27/11/2009

Austrália recebe dois Boeing 737 AEW&C

Austrália recebe dois Boeing 737 AEW&C

Fonte: Revista Asas

A fabricante de aeronaves Boeing entregou ontem à Royal Australian Air Force (RAAF, força aérea australiana), os dois primeiros B-737 AEW&C (de alerta antecipado e controle), numa cerimônia organizada na Base Aérea de Williamtown.

Com a entrega dessas duas aeronaves, os pilotos e técnicos da RAAF vão utilizar agora o Operacional Flight Trainer, Operational Mission Simulator e o Mission Support System, o que vai permitir uma excelente familiarização com os sistemas operacionais da aeronave, modos de voos e capacidades dos equipamentos eletrônicos embarcados nos B-737 AEW&C.


Outras três aeronaves serão entregues até o final de 2010, incluindo o exemplar que será modernizado com as configurações finais dos sistemas AEW&C e de suporte de medidas eletrônicas (SME). Até o início de 2011, toda a frota de B-737 da RAAF terão os sistemas finais de AEW&C e SME instalados.


Os B-737 da RAAF formam construídos utilizando a plataforma do B-737-700, aeronave de médio porte comercial de sucesso da Boeing. As aeronaves possuem um potente radar multifuncional de varredura eletrônica, que são controlados por técnicos através de 10 consoles avançados instalados no interior da aeronave, capazes localizar simultaneamente alvos aéreos e marítimos. Além de realizar missões vigilância, controle aéreo e patrulha, os aviões também são capazes de realizar operações de guerra eletrônica.


FX-2: Relatorio será indicativo, mas não conclusivo

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Jobim pede à FAB que não indique qual o melhor caça

Ministro diz que, independentemente disso, decisão final será mesmo do presidente Em setembro, o presidente da comissão que avalia o negócio, brigadeiro Dirceu Noro, disse que iria apontar um vencedor do processo

IGOR GIELOW – FOLHA DE S.PAULO

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que pediu à FAB (Força Aérea Brasileira) que não indicasse um vencedor em sua avaliação técnica dos concorrentes ao fornecimento de 36 novos caças ao Brasil.

Mais: afirmou por meio de sua assessoria que "a expectativa é que o relatório venha conforme solicitado", "mas, independentemente da forma [do texto]", "o que vale é a avaliação final feita pelo presidente da República".

Para Jobim, que diz ter pedido só os prós e contras de cada concorrente em itens como preço e transferência tecnológica, "tudo o mais são insumos para essa decisão" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em setembro, o presidente da comissão que avalia o negócio de estimados R$ 10 bilhões, brigadeiro Dirceu Noro, afirmara que iria haver um vencedor do processo seletivo. A declaração foi dada após a gafe de Lula, que havia anunciado a escolha do francês Dassault Rafale durante visita do seu colega Nicolas Sarkozy, esquecendo de esperar a conclusão da avaliação técnica da FAB.

Desconforto

Houve desconforto na Força, e o comandante Juniti Saito chegou a ameaçar entregar o cargo.

Os finalistas do processo, suecos e americanos, além dos franceses, já haviam entregado suas propostas finais. O processo foi reaberto e eles foram instados a revê-las.

Desde então o Planalto e a Defesa tentam capitalizar a confusão como uma forma de pressionar pela queda nos custos. Em especial o preço do Rafale, naquela altura 40% superior ao do Boeing F/A-18 americano e o dobro do oferecido pelo Saab Gripen NG sueco.

Ao mesmo tempo, em reiteradas declarações, o governo manteve sua preferência pelo Rafale. O Brasil, afinal, acabara de assinar um acordo militar para fornecimento de submarinos e helicópteros de R$ 22,5 bilhões e uma parceria estratégica com Paris.

Antes do anúncio de setembro, Jobim já havia dito que esperava um relatório indicativo, mas não conclusivo, da FAB. A declaração de então à Folha por Dirceu Noro colocou lenha na fogueira: se os militares escolhessem um avião que não o francês, colocariam os políticos em uma saia justa.

O "timing" da nova "solicitação" de Jobim não é fortuito. Todos os concorrentes reapresentaram propostas prometendo corte de custo. Questionada, a Aeronáutica não divulgou oficialmente, mas certamente o tema foi debatido na reunião de Alto Comando que ocorreu entre anteontem e ontem.

Há incômodo na FAB com o que alguns oficiais consideram desprezo civil por seu trabalho. O processo transcorreu com prazos fixos e produziu mais de 25 mil páginas sobre cada um dos aviões e suas propostas. Um representante de um dos concorrentes, experiente de outras campanhas de venda, diz nunca ter visto análise tão detalhista.

Nos bastidores, os concorrentes consideram que a reunião seria decisiva para o relatório da disputa, conhecida pelo código F-X2 -o "2" para diferenciá-la do malogrado programa abandonado em 2005.

Apesar das movimentações oficiais finais, como a visita do ministro da Defesa sueco a Jobim anteontem, os olhos do governo estão voltados para o quartel-general da Dassault.

Conforme a Folha apurou, para o caso ser dado por encerrado com os franceses, é tudo uma questão de a promessa política de Sarkozy a Lula tornar-se realidade da proposta empresarial. O presidente francês prometeu ao brasileiro que o Rafale seria barateado e que cargueiros em desenvolvimento pela Embraer seriam comprados pela França -ou seja, misturou decisões privadas e estatais na conversa, o que não é inusitado em negócios de defesa, mas que levanta dúvidas.

Havia a expectativa entre as empresas de que o encontro ontem de Lula e Sarkozy em Manaus, aliado à reunião da FAB, fechasse algum diagnóstico. Jobim, contudo, viajou para o encontro de ministros da Defesa no Equador, o que deverá adiar qualquer anúncio por mais alguns dias. Ou não.

6 bilhões de reais para 2.000 veículos blindados Guarani para o Exército

Urutu EE-11 - Será substituído VBTP-MR Guarani

Governo deve gastar R$ 6 bi em 2.000 veículos blindados para o Exército

ITALO NOGUEIRA - da Folha de S.Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou anteontem o investimento de R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos na construção de mais de 2.000 blindados para reequipar o Exército, afirmou o ministro Nelson Jobim (Defesa).

Segundo Jobim, o projeto Veículo Blindado Sobre Rodas já tem alocação orçamentária. Os novos blindados, que serão chamados de Guarani, serão construídos na fábrica da Fiat/ Iveco, em Sete Lagoas (MG).

"Ele vai substituir todo o sistema de mobilidade do Exército", disse o ministro, após a troca de comando no 1º Distrito Naval, no Rio. Além da construção dos Guaranis (chamados na fase de projeto de Urutu 3), o ministro disse que os blindados Urutu e Cascavel, considerados obsoletos e que eram produzidos pela falida Engesa (que chegou a exportá-los para cerca de 20 países), serão reformados para compor a frota da Força.

Em abril, o Guarani foi apresentado na feira de material de defesa Laad 2009 (Latin America Aerospace & Defence), no Rio. O custo estimado de cada unidade era de US$ 1,5 milhão (R$ 2,6 milhões). Jobim disse que a verba para os blindados será gasta ao longo de 20 anos com "entre 2.000 e 3.000 blindados". O total, hoje, permite a construção de 2.285 Guaranis.

A declaração do ministro é feita após o governo Lula reequipar a Marinha com novos submarinos franceses e na fase final da compra de novos caças para a Aeronáutica. O Exército ainda não havia sido contemplado por grandes investimentos do governo federal. Queixando-se do abandono, o Exército chegou a suspender o expediente na manhã de segunda e na tarde de sexta, alegando a necessidade de economizar.

A Folha revelou anteontem que técnicos do Exército foram à Rússia para negociar a compra de um novo sistema antiaéreo. O Centro de Comunicação Social do Exército, procurado pela Folha, não forneceu informações adicionais sobre o projeto nem o número de blindados da Força.

Segundo o Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, o Brasil tem 803 blindados de transporte de pessoal e 409 Cascavéis.

20 bilhões para o exercito comprar equipamentos

Pacote de compras estimado em R$ 20 bi inclui sistema antiaéreo, mísseis, pontes móveis e aviões não tripulados

Fonte: Folha de São Paulo/Resenha CCOMSEX - Via Plano Brasil

Tânia Monteiro, BRASÍLIA

Com um pacote de compras de R$ 20 bilhões, o QG do Exército, em Brasília, tornou-se ponto de romaria dos exportadores de armamentos. A Força está pesquisando a compra de equipamentos de defesa que vão desde um sistema antiaéreo com mísseis de médio porte, mísseis de pequeno porte, pontes móveis e aviões não tripulados (vants), além de equipamentos de comunicações e radares. O dinheiro será desembolsado nos próximos dez anos.

Na quarta-feira, os russos apresentaram ao Exército um sistema antiaéreo de defesa, conhecido por Tor, com mísseis de médio alcance, equipamento de que o Brasil está completamente desfalcado. Os militares da Força já conheceram sistemas semelhantes de Israel, Suécia, China e ainda esperam uma data para serem apresentados ao francês, que está em fase de adaptação e modernização.

Paralelamente à verificação do sistema antiaéreo, que o Brasil quer adquirir para proteger as unidades militares de Brasília, Sete Lagoas, Praia Grande, Rio de Janeiro e Caxias do Sul, o Ministério da Defesa está consultando Israel, França, Estados Unidos e Alemanha para a aquisição de vants, com câmeras para a vigilância das fronteiras. Equipamentos semelhantes foram comprados pela Polícia Federal de Israel. Mas o Exército quer modelos de menor porte.

RUSSOS

Também está na lista da Força a compra imediata de cerca de 20 mísseis de pequeno alcance. Nesse caso, a escolha deverá mesmo recair sobre os russos Igla, já que se tratará de reposição de material.

As necessidades do Exército passam ainda pela compra de pontes montáveis também empregadas para obras civis, em casos de catástrofes. O Brasil já comprou, anteriormente, este equipamento da Alemanha, mas agora está olhando os produtos ingleses e norte-americanos.

Para modernizar os pelotões de fronteira e colocar em prática o Projeto Amazônia protegida, o Exército vai precisar comprar modernos equipamentos de comunicações via satélite com algum tipo de proteção de criptografia, para proteger as informações produzidas.

Todas estas compras, no entanto, estão envoltas na nova filosofia prevista na Estratégia Nacional de Defesa, que prevê algum tipo de transferência de tecnologia. O governo, no entanto, não pretende apenas comprar equipamentos no exterior, uma vez que há intenção de revitalizar a indústria de defesa do País. Os 150 mil fuzis Fall que precisam ser substituídos – já que os atuais têm mais de 40 anos de uso – deverão ganhar sucessores fabricados pela indústria nacional, por meio da Imbel.

A mesma opção será adotada para alguns radares, que estão sendo desenvolvidos pela Orbisat, com o centro de tecnologia do Exército.


FX-2: Sarkozy não consegue compromisso sobre compra

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Sarkozy não consegue compromisso sobre compra

Agência Estado - Via Abril - Por Denise Chrispim Marin e Lisandra Paraguassú

O interesse da França na compra de 36 caças pela Força Aérea Brasileira (FAB) levou o presidente Nicolas Sarkozy a cruzar o Atlântico hoje (26) e despender três horas, em Manaus, em uma discussão sobre mudança climática com dois chefes de Estado e sete ministros de países amazônicos.

Mas, nas duas conversas reservadas que manteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sarkozy não conseguiu extrair nenhum sinal mais claro de que a Dassault, fabricante das aeronaves de combate Rafale, vencerá a concorrência da FAB. No encontro bilateral, Lula apenas afirmou a Sarkozy que o processo de concorrência prosseguirá, sem data para ser concluído.

Sarkozy deixou Manaus à noite e seguiu para Trinidad e Tobago, onde participará da tentativa dos países caribenhos de compor uma proposta comum para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que se dará em Copenhagen em dezembro.

Nota: O mais interessante da reunião é que não houve declarações publicas de apoio ao Rafale. É a primeira reunião entre os presidentes depois da entrega do relatorio ocorrida dia 23 de novembro

China critica relatório dos EUA sobre espionagem digital

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China critica relatório dos EUA sobre espionagem digital

Reuters/Brasil Online - Via O Globo (Reportagem de Ben Blanchard)

A China acusou na segunda-feira uma comissão norte-americana de distorcer um relatório segundo o qual o governo chinês está cada vez mais invadindo sistemas de computadores dos EUA para obter dados úteis a seus militares.

A Comissão EUA-China de Revisão Econômica e de Segurança disse em seu relatório anual ao Congresso norte-americano, na semana passada, que Pequim havia ampliado suas preocupações de segurança para além de temas regionais, como Taiwan, e era o país mais empenhado em espionar os EUA, especialmente na busca de dados que pudessem ajudar sua modernização militar e seu desenvolvimento econômico.

O texto de 367 páginas foi preparado por uma comissão bipartidária de 12 membros criada em 2000 pelo Congresso para analisar as implicações do crescente comércio dos EUA com a China.

"Este relatório desconsidera os fatos, está cheio de distorções e tem motivos ulteriores", disse o porta-voz Qin Gang numa breve nota divulgada pela chancelaria chinesa, menos de uma semana depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, concluir sua primeira visita oficial à China.

"Aconselhamos a chamada comissão a nem sempre olhar a China por meio de lentes tingidas, a parar de interferir nas políticas internas da China e a danificar os laços sino-americanos", acrescentou Qin.