Os Indianos vão acabar voltando atrás e comprando o Gripen NG

Brasil consegue juro menor e fecha a compra 36 caças Gripen

Postado por Vinna quarta-feira, julho 29, 2015 0 comentários

Brasil e Suécia vão finalizar nos próximos dias o contrato para a compra de 36 aviões de caça Gripen NG, da empresa sueca Saab.
O fechamento do acordo foi anunciado nesta quarta-feira (29) após três dias de negociações, durante as quais o governo brasileiro insistiu na redução da taxa de juros do contrato. O governo optou pela compra de 36 caças suecos Saab Gripen NG no final de 2013.
A taxa ficou em 2,19%, percentual que, segundo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, foi bom para ambos os países. Em entrevista concedida durante viagem à cidade de Ladário, em Mato Grosso do Sul, o ministro usou como argumento do pedido brasileiro a queda da taxa de juros na Europa: “O governo não poderia assinar em 2015 um contrato com a taxa de 2014”, disse Jaques Wagner, referindo-se à queda das taxas de juros na Europa.

Do IG


Após uma dura negociação nos bastidores, o governo da Suécia concordou em reduzir as taxas de juros cobradas no financiamento para a venda de 36 caças Gripen NG à Força Aérea Brasileira (FAB). O acordo foi conduzido nos últimos três dias pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, com representantes da Saab, fabricante dos caças, e da SEK, a agência sueca de crédito às exportações. A presidente Dilma Rousseff deu sinal verde nesta quarta-feira à costura final. Uma nota do ministério deverá explicar os detalhes do acordo.


A divergência girava em torno da taxa CIRR, usada por todos os países que fazem parte da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) no financiamento às suas exportações. Quando o negócio foi fechado, em 2014, a taxa estava em 2,54%. Nos últimos meses, porém, ela entrou em queda. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, liderou as articulações no governo para exigir da Suécia uma repactuação. Dilma chegou a telefonar ao primeiro-ministro, Stefan Löven, para discutir o assunto.


Jaques Wagner vinha insistindo na aplicação de uma taxa anual de 1,98%. Ficou fechado um índice de 2,19%. Os suecos aceitaram abrir mão da cobrança de uma taxa de administração no valor de 0,35 ponto percentual. Pode haver ainda alguma forma de compensação entre os dois países.


A falta de entendimentos colocava em risco a concretização do negócio. O contrato comercial para a venda dos caças foi assinado em outubro do ano passado, mas faltava a assinatura do contrato de financiamento. O valor é definido na moeda sueca — 39 bilhões de coroas — e ficará mais barato, em dólares, por causa de desvalorização recente. São 25 anos de financiamento, mas com oito anos e meio de carência. Ou seja, o Brasil só deverá começar a pagar em 2024.


Para as duas partes, a ausência de um acordo seria vista como fracasso. A Suécia nunca havia feito uma venda tão importante, no exterior, dos caças Gripen. O Brasil, por outro lado, ficaria em delicada posição caso recuasse da compra porque pilotos da FAB já foram enviados a Linköping — sede da Saab — e as tratativas para transferência de tecnologia estão adiantadas.

Do Valor


FHC foi impedido pelos militares de entregar a base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão, aos Estados Unidos, com uma cláusula no contrato que exigiria crachás emitidos pelos EUA para brasileiros circularem em território nacional!

Um dos papéis mais importantes da internet é o de ajudar a disseminar informação. Ainda que muita gente se divirta com os bate-bocas eletrônicos, eu particularmente acho que essa é uma ferramenta essencial para a educação. E isso se deve a um fator muito específico: a internet fez com que o custo de transmissão e armazenamento de informações despencasse.
Graças à internet podemos, por exemplo, ter informações completas sobre um dos episódios mais patéticos da História recente do Brasil, que se deu em 18 de abril de 2000: a assinatura de um acordo entre o então ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, e o então embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Anthony Harrington.
O acordo viria a ser anulado, diante da reação de políticos e militares. Tratava do uso, pelos Estados Unidos, da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão. Na época ainda era possível fazer acordos de bastidores em Brasília sem que a maioria da população brasileira soubesse de nada. Hoje a maioria prefere acompanhar o Big Brother, mas ao menos tem a oportunidade, se quiser, de saber o que se passa.
Tendo morado 17 anos nos Estados Unidos, sei exatamente como funcionam os americanos. São pragmáticos. Se você der um dedo, eles querem os 20. Se oferecer a mão, querem o corpo inteiro. Não é preciso emitir qualquer opinião a respeito do acordo. É só ler o texto. Revela uma postura inacreditável do governo de Fernando Henrique Cardoso em relação à soberania nacional e ao próprio território brasileiro. Subserviência com assinatura embaixo.Do artigo III, Disposições Gerais, letra E, sobre a República Federativa do Brasil: Não utilizará os recursos obtidos de Atividades de Lançamento em programas de aquisição, desenvolvimento, produção, teste, liberação, ou uso de foguetes ou de sistemas de veículos aéreos não tripulados (quer na República Federativa do Brasil quer em outros países).
Ou seja, o Brasil não poderia usar o dinheiro do aluguel de uma base estratégica para investir em seu próprio programa espacial.
Do artigo IV, Controle de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos, número 3:
Em qualquer Atividade de Lançamento, as Partes tomarão todas as medidas necessárias para assegurar que os Participantes Norte-ameircanos mantenham o controle sobre os Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos, a menos que de outra forma autorizado pelo Governo dos Estados Unidos da América. Para tal finalidade, o Governo da República Federativa do Brasil manterá disponível no Centro de Lançamento de Alcântara áreas restritas para o processamento, montagem, conexão e lançamentos dos Veículos de Lançamento e Espaçonaves por Licenciados Norte-americanos e permitirá que pessoas autorizadas pelo Governo dos Estados Unidos da América controlem o acesso a estas áreas.
Brasileiros teriam que pedir autorização dos Estados Unidos para se locomover em território nacional.
Do artigo VI, Controles de Acesso, número 5:

O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que todos os Representantes Brasileiros portem, de forma visível, crachás de identificação enquanto estiverem cumprindo atribuições relacionadas com Atividades de Lançamento. O acesso às áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, e aos locais e áreas que tenham sido especificamente reservados exclusivamente para trabalhos com Veículos de Lançamento, Espaçonaves e Equipamentos Afins será controlado pelo Governo dos Estados Unidos da América ou, como autorizado na(s) licença(s) de exportação, por Licenciados Norte-americanos, por meio de crachás que serão emitidos unicamente pelo Governo dos Estados Unidos da América ou por Licenciados Norte-americanos, se autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América, e incluirão o nome e a fotografia do portador.
Brasileiro teria que usar crachá emitido pelo governo dos Estados Unidos para ter acesso a um pedaço do território brasileiro, uma espécie de passaporte interno, guardadas as devidas proporções.

Do Artigo VII, Procedimentos para Processamento, letra A:
Todo transporte de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e de Dados Técnicos para ou a partir do território da República Federativa do Brasil deverá ser autorizado antecipadamente pelo Governo dos Estados Unidos da América, e tais itens poderão, a critério do Governo dos Estados Unidos da América, ser acompanhados durante o transporte por agentes autorizados pelo governo dos Estados Unidos da América.
Letra B:
Quaisquer Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos transportados para ou a partir do território da República Federativa do Brasil e acondicionados apropriadamente em “containers” lacrados não serão abertos para inspeção enquanto estiverem no território da República Federativa do Brasil. O Governo dos Estados Unidos da América fornecerá às autoridades brasileiras competentes relação do conteúdo dos “containers” lacrados, acima referidos.
Equivale à abolição parcial da Alfândega brasileira. Parece ficção, mas o acordo que inclui os trechos reproduzidos acima foi assinado por um ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2000.



ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE SALVAGUARDAS TECNOLÓGICAS RELACIONADAS À PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA NOS LANÇAMENTOS A PARTIR DO CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA
O Governo da República Federativa do Brasil
e
O Governo dos Estados Unidos da América (doravante denominados “as Partes”),
Desejando expandir a bem sucedida cooperação realizada sob a égide do Acordo-Quadro entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América sobre a Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior, assinado em 1º de março de 1996,
Levando em conta a política estabelecida pelo Governo da República Federativa do Brasil de promover o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara,
Comprometidos com os objetivos da não-proliferação e controle de exportação, como contemplado nas Diretrizes do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, e
Acreditando que a colaboração continuada na promoção de seus interesses mútuos concernentes àproteção de tecnologias avançadas poderia servir como uma reafirmação do desejo comum de desenvolver ainda mais a cooperação científica e tecnológica e a cooperação entre suas respectivas empresas afins do setor privado.
Acordam o seguinte:
ARTIGO I
Objetivo
Este acordo tem com objetivo evitar o acesso ou a transferência não autorizados de tecnologias relacionadas com o lançamento de Veículos de Lançamento, Espaçonaves por meio de Veículos de Lançamento Espacial ou Veículos de Lançamento e Cargas Úteis por meio de Veículos de Lançamento a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
ARTIGO II
Definições
Para fins deste Acordo se aplicarão as seguintes definições:
1. “Espaçonaves” – quaisquer espaçonaves, grupos de espaçonaves, sistemas ou subsistemas de espaçonaves, componentes de espaçonaves (incluindo satélites, grupos de satélites, sistemas ou subsistemas de satélites e/ou componentes de satélites), e/ou motores de transferência orbital autorizados para exportação pelo Governo dos Estados Unidos da América e utilizados para executar Atividades de Lançamento.
2. “Veículos de Lançamento” – quaisquer veículos lançadores, propulsores, adaptadores com sistemas de separação, coifas para carga útil e/ou respectivos componentes que tenham sido autorizados para exportação pelo Governo dos Estados Unidos da América e utilizados para realizar Atividades de Lançamento.
3. “Cargas Úteis” – quaisquer espaçonaves, grupos de espaçonaves, sistemas ou subsistemas de espaçonaves, componentes de espaçonaves (incluindo satélites, grupos de satélites, sistemas ou subsistemas de satélites, e/ou componentes de satélite), e/ou motores de transferência orbital autorizados a serem exportados para a República Federativa do Brasil por outro governo que não o Governo dos Estados Unidos da América, para lançamento em Veículos de Lançamento Espacial a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
4. “Veículos de Lançamento Espacial” – quaisquer veículos lançadores, propulsores, adaptadores com sistemas de separação, coifas para carga útil e/ou respectivos componentes que tenham sido autorizados para exportação para a República Federativa do Brasil por um governo que não o Governo dos Estados Unidos da América para lançamento a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
5. “Equipamentos Afins” – equipamentos de apoio, itens subsidiários e respectivos componentes e peças sobressalentes que tenham sido autorizados para exportação pelo Governo dos Estados Unidos da América e necessários para realizar Atividades de Lançamento.
6. “Dados Técnicos” – informação, sob qualquer forma, incluindo a oral, que não seja publicamente disponível, necessária para o projeto, a engenharia, o desenvolvimento, a produção, o processamento, a manufatura, o uso, a operação, a revisão, o reparo, a manutenção, a modificação, o aprimoramento ou a modernização de Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins. Tal informação inclui, dentre outras, informação no formato de plantas, desenhos, fotografias, materiais de vídeo, planos, instruções, programas de computador e documentação.
7. “Atividades de Lançamento” – todas as ações relacionadas com o lançamento de Espaçonaves por meio de Veículos de Lançamento ou Veículos de Lançamento Espacial e o lançamento de Cargas Úteis por meio de Veículos de Lançamento, desde as discussões técnicas inicias até o lançamento e retorno dos Equipamentos Afins e dos Dados Técnicos da República Federativa do Brasil para os Estados Unidos da América, ou para outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América e, na eventualidade de o lançamento ter sido cancelado ou falhado, até o retorno dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, Dados Técnicos e/ou quaisquer Componentes e/ou Escombros, recuperados e identificados, de Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins para os Estados Unidos da América ou para outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América.
8. “Planos de Controle de Tecnologias” – quaisquer planos desenvolvidos por Licenciados pelo Governo dos Estados Unidos da América, em consulta com Licenciados pelo Governo da República Federativa do Brasil, os quais são aprovados pela agência ou agências competentes das Partes, antes da entrega de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, ou Equipamentos Afins no território da República Federativa do Brasil, e que delineiem as medidas de segurança a serem implementadas durante as Atividades de Lançamento, inclusive em situações de emergência.
9. “Participantes Norte-americanos” – quaisquer Licenciados pelo Governo dos Estados Unidos da América, seus contratados, subcontratados, empregados, ou agentes, quer sejam cidadãos dos Estados Unidos da América quer de outros países, ou quaisquer servidores do Governo dos Estados Unidos da América ou contratados, subcontratados, empregados, ou agentes, quer sejam cidadãos dos Estados Unidos da América quer de outros países que, em função de uma licença de exportação emitida pelos Estados Unidos da América, participem de Atividades de Lançamento, e que estejam sujeitos à jurisdição e/ou ao controle dos Estados Unidos da América.
10. “Representantes Brasileiros” – quaisquer pessoas, que não Participantes Norte- americanos, quer cidadãos da República Federativa do Brasil quer de outros países, que tenham ou possam ter acesso a Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos, e que estejam sujeitos à jurisdição e/ou ao controle da República Federativa do Brasil.
11. “Licenciados Norte-americanos” – quaisquer pessoas para as quais for(em) emitida(s) licença(s) de exportação, de acordo com as leis e regulamentos norte-americanos para exportação de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos.
12. “Licenciados Brasileiros” – quaisquer pessoas que sejam identificadas nas licenças de exportação pertinentes emitidas pelos Estados Unidos da América e que sejam autorizadas, em conformidade com as leis e regulamentos da República Federativa do Brasil, a executar Atividades de Lançamento.
ARTIGO III
Disposições Gerais
1. A República Federativa do Brasil:
A) Não permitirá o lançamento, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, de Cargas Úteis ou Veículos de Lançamento Espacial de propriedade ou sob controle de países os quais, na ocasião do lançamento, estejam sujeitos a sanções estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ou cujos governos, a juízo de qualquer das Partes, tenham dado, repetidamente, apoio a atos de terrorismo internacional.
B) Não permitirá o ingresso significativo, qualitativa ou quantitativamente, de equipamentos, tecnologias, mão-de-obra, ou recursos financeiros, no Centro de Lançamento de Alcântara, provenientes de países que não sejam Parceiros (membros) do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, exceto se de outro modo acordado entre as Partes.
C)Assegurará que nenhum Representante Brasileiro se apodere de quaisquer equipamento ou tecnologia que tenham sido importados para apoiar Atividades de Lançamento, exceto se especificado de outra maneira pelo governo do país exportador.
D)Tomará todas as medidas necessárias para assegurar que projetos relacionados às Atividades de Lançamento, ou itens importados para utilização em tais projetos, não sejam empregados para outros propósitos, exceto se acordado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o governo do país exportador.
E) Não utilizará recursos obtidos de Atividades de Lançamento em programas de aquisição, desenvolvimento, produção, teste, liberação, ou uso de foguetes ou de sistemas de veículos aéreos não tripulados (quer na República Federativa do Brasil quer em outros países). O disposto neste parágrafo não impede o uso de tais recursos para o desenvolvimento, aprimoramento ou manutenção de aeroportos, portos, linhas férreas, estradas, sistemas elétricos ou de comunicações no Centro de Lançamento de Alcântara, ou a este direcionados, que beneficiam diretamente os lançamentos de Veículos de Lançamento ou Veículos de Lançamento Espacial, a partir daquele Centro.
F) Firmará acordo juridicamente mandatórios com os outros governos que tenham jurisdição ou controle sobre entidades substancialmente envolvidas em Atividades de Lançamento. O objetivo principal e os dispositivos de tais acordos deverão ser equivalentes àqueles contidos neste Acordo, exceto no que se refere a este Artigo e se de outra forma acordado entre as Partes. Particularmente, esses acordos deverão obrigar tais outros governos a exigir de seus Licenciados que cumpram compromissos em sua essência equivalentes aos previstos nos Planos de Controle de Tecnologias, pelos quais o Governo dos Estados Unidos da América assegura que os Participantes Norte-americanos cumpram o estabelecido no parágrafo 4 do Artigo IV deste Acordo.
2. Para cada Atividade de Lançamento, as Partes deverão nomear uma entidade para supervisionar o intercâmbio de Dados Técnicos entre as autoridades operacionais brasileiras do Centro de Lançamento de Alcântara e entidades não-brasileiras envolvidas naquela Atividade de Lançamento.
3. Será intenção do Governo dos Estados Unidos da América, em consonância com as leis, regulamentos e políticas oficiais dos Estados Unidos da América, bem como os dispositivos deste Acordo, aprovar as licenças de exportação necessárias à execução de Atividades de Lançamento. Entretanto, nada neste Acordo restringirá a autoridade do Governo dos Estados Unidos da América para tomar qualquer ação com respeito ao licenciamento da exportação, de acordo com as leis, regulamentos e políticas dos Estados Unidos da América.
ARTIGO IV
Controle de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos
1. Este Acordo estabelece os procedimentos de salvaguarda de tecnologias a serem seguidos para Atividades de Lançamento, incluindo os procedimentos para controlar o acesso a Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, Dados Técnicos, e às áreas onde estejam tais itens no Centro de Lançamento de Alcântara. Este Acordo se aplicará a todas as fases das Atividades de Lançamento, incluindo as atividades em todas as instalações dos Licenciados Norte-americanos, as atividades em todas as instalações sob jurisdição e/ou controle da República Federativa do Brasil, bem como as atividades dos Representantes Brasileiros e dos Participantes Norte-americanos. Este Acordo também se aplicará a todas as fases do transporte dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos.
2. Com exceção do previsto no Artigo VI e no Artigo VIII (3) deste Acordo, ou do que tenha sido autorizado antecipadamente por meio de licenças de exportação emitidas pelo Governo dos Estados Unidos da América, ou de outra maneira autorizado antecipadamente pelo Governo dos Estados Unidos da América, o Governo da República Federativa do Brasil tomará todas as providências necessárias para prevenir o acesso desacompanhado ou não monitorando, inclusive por qualquer meio técnico, de Representantes Brasileiros a Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, Dados Técnicos e/ou às áreas restritas, referidas no parágrafo 3 deste Artigo.
3. Em qualquer Atividade de Lançamento, as Partes tomarão todas as medidas necessárias para assegurar que os Participantes Norte-americanos mantenham o controle sobre os Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos, a menos que de outra forma autorizado pelo Governo dos Estados Unidos da América. Para tal finalidade, o Governo da República Federativa do Brasil manterá disponível no Centro de Lançamento de Alcântara áreas restritas para o processamento, montagem, conexão e lançamento dos Veículos de Lançamento e Espaçonaves por Licenciados Norte-
americanos e permitirá que pessoas autorizadas pelo Governo dos Estados Unidos da América controlem o acesso a essas áreas. Os limites dessas áreas deverão ser claramente definidos.
4. Cada Parte assegurará que todas as pessoas sob a jurisdição e/ou controle do respectivo Estado que participem ou de outra maneira tenham acesso às Atividades de Lançamento acatarão os procedimentos especificados neste Acordo. O Governo dos Estados Unidos da América exigirá que os Licenciados Norte-americanos envolvidos nas Atividades de Lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara elaborem um Plano de Tecnologias, que reflita e inclua os elementos pertinentes a este Acordo. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que os Representantes Brasileiros cumprirão com as obrigações estabelecidas nos Planos de Controle de Tecnologias. O Governo dos Estados Unidos da América assegurará que os Participantes Norte-americanos cumprirão com as obrigações estabelecidas nos Planos de Controle de Tecnologias. Em caso de conflito entre os dispositivos deste Acordo e os dispositivos de qualquer Plano de Controle de Tecnologias, prevalecerão os dispositivos deste Acordo.
5. O Governo dos Estados Unidos da América envidará seus melhores esforços para assegurar a continuidade da(s) licença(s) norte-americanas com vistas ao término das Atividades de Lançamento. Se o Governo dos Estados Unidos da América concluir que qualquer dispositivo deste Acordo ou dos Planos de Controle de Tecnologias para quaisquer Atividades de Lançamento tenha sido violado, poderá suspender ou revogar qualquer (quaisquer) licença(s) de exportação relacionada(s) a tais lançamentos.
A) No caso de qualquer (quaisquer) licença(s) de exportação ser(em) suspensa(s) ou revogada(s), o Governo dos Estados Unidos da América deverá prontamente notificar o Governo da República Federativa do Brasil e explicar as razões dessa decisão.
B) Caso o Governo dos Estados Unidos da América revogue suas licenças de exportação, o Governo da República Federativa do Brasil não deverá interferir nessa decisão e, se necessário, deverá facilitar o retorno imediato aos Estados Unidos da América, ou a outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América, em conformidade com o estabelecido na licença de exportação emitida pelos Estados Unidos da América, dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos que tenham sido internados no território da República Federativa do Brasil.
6. O Governo da República Federativa do Brasil envidará seus melhores esforços para garantir a continuidade da(s) licença(s) brasileira(s) para o término das Atividades de Lançamento. Se o Governo da República Federativa do Brasil concluir que qualquer dispositivo deste Acordo ou dos Planos de Controle de Tecnologias para Atividades de Lançamento tenha sido violado, poderá suspender ou revogar qualquer (quaisquer) licença(s) relacionadas(s) a tais lançamentos.
7. No caso de qualquer (quaisquer) licença(s) ser(em) suspensa(s) ou revogada(s), o Governo da República Federativa do Brasil deverá prontamente notificar o Governo dos Estados Unidos da América e explicar as razões dessa decisão.
ARTIGO V
Dados Técnicos Autorizados para Divulgação
1. Este Acordo não permite, e o Governo dos Estados Unidos da América proibirá, que os Participantes Norte-americanos prestem qualquer assistência aos Representantes Brasileiros no concernente ao projeto, desenvolvimento,produção, operação, manutenção, modificação, aprimoramento, modernização, ou reparo de Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins, a menos que tal assistência seja autorizada pelo Governo dos Estados Unidos da América. Este Acordo não permite a divulgação de qualquer informação referente a veículos lançadores, propulsores, adaptadores com sistemas de separação, coifa para carga útil, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou componentes norte-americanos, por Participantes Norte-americanos ou qualquer pessoa sujeita àlei norte-americana, a menos que tal divulgação seja especificamente autorizada pelo Governo dos Estados Unidos da América;
2. O Governo da República Federativa do Brasil não repassará e proibirá o repasse por Representantes Brasileiros de quaisquer Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos sem prévia autorização por escrito do Governo dos Estados Unidos da América. O Governo da República Federativa do Brasil não utilizará e tomará as medidas necessárias para assegurar que os Representantes
Brasileiros não utilizem Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos para propósitos outros que não os especificados na licença de informação emitida pelos Estados Unidos da América e/ou autorização do Governo dos Estados Unidos da América para transferir informação proveniente dos Licenciados Norte-americanos aos Licenciados Brasileiros;
3. O Governo dos Estados Unidos da América tomará as medidas necessárias para que os Licenciados Norte-americanos forneçam aos Licenciados Brasileiros a informação necessária relacionada às licenças norte-americanas e/ou à autorização de repasse emitida pelo Governo dos Estados Unidos da América, incluindo informações sobre a natureza sigilosa de itens fornecidos de acordo com tal licença ou autorização. O Governo da República Federativa do Brasil tomará as medidas necessárias para assegurar que os Licenciados Brasileiros forneçam ao Governo da República Federativa do Brasil a informação acima mencionada.
ARTIGO VI
Controles de Acesso
1. Para quaisquer Atividades de Lançamento, as Partes supervisionarão e acompanharão a implementação dos Planos de Controle de Tecnologias. O Governo da República Federativa do Brasil permitirá e facilitará a supervisão e o acompanhamento das Atividades de Lançamento pelo Governo dos Estados Unidos da América. Se o Governo dos Estados Unidos da América decidir não implementar qualquer dos controles referidos neste Artigo ou no Artigo VII em circunstâncias específicas, deverá notificar o Governo da República Federativa do Brasil.
2. As Partes assegurarão que somente pessoas autorizadas pelo Governo dos Estados Unidos da América controlarão, vinte e quatro horas por dia, o acesso a Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, Dados Técnicos e às áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, bem como o transporte de equipamentos/componentes,construção/instalação, conexão/desconexão, teste e verificação, preparação para lançamento, lançamento de Veículos de Lançamento/Espaçonaves, e o retorno dos Equipamentos Afins e dos Dados Técnicos aos estados Unidos da América ou a outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América.
3. Servidores do Governo dos Estados Unidos da América que estejam presentes no Centro de Lançamento de Alcântara e estejam ligados a Atividades de Lançamento terão livre acesso, a qualquer tempo, para inspecionar Veículos de Lançamento, Espaçonaves e Equipamentos Afins nas áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3 e nas instalações exclusivamente reservadas para trabalhos com Veículos Lançadores e Espaçonaves, bem como para verificar, nessas áreas e instalações, os Dados Técnicos que sejam fornecidos pelos Licenciados Norte-americanos aos Representantes Brasileiros. O Governo dos Estados Unidos da América envidará esforços para notificar tempestivamente o Governo da República Federativa do Brasil ou Representantes Brasileiros dessas inspeções ou verificações. Tais inspeções e verificações no entanto poderão ocorrer sem prévio aviso ao Governo da República Federativa do Brasil ou aos Representantes Brasileiros. O Governo dos Estados Unidos da América terá o direito de inspecionar e monitorar, inclusive eletronicamente por meio de circuitos fechados de televisão e por outros equipamentos eletrônicos compatíveis com as condições de preparação e lançamento de Veículos de Lançamento e compatíveis com os requisitos de segurança de lançamentos: as áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, e todas as áreas definidas nos Planos de Controle de Tecnologias, onde Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos estejam localizados, inclusive a “sala limpa” para trabalhos com Espaçonaves após as Espaçonaves serem integradas aos Veículos de Lançamento. O Governo dos Estados Unidos da América terá o direito de que Participantes Norte-americanos acompanhem os Veículos de Lançamento e/ou as Espaçonaves ao longo do trajeto que os Veículos de Lançamento com as Espaçonaves a eles integradas seguirão até a plataforma de lançamento. O Governo dos Estados Unidos da América assegurará que os Licenciados Norte- americanos coordenarão com os Licenciados Brasileiros as especificações e características técnicas de quaisquer equipamentos de monitoramento eletrônico.
4. O Governo da República Federativa do Brasil dará tempestivamente informação ao Governo dos Estados Unidos da América sobre quaisquer operações que possam criar conflito entre controles de acesso e requisitos de observação especificados pelas Partes, de modo que entendimentos adequados possam ser acordados para salvaguardar Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que não serão negados aos Licenciados Norte-americanos o controle, o acesso e a monitorização das áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, e dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos e que tal controle e verificação não sejam interrompidos em momento algum.
5. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que todos os Representantes Brasileiros portem, de forma visível, crachás de identificação enquanto estiverem cumprindo atribuições relacionadas com Atividades de Lançamento. O acesso às áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, e aos locais e áreas que tenham sido especificamente reservados exclusivamente para trabalhos com Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e Equipamentos Afins será controlado pelo Governo dos Estados Unidos da América ou, como autorizado na(s) licença(s) de exportação, por Licenciados Norte-americanos, por meio de crachás que serão emitidos unicamente pelo Governo dos Estados Unidos da América ou por Licenciados Norte-americanos, se autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América, e incluirão o nome e a fotografia do portador.
6. O acesso a áreas, instalações e locais do Centro de Lançamento de Alcântara que não estejam situados nas áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, ou não estejam especialmente reservados para trabalhos exclusivamente com os Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins, serão controlados pelo Governo da República Federativa do Brasil, conforme disposto neste Acordo, e será autorizado de conformidade com informação incluída em crachás emitidos pelo Governo da República Federativa do Brasil. Em qualquer instância, na qual Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins estejam presentes em instalações ou áreas controladas pela República Federativa do Brasil, as Partes assegurarão que os Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins serão acompanhados e vigiados por Participantes Norte-americanos aprovados pelo Governo dos Estados Unidos da América.
ARTIGO VII
Procedimentos para Processamento
1. Transporte de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e de Dados Técnicos, incluindo procedimentos alfandegários.
A. Todo transporte de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e de Dados Técnicos para ou a partir do território da República Federativa do Brasil deverá ser autorizado antecipadamente pelo Governo dos Estados Unidos da América, e tais itens poderão, a critério do Governo dos Estados Unidos da América, ser acompanhados durante o transporte por agentes autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América.
B. Quaisquer Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins, e/ou Dados Técnicos transportados para ou a partir do território da República Federativa do Brasil e acondicionados apropriadamente em “containers” lacrados não serão abertos para inspeção enquanto estiverem no território da República Federativa do Brasil. O Governo dos Estados Unidos da América fornecerá às autoridades brasileiras competentes relação do conteúdo dos “containers” lacrados, acima referidos.
C. O Governo dos Estados Unidos da América exigirá dos Licenciados Norte-americanos que forneçam garantias por escrito de que os “containers” lacrados referidos no parágrafo 1.B deste Artigo não contém nenhuma carga ou equipamento não relacionado a Atividades de Lançamento.
D. Os Participantes Norte-americanos se submeterão ao controle de imigração e alfândega na República Federativa do Brasil, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelas leis e regulamentos brasileiros.
E. O Governo da República Federativa do Brasil envidará seus melhores esforços para facilitar a entrada no território da República Federativa do Brasil dos Participantes Norte-americanos envolvidos em Atividades de Lançamento, inclusive agilizando a expedição dos respectivos vistos de entrada no País.
2. Preparativos no Centro de Lançamento de Alcântara
A. O Governo da República Federativa do Brasil permitirá aos Representantes Brasileiros participarem no descarregamento de veículos transportando Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins ou Dados Técnicos e entregando “containers” lacrados nas áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, e nas áreas de preparação de Veículos de Lançamento e de Espaçonaves, somente se estas áreas estiverem sob a supervisão de Participantes Norte-americanos. O Governo da República Federativa do Brasil não permitirá o acesso de Representantes Brasileiros às áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3, ou às áreas de preparação de Veículos de Lançamento ou de Espaçonaves, em qualquer hipótese, enquanto os Veículos de Lançamento, Espaçonaves ou quaisquer Equipamentos Afins estejam sendo montados, instalados, testados, preparados, e/ou integrados, a menos que estejam acompanhados a todo o tempo por Participantes Norte-americanos ou sejam especificamente autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América.
B. As Partes permitirão somente os Participantes Norte-americanos abastecer de propelentes os Veículos de Lançamento e Espaçonaves, bem como testar Veículos de Lançamento e Espaçonaves. As Partes concordam que os Veículos de Lançamento, Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins serão acompanhados por Participantes Norte-americanos durante e após a integração de Espaçonaves aos Veículos de Lançamento e enquanto Veículos de Lançamento e/ou Espaçonaves integradas a Veículos de Lançamento estejam sendo transferidos para plataformas de lançamento.
3. Procedimentos Pós-Lançamento As Partes assegurarão que somente aos Participantes Norte-americanos será permitido desmontar Equipamentos Afins.As Partes assegurarão que tais equipamentos, juntamente com os Dados Técnicos, retornarão a locais e em veículos aprovados pelo Governo dos Estados Unidos da América, e que tais equipamentos e Dados Técnicos poderão ser acompanhados por agentes autorizados pelo Governo dos Estados Unidos da América. Equipamentos Afins e outros itens sujeitos ao controle de exportação pelos Estados Unidos da América que permaneçam no Brasil, em razão de projeto não mais vinculado às Atividades de Lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara, serão destruídos no local ou removidos da República Federativa do Brasil, a menos que de outra maneira venha a ser acordado pelas Partes.
ARTIGO VIII
Atraso, Cancelamento ou Falha de Lançamento
1. Atraso de Lançamento
Na eventualidade de atraso no lançamento, as Partes assegurarão que o acesso aos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos será monitorado por Participantes Norte-americanos. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que Participantes Norte-americanos estejam presentes se as Espaçonaves estiverem expostas ou forem removidas do Veículo de Lançamento após tais Espaçonaves terem sido integradas ao Veículo de Lançamento. As Partes assegurarão que tais Veículos de Lançamentos e Espaçonaves serão monitorados e acompanhados por Participantes Norte-americanos durante seu transporte desde a plataforma de lançamento até a área de preparação do Veículo de Lançamento e/ou Espaçonaves, onde, se necessário, os Veículos de Lançamento e/ou Espaçonaves serão reparados e aguardarão a reintegração. O disposto no Artigo VII deste Acordo será aplicado a qualquer Atividade de Lançamento subseqüente.
2. Cancelamento do Lançamento
Na eventualidade de cancelamento do lançamento, as Partes assegurarão que aos veículos participantes Norte-americanos será permitido monitorar o acesso aos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará a presença de Participantes Norte-americanos se as Espaçonaves estiverem expostas ou forem removidas dos Veículos de Lançamento, após tais Espaçonaves terem sido integradas aos Veículos de Lançamento. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que os Veículos de Lançamento e/ou Espaçonaves serão monitorados e acompanhados por Participantes Norte-americanos durante seu transporte desde a plataforma de lançamento até a área de preparação dos Veículos de Lançamento e/ou Espaçonaves, onde eles aguardarão retorno para os Estados Unidos da América, ou para outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América. As Partes assegurarão que o carregamento de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos em um veículo será monitorado por Participantes Norte-americanos e que esse veículo seja aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América.
3. Falha do Lançamento
A. Na eventualidade de falha do lançamento, o Governo da República Federativa do Brasil permitirá que Participantes Norte-americanos auxiliem na busca e recuperação de qualquer ou de todos os componentes e/ou escombros dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins, em todos os locais dos acidentes sujeitos à jurisdição ou controle da República Federativa do Brasil. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que agentes governamentais norte-americanos pertencentes a equipes de busca(s) de emergência tenham acesso ao local do acidente. Existindo razão que leve a crer que a busca e a recuperação de componentes e/ou escombros dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins afetarão interesse de um terceiro Estado, as Partes consultarão imediatamente o governo daquele Estado, no que concerne à coordenação de procedimentos para realizar as operações de busca, sem prejuízo dos direitos e obrigações de todos os estados envolvidos, em conformidade com o Direito Internacional, incluindo o disposto no Acordo sobre o Salvamento de Astronautas e Restituição de Astronautas e de Objetos Lançados ao Espaço Cósmico, datado de 22 de abril de 1968.
B. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará que uma “área de recuperação de escombros”, controlada por Participantes Norte-americanos, para armazenamento de componentes ou escombros identificados do Veículos de Lançamento, de Espaçonaves e/ou Equipamentos Afins seja reservada no Centro de Lançamento de Alcântara e/ou em outra localidade acordada pelas Partes. O acesso a esta(s) área(s) será controlado, no que couber, como estabelecido no Artigo VI deste Acordo. O Governo da República Federativa do Brasil assegurará a imediata restituição aos Participantes Norte-americanos de todos os componentes e/ou escombros identificados dos Veículos de Lançamento, Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins recuperados por Representantes Brasileiros, sem que tais componentes ou escombros sejam estudados ou fotografados de qualquer maneira.
C. O Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América acordam em autorizar os Licenciados Brasileiros e os Licenciados Norte- americanos, respectivamente, por meio de licenças ou permissões, a proporcionar, na medida em que os interesses nacionais de segurança e de política externa dos respectivos Estados o permitam, as informações necessárias para determinar a causa do acidente.
ARTIGO IX
Implementação
1. As Partes, anualmente, realizarão consultas para rever a implementação deste Acordo, com particular ênfase na identificação de qualquer adequação que possa ser necessária para manter a efetividade dos controles sobre transferência de tecnologia.
2. Qualquer controvérsia entre as Partes concernente àinterpretação e àimplementação deste Acordo será dirimida por consultas através dos canais diplomáticos.
ARTIGO X
Entrada em Vigor, Emendas e Denúncia
1. Este Acordo entrará em vigor mediante troca de notas entre as Partes, confirmando que todos os procedimentos e requisitos internos pertinentes para que este Acordo entre em vigor tenham sido observados.
2. Este Acordo poderá ser emendado por meio de acordo, por escrito, entre as Partes. Quaisquer emendas acordadas entrarão em vigor mediante troca de notas entre as partes, confirmando que todos os procedimentos e requisitos pertinentes à sua entrada em vigor tenham sido observados.
3. Este Acordo poderá ser denunciado por qualquer das Partes mediante notificação escrita à outra Parte de sua intenção de denunciá-lo. A denúncia terá efeito um ano após a data da notificação.
4. As obrigações das Partes, estabelecidas neste Acordo, concernentes à segurança, à divulgação e ao uso da informação, e à restituição aos Estados Unidos da América, ou a outro local aprovado pelo Governo dos Estados Unidos da América, de Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e/ou Dados Técnicos decorrentes de lançamento atrasado ou cancelado, ou de componentes ou escombros dos Veículos de Lançamento,Espaçonaves, e/ou Equipamentos Afins, resultantes de falha em lançamento, continuarão a ser aplicadas após a expiração ou término deste Acordo.
Em testemunho do que, os abaixo assinados, devidamente autorizados pelos respectivos Governos, firmaram este Acordo.
Feito em Brasília, em 18 de abril de 2000, em dois exemplares originais, nos idiomas português e inglês, sendo ambos os textos igualmente autênticos.
Ronaldo Sardenberg Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia PELO GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Anthony S. Harrington Embaixador dos Estados Unidos da América PELO GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Fonte: M Portal - Via Plano Brazil


A viagem da presidente Dilma Rousseff à Itália pode trazer bons frutos para a Embraer. Isso porque os italianos demonstraram interesse em adquirir o avião cargueiro KC 390, a maior aeronave produzida no país e rival direta do norte-americano Hercules.
    "É um grande avião de carga que vai substituir os Hércules [usados pela FAB], fabricados pelos Estados Unidos. Além de ser um avião de transporte de carga pesada, é um jato, o que modifica as oportunidades de transporte que ele tem", disse a mandatária.
    O KC 390 fez seu primeiro voo experimental em fevereiro deste ano e as primeiras unidades serão entregues à Força Aérea Brasileira (FAB) no segundo semestre de 2016. Ainda de acordo com informações do governo, foram desembolsados cerca de US$ 2 milhões para desenvolver a nova aeronave. O Hercules é o avião de carga favorito de diversos países do mundo e é amplamente utilizado na aviação militar há mais de 50 anos. Dilma esteve em Roma e em Milão nos dias 10 e 11 de julho e participou de reuniões com seu homólogo italiano, Sergio Mattarella, e o primeiro-ministro, Matteo Renzi. A líder ainda visitou a Expo Milão 2015 e conheceu o pavilhão brasileiro no local. (ANSA)

Do JB

O chanceler da Eslováquia, Miroslav Lajčák, em sua primeira visita oficial ao Brasil, foi recebido, nessa quarta-feira (25), pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pelo vice-presidente da República, Michel Temer.
Durante o encontro, Miroslav Lajcák manifestou o interesse do seu país de estreitar o comércio bilateral com o Brasil.
Uma das propostas em análise é a compra do cargueiro KC-390 e de outras aeronaves produzidas pela Embraer. O governo eslovaco planeja substituir, ainda em 2015, suas aeronaves de uso oficial, de fabricação russa.

http://4.bp.blogspot.com/-iqFtPxvCeck/VEaJs_ppJMI/AAAAAAAADKQ/bZ9oObgqWm8/s1600/10175072_728376617237698_4997705443411212357_n.jpg
Também foram avaliadas possibilidades de aumento do comércio e dos investimentos, o incremento da cooperação em defesa e a expansão das empresas brasileiras na Eslováquia.
“O Brasil é de longe, o principal parceiro comercial na América Latina da Eslováquia e devemos continuar a avançar para uma zona de livre comércio entre os dois países”, disse Miroslav Lajcák.
A Eslováquia é o principal destino dos investimentos brasileiros na Europa central. Em 2014, o intercâmbio comercial entre os dois países registrou valor de US$ 165,8 milhões. A pauta comercial entre os dois países está concentrada em produtos manufaturados.
O Brasil também foi um dos primeiros países a reconhecer a independência da Eslováquia, após o chamado Divórcio de Veludo, que dissolveu a Tchecoslováquia em 1º de janeiro de 1993.
No mesmo ano, a Eslováquia instalou sua Embaixada residente em Brasília. O Brasil inaugurou Embaixada em Bratislava em 2008.

Do Portal Brasil

A Indústria Naval do Ceará (Inace) iniciou em junho de 2014 projeto para desenvolvimento de sistema automático de posicionamento dinâmico. O projeto integra o edital Finep Navipeças. Segundo o engenheiro mecânico, Ronaldo Maciel, que supervisiona o projeto, atualmente está sendo executada a etapa de especificação e compra de materiais e componentes de sistema de posicionamento dinâmico, como por exemplo: sensores náuticos, propulsores e controlador programável. Já foram realizadas simulações computacionais e a modelagem do sistema. Também a programação do sistema de controle passa por fase de testes. Para a realização destas atividades, foi feita uma parceria com o Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE), que alocou dois alunos de mestrado cujos trabalhos estão relacionados ao projeto.

Do PM

http://2.bp.blogspot.com/-1bgIPntHbrQ/UrIknLp4J6I/AAAAAAAABVM/k99W9FMF-8I/s640/aa.jpgA Força Aérea Brasileira ainda estuda o projeto de arrendamento de 12 caças Gripen C/D, modelo antecessor da nova geração NG, que está sendo adquirida pela Força Aérea Brasileira (FAB). Em função do ajuste fiscal nas contas públicas, a FAB estuda também, como alternativa, antecipar o uso do simulador de voo do Gripen NG.
 “Diante da atual conjuntura de ajuste fiscal, o Comando da Aeronáutica começou a avaliar, como alternativa, a possibilidade de antecipar o simulador de voo do Gripen NG, como forma de propiciar a familiarização dos pilotos e mecânicos com a nova plataforma”, disse o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), brigadeiro Alvani Adão da Silva.
Além do treinamento dos pilotos propriamente dito, segundo Alvani, o simulador também permitirá uma melhor avaliação das potencialidades do novo caça e até a possibilidade de serem sugeridas mudanças na plataforma, no sentido de melhorar a sua performance.
Segundo o diretor da DCTA, “a desativação das aeronaves Mirage F-2000, em dezembro de 2013, fez com que o Comando da Aeronáutica adotasse a solução interina de alocar, no 1° Grupo de Defesa Aérea, aeronaves F-5 EM, como forma de preencher precariamente uma lacuna operacional, até o recebimento das aeronaves Gripen NG.
Durante o ano de 2014, o Comando da Aeronáutica iniciou as tratativas com o governo sueco com o objetivo de avaliar a possibilidade de eventualmente utilizar aeronaves Gripen C e D, a partir de 2016, com o mesmo propósito e também como forma de propiciar a familiarização dos pilotos e mecânicos com a plataforma Gripen.
Porém, diante da atual conjuntura de ajuste fiscal, o Comando da Aeronáutica está reavaliando a viabilidade do projeto em tela"

Do Valor

http://2.bp.blogspot.com/-8ka-LxTqrxY/UE6AkELbNBI/AAAAAAAABiM/B1leVQawU5c/s1600/foto_04042011232623.jpg

 As primeiras unidades exportadas do blindado militar Guarani, desenvolvido pela Iveco em parceria com o Exército do Brasil e produzido em Sete Lagoas, devem ser destinadas para o Líbano. Em um contrato firmado com a unidade italiana da fabricante, 10 unidades do veículo serão enviadas para o país do Oriente Médio. O pacote inclui ainda 70 unidades de outros modelos produzidos na Europa, segundo informações do site especializado no setor Defense News, do conglomerado de mídia norte-americano Gannett Company. Fontes do estado confirmam a informação. A expectativa é entregá-los entre 2016 e 2017. Procurada, a Iveco não se manifestou sobre o assunto até o fechamento da edição.

O contrato, de cerca de 30 milhões de euros, segundo o site, inclui 25 veículos leve multifuncional (LMV, sigla em inglês), conhecido como Lince. O jipe, produzido na fábrica italiana da Iveco, tem tração nas quatro rodas e 195 cavalos de potência. É usado por importantes exércitos europeus, como Reino Unido, Itália e Rússia. O veículo foi testado pelo Exército do Brasil para ser incluído na parceria com a Iveco, mas ainda não há definição. Outros cinco veículos de proteção média (MPV, também em inglês), usados para o transporte de tropas, também fazem parte da encomenda. O veículo pode ser adaptado para ambulância. Soma-se a esses dois 10 unidades do Guarani e outros 40 veículos fornecidos para a polícia libanesa.

O Guarani enquadra-se na classificação de viatura blindada de transporte de pessoa média de rodas (VBTP-MR), com capacidade para 11 pessoas. O aparelho é equipado com sistema anfíbio, e tração 6x6 capaz de alcançar velocidade elevada em terrenos adversos. O poder de fogo da artilharia é variável, podendo ser dotado de um canhão de 30 milímetros ou metralhadoras ponto 50 e 762. O blindado militar, segundo apurou o EM, seria transportado para a Itália para depois ser enviado ao Líbano.

Localizado em região conflituosa, o Líbano faz fronteira com a Síria e com Israel. O país tem recebido armamento financiado por outros países para contribuir no fortalecimento militar. Apoiador do regime sírio de Bashar al-Assad, o reforço militar visa ajudar tropas libanesas a impedir qualquer ofensiva do Estado Islâmico e o braço da Al-Qaeda na Síria, Frente Al-Nusra.

Mercado No lançamento da planta, há dois anos, a direção da Fiat Industrial na América Latina afirmava que havia negociação para um contrato com a Argentina para a venda de 14 unidades do Guarani. A América do Sul era apontada como principal foco de possíveis negócios da empresa. Outro alvo eram países africanos. A planta da Iveco Veículos de Defesa de Sete Lagoas – a única fora da Europa – foi inaugurada pela subsidiária do grupo Fiat em 2013. O principal contrato da fabricante é com o governo brasileiro. Ao todo, 2.044 viaturas serão entregues para o Exército até 2029, ao custo de R$ 6 bilhões. Neste ano, com o contingenciamento do Orçamentário da União, a Iveco deu férias coletivas para 250 empregados.

A retomada das exportações de veículos militares remete aos contratos bilionários assinados pela Engesa. A empresa vendeu equipamentos para mais de 20 países do Oriente Médio e da África. A dupla Urutu e Cascavel foi bastante procurada. Em nota, o Exército Brasileiro afirma não ser sua atribuição “gerenciar a questão contratual para viabilizar a comercialização do Guarani com outros países”.

Do EM

A sonda americana New Horizons, que começou a explorar Plutão para desvendar os mistérios do distante planeta anão e suas luas, acaba de fazer mais uma descoberta: grandes pontos misteriosos foram capturados, em fotos coloridas, na superfície de Plutão.
Os pontos espaçados medem, cada um, 480 quilômetros de diâmetro – o equivalente ao tamanho do estado de Missouri, nos Estados Unidos. Por conta disso, os cientistas não conseguiram detectar suas origens, mas isso pode mudar com a aproximação da sonda ao planeta, que está prevista para o dia 14 deste mês.
Assim que a New Horizons se aproximar de Plutão, a NASA também planeja estudar se há nuvens no planeta. Caso haja, elas poderão ser usadas para rastrear a velocidade e a direção dos ventos do lugar.
Além disso, a NASA divulgou que seu observatório SOFIA e pesquisadores usando telescópios confirmaram que a atmosfera de Plutão não congelou – como muitos acreditavam que aconteceria um dia, impossibilitando uma exploração mais detalhada.
"A atmosfera de Plutão está viva e bem, e não congelou na superfície," de acordo com Leslie Young, cientista adjunta do projeto New Horizons. "Estamos muito satisfeitos!", disse ela no comunicado oficial postado pela NASA em seu site.
Fonte: Info 
 

Iraque recebe seus primeiros F-16

Postado por Vinna segunda-feira, julho 13, 2015 0 comentários

O Iraque recebeu os primeiros aviões de combate americanos F-16 que servirão para reforçar o exército em sua luta contra o grupo Estado Islâmico (EI), anunciou o ministério da Defesa. "Chegam quatro F-16 à base aérea de Balad", era possível ler no site do ministério. Este anúncio foi confirmado à AFP pelos serviços do primeiro-ministro.

A entrega das aeronaves havia sido adiada por motivos de segurança, já que a base de Balad, 70 km ao norte de Bagdá, encontra-se em uma zona instável onde as forças governamentais seguem lutando contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

"Depois de anos de preparação e treinamento nos Estados Unidos, os pilotos iraquianos aterrizaram hoje a primeira esquadra iraquiana de F-16", informou Brett McGurk, subdelegado do presidente americano, Barack Obama, para a coalizão internacional que luta contra o EI. O Iraque realizou um pedido de 36 aviões de combate, mas a entrega foi atrasada pelo avanço dos jihadistas e a força aérea de Bagdá foi reforçada com aeronaves russas Sukhoi.

Do DP

Em outubro de 2014, O POVO havia adiantado o processo de investigação do MPF sobre fraude dos Relatórios Técnicos Experimentais, que proporcionariam a ofertar itens que deveriam ser blindados, mas são suscetíveis à perfurações por arma e a corrupção de militares do exército para fraudar essas autorizações.
A empresa Ser Glass, que faz blindagem de automóveis em São Paulo, é investigada pelo Ministério Público Federal, sobre a fraude na autorização para vendas de vidros blindados que não protegeriam os clientes, sendo suscetíveis a perfurações por armas de fogo. Em fevereiro passado, O POVO já havia adiantado a investigação da empresa e as denúncias de que os produtos não cumpriam os padrões exigidos.

Além das denúncias sobre a qualidade do vidro, a nova fase da investigação identificou oficiais do exército que teriam recebido propina para autorizar a Ser Glass a vender vidros blindados fraudados. A informação foi divulgada por reportagem do Fantástico, na TV Globo. 

Em outubro de 2014, O POVO, noticiou com exclusividade as investigações da Procuradoria Militar sobre autorizações dadas pelo exército para comercialização, uso de armamento e fraude na concessão de autorizações de produtos utilizados na blindagem. (Leia matéria completa)
Em 20 de fevereiro deste ano, O POVO,  atualizou a cobertura do fato, quando divulgou uma empresa investigada na operação. A denúncia tinha sido feita pelo advogado, Rubens Decoussau Tilkian. “Soube da existência de um inquérito civil no MPF de São Paulo (sede da empresa). Com base nas informações, descobri que a Ser Glass estava suspensa da Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem)”, disse Rubens, na ocasião.

O advogado descobriu que os componentes utilizados nos vidros comercializados pela TecPro, em parceria com a Ser Glass, estavam em desacordo com o Relatório Técnico Experimental (ReTEx) do Exército. No início do ano a comercialização havia sido suspensa pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, do Ministério da Defesa. 
Segundo o presidente da Abrablin, Laudenir Bracciali, as empresas que produzem, comercializam (mesmo as locadoras de veículos blindados) precisam possuir o Certificado de Registro (CR) junto ao Exército. “Sem esse documento, essas empresas funcionam irregularmente”, alerta.
As investigações apontam que a Ser Glass pagava propina a militares para que vidros fora dos padrões de qualidade fossem comercializados como regulares. Índicios apontam que 12 militares do Exército, inclusive três coronéis, estariam envolvidos no esquema. A Procuradoria de Justiça Militar abriu um inquérito para investigar a prática.

A SER Glass está no mercado há seis anos. Em 2009, foi reprovada em dois testes do Exército. Os tiros de calibre .44 perfuraram o vidro nível 3A que a empresa queria vender.

As primeiras denúncias contra a SER Glass surgiram em 2012. Nesse mesmo ano, a empresa tentou conseguir uma nova autorização, já que o Ministério Público já tinha indícios de fraude na antiga.

Dicas para o consumidor

- Checar se a empresa possui o Certificado de Registro (CR) expedido pelo Exército Brasileiro. A prática coibe as empresas irregulares

- As empresas possuem os registros de ReTEX (Relatório Técnico Experimental), que mostram se o material foi aprovado ou não pelo Exército. Solicite-o.

- Notas fiscais devem conter os itens que passaram pela blindagem, mostrando as especificações de cada um.

- Ao entregar o veículo blindado ao cliente, a empresa blindadora é obrigada a entregar um termo de responsabilidade.

- No documento devem constar os materiais empregados no processo, o nível de resistência balístico contratado.

Saiba mais

Pessoa física


O consumidor que quiser blindar seu automóvel deve apresentar RG, CPF, comprovante de residência, Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), Certidões Negativas Criminais da Justiça Federal, Estadual e Militar dos últimos cinco anos e Atestado de Antecedentes Criminais, emitido pela Polícia Civil.

Pessoa jurídica

Necessária apresentação do CNPJ e a Certidão de Antecedentes Criminais Certidão de Antecedentes dos distribuidores da Justiça Federal, Estadual e Militar de cada um dos sócios administradores ou gerentes, das comarcas onde tenham sido domiciliados nos últimos cinco anos. Fica dispensada a entrega de documentos quando os proprietários dos veículos a serem blindados forem pessoas físicas ou jurídicas já registradas no Exército.

Registro

Realizado o procedimento pela Região Militar, a blindadora deve informar ao Detran estadual. O veículo só poderá ser retirado da empresa após registro no órgão de trânsito.
Redação O POVO Online

Exército brasileiro muda comando da fiscalização de produtos controlados

Procuradoria de Justiça Militar investiga envolvimento de pelo menos 11 militares na cobrança de propina de empresas de blindagem.

 
O Exército mudou o comando da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados. Sai o general Luiz Henrique e, para o lugar dele, deve ir o coronel Ivan Ferreira Neiva Filho.
O Fantástico mostrou, no domingo (28), que a Procuradoria de Justiça Militar investiga o envolvimento de pelo menos 11 militares do Exército na cobrança de propina de empresas de blindagem, pra conceder autorização de funcionamento. Uma dessas empresas, a Ser Glass, produz vidros blindados que não passaram em testes de qualidade e, mesmo assim, conseguiu a autorização.

Do G1
 
 


Tem um besouro gigante no Palácio do Planalto.
A imagem foi publicada pelo site de vazamento de informações sigilosas WikiLeaks e faz referência a escutas clandestinas da Agência de Nacional de Segurança dos EUA no governo brasileiro ('bug', em inglês, palavra que pode ser traduzida como grampo telefônico e como besouro). O WikiLeaks publicou neste sábado (4) uma lista de brasileiros que se tornaram alvo de espionagem e tiveram seus telefones grampeados . Segundo o WikiLeaks, 29 telefones de membros do governo foram monitorados pela espionagem americana.
A revelação não é exatamente nova, mas traz detalhes sobre os nomes dos alvos de espionagem e aconteceu poucos dias depois de a presidente Dilma Rousseff se encontrar com o líder norte-americano Barack Obama na última semana, em Washington, DC. e dizer que confiava nos EUA.
Veio também poucos dias depois de Obama declarar em entrevista que os EUA veem o Brasil como uma “potência global'', e não como um país apenas com influência regional. Apesar de a declaração ter sido em ampla medida interpretada como um mero aceno de simpatia do presidente americano pelo Brasil (inclusive por este blog Brasilianismo), a revelação das informações sobre espionagem de lideranças brasileiras pelos Estados Unidos reforçam a teoria: os EUA realmente devem considerar o Brasil importante a ponto de precisar espionar o governo do país de quem sempre se declara parceiro e amigo.
Se o Brasil fosse uma “potência regional'' sem importância, talvez os americanos não tivessem se dado o trabalho de espionar o governo. Mas com grandes poderes vêm grandes responsabilidades e grandes preocupações internacionais. Se o Brasil realmente aspira a ser uma verdadeira potência internacional, ele vai ser sempre visto com suspeitas até mesmo pelo amigo que é a maior potência global, para que nunca possa se tornar uma ameaça.
É difícil imaginar que a atual revelação vá criar novos problemas para a relação entre o Brasil e os EUA. As atuais crises financeira e política do país fazem com que o governo Dilma dependa de apoio dos norte-americanos, tanto que ela deixou de lado a briga anterior durante a viagem recente.
É de se esperar também que os dois presidentes tenham tocado nesse assunto em conversa sigilosa. Mesmo que seja impossível saber o que foi acertado entre eles, é possível que os americanos tenham deixado claro que vão ajudar o Brasil, que querem que o país seja a tal “potência'', mas que está de olho, e que o Brasil precisa continuar alinhado a seus interesses – tudo especulação, claro, mas que pode fazer sentido.
A imagem do Brasil na diplomacia americana é de um amigo de longa data, mas que às vezes passa um certo tempo distante, e que pode assumir temporariamente ideias que contrastam com a dos EUA. A atual espionagem parece uma forma de os americanos perceberem que o “amigo'' tem vontade de ser uma potência e que tem potencial para crescer. Assim, eles preferem criar uma maior aproximação, mas manter os olhos (e os ouvidos espiões) bem abertos para o que este “amigo'' anda fazendo, mesmo que seja uma abordagem um tanto ilegal.
Por mais absurdo que seja saber que o país está sendo espionado, esta espionagem ajuda a confirmar que os americanos realmente reconhecem que o Brasil pelo menos tem potencial de se tornar uma grande força global.  E, se o Brasil realmente tem tanta vontade de ser uma “potência global'', tem que estar preparado para todo o jogo sujo que há por trás dos diplomáticos apertos de mão.

Fabricantes

Loading...

Zonas de Conflito

Loading...

Poder Aéreo

Loading...

Poder Naval

Loading...

Guerra Eletônica

Loading...

-

Blogged

TOP 100 MILITARY SITES

Frases

Audaces fortuna juvat - "A sorte protege os audazes" (verso da Eneida de Virgílio)
O Brasil não é um país beligerante, mas deve deter meios para defender sua soberania, caso isso seja necessário. Afinal, há de se lembrar sempre que paises não tem amigos tem interesses.

"Computadores são como bicicletas para nossa mente" - Steve Jobs

"Um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém..."Musica Só Os Loucos Sabem - Charlie Brown Jr. - Composição: Chorão/Thiago Castanho.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
“Não precisa fazer a bomba. Basta mostrar que sabe““Abrir mão de possuir armas é uma coisa, abrir mão do conhecimento de como fazê-las é outra coisa“ - Dalton Ellery Girão Barroso do IME
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
"um submarino nuclear tem muito pouco propósito a não ser que seja visto como parte de um sistema de disparo de armamento nuclear. Sem armas nucleares, é difícil entender" - Cientista indiano Prabir Purkayastha, especialista em sistemas energéticos e energia atômica
“O brasileiro é muito tranquilo. Nós dominamos a tecnologia da energia nuclear, mas ninguém aqui tem uma iniciativa para avançar nisso. Temos que avançar nisso aí. É vantagem? É, até do ponto de vista de dissuasão é"... "Nós temos que nos despertar que o Brasil para ser um país realmente forte tem que avançar nisso aí. Especialmente para fins pacíficos. E mesmo a arma nuclear utilizada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país que tem 15 mil quilômetros de fronteiras a oeste e tem um mar territorial e agora esse mar do pré-sal, de 4 milhões de metros quadrados de área”. - Vice-Presidente do Brasil, José Alencar


------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
“Nós somos contra a proliferação nuclear, nós somos signatários do tratado de não-proliferação [de armas nucleares], mas não podemos renunciar ao conhecimento científico” - Ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral


Audiência

Cotação do Hangar

Mais vistas na última semana

Marcadores

Acidente AF 447 Aero Afeganistão Africa do Sul AGRESSÃO AO BRASIL Agusta AIDC AIEA Air Race Air Tractor Aircraft For Sale Albânia Alemanha Angola Argélia Armenia Arqueologia Militar Arábia Saudita Australia Austria Avia aviação AVIAÇÃO CEARÁ aviação militar AVIC Avião Azerbaijão Bangladesh Belgica Bielorussia Biografia BLOG Boeing Bolivia Brasil Brasil Potência BRIC Brunei Bulgaria Burocracia By Vinna Cabo Verde CACMA Cazaquistão Ceará Chad Chile China CIA Ciberguerra/Cyber Attacks ciência Colirio Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Corrente do Bem Croacia Dassault De olho na Imprensa Diplomacia direito Eixo Bolivariano EMBRAER Emirados Árabes Energia Equador Eritrea ESA Eslovaquia Eslovenia Espanha Espaço Espionagem Estonia Etiopia Eurocopter Evangelho do dia Exercícios Militares F1 Falkland/Malvinas Filipinas Filme Finlândia Finmeccanica França Front Interno Férias Geopolitica Guatemala Guerra da Amazônia Guiana Guiné-Bissau HANGAR DO VINNA Hindustan Aeronautics História Hoje na História Holanda HUMOR Hungria INACE India Inglaterra Insólito Iraque Irã Islandia Israel ISS Itália Kazaquistão Kuwait Laos Lei do Abate Letonia LINKS Lituania Lockheed Luxemburgo Malasia Mali MARKETING PESSOAL MATRIX Mauritania McDonnell Douglas MiG Minustah Modelismo Moçambique MUSICA Myanmar Namibia NASA Nigeria Noruega Nova Zelândia Nuclear obituário OEA Olimpiada OMC Omã ONU opinião OTAN OVNIs Palestina/Gueto de Gaza Panamá Paquistão Petrobrás e biocombustivel Pioneiro do ar Pirataria/Tortuga Polonia Portugal Qatar Quenia Quirguistão Raytheon Recebi por e-mail Resenha Rio 2016 Romenia Rosoboronexport Russia Russian Helicopters SAAB Saúde Segurança Pública Senegal Sikorsky sinistro Star Trek Sudão Suécia São Tomé e Príncipe Tailandia Taiwan Tajiquistão tecnologia Terminator Terrorismo Turismo Turquia UNIÃO/Defesa America do Sul USA Venezuela veículo Video ww2 Yantar Zambia Zimbabwe Zona de Conflito

Salmo

Meta: Informação Livre e um Blog novo todo dia

Bem vindo, amigo visitante: Procuro atualizar o blog várias vezes por dia e este trabalho solitário é feito pensando em vocês. Financeiramente Não ganho NADA a não ser a amizade de alguns de vocês... ALGUMAS IMAGENS RETIREI DA INTERNET SEM AUTORIA. SE ALGUMA DELAS FOR PROTEGIDA POR DIREITOS AUTORAIS, A VIOLAÇÃO NÃO FOI INTENCIONAL, NESTE CASO, SE NÃO ME FOR AUTORIZADA A EXPOSIÇÃO DA MESMA, A IMAGEM SERÁ RETIRADA DO BLOG, BASTA QUE ENTREM EM CONTATO POR COMENTARIO OU EMAIL.
Vinicius Morais - Vinna

Translate

Pesquisar este blog

Carregando...

Visitas by Google - Since 02/05/2008

Nós no Face...

Videos em Destaque

Batman vs Superman: A Origem da Justiça - Trailer da Comic-Con (leg)

Links de Referência & PARCEIROS


Blog Cavok

Campo de Batalha

Cultura Aeronáutica

Alternativa Car

Fumaça Já!



Noticias Sobre Aviação

DEFESANET


Tecnologia & Defesa


Portal Rudnei Cunha

ANVFEB



Plano Brasil

Geo Política

Defesa Aérea

Estratégia Nacional de Defesa


Defesa BR

Revista ASAS


VAE VICTIS

Segurança & Defesa


Infodefensa

ANUNCIE - AQUI

archive