos e, particularmente, de Cabo Verde. As aguas de Cabo Verde são também usadas cada vez mais frequentemente pelos narcotraficantes que usam a Nigéria e a Guiné-Bissau como plataforma intermédia para os mercados europeus.

Este país lusófono procura assim estabelecer parcerias com o Brasil ou com Portugal por forma a comprar aviões de patrulha naval. Isto mesmo admitiu o porta-voz do Conselho do Ministério da Defesa cabo-verdiano, o major António Silva Rocha, que disse brevemente o ministro Jorge Tolentino iria ao Brasil negociar a aquisição de aparelhos deste tipo ainda em 2012. A Cabo Verde vai também contactar Portugal com a mesma intenção, no quadro do grupo técnico de trabalho com o ministro de Defesa português sobre a Economia do Mar.

Estes aparelhos – provavelmente da Embraer – irão assim reunir-se aos helicópteros de origem chinesa que estão em fase final de negociação. Cabo Verde não tem recursos suficientes para adquirir sozinho estes meios e por isso está em busca de uma parceria lusófona que deverá produzir frutos ainda antes do final de 2012.

Na verdade e havendo esta e a necessidade da Guiné-Bissau e uma total ausência de meios na Guiné e escassa no Cabo Verde o bom senso mandaria que estes meios aéreos deviam ser adquiridos em comum, usados em comunhão, com o apoio logístico português (manutenção, gestão e treinamento) e material (aviões) e financeiro do Brasil. Estes poderiam ser assim os primeiros de uma verdadeira “força aérea lusófona”, rentabilizando ao máximo estes meios, garantindo negocio no Brasil (Embraer) e em Portugal (Ogma) e defendendo a soberania destes dois países lusófonos da África Ocidental aos quais se poderia depois juntar São Tomé e Príncipe, numa fase posterior.

Fonte: Quintus

No dia 29 de fevereiro de 2012, o presidente do Paraguay, Fernando Lugo, entregou à Policía Nacional (subordinada ao Ministério del Interior) uma aeronave CASA C-212-100 Aviocar, que recebeu a matrícula A-21. O evento teve lugar no aeródromo Nicolas Bo de Remansito, em Villa Heyes, e contou com a presença do ministro do Interior e de autoridades policiais. O avião foi adquirido à empresa pro-Ibérica, a um custo aproximado de US$2 milhões. Trata-se do primeiro avião da instituição, e será utilizado para operações especiais, transporte de tropas e como ambulância. A Fuerza Aérea Paraguaya dispõe de cinco aeronaves semelhantes, o que facilitará a manutenção.

Fonte: S&D



A Boston Dynamics, em parceria com a Darpa (Agência de Pesquisa Avançada de Projetos de Defesa), apresentou um novo robô capaz de alcançar correndo impressionantes 29 km/h. Trata-se do Cheetah, cujo nome em português quer dizer "guepardo".

Sem cabeça e com quatro "patas", o Cheetah corre em uma esteira de laboratório, onde é impulsionado por uma bomba hidráulica. O ritmo dos passos e a velocidade da corrida aumentam quando o robô flexiona e estica as costas, tal como um guepardo faz durante uma arrancada.

Para não cair e se manter no centro da esteira, o autômato usa um dispositivo específico. De acordo com a Boston Dynamics, o teste de um protótipo de corrida ao ar livre está previsto ainda para este ano.



A intenção da empresa de engenharia, com a criação do Cheetah, é desenvolver robôs de combate capazes de escapar de seres humanos a pé. Segundo a Dynamics, outros animais robóticos também estão sendo desenvolvidos para aplicações militares e fins humanitários, como em resgates de emergência, por exemplo.

O Cheetah ultrapassou o recorde de velocidade estabelecido por um robô terrestre, que era de 21 km/h. O detentor do último título de robô mais veloz do mundo foi o Planar Biped, desenvolvido por uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em 1989.




Fonte:
Techtudo - Via Arquivos do Insólito

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Frases:

Audaces fortuna juvat - "A sorte protege os audazes" (verso da Eneida de Virgílio)
O Brasil não é um país beligerante, mas deve deter meios para defender sua soberania, caso isso seja necessário. Afinal, há de se lembrar sempre que paises não tem amigos tem interesses.

"Computadores são como bicicletas para nossa mente" - Steve Jobs

"Um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém..."Musica Só Os Loucos Sabem - Charlie Brown Jr. - Composição: Chorão/Thiago Castanho.

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“Não precisa fazer a bomba. Basta mostrar que sabe““Abrir mão de possuir armas é uma coisa, abrir mão do conhecimento de como fazê-las é outra coisa“ - Dalton Ellery Girão Barroso do IME
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"um submarino nuclear tem muito pouco propósito a não ser que seja visto como parte de um sistema de disparo de armamento nuclear. Sem armas nucleares, é difícil entender" - Cientista indiano Prabir Purkayastha, especialista em sistemas energéticos e energia atômica
“O brasileiro é muito tranquilo. Nós dominamos a tecnologia da energia nuclear, mas ninguém aqui tem uma iniciativa para avançar nisso. Temos que avançar nisso aí. É vantagem? É, até do ponto de vista de dissuasão é"... "Nós temos que nos despertar que o Brasil para ser um país realmente forte tem que avançar nisso aí. Especialmente para fins pacíficos. E mesmo a arma nuclear utilizada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país que tem 15 mil quilômetros de fronteiras a oeste e tem um mar territorial e agora esse mar do pré-sal, de 4 milhões de metros quadrados de área”. - Vice-Presidente do Brasil, José Alencar


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“Nós somos contra a proliferação nuclear, nós somos signatários do tratado de não-proliferação [de armas nucleares], mas não podemos renunciar ao conhecimento científico” - Ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral


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Bem vindo, amigo visitante: Procuro atualizar o blog várias vezes por dia e este trabalho solitário é feito pensando em vocês. Financeiramente Não ganho NADA a não ser a amizade de vocês... Retirei do ar a Rádio e os videos por conta das materias em diversos jornais dando conta que o ECAD iria taxar os blogs. Assim, achei por bem em uma iniciativa preventiva retirar tudo, mesmo entendendo que esse tipo de iniciativa é ilegal. Pelo simples fato que o 'Stremeaming' não ser previsto em lei. A interpretação que eles dão a legislação é simplesmente absurda e foge ao princípio da liberdade de informação e divulgação (gratuita) daquilo que é realmente bom. Para mim tudo isso é um contra senso. ALGUMAS IMAGENS RETIREI DA INTERNET SEM AUTORIA. SE ALGUMA DELAS FOR PROTEGIDA POR DIREITOS AUTORAIS, A VIOLAÇÃO NÃO FOI INTENCIONAL, NESTE CASO, SE NÃO ME FOR AUTORIZADA A EXPOSIÇÃO DA MESMA, A IMAGEM SERÁ RETIRADA DO BLOG, BASTA QUE ENTREM EM CONTATO POR COMENTARIO OU EMAIL Sigo lembrando que Este blog pode ser melhor visualizado com o MOZILA FIREFOX! Vinicius Morais "Vinna"

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