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quarta-feira, agosto 02, 2017

Atual e ex-comandante da Força Aérea afirmam que que Lula não influenciou Dilma na escolha do Gripen

By on 2.8.17
O comandante da Força Aérea Brasileira, Nivaldo Luiz Rossato, e o ex-comandante, Juniti Saito, afirmaram nesta terça-feira (1º) em depoimento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não influenciou a ex-presidente Dilma Rousseff na compra, pelo governo, de caças suecos entre 2013 e 2014.
Rossato e Saito prestaram depoimento à 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília. Os caças foram adquiridos pelo governo no período em que Juniti Saito comandava a Aeronáutica.
Lula e o filho dele Luiz Cláudio Lula da Silva, além de dois empresários, se tornaram réus após o Ministério Público Federal denunciá-los por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa na compra dos caças, investigada no âmbito da Operação Zelotes.

Os depoimentos

Durante o depoimento, Juniti Saito relatou ter acompanhado os trabalhos internos para a escolha de três empresas que integrariam a lista a ser entregue a Lula em 2010.
"O comandante [da Força Aérea] bate o martelo. Foi o que aconteceu com o Gripen. Foi uma decisão do comando da Aeronáutica, por melhor preço, por manutenção e transferência de tecnologia, declarou.
Questionado, então, pela defesa do ex-presidente, se Lula influenciou o corpo técnico, Saito respondeu: "Ele respeitava a nossa opinião".
Saito e Rossato relataram, em seguida, que quem decidiu sobre o modelo a ser adquirido foi a então presidente Dilma, já que Lula recebeu o relatório, mas deixou a decisão final para a sucessora.
O MP, nesse instante, indagou a Saito se ele poderia afirmar que "quem bateu o martelo foi a presidente Dilma". O militar concordou.
Em seguida, Nivaldo Luiz Rossato relatou: "Eu me lembro. Em dezembro de 2013, durante almoço dos oficiais com a presidente Dilma, ela anunciou a decisão dela pela Gripen, apesar de a Força Aérea apontar que os três tinham capacidade técnica para cumprir os requisitos".
"Nós entregamos todo o processo no inicio de 2010, a partir daí ficou a decisão do governo. Desconheço [interferência de lula], sei que a presidente Dilma apresentou a decisão dela", acrescentou o comandante da FAB.
Além dos militares, a defesa de Lula havia arrolado como testemunha o ex-ministro da Advocacia Geral da União Luís Inácio Lucena Adams. Mas, pela segunda vez, Adams não compareceu ao depoimento. Segundo o juiz, desta vez, ele enviou uma declaração informando estar em viagem.
No início do processo, a defesa de Lula convocou 80 testemunhas. O juiz, porém, definiu que a lista deveria ser reduzida para 32.

Defesa de Lula

Após os depoimentos, o advogado do ex-presidente, José Roberto Batochio, disse que as declarações dos militares "fulminam" a suspeita de tráfico de influência por parte de Lula na escolha dos caças.
"Eles mostraram que quem optou pelo Gripen foi uma comissão da área técnica da FAB. Que a decisão não foi política. O brigadeiro disse isso com toda a clareza", declarou.
Batochio afirmou, ainda, que a acusação contra o ex-presidente é uma "criação cerebrina dos membros do Ministério Público".
"Estamos aqui diante de uma situação em que a defesa mostrou que não existiu crime. A prova de inocência apareceu com esses dois testemunhos", completou.

Entenda o caso

A denúncia contra Lula, relacionada à Operação Zelotes, foi apresentada em dezembro do ano passado.
Segundo o MPF, os crimes foram praticados entre 2013 e 2015 quando Lula, como ex-presidente, teria participado de um esquema para beneficiar empresas junto ao governo Dilma Rousseff.
O MP apontou irregularidades na compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro. Durante as investigações, não foram encontrados indícios de que Dilma tivesse conhecimento do suposto esquema.
Em troca, diz a denúncia, os empresários Mauro Marcondes e Cristina Mautoni teriam repassado cerca de R$ 2,5 milhões a Luis Cláudio Lula da Silva, filho de Lula. Segundo relatório da Polícia Federal, não houve prestação de serviço pela empresa do filho de Lula. A PF diz também que o material produzido pela empresa era cópia de material disponível na internet.
O Ministério Público Federal afirma também que Mauro Marcondes "comandou" a organização criminosa, fazendo a ligação entre as empresas beneficiadas e a família de Lula.
Já a mulher dele, e sócia, Cristina Mautoni, teria participado "ativamente" das contratações e do "fluxo de informações" com as empresas e com Luís Cláudio Lula da Silva.
De acordo com a denúncia, ao ex-presidente Lula coube "fazer os encontros com fortes indícios de que deu aval" para Mauro Marcondes e Cristina Mautoni propagarem, "para fins contratuais milionários", o apoio e prestígio que tinha junto ao governo federal e à Presidência da República.
A denúncia afirma que a Luís Cláudio coube fornecer dados de uma das suas empresas a fim de receber o dinheiro a título de apoio do ex-presidente, mediante um contrato de fachada. 

Do G1

segunda-feira, julho 17, 2017

Militares israelenses compram drones capazes de lançar granadas

By on 17.7.17
A tecnologia é capaz de mudar completamente o mundo onde vivemos. Agora, chegou a vez da guerra. Militares israelenses compraram drones que são capazes de atacar alvos com armas e granadas.

Conforme relata o Engadget, os dispositivos são produzidos pela empresa norte-americana Duke Robotics. A aerodinâmica e a física dizem que não é possível prender uma arma em um drone e esperar que ele voe e ainda atinja o alvo, no entanto, a empresa planejou uma maneira de manter o zangão firme enquanto compensa o recuo da arma.

Aparentemente, o drone conta com um sistema de partes flexíveis que distribui o peso na hora do ataque para manter o dispositivo parado no ar. O sistema, por exemplo, permite que um drone de 4,5 kg se mantenha estável ao lançar uma granada ou carregar armas de até 10 kg.
A empresa afirma que o uso de drones remotos reduziria a necessidade de manter soldados na linha de frente, logo, reduziria o número de mortes.
Além de drones, os militares também devem estar cada vez mais armados tecnologicamente. 

O Olhar Digital divulgou recentemente que os militares russos desenvolveram um exoesqueleto à prova de balas com o objetivo de reduzir o cansaço dos soldados, e que os Estados Unidos estão trabalhando em uma armadura semelhante à do Homem de Ferro.


sexta-feira, julho 14, 2017

FAB começa a operar Satélite Geoestacionário

By on 14.7.17
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGCD) deu início às transmissões nesta quarta-feira (5) e será controlado pela Força Aérea Brasileira (FAB).
O equipamento foi lançado ao espaço no dia 4 de maio a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Nesse período foram feitos testes orbitais e testes coordenados pelos militares.
“O SGDC recebeu a carga útil da Banda X, que vai garantir mais segurança nas comunicações militares e ampliar a capacidade operacional da Forças Armadas”, explicou o Vice-Chefe do Centro de Operações Espaciais (COPE), Coronel Aviador Sidney César Coelho Alves.

 
O satélite foi o primeiro construído pelo País com fins militares e civis e deve impulsionar a implementação do Plano Nacional de Banda Larga. O satélite vai permitir que mais de sete mil computadores da rede pública sejam conectados à internet.
Ao todo, os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações investiram R$ 2,7 bilhões no projeto.

quarta-feira, julho 12, 2017

Russian Stormtrooper: Rússia cria exoesqueleto para seus soldados

By on 12.7.17
Que a Rússia é um país em que tudo pode acontecer, a gente já sabe. No entanto, você sabia que os seus soldados estão prestes a se transformar personagens de um filme genérico de ficção-científica? Pois é mais ou menos isso o que vai acontecer, já que o exército russo acaba de revelar um novo tipo de uniforme que parece ter sido retirado do cinema ou mesmo de um videogame.

O uniforme é, na verdade, um exoesqueleto desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Central para Construção de Máquinas de Precisão e funciona tanto como um equipamento de proteção avançada quanto como uma forma de otimizar o desempenho dos soldados. Isso porque ele foi projetado com uma tecnologia que diminui o cansaço dos combatentes. De maneira bastante resumida, é como se ele tivesse um motor interno que ajudasse o soldado em seus movimentos.

Porém, o que realmente chama a atenção no conceito de armadura é o capacete bastante diferente daqueles usados por outras forças de segurança. O design adotado aqui fica exatamente entre o usado pelos Stormtroopers, em Star Wars, e o capacete de Master Chief na série Halo, protegendo o usuário ao mesmo tempo em que intimida quem aparecer em seu caminho. 



Todo esse aparato serve para dar mais proteção aos soldados russos. O exoesqueleto conta com uma tecnologia de resistência avançado que protege seus usuários de balas e estilhaços em todo o corpo — o que facilitaria a sua atuação em qualquer campo de batalha. Além disso, o fato de a armadura ser motorizada permite que os soldados aguentem um confronto por muito mais tempo, já que o desgaste físico tende a ser menor.

Porém, pode ser que essa curiosa tecnologia ainda demore um pouco para sair do papel. Embora já haja protótipos prontos, o equipamento ainda é apenas um conceito e a expectativa é que a sua produção comece a ser feita somente nos próximos anos.

Via: Engadget – Via Canaltech

segunda-feira, julho 10, 2017

EUA se tocaram tarde demais que precisam de mais caças F-22

By on 10.7.17
Em maio de 2013 um drone Predador americano estava voando em águas internacionais, próximo ao Irã, quando um caça Phantom F-4 iraniano começou a se aproximar, com intenções de abate. Os EUA já estavam cientes, e na região tinham um F-22, stealth. Sem ser detectado o F-22 se aproximou pela traseira, voou para baixo do Phantom para checar o armamento, então nivelou ao lado do inimigo.
Achmed tomou o maior susto da sua vida quando ouviu no rádio o piloto americano, que provavelmente acenava enquanto falava Olha, você realmente deveria ir para casa.
Ninguém foi abatido naquele dia, nenhum tiro disparado e com sorte o iraniano até estava usando as calças marrons.
O F-22 teve seus problemas, mas ele ainda é a coisa mais avançada voando hoje em dia. É uma maravilha tecnológica levando os dois mais avançados computadores já instalados em um avião, e um deles é o backup. Ele voa com impunidade em qualquer cenário, sua tecnologia stealth torna qualquer combate covardia, mas por um tempo ele não foi desejado.
O primeiro voou em 1997, mas as especificações foram colocadas no papel em 1981. O objetivo era avançar os caças em uma geração, evitando a desvantagem estratégica em relação aos russos, que estavam começando a construir aviões realmente bons e em muito maior número.
O protótipo voou em 1991, foi aprovado e a politicagem foi ativada no grau máximo. A Lockheed Martin espalhou os fornecedores de componentes entre 46 estados dos EUA, a linha de produção envolvia 1.000 empresas e 95.000 trabalhadores. Um pesadelo logístico, um custo altíssimo mas ao menos assim o Senhor Deputado podia bater no peito e dizer que estava garantindo empregos para o seu estado.
O projeto original era produzir 750 caças, a um custo total de US$ 26,2 bilhões; mas como bom projeto de governo, chegou a custar US$ 62 bilhões por 183 aviões. Em dado momento surgiu uma opção que reduziria o custo total mas aumentaria o custo individual.
Em 2012 o custo estimado por F-22 era de US$ 412 milhões, ou seja: o sujeito pilotava com a ponta dos dedos, se arranhasse a pintura pagaria carnê pelo resto da vida.
Já em 2008 o F-22 estava sendo questionado. Ele foi projetado para uma guerra que não mais aconteceria: os russos agora eram amigos. Não faz sentido um avião de US$ 400 milhões quando seu inimigo são dois idiotas em um camelo. No martelo final foram produzidos 195 aviões dos 750.
Desses 195 187 são operacionais, o resto são unidades de demonstração, teste, etc.
Desses 187, somente 1/3 estão em condições de vôo, o resto está em upgrade ou manutenção preventiva.
O último F-22 saiu da linha de montagem em 2011: o ferramental foi aposentado, as linhas reorganizadas para produzir outros aviões, como o F-35, muita gente foi demitida, e a experiência se perdeu.
Aí alguém se tocou que o mundo mudou, que a Rússia não é mais boazinha, que a China está botando as manguinhas de fora, e que todos esses têm excelentes aviões. A Melhor Coréia não tem nada que voe e seja decente mas tem muitos mísseis, e isso também é ruim.
Em 2016 o Congresso pediu discretamente que alguém fizesse um estudo formal para reinstaurar a linha de produção do F-22. O estudo saiu, mas foi tão desastroso que o classificaram como secreto. O resultado confirmou o que todo mundo do meio havia dito: a produção do F-22 não deveria ter sido encerrada com tão poucas unidades, e agora vai sair caro, muito caro.
O consenso é que produzir 194 novos F-22 custaria US$ 50 bilhões. Pior, levaria cinco anos para a linha colocar o primeiro avião na rua.
Heather Wilson, secretária da Força Aérea já avisou que não há qualquer interesse em reativar a produção do F-22, isso significa que o foco está no novo caça de 6ª geração, a ser lançado por volta de 2030. Esperemos que os caras maus tenham paciência e não façam nada contra os EUA até lá…
Fonte: The Drive - Via Meio Bit

sexta-feira, junho 30, 2017

NASA apresenta projeto final de avião supersônico

By on 30.6.17

A NASA apresentou o modelo final do seu avião supersônico silencioso, anunciado há pouco mais de um ano.
O resultado é fruto do trabalho do programa QueSST (Quiet Supersonic Transport - Transporte Supersônico Silencioso), cujo objetivo é viabilizar um jato de passageiros que possa atingir velocidades supersônicas sobre a terra, ao contrário do Concorde, que só ultrapassava a velocidade do som sobre o mar por causa da explosão sônica - ou boom sônico -, que poderia destruir janelas e causar outros acidentes.
O avião supersônico, que a NASA chama de X-Avião, está sendo projetado para, ao ultrapassar a velocidade do som, gerar apenas uma "batida" suave, e não um estrondo com potencial destrutivo. Em velocidades normais, ele deverá ter o mesmo padrão de ruído que os aviões convencionais.
X-Avião real
O protótipo deverá voar sobre áreas residenciais para permitir coletar os dados necessários para que as autoridades reguladoras avaliem o voo supersônico sobre a terra nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo.
Ele será baseado no modelo em escala, medindo 1,8 x 2,4 metros, construído pela Lockheed Martin, que passou pelos primeiros testes de velocidade supersônica no túnel de vento do Centro de Pesquisa Glenn, da NASA.
"Gerenciar um projeto como este tem a ver com superar um marco depois do outro. Nossa forte parceria com a Lockheed Martin nos ajudou a chegar até este ponto. Agora estamos um passo mais perto de construir um X-avião real," disse David Richwine, gerente do projeto QueSST.
Até o final do ano a NASA deverá divulgar o processo de solicitação de propostas para construção de um modelo monomotor pilotado do avião X. A previsão é que o contrato seja assinado no início de 2018 e os primeiros testes de voo do avião supersônico comecem em 2021.

 Do Inovação Tecnologica

quinta-feira, junho 29, 2017

Lembra-se do Concorde? Novo avião supersónico será ainda mais rápido

By on 29.6.17
O avião supersónico de passageiros está de volta e desta vez vai ser ainda mais rápido do que o famoso Concorde. A construtora aeronáutica Boom Supersonic, que está a desenvolver o aparelho, explica que as primeiras 10 unidades do avião foram reservadas pela companhia aeroespacial Virgin Galactic, mas o CEO da construtora, Blake Scholl, dá conta de que as restantes companhias aéreas estão também a entrar na corrida pela nova tecnologia que promete voar de Paris a Nova Iorque em apenas três horas e meia.
“As companhias aéreas estão entusiasmadas por poderem oferecer aos seus passageiros algo novo e diferente. Elas querem compartilhar a nossa visão de futuro sobre viagem supersónicas mais acessíveis e nós estamos ansiosos por partilhar esta tecnologia com elas”, afirmou Blake Scholl, numa conferência de imprensa em Paris sobre o futuro da aviação.
Blake Scholl avança que as primeiras unidades do XB-1 devem estar prontas para 2023. O avião supersónico será capaz de atingir a velocidade máxima de 2335 quilómetros por hora, sendo este 10% mais rápido do que o antecessor Concorde, que era capaz de atingir o dobro da velocidade do som.
Considerado um dos maiores feitos da engenharia aeronáutica, os aviões Concorde deixaram de voar depois de uma aparatosa queda em Paris, que causou a morte a 113 pessoas em 2000. A frota de 20 Concordes até então construídos, ao serviço da British Airways e da Air France, foi retirada de circulação e a maior parte dos veículos foram conservados em museus nos Estados Unidos e na Europa.
O novo protótipo supersónico vem equipado com 55 assentos de classe executiva ou 30 lugares de primeira classe para os voos mais longos. Viajar de Paris para Nova Iorque vai passar a demorar em média três horas, em comparação com as sete horas atuais, assim como uma viagem de São Francisco para Tóquio vai ser reduzida das 11 horas atuais para apenas cinco.
Pelo menos cinco companhias aéreas já manifestaram a intenção de comprar o modelo XB-1, totalizando-se um total de 76 pedidos junto da Boom Supersonic.
Estima-se que um bilhete em classe executiva de Londres para Nova Iorque custe à volta de 5 mil dólares (cerca de 4.500 euros). 

quarta-feira, junho 28, 2017

Dois IAI Kfir TC-2 para repor perdas operacionais

By on 28.6.17
A Força Aérea da Colômbia (FAC) comprou de Israel duas aeronaves caças biplace IAI Kfir TC-2 de segunda mão para substituir plataformas perdidas e reforçar sua frota de treinadores Kfir, de acordo com o comandante da FAC, General Carlos Bueno.

Depois de perder quatro treinadores de 2009 a 14, bem como um lutador operacional, o FAC ficou com apenas um Kfir de dois assentos e uma habilidade de treinamento limitada. Inicialmente pensou-se en voltar a operatividade dois Mirage 5, aposentados em 2010, mas por razão de custos e racionalização de manutenção decidiu-se comprar os Kfirs.

Um contrato já foi assinado para as duas aeronaves, que vieram de estoques da Força Aérea israelense, e foram entregues à FAC para montagem na Base Aérea Germán Olano em Palanquero, sede do Comando Aéreo de Combate No1 ( CACOM-1).

Da Janes

terça-feira, junho 27, 2017

Rússia inicia produção em série de seu bombardeiro supersônico Tu-160M2

By on 27.6.17

A Rússia retomou a produção do famoso bombardeiro estratégico Tu-160, mas agora em sua versão modernizada - o Tu-160M2, informou o ministro da Defesa do país, Sergei Shoigu.

"Uma grande parte dos trabalhos preparatórios já foi feita. Foram restabelecidos os métodos tecnológicos próprios para a produção de peças de liga de titânio", declarou Shoigu.

De acordo com o alto funcionário, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou em fevereiro de 2017 um decreto para reiniciar a linha de produção do bombardeiro Tu-160 no projeto aeronáutico de Kazan e desenhar uma nova geração de bombardeiros estratégicos russos.
Segundo o diretor adjunto da empresa Tupolev, Valery Solozobov, a criação do Tu-160M2 conta com coordenadores das melhores escolas de aviação, entre elas a Tupolev, Sukhoi, Yakovlev, Beriev e Mikoyan.
"Designers de diferentes partes da Rússia são responsáveis pela delineação de várias partes da fuselagem e das asas, o que possibilitará o aceleramento da fabricação de componentes e conjuntos desta estratégica aeronave em centros mecanizados modernos", disse Solozobov.
De acordo com o editor-chefe da revista Aviapanorama, Vladimir Popov, de fato, será criada uma aeronave basicamente nova.

"Trata-se do Tu-160M2, não simplesmente um Tu-160. Uma aeronave basicamente nova. Externamente, será muito semelhante ao seu antecessor, mas o interior é muito diferente. Será mudado todo o seu equipamento de navegação e será apresentada uma nova cabine. O sistema de pontaria apresentará melhor desempenho, tanto com mísseis, como com bombas. Os instrumentos de navegação serão novos, de maior qualidade. E, é claro, esta aeronave terá motores mais eficientes e econômicos. Tais mudanças visam ampliar a capacidade de voar em velocidade supersônica, sendo essa a ideia principal de modernização e renovação", frisou Popov.
Segundo o analista militar, a fuselagem será a mesma da versão anterior, já que não é obsoleto. No entanto, a eletrônica será completamente renovada.
Entre outras novidades, Popov também mencionou os novos sistemas de guerra eletrônica. "Há uma possibilidade de implantar tecnologicamente tudo isso na 'base' antiga, por assim dizer", afirmou Popov.

O primeiro voo do Tu-160 foi realizado em 1981. É considerado o maior avião supersônico com asas de geometria variável. Além disso, o Tu-160 é dono do maior peso de decolagem em comparação com qualquer um de seus concorrentes: em torno de 275 toneladas.
Por último, entre todos os aviões existentes, o Tu-160 é o mais rápido. Ele pode alcançar velocidades de até 2.200 km/h, igualando-se a caças modernos quanto à superioridade em questão. 




Ciberataque paralisa Ucrânia e atinge várias empresas europeias

By on 27.6.17
A Ucrânia está nesta terça-feira sob um ciberataque de proporções ainda desconhecidas. Esta tarde, e citado pela Reuters, um conselheiro do Ministério do Interior ucraniano afirmava que a acção foi perpetrada com recurso a uma versão modificada do WannaCry, o vírus no centro do recente ataque global de ransomware (sequestro de sistemas informáticos a troco de dinheiro).
Nas últimas horas, a Reuters deu conta de que, na sequência desse ataque, o aeroporto de Kiev ficou sem sistema informático – obrigando os responsáveis a alertar para possíveis atrasos –, tal como o Governo, cuja rede de comunicações também está em baixo, segundo informou o vice-primeiro-ministro ucraniano em declarações citadas pela Reuters.
"Nós também estamos com a rede em baixo", escreveu o número dois do governo de Kiev, Pavlo Rozenko, numa mensagem no Twitter, acompanhada de uma fotografia de um ecrã de computador que exibe uma mensagem de erro.

Não há informações sobre a dimensão do ataque, mas sabe-se que o construtor ucraniano de aviões Antonov, foi atacado, bem como o maior produtor russo de combustível, a empresa Rosneft.
"Os servidores da empresa foram alvo de um poderoso ciberataque", disseram responsáveis da perolífera, via Twitter, nessa mesma rede social.
Também a empresa russa Evraz, do sector metalúrgico e de produção de aço, disse estar sem sistema informático pela mesma razão.
Em Kiev, o director do principal aeroporto que serve a capital também alertou para eventuais atrasos devido às consequências do ciberataque, que afectou os sistemas informáticos daquela infra-estrutura.


Segundo a Reuters, também a companhia estatal de distribuição eléctrica e alguns bancos foram alvo deste ataque. Na Dinamarca, a empresa de transporte marítimo A.P.Moller-Maresk revelou que também ela está sem rede informática nesta terça-feira, em diversas regiões, devido a um ciberataque. "Podemos confirmar que a causa foi um ciberataque", disse uma porta-voz da empresa. Não se sabe se estará relacionado com o mesmo ataque que está a paralisar a Ucrânia.
Também a agência de publicidade britânica WPP disse ter sido alvo de um ataque informático. O terminal de contentores do porto de Roterdão também terá sido afectado, de acordo com uma televisão local, citada pela Reuters.
Apesar de não estar afastada a possibilidade de se tratar de um ataque de natureza criminosa com origem num país terceiro, a Ucrânia é apontada actualmente como o "campo de experiências" russo para uma ciberguerra global. Há precisamente uma semana, a revista Wired publicou uma reportagem que relata os múltiplos casos de ciberataques que tem afectado o país em diferentes sectores nos últimos três anos. 
"Actualmente, na Ucrânia, a quintessência do cenário de ciberguerra tornou-se realidade", com "um ataque em contínuo nos últimos três anos, algo como o mundo nunca vira antes". "Um exército de hackers tem sabotado de forma sistemática particamente todos os sectores da Ucrânia, dos media às finanças, transportes, serviços militares, políticos e energéticos", descreve a Wired. "É praticamente impossível encontrar uma área neste país que não tenha sido já vítima de um ciberataque", afirma Kenneth Geers, um embaixador da NATO e especialista em cibersegurança.
Mais elucidativo foi o discurso do próprio Presidente ucraniano, em Dezembro de 2016, quando Petro Poroshenko disse que nos dois meses anteriores tinham sido registados 6500 ciberataques a 32 alvos ucranianos. O Presidente culpou a Rússia, sem meias palavras, indicando que a investigação feita em casa apontava para "um envolvimento directo ou indirecto dos serviços secretos russos", no que qualificou com uma ciberguerra desencadeada contra a Ucrânia.

Do Publico



segunda-feira, junho 26, 2017

Avião interceptado pela FAB com cocaína decolou de fazenda da família do Ministro da Agricultura Blairo Maggi

By on 26.6.17
O avião bimotor interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no domingo (25) com 500 quilos de cocaína decolou da fazenda Itamarati Norte, localizada no município de Campo Novo de Parecis (MT), informou, por meio de nota, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica. A propriedade rural é arrendada pela empresa Amaggi, de propriedade da família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi.
Ao G1, a assessoria do titular da Agricultura afirmou que a pasta está elaborando uma nota para esclarecer o assunto.
Em nota, a empresa Amaggi disse que "não tem qualquer ligação" com a aeronave interceptada pela FAB e "não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas" (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem)


Na página do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião bimotor matrícula PT-IIJ, interceptado pelo FAB, está registrado em nome de Jeison Moreira Souza.
A aeronave, de acordo com a FAB, decolou da fazenda Itamarati Norte com destino a Santo Antonio Leverger, também no Mato Grosso.
No comunicado, a Força Aérea relatou que, às 13h17 deste domingo, o piloto de defesa aérea do A-29 Super Tucano identificou a aeronave suspeita e, seguindo o protocolo de policiamento aéreo, fez perguntas, por meio do radio, ao piloto do avião bimotor.
Na sequência, disse a FAB, o militar determinou que o piloto do bimotor mudasse de rota e pousasse no aeródromo de Aragarças, em Goiás.
Inicialmente, diz trecho da nota, o piloto da aeronave demonstrou que iria cumprir a ordem do militar, porém, na hora de pousar ele arremeteu e não respondeu mais às advertência da defesa aérea.
Seguindo o protocolo, o piloto da FAB deu um tiro de aviso que, conforme a Aeronáutica, é uma medida de persuasão para forçar o piloto da aeronave "considerada hostil" a cumprir as determinações da defesa aérea.
A Força Aérea disse no comunicado que, mesmo com o tiro de aviso, o avião interceptado não voltou a responder aos contatos do militar e pousou na zona rural do município de Jussara, no interior de Goiás.
Um helicóptero da Polícia Militar goiana foi acionado para fazer buscas no local do pouso. De acordo com a FAB, o bimotor será removido para o quartel da PM em Jussara. Já a droga apreendida, ressaltou a Aeronáutica, será encaminhada para a superintendência da Polícia Federal, em Goiânia.
Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, a ação que interceptou o avião faz parte da Operação Ostium, que tem o objetivo de coibir ilícitos transfronteiriços. Além da FAB, atuam nesta operação a Polícia Federal e órgãos de segurança pública.
Leia a íntegra da nota divulgada pela Amaggi:
Nota à Imprensa | Operação “Ostium”
Cuiabá, 26 de junho de 2017
A respeito das informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) no último domingo (25) dando conta da interceptação de uma aeronave carregada de entorpecentes que teria decolado de uma pista localizada na fazenda Itamarati, arrendada pela AMAGGI, a companhia vem a público informar que:
a) Tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e aguarda o desenrolar das investigações sobre a propriedade da aeronave e as circunstâncias exatas em que ela - conforme afirma a FAB - teria pousado na Fazenda Itamarati e decolado a partir de uma de suas pistas;
b) A empresa não tem qualquer ligação com a aeronave descrita pela FAB e não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas;
c) Localizada em Campo Novo do Parecis, a parte arrendada pela AMAGGI na Fazenda Itamarati conta com 11 pistas autorizadas para pouso eventual (apropriadas para a operação de aviões agrícolas, o que não demanda vigilância permanente) localizadas em pontos esparsos de 54,3 mil hectares de extensão;
d) A região de Campo Novo do Parecis tem sido vulnerável à ação de grupos do tráfico internacional de drogas, dada a sua proximidade com a fronteira do Estado de Mato Grosso com a Bolívia;
e) Tal vulnerabilidade acomete também as fazendas localizadas na região. Em abril deste ano a AMAGGI chegou a prestar apoio a uma operação da Polícia Federal (PF), quando a mesma foi informada de que uma aeronave clandestina pousaria com cerca de 400 kg de entorpecentes (conforme noticiado à época) em uma das pistas auxiliares da fazenda. Na ocasião, a PF realizou ação de interceptação com total apoio da AMAGGI, a qual resultou bem-sucedida.
A AMAGGI se coloca à disposição das autoridades para prestar todo apoio possível às investigações do caso.

DO G1

NTT DoCoMo: Japoneses criam 1º drone capaz de reproduzir imagens esféricas em voo

By on 26.6.17

Uma empresa japonesa desenvolveu o primeiro drone esférico do mundo capaz de reproduzir imagens em voo, o que poderia ser usado em espetáculos, eventos esportivos e até para ajudar vítimas de catástrofes naturais.

Concebido pela NTT DoCoMo, o dispositivo deve começar a ser comercializado dentro de dois anos, para agregar uma nova aplicação prática aos drones, que já são usados em campos tão diversos quanto o militar, o do transporte e o da logística.
A criação, que pode ser controlada remotamente, poderia ser usada também em eventos esportivas ou shows e inclusive como guia em situações de emergência, afirmou à Agência Efe o responsável pelo projeto, Wataru Yamada.
O drone, de 88 centímetros de diâmetro, tem cinco hélices instaladas no centro de uma estrutura esférica constituída por varetas curvas de LED que, quando giram rapidamente sobre um eixo horizontal, formam as imagens e criam o efeito de uma esfera sólida.
O projeto nasceu há dois anos como um desafio pessoal de Yamada.
"Sempre quis desenvolver uma tecnologia capaz de colocar imagens no ar, mas não como as que as pessoas veem através de dispositivos móveis ou vestíveis, queria um que fizesse diretamente", contou.

Diante das dificuldades para fazer o trabalho sozinho, ele buscou patrocínio. Um ano depois, seu trabalho no centro de pesquisas e desenvolvimento que a companhia tem na cidade de Yokosuka deu resultados com um dispositivo que pode subir até 100 metros no ar.
Equipar um drone com uma tela esférica era uma tarefa complicada, até então, por conta da interferência do fluxo de ar das hélices e do peso. Para resolver estas questões, a equipe liderada por Yamada utilizou uma tela em grande parte oca, com exceção das varietas de LED, de tal forma que o ar passa através dela enquanto cria a ilusão de uma tela sólida graças à imagem residual das luzes que giram rapidamente.
De acordo com Yamada, ao descartar o uso de uma tela completa, o peso do dispositivo, atualmente de 3,4 quilos, também diminuiu.
A NTT DoCoMo pretende colocar o drone esférico no mercado até março de 2019 para uso em eventos lúdicos.
"Estamos pensando em usá-lo em peças de teatro, no intervalo das atuações, ou no final de eventos esportivos, como partidas de futebol ou beisebol", disse Yamada.
Apesar de a utilização na indústria do entretenimento e da publicidade ser a primeira ideia, a equipe quer levar o aparelho além e dar a ele um uso social.
"Estamos trabalhando para que possa ser empregado mais para a frente na orientação de pessoas em casos de emergência", antecipou o inventor, ressaltando que o aparelho poderia indicar locais para refúgior e contribuir com outras informações em caso de catástrofes naturais.
Terremotos, erupções vulcânicas e tufões são comuns no arquipélago japonês, que fica sobre uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, o Círculo de Fogo do Pacífico, e que tem 110 vulcões em atividade no seu território. Por isso, o país fez uma firme aposta nos drones como ajuda para estes desafios, como reflete sua presença em feiras tecnológicas e a legislação específica adotada em 2015, que inclui disposições de segurança quanto ao uso destes aparelhos e especifica onde eles podem operar.
De Epoca - (Por Maria Roldán)

domingo, junho 25, 2017

Europa autoriza projeto para buscar vida extraterrestre

By on 25.6.17

A Europa aprovou o lançamento de um observatório do espaço profundo para buscar planetas habitáveis em outros sistemas estelares, junto com quaisquer formas de vida que eles possam hospedar.
"A missão PLATO abordará questões fundamentais, como 'quão comuns são os planetas parecidos com a Terra?' e 'nosso sistema solar é incomum, ou até mesmo único?'", disse na quarta-feira a Universidade de Warwick, cujos cientistas participarão do projeto.
O empreendimento de vários milhões de euros "poderia eventualmente levar à detecção de vida extraterrestre", acrescentou.
Um comitê da Agência Espacial Europeia (ESA), reunido em Madri, autorizou a missão na terça-feira, o que significa que ela "pode passar de um plano à construção", afirmou a universidade em um comunicado. 
Quando o projeto candidato foi anunciado pela primeira vez, há três anos, seu custo foi estimado em cerca de 600 milhões de euros.
Com 26 telescópios a bordo, a PLATO irá se juntar ao observatório Kepler da Nasa na busca por exoplanetas, que giram em torno de estrelas diferentes do nosso Sol.
O Kepler encontrou até agora mais de 3.400 exoplanetas confirmados. Destes, 30 têm menos do dobro do tamanho da Terra e orbitam dentro da chamada "zona habitável" da sua estrela, a uma distância que permite a existência de água em estado líquido.
A PLATO (Planetary Transits and Oscillations of stars) deve ser lançada em 2026, disse a ESA.

Do EM

sexta-feira, junho 23, 2017

Embraer KC-390 é apresentado em salão de Paris

By on 23.6.17
Embraer apresentou no domingo, 18, à imprensa internacional em Le Bourget, na França, seu cargueiro KC-390, que passa por fase de certificação e deve chegar ao mercado em 2018. A apresentação aconteceu às margens do Salão Aeronáutico de Le Bourget, um dos maiores do mundo.
Com o objetivo de diversificar seu portfólio de produtos, a companhia brasileira espera confirmar nos próximos meses a venda de cinco unidades, com opção de um sexto, ao governo de Portugal.A apresentação foi realizada no final da manhã de domingo com a presença no voo de Paulo Cesar de Souza e Silva, diretor-presidente da Embraer, e de Jackson Schneider, diretor-presidente da Embraer Defesa e Segurança, subsidiária para produtos militares.
O KC-390 é uma das atrações da companhia no salão aeronáutico e tenta conquistar uma parte do mercado hoje cativo do Hercules C-130, produzido pela americana Lockheed Martin. Os dois aviões em fase de testes já contam mais de mil horas de voo e ainda terão pela frente outras mil horas até que a certificação seja garantida, etapa essencial para a venda. 
Venda da primeira unidade
O diretor-presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, espera sacramentar a primeira venda do cargueiro KC-390 nos próximos três meses. "A sinalização de Portugal é muito positiva. Na quinta-feira da semana passada, o Conselho de Ministros de Portugal aprovou a operação de compra e o primeiro-ministro de Portugal esteve no Brasil no domingo passado. Agora temos 90 dias para negociar o contrato", afirmou o executivo ao jornal O Estado de S. Paulo.

O valor do contrato ainda dependerá das configurações e equipamentos das aeronaves, mas a despeito das questões em aberto a Embraer pode obter acesso privilegiado de seu novo produto à maior aliança militar do mundo, a Otan. "Isso é muito importante porque a entrada na Europa é muito importante. É uma vitrine para o mundo", diz Souza e Silva. Se confirmada a venda a Portugal, ela se somará à encomenda já feita pela Força Aérea Brasileira (FAB), que vai adquirir 28 unidades da aeronave - a primeira delas com previsão de entrega em meados de 2018.

A produção do KC-390 marca o retorno dos altos investimentos da Embraer no mercado militar. Nesse mercado, a empresa tem um best seller mundial, o avião de treinamento EMB 314 Super Tucano. Fabricante da série de aviões comerciais regionais com capacidades entre 70 e 130 assentos, que lhe garantem posição de liderança no mercado e o posto de terceira maior construtora do mundo, atrás de Boeing e Airbus, a companhia brasileira busca agora tomar uma posição no setor de aviação militar de transporte de carga e pessoal, reabastecimento, missões humanitárias e de buscas.
Esse mercado, hoje dominado pelo Hercules, é estimado pela Embraer em US$ 50 bilhões por ano, enquanto a demanda projetada para o KC-390 seria de US$ 1,5 bilhão. 

De Epoca

Smoking Snakes: Game quer mostrar o Brasil na Segunda Guerra Mundial

By on 23.6.17
O Smoking Snakes, jogo que se passará na Segunda Guerra Mundial e contará a história dos 25 mil homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que foram enviados para o confronto, entrou em processo de financiamento coletivo.
Todo o jogo será baseado em fatos e lugares em que a Força Expedicionária Brasileira esteve. Os mapas do jogo são baseados em fronts de batalha históricos que estão sendo fielmente desenvolvidos pela equipe. Além disso, haverá um sistema exclusivo de mudança de clima, que deixará os combates ainda mais difíceis e únicos.
Em Smoking Snakes, as partidas serão dividas em três modos de jogo e, por meio de um sofisticado sistema de ranqueamento e busca de partidas, os jogadores serão colocados em lobbies específicos dependendo do seu nível de habilidade. Os jogadores poderão entrar no campo de batalha no modo Team Deathmatch, Conquest e Assalto.
 Dênis Fernandes, responsável pelo projeto comentou:
“Acreditamos que a história é viva e, por isso, resolvemos lembrar dos soldados que foram enviados para a Segunda Guerra Mundial, Smoking Snakes não é um jogo/documentário, no entanto, temos como objetivo principal transportar o jogador para dentro de um front de batalha e, para isso, utilizaremos de relatos históricos e fotos da época para criarmos o cenário e a ambientação do jogo. Todo o som emitido pelas armas de será desenvolvido com o maior nível possível de fidelidade”
Dênis explica que a arrecadação de fundos para o desenvolvimento do jogo foi dividida em cinco níveis e, em cada um deles, estão detalhados os custos operacionais.
“Ao todo vamos precisar de R$ 150 mil e montamos uma planilha detalhada de custos para prestar contas aos nossos apoiadores”
As recompensas para quem apoiar a campanha de financiamento coletivo estão divididas em seis níveis diferentes e incluem desde acesso ao alpha até multiplicadores de experiência e armas exclusivas. Caso você queira contribuir com o jogo, basta acessar a página do Kickante.



 Smoking Snakes será um jogo multiplayer FPS que reviverá a história da FEB durante a Segunda Guerra Mundial.

quinta-feira, junho 22, 2017

Top Gun 2: "Estou pronto", avisa Val Kilmer

By on 22.6.17
Val Kilmer, uma das estrelas do primeiro Top Gun, mandou um recado para a produção da vindoura e confirmada sequência em um post no Twitter. Confira:

"Estou pronto, só dizendo...", escreveu Kilmer.
Tom Cruise voltará para reprisar o papel de Maverick e Val Kilmer também espera retornar no papel de Iceman. A continuação deve focar na guerra moderna, onde se utilizam drones. Tony Scott, diretor da produção original, faleceu em setembro de 2012. O produtor Jerry Bruckheimer volta para liderar o projeto.

Do Omelete

A continuação de Top Gun terá a volta de Val Kilmer. No Facebook, o Iceman do filme de 1986 confirmou que foi convidado para Top Gun 2 aceitou. "Não é sempre que se diz 'sim' sem ler o roteiro. É preciso ter Gene Hackman no elenco, Francis Coppola na direção ou Jerry Bruckheimer e Tom Cruise."
Depois, na rede, o ator esclareceu que não estava dizendo que Gene Hackman e Francis Ford Coppola estarão no filme. "Esses foram exemplos. Se você for fazer um filme de ação, deve ter o mais bem sucedido produtor da história de Hollywood [Bruckheimer] e deve ter Tom Cruise junto. Só estou dizendo. Eles me telefonaram e eu disse sim."

Do Omelete

Lembro que em abril, Kilmer afirmou que estava a curado de um tumor cancerigino. (AQUI)

quarta-feira, junho 21, 2017

Ufólogos dizem que óvni em formato de pirâmide sobrevoou o Brasil em junho de 2015

By on 21.6.17
Ufólogos divulgaram um vídeo que seria de um objeto não identificado sobrevoando o céu de Mogi da Cruzes, no interior de São Paulo. A peça, no formato de uma pirâmide de bronze, teria sido filmada com uma câmera e ampliada 60 vezes em 14 de junho. As imagens foram divulgadas pelo site “Ufo Sightings daily”, especializado em notícias a respeito da existência de vida em outros planetas. 

Segundo o jornal inglês “Metro”, o diretor do site, Scott Waring, explicou que essas pirâmides não são novas, e que costumam ser vistas muito regularmente em nosso planeta. “Esta forma de UFO foi gravada antes, no passado. Por exemplo, em 05 de outubro de 1996, em Pelotas, o Brasil registrou uma forma de pirâmide bronze semelhante no céu e até mesmo voou em torno de um avião”, explicou ele.




Do Extra

terça-feira, junho 20, 2017

Alemanha Nazista: STF avalia se atos de guerra não estão imunes à sua jurisdição

By on 20.6.17

Em meio à convulsão política, o STF decidiu analisar a possibilidade do Poder Judiciário se manifestar a respeito de atos de guerra e suas consequências. Trata-se da Repercussão Geral nº 944, originado a partir de caso em que descendentes de mortos em um ataque perpetrado por submarino alemão a um barco brasileiro em 1943 buscam responsabilizar a Alemanha. Nesse contexto, o STF pode vir a considerar que atos de guerra estrangeiros não estão imunes à jurisdição.

Expliquemos um pouco melhor: existia, na doutrina jurídica, até meados do Século XX, uma distinção forte entre atos administrativos e políticos. Os atos políticos decorriam da autoridade constitucional e eram impassíveis de revisão por parte do Poder Judiciário, ao contrário dos atos administrativos.
O constitucionalismo brasileiro se ateve a tal tradição, impedindo que atos políticos fossem revistos. Aos poucos, esta doutrina passou a ser vista como autoritária; um dos últimos vestígios da sua aplicação se deu nos Atos Institucionais, da ditadura militar, que negavam a possibilidade de revisão judicial (inclusive concessão de habeas-corpus) aos atos da chamada “revolução” (que boa parte dos historiadores hoje chama de “golpe”). A Constituição Federal de 1988 prevê possibilidade irrestrita de revisão judicial desde que haja lesão ou ameaça a direito.
De certa forma, porém, a doutrina dos atos políticos sobreviveu, mesmo que tímida. Atos como a indicação de ministros de Estado ou a aprovação de uma lei não se sujeitavam ao controle judicial reservado aos atos administrativos (evidentemente, as leis sujeitam-se ao controle de constitucionalidade). Aos poucos, o Poder Judiciário, provocado, passou a imiscuir-se, mesmo que timidamente, em tais atos (como ficou claro na polêmica envolvendo liminar que negou ao ex-presidente Lula o cargo de ministro).
Agora, o STF ensaia dar um passo adiante na possibilidade de o Poder Judiciário adentrar a seara exclusivamente política. A guerra sempre foi vista como um ato de teor político e de soberania, alheio ao Direito. Aos poucos, felizmente, o cenário foi modificado, mormente depois da Segunda Guerra Mundial. A promulgação da Convenção de Genebra tentou pôr ordem ao caos dos campos de batalha e permitir um mínimo de dignidade aos afetados pelos conflitos, coisa que a anterior convenção de Haia não conseguiu. A formação da ONU tem em sua gênese a tentativa de mediação da comunidade internacional em prol da paz.
No referido tema 944, a primeira instância da Justiça Federal e o Superior Tribunal de Justiça se manifestaram de forma contrária à possibilidade de revisão do Poder Judiciário, alegando que a Alemanha era Estado soberano e que o ato de guerra e suas consequências não são apreciáveis judicialmente. O STF tem oportunidade de mudar tal entendimento, mas a dúvida permanece: como o Poder Judiciário de um país conseguirá, mesmo que se afirme constitucionalmente autorizado a tanto, exercer jurisdição efetiva sobre país estrangeiro?

Do GGN - Por: Luiz Felipe Panelli - O Autor do texto é doutorando em direito e pesquisador do Grupo de Estudos sobre Direito, Estado e Sociedade (GEDES) da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Atua principalmente nos seguintes temas: direito constitucional, direitos fundamentais e filosofia do direito.

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