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quarta-feira, agosto 02, 2017

Atual e ex-comandante da Força Aérea afirmam que que Lula não influenciou Dilma na escolha do Gripen

By on 2.8.17
O comandante da Força Aérea Brasileira, Nivaldo Luiz Rossato, e o ex-comandante, Juniti Saito, afirmaram nesta terça-feira (1º) em depoimento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não influenciou a ex-presidente Dilma Rousseff na compra, pelo governo, de caças suecos entre 2013 e 2014.
Rossato e Saito prestaram depoimento à 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília. Os caças foram adquiridos pelo governo no período em que Juniti Saito comandava a Aeronáutica.
Lula e o filho dele Luiz Cláudio Lula da Silva, além de dois empresários, se tornaram réus após o Ministério Público Federal denunciá-los por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa na compra dos caças, investigada no âmbito da Operação Zelotes.

Os depoimentos

Durante o depoimento, Juniti Saito relatou ter acompanhado os trabalhos internos para a escolha de três empresas que integrariam a lista a ser entregue a Lula em 2010.
"O comandante [da Força Aérea] bate o martelo. Foi o que aconteceu com o Gripen. Foi uma decisão do comando da Aeronáutica, por melhor preço, por manutenção e transferência de tecnologia, declarou.
Questionado, então, pela defesa do ex-presidente, se Lula influenciou o corpo técnico, Saito respondeu: "Ele respeitava a nossa opinião".
Saito e Rossato relataram, em seguida, que quem decidiu sobre o modelo a ser adquirido foi a então presidente Dilma, já que Lula recebeu o relatório, mas deixou a decisão final para a sucessora.
O MP, nesse instante, indagou a Saito se ele poderia afirmar que "quem bateu o martelo foi a presidente Dilma". O militar concordou.
Em seguida, Nivaldo Luiz Rossato relatou: "Eu me lembro. Em dezembro de 2013, durante almoço dos oficiais com a presidente Dilma, ela anunciou a decisão dela pela Gripen, apesar de a Força Aérea apontar que os três tinham capacidade técnica para cumprir os requisitos".
"Nós entregamos todo o processo no inicio de 2010, a partir daí ficou a decisão do governo. Desconheço [interferência de lula], sei que a presidente Dilma apresentou a decisão dela", acrescentou o comandante da FAB.
Além dos militares, a defesa de Lula havia arrolado como testemunha o ex-ministro da Advocacia Geral da União Luís Inácio Lucena Adams. Mas, pela segunda vez, Adams não compareceu ao depoimento. Segundo o juiz, desta vez, ele enviou uma declaração informando estar em viagem.
No início do processo, a defesa de Lula convocou 80 testemunhas. O juiz, porém, definiu que a lista deveria ser reduzida para 32.

Defesa de Lula

Após os depoimentos, o advogado do ex-presidente, José Roberto Batochio, disse que as declarações dos militares "fulminam" a suspeita de tráfico de influência por parte de Lula na escolha dos caças.
"Eles mostraram que quem optou pelo Gripen foi uma comissão da área técnica da FAB. Que a decisão não foi política. O brigadeiro disse isso com toda a clareza", declarou.
Batochio afirmou, ainda, que a acusação contra o ex-presidente é uma "criação cerebrina dos membros do Ministério Público".
"Estamos aqui diante de uma situação em que a defesa mostrou que não existiu crime. A prova de inocência apareceu com esses dois testemunhos", completou.

Entenda o caso

A denúncia contra Lula, relacionada à Operação Zelotes, foi apresentada em dezembro do ano passado.
Segundo o MPF, os crimes foram praticados entre 2013 e 2015 quando Lula, como ex-presidente, teria participado de um esquema para beneficiar empresas junto ao governo Dilma Rousseff.
O MP apontou irregularidades na compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro. Durante as investigações, não foram encontrados indícios de que Dilma tivesse conhecimento do suposto esquema.
Em troca, diz a denúncia, os empresários Mauro Marcondes e Cristina Mautoni teriam repassado cerca de R$ 2,5 milhões a Luis Cláudio Lula da Silva, filho de Lula. Segundo relatório da Polícia Federal, não houve prestação de serviço pela empresa do filho de Lula. A PF diz também que o material produzido pela empresa era cópia de material disponível na internet.
O Ministério Público Federal afirma também que Mauro Marcondes "comandou" a organização criminosa, fazendo a ligação entre as empresas beneficiadas e a família de Lula.
Já a mulher dele, e sócia, Cristina Mautoni, teria participado "ativamente" das contratações e do "fluxo de informações" com as empresas e com Luís Cláudio Lula da Silva.
De acordo com a denúncia, ao ex-presidente Lula coube "fazer os encontros com fortes indícios de que deu aval" para Mauro Marcondes e Cristina Mautoni propagarem, "para fins contratuais milionários", o apoio e prestígio que tinha junto ao governo federal e à Presidência da República.
A denúncia afirma que a Luís Cláudio coube fornecer dados de uma das suas empresas a fim de receber o dinheiro a título de apoio do ex-presidente, mediante um contrato de fachada. 

Do G1

segunda-feira, julho 17, 2017

Militares israelenses compram drones capazes de lançar granadas

By on 17.7.17
A tecnologia é capaz de mudar completamente o mundo onde vivemos. Agora, chegou a vez da guerra. Militares israelenses compraram drones que são capazes de atacar alvos com armas e granadas.

Conforme relata o Engadget, os dispositivos são produzidos pela empresa norte-americana Duke Robotics. A aerodinâmica e a física dizem que não é possível prender uma arma em um drone e esperar que ele voe e ainda atinja o alvo, no entanto, a empresa planejou uma maneira de manter o zangão firme enquanto compensa o recuo da arma.

Aparentemente, o drone conta com um sistema de partes flexíveis que distribui o peso na hora do ataque para manter o dispositivo parado no ar. O sistema, por exemplo, permite que um drone de 4,5 kg se mantenha estável ao lançar uma granada ou carregar armas de até 10 kg.
A empresa afirma que o uso de drones remotos reduziria a necessidade de manter soldados na linha de frente, logo, reduziria o número de mortes.
Além de drones, os militares também devem estar cada vez mais armados tecnologicamente. 

O Olhar Digital divulgou recentemente que os militares russos desenvolveram um exoesqueleto à prova de balas com o objetivo de reduzir o cansaço dos soldados, e que os Estados Unidos estão trabalhando em uma armadura semelhante à do Homem de Ferro.


sexta-feira, julho 14, 2017

FAB começa a operar Satélite Geoestacionário

By on 14.7.17
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGCD) deu início às transmissões nesta quarta-feira (5) e será controlado pela Força Aérea Brasileira (FAB).
O equipamento foi lançado ao espaço no dia 4 de maio a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Nesse período foram feitos testes orbitais e testes coordenados pelos militares.
“O SGDC recebeu a carga útil da Banda X, que vai garantir mais segurança nas comunicações militares e ampliar a capacidade operacional da Forças Armadas”, explicou o Vice-Chefe do Centro de Operações Espaciais (COPE), Coronel Aviador Sidney César Coelho Alves.

 
O satélite foi o primeiro construído pelo País com fins militares e civis e deve impulsionar a implementação do Plano Nacional de Banda Larga. O satélite vai permitir que mais de sete mil computadores da rede pública sejam conectados à internet.
Ao todo, os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações investiram R$ 2,7 bilhões no projeto.

quarta-feira, julho 12, 2017

Russian Stormtrooper: Rússia cria exoesqueleto para seus soldados

By on 12.7.17
Que a Rússia é um país em que tudo pode acontecer, a gente já sabe. No entanto, você sabia que os seus soldados estão prestes a se transformar personagens de um filme genérico de ficção-científica? Pois é mais ou menos isso o que vai acontecer, já que o exército russo acaba de revelar um novo tipo de uniforme que parece ter sido retirado do cinema ou mesmo de um videogame.

O uniforme é, na verdade, um exoesqueleto desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Central para Construção de Máquinas de Precisão e funciona tanto como um equipamento de proteção avançada quanto como uma forma de otimizar o desempenho dos soldados. Isso porque ele foi projetado com uma tecnologia que diminui o cansaço dos combatentes. De maneira bastante resumida, é como se ele tivesse um motor interno que ajudasse o soldado em seus movimentos.

Porém, o que realmente chama a atenção no conceito de armadura é o capacete bastante diferente daqueles usados por outras forças de segurança. O design adotado aqui fica exatamente entre o usado pelos Stormtroopers, em Star Wars, e o capacete de Master Chief na série Halo, protegendo o usuário ao mesmo tempo em que intimida quem aparecer em seu caminho. 



Todo esse aparato serve para dar mais proteção aos soldados russos. O exoesqueleto conta com uma tecnologia de resistência avançado que protege seus usuários de balas e estilhaços em todo o corpo — o que facilitaria a sua atuação em qualquer campo de batalha. Além disso, o fato de a armadura ser motorizada permite que os soldados aguentem um confronto por muito mais tempo, já que o desgaste físico tende a ser menor.

Porém, pode ser que essa curiosa tecnologia ainda demore um pouco para sair do papel. Embora já haja protótipos prontos, o equipamento ainda é apenas um conceito e a expectativa é que a sua produção comece a ser feita somente nos próximos anos.

Via: Engadget – Via Canaltech

segunda-feira, julho 10, 2017

EUA se tocaram tarde demais que precisam de mais caças F-22

By on 10.7.17
Em maio de 2013 um drone Predador americano estava voando em águas internacionais, próximo ao Irã, quando um caça Phantom F-4 iraniano começou a se aproximar, com intenções de abate. Os EUA já estavam cientes, e na região tinham um F-22, stealth. Sem ser detectado o F-22 se aproximou pela traseira, voou para baixo do Phantom para checar o armamento, então nivelou ao lado do inimigo.
Achmed tomou o maior susto da sua vida quando ouviu no rádio o piloto americano, que provavelmente acenava enquanto falava Olha, você realmente deveria ir para casa.
Ninguém foi abatido naquele dia, nenhum tiro disparado e com sorte o iraniano até estava usando as calças marrons.
O F-22 teve seus problemas, mas ele ainda é a coisa mais avançada voando hoje em dia. É uma maravilha tecnológica levando os dois mais avançados computadores já instalados em um avião, e um deles é o backup. Ele voa com impunidade em qualquer cenário, sua tecnologia stealth torna qualquer combate covardia, mas por um tempo ele não foi desejado.
O primeiro voou em 1997, mas as especificações foram colocadas no papel em 1981. O objetivo era avançar os caças em uma geração, evitando a desvantagem estratégica em relação aos russos, que estavam começando a construir aviões realmente bons e em muito maior número.
O protótipo voou em 1991, foi aprovado e a politicagem foi ativada no grau máximo. A Lockheed Martin espalhou os fornecedores de componentes entre 46 estados dos EUA, a linha de produção envolvia 1.000 empresas e 95.000 trabalhadores. Um pesadelo logístico, um custo altíssimo mas ao menos assim o Senhor Deputado podia bater no peito e dizer que estava garantindo empregos para o seu estado.
O projeto original era produzir 750 caças, a um custo total de US$ 26,2 bilhões; mas como bom projeto de governo, chegou a custar US$ 62 bilhões por 183 aviões. Em dado momento surgiu uma opção que reduziria o custo total mas aumentaria o custo individual.
Em 2012 o custo estimado por F-22 era de US$ 412 milhões, ou seja: o sujeito pilotava com a ponta dos dedos, se arranhasse a pintura pagaria carnê pelo resto da vida.
Já em 2008 o F-22 estava sendo questionado. Ele foi projetado para uma guerra que não mais aconteceria: os russos agora eram amigos. Não faz sentido um avião de US$ 400 milhões quando seu inimigo são dois idiotas em um camelo. No martelo final foram produzidos 195 aviões dos 750.
Desses 195 187 são operacionais, o resto são unidades de demonstração, teste, etc.
Desses 187, somente 1/3 estão em condições de vôo, o resto está em upgrade ou manutenção preventiva.
O último F-22 saiu da linha de montagem em 2011: o ferramental foi aposentado, as linhas reorganizadas para produzir outros aviões, como o F-35, muita gente foi demitida, e a experiência se perdeu.
Aí alguém se tocou que o mundo mudou, que a Rússia não é mais boazinha, que a China está botando as manguinhas de fora, e que todos esses têm excelentes aviões. A Melhor Coréia não tem nada que voe e seja decente mas tem muitos mísseis, e isso também é ruim.
Em 2016 o Congresso pediu discretamente que alguém fizesse um estudo formal para reinstaurar a linha de produção do F-22. O estudo saiu, mas foi tão desastroso que o classificaram como secreto. O resultado confirmou o que todo mundo do meio havia dito: a produção do F-22 não deveria ter sido encerrada com tão poucas unidades, e agora vai sair caro, muito caro.
O consenso é que produzir 194 novos F-22 custaria US$ 50 bilhões. Pior, levaria cinco anos para a linha colocar o primeiro avião na rua.
Heather Wilson, secretária da Força Aérea já avisou que não há qualquer interesse em reativar a produção do F-22, isso significa que o foco está no novo caça de 6ª geração, a ser lançado por volta de 2030. Esperemos que os caras maus tenham paciência e não façam nada contra os EUA até lá…
Fonte: The Drive - Via Meio Bit

sexta-feira, junho 30, 2017

NASA apresenta projeto final de avião supersônico

By on 30.6.17

A NASA apresentou o modelo final do seu avião supersônico silencioso, anunciado há pouco mais de um ano.
O resultado é fruto do trabalho do programa QueSST (Quiet Supersonic Transport - Transporte Supersônico Silencioso), cujo objetivo é viabilizar um jato de passageiros que possa atingir velocidades supersônicas sobre a terra, ao contrário do Concorde, que só ultrapassava a velocidade do som sobre o mar por causa da explosão sônica - ou boom sônico -, que poderia destruir janelas e causar outros acidentes.
O avião supersônico, que a NASA chama de X-Avião, está sendo projetado para, ao ultrapassar a velocidade do som, gerar apenas uma "batida" suave, e não um estrondo com potencial destrutivo. Em velocidades normais, ele deverá ter o mesmo padrão de ruído que os aviões convencionais.
X-Avião real
O protótipo deverá voar sobre áreas residenciais para permitir coletar os dados necessários para que as autoridades reguladoras avaliem o voo supersônico sobre a terra nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo.
Ele será baseado no modelo em escala, medindo 1,8 x 2,4 metros, construído pela Lockheed Martin, que passou pelos primeiros testes de velocidade supersônica no túnel de vento do Centro de Pesquisa Glenn, da NASA.
"Gerenciar um projeto como este tem a ver com superar um marco depois do outro. Nossa forte parceria com a Lockheed Martin nos ajudou a chegar até este ponto. Agora estamos um passo mais perto de construir um X-avião real," disse David Richwine, gerente do projeto QueSST.
Até o final do ano a NASA deverá divulgar o processo de solicitação de propostas para construção de um modelo monomotor pilotado do avião X. A previsão é que o contrato seja assinado no início de 2018 e os primeiros testes de voo do avião supersônico comecem em 2021.

 Do Inovação Tecnologica

quinta-feira, junho 29, 2017

Lembra-se do Concorde? Novo avião supersónico será ainda mais rápido

By on 29.6.17
O avião supersónico de passageiros está de volta e desta vez vai ser ainda mais rápido do que o famoso Concorde. A construtora aeronáutica Boom Supersonic, que está a desenvolver o aparelho, explica que as primeiras 10 unidades do avião foram reservadas pela companhia aeroespacial Virgin Galactic, mas o CEO da construtora, Blake Scholl, dá conta de que as restantes companhias aéreas estão também a entrar na corrida pela nova tecnologia que promete voar de Paris a Nova Iorque em apenas três horas e meia.
“As companhias aéreas estão entusiasmadas por poderem oferecer aos seus passageiros algo novo e diferente. Elas querem compartilhar a nossa visão de futuro sobre viagem supersónicas mais acessíveis e nós estamos ansiosos por partilhar esta tecnologia com elas”, afirmou Blake Scholl, numa conferência de imprensa em Paris sobre o futuro da aviação.
Blake Scholl avança que as primeiras unidades do XB-1 devem estar prontas para 2023. O avião supersónico será capaz de atingir a velocidade máxima de 2335 quilómetros por hora, sendo este 10% mais rápido do que o antecessor Concorde, que era capaz de atingir o dobro da velocidade do som.
Considerado um dos maiores feitos da engenharia aeronáutica, os aviões Concorde deixaram de voar depois de uma aparatosa queda em Paris, que causou a morte a 113 pessoas em 2000. A frota de 20 Concordes até então construídos, ao serviço da British Airways e da Air France, foi retirada de circulação e a maior parte dos veículos foram conservados em museus nos Estados Unidos e na Europa.
O novo protótipo supersónico vem equipado com 55 assentos de classe executiva ou 30 lugares de primeira classe para os voos mais longos. Viajar de Paris para Nova Iorque vai passar a demorar em média três horas, em comparação com as sete horas atuais, assim como uma viagem de São Francisco para Tóquio vai ser reduzida das 11 horas atuais para apenas cinco.
Pelo menos cinco companhias aéreas já manifestaram a intenção de comprar o modelo XB-1, totalizando-se um total de 76 pedidos junto da Boom Supersonic.
Estima-se que um bilhete em classe executiva de Londres para Nova Iorque custe à volta de 5 mil dólares (cerca de 4.500 euros). 

quarta-feira, junho 28, 2017

Dois IAI Kfir TC-2 para repor perdas operacionais

By on 28.6.17
A Força Aérea da Colômbia (FAC) comprou de Israel duas aeronaves caças biplace IAI Kfir TC-2 de segunda mão para substituir plataformas perdidas e reforçar sua frota de treinadores Kfir, de acordo com o comandante da FAC, General Carlos Bueno.

Depois de perder quatro treinadores de 2009 a 14, bem como um lutador operacional, o FAC ficou com apenas um Kfir de dois assentos e uma habilidade de treinamento limitada. Inicialmente pensou-se en voltar a operatividade dois Mirage 5, aposentados em 2010, mas por razão de custos e racionalização de manutenção decidiu-se comprar os Kfirs.

Um contrato já foi assinado para as duas aeronaves, que vieram de estoques da Força Aérea israelense, e foram entregues à FAC para montagem na Base Aérea Germán Olano em Palanquero, sede do Comando Aéreo de Combate No1 ( CACOM-1).

Da Janes

terça-feira, junho 27, 2017

Rússia inicia produção em série de seu bombardeiro supersônico Tu-160M2

By on 27.6.17

A Rússia retomou a produção do famoso bombardeiro estratégico Tu-160, mas agora em sua versão modernizada - o Tu-160M2, informou o ministro da Defesa do país, Sergei Shoigu.

"Uma grande parte dos trabalhos preparatórios já foi feita. Foram restabelecidos os métodos tecnológicos próprios para a produção de peças de liga de titânio", declarou Shoigu.

De acordo com o alto funcionário, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou em fevereiro de 2017 um decreto para reiniciar a linha de produção do bombardeiro Tu-160 no projeto aeronáutico de Kazan e desenhar uma nova geração de bombardeiros estratégicos russos.
Segundo o diretor adjunto da empresa Tupolev, Valery Solozobov, a criação do Tu-160M2 conta com coordenadores das melhores escolas de aviação, entre elas a Tupolev, Sukhoi, Yakovlev, Beriev e Mikoyan.
"Designers de diferentes partes da Rússia são responsáveis pela delineação de várias partes da fuselagem e das asas, o que possibilitará o aceleramento da fabricação de componentes e conjuntos desta estratégica aeronave em centros mecanizados modernos", disse Solozobov.
De acordo com o editor-chefe da revista Aviapanorama, Vladimir Popov, de fato, será criada uma aeronave basicamente nova.

"Trata-se do Tu-160M2, não simplesmente um Tu-160. Uma aeronave basicamente nova. Externamente, será muito semelhante ao seu antecessor, mas o interior é muito diferente. Será mudado todo o seu equipamento de navegação e será apresentada uma nova cabine. O sistema de pontaria apresentará melhor desempenho, tanto com mísseis, como com bombas. Os instrumentos de navegação serão novos, de maior qualidade. E, é claro, esta aeronave terá motores mais eficientes e econômicos. Tais mudanças visam ampliar a capacidade de voar em velocidade supersônica, sendo essa a ideia principal de modernização e renovação", frisou Popov.
Segundo o analista militar, a fuselagem será a mesma da versão anterior, já que não é obsoleto. No entanto, a eletrônica será completamente renovada.
Entre outras novidades, Popov também mencionou os novos sistemas de guerra eletrônica. "Há uma possibilidade de implantar tecnologicamente tudo isso na 'base' antiga, por assim dizer", afirmou Popov.

O primeiro voo do Tu-160 foi realizado em 1981. É considerado o maior avião supersônico com asas de geometria variável. Além disso, o Tu-160 é dono do maior peso de decolagem em comparação com qualquer um de seus concorrentes: em torno de 275 toneladas.
Por último, entre todos os aviões existentes, o Tu-160 é o mais rápido. Ele pode alcançar velocidades de até 2.200 km/h, igualando-se a caças modernos quanto à superioridade em questão. 




Ciberataque paralisa Ucrânia e atinge várias empresas europeias

By on 27.6.17
A Ucrânia está nesta terça-feira sob um ciberataque de proporções ainda desconhecidas. Esta tarde, e citado pela Reuters, um conselheiro do Ministério do Interior ucraniano afirmava que a acção foi perpetrada com recurso a uma versão modificada do WannaCry, o vírus no centro do recente ataque global de ransomware (sequestro de sistemas informáticos a troco de dinheiro).
Nas últimas horas, a Reuters deu conta de que, na sequência desse ataque, o aeroporto de Kiev ficou sem sistema informático – obrigando os responsáveis a alertar para possíveis atrasos –, tal como o Governo, cuja rede de comunicações também está em baixo, segundo informou o vice-primeiro-ministro ucraniano em declarações citadas pela Reuters.
"Nós também estamos com a rede em baixo", escreveu o número dois do governo de Kiev, Pavlo Rozenko, numa mensagem no Twitter, acompanhada de uma fotografia de um ecrã de computador que exibe uma mensagem de erro.

Não há informações sobre a dimensão do ataque, mas sabe-se que o construtor ucraniano de aviões Antonov, foi atacado, bem como o maior produtor russo de combustível, a empresa Rosneft.
"Os servidores da empresa foram alvo de um poderoso ciberataque", disseram responsáveis da perolífera, via Twitter, nessa mesma rede social.
Também a empresa russa Evraz, do sector metalúrgico e de produção de aço, disse estar sem sistema informático pela mesma razão.
Em Kiev, o director do principal aeroporto que serve a capital também alertou para eventuais atrasos devido às consequências do ciberataque, que afectou os sistemas informáticos daquela infra-estrutura.


Segundo a Reuters, também a companhia estatal de distribuição eléctrica e alguns bancos foram alvo deste ataque. Na Dinamarca, a empresa de transporte marítimo A.P.Moller-Maresk revelou que também ela está sem rede informática nesta terça-feira, em diversas regiões, devido a um ciberataque. "Podemos confirmar que a causa foi um ciberataque", disse uma porta-voz da empresa. Não se sabe se estará relacionado com o mesmo ataque que está a paralisar a Ucrânia.
Também a agência de publicidade britânica WPP disse ter sido alvo de um ataque informático. O terminal de contentores do porto de Roterdão também terá sido afectado, de acordo com uma televisão local, citada pela Reuters.
Apesar de não estar afastada a possibilidade de se tratar de um ataque de natureza criminosa com origem num país terceiro, a Ucrânia é apontada actualmente como o "campo de experiências" russo para uma ciberguerra global. Há precisamente uma semana, a revista Wired publicou uma reportagem que relata os múltiplos casos de ciberataques que tem afectado o país em diferentes sectores nos últimos três anos. 
"Actualmente, na Ucrânia, a quintessência do cenário de ciberguerra tornou-se realidade", com "um ataque em contínuo nos últimos três anos, algo como o mundo nunca vira antes". "Um exército de hackers tem sabotado de forma sistemática particamente todos os sectores da Ucrânia, dos media às finanças, transportes, serviços militares, políticos e energéticos", descreve a Wired. "É praticamente impossível encontrar uma área neste país que não tenha sido já vítima de um ciberataque", afirma Kenneth Geers, um embaixador da NATO e especialista em cibersegurança.
Mais elucidativo foi o discurso do próprio Presidente ucraniano, em Dezembro de 2016, quando Petro Poroshenko disse que nos dois meses anteriores tinham sido registados 6500 ciberataques a 32 alvos ucranianos. O Presidente culpou a Rússia, sem meias palavras, indicando que a investigação feita em casa apontava para "um envolvimento directo ou indirecto dos serviços secretos russos", no que qualificou com uma ciberguerra desencadeada contra a Ucrânia.

Do Publico



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