GeoEstratégia, Aviação, Defesa, História, Conflitos, dentre outras coisas...

Breaking News

domingo, maio 28, 2017

Inace lança primeiro da série de quatro rebocadores da Svitzer

By on 28.5.17
A Indústria Naval do Ceará (Inace) lançou no último dia 26 de abril o o Svitzer Zoe, primeiro de uma série de quatro rebocadores encomendados pela Svitzer. De acordo com o estaleiro, os modelos são azimutais e terão 60 toneladas de tração estática (bollard pull).

Os rebocadores têm projeto básico Robert Alan Ltd (RApport 2400) e o projeto de produção é desenvolvido pela Inace.

A Inace informa que o Svitzer Zoe está atualmente em processo de finalização e testes de cais e mar. "Em breve será entregue dentro do prazo para a Svitzer que operará em portos brasileiros", informa o estaleiro.
A embarcação foi batizada por Hatiana Ribeiro, uma das funcionárias da equipe da Svitzer.

sexta-feira, maio 26, 2017

Joint venture: China e a Rússia unem forças para construir um grande avião de passageiros

By on 26.5.17
A China e a Rússia uniram forças para construir um grande avião de passageiros, voltado a concorrer com a Airbus e a Boeing, no mais recente sinal de fortalecimento dos laços entre os dois países.
A gigante estatal Comercial Aircraft da China e a russa United Aircraft afirmaram que formarão uma aliança para construir o avião de 280 lugares, que deve entrar em operação em meados ou no fim dos anos 2020.
O acordo foi firmado em uma cerimônia em Xangai na segunda-feira, formalizando planos estabelecidos em um memorando de 2016.
A China e a Rússia vinham desenvolvendo jatos rivais, a fim de enfrentar o duopólio das duas empresas no mercado de aeronaves grandes de passageiros.
O chinês C919 voou pela primeira vez no início de maio, enquanto o russo MC-21 deve realizar seu voo inicial dentro de poucos meses. As duas aeronaves enfrentam incertezas futuras na comercialização, segundo analistas, graças à dominância da americana Boeing e da europeia Airbus e de suas vantagens técnicas, incluindo a maior eficiência no uso do combustível.
A união dos dois países ocorre para compartilhar conhecimento e recursos no desenvolvimento de uma aeronave maior, que a China chama de C929.
Além do potencial comercial, o fato representa também uma aproximação entre Pequim e Moscou, acelerada nos governos dos presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin.
"A China precisa de tecnologias militares e dos recursos energéticos da Rússia e esta necessita da ajuda financeira da China", disse Zhang Baohui, professor da Universidade Lingnan em Hong Kong.
"Eles querem redesenhar a ordem global", afirmou ele, "desenvolver uma parceria estratégica genuína para contrabalançar o poder dos EUA".
A joint venture para a fabricação da aeronave será sediada em Xangai, mas com presidente russo e gerente-geral da China, informaram os parceiros em comunicado. O avião deve ser construído na cidade chinesa.
Não foram divulgados detalhes financeiros do negócio.

Fonte: Dow Jones Newswires. - Via UOL

O taiwanês que traiu seu país para evitar uma crise nuclear e ainda não foi perdoado

By on 26.5.17
Em 1988, Taiwan tentava fabricar sua primeira bomba nuclear, mas o cientista militar Chang Hsien-yi deu fim a esses planos ao desertar para os Estados Unidos e confirmar as intenções de seu país.
Até hoje, ele insiste que teve de fazer isso para salvar Taiwan e, mesmo sendo chamado de traidor em sua terra natal, ele diz não se arrepender. "Se pudesse, faria de novo", afirma calmamente Chang, hoje com 73 anos, em sua casa no Estado de Idaho.
O ex-coronel vive em território americano desde 1988, quando fugiu para o país, um aliado de Taiwan. Esta é sua primeira grande entrevista sobre esse período.
A história pode parecer um tanto desconcertante tendo em mente a estreita relação entre as duas nações, mais foi graças a Chang que Washington descobriu que o governo taiwanês havia ordenado secretamente que seus cientistas desenvolvessem armas nucleares.
O governo comunista chinês era inimigo de Taiwan e estava fabricando seu próprio arsenal nuclear desde os anos 1960. Os taiwaneses temiam, portanto, serem atacados.
Taiwan se separou da China depois de uma guerra civil em 1949. A China continua a considerar a ilha uma província separatista e promete que haverá uma reunificação, mesmo que seja necessário usar a força.
Naquela época, a liderança da ilha atravessava uma fase incerta: seu presidente, Chiang Ching-kuo, estava morrendo, e os Estados Unidos pensavam que o general Hau Pei-tsun, a quem considerava uma figura agressiva, seria seu sucessor.
Em Washington, havia a preocupação quanto ao desenvolvimento de armas nucleares no Estreito de Taiwan, por isso o emprenho em deter as ambições da ilha e evitar um corrida armamentista regional.

Deserção

Quando Chang foi recrutado pela CIA, no início dos anos 1980, ele era subdiretor do Instituto de Pesquisa de Energia Nuclear de Taiwan, responsável pelo programa de armas nucleares. Por ser uma peça-chave nos planos do país nesta área, desfrutava de privilégios e um alto salário.
Mas ele diz que começou a se questionar de a ilha deveria ter armas desse tipo após o catastrófico acidente nuclear em Chernobyl, na antiga União Soviética, em 1986, e foi convencido pelo argumento dos americanos de que deter o programa seria "bom para a paz" e "beneficiaria a China continental e Taiwan".
"Isso foi de encontro ao que eu pensava", reflete Chang. "Mas o motivo mais importante para que aceitasse o acordo foi darem garantias quanto à minha segunça."

O passo seguinte foi retirar ele e sua família de Taiwan. Na época, militares não podiam deixar o país sem permissão. Por isso, ele primeiro se assegurou que sua mulher, Betty, e seus três filhos pequenos ficariam bem, ao mandá-los de férias para o Japão.
Betty afirma que não tinha ideia da vida dupla do marido. Só haviam falado sobre a possibilidade de ele aceitar um trabalho nos Estados Unidos. "Ele me disse que seria um teste para ver o que conseguiria levar de Taiwan e quanta bagagem seria possível embarcar", recorda-se.
Ela viajou em 8 de janeiro de 1988 com as crianças, que estavam animadas para conhecer a Disneylândia em Tóquio. No dia seguinte, Chang pegou um voo para os Estados Unidos com um passaporte falso fornecido pela CIA levando consigo apenas um pouco de dinheiro e alguns itens pessoais.
Contrariando relatos anteriores, garante que não carregava nenhum documento. "O governo americano tinha todas as evidências, só precisavam de alguém como eu para corroborar com tudo."
Enquanto isso, na capital japonesa, Betty foi abordada por uma mulher que lhe entregou uma carta de Chang. Foi neste momento que ela diz ter descoberto que seu marido era um espião da CIA e que havia desertado.

"Ela disse: 'Você nunca voltará a Taiwan. Do Japão, vai para os Estados Unidos'. Foi uma surpresa para mim. Só chorei por não poder mais voltar a Taiwan."
A família foi colocada em um avião com destino a Seattle, onde foram recebidos por Chang no aeroporto. Eles foram colocados em uma casa considerada segura no Estado de Virgínia, no sul do páis, devido ao temor de que o cientista pudesse ser assassinado por agentes taiwaneses ou patriotas extremistas.
Um mês depois, os Estados Unidos conseguiu pressionar Taiwan para dar fim ao programa, usando as informações de inteligência que havia reunido e o testemunho de Chang. Acredita-se que àquela altura o país estivesse a um ano de completar a bomba nuclear.

Perdão?

Chang permaneceu em silêncio por décadas. Mas lançou em dezembro um livro de memórias contando sua versão da história entitulado Nuclear: Espião da CIA? O registro de uma entrevista com Chang Hsien-y, escrito pelo acadêmico Chen Yi-shen. Isso trouxe de volta o debate sobre se ele fez a coisa certa.
Alguns os parabenizam por ter prevenido uma guerra nuclear. Outros avaliam que suas ações impediram que Taiwan tivesse as armas necessárias para se defender e sobreviver.
À frente do governo do país, o Partido Democrático Progressista (PDP) se opõe oficialmente ao desenvolvimento de energia e armas nucleares, mas enxerga de forma negativa o que Chang fez.

"Independentemente de quais sejam seus pontos de vista políticos, não é aceitável trair seu país, isso não pode ser perdoado", diz Wang Ting-yum oresudebre do Comitê de Assuntos Externos e Defesa do Parlamento taiwanês. Mas Chang insiste que temia que políticos de Taiwan usasse, armas anucleares para recuperar a China continental.
Afirma que Chiang Kai Shek, madrasta do falecido presidente Chiang Ching-kuo, e um dos generais leais a ela haviam inclusive estabelecido uma cadeira de comando separada para acelerar o desenvolvimento destes armamentos. "Eles diziam que não usariam, mas ninguém acreditava", diz Chang.
Ainda hoje, alerta o ex-espião, é possível que haja políticos tentados a empregar essas armas, desta vez para buscar uma independência formal de Taiwan em relação a China a qualquer custo. Mas Wang, do PDP, nega: "Não consideramos isso, sequer pensamos nisso".
Ao longo dos anos, alguns presidentes taiwaneses insinuaram seu desejo de reativar o programa nuclear da ilha, mas isso foi rapidamente anulado pelas objeções de Washington. No entanto, acredita-se que Taiwan seja capaz de fabricar armas nucleares rapidamente se for necessário. E, nos últimos anos, a China tem ameaçado atacar caso Taiwan de fato as fabrique.
Despois de sua deserção, o Exército de Taiwan qualificou Chang como um fugitivo. Mesmo depois da ordem de prisão contra ele expirar em 2000, o cientista não voltou ao país nem planeja fazê-lo. Não quer lidar com as críticas que com certeza enfrentaria nem com o impacto negativo sobre sua família.
Em 1990, os Chang foram realocados permanentemente no Estado de Idaho, onde o patriarca trabalhou como engenheiro, consultor e cientista em um laboratório do governo americano até se aposentar em 2013. Ele diz que o único revés foi não ter visto seus pais antes que falecessem.
"Não preciso estar em Taiwan para amar Taiwan. Sou taiwanês, sou chinês, não quero ver chineses de ambos os lados do Estreito de Taiwan matando uns aos outros."

Do BBC




quinta-feira, maio 25, 2017

Persuader da FAB esta chegando...

By on 25.5.17

Este é o primeiro dos três aviões de busca de salvamento que a Força Aérea Brasileira receberá nos próximos meses. Produzidos na Espanha pela Airbus CASA, o C-295MP é uma variante do turbo-hélice de transporte C-295 que já equipa a FAB – 12 exemplares substituíram os antigos De Havilland Buffalo canadenses anos atrás.

Na FAB, o novo avião ganhou a designação SC-105 e o primeiro exemplar exibe a matrícula FAB 6550, conforme mostra a imagem acima, que circula nas redes sociais. A aeronave foi flagrada em voos de testes nesta semana e deve estar próxima da entrega para o Brasil. 

Visualmente, ela se diferencia pela pintura em laranja das pontas das asas e estabilizadores além de uma faixa na fuselagem com a inscrição “SAR”, além dos equipamentos necessários para suas missões.

Os três SC-105 serão destinados ao 2º/10º Grupo de Aviação também conhecido como “Esquadrão Pelicano” e que é sediado em Campo Grande (MS). Ele conta com alguns equipamentos especializados na função SAR (Search And Rescue, Busca e Salvamento) como o radar EL/M-2022A localizado no nariz do aparelho e que pode vasculhar até 360 km em terra ou mar. 

Há também sensores ópticos e de infravermelho localizados num radome na parte inferior da fuselagem que ajudam a localizar objetos e pessoas em lugares mais fechados ou em alto-mar. Além disso, há quatro janelas em bolha (duas em cada lateral da fuselagem) destinadas aos tripulantes observadores, que monitoram visualmente o perímetro voado.

De acordo com a FAB, o primeiro SC-105 chegará ao Brasil em junho, conforme dito ao Airway em setembro do ano passado. Além do novo turbo-hélice, a FAB conta ainda com os P-3 Orion e futuramente terá unidades do KC-390 para dividir essa função do ‘Persuader’, nome oficial da aeronave.

Do Airway

quarta-feira, maio 24, 2017

Venezuela possui 5 mil mísseis IGLA

By on 24.5.17
A Venezuela possui 5 mil mísseis terra-ar do tipo MANPADS fabricados na Rússia, de acordo com um documento militar analisado pela Reuters. De acordo com a agência, esse é o maior estoque conhecido na América Latina e uma fonte de preocupação para as autoridades dos Estados Unidos em um momento de tumulto crescente no país produtor de petróleo.
O governo socialista da Venezuela usa há tempos a ameaça de uma invasão "imperialista" dos Estados Unidos para justificar um reforço no armamento. Grande parte do arsenal foi obtido da Rússia pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, que ficou no poder de 1999 até sua morte em 2013.
Os mísseis que podem ser operados por uma única pessoa, já que são lançados apoiados no ombro, representam uma ameaça séria a aeronaves comerciais e militares.
Especialistas em armamento dizem que há tempos se teme que as armas possam ser roubadas, vendidas ou de alguma maneira direcionadas a mãos erradas, uma preocupação exacerbada pelos confrontos civis em curso na Venezuela e pela crise econômica que abala a nação produtora de petróleo.
De acordo com uma apresentação militar venezuelana testemunhada pela Reuters, o país sul-americano tem 5 mil mísseis SA-24 do tipo sistema de defesa aérea de uso portátil (MANPADS, na sigla em inglês), também conhecidos como Igla-S.
O documento visto pela Reuters oferece o relato mais completo até o momento do arsenal de armas. Registros públicos de armas confirmam o grosso dos números vistos na apresentação militar.
O governo da Venezuela e autoridades militares não responderam a pedidos de comentário sobre a informação. 

Do G1

terça-feira, maio 23, 2017

Trump assina contrato de 110 bilhões de dólares para venda de armas à Arábia Saudita

By on 23.5.17
Para um presidente que não gosta de viagens longas e cuja campanha eleitoral foi marcada pela retórica anti-islâmica, aterrissar uma bela manhã na Arábia Saudita não parece ser o melhor começo. Mas Donald Trump chegou neste sábado a Riad, no Marrocos, para fazer a única coisa que sabe: discutir negócios e fechar acordos. Poucas horas depois de desembarcar, assinou o maior contrato de venda de armas da história norte-americana, num valor de 110 bilhões de dólares (358 bilhões de reais) para modernizar o segundo Exército mais bem equipado do Oriente Médio, atrás do de Israel. No início da sua primeira grande viagem internacional como presidente – na qual, além da Arábia Saudita, visitará também Israel, Palestina, Vaticano, Bélgica (sede da UE e da OTAN) e Itália (cúpula do G7) –, o mandatário republicano se dispõe a estreitar as relações de Washington com a dinastia dos Saud, com as monarquias do Golfo e com os cerca de 50 países muçulmanos sunitas, aos quais enviará no domingo uma mensagem de unidade contra o jihadismo e a expansão político-militar do Irã xiita.

De bengala, o rei Salman, de 81 anos, recebeu efusivamente o casal presidencial junto à escadaria do avião Air Force One. As imagens do canal Al Jazira mostraram o monarca saudita apertando a mão de Trump e da sua esposa, Melania, que tinha a cabeça descoberta, como fizeram recentemente a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, durante visitas ao reino conservador. Há dois anos, entretanto, Trump criticou pelo Twitter a então primeira-dama Michelle Obama por não usar o véu islâmico em circunstâncias similares. A deste sábado foi uma recepção com tapete vermelho oficial e grande pompa, bandeiras norte-americanas ladeando a rota do aeroporto por avenidas vazias, decoradas com fotos do monarca saudita e do presidente norte-americano com o lema “Juntos, nós triunfamos”. A participação popular foi escassa.
O presidente viaja acompanhado também da sua filha Ivanka, igualmente com a cabeça descoberta, e por seu genro Jared Kushner, a quem a imprensa norte-americana atribui um papel chave na mediação para fechar o contrato com as principais companhias de armamentos dos EUA. Também o acompanham o secretário de Estado, Rex Tillerson, e Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, entre outros altos funcionários da Administração.
A Arábia Saudita demonstrou entusiasmo em reeditar a aliança selada com Washington desde a Segunda Guerra Mundial, superando um período de desconfiança durante o mandato de Barack Obama, recebido há um ano com extrema frieza em sua última visita. O Exército do reino, que conta com 227.000 soldados, é o quarto maior comprador de armas do mundo, com um gasto de 63,7 bilhões de dólares em 2016, segundo o Instituto Internacional de Estocolmo para a Pesquisa da Paz (SIPRI, na sigla em inglês). A hegemonia da sua Força Aérea no Golfo se baseia precisamente na superioridade dos caças F-15 de fabricação norte-americana, que serão reforçados agora com a aquisição de 84 F-15 SA, a versão mais moderna do caça-bombardeiro, assim como de 150 helicópteros Black Hawk Apache e de sistemas de mísseis.
“O contrato de material e serviços de defesa referenda nosso antigo apoio à segurança da Arábia Saudita e do Golfo perante as ameaças iranianas e contribui para incrementar a luta antiterrorista saudita na região de modo a liberar a carga que recai sobre as tropas dos EUA”, destacou um porta-voz da Casa Branca citado pela agência France Presse.
No plano civil, Riad assinou acordos comerciais com duas dezenas de empresas norte-americanas, como Boeing e Citibank, que pela primeira vez poderão controlar 100% do capital de seu investimento no país árabe. A companhia General Electrics anunciou contratos no valor de 15 bilhões de dólares (48,8 bilhões de reais) no marco do programa saudita de diversificação da sua economia, predominantemente dependente do petróleo.
À margem da consolidação da relação bilateral com Riad – que ganha com essa visita o aval de Trump como maior eminência no mundo islâmico, da África à Ásia –, o presidente aspira a reconstruir no domingo as pontes dos EUA com mais de 1,2 bilhão de muçulmanos de todo o planeta. Com sua mensagem na capital saudita, empreenderá uma radical guinada revisionista na estratégia de seu antecessor na Casa Branca.
O discurso de Barack Obama no Cairo insistindo nas reformas democráticas, em 2009, e o acordo nuclear com Teerã para tentar promover a estabilidade na região, em 2015, vão se permutar previsivelmente em um auto de fé de reconhecimento das autocracias que regem a vida de quase um quinto da humanidade, e numa ampla frente de rechaço ao desafio expansionista iraniano na Síria e no Iêmen. “Vou falar com os líderes dos países islâmicos para insistir com eles para combaterem o ódio e o extremismo e impulsionarem um futuro pacífico para sua religião”, disse o presidente antes de iniciar sua viagem, deixando para trás o discurso político da campanha eleitoral, quando chegou a propor que todos os muçulmanos fossem proibidos de entrar nos EUA.
“Ele pedirá aos nossos sócios que deem passos decididos para enfrentar o Estado Islâmico, a Al Qaeda e quem mais perpetuar o caos e a violência que golpeiam o mundo islâmico e além”, acrescentou seu assessor de Segurança Nacional, Hebert Raymond McMaster. “Será um discurso que pretende nos unir contra os inimigos de todas as civilizações e mostrar nosso compromisso com os aliados muçulmanos”, enfatizou o ex-general McMaster, um militar respeitado por sua visão intelectual e que rejeita a islamofobia.
A mensagem dessa que já foi batizada como a grande cúpula do mundo islâmico com os EUA se dirige acima de tudo à luta contra o jihadismo. Trump quer deixar claro que derrotar o Estado Islâmico é a prioridade máxima da sua política internacional. Para isso, proporá ajuda financeira, militar e de inteligência às forças que combaterem o EI em campo. O Governo saudita inaugurará durante a vista do mandatário um observatório digital das atividades jihadistas, com o objetivo de rebater sua guerra ideológica e a captação de combatentes e ativistas na Internet.
Mas essa mesma estratégia de cooperação terá também a função de frear a expansão militar do Irã e de suas tropas xiitas aliadas na região, como o grupo libanês Hezbollah na guerra da Síria (320.000 mortos, 145.000 desaparecidos, cinco milhões de refugiados...) e a rebelião Huthi no Iêmen (10.000 mortos, fome, epidemias...), respaldada por Teerã e combatida por Riad e seus aliados. Paralelamente a esses encontros, terá lugar um fórum sobre a luta contra o terrorismo e o extremismo, patrocinado pela coalizão militar islâmica antiterrorista, criada em 2015.
Em Riad, epicentro da rigorosa tradição muçulmana wahabita, do rigor religioso de onde o extremismo brotou, a chegada de Trump e seu séquito propiciou um espetáculo incomum. O cantor de country Toby Keith atuará na noite deste sábado junto ao músico saudita Rabeh Sager, diante de uma plateia exclusivamente masculina e adulta na capital do reino. Keith é conhecido por suas letras nacionalistas, nas quais elogia a missão das tropas norte-americanas no Afeganistão e Iraque, e pelos temas nos quais menciona as delícias do álcool nos bares que ele frequenta no Meio Oeste dos EUA.



segunda-feira, maio 22, 2017

Quatro meses depois, FAB não dá detalhes de investigação sobre queda de avião de Teori

By on 22.5.17
Durante o turbilhão de manifestações nas redes sociais que sucedeu a revelação de diálogos comprometedores envolvendo o presidente Michel Temer, chamou a atenção o desabafo feito pelo advogado Francisco Prehn Zavascki, filho do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, morto na queda de um avião no litoral fluminense em janeiro deste ano.

Ao criticar o PMDB por tentar barrar a Operação Lava-Jato "a qualquer custo", o advogado afirmou: "não tenho como não pensar que não mandaram matar meu pai". "Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo?", questionou em um post no Facebook, que foi apagado logo depois.
Passados quatro meses da queda do avião, a Força Aérea Brasileira mantém sigilo sobre a apuração das causas do acidente, conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

De acordo com o piloto e escritor Ivan Sant'Anna, estudioso em desastres aéreos, o anúncio da conclusão da investigação deve se estender por até dois anos.
— Essa demora é normal. Seria irresponsabilidade da Aeronáutica divulgar um laudo antecipado — afirma Sant'Anna.
Para ele, o acidente foi provocado por falha humana, possivelmente por uma desorientação espacial do piloto, que não teria percebido a distância que estava da água quando se aproximava da pista do aeroporto de Paraty. O King Air, um bimotor com capacidade para oito pessoas, caiu ao bater com uma das asas no mar. Além de Teori, então relator da Operação Lava-Jato no STF, morreram mais quatro pessoas.
Análise preliminar de áudio coletado do gravador de voz da cabine do bimotor não apontou anormalidade nos mecanismos da aeronave, segundo revelou um exame inicial do Cenipa, em fevereiro. Zero Hora encaminhou e-mail ao Cenipa, solicitando novas informações, mas não obteve resposta.

Terá sido virus? Nasa vai substituir computador que controla sistemas importantes e apresentou defeito neste sábado.

By on 22.5.17
Uma dupla de astronautas vai se aventurar do lado de fora da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta terça-feira (23) em uma caminhada espacial de emergência para substituir um computador que apresentou defeito neste sábado. 

Trata-se de um dos dois computadores que controlam sistemas importantes da estação, como radiadores, painéis solares e circuitos de refrigeração.
Desde sábado, a estação espacial está dependente de um sistema de backup. A tripulação atual do laboratório orbital, composta por cinco membros dos Estados Unidos, França e Rússia, não está em perigo, segundo a Nasa.
A atual comandante da estação, Peggy Whitson, e o engenheiro de voo Jack Fischer serão os responsáveis pela tarefa, que deve durar duas horas. Neste domingo, Whitson testou o equipamento que substituirá o computador defeituoso, que foi instalado no dia 30 de março.
A última caminhada espacial de emergência ocorreu em dezembro de 2015, quando dois astronautas americanos deixaram a estação para liberar os freios de um braço robótico.
A Estação Espacial Internacional é ocupada por uma tripulação rotativa composta de astronautas e cosmonautas e serve como um laboratório de pesquisa para biologia, ciência de materiais e experimentos de física, além de servir para observações astronômicas e sensoriamento remoto da Terra.
A estação, operada por 15 países, voa a cerca de 400 km acima da Terra e orbita o planeta a cada 90 minutos. Desde 2000, o laboratório orbital esteve constantemente tripulado. 

Do G1

sexta-feira, maio 19, 2017

Motores a jato a plasma permitirão o voo direto ao espaço

By on 19.5.17
Esqueça os motores a jato e seus combustíveis usuais, pois estamos no limiar das aeronaves que poderão fazer voos diretos do solo até a fronteira do espaço, utilizando apenas o ar e a energia elétrica.

Os motores a jato tradicionais criam empuxo ao mesclar ar comprimido com combustível e promovendo sua combustão, A mistura, ao queimar, expande rapidamente e é expelida violentamente pelo duto de descarga, impulsionando o conjunto para frente.

Em lugar do combustível, os motores à plasma usam a energia elétrica para gerar campos eletromagnéticos que comprimem e provocam a transformação de um gás como o argônio em um plasma – um estado ionizado, denso e quente, semelhante àquele encontrado no interior de um reator a fusão ou mesmo uma estrela.    

Motores a plasma tem permanecido confinados em laboratórios por mais de uma década e sua pesquisa tem sido limitada principalmente a sua utilização como propulsores de satélites, uma vez no espaço. Berkant Göksel, da Universidade Técnica de Berlim e sua equipe, querem incorporar motores à plasma em aviões.

“Queremos desenvolver um sistema que possa operar acima de uma altitude de 30 km, inviável para os motores a jato. Poderíamos transportar passageiros até e além dos limites da atmosfera”.

O desafio é desenvolver um motor de propulsão a plasma de aspiração natural que poderia ser utilizado tanto para a decolagem quanto para o voo a grandes altitudes. Estes motores são geralmente projetados para operar em ar rarefeito, próprio da alta atmosfera, onde teriam de transportar um suprimento de gás.

Agora, a equipe de Göksel testou um motor que opera com ar à pressão de uma atmosfera. “Somos os primeiros a jatos à plasma, velozes e potentes em nível do mar” diz Göksel. Estes jatos podem atingir velocidades de 20 km/seg.

A equipe utilizou um fluxo rápido de descargas elétricas de nano-segundos para dar ignição à mistura propulsiva. Uma técnica semelhante é empregada em motores a combustão de pulsos de detonação, tornando-os mais eficientes que os motores a combustão convencionais.

“É a primeira vez que a detonação de pulso é aplicada a propulsores à plasma. Ela poderia ampliar sensivelmente o alcance de qualquer aeronave, baixando ainda seu custo operacional”. 

Göksel estima que entre 100 e 1.000 unidades propulsoras seriam necessárias para um avião leve. “A maior limitação continua sendo a falta de baterias leves pois o plasma exige um grande volume de energia para seu funcionamento contínuo, incluindo a instalação de uma central geradora, impossível de incorporar a um avião com a tecnologia existente atualmente” afirma Dan Lev, do Instituto de Tecnologia Technion - Israel.

De: Aeromagazine

quinta-feira, maio 04, 2017

Astronautas da NASA afirmam que alienígenas existem e visitam a Terra

By on 4.5.17
Aqueles que acreditam em alienígenas geralmente são taxados como teóricos da conspiração.

Porém, existem um grupo de astronautas da NASA que acredita em extraterrestres e ainda afirma que eles visitam a Terra.Mais precisamente, são quatro astronautas que se tornaram reconhecidos por sua visão aberta sobre os alienígenas. Conheça agora esses quatro astronautas que acreditam na existência de vida extraterrestre.

Edgar Mitchell
Ele foi a sexta pessoa a pisar na Lua em 1971, após ter embarcado na missão Apollo 14. Ele teve uma grande epifania espiritual no caminho que fez voltando da Lua, e a partir daí, passou a vida tentando provar a existência da vida extraterrestre. Segundo Mitchell, os alienígenas salvaram a Terra de uma guerra nuclear, e o Vaticano está escondendo o conhecimento de uma raça extraterrestre que estaria tentando compartilhar o segredo de uma nova fonte de energia com os humanos.
Ainda de acordo com o astronauta, os extraterrestres podem ser vistos frequentemente em cima de ogivas nucleares e já impediram o lançamento de armas nucleares durante a Guerra Fria. Ele também acredita que o governo norte-americano está encobrindo o Caso Roswell, quando um suposto disco voador caiu na cidade do Novo México.
A razão para a negação é que eles não sabiam se [os alienígenas] eram hostis e não queriam que os soviéticos soubessem, então inventaram uma enorme e complexa mentira para encobrir o caso”, disse ele. Mitchell faleceu em fevereiro de 2016, um dia antes de completar 45 anos que ele desembarcou na Lua.
Gordon Cooper
Gordon Cooper fez parte da equipe de 7 astronautas que realizou a primeira missão espacial tripulada da NASA. A missão recebeu o nome de Projeto Mercúrio e aconteceu durante os anos de 1958 a 1963. O objetivo era coloca o ser humano em órbita. Cooper afirmou em 1951 que avistou um óvni sobrevoando a Alemanha e também disse que viu alienígenas em uma base de experimentos nos Estados Unidos.
Eu acredito que esses veículos extraterrestres e suas tripulações estejam visitando nosso planeta de outros planetas, que são um pouco mais tecnicamente avançados do que nós aqui na Terra”, disse Cooper à ONU em 1984. “Mas primeiro temos que mostrar-lhes que aprendemos a resolver os nossos problemas por meios pacíficos e não pela guerra, antes de sermos aceitos como membros da equipe dos universalmente qualificados.”, completou. Ele faleceu em outubro de 2004, aos 77 anos.

Deke Slayton
O astronauta Deke Slayton fez parte do Projeto Mercúrio da NASA e posteriormente se tornou Diretor de Operações de Tripulação de Voo da Agência. Slayton também afirmou que avistou um óvni em 1951. “Parecia um pires deitado em um ângulo de 45 graus. Eu não tinha nenhuma câmera, caso contrário, teria tirado algumas fotos” disse ele. Ele faleceu em 1993 aos 69 anos.
Brian O’Leary
O astronauta Brian O’Leary foi convocado para uma missão da NASA em 1967 com destino a Marte. Mas um ano depois, a missão foi cancelada. Ele passou por uma experiência de quase-morte que mudou sua visão sobre os extraterrestres. O’Leary se tornou professor de física da Universidade de Princeton após terminar seus trabalhos da NASA. “Há abundantes evidências de que estamos sendo contatados. As civilizações estão nos monitorando há muito tempo e sua aparência é bizarra de qualquer tipo de ponto de vista.”, disse ele.

Do Jornal da Ciência - [ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]


Frases

Popular Posts

Postagens mais visitadas

Popular Posts