Os indianos vão terminar voltando atrás e comprando o Gripen!

Commodities: Falência anunciada?

Postado por Vinna segunda-feira, fevereiro 23, 2015 0 comentários

A atual queda dos preços do petróleo, atribuída em boa parte ao gás de xisto, está inserida em um movimento mais amplo de início do fim do atual ciclo de alta das commodities, o qual incluiria ainda o minério de ferro, as commodities agrícolas e até o ouro? 
Em 2007, foi constituído nos Estados Unidos um empreendimento chamado “Energy Future Holdings”, destinado à compra no Texas de termelétricas a carvão. Seus controladores investiram US$ 8 bilhões do próprio bolso e fizeram dívida de outros US$ 37 bilhões na maior operação de compra alavancada da história dos EUA.
O banco de investimento Goldman Sachs e o investidor Warren Buffett (através da holding Berkshire Hathaway), entre outros nomes famosos, investiram no negócio, tendo somente Buffett emprestado US$ 2 bilhões à EFH. Em 29 de abril de 2014, a EFH entrou com pedido de falência na Justiça americana.
A causa da falência foi a queda dos preços do gás natural nos EUA, a partir de 2008, com a revolução do “shale gas” (em português, “gás de xisto”), o que tornou as termelétricas a carvão da EFH economicamente não rentáveis. Buffett recebeu US$ 837 milhões de juros da dívida e depois a revendeu por US$ 259 milhões em 2012, tendo tido prejuízo bruto de cerca de US$ 900 milhões.
Nem Warren Buffett, conhecido por apostar em bons negócios no longo prazo, previu o alcance da revolução, já em andamento em 2007, do gás (e petróleo) de xisto nos EUA, a qual fez o preço do gás para geração elétrica cair para menos da metade naquele país entre 2008 e 2014 e, mais recentemente, tem feito despencar os preços internacionais do petróleo. Segundo a Agência Internacional de Energia, os EUA já ultrapassaram Arábia Saudita e Rússia como primeiro produtor mundial de hidrocarbonetos.
Nova realidade
Há uma série de mudanças em curso no mundo diante dessa nova realidade. Primeiro, a queda dos preços do petróleo ameaça o desenvolvimento e a lucratividade de projetos de exploração de alto custo, como no Ártico e no pré-sal brasileiro.
Segundo, a redução do custo da energia nos EUA, em conjunto com o aumento do salário médio na China e outros países asiáticos com grande oferta de mão-de-obra barata nas duas últimas décadas, está provocando uma realocação da produção industrial com destino aos EUA, sobretudo de plantas intensivas em consumo de energia, como a produção de alumínio. Os países da UE, por sua vez, parecem não estar aproveitando essa tendência, por terem investido talvez demais em fontes limpas de energia cujo custo começa a se mostrar não competitivo.
Ainda em consequência da queda dos preços do petróleo, governos de países altamente dependentes da renda petrolífera, como Venezuela e Argélia, poderão ter problemas à frente na hora de fechar suas contas orçamentárias.
Por fim, há uma mudança geopolítica em curso, com os EUA cada vez menos dependentes do petróleo do Oriente Médio, o que tende a reduzir a importância da região no tabuleiro político internacional.
Quanto à redução da dependência europeia em relação ao gás russo, mesmo que os EUA comecem a exportar gás natural liquefeito (GNL) para a Europa, ainda se trata de uma questão em aberto, devido aos custos dessa operação e ao volume do excedente exportador americano no médio prazo.
Já a questão da reprodução do “boom” do gás de xisto em outros países, apesar de, do ponto de vista geológico, isso ser possível, na prática é uma tarefa com variáveis desafiadoras. Com a tecnologia existente hoje nos EUA, há reservas de gás de xisto em grande volume na China, Argentina, Argélia, Rússia, Canadá, Brasil e outros países.

Fenômeno a ser repetido?
Mas boa parte dos analistas considera a revolução do “shale” nos EUA não só um fenômeno geológico ou tecnológico, mas também institucional, pelas seguintes razões: a) existência de grande número de empresas de petróleo independentes de pequeno e médio porte, responsáveis por cerca da metade da produção total do país; b) abundância de água (o que não ocorre, por exemplo, na China); c) existência de uma indústria financeira capaz de bancar os riscos da exploração do gás de xisto; d) nos EUA, os recursos do subsolo pertencem aos proprietários da terra, diferentemente, por exemplo, do Brasil, onde pertencem à União; e) regime fiscal altamente flexível e atrativo.
Além disso, há nos EUA quase 6 milhões do poços de petróleo já perfurados, enquanto no Brasil não chegam a 30 mil. O subsolo americano, sobretudo nas áreas de maior ocorrência do gás de xisto (Dakota do Norte e Texas), já é ampla e detalhadamente conhecido, o que torna o sucesso exploratório do gás de xisto muito alto e compatível com o rápido declínio da produtividade média dos poços.
Some-se a isso uma extensa rede de gasodutos já implantada nos EUA, em contraste com, por exemplo, a reduzida rede do Brasil. Para se ter uma ideia do atual frenesi exploratório nos EUA, só em outubro último foram lá perfurados cerca de 9.500 poços, enquanto no Brasil, no ano de 2013, esse número foi de 140.
A comparação que fizemos foi com o Brasil, mas poderia ser com a Argentina, que possui ampla reserva de gás de xisto no campo de Vaca Muerta. Os investimentos necessários à viabilização do mesmo serão certamente muito maiores, em termos de capital inicial (Capex), para não falar dos custos operacionais (Opex), do que em Dakota do Norte e no Texas.
Daí a conta a fazer sobre a viabilidade do projeto tem que ser muito diferente da feita nos EUA, isso valendo também para as bacias do Solimões, do Amazonas e do Paraná, onde, no Brasil, estima-se haver significativo volume recuperável de gás de xisto.  
Para concluir, citamos um livro do investidor americano Jim Rogers entitulado “Hot Commodities”, no qual ele demonstra o caráter cíclico dos preços das commodities ao longo dos últimos 150 anos.
Os preços são determinados pela lei da oferta e procura, caindo e desestimulando novos investimentos quando há excesso de oferta e subindo e estimulando novos projetos quando a demanda sobe além da oferta. Esse processo tem gerado ciclos de aproximadamente 15 a 20 anos, tendo o mais recente ciclo de alta começado por volta de 1999.
Então, a pergunta que deixamos em aberto é a seguinte: a atual queda dos preços do petróleo, atribuída em boa parte ao gás de xisto, está inserida num movimento mais amplo de início do fim do atual ciclo de alta das commodities, o qual incluiria ainda o minério de ferro, as commodities agrícolas e até o ouro?

Por: Carlos Serapião Jr., especial para Gazeta Russa



Malware para Android espiona até com o celular desligado.

Postado por Vinna domingo, fevereiro 22, 2015 0 comentários

Um malware criado para Android surpreendeu pesquisadores por funcionar mesmo com o aparelho aparentemente desligado. Segundo a firma de segurança digital AVG, o software malicioso capturava o processo de desligamento dos celulares e fazia parecer que ele estava sendo desligado — com a animação e o escurecimento da tela —, mas ele continuava ativo.

Dessa forma, criminosos podem controlar o smartphone de forma remota, enviando mensagens, fazendo ligações ou tirando fotos. O malware foi chamado de Android/PowerOhhHijack.A. pela AVG. Ele infecta dispositivos rodando versões anteriores ao 5.0 e que estejam “rooteados”.

Um porta-voz da AVG informou ao site Mashable que o malware já infectou cerca de 10 mil celulares, sobretudo na China, onde ele era oferecido por lojas oficiais de aplicativos locais.

As últimas atualizações do AVG são capazes de identificar o malware, mas a companhia recomenda que os usuários retirem a bateria do aparelho se realmente quiserem ter certeza que não estão sendo espionados.
Do O Globo

A direção da empresa Helibras está tentando viabilizar junto ao grupo europeu Airbus, uma sessão de testes no helicóptero Tiger para os oficiais do Grupo de Ensaios em Voo (GEA) do Comando de Aviação do Exército (CAVEX) do Brasil, incumbidos de avaliar os principais modelos de helicópteros de ataque disponíveis no mercado.
A Força Terrestre brasileira planeja adquirir 36 aeronaves de asas rotativas de ataque em três lotes de 12 unidades cada um – o primeiro no período de 2016 a 2019, conforme o estipulado pelo Plano de Obtenção de Capacidades Materiais definido pelo Plano Estratégico do Exército.

Até agora, os modelos que disputam a preferência dos militares brasileiros são o T-129 Mangusta modernizado – de desenho italiano –, o americano AH-1Z Viper (sucessor do conhecido AH-1 Super Cobra), e o russo Mi-28NE.

Em setembro do ano passado, um piloto do GEA viajou à Rússia, acompanhado do então Comandante de Operações Terrestres, general de exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas – novo comandante do Exército – e do Comandante do CAVEX, general de brigada Achilles Furlan Neto, para testar o Mi-28NE.

O grupo visitou a fábrica das aeronaves e o centro de simuladores, nas cidades de Moscou e Rontov. O relatório de análise do helicóptero russo já foi remetido pelo CAVEX para o COTER, em Brasília.

Há cerca de três semanas, a direção da Helibras obteve a autorização do CAVEX para intermediar o acesso dos oficiais do GEA ao Tiger, usado atualmente em diversos exércitos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O Airbus Tiger é um aparelho bimotor de, aproximadamente, três toneladas, capaz de se deslocar à velocidade de 315 km/h, portanto um canhão GIAT de 30mm. Sua autonomia, a plena carga (de armamento e combustível), é de 600 km.

De acordo com uma fonte do Ministério da Defesa ouvida com exclusividade pelo ForTe, os testes no Tiger dependem apenas do recebimento de uma carta convite assinada pela direção da Airbus. 

Do Surgiu

Em 31 de janeiro, a prefeitura de Changzhou anunciou, através de sua conta oficial no microblog, que uma das empresas da cidade, especializada em fabrico de cabos elétricos, tinha vencido o concurso e iria fornecer sua produção para equipar o segundo porta-aviões chinês.

Retirada mais tarde da Internet, essa informação provocou uma avalanche de comentários de especialistas e amantes de equipamento militar.

A notícia chegada de Changzhou não é foi o primeiro "vazamento" de informação sobre a construção do segundo porta-aviões chinês. Já houve vários casos do mesmo gênero, incluindo uma declaração de Wang Mingyu, dirigente comunista da província de Liaoning, que já no início do ano passado se tinha referido aos preparativos para a construção de mais dois porta-aviões.

Ora, o que é que sabemos atualmente sobre este programa e seu andamento? O segundo porta-aviões chinês levará no seu casco o número de amura 17. O navio está sendo construído no estaleiro de Dalian, de acordo com o projeto modernizado do Liaoning, com o qual terá muita similitude no aspecto exterior. As diferenças internas, ao invés, deverão ser substanciais.

É lógico supor que os chineses não vão reproduzir o grupo motopropulsor do Varyag/Liaoning, já moralmente obsoleto e, além disso, pouco confiável e trabalhoso em manutenção. Aliás, a configuração técnica do novo grupo motopropulsor ainda é desconhecida. Pode-se esperar também grandes mudanças no equipamento radioeletrônico e melhorias importantes na organização dos espaços interiores do navio.

O projeto 17 envolve, grosso modo, os mesmos recursos humanos e as mesmas empresas que construíram e aparelharam o navio do projeto anterior, o Liaoning. Portanto, o atual projeto distingue-se por uma baixa taxa de riscos técnicos e não deve ser extraordinariamente caro. Todos os possíveis erros já foram feitos e corrigidos durante a construção do Liaoning. Por isso, os chineses poderão obter, no final, um navio muito melhor do que o Liaoning ou o Admiral Kuznetsov russo.

O terceiro porta-aviões, em que os engenheiros chineses, como podemos supor, estão trabalhando a toda a velocidade, será construído em Xangai. É um projeto de nível e complexidade tecnológica totalmente diferente. Pelo pouco que sabemos, podemos julgar que o navio do projeto 18 será completamente um porta-aviões nuclear de tipo norte-americano, com catapultas eletromagnéticas e propulsor nuclear. Uma vez construído, a China se tornará indiscutivelmente a segunda nação do mundo na área de construção naval militar (pelo menos, na classe de navios de superfície).

É possível que o navio tenha o deslocamento comparável com o dos porta-aviões norte-americanos de grande porte. Além disso, terá aviões embarcados mais eficientes e versáteis, ou seja, não só caças mas também aeronaves do sistema de vigilância aérea por radares, que estão sendo desenvolvidos na China.

Durante a construção do projeto 18, os chineses não poderão contar com as soluções técnicas prontas, emprestadas do exterior. O projeto é altamente arriscado do ponto de vista técnico, e os prazos reais de sua conclusão diferirão muito dos inicialmente planejados. Portanto, não se pode excluir que no futuro o programa de porta-aviões seja submetido a certos reajustes, por exemplo, em detrimento da construção de navios adicionais do tipo Liaoning.

Por que razão cresce o número de materiais publicados sobre o navio em construção? Evidentemente, dentro em breve estaremos testemunhando o mesmo fenômeno que foi observado na mídia chinesa durante a construção do Liaoning. Nos anos anteriores à sua entrada ao serviço na Marinha chinesa, o projeto de remodelação do navio era de conhecimento comum, embora o governo chinês não emitisse a esse respeito nenhuns comentários oficiais.

Na altura, a China não fez nenhum esforço prático para esconder o fato de estar executando o programa de construção do porta-aviões e, aparentemente, não vai o esconder agora. Ao rejeitar um secretismo hermético, as autoridades preparam gradualmente a opinião pública, tanto na própria China como nos países vizinhos, para o próximo reforço da Marinha chinesa.

Ao mesmo tempo, a falta de informação oficial sobre o assunto não permite aos adversários estrangeiros da China tirar o máximo proveito do que está acontecendo para promover a tese da "ameaça chinesa". Além disso, a falta de contenção na divulgação dos projetos tecnicamente arriscados pode levar a consequências políticas desagradáveis no âmbito interno se tais projetos enfrentarem atrasos e custos adicionais (o que acontece muitas vezes).

Quanto a isso, a China consegue, portanto, evitar felizmente o erro que a Rússia às vezes comete no que concerne aos seus programas espaciais e técnico-militares.

Do Sputnik

Exercito da Ucrânia bate em retirada

Postado por Vinna sábado, fevereiro 21, 2015 0 comentários

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, partiu de avião de Kiev para "o front" na quarta-feira (18), e a TV ucraniana disse que ele afirmou a jornalistas antes de deixar a capital do país que forças do governo estão deixando a cidade sitiada de Debaltseve.
A agência AFP ouviu a mesma informação de uma autoridade policial da região.  "Estamos retirando algumas de nossas unidades", disse Ilia Kiva, subchefe da polícia regional, ao mesmo tempo que destacou que os ucranianos não abandonaram a cidade.
"Os combates nas ruas continuam. Aconteceu uma pequena batalha de tanques", completou.
"Uma parte das tropas ucranianas continua em Debaltsev, onde realiza uma operação especial', afirmou à AFP um porta-voz militar, Vladislav Seleznev. As autoridades ucranianas pediram ao Ocidente uma resposta "severa" contra a Rússia pela entrada dos rebeldes pró-Rússia em Debaltseve, que fica entre as cidades de Donetsk e de Lugansk.
A ofensiva rebelde aconteceu apesar da entrada em vigor de uma trégua no leste da Ucrânia, anunciada na semana passada por Ucrânia, Rússia, Alemanha e França. Kiev e os países ocidentais acusam a Rússia de armar os rebeldes e de ter enviado tropas a Ucrânia, mas Moscou nega.
Uma testemunha da Reuters perto da linha de frente afirmou que a artilharia atingia Debaltseve a cada cinco segundos, levantando uma fumaça preta, nesta terça-feira. Os rebeldes declararam que eles haviam capturado partes da cidade, que fica numa junção ferroviária estratégica, e que alguns soldados ucranianos haviam se rendido, mas Kiev nega.
A expectativa é que observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa tentassem chegar à cidade cercada, depois que a Alemanha disse ter acordado com os líderes da Rússia e Ucrânia para que os monitores tivessem acesso livre no leste.
No entanto, um novo chamado de Berlim pela paz e pela retirada do armamento pesado, como programado, a partir desta terça, parece não ter sido ouvido. "Não temos o direito (de parar a luta em Debaltseve). É uma questão moral. É território interno", disse Denis Pushilin, representante dos separatistas, estabelecendo o objetivo de "destruir as posições de combate do inimigo".

Do G1

O Brasil ainda merece um lugar no grupo de economias emergentes Bric mesmo após vários anos de crescimento lento, segundo Jim O’Neill, o ex-economista-chefe do Goldman Sachs Group Inc. que cunhou a sigla.
“Três anos, que é o período que o Brasil tem decepcionado, realmente não servem de base para uma conclusão como essa”, disse, quando perguntaram a ele se estava na hora de tirar o Brasil do grupo composto também pela Rússia, Índia e China.
“É claro que, se continuarem no mesmo caminho, não há garantia de que o Brasil e a Rússia continuarão sendo considerados Bric” até o fim da década, disse ele.
A presidente Dilma Rousseff promete aumentar a confiança do investidor reduzindo o déficit e freando a inflação, que está acima da meta, com a aplicação de limites aos gastos e incrementos às taxas de juros.
Os analistas consultados pelo Banco Central projetaram que as medidas provocarão uma desaceleração do crescimento em 2015 pelo segundo ano consecutivo, mas estimaram que a economia começará a se recuperar em 2016.
A expansão do Brasil em 2016 ainda ficaria atrás da observada na Índia e na China, cujas economias crescerão mais de 6 por cento cada, segundo a estimativa média dos analistas consultados pela Bloomberg.
O produto interno bruto da Rússia se expandirá menos de 1 por cento no ano que vem, após encolher em 2015, segundo a pesquisa.
Países como o Brasil estão sofrendo com a queda nos preços das commodities, que tem revelado “maus hábitos comportamentais”, como a interferência estatal na economia e a reduzida independência do Banco Central, que no governo Dilma é chefiado por Alexandre Tombini, disse O’Neill, colunista da Bloomberg View e ex-presidente do conselho da Goldman Sachs Asset Management International.
‘O problema’
“Eu dou aulas a alguns dos estrategistas brasileiros, como meu colega Tombini, do Banco Central, e eu digo a eles, vocês são mais chineses do que os chineses”, disse O’Neill, por telefone.
“Os chineses não querem mais ser chineses, e vocês acreditam que o Estado deve ser usado para tudo. E esse é o problema”.
A assessoria de imprensa presidencial não respondeu a um e-mail enviado após o horário comercial em busca de comentário sobre o papel do Estado na economia e a autonomia do BC.
Os estrategistas do Brasil precisam criar um fundo soberano de riqueza para acumular reservas quando os preços de commodities como o minério de ferro e a soja estiverem altos, disse O’Neill.
Eles também deveriam impulsionar a produtividade nos demais setores além das commodities, talvez recorrendo ao fundo soberano para investir em inovação, disse ele.
O’Neill disse que há muito tempo existe um ceticismo em relação à economia do Brasil, acrescentando que durante uma viagem ao país, em 2003, as pessoas o acusaram de colocar o Brasil ao lado da Rússia, Índia e China simplesmente para que a sigla soasse bem.
“Esta é, em parte, a razão pela qual foi tão fácil todos se apaixonarem pelo país quando viram que o Brasil estava tendo todo aquele crescimento”, disse ele. “É por isso também que foi tão fácil desapontar as pessoas” com a desaceleração da economia brasileira, disse ele.

Da Exame

Caças Gripen NG são as futuras aeronaves de combate das forças aéreas dos dois países. Expectativa é que primeiro seja entregue ao Brasil em 2019.
O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão do Comando da Aeronáutica, recebeu a visita, entre os dias 10 e 12 deste mês, da FLYGI, a autoridade militar de aeronavegabilidade da Suécia. O objetivo foi traçar planos para a certificação dos caças Gripen NG, futuras aeronaves de combate das forças aéreas dos dois países.
O IFI e o FLYGI apresentaram suas regras, regulamentos e formas de trabalho, de modo a permitir o reconhecimento mútuo de atividades relacionadas à certificação e à garantia da qualidade de produtos aeronáuticos. Foram discutidos os tópicos de um acordo bilateral a ser assinado entre as duas instituições.
“Espera-se que o acordo permita o reconhecimento mútuo das atividades e até trabalhos conjuntos entre o Brasil e a Suécia, tanto durante a certificação e produção, quanto na fase de operação das aeronaves”, explicou o assessor técnico do IFI, Tenente-Coronel José Renato de Araújo Costa. Também estiveram presentes Klas Johnson, diretor da FLYGI, e Magnus Johaness, responsável pela certificação da aeronave Gripen NG na Suécia.
A maior aproximação entre as autoridades militares de certificação dos dois países evitará repetições desnecessárias de atividades. Além disso, o acordo em negociação servirá de base para incorporar a certificação de outros projetos e aquisições, caso futuramente sejam assinados outros contratos de aquisição de aeronaves militares envolvendo as duas nações.
Caças Gripen NG
No segundo semestre de 2014, o Comando da Aeronáutica assinou com a empresa sueca SAAB o contrato para a aquisição de 36 aeronaves Gripen NG. Segundo a FAB, o primeiro caça será entregue em 2019 e o último, em 2024.
O contrato prevê ainda treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras - o que deve ser feito, segundo a Saab, ao longo de aproximadamente dez anos.
Do Portal Brasil - Fonte: Força Aérea Brasileira

Novo modelo de contratorpedeiro será elaborado a partir de 2015. O primeiro navio da série, cujo principal objetivo militar é estabelecer o domínio em zonas marítimas e oceânicas distantes, não entrará em operação antes de 2025. Destroier deve ser equipado com o sistema de míssil Kalibr e de defesa aérea Prometeu. 
O Ministério da Defesa russo aprovou as exigências táticas e técnicas para a concepção do futuro destroier, cujo programa de criação é conhecido como “Líder”. A informação foi divulgada na semana passada, com base em uma fonte de alto escalão da indústria de Defesa nacional.
O Escritório de Design do Norte (Severnoie), responsável pela criação de quase todos os grandes navios militares de superfície da frota russa, foi incumbido do desenvolvimento do projeto. A construção do primeiro de uma série de doze navios para as frotas do Norte e do Pacífico não é esperada antes de 2023.
O projeto do “Líder” não foi incluído no programa de armamento do governo para 2020, e a alocação de recursos para a construção dos contratorpedeiros poderá ser realizada apenas no âmbito do programa de construção naval, elaborado até o ano de 2050.
O principal recurso de ataque do novo contratorpedeiro será o sistema integrado de mísseis Kalibr. Exportado com o nome de Club, ele é composto por mísseis de cruzeiro antinavio e mísseis de cruzeiro 3 M -14, projetados para destruir de uma grande distância alvos importantes no interior do território inimigo – uma espécie de “braços longos” do destroier. Além disso, inclui também mísseis antissubmarinos que permitem atingir com grande eficácia vários tipos de submarinos inimigos, incluindo os submarinos com baixo nível de ruídos e não nucleares.
O complexo de ataque Onyx, com um míssil de cruzeiro supersônico, poderá se tornar o segundo “braço longo” do contratorpedeiro. Pelo fato de o Kalibr e o Onyx poderem ser utilizados a partir de um único lançador, isso confere total versatilidade e uma real capacidade de realizar tarefas múltiplas aos navios militares russos.
A versão exclusiva para navios do sistema de defesa antiaérea S-500 Prometeu, que será capaz de destruir alvos que estejam até mesmo no espaço próximo, deverá garantir ainda a proteção contra os ataques aéreos. O navio também receberá recursos de defesa aérea e defesa antimísseis de médio alcance.
No Líder também serão implantados armas de artilharia, minas e torpedos, recursos para combater os sabotadores, helicópteros e drones, bem como radares e sonares modernos que permitirão que a tripulação do destroier possa detectar quaisquer alvos no ar, na superfície da água ou embaixo d’água, até mesmo os pequenos e pouco perceptíveis, em uma faixa de dezenas ou até centenas de quilômetros.
Energia a todo custo
O ponto mais controverso do programa é a escolha da principal fonte de energia do destroier. De acordo com as informações preliminares, o Ministério da Defesa encomendou o desenvolvimento de projetos com duas variantes: turbinas a gás ou energia nuclear.
“Na fase de pesquisa e desenvolvimento, o ministério tomará a decisão definitiva de acordo com o que for mais conveniente – um destroier nuclear ou comum, ou ele pode até precisar de ambos. A última opção também é bem possível”, declarou à agência de notícias TASS uma fonte do alto escalão da indústria de defesa russa.
No atual nível de desenvolvimento da construção naval nacional, diante da difícil situação financeira e econômica e da necessidade urgente de modernização em larga escala das forças de superfície da Marinha Russa, a liderança do Ministério da Defesa tem dúvidas de que poderia construir contratorpedeiros com dois tipos de fontes de energia principal.
“A retomada da presença permanente da Marinha em águas distantes não deve provocar um rombo no orçamento russo”, disse à Gazeta Russa Oleg Vladikin, editor-executivo do suplemento “Revisão Militar Independente”, publicado semanalmente no jornal “Nezavisimaia Gazeta”.
 
Da Gazeta Russa

A Agência de Segurança Nacional dos EUA descobriu como esconder programas espiões dentro do firmware de HDs feitos por Western Digital, Seagate e Toshiba, entre outras marcas. A descoberta, que mostra um dos métodos usados pela NSA para monitorar e espionar computadores ao redor do mundo, foi feita pela Kaspersky e confirmada à Reuters por fontes próximas à agência.
A metodologia permaneceu em segredo até o começo desta semana, quando pesquisadores da empresa de segurança russa descreveram ataques feitos pelo Equation Group – um grupo “único em quase todos os aspectos de suas ações”, segundo o texto. “Eles usam ferramentas que são muito complicadas e caras de se desenvolver, de forma a infectar vítimas, colher dados e esconder as atividades de um modo incrivelmente profissional”, escreveu a companhia
Os espiões se utilizam de “implantes” – ou trojans –, alguns descobertos e nomeados pela Kaspersky, como o EquationLaser, o EquationDrug, o GrayFish e o mais curioso Fanny. Este último é capaz de mapear e “entender a topologia de redes que não podem ser alcançadas, além de executar comandos nesses sistemas isolados”.

Os malware são instalados por meio de módulos que reprogramam o firmware de discos rígidos da Samsung, da Maxtor e da Hitachi, além das outras já citadas. Dessa forma, o malware espião consegue se reinstalar mesmo que o HD seja formatado e permanece indetectável – mais ou menos como acontece no caso do BadUSB.
Para os ataques funcionarem, porém, brechas precisariam existir – e a Kaspersky detectou pelo menos sete delas, todas sem correção, usadas pelo grupo. Uma das vulnerabilidades, aliás, estava no Firefox 17, que é parte do Tor Browser Bundle.
Por estarem ligados ao firmware, os vírus também devem ser capazes de criar uma pequena partição própria, que pode ajudar até a quebrar criptografia. Segundo a Kaspersky, o GrayFish, por exemplo, começa a funcionar a partir do boot e tem a “capacidade de capturar uma senha e salvá-la nessa área escondida” – repassando depois a informação.
De acordo com a Reuters, informações relacionadas a essa campanha de espionagem já datam de 2001, e a equipe responsável por ela teria relação com a do Stuxnet, o vírus usado pela NSA “para atacar unidades de enriquecimento de Urânio no Irã”. Os alvos principais, desta vez, eram instituições militares e governamentais, empresas de telecomunicações, bancos e companhias de energia, pesquisa nuclear, mídia e ativistas islâmicos – todos de países como Irã, Rússia, Paquistão, Afeganistão, Índia e China, os mais atacados.

Da INFO

Os rebeldes pró-russos infligiram esta quarta-feira um novo revés militar a Kiev.
Centenas de soldados capitularam em Debaltseve após uma renhida batalha ainda sem informação sobre o número de vítimas.
Com a conquista da cidade, importante nó rodoviário para toda a região oriental, os separatistas completam o plano militar iniciado há dez meses.
A área controlada pelos rebeldes é relativamente homogénea, é a junção entre os territórios separatistas das regiões de Lugansk e Donetsk.
“Houve um pesado bombardeamento. Rezamos o tempo todo e despedimo-nos das nossas vidas uma centena de vezes. Eles tem uma poderosa artilharia,” diz este soldado ucraniano.
“Eu não sei, os nossos comandantes não nos disseram se era uma retirada ou apenas rotação. Só nos disseram para mudar a nossa posição, porque a nossa unidade ia ficar muito tempo sob fogo e teríamos um monte de perdas.
Em uniforme militar, o Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko falou do aeroporto de Kiev para anunciar o abandono de Debaltseve antes de partir para a zona de guerra e encontrar-se com os soldados exaustos que tiveram de fugir da cidade.
Oitenta por cento das unidades abandonaram a frente e estão à espera de comboios para serem transportadas para casa.
A ofensiva rebelde em Debaltseve foi lançada, ontem, terceiro dia da nova trégua arrancada na semana passada, após maratona de 16 horas de negociações em Minsk.
Um cessar fogo que nunca saiu do papel.

Egito e Líbia pediram nesta quarta-feira que a ONU suspenda as restrições vigentes há quatro anos a fim de que o exército líbio possa começar a receber armas para lutar contra o avanço de grupos terroristas.
Estas restrições foram impostas em 2011, quando explodiu a revolta que acabou com o regime de Muammar Kadafi, e se mantêm desde então, com algumas remodelações dos princípios originais.
Agora, a Líbia pediu à ONU permissão para armar seu exército porque, segundo advertiu seu ministro das Relações Exteriores, Mohammed al Dairi, a necessidade é "mais urgente que nunca" para poder frear o avanço do terrorismo islâmico nesse país.
"Não peço uma intervenção internacional", declarou o ministro líbio, que foi convidado a falar perante o Conselho de Segurança em uma sessão que analisou a situação nesse conturbado país.
"Trata-se de uma obrigação moral poder reforçar o exército líbio, para que possa atuar", acrescentou.
O pedido foi apoiado por Sameh Shukri, ministro das Relações Exteriores do Egito, o vizinho mais poderoso da Líbia e que na segunda-feira passada atacou várias posições das milícias extremistas vinculadas ao grupo Estado Islâmico (EI) em território líbio.
Esse ataque foi realizado um dia depois da divulgação de um vídeo com o assassinato de 21 coptas (cristãos egípcios) que viviam na Líbia, um país no qual residem meio milhão de egípcios, em sua maioria emigrantes que trabalham para empresas da nação vizinha.
Shukri pediu que "se suspendam as restrições jurídicas" para atender as necessidades de defesa do exército da Líbia "frente ao terrorismo e para conseguir a estabilidade" política nesse país.
Sua proposta inclui também medidas concretas para impedir que as milícias extremistas adquiram armas, como "um bloqueio naval" em frente às áreas da Líbia que estão fora do controle das "autoridades legítimas".
Além disso, a proposta egípcia pede que o governo da Líbia reconhecido internacionalmente possa receber ajuda de outros Estados, embora não detalhe de que tipo seria e em que condições, mas esclareceu que seria com a coordenação das autoridades desse país.
A derrocada de Kadafi gerou um caos político na Líbia, que derivou na existência de um governo surgido das eleições do último dia 25 de junho, presidido por Abdullah Al-Thani, mas que funciona provisoriamente na cidade de Tobruk, a 1.500 quilômetros da capital, Trípoli.
A capital, enquanto isso, é cenário de choques armados entre distintas milícias que disputam o poder, o que foi aproveitado por grupos radicais islâmicos para estender a luta que realizam na Síria e no Iraque.
Os dois ministros anunciaram que a Jordânia, único país árabe que atualmente é membro do Conselho de Segurança, apresentará uma resolução para que o exército da Líbia não esteja sujeito ao embargo de armas, a qual se espera seja discutida nos próximos dias pelo principal órgão de decisões da ONU.
Embora no Cairo se tivesse informado que essa resolução seria apresentada hoje perante o Conselho de Segurança, não foi assim. Por enquanto só está circulando uma minuta defendida pelo Egito e que, aparentemente, está sujeita ainda a possíveis modificações.
Após participar da reunião do Conselho de Segurança, os dois ministros detalharam alguns de seus pontos em declarações aos jornalistas, mas não esclareceram quando se levará ao conselho o projeto de resolução.
O ministro egípcio foi consultado sobre se o Cairo estava buscando o sinal verde da ONU para poder enviar tropas ao país vizinho, mas respondeu que seu governo só estava buscando a "solidariedade internacional".
Shukri esclareceu esse ponto depois do rebuliço causado na terça-feira pelas declarações do presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, que antecipou seu desejo de que o Conselho de Segurança da ONU aprove uma intervenção militar internacional na Líbia.
No começo da sessão de hoje, o espanhol Bernardino León, enviado especial da ONU para a Líbia, fez um resumo da situação nesse país, por videoconferência da Tunísia, e falou da urgente necessidade de reforçar o diálogo político para conseguir um acordo completo entre todas as partes envolvidas.
"A janela de oportunidades está se fechando", advertiu Léon. 

Do Terra

Oito anos depois, ele disse, em entrevista à BBC, que se sente “vingado” e “aliviado”, já que os dados revelados por ele finalmente vieram à tona e o escândalo vem sendo investigado em várias partes do mundo.
Segundo Falciani, estamos longe do fim da história, já que ainda há muitas informações sobre o esquema do HSBC.
Aliás, para ser bem preciso, há um milhão de bits em dados, afirma o ex-funcionário.
Ele diz que o trabalho de análise desses dados deve começar em breve e que uma grande empresa de petróleo pode ser a próxima a sentir os efeitos de um vazamento em massa de informações.
Estrelas do showbiz e traficantes
O esquema revelado por Falciani permitiu que, entre 2005 e 2007, centenas de bilhões de euros transitassem, em Genebra, por contas secretas de 106 mil clientes, entre eles, empresários, políticos, estrelas do showbizz e esportistas, mas também traficantes de drogas e armas e suspeitos de ligações com atividades terroristas.
Os documentos vazados por ele também incluem dados sobre 5,5 mil contas secretas de brasileiros, entre pessoas físicas e jurídicas, com um saldo total de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 19,5 bilhões).
A BBC teve acesso a um e-mail, obtido pelo jornal francês Le Monde, que foi enviado por Falciani em 2008 ao órgão britânico que equivale à Receita Federal no Brasil (Her Majesty’s Revenue and Customs ou HMRC), no qual ele dava detalhes do esquema.
“Mas como não obtive resposta, eu também liguei para denunciar o caso para um telefone de denúncia de evasão fiscal. Também sem sucesso.”
Ainda não está claro por que o HMRC não respondeu aos contatos do ex-funcionário do HSBC e por que levou tanto tempo para que a informações se tornasse pública.
O HSBC afirma que o banco passou por reformas e que agora há menos clientes e um controle mais rígido.
Mas para Falciani, o banco tem de ser punido de qualquer jeito.
“A punição tem que ocorrer, não importa o quão grande eles são”, diz ele, acrescentando que talvez haja centenas de outros bancos envolvidos em esquemas para ajudar os ricos e fugir do pagamento de impostos.
Segundo ele, é crucial que agências europeias, americanas e asiáticas trabalhem em conjunto para combater a corrupção em bancos.
Proteção aos informantes
As pessoas que se dispõem a denunciar esses esquemas também deveriam, segundo Falciani, receber maior proteção para que possam revelar o que sabem.
Mas seus críticos – e há muitos – dizem que é preciso ter cuidado com o informante e o acusam de ter tentado vender as informações.
Ele nega a acusação.
“Isso é mentira. É exatamente isso que eles tentam fazer, minar sua reputação, assim como a máfia faz”, disse. “Mas já está sendo provado que eu estava certo. Eu nunca pedi dinheiro em troca das informações e agora estou podendo provar isso.”
Falciani diz que enfrentou diversos problemas nos últimos sete anos, por ter vazado as informações.
Ele afirma que não tem uma casa e que viaja com o apoio de uma rede de pessoas que também estão envolvidas na luta contra o sigilo bancário.
“Foi imenso o impacto negativo que esse caso teve na minha vida, seja na pessoal ou na profissional, e também na minha reputação.”
Para ele, denunciantes tem de estar dispostos a enfrentar uma longa luta.
“Isso prova o quanto é difícil e complicado fazer denúncias como essa. Certamente, tudo isso levou muito anos mais do que eu esperava que levaria. É uma grande jornada.”



As capacidades de espionagem virtual do Irã são "boas", as da China e da Rússia "muito boas", mas nesta área a Coreia do Norte não está bem equipada, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Em uma entrevista publicada pelo site "re/code", Obama destacou a relativa fragilidade tecnológica de Pyongyang, mas ressaltou o perigo representado pelos hackers informais.
"Observem os desastres que a Coreia do Norte foi capaz de fazer, sem ser muito boa nesta área", disse o presidente americano, em uma referência ao recente ataque cibernético sofrido pelo estúdio Sony.
"Os hackers que não trabalham para um país também podem provocar muitos danos. Devemos, em consequência, melhorar nossa resposta", completou Obama.
O FBI afirma que o recente ataque cibernético contra o estúdio Sony em Hollywood, o maior já registrado contra uma empresa privada nos Estados Unidos, foi realizado por norte-coreanos. O governo de Pyongyang negou envolvimento.
Obama afirmou que tanto China como Rússia se distinguem particularmente na área da espionagem cibernética, assim como o Irã.
"Dialogamos constantemente com estes países, também sobre a questão das armas nucleares", disse.
"Nós os informamos que não é do interesse de ninguém executar ataques que podem provocar reações muito mais graves".

Do EM

Desde que tive o privilégio de assistir a palestra do Professor Adriano Benayon, tenho ficado alerta quanto aos ataques à Petrobras e a vontade de se enfraquecer o país internamente para que, por meio da compra de ações baratas, os investidores estrangeiros estão tomando posse das nossas empresas em ramos estratégicos da economia.
Friso que não sou a favor da corrupção que lá está. Mas é que a mídia comprada e as bolsas manipuladas estão fazendo despencar as ações que estão sendo adquiridas por investidores como George Soros.

Nesse sentido, encontrei um ótimo texto que consolida o entendimento de que a decadência da economia brasileira está sendo prejudicada por meio de ações duvidosas do mercado internacional. Muitas delas baseadas na mentira midiática contada milhões de vezes que acaba contaminando a maioria da população.

O Brasil não vai acabar em 2015
Há há alguns meses, e mais especialmente na época da campanha eleitoral, grassam na internet mensagens com o título genérico de "O Fim do Brasil", defendendo a estapafúrdia tese de que a nação vai quebrar nos próximos meses, que o desemprego vai aumentar, que o país voltou, do ponto de vista macroeconômico, a 1994 etc. etc. - em discursos irracionais, superficiais, boçais e inexatos.

4/2/2015, Mauro Santayana, "O fim do Brasil", Revista do Brasil
Mauro Santayana: O fim do Brasil
Na análise econômica, mais do que a onda de terrorismo antinacional em curso, amplamente disseminada pela boataria rasteira de botequim, o que interessa são os números e os fatos.

Segundo dados do Banco Mundial, o PIB do Brasil passou, em 11 anos, de US$ 504 bilhões em 2002, para US$ 2,2 trilhões em 2013. Nosso Produto Interno Bruto cresceu, portanto, em dólares, mais de 400% em dez anos, performance ultrapassada por pouquíssimas nações do mundo.

Para se ter ideia, o México, tão "cantado e decantado" pelos adeptos do terrorismo antinacional, não chegou a duplicar de PIB no período, passando de US$ 741 bilhões em 2002 para US$ 1,2 trilhão em 2013; os Estados Unidos o fizeram em menos de 80%, de pouco mais de US$ 10 trilhões para quase US$ 18 trilhões.

Em pouco mais de uma década, passamos de 0,5% do tamanho da economia norte-americana para quase 15%. Devíamos US$ 40 bilhões ao FMI, e hoje temos mais de US$ 370 bilhões em reservas internacionais. Nossa dívida líquida pública, que era de 60% há 12 anos, está em 33%. A externa fechou em 21% do PIB, em 2013, quando ela era de 41,8% em 2002. E não adianta falar que a dívida interna aumentou para pagar que devíamos lá fora, porque, como vimos, a dívida líquida caiu, com relação ao PIB, quase 50% nos últimos anos.

Em valores nominais, as vendas nos supermercados cresceram quase 9% no ano passado, segundo a Abras, associação do setor, e as do varejo, em 4,7%. O comércio está vendendo pouco? O eletrônico - as pessoas preferem cada vez mais pesquisar o que irão comprar e receber suas mercadorias sem sair de casa - cresceu 22% no ano passado, para quase US$ 18 bilhões, ou mais de R$ 50 bilhões, e o país entrou na lista dos dez maiores mercados do mundo em vendas pela internet.

Segundo o Perfil de Endividamento das Famílias Brasileiras divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o ano de 2014 fechou com uma redução do percentual de famílias endividadas na comparação com o ano anterior, de 62,5%, para 61,9%, e a porcentagem de famílias com dívidas ou contas em atraso, caiu de 21,2%, em 2013, para 19,4%, em 2014 (menor patamar desde 2010). A proporção de famílias sem condições de pagar dívidas em atraso também diminuiu, de 6,9% para 6,3%.

É esse país - que aumentou o tamanho de sua economia em quatro vezes, cortou suas dívidas pela metade, deixou de ser devedor para ser credor do Fundo Monetário Internacional e quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos, que duplicou a safra agrícola e triplicou a produção de automóveis em 11 anos, que reduziu a menos de 6% o desemprego e que, segundo consultorias estrangeiras, aumentou seu número de milionários de 130 mil em 2007 para 230 mil no ano passado, principalmente nas novas fronteiras agrícolas do Norte e do Centro-Oeste - que malucos estão dizendo que irá "quebrar" em 2015.

E se o excesso de números é monótono, basta o leitor observar a movimentação nas praças de alimentação dos shoppings, nos bares, cinemas, postos de gasolina, restaurantes e supermercados; ou as praias, de norte a sul, lotadas nas férias. E este é o retrato de um país que vai quebrar nos próximos meses?

O Brasil não vai acabar em 2015.
Mas se nada for feito para desmitificar a campanha antinacional em curso, poderemos, sim, assistir ao "fim do Brasil" como o conhecemos. A queda das ações da Petrobras e de empresas como a Vale, devido à baixa do preço do petróleo e das commodities, e também de grandes empresas ligadas, direta e indiretamente, ao setor de gás e de petróleo, devido às investigações sobre corrupção na maior empresa brasileira, poderá diminuir ainda mais o valor de empresas estratégicas nacionais, levando, não à quebra dessas empresas, mas à sua compra, a preço de "bacia das almas", por investidores e grandes grupos estrangeiros - incluídos alguns de controle estatal - que, há muito, estão esperando para aumentar sua presença no país e na área de influência de nossas grandes empresas, que se estende pela América do Sul e a América Latina.

Fosse outro o momento, e o Brasil poderia - como está fazendo a Rússia - reforçar sua presença em setores-chave da economia, como são a energia e a mineração, para comprar, com dinheiro do tesouro, a preço muito barato, ações da Petrobras e da própria Vale. Com isso, além de fazer um grande negócio, o governo brasileiro poderia, também, contribuir com a recuperação da Bolsa de Valores. Essa alternativa, no entanto, não pode sequer ser aventada, em um início de mandato em que o governo se encontra pressionado, praticamente acuado, pelas forças neoliberais que movem - aproveitando os problemas da Petrobras - cerrada campanha contra tudo que seja estatal ou de viés nacionalista.

Com isso, o país corre o risco de passar, com a entrada desenfreada de grandes grupos estrangeiros na Bolsa por meio da compra de ações de empresas brasileiras com direito a voto, e a eventual quebra ou absorção de grandes empreiteiras nacionais por concorrentes do exterior, pelo maior processo de desnacionalização de sua economia, depois da criminosa entrega de setores estratégicos a grupos de fora - alguns de capital estatal ou descaradamente financiados por seus respectivos países (como foi o caso da Espanha) nos anos 1990.

Projetos que envolvem bilhões de dólares, e mantêm os negócios de centenas de empresas e empregam milhares de brasileiros já estão sendo, também, entregues para estrangeiros, cujas grandes empresas, no quesito corrupção, como se pode ver no escândalo dos trens, em São Paulo, em nada ficam a dever às brasileiras.

Para evitar que isso aconteça, é necessário que a sociedade brasileira, por meio dos setores mais interessados - associações empresariais, pequenas empresas, sindicatos de trabalhadores, técnicos e cientistas que estão tocando grandes projetos estratégicos que poderiam cair em mãos estrangeiras -, se organize e se posicione. Grandes e pequenos investidores precisam ser estimulados a investir na Bolsa, antes que só os estrangeiros o façam.

O combate à corrupção - com a punição dos responsáveis - deve ser entendido como um meio de sanar nossas grandes empresas, e não de inviabilizá-las como instrumentos estratégicos para o desenvolvimento nacional e meio de projeção do Brasil no exterior.

É preciso que a população - especialmente os empreendedores e trabalhadores - percebam que, quanto mais se falar que o país vai mal, mais chance existe de que esse discurso antinacional e hipócrita, contamine o ambiente econômico, prejudicando os negócios e ameaçando os empregos, inclusive dos que de dizem contrários ao governo.

É legítimo que quem estiver insatisfeito combata a aliança que está no poder, mas não o destino do Brasil, e o futuro dos brasileiros. ******

Bem, essa parte grifada é exatamente o que penso sobre a real situação do Brasil. Quando a rede Globo bate tanto em uma tecla, utilizando todos os meios de comunicação que possui, para difundir um fato sobre corrupção logo pode desconfiar que interesses ocultos estão por trás.
 

Primeira unidade está prevista para 2020. Aventuroso e ilícito, o caminho de Pequim até seus próprios porta-aviões começou em 1998. Negociante envolvido relata uma história de corrupção, traição e pirataria.
Tamanho, prestígio, poderio militar: no mundo da marinha, os porta-aviões evocam todas essas associações. Não é de espantar que o líder chinês Mao Tsé-Tung já considerasse a possibilidade de construir essas embarcações em seu país.
Mas, como se trata de um tipo de armamento extremamente complexo e custoso, até 25 de setembro de 2012 a China era o único membro permanente do Conselho de Segurança da ONU sem porta-aviões condizentes com seu status.
Naquele dia, foi colocado em operação o Liaoning, com 300 metros de comprimento, velocidade de mais de 50 quilômetros por hora, 1.500 tripulantes e originalmente construído na Ucrânia.
Só através de muitos truques a Marinha da China entrou em posse do navio, originalmente batizado Varyag, como relatou recentemente o negociante Xu Zengping ao jornal South China Morning Post, de Hong Kong: uma história de corrupção, traição e álcool.
Movido a aguardente chinesa
Antes de se projetar no mundo dos negócios, Xu foi jogador de futebol profissional da Marinha, tendo, portanto, ligações estreitas com a instituição. Com o fim de contornar a resistência ucraniana a vender o Varyag para fins militares, ele fundou uma empresa de jogos de azar.
Munido da licença comercial recém-adquirida, ele voou em janeiro de 1998 para a Ucrânia, alegando a intenção de transformar o porta-aviões num cassino flutuante. Nas próprias palavras de Xu, um de seus recursos de argumentação eram os "montes de cédulas de dólar" para a diretoria do estaleiro, além de mais de 50 garrafas da mais forte aguardente chinesa.
Depois de quatro dias de negociações banhados a álcool, o acordo estava fechado: por 20 milhões de dólares o Varyag mudou de dono. Ele vinha acompanhado de 40 toneladas das próprias plantas de construção. Por via das dúvidas, Xu as enviou imediatamente para a China por terra, em oito caminhões.

Viagem acidentada
Apesar desse e de outros episódios de desconfiança, e de atrasos ditados pela crise financeira na Ásia, a transação veio acompanhada por uma boa surpresa: os sistemas de propulsão ainda estavam a bordo e intactos. Provavelmente ainda hoje o Liaoning navega com as máquinas originais ucranianas.
O trajeto para casa, por sua vez, foi longo e acidentado. A Turquia interditou a travessia do estreito do Bósforo ao porta-aviões, que ficou retido no Mar Negro. O clima político só clareou depois da visita a Ancara do então presidente chinês, Jiang Zemin.
Em 2001, o Varyag iniciou viagem: através do Mar Mediterrâneo, passando pelo estreito de Gibraltar e contornando o extremo sul da África não para Macau, mas sim direto para o nordeste da China. Segundo a revista econômica Caixin, a licença para transformação em cassino foi retirada exatamente no dia da entrada no porto de Dalian, 3 de março de 2002.
Modelo para frota chinesa
Segundo Michael Paul, do Instituto Alemão de Relações Internacionais e de Segurança (SWP, na sigla original), sediado em Berlim, a compra da embarcação militar originalmente soviética foi "enormemente importante" para a China, por representar um ganho de tempo.
Tendo o Liaoning como modelo, o primeiro porta-aviões de fabricação chinesa é aguardado para o ano de 2020. "Ao todo, esperamos uma frota de quatro porta-aviões. Isso representaria uma significativa projeção de poder, irradiando não só para a região da Ásia-Pacífico, como também para o Oceano Índico", avalia o especialista em política de segurança.
No entanto, diante do posicionamento mais agressivo de Pequim nas disputas territoriais nos mares do Sul e do Leste da China, seus vizinhos estão apreensivos, assim como os Estados Unidos.
Hegemonia americana abalada

Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA são a tradicional potência protetora e hegemônica do Pacífico Oeste, explica Michael Paul. No entanto, o relatório do fim de 2014 da americana China Economic and Security Review Commission constata objetivamente:
"A ascensão da China a potência militar de maior porte coloca em xeque décadas de dominância regional dos EUA no ar e em alto mar, na qual Washington deposita interesses substanciais de economia e segurança."
A recomendação da comissão é que, para reforçar sua presença no Pacífico, a Marinha americana não só construa novos navios, como também transfira 60% de suas frotas para a região.
No momento, porém, o Liaoning não está preparado para o combate. Bernt Berger, do Instituto de Segurança e Política de Desenvolvimento (ISDP, na sigla em inglês) sediado em Estocolmo, explica não se tratar de um porta-aviões realmente apto à mobilização militar, mas antes "um projeto de exercício, treinamento e desenvolvimento tecnológico".
Ele permite aos pilotos de combate chineses exercitarem o pouso e decolagem numa embarcação em movimento, duas das manobras militares mais difíceis de executar. Os pilotos voam com o caça J-15, apelidado "Tubarão Voador", cópia ilegal chinesa do russo Sukhoi SU-33. A China havia comprado um avião desse tipo no início do século 21 igualmente da Ucrânia.
Autor: Matthias von Hein (av) Do DW - Via O Povo

Argentina denuncia operação mundial em morte de promotor

Postado por Vinna quinta-feira, fevereiro 19, 2015 0 comentários

O chanceler argentino, Héctor Timerman, disse nesta terça-feira que a Argentina é alvo de operações de inteligência vinculadas ao conflito no Oriente Médio, às vésperas de uma marcha multitudinária da oposição em repúdio à morte do promotor Alberto Nisman, que investigava um atentando antissemita.
“O povo argentino não pode tolerar ser o teatro de operações de inteligência de fatos que são completamente alheios aos seus costumes e à sua condição de terra de redenção para milhões de perseguidos por sua etnia, religião ou política”, disse Timerman, em mensagem transmitida pela televisão, ao ler cartas enviadas aos governos de Estados Unidos e Israel.
A mobilização foi convocada para esta quarta-feira por setores judiciais que enfrentam o governo e os principais candidatos presidenciais da oposição às eleições de outubro. A marcha é celebrada um mês depois do aparecimento do corpo do promotor Alberto Nisman, com um tiro na cabeça, em seu apartamento.
Nisman acusou o Irã de ter cometido, em 1994, o atentado contra a mutual judaico-argentina AMIA, que deixou 85 mortos e 300 feridos, e quatro dias antes de sua morte misteriosa, ele tinha denunciado a presidente, Cristina Kirchner, por proteger os ex-governantes iranianos suspeitos, entre eles o ex-presidente Ali Rafsanjani.
Timerman disse que a Argentina virou alvo “de outros Estados em seus interesses geopolíticos e de uma campanha de propaganda aberta ou encoberta. Meu país repudia tais atos”.
Na carta enviada ao secretário de Estado americano, John Kerry, o chanceler disse que “a Argentina lamenta que seu governo não tenha aceitado nosso pedido de que o caso AMIA fosse incluído nas negociações com o Irã. Hoje, volto a solicitar que seja incluído”.
Os Estados Unidos, acompanhados de outras cinco potências ocidentais, mantêm conversações para evitar que o Irã desenvolva armas nucleares.
Em 2013, a Argentina assinou um acordo com o Irã para levar os ex-governantes suspeitos perante uma comissão investigadora internacional, diante da paralisia de duas décadas do caso AMIA, mas o promotor Nisman e os líderes da numerosa representação judaica se opuseram de forma enérgica.
Nisman e os líderes da comunidade judaica consideraram que Teerã não é confiável neste tipo de acordo.
Em 14 de janeiro passado, Nisman acusou Kirchner de acobertar os funcionários iraquianos em troca de petróleo, embora o óleo bruto iraniano seja inutilizável nas refinarias argentinas.
“A Argentina não tem nenhum interesse estratégico no Oriente Médio”, disse Timerman.
Nisman afirmou, ainda, em sua acusação a Kirchner, que a Argentina pediu para suspender os pedidos de captura internacional dos iranianos, mas a Interpol o desmentiu, ao afirmar que só um juiz pode fazer um pedido semelhante.
Também nesta terça-feira, o presidente boliviano, Evo Morales, saiu em defesa da colega argentina, ao afirmar que ela é alvo de um “golpe judicial”.
“O que está acontecendo na Argentina? Depois de uma tentativa de agressão econômica, mediante os chamados ‘fundos abutres’ (fundos especulativos), agora vem um golpe judicial”, disse Morales durante transmissão de um programa de rádio em que atuou como locutor na região cocalera de Chapare (centro), onde teve origem sua vida política.
AFP


O ano começa bem para a indústria militar francesa, que havia nas décadas anteriores feito investimentos consideráveis, mas vira alguns dos seus mais avançados e dispendiosos projetos a obterem uma fraca resposta no mercado internacional. Talvez o mais evidente exemplo desta realidade seja o caça Dassault Rafale, um projeto de 46 mil milhões de Euros e que havia deixado uma considerável pegada financeira nos gastos da defesa francesa. Durante décadas o governo de Paris desenvolveu esforços para vender a aeronave, cotada em cerca de 70 milhões de Euros por unidade, e apesar de boas notícias terem originalmente chegado da Índia em 2012, foi apenas agora que o primeiro cliente de exportação foi confirmado no Egito. Para além da aviação, existem notícias de venda de material naval, incluindo uma fragata moderna ao mesmo cliente, assim como da venda do navio de abastecimento Siroco, há pouco tempo dado como estando a ser estudado para a Marinha Portuguesa, mas com o Brasil a tornar-se no cliente mais provável nos últimos dias.
A célebre construtora aeronáutica Dassault foi a empresa por detrás da série de caças Mirage, muitos dos quais ainda voam em forças aéreas de todo o mundo, incluindo o Egito. Tendo feito parte do programa Eurofighter nos anos de 1980, que daria origem ao Typhoon, acabaria, devido a interferência do governo francês, a separar-se e a investir numa aeronave própria. O Rafale foi o produto deste programa próprio francês.
O novo caça entrou em serviço nas forças armadas francesas em 2001, existindo inclusive uma versão naval, operada de porta-aviões. Revelar-se-ia, contudo, uma venda difícil. O sucesso dos Mirage devera-se ao alinhamento político natural do governo francês, e à simplicidade das aeronaves, equipadas com um só motor mas capazes de grandes performances. O Rafale é uma máquina muito mais avançada, com dois motores, e cara de adquirir e operar. Não obstante, rapidamente se tornou no favorito para o programa de aquisição de caças médios na Índia, um negócio que ainda está para ser fechado, e chegou a ser anunciado como o novo caça brasileiro, antes de o governo de Brasília se decidir pelo Gripen sueco. O atual anúncio da compra de 24 Rafales pelo Egito é uma tão necessária tábua de salvação para todo o projeto, uma vez que o acumular dos custos e a falta de parceiros estava a forçar Paris a diminuir a escala da produção.
Esta compra faz parte de um pacote que inclui ainda uma fragata FREMM de última geração e mísseis para os caças egípcios, avaliado em mais de 5 mil milhões de Euros. É uma compra que contraria o domínio americano na defesa do Egito, um dos maiores utilizadores do ubíquo F-16 no mundo. É interessante notar que as forças armadas desse país já foram clientes soviéticos, e ainda utilizam grandes números de caças MiG-21. Também convém notar que os Emirados Árabes Unidos revelam grande interesse no caça francês e poderão ser o próximo cliente.
Outra venda que França tenta fazer é a do navio Siroco. Avaliado em 80 milhões de Euros, seria uma aquisição a um preço bastante aceitável, e estaria incluída numa nota recente apresentada pelo Ministro Aguiar-Branco. No entanto a Marinha Brasileira também revela interesse na mesma, e o seu peso diplomático poderia fazer a balança pender para Brasília.

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"um submarino nuclear tem muito pouco propósito a não ser que seja visto como parte de um sistema de disparo de armamento nuclear. Sem armas nucleares, é difícil entender" - Cientista indiano Prabir Purkayastha, especialista em sistemas energéticos e energia atômica
“O brasileiro é muito tranquilo. Nós dominamos a tecnologia da energia nuclear, mas ninguém aqui tem uma iniciativa para avançar nisso. Temos que avançar nisso aí. É vantagem? É, até do ponto de vista de dissuasão é"... "Nós temos que nos despertar que o Brasil para ser um país realmente forte tem que avançar nisso aí. Especialmente para fins pacíficos. E mesmo a arma nuclear utilizada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país que tem 15 mil quilômetros de fronteiras a oeste e tem um mar territorial e agora esse mar do pré-sal, de 4 milhões de metros quadrados de área”. - Vice-Presidente do Brasil, José Alencar


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“Nós somos contra a proliferação nuclear, nós somos signatários do tratado de não-proliferação [de armas nucleares], mas não podemos renunciar ao conhecimento científico” - Ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral


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