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sexta-feira, dezembro 15, 2017

EUA acabam com a Neutralidade da Internet

By on 15.12.17
A Comissão Federal de Comunicações norte-americana, FCC, aprovou esta quinta-feira, uma nova lei que põe fim à neutralidade da Internet. Nos Estados Unidos, os operadores vão poder decidir que serviços e sites os utilizadores podem usar.
A partir deste momento, nos Estados Unidos, os fornecedores de acesso à Internet podem decidir a que sites ou serviços os utilizadores acedem, ou não acedem, e a que sites os utilizadores acedem com maior ou menor velocidade.
Com a decisão, votada esta quinta-feira com três votos a favor do lado republicano e dois votos contra do lado democrata, a FCC revoga a lei defendida pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2014, medida que só foi aprovada no ano seguinte.
O atual presidente da comissão, Ajit Pai, conhecido opositor da Neutralidade da Internet, nomeado pelo presidente Donald Trump para liderar a FCC, declarou que a revogação irá “manter a Internet livre como era até 2015, ano em que Barack Obama instaurou o princípio da Neutralidade”.
Contudo, a liberdade que é “devolvida aos operadores”, na prática, torna os operadores livres de retirar aos utilizadores a liberdade de escolher que sites preferem visitar.
Apesar dos múltiplos protestos dos democratas, o princípio que garantia o livre acesso à rede foi eliminado. A norma de 2015 impedia que os provedores de Internet pudessem bloquear ou desacelerar o tráfego em determinados sites.

A aprovação desta nova lei representa uma desregulamentação “sem precedentes” nas telecomunicações. A partir desta quarta-feira, os fornecedores de banda larga podem decidir a que tipo de sites, aplicações ou conteúdos vão dar prioridade na Internet.
Os republicanos que incorporam a Comissão Federal de Comunicações argumentam que a decisão põe fim a uma regra que “tratava com mão firme” a indústria dos fornecedores de banda larga. Já os democratas, segundo a agência EFE, defendem que esta nova lei traz consequências negativas quer para consumidores, quer para pequenas empresas.
De acordo com a Shifter, as reações não tardaram e na Internet, agora ameaçada, são muitas as vozes influentes que expressam o seu desagrado com este retrocesso no enquadramento político de um dos meios mais livres ao dispor da comunicação (pelo menos, até agora).

O que significa esta decisão

Ao permitir que os operadores decidam cobrar de forma diferenciada o acesso a determinados serviços, e que possam decidir a que serviços os utilizadores acedem com maior ou menor velocidade, o fim da Neutralidade na Internet retira aos utilizadores a liberdade de escolher que sites preferem visitar.
É também o fim do famoso princípio de que, na Internet, qualquer pessoa, com recursos mínimos, pode ter um site com mais visitas do que da maior empresa do mundo.
Na Europa, o Parlamento Europeu votou em 2015 a lei da Neutralidade da Internet, que proíbe os fornecedores de Internet de discriminarem alguns serviços em favor de outros. Ainda assim, Portugal é dado como um mau exemplo de aplicação da lei, uma vez que as operadores estão na prática a violar de forma dissimulada a lei ao criar pacotes de dados.
Num futuro sem Neutralidade da Internet, as operadores poderiam decidir, abertamente e arbitrariamente, por motivos económicos ou outros, que por exemplo os utilizadores podem aceder ao YouTube mas não ao NetCafe – ou o contrário. E que aceder ao  Expresso e ao Público é mais rápido do que aceder ao ZAP ou à Pipoca Mais Doce.
O fim da Neutralidade na Internet abre também as portas a um futuro em que os utilizadores pagariam, como no modelo de negócio da TV, “pacotes de internet”: 15€ por mês pelo pacote base para aceder a 200 sites, mais 5€ para aceder a 20 sites premium.
Resta saber, num futuro desses, que aparentemente os norte-americanos têm pela frente, que serviços as operadoras vão escolher oferecer aos seus utilizadores – e se vão cobrar ou pagar aos serviços para o fazer.
O ZAP defende que os utilizadores têm o direito a aceder à Pipoca Mais Doce com tanta rapidez como acedem à Fox News. E para clarificar essa posição, o ZAP actualizou esta quinta-feira o seu Estatuto Editorial.

Do ZAP

terça-feira, dezembro 12, 2017

LOST: Empresas alemãs sob suspeita em caso de submarino argentino

By on 12.12.17
Ferrostaal e EnerSys-Hawker teriam pagado suborno e oferecido peças de qualidade inferior, segundo emissora alemã. O ARA San Juan desapareceu em meados de novembro depois de um curto-circuito e um princípio de incêndio.Duas empresas alemãs que forneceram as baterias do submarino desaparecido ARA San Juan estão sob suspeita de terem pagado subornos para conseguir o contrato e de terem oferecido peças de qualidade inferior, segundo informações da emissora regional pública alemã Bayerischer Rundfunk.

O Ministério do Interior da Alemanha confirmou à emissora que recebeu um documento da comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento argentino solicitando informação sobre o caso, e que remeteu a petição à pasta de Economia.
"Existe a suspeita de que as baterias que foram substituídas não eram, em parte ou em nada, da qualidade que deviam ter sido. Não sabemos também de onde chegaram, se da Alemanha ou de outro país. Por isso queremos saber quais técnicos estavam no lugar e quem assinou e deu o aval do conserto", declarou a presidente da citada comissão argentina, Cornelia Schmidt-Liermann.

A parlamentar salientou que existe a suspeita de que houve subornos e de que "empresas alemãs estiveram envolvidas". Autoridades argentinas se dirigiram ao governo alemão por escrito para pedir dados sobre o caso. "As suspeitas sugerem que houve corrupção", destacou o ministro da Defesa argentino, Oscar Aguad, citado pela emissora alemã.
Há poucos dias, o ministro tornou públicas essas suspeitas na Argentina, país que continua sem notícias do paradeiro do submarino que desapareceu em 15 de novembro no Atlântico Sul com 44 tripulantes a bordo.
Aguad lembrou que houve uma denúncia sobre suposta corrupção perante os tribunais que foi "varrida pra debaixo do tapete" e não investigada, e apontou que há também testemunhos que indicam que foram usados materiais sem a qualidade requerida.

As empresas alemãs sob suspeita são a Ferrostaal e a EnerSys-Hawker e, segundo a emissora regional alemã, não há documentação suficiente sobre os trabalhos realizados quando o submarino, de fabricação alemã e incorporado à Marinha argentina em 1985, foi submetido a um processo de reforma no qual, entre outros trabalhos, teriam sido trocadas as baterias.
O ARA San Juan reportou sua posição pela última vez na manhã de 15 de novembro na área do Golfo de San Jorge, a 432 quilômetros da costa argentina. Poucas horas antes, o comandante do submarino havia comunicado uma entrada de água que molhou as baterias, o que provocou um curto-circuito e um princípio de incêndio. O problema teria sido corrigido, e o San Juan seguiu seu curso rumo à sua base, em Mar del Plata.
Segundo a emissora alemã, a Ferrostaal e a EnerSys-Hawker, com sedes em Essen e Hagen, respectivamente, assinaram um contrato no valor de 5,1 milhões de euros para o fornecimento de 964 baterias, no qual presumivelmente pagaram subornos.
A Ferrostaal respondeu à emissora e rejeitou qualquer responsabilidade, explicando que se limitou a intermediar o contrato e cobrar uma comissão por isso, enquanto a EnerSys-Hawker, fornecedora das baterias, não respondeu às perguntas.


Do TERRA via DW

segunda-feira, dezembro 11, 2017

R$ 30 milhões: Airbus irá indenizar familiares de vítimas da tragédia da TAM JJ3054

By on 11.12.17
A Justiça do Rio de Janeiro homologou em novembro acordo de indenização a 70 familiares de 25 vítimas do acidente com o voo JJ3054 da TAM, que ocorreu em 17 de julho de 2007, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O avião partiu de Porto Alegre. No total, morreram 199 pessoas, sendo que 187 estavam a bordo. Os beneficiários receberão R$ 30 milhões da Airbus, fabricante da aeronave. Os valores devem ser pagos ainda neste mês.
Segundo a presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), Sandra Assali, o caso estava com dois escritórios, um do Rio e outro dos EUA, uma vez que a origem eram processos que chegaram a ser analisados pela Justiça americana. Depois, a ação foi devolvida ao Brasil, com sugestão de acordo, diz o jornalista gaúcho Roberto Corrêa Gomes, irmão de uma vítima e que passou a atuar como assessor de comunicação da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAMJJ3054 (Afavitam).

Como a Airbus não tinha representação no Brasil, não era possível uma processo contra a empresa no país. Mas uma das vítimas era cidadão americano e sua família ingressou contra a Airbus nos EUA, o que abriu brecha para brasileiros procurarem o mesmo caminho. A motivação do processo contra a fabricante se deveu à falta de alerta sonoro em relação à posição errada das manetes (alavancas controladoras da potência das turbinas) da aeronave na manobra de aterrissagem.
Como a Airbus não tinha representação no Brasil, não era possível uma processo contra a empresa no país. Mas uma das vítimas era cidadão americano e sua família ingressou contra a Airbus nos EUA, o que abriu brecha para brasileiros procurarem o mesmo caminho. A motivação do processo contra a fabricante se deveu à falta de alerta sonoro em relação à posição errada das manetes (alavancas controladoras da potência das turbinas) da aeronave na manobra de aterrissagem.
Segundo Sandra, a maior parte das indenizações referentes ao acidente, devidas pela companhia aérea TAM, já foi paga. Estima-se em mais de R$ 350 milhões. Em julho, a companhia aérea informou que restavam apenas dois processos na Justiça. Haveria, entretanto, outro caso contra a Airbus sob responsabilidade dos mesmos escritórios do Rio e dos EUA, ainda pendente, diz a presidente da entidade, que perdeu o marido em outro acidente envolvendo um voo da TAM, em outubro de 1996, em São Paulo.
Após o desastre, os familiares das vítimas tomaram diferentes caminhos em busca de reparação financeira. Alguns negociaram por meio de uma câmara de indenização criada por órgão de defesa do consumidor, outros trataram diretamente com advogados da TAM e parte decidiu por entrar com processo na Justiça brasileira. Apesar da maioria das famílias terem feito acordo, até hoje ninguém foi punido pelo acidente.

Do ZH

LOST: Relatório dos EUA afirma que tripulantes de submarino argentino tiveram morte imediata em explosão

By on 11.12.17
O submarino argentino ARA San Juan, desaparecido em novembro, sofreu uma explosão a 380 metros de profundidade, liberando uma energia similar a 5,7 toneladas de TNT, segundo um relatório militar americano obtido pelo jornal “La Nación”, de Buenos Aires. Os 44 tripulantes teriam morrido imediatamente.
O informe do Escritório de Inteligência Naval, da Marinha dos EUA, analisou o sinal acústico detectado por equipamentos de monitoramento no Atlântico em 15 de novembro, data em que a tripulação do submarino fez seu último contato com a base em terra.
A localização do ruído, a 30 milhas da última localização reportada do ARA San Juan, é compatível com a rota que percorria o submarino.
Em resposta ao "La Nación", a Marinha argentina disse que o relatório americano representa "um indício a mais" e ainda não descarta nenhuma hipótese nas investigações. 
O submarino havia zarpado de Ushuaia no domingo, 11 de novembro, para retornar a Mar del Plata, sua base habitual. Em sua última comunicação, informou que uma entrada de água pelo sistema de ventilação provocou um princípio de incêndio na casa de baterias.
Após semanas de buscas que contaram com o apoio de diversos países, incluindo EUA e Brasil, a Argentina admitiu que não há mais chances de encontrar sobreviventes.
As operações continuam, no entanto. O porta-voz da Marinha da Argentina, Enrique Balbi, comparou os esforços de busca, na última sexta-feira (8), a procurar “uma agulha no palheiro”.
Do G1

sexta-feira, dezembro 08, 2017

Marinha: Capitalização da Emgepron com royalties do pré-sal poderá financiar construção de navios.

By on 8.12.17

Royalties do pré-sal poderão financiar construção de navios para a Marinha.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou hoje (17) que enviará um projeto de lei ao Congresso nos próximos dias, sugerindo uso de royalties do pré-sal para capitalizar projetos da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). De acordo com o ministro, a proposta não implicará em retirada de recursos dos royalties destinados à educação.
Se a medida for aprovada, os recursos vão financiar quatro corvetas (navios de guerra) para a Marinha garantir a segurança costeira do país. O valor a ser destinado ainda não foi definido. Segundo Jungmann, a Emgepron não foi afetada por contingenciamento devido ao teto de gastos públicos, uma vez que a empresa não depende financeiramente do Tesouro.
Rio de Janeiro
Perguntado sobre a comunicação entre o governo do Rio de Janeiro e a esfera federal nas ações em conjunto entre Forças Armadas e polícias no combate ao tráfico de drogas em comunidades, especialmente na Rocinha, o ministro falou que o diálogo vai bem.
“Está muito bem hoje. Nós tivemos algumas dificuldades e conflitos. Afinal, você tem dez organizações policiais e militares participando de operações que envolvem, às vezes, 10 a 11 mil homens. Fizemos ajustes de atitudes e hoje isso se encontra superado”, declarou.
Jungmann avalia que, de modo geral, a violência diminuiu na comunidade. “Na Rocinha, quando nós chegamos, tínhamos uma guerra promovida por um bandido a 5 mil quilômetros de distância, o que levou àquela situação agravada. Hoje, não existe mais isso. Existe tiroteio na Rocinha, infelizmente faz parte da história daquela comunidade”
Jungmann reforçou que as ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) continuam até o final de 2018 no Rio de Janeiro. A Força de Ação Rápida, que chega em uma a duas horas até a Rocinha quando necessário, também continuará atuando, além das ações surpresa. “Não temos a pretensão de ficarmos patrulhando, como as pessoas pedem. Quando você fica patrulhando muito tempo, o crime tira férias. Ele se retrai e quando a gente sai, eles voltam, muitas vezes pior”, disse o ministro.

Do EBC

 

Corvetas Oliver Perry estocadas nos EUA esperando comprador (imagem ilustrativa).

Brasil não tem navios suficientes para defender o país, diz governo.

O Titular na pasta do Planejamento, o economista Dyogo Oliveira afirmou, nesta quarta-feira, que o Orçamento de 2018 foi atualizado recentemente. No novo documento, o governo prevê a capitalização da Emgepron, empresa ligada à Marinha brasileira. O objetivo será a construção de embarcações para defesa da costa do país.
Ao apresentar as justificativas para o uso de recursos públicos do orçamento de 2018 para capitalização de empresas estatais, o titular do Planejamento, Orçamento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse que é fundamental  capitalizar a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), estatal ligada à Marinha, porque o Brasil não dispõe de navios para defender sua costa. A proposta orçamentária para 2018 destina R$ 1,5 bilhão à Emgepron.



Oito corvetas

— Tem a questão da Emgepron, que é ligada à Marinha, que também tem uma previsão que basicamente é para a reconstrução de nossa frota de corvetas; porque o Brasil hoje não tem navio para defender o país. Estamos completamente sem nenhum navio novo para proteger a nossa costa — disse.
Ainda segundo Oliveira, há apenas 12 embarcações, “das quais quatro estão no final da vida útil; e aí ficaríamos com oito corvetas para defender toda a costa brasileira”.
— Então, há essa previsão de capitalização da Emgepron para que ela retome a construção dessas embarcações para defender a costa brasileira — disse o ministro, em audiência pública na Comissão Mista do Orçamento (CMO), na Câmara dos Deputados.

Limite de despesas

Oliveira citou também a necessidade de fazer uma reserva orçamentária para a Infraero, de forma a capitalizá-la para acompanhar os investimentos previstos para os aeroportos concedidos que a têm como acionista. “Como a Infraero ficou dentro do modelo de concessão de aeroportos, com 49% das ações, ela tem de acompanhar as empresas privadas para a capitalização para o investimento desses aeroportos”, justificou Dyogo Oliveira.
A expectativa é de que Lei Orçamentária de 2018 seja aprovada pelos parlamentares antes do recesso de fim de ano. No entanto, em função das alterações feitas pelo governo federal nesta semana, é possível que o trâmite do texto sofra algum atraso. A lei antecipa a receita que deve ser arrecadada e determina o limite das despesas para o ano que vem.

Privatização

O economista Dyogo Oliveira disse ainda, nesta manhã, que apoia a privatização da Eletrobras. Segundo afirmou, a decisão não consiste numa “operação de salvamento” pelo governo; mas sim numa forma de transformar a empresa numa companhia brasileira “com capacidade para ser grande investidor internacional”.
Oliveira falou na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, Oliveira reiterou que a União não vai vender suas ações na Eletrobras.
— A Eletrobras pode ser uma grande do mundo, pode ser uma Vale. A Vale depois que foi privatizada é uma das maiores do mundo — afirmou.
Ao participar de audiência pública na CMO, Oliveira também apontou que o fundo eleitoral para o ano que vem deverá ser composto por recursos de emendas de bancadas e que caberá à Comissão fazer essa alocação. Na peça enviada pelo Executivo, R$ 4,4 bilhões foram destinados no total para as emendas de bancada.

terça-feira, dezembro 05, 2017

Voyager 1 usa os propulsores reserva com perfeição depois de 37 anos

By on 5.12.17
A sonda espacial Voyager 1 chegou audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve e na semana que passou ela realizou algo muito especial: mesmo a 21 bilhões de quilômetros de distância da Terra — o equivalente a 141 vezes e diferença entre nosso planeta e o Sol — os cientistas e engenheiros que fazem parte do projeto conseguiram controlar os quatro propulsores de trajetória da nave, pela primeira vez em 37 anos.

“A equipe da Voyager fica cada vez mais entusiasmada com os teste de propulsão e com este marco. O clima foi de alívio, alegria e incredulidade, depois de testemunhar esses propulsores que estavam “de lado” responderem como se não houvesse passado tempo nenhum”, comemora Todd Barber, engenheiro de propulsão no Jet Propulsion Laboratory da NASA, na Califórnia.

Mesmo com nossa “espiã cósmica” já na região interestelar, a comunicação continua funcionando bem. Os comandos foram enviados pela equipe terrestre na terça-feira passada e demorou 19 horas e 35 minutos para que eles alcançassem a Voyager. Outras 19 horas e 35 minutos foram necessárias para saber se ela respondeu, acionando quatro propulsores perfeitamente.

Notícia também significa sobrevida para a Voyager 1

A Voyager 1 usa os propulsores primários para fazer os ajustes de trajetória e manter a comunicação com a Terra. O desgaste causado por tarefas como essa deve aposentá-los em breve, até porque eles vêm exigindo cada vez mais energia para realizar qualquer ação.
Saber que os propulsores reserva estão funcionando — e respondendo com precisão, mesmo depois de nunca terem sido usados novamente depois do encontro com Saturno nos anos 80 — é motivo de comemoração na NASA. Com isso, a sonda ganha uma sobrevida de três ou quatros anos após o esgotamento de combustível. Agora, o mesmo teste será realizado também com sua nave gêmea, a Voyager 2.

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Ministerio da Defesa autoriza compra do HMS Ocean

By on 4.12.17
Após confirmar a aposentadoria do porta-aviões São Paulo, a Marinha do Brasil iniciou um processo de busca de um novo meio para manter sua capacidade aérea no mar. A solução veio de conversas com os britânicos, que começaram no início do ano. Eles ofereceram para o Brasil o HMS Ocean (L12), um porta-helicópteros de assalto anfíbio.

O Ministério da Defesa autorizou a Marinha a negociar os termos de compra do navio britânico entrou em serviço em 1998. O HMS Ocean é um navio de 21.500 toneladas, com capacidade para transportar até 800 militares e 18 helicópteros de grande porte.

Atualmente, o HMS Ocean está em missão no Mediterrâneo, como líder da flotilha 2 da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A previsão é que o descomissionamento ocorra em março de 2018, vinte anos após ser declarado operacional.

Uma das virtudes do navio é sua capacidade de receber os convertiplano V-22 Osprey e aviões com capacidade de decolagem e pouso verticais, como o AV-8B Harrier e o F-35 Lightning. O custo estimado para a compra é de R$ 312 milhões.

Da Aero Magazine

Arsenal de Marinha recebe casco do NPa “Maracanã”

By on 4.12.17
O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) recebeu, em 27 de novembro, o casco 137 do futuro Navio Patrulha (NPa) “Maracanã”, proveniente do Estaleiro Ilha S.A (EISA). A operação de translado do meio, que durou cinco dias, teve início com o Load Out do casco. Em seguida, ele foi transportado transporte por via marítima até o AMRJ.
 
A retomada da construção do meio naval está prevista para 2018. O NPa “Maracanã” possui 54,2 metros de comprimento e deslocamento de 500 toneladas, sendo pertencente à Classe Macaé, que já possui duas unidades em operação na Marinha do Brasil: o “Macaé” (P70) e o “Macau” (P71).
 

LOST: Continuam as buscas por submarino argentino

By on 4.12.17
A busca pelo submarino argentino San Juan, desaparecido há 18 dias, continuou ontem, em um ponto do Oceano Atlântico a 950 metros de profundidade, segundo informam fontes oficiais. Em seu boletim diário sobre a operação de busca, o porta-voz da marinha argentina, Enrique Balbi, disse que o equipamento submersível russo de operação remota tentará descer até esse ponto. Dois navios diferentes, utilizando sonares, detectaram nesse ponto um sinal de um possível objeto metálico.
O robô russo desceu no sábado para outro ponto onde foi encontrado um sinal, a 477 metros de profundidade. Mas as autoridades descartaram que se tratasse do submarino, pois os destroços encontrados, por suas caraterísticas, seriam de um barco-pesqueiro. O robô submersível desceu para outro ponto, a 700 metros de profundidade, mas nada foi detectado.
Balbi disse que existe um terceiro ponto, a 800 metros de profundidade, e acrescentou que seis navios usados na operação permanecem na região. Na última quinta-feira, a marinha argentina encerrou a fase de buscas para um possível resgate da tripulação e passou para uma etapa de rastreamento para encontrar o submarino, pois já se passaram duas semanas de seu desaparecimento e não há mais condições de haver sobreviventes.
O último contato do submarino com a base em Mar del Plata ocorreu na manhã de 15 de novembro, quando navegava pelo Atlântico Sul, a 450 quilômetros da costa.
No total, 28 navios, nove aeronaves e 4 mil homens participaram das buscas, que contaram com o apoio de 18 países, segundo o comunicado da Marinha.

De O Dia

Motores Ucranianos? O mistério da tecnologia de mísseis da Coreia do Norte.

By on 4.12.17
A Ucrânia desmente estudo que aponta país como possível origem dos motores de mísseis intercontinentais da Coreia do Norte e vê digitais da Rússia na denúncia. Objetivo: desviar atenção de "possível fornecimento próprio". 
Quem falar com Vitaly Sushevsky sobre as acusações contra seu antigo empregador será logo interrompido. "É uma mentira", responde o antigo vice-chefe de produção de motores da empresa Pivdenmash (anteriormente Yuzhmash), que na era soviética fabricou foguetes na cidade ucraniana de Dnipro.
Nesta última segunda-feira (14/08), o jornal The New York Times noticiou que o inesperado avanço do programa de mísseis da Coreia do Norte poderia ter ligação com a Pivdenmash. Segundo o diário, a empresa estaria financeiramente abalada. Por esse motivo, criminosos e ex-funcionários poderiam ter contrabandeado antigos motores de foguetes soviéticos ou componentes deles para a Coreia do Norte.
O New York Times se baseou num estudo do especialista em foguetes Michael Elleman, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), de Londres, como também em avaliações de serviços de inteligência americanos. O diário não ofereceu provas, somente indícios. 

Salto tecnológico
Elleman analisou fotos de novos foguetes de médio alcance e mísseis balísticos norte-coreanos dos tipos Hwasong 12 e 14, que teriam potencial para atingir os EUA. Sua conclusão: o seu rápido desenvolvimento nos últimos dois anos teria sido possível somente por meio de fornecimentos do exterior. O especialista em foguetes Robert Schmucker, da Universidade Técnica de Munique, também compartilha dessa opinião, mas evita fazer acusações.
Segundo os especialistas, o motor de câmara única utilizado nos novos mísseis Hwasong lembra o modelo soviético RD 250, que, porém, tinha duas câmaras e foi desenvolvido na década de 1960 pela empresa Energomash, perto de Moscou. É difícil de comprovar se o RD-250 também foi produzido pela Pivdenmash. Suschevsky afirmou ter recebido tais motores da Rússia, onde "foram produzidos em pequenas quantidades".
A imprensa ucraniana confirma o que Elleman sugeriu: que na Ucrânia também teria havido produção. Em seu estudo para o IISS, o especialista escreveu que, tanto na Rússia quanto na Ucrânia, teriam sobrado centenas de motores do tipo RD 250, "se não mais". Assim, Moscou também poderia ser um possível fornecedor para Pyongyang.
"Nós nunca produzimos motores como aqueles mostrados no New York Times", afirmou Sushevsky, que trabalhou quase meio século na Pvidenmash. O engenheiro aposentado confirmou que, após o fim da cooperação com Moscou, provocada pela anexação da Crimeia, a fábrica de foguetes em Dnipro estaria "praticamente morta". Ainda assim, um contrabando da tecnologia para a Coreia do Norte seria algo impensável.
Tanto o governo em Kiev quanto a Pvidenmash desmentiram a reportagem do New York Times. Elleman disse que o governo ucraniano pode não ter sabido sobre o possível contrabando.
Casos do passado
Esta é a primeira vez que o ex-produtor de mísseis intercontinentais soviéticos do tipo SS 18 é suspeito de violar as sanções da ONU e outros acordos internacionais. No entanto, há anos que Pyongyang demonstra interesse pelo know-how ucraniano: em 2012, dois norte-coreanos foram condenados na Ucrânia por espionagem na Pivdenmash.
Em 2002 houve relatos de imprensa de que a Ucrânia pretendia fornecer instalações modernas de radar ao Iraque. Kiev desmentiu, e tais instalações nunca foram encontradas no Iraque. Mas também houve casos comprovados de contrabandos de armas. Em 2005, o então procurador-geral admitiu que um grupo de ucranianos e russos teria vendido, em 2001, 18 mísseis de cruzeiro do tipo AS 15 (X 55) para China e Irã.
Oleg Uruski, ex-chefe da Agência Espacial da Ucrânia, disse acreditar ser improvável que o atual caso possa transcorrer da mesma forma. Segundo ele, o Estado teria um sistema de controle multinível. Mas Uruski não descartou uma ação criminosa. "Um crime é possível em todas as esferas."
Ucrânia aponta para Moscou
Em Kiev, observadores acreditam que o artigo do New York Times faria possivelmente parte de uma campanha direcionada da Rússia. Nesta terça-feira, o Centro de Estudos Militares escreveu numa análise que a publicação americana portaria "sinais de ataque de informação contra a Ucrânia", cujo objetivo seria, entre outros, desviar a atenção de possíveis "fornecimentos próprios de tecnologia de mísseis para a Coreia do Norte" e desacreditar a Ucrânia - principalmente aos olhos dos EUA.
"A Rússia tem uma fronteira comum com a Coreia do Norte, assim pode-se fornecer de tudo, também motores inteiros", afirmou o vice-diretor do centro de estudos, Mykhailo Samus, acrescentando que a Ucrânia teria dificuldades logísticas para fazer o mesmo.
Schmucker disse que se trata mais do que apenas motores. "E os mísseis? Somente deter informações não bastam. São necessárias unidades de produção, equipamentos técnicos e, sobretudo, uma boa garantia de qualidade", explicou o especialista alemão. "Assim teria que ter vindo muito mais da Ucrânia do que somente alguns motores." 



Do Terra

sábado, dezembro 02, 2017

Embraer vai testar cargueiro KC-390 nos EUA nas próximas semanas

By on 2.12.17
A Embraer vai iniciar uma série de testes de seu novo jato de transporte militar KC-390 nas instalações da empresa nos Estados Unidos durante as próximas semanas, em mais um passo para a obtenção da certificação do cargueiro, informou a companhia brasileira nesta terça-feira.
"Durante as próximas duas a três semanas, a aeronave realizará testes nos sistemas de aviônicos, de medição de ruído externo e operações com vento cruzado", disse a Embraer, em nota.
A aeronave, que é a maior já construída no Brasil e tem entrega prevista para 2018, passou por um incidente que afetou partes de sua carenagem externa durante testes de voo no interior de São Paulo em outubro. Na ocasião, a Embraer informou que, apesar do problema, "todos os sistemas da aeronave se comportaram conforme o esperado durante todo o voo."
No novo anúncio, a companhia manteve previsão de que a aeronave seja certificada dentro do cronograma esperado.
“Estamos muito satisfeitos com a maturidade que este produto já alcançou e totalmente confiantes de que sua certificação será alcançada conforme previsto”, disse o presidente da Embraer Defense & Security, Jackson Schneider, em nota.
De EPOCA



sexta-feira, dezembro 01, 2017

Coreia do Norte desenvolveu mísseis com motores da Ucrânia

By on 1.12.17
A Coreia do Norte desenvolveu com rapidez mísseis que podem chegar aos Estados Unidos, provavelmente graças aos motores de design soviético produzidos em uma fábrica da Ucrânia e obtidos no mercado negro. De acordo com Michael Elleman, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), os mísseis usados nos recentes testes realizados por Pyongyang tinham como base os motores RD-250 fabricados na cidade ucraniana de Dnipro.

O relatório assinala que esses motores podem ter sido vendidos por empregados corruptos e levados de contrabando para a Coreia do Norte por meio de redes criminosas, em algum momento entre o colapso da União Soviética e a atual crise militar ucraniana.
 
O governo ucraniano e a empresa reagiram com irritação a essa versão divulgada pelo jornal The New York Times, insistindo em que a fábrica Yuzmash não produz foguetes de uso militar desde a independência da Ucrânia da antiga União Soviética e que não tem vínculos com o programa de mísseis nucleares da Coreia do Norte.

O documento do IISS não contradiz essas explicações, sugerindo que os motores dos mísseis estavam armazenados no que agora é a Rússia, ou na Ucrânia, desde o fim da União Soviética.

"Um pequeno grupo de empregados descontentes, ou guardas mal pagos, pode ter roubado dezenas de artefatos para alguns dos muitos traficantes de armas, contrabandistas que operavam na antiga União Soviética", afirma o relatório, que enfatiza não sugerir que o governo ucraniano, ou os executivos da Yuzmash, estivessem envolvidos.

O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrâni, Oleksandr Turchynov, aproveitou o informe para atacar Moscou. "Acreditamos que esta campanha contra a Ucrânia tenha sido provocada pelos serviços especiais russos para ocultar sua participação nos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte", alfinetou.
 
 

quinta-feira, novembro 30, 2017

LOST: Submarino sofreu explosão por hidrogênio

By on 30.11.17
A explosão que ocorreu no submarino militar argentino desaparecido no Atlântico Sul há quase duas semanas foi causada por um acúmulo de hidrogênio após um curto-circuito em suas baterias da proa, disse nesta terça-feira um porta-voz da Marinha da Argentina. 

O ARA San Juan e seus 44 tripulantes enviaram seu último sinal na quarta-feira, 15 de novembro, a 430 quilômetros da costa patagônica, apenas horas antes que fosse detectada na região uma suposta explosão submarina que foi identificada na semana passada. Muitos familiares deram como morta a tripulação. 

https://2.bp.blogspot.com/-wgMkzOzxCuQ/WhweO4MssjI/AAAAAAAAPvQ/nAcVTAYkyFwpTe-yEiCvbBdCA2gCI6vMwCLcBGAs/s1600/ara-san-juan1.png "Interpretamos que essa explosão foi por conta de uma concentração de hidrogênio", disse Enrique Balbi, porta-voz da Marinha da Argentina, que explicou que as baterias elétricas do submarino geram constantemente este elemento químico, que deve ser expelido da embarcação por ser potencialmente explosivo. 

Na segunda-feira, o porta-voz disse que em seus últimos contatos o ARA San Juan - que é intensamente procurado por uma ampla operação internacional - havia sofrido uma infiltração de água através de seu "snorkel", que alcançou as baterias, o que gerou um princípio de incêndio, que foi controlado.  

As buscas pela embarcação se concentram em uma área circular de cerca de 4.070 quilômetros quadrados no Atlântico Sul, seguindo a pista da explosão detectada, em um grande esforço no qual participam dezenas de navios e aviões de diversos países, entre eles Estados Unidos, Reino Unido e Brasil.

"É a zona de maior probabilidade de ocorrência onde pode estar o submarino se estiver caído no fundo", disse Balbi, que acrescentou que más condições climáticas nesta região do oceano estavam dificultando o avanço da operação. Especialistas consideram que o submarino pode ter descido a 3 mil metros de profundidade caso tenha alcançado a zona de declive continental. 

Apesar dos indícios de que o ARA San Juan - um submarino TR-1700 produzido na Alemanha na década de 1980 - teve um final trágico, alguns familiares dos tripulantes seguem se agarrando à esperança. 

"Estamos todos juntos e unidos para nos dar esperança e que estejamos fortes", disse Marta Vallejos, irmã do segundo sargento Celso Vallejos, que estava a bordo da embarcação desaparecida, na base naval do balneário Mar del Plata, onde o submarino deveria ter chegado há mais de uma semana. 
Do Terra

6 Super Tucanos para as Filipinas

By on 30.11.17
A Embraer recebeu da Força Aérea das Filipinas um pedido firme de seis jatos A-29 Super Tucano, informou a fabricante brasileira em comunicado na manhã desta quinta-feira.

Segundo a companhia, a encomenda dos jatos A-29 Super Tucano fazem parte do atual plano de modernização da Força Aérea das Filipinas e começarão a ser entregues em 2019. 

"Estamos honrados em ser selecionados pela Força Aérea das Filipinas, nosso segundo operador na região da Ásia-Pacífico, e com a confiança expressa por nosso cliente", afirmou em nota Jackson Schneider, presidente da divisão de Defesa e Segurança da Embraer. 

Da Reuters (Por Gabriela Mello) - Via Extra

Míssil norte-coreano pode atingir maior parte dos EUA

By on 30.11.17
O teste mais recente da Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental (ICBM) mostrou que Pyongyang agora pode ser capaz de alcançar a maior parte continental dos Estados Unidos, disseram duas autoridades norte-americanas à Reuters nesta segunda-feira. 

A avaliação, que as autoridades discutiram em condição de anonimato, destacou a crescente ameaça emitida pelos programas de mísseis e nuclear de Pyongyang, e pode acrescentar pressão ao governo do presidente Donald Trump por uma resposta.
A Coreia do Norte informou no sábado que realizou outro teste bem sucedido de um ICBM que provou sua capacidade de atingir solo norte-americano.
O líder norte-coreano, Kim Jong Un, supervisionou o lançamento do míssil na noite de sexta-feira e chamou o ato de um "duro alerta" aos Estados Unidos de que não estarão seguros de destruição caso tentem atacar, relatou a agência de notícias oficial da Coreia do Norte, KCNA.
No entanto, duas autoridades da inteligência dos EUA, falando em condição de anonimato, disseram nesta segunda-feira que Kim quer desenvolver um ICBM de capacidade nuclear para desencorajar qualquer ataque contra seu país e ganhar legitimidade internacional, não para realizar um ataque contra os Estados Unidos ou aliados que sabe que seria suicídio.
O Pentágono se negou a comentar sobre a avaliação norte-americana do lançamento de míssil, mesmo que tenha reconhecido que o teste mais recente representa o teste de voo mais longo de qualquer míssil norte-coreano.
"Os detalhes de nossa avaliação são confidenciais por razões que espero que vocês entendam", disse o porta-voz do Pentágono, o capitão dos Fuzileiros Navais Jeff Davis, durante entrevista coletiva, reconhecendo somente que o míssil pode voar ao menos 5.500 quilômetros, distância mínima para o que o Pentágono classifica como um ICBM.
Duas outras autoridades dos EUA que discutiram o teste mais recente, que durou cerca de 45 minutos, disseram que o teste mostrou maior alcance do que o lançamento de um ICBM em 4 de julho, que a Coreia do Norte diz ter durado 39 minutos.
Uma das autoridades disse que o lançamento teve maior altura, alcance e poder do que o teste anterior porque usou motores estabilizadores de força, que contrariam os efeitos dos ventos e outras forças que podem alterar o curso de um foguete ascendente.
TRAJETÓRIA DIFERENTE
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, conversou com Trump nesta segunda-feira e concordou sobre a necessidade de mais ação sobre a Coreia do Norte, horas após a embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas dizer que Washington está "farto de falar sobre a Coreia do Norte".
O Pentágono reconheceu conversas entre exércitos com o Japão e Coreia do Sul, aliados dos EUA, após o teste.
Davis acrescentou que embora o teste de míssil tenha tido uma trajetória inclinada, em vez da mais direta necessária para alcançar os Estados Unidos, as forças militares levam a ameaça a sério.
"Você pode ter o debate para frente e para trás sobre se a capacidade é provada ou não, o fato da questão é que levamos a sério e estamos preparados para defender contra." 

Do Terra

PROSUPER: Saab oferece navio ao Brasil

By on 30.11.17
Na base naval de Karlskrona, a maior da Suécia e uma das mais antigas do mundo, criada em 1622, duas corvetas estão atracadas ao lado de outras embarcações militares, à espera de decisão do Brasil se faz a aquisição delas ou não. Trata-se da mais recente oferta da Saab, o grupo sueco de defesa e segurança, para ampliar os negócios militares com o país.
Depois de ter obtido o contrato de US$ 5,4 bilhões para produzir e equipar 36 aviões de combate Gripen para a Força Aérea Brasileira (FAB), a Saab vê agora oportunidade de replicar o mesmo modelo de negócio com a Marinha brasileira, com potencial de venda de quatro a vinte embarcações militares nos próximos anos.
"É igualzinho ao modelo do Gripen, para por em marcha a produção no Brasil da próxima geração de navios caça-minas, com transferência de tecnologia de ponta, material compósito para o Brasil", disse o presidente de Saab Kochums, Gunnar Wieslander, em entrevista ao Valor no estaleiro localizado ao lado da maior base naval sueca.
A futura renovação de equipamentos da Marinha provoca uma forte concorrência internacional
Controlado pela Investor, o braço financeiro da bilionária família Wallenberg, a Saab produz desde aviões de combate, navios, radar, sondas, sistemas de defesa a até submarino. Conta com forte apoio do governo sueco, seu maior cliente, em nome da manutenção de uma indústria nacional de armamento nesse pequeno país não-membro da Otan, a aliança militar ocidental.
Em 2014, Saab comprou o estaleiro naval Kochums, controlado por alemães, por US$ 50 milhões, com a ambição declarada de criar uma indústria naval de classe mundial. Os investimentos nesse segmento tem sido enormes, inclusive para a produção de dois submarinos da nova geração, o A26. E o interesse por aproximação com o Brasil agora na área naval é considerada da maior importância.


Gunnar Wieslander menciona um par de projetos para o Brasil. Primeiro, é a venda dos dois navios caça-minas da classe Landsort (foto acima), que podem ser totalmente renovados com o que há mais de mais moderno em termos de radar, sondas etc. Segundo, a partir do terceiro navio começaria a produção no Brasil da nova geração de embarcações militares, com transferência de tecnologia para empresas brasileiras.
"Vou ao Brasil pelo menos uma vez a cada três meses falar disso no Rio de Janeiro e em Brasília", conta o executivo. "Não aspiramos produzir a nova geração de porta-aviões e chegamos tarde no Brasil para submarinos. Mas em corvetas, que é o animal de trabalho e vai ter papel cada vez mais importante, gostaríamos de ter um papel forte no Brasil."
O presidente de Saab Kochums vê muitas sinergias entre as necessidades brasileiras e as suecas, "de forma que podemos fazer inclusive uma corveta juntos". Diz que a corveta brasileira precisa ser maior que a corveta sueca devido às características geoestratégicas. As suecas operam no Báltico com ondas de 3 a 4 metros, enquanto no Atlântico as ondas chegam a 10 metros.
Saab diz que pode fazer adaptações sem problemas. Acena com o modelo acertado com a Índia, para produção de embarcação como casco maior, mesmo híbrido (de aço e material compósito), enquanto o "cérebro", que são as armas, o sistema de combate etc, é o mesmo.
A futura renovação de equipamentos da Marinha brasileira provoca uma forte concorrência internacional, com participação de grupos também da Alemanha, França, Reino Unido, Coreia do Sul, Cingapura e China, por exemplo.
De seu lado, a Saab aposta no caminho aberto pelo contrato do Gripen. Isso inclui um generoso pacote de financiamento para a Marinha brasileira fazer as aquisições, com taxas de juros baixas. O executivo evita falar em valores de encomendas, alegando que tudo depende do que o cliente quer instalar no navio.
Além disso, argumenta que o importante, quando se faz aquisição de novas embarcações e de novos sistemas de defesa, é comprar algo que seja suficientemente bom para realmente ser utilizado. "Se a manutenção for muito cara, a embarcação fica parte boa do tempo no porto", diz.
A Saab acena com cooperação também para produção de fragatas, usando a tradicional experiência sueca na área naval. A construção naval é antiga no país, incluindo há décadas os submarinos, para enfrentar os "oponentes" no turbulento mar Báltico, onde cada dia há movimento de 2 mil a 3 mil navios e ainda um estoque de 50 mil minas dos tempos da segunda guerra mundial.
Do "backlog" do grupo Saab como um todo, de cerca de US$ 11 bilhões, o Brasil representa a maior fatia com a encomenda do jatos de combate Gripen.
Sobre investigações na justiça brasileira envolvendo a aquisição dos aparelhos, com suspeita de propinas a membros do PT, Lars Nystroem, gerente do Programa Gripen Brasil, afirma: "Temos regras estritas de ética e compliance inclusive para nossos consultores. Não temos nenhuma preocupação sobre isso [no Brasil]. Já respondemos questões à Justiça e vamos continuar a responder, se necessário".
Ele relata que o próximo passo no projeto do Gripen no Brasil será o desenvolvimento do visor panorâmico (WAD), com o primeiro modelo real que será testado no simulador e será instalado no aparelho em 2019. O primeiro avião brasileiro deve ter sua montagem final em 2018 e fazer seu primeiro voo em 2019.
O grupo sueco planeja aumentar participação na Akaer, um dos parceiros estratégicos brasileiros. A companhia brasileira foi contratada pela Saab para desenvolver partes da fuselagem mesmo antes da negociação do Gripen para a FAB. O investimento da Saab na Akaer começou em maio de 2012, com a conversão de empréstimo em ações. No começo deste ano, o grupo sueco aumentou sua participação de 15% para 25% na empresa. "A Akaer é um parceiro muito bom que logo vai atingir 500 mil horas dedicadas ao programa Gripen no Brasil", diz Nystroem.
Além disso, a Saab deve colocar a Saab Aeronáutica Montagem (SAB) em operação no primeiro semestre de 2018, em São Bernardo do Campo, com um parceiro minoritário. A fábrica da SAB quer montar uma rede de fornecedores no país.
Fonte: Valor - Via Portos & Navios

terça-feira, novembro 28, 2017

LOST: Filha de argentino desaparecido em naufrágio há 59 anos aponta semelhanças no caso do submarino

By on 28.11.17
 Stella Maris Romero tinha 10 anos de idade quando seu pai embarcou no ARA Guaraní. Era 15 de outubro de 1958, e o navio rebocador saiu do porto de Terra do Fogo, no sul da Argentina, com a missão de prestar apoio a um avião que fazia um traslado sanitário da Antártida, durante um temporal.

Mas o Guaraní nunca voltou. A embarcação nunca foi encontrada, nem os corpos dos 38 tripulantes. Aos 69 anos, Romero publicou um post nas redes sociais em que desabafou o que levava "preso na garganta" durante 59 anos.

Ela também fez várias comparações sobre o modo como o Marinha argentina lidou com o desaparecimento do Guaraní e como está lidando com o ARA San Juan, que neste sábado (25) completou 10 dias sumido. Ela conclui: "Nada mudou".
Leia os principais trechos do post:
"Agora que bateu a 'surpresa' aos familiares do ARA San Juan, queria expressar um pouco do que tenho 'preso na garganta'. Tenho 69 anos e sou filha de um dos náufragos do ARA Guaraní, um rebocador que estava em 'reparo' no porto de Ushuaia e saiu para 'prestar apoio' a um avião que realizava um traslado sanitário da Antártida em meio a uma tormenta infernal. Nunca voltaram, 'desapareceram'.
Muito para contar, outubro de 1958. O que me assombrou nesta oportunidade é que, em todos esses anos, o sistema não mudou; os mesmos discursos, os mesmos 'protocolos'. Teria sido mais fácil dizer-lhes diante do primeiro sintoma de avaria 'emerjam e dirijam-se ao porto mais próximo', e não 'continuar o curso a Mar del Plata'.
Sim? Não sei. Naquela ocasião foi 'é preciso prestar apoio ao avião', e quando o avião retornava, o Guaraní, maltratado e insignificante, saía com uma dotação de 36 tripulantes, meu pai o mais velho, com 33 anos de idade.
Me assombrou a semelhança dos discursos, a semeadura de esperanças que nunca se realizarão.
1958: não descartamos que estejam à deriva.
2017: não descartamos que estejam na superfície.
1958: talvez estejam refugiados nas tantas cavernas costeiras até que passe o temporal.
2017: têm oxigênio por x dias e estão preparados para essa contingência.
1958: não vamos deixar de procurar.
2017: vamos procurar até que os encontremos.
1958: estão desaparecidos.
2017: estão desaparecidos etc etc etc (...)
A solidariedade das Armadas em nível mundial é digna de destacar; igual aconteceu naquela época com a tecnologia que se tinha, e apesar de terem insultado os marinheiros chilenos quando estavam no estreito, a Armada chilena também saiu para procurá-los.
O tempo esconde tudo. E como o sistema e o protocolo mandam, virão as missas 'de corpo presente' com algum caixão pintado de preto, e a declaração de heróis, a ascensão ao rank imediato superior, certificados, honras etc.
Parece que vejo minha mãe peregrinando pelos escritórios; se não há corpo não há morto; se não há morto não há viúva; se não há viúva não há pensão; porque há 'presunção de falecimento', e isso leva anos. Tomara que isso já não aconteça. (...)
Semelhanças demais em 59 anos; as viúvas voltarão a refazer suas vidas, mas a cicatriz as acompanhará a vida inteira, são jovens. Oxalá não tenham filhos crescidinhos e sim pequenos como minha irmãzinha, que tinha 45 dias, sem recordações vívidas, cheiros, olhares expressivos.
Tomara que os encontrem mesmo que estejam mortos, porque fazer um luto olhando para o mar não serve para nada. Com meus 69 anos, tenho esperança de que as gerações que eduquei sendo professora sejam cidadãos incorruptíveis, que trabalhem por esse bendito país sem roubar nada, sem mentir e sem jogar com a liberdade e a verdade.
Que a paz cubra todas as famílias que deram esposos, filhos, netos, que em silêncio e desinteressadamente ofertaram suas vidas por nosso país trabalhando até nas condições mais precárias, com sentido da Pátria."


LOST: Desaparecimento do submarino ARA San Juan evidência uma crise de 30 anos sem falta de investimentos nas Forças Armadas

By on 28.11.17
O  desaparecimento do submarino ARA San Juan há 12 dias pôs em evidência uma crise que perdura há 30 anos na Argentina: a falta de investimentos nas Forças Armadas, propositadamente sucateadas no retorno do país à democratização após a ditadura militar (1976-1983).
Sistemas superados em termos de geração, quase no fim da vida útil ou até inoperantes; instalações semiabandonadas, brigadas incompletas; e fuga de militares para o setor privado devido aos baixos salários são problemas apontados por especialistas.
Por isso, para o cientista político e analista de defesa argentino Mariano González Lacroix, o incidente com o San Juan não é um caso isolado.
"Qualquer sistema de armas pode ter um acidente ou um problema técnico como o relatado no San Juan, uma falha de bateria, uma entrada de água. Mas não se pode ignorar a questão de um setor que não vê investimentos há 30 anos e cujo orçamento cai a cada ano", disse à
Em artigo no "Clarín" na última sexta (24), o jornalista marplatense Jorge Lanata escreveu que o San Juan "começou a afundar no dia 30 de outubro de 1983", aludindo o dia do retorno à democracia. "Desde então, os argentinos não sabemos o que fazer com as Forças Armadas."
Já para o analista político Julio Burdman, vincular uma questão a outra é manipular a opinião pública. "Não sabemos se o que houve tem a ver com a política de defesa ou o gasto militar. Que a Argentina gaste pouco com suas Forças Armadas explica termos três submarinos e não 50, mas não um acidente", diz.
"Ademais, tudo indica que o submarino estava em boas condições e não era velho. Macri está promovendo um ajuste fiscal. Como conjugar isso com um aumento do gasto militar? É difícil", acrescentou. "Me parece feio usar a tragédia para lobby."
Hoje, o orçamento de defesa da Argentina é de 0,6% do PIB, o que dá cerca de US$ 5 bilhões, sendo que 85% desse valor cobre pessoal e 15% se destina a bens, serviços e à manutenção de instalações.
Trata-se do menor gasto militar sobre o PIB em toda a América do Sul e, em níveis absolutos, enfrenta perdas devido a um câmbio desfavorável em relação ao dólar e por causa da inflação.
No início da década de 70, o gasto pairava em 1,5% do PIB. Na ditadura, foi a 2%, inflado pela repressão, pelo conflito com o Chile pelo canal de Beagle e depois pela Guerra das Malvinas (1982).
Com a volta da democracia, o índice se manteve em torno dos 2% até o fim dos anos 80. A Argentina mudou então a relação política com as Forças Armadas, e o índice começa a cair: passa os anos 90 em torno de 1,30%, entra o ano 2000 com 1,15% e, após a histórica crise argentina, bate em 0,7% em 2015.
Os dados constam do estudo "Os frios números da política de defesa argentina", publicado por Gonzáles, com base em dados do Ministério da Economia e do Instituto Internacional de Estocolmo para a Investigação da Paz.
"Os gastos militares da década de 1970 até o começo da década de 1980 (...) marcaram a base de capital e de investimento em defesa nacional até o dia de hoje", diz o texto.
"Grande parte do parque de sistemas de armas adquiridos durante esse período continua conformando o grosso operativo até 2016, junto aos gastos brevemente posteriores à Guerra das Malvinas, anos de reposição de material pelas perdas geradas pelas forças britânicas", continua.
"Esse parque de sistemas atualmente em uso mas planejado e adquirido quatro décadas atrás gera um desafio importante para os comandos [militares] e o próprio poder político, sabendo-se que o próprio tempo amplia o custo futuro das trocas das unidades em função dos sistemas antigos."
É nas Forças Aéreas que ocorre a maior fuga de oficiais para o setor privado. Eles saem em busca de melhores salários, que podem subir de cerca de 30 mil pesos (R$ 5.600) para 90 mil pesos (R$ 17 mil). Também fogem do mau estado das aeronaves - há relatos de pilotos voando sem assento ejetor, por exemplo.
Também foi registrada uma alta saída de militares do Exército para a Polícia Metropolitana.
"A vida dos militares depende do dinheiro que o Estado investe em suas forças", diz Gonzales. "Se isso não ocorre, veja o que acontece."
 Da Folha

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